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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Os extremos da educação pública RN E NO BRASIL... FILHOS DE POLITICOS OBRIGADOS A ESTUDAR EM ESCOLA PUBLICA - LEI OBRIGATORIA...

Um quilômetro de distância e 2,9 pontos separam a melhor e a pior escola da rede pública classificada no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de 2011, em Natal. Os números analisados são referentes à avaliação da qualidade do ensino nos anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano, as antigas 5ª e 8ª séries do primeiro grau), e destacam a municipal 4º Centenário e a estadual Alberto Torres - que, respectivamente, obtiveram notas 4,5 e 1,6 no Ideb. A média no interior é superior à da capital, e a melhor posicionada no Ideb 2011 é a Escola Municipal Rotary, de Mossoró, com nota 5,4. As avaliações são bienais, abordam as disciplinas de Português e Matemática e são aplicadas no encerramento de cada ciclo: fundamental 1 e 2 e ensino médio.

Mas o que há de tão diferente entre essas escolas? Basicamente, segundo a secretária Estadual de Educação, Betânia Ramalho, "o empenho em ensinar", ou o compromisso dos educadores com seus alunos. Entre outros fatores que também interferem nos resultados está o tempo de permanência do diretor no cargo: a melhor média é registrada nas escolas onde o gestor passa pelo menos três anos à frente da instituição. O incentivo à leitura e o acompanhamento familiar são outros pontos considerados.

Longe de ser punitivo, o Ideb nada mais é que uma maneira do Ministério da Educação e das secretarias Estadual e Municipal monitorar a qualidade do ensino básico, cujo resultado pode nortear ações e investimentos.

Perspectiva

Rosane Luz, diretora da Escola Estadual Alberto Torres, falou da falta de perspectiva dos alunos quanto ao futuro acadêmico: "Bem que poderiam desejar cursar o ensino médio no IFRN, almejar um vestibular, mas são poucos os que pensam assim.

A aluna Lavínia Tayná Nascimento Araújo, 14, estuda na turma do 8º ano no Alberto Torres, e disse que vai se esforçar para melhorar o índice da escola. "Quero seguir carreira de enfermagem", declarou a garota que gosta de Ciências, Geografia, Português e "um pouco de Matemática" apesar da dificuldade com a disciplina, mas não cogita cursar o IFRN.

Situação bem diferente dos alunos da escola municipal 4º Centenário, onde praticamente toda a turma do 9º ano quer ingressar no ensino médio do Instituto Federal. Essa é a meta do estudante Igor Vinícius Pereira Justino, 13 anos. "Quero fazer Geologia", garante. Igor tem boa notas em Português e revelou que prefere Matemática, Ciências e Inglês. "Vou bastante à biblioteca, a escola incentiva muito a leitura, e uma vez por semana temos um horário a mais para leitura e interpretação de textos", lembrou.

Escola com pior índice não consegue melhorar 

Com 76 anos de tradição, a Escola Estadual Alberto Torres, em Petrópolis, tem 463 alunos - entre 9 e 16 anos - divididos em 14 turmas do 4º ao 9º ano. De 2007 para cá, a escola caiu de 2,6 para 1,6, e a diretora Rosane Batista Luz, há dois anos no cargo, adiantou que sua gestão só será avaliada na próxima edição do Ideb. Sobre o fraco desempenho da escola em 2011, ela chama atenção para uma série de fatores que podem justificar a nota baixa. 

"No dia da prova caiu um temporal aqui em Natal, e dos 28 alunos 
Magnus NascimentoEscola Estadual Alberto Torres obteve índice 1,6 no último IdebEscola Estadual Alberto Torres obteve índice 1,6 no último Ideb
aptos para fazer a prova apenas 11 compareceram. Isso prejudicou bastante o resultado", justificou. Ela também atribuiu a performance negativa à ausência de uma coordenação pedagógica desde que assumiu a direção. "O quadro de professores ficou desfalcado de abril ao mês de outubro, e isso interfere no desempenho final dos alunos", acrescentou Rosane. Devido o índice, o Alberto Torres recebeu R$ 20 mil do MEC para investir em melhorias pontuais.

"Temos biblioteca, sala multimídia, laboratório de informática e o Programa Mais Educação, que oferece atividades extracurriculares como oficinas de música, capoeira, leitura e interpretação de textos, xadrez, karatê e informática", enumera a diretora, lembrando que "o perfil dos alunos" deve entrar na contabilidade do baixo resultado. Quase que a totalidade das crianças e adolescentes que estudam no Alberto Torres são de Mãe Luiza, "acredito que uns 98%", bairro onde as discrepâncias sociais, econômicas e culturais refletem diretamente no rendimento escolar. Para Rosane, "diante da realidade social vulnerável", os estudantes acabam "amadurecendo muito cedo e o ambiente escolar nem sempre oferece o que eles querem". 

Ela reclama por maior presença dos pais, mas ressalta que o principal elo da corrente são mesmo os professores: "Todos precisam ter compromisso, do porteiro à direção, e a necessidade da escola em ter um profissional para cuidar da coordenação pedagógica também pesa. Precisamos de alguém que possa enfrentar conosco os novos desafios da educação".

