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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

OS MACONDES - MOÇAMBIQUE


OS MACONDES

 
Mulheres Macondes

Quando os portugueses "aportaram" pela primeira vez  no Planalto dos Macondes, decorria o ano de 1917, encontraram um povo com grande unidade cultural, se bem que fosse um povo que não possuía um chefe que pudesse ocupar uma posição centralizadora ou que  pudesse ser detentor do poder político e mantivesse os numerosos grupos locais ou povoações –makaya - sob a sua autoridade.
Cada povoação era uma pequena unidade social e política independente. Obedeciam a um chefe local que viam como o chefe de uma família extensa, mas a autoridade do chefe era nula.
 
Os Macondes são um povo que vive  fechado  e segregado. Ninguém se aventurava a demandar o seu território. Apenas em caso de guerra todos se unem, combatendo o inimigo comum. As suas numerosas povoações são independentes e fecham-se a qualquer convívio com os vizinhos, mostrando hostilidade para com as outras populações, obrigando a um estado de alarme constante e fazendo da guerra uma ocupação e uma preocupação. As aldeias Macondes são fortificadas na periferia com cercas de árvores e arbustos espinhosos, com uma espessura entre os 20 e os 24 metros.
O povo Maconde forma uma comunidade política constituída por pequenos núcleos populacionais, independentes entre si, cada um dos quais dirigido por um chefe. O chefe da população – mwene – não tem autoridade política absoluta, a autoridade advém-lhe do facto de ser o chefe de uma família extensa. Quando há uma disputa dentro da povoação, todos recorrem a ele, para que dê uma solução. Apesar destas atribuições judiciais não se pode dizer que ele actue como juiz. Nas suas decisões é sempre ajudado pelo Conselho de Anciãos, formado pelos representantes das famílias conjugais.
 
Arca de arte Maconde
É um Povo étnico do Sudeste de África, oriundo do povo dos Bantos que viveu no sul do lago de Niassa. Atualmente, os Macondes estão estabelecidos no planalto de Mueda, província de Cabo Delgado, a norte de Moçambique (perto de 400 000 Macondes) e, também, no sul da Tanzânia (cerca de 900 000 Macondes).
Segundo uma lenda do povo maconde, um homem, que vivia sozinho no mato, esculpiu, a partir de um cepo de uma árvore, uma mulher de quem teve três filhos. Os dois primeiros morreram à nascença e o terceiro, que nascera num planalto, sobreviveu. Por este motivo, os primitivos Macondes escolheram os planaltos para viverem. Esta etnia manteve-se  isolada até ao início do século XX, que foi quando os Portugueses conseguiram transpor as florestas densas e as zonas íngremes que protegiam aquele povo. Em consequência deste contacto tardio com outras culturas, os seus costumes conservaram uma forte tradição e coesão. As atividades principais dos Macondes são a agricultura e a escultura. É por esta arte que são mundialmente conhecidos, sobretudo pelas suas máscaras e esculturas em madeira, reveladoras da estética e da cultura deste povo.

Os Makondes são um povo da África oriental, que habita 3 planaltos do norte de Moçambique e sul da Tanzânia. Têm como actividades principais, a agricultura e a escultura. Sendo apreciados mundialmente pelas suas belas máscaras e esculturas em madeira, que reflectem a sua estética e cultura ricas.
A maioria dos cerca de 1.260.000 Makondes mantêm uma religião tradicional embora parte da população seja hoje cristã.
Os Makondes são um povo Bantu provavelmente originário de uma zona a sul do lago Niassa – Na fronteira entre Moçambique, Malawi e Tanzania. A hipótese desta origem foi apurada a partir da análise de fontes escritas e orais, e é ainda reforçada por semelhanças culturais com o povo Chewa, que ainda hoje habita uma vasta zona a sul e sudoeste do lago Niassa, no Malawi e na Zâmbia.
Os Makondes teriam assim pertencido, em tempos remotos, a uma grande federação Marave, que teria iniciado a sua migração para nordeste, ao longo do vale do rio Lugenda, em tempos bastante longínquos.
 
