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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Mãe de Santo é Executada enquanto estava Manifestada


Fortaleza, Ceará - Terça-feira 27 de abril de 1999 Acusado de matar mãe-de-santo vai a júri Tribunal do Júri de Maracanaú se reúne para segundo julgamento de autor material O homicida Francisco Claudecir Uchoa Vieira, o ‘Meio Pão’, processado como autor material da morte da mãe-de-santo Maria Francisca da Justa, a ‘Mãe Francy’, será julgado na manhã de hoje, pelo Tribunal do Júri de Maracanaú. Ele está sendo responsabilizado por homicídio duplamente qualificado por vingança e surpresa, por não permitir à vítima nenhuma chance de defesa. ‘Mãe Francy’ foi assassinada com um tiro de revólver na cabeça. O pai-de-santo Luiz Barbosa Veras, ‘Luiz de Xangô’, denunciado como autor intelectual (mandante) do crime morreu recentemente. Com relação a ele, o processo, ainda em grau de recurso, será extinto, tão logo seja devolvido à comarca de Maracanaú Julgado no dia 04 de dezembro de 1997, mesmo dizendo-se inocente, ele foi condenado a 14 anos de reclusão. Os jurados, por unanimidade de votos, não aceitaram a tese de negativa de autoria sustentada em seu favor, pelo advogado José Renato Ferreira Torrano. Primário e de bons antecedentes, ele estava em liberdade. O crime aconteceu no dia 22 de dezembro de 1996, durante um ritual de candoblé, na casa da vítima, na Rua da Conceição, no Planalto Cidade Nova, em Maracanaú. As primeiras investigações visando identificar os autores e conhecer suas causas, foram realizadas pelo delegado Domingos de Sousa, do 29 DP, de plantão. Pela maneira como o crime aconteceu, a Polícia não teve muita dificuldade para em desvendá-lo. Como havia muita gente no ritual de camboblé na casa de ‘Mãe Francy’ e esse está sendo filmado, o delegado de plantão fez um levantamento completo de quantos pai-de-santo participaram daquela comemoração interrompida de maneira estúpida, com a morte da dona da casa. Embora fosse amigo de ‘Mãe Francy’, ‘Luiz- de-Xangô’ foi sem ser convidado, ao barraco da conhecida ‘Mãe-de-Santo’. Porque o ritual era exclusivamente para mulheres, o conhecido Pai-de-Santo, não pôde entrar, foi barrado. Os seguranças renovaram o convite e, como não foram atendidos, o fizeram sair aos empurrões. O ritual continuou. Sentindo-se ofendido pai-de-santo, prometendo voltar, disse: “Isso não vai ficar assim”. O camdoblé foi interrompido com um disparo que atingiu ‘Mãe Francy’. © COPYRIGHT 1998 Diário do Nordeste.

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