Mantiveram-se muito isolados até tarde, pois só no século XX é que os portugueses, que na altura colonizavam Moçambique, conseguiram controlar as zonas por eles habitadas. Isto deveu-se à sua localização, protegida por zonas ingremes de difícil acesso e por florestas densas. O facto de os Makondes terem ganho uma imagem de violentos e irrascíveis, também ajudou ao seu isolamento.
Desta forma, conseguiram manter uma forte coesão cultural, que apesar de ter diminuido nos anos que se seguiram à chegada dos portugueses, ainda assim conseguiu resistir em vários aspectos. Também a religião tradicional se manteve dominante, tendo as conversões ao cristianismo começado apenas por volta de 1930.
Este povo tem grandes preocupações estéticas, que se podem observar não só nas máscaras e esculturas, mas em todo o tipo de objectos. Também na arquitectura das aldeias e caminhos de acesso, se nota um cuidado estético.
Todos os tipos de objectos são feitos com grande sensibilidade estética e demonstram um amor pela beleza, caixas de remédio e rapé, cachimbos, rolhas de garrafa, bilhas, potes e panelas de cerâmica, tambores, insígnias de poder, instrumentos rituais, etc.
       
Os Makondes, assim como muitos outros povos, dão muita importância aos ritos de passagem, sendo os mais importantes os ritos de iniciação masculina e feminina. E ligada aos ritos de iniciação masculina, está a mais importante dança dos Makondes, o Mapico, onde são usadas máscaras com o mesmo nome.
Esta dança é muito importante na vida dos Makondes de Moçambique, havendo uma aura de mistério e segredo rodeando a preparação das máscaras e a dança propriamente dita, sendo por exemplo importante que não se saiba a identidade do dançarino.
Para a dança, um jovem mascara-se de homem ou animal, vestindo panos e usando uma máscara Mapico na cabeça. Existem vários passos que o dançarino executa, sempre em sintonia com a música dos tambores, apresentando uma espécie de encenação teatral, que encanta e diverte todos os que assistem.
Depois de um extase de actividade por parte do dançarino, segue-se uma encenação de perseguição e fuga, entre o dançarino e um grupo de aldeões.
O Mapico é o centro das festas tradicionais, em que são realizadas as cerimónias de iniciação.
   
Depois da chegada dos portugueses às áreas Makondes, muito rapidamente as autoridades coloniais e os missionarios, se aperceberam do grande talento e técnica dos artistas, e usaram esse talento para satisfazer os seus interesses. Dando origem a esculturas de cristos e virgens por um lado, e bustos do ditador Salazar, do poeta camões, Alexandre Herculano, e de outras individualidades da história portuguesa, por outro. Também surgiram esculturas tipificadas, tais como: o fumador de cachimbo, o caçador, o lavrador, a mulher transportando água, a mulher pilando alimentos, etc.
O interesse por esta produção de esculturas foi tão grande que levou a uma maior organização da produção, com diversificação e criação de novos temas.
Este fenómeno mudou por completo o mundo do escultor Makonde, que passou de camponês que também esculpe, a um artista quase a tempo inteiro.
Apesar destas mudanças importantes e do impacto da cultura exterior na sociedade Makonde, a tradição continua a ter muita força e a enquadrar a vida dos artistas, que continuam a cumprir os seus deveres na sociedade tradicional.
Aconteceram grandes alterações económicas e sociais nas últimas décadas na sociedade Makonde, que no entanto tem conseguido adaptar-se relativamente bem às mudanças e manter um saudável equilibrio]


O Mapico é o acontecimento mais importante na vida social da cultura Maconde, povo banto originária da província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
Manifesta-se por um conjunto muito variado de danças, que podem durar apenas algumas O vestir do mascaradohoras ou um dia completo, em que um ou mais dançarinos mascarados, representando espíritos de homens, animais ou de outros seres não diferenciados, através de coreografias espectaculares e violentas, que em tempos idos procuravam dominar pelo medo as mulheres e os jovens não iniciados, por forma a manter a disciplina e o respeito necessários à harmonia e segurança do grupo, e hoje têm mais o objectivo de manter vivas as suas tradições culturais e a união do povo.
Os Macondes chamam Mapico às danças, à musica, ao mascarado e ao conjunto das máscaras. Cada máscara Lipico (singular de Mapico) é única e representa uma personagem específica dos muitos quadros ou cenas que podem compor o Mapico.
O Mapico é pois mais do que uma simples dança, uma representação que entrelaça a música, a dança, o canto, a representação e até a ginástica. Poderá comparar-se à ópera, ao ballet ou ao teatro de revista, mas com um elevado grau de liberdade e improvisação e em que toda a actuação interage com a assistência, que tem um papel fundamental.
Há quadros lúdicos ou burlescos, cuja função é atrair, entusiasmar e divertir a assistência, quadros pedagógicos, para transmitir a tradição oral, quadros repressivos para incutir disciplina e respeito. Algumas destas cenas são apenas realizadas durante a noite, tal como as danças que apresentam espíritos de feiticeiros ou de animais ferozes e que têm um carácter mágico-religioso.
Para os Macondes o Mapico sempre existiu, ou seja, é mais antigo do que a sua própria tradição oral. As ocasiões mais apropriadas para o Mapico são os dias festivos das cerimónias de iniciação, tanto masculina como feminina, mas hoje em dia qualquer festividade serve para justificar a dança, sempre diferente, sempre violenta e, por vezes, motivo de compita entre dançarinos de grupos rivais.
O Mapico compõe-se, no mínimo dos seguintes elementos:
1.      A orquestra, formada por um conjunto de tambores de madeira e pele de antílope ou de caprino e por vezes por uma trompa de corno de antílope. Há 5 tipos de tambores diferentes, e todos devem estar presentes para a realização do Mapico, já que cada um tem a sua função. O Neya é o maior podendo ter mais de metro e meio de altura e é o que comanda a cadência dos tambores mais pequenos. O Ntoji é mais curto e mais largo do que o Neya e fornece os tons graves da música. O Singanga (Vinganga no plural) é um tambor pequeno, normalmente terminado por uma ponta aguçada que é espetada no chão entre os pés do tocador. É batido com duas baquetas de vara produzindo um som agudo metálico. Normalmente existem vários Vinganga no mesmo grupo de tambores. O Ligoma é curto e largo, produzindo um som grave. O Likuti é um tambor pequeno, em forma de cálice que faz o chamamento inicial do mascarado. O Likuti e o Ligoma são tocados pelo mesmo músico que tenta sincronizar as suas batidas com os movimentos dos pés do mascarado. A trompa, ou lipala-panda, é usada para chamar o povo e criar sons dissonantes durante a dança.
Os tambores são cuidadosamente afinados à fogueira, para retesar a membrana de pele, no início do Mapico e sempre que os seus tocadores sentem ser necessário.
2.      A assistência, que se vai juntando no terreiro da aldeia logo que os tambores se começam a fazer ouvir, e que se agrupa formando um largo corredor, onde o mascarado irá dançar, com os músicos num extremo e aberto no outro extremo para o dançarino entrar.
3.      O dançarino, figura central em redor da qual se desenrola toda a acção, com o corpo todo coberto por um fato de pano, obedecendo a preceitos próprios, um colete de corda com chocalhos, os move, e a máscara que lhe envolve a cabeça como um elmo. A Mascara Lipico tem uma única abertura, a boca da figura representada, por onde o mascarado vê e respira, tendo assim um campo visual muito limitado e uma fraca capacidade de oxigenação, tornando a sua actuação ainda mais difícil. As máscaras são feitas de uma madeira leve, ntene, normalmente pintadas com corantes naturais e muitas vezes com a implantação de cabelo humano. O mascarado não deve ter qualquer parte do corpo à vista para não poder ser reconhecido pela assistência. Com efeito, tanto as mulheres como os jovens não iniciados, acreditam que é um espírito e não um homem que está debaixo da máscara. 
4.      O coro, formado por um grupo de mulheres e outro de homens, colocados frente a frente, que nos intervalos das actuações do dançarino, dançam e cantam cantigas provocatórias, quer provocando-se mutuamente, quer provocando os mascarados ou os povos das aldeias vizinhas, quando presentes.
O Mapico é realmente o elemento aglutinador da cultura Maconde.

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