Iniciativa privada ajuda escola alcançar melhor nota

Melhor posicionada no Ideb em Natal, com 4,5 pontos registrados na avaliação de 2011 (em 2007 esse índice era um pouco melhor: 4,9), a Escola Municipal 4º Centenário tem apenas 12 anos desde que foi criada, e até agora teve apenas uma única diretora, Uyara Olímpio Mesquita. Com 710 alunos e 18 turmas do 6º ao 9º ano, a escola está focada em preparar os estudantes para ingressar no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN. "Oferecemos aulas de reforço em português e matemática, cursinho para o IFRN e atividades extracurriculares. Tivemos 32 alunos aprovados no IF em 2011", orgulha-se a diretora.

Magnus NascimentoEscola Municipal 4º Centenário lidera as melhores notasEscola Municipal 4º Centenário lidera as melhores notas
Para Uyara Mesquita, o grande diferencial "é o compromisso da equipe". "Trabalhamos com uma gestão descentralizada, é aí que está a diferença: cada um sabe qual seu papel dentro da estrutura", comemora. "Os alunos são constantemente motivados, há uma boa integração entre professores e pais, e a evasão escolar é nula". A escola, que tem duas coordenadoras pedagógicas pela manhã e outras duas à tarde, ainda acumula alunos destacados nas olimpíadas nacionais de português e matemática.

A diretora disse que contorna as dificuldades inerentes à gestão municipal com jogo de cintura. "A Secretaria Municipal de Educação tem dado apoio na medida do possível. Não falta merenda e não há atrasos nos repasses. Se falta alguma coisa, damos um jeito com a verba que temos para a manutenção da escola, e assim vamos seguindo". Ela acredita que a Prefeitura precisa criar outras escolas com o perfil da 4º Centenário.

A vice-diretora Janny Costa, lembrou que o fato da escola funcionar dentro das instalações da UnP Floriano Peixoto "ajuda bastante" na hora de suprir alguma deficiência do Município, mas reforça que o planejamento anual da escola "prioriza a melhoria do ensino". "Temos as mesmas dificuldades das outras escolas municipais e felizmente não dependemos única e exclusivamente da Prefeitura". Janny disse que a escola supre "a carência dos alunos com aulas de reforço" e que o diferencial "é a equipe de professores extremamente compromissada".

O que é Ideb

Aplicado a cada dois anos, as provas do Índice permitem um mapeamento detalhado da educação brasileira. Os dados são tabulados por escolas, municípios e estados, e identificam as escolas que mais precisam de investimentos para obter resultados mais positivos.

Como usar  

O Índice orienta os pais na hora de escolher em qual escola matricular seus filhos, e estimula a sociedade cobrar por melhorias no ensino junto aos gestores públicos e diretores das instituições. Paralelamente, o Ideb também alerta professores e responsáveis pelas escolas, e aponta bons exemplos que merecem ser seguidos; e ajuda prefeitos e governadores identificar problemas e potencialidades dentro da rede de ensino.

Bate-papo: Betânia Ramalho - secretária estadual de Educação

Qual a importância do Ideb dentro do planejamento da Secretaria?
Em primeiro lugar é importante ressaltar que o Ideb trata-se de uma avaliação externa utilizada como referência. Serve para traçar metas de aprendizado e avaliar o conhecimento do estudante ao final de cada ciclo. Durante nossas jornadas pedagógicas, discutimos com as escolas esse resultado, identificamos as necessidades, planejamos a qualificação dos profissionais e orientamos a gestão de acordo com o desempenho de cada uma das 698 escolas espalhadas pelo RN. Queremos que os gestores se apropriem desses dados e avaliem a própria atuação. É interessante que os pais também tomem conhecimento desses índices para cobrar melhorias no aprendizado.

A senhora falou sobre a "mania de transferir responsabilidade"...?
Exato. A Secretaria procura dar o suporte às escolas para não haver essa transferência de responsabilidade. Não adianta dizer que o resultado foi insatisfatório por causa da família, do Governo, da Secretaria. A gestão das escolas é autônoma.

E por que as escolas do interior obtêm resultados superiores aos da capital?
É um fenômeno nacional: nas capitais a situação é muito mais complexa, e incluem disparidades sociais, econômicas e culturais. Essas diferenças são bem maiores em Natal. Nas cidades do interior, a família acompanha mais de perto o rendimento escolar, a adesão da sociedade quanto as escolas públicas é maior. Tudo isso torna a gestão mais simples. 

Qual a avaliação que a Secretaria faz do resultado do Ideb no RN?
O resultado não é bom, assim como em todo o país. Há uma melhora mais significativa nos anos iniciais (do 1º ao 5º ano), mas mesmo assim ainda é insuficiente. Não são resultados que possamos comemorar, há muito trabalho a ser feito ainda. Lembro que o RN estava na laterna nível Brasil no início de 2011, talvez no próximo Ideb (2012/2013) possamos ter um novo quadro.

E sobre as observações apontadas pela direção do Alberto Torres para a nota baixa: lá não há uma pessoa responsável pela coordenação pedagógica, a participação dos pais na vida escolar dos filhos é pequena, tem a questão social também?
Tudo isso que foi dito influencia, mas a direção precisa saber lidar com a realidade local e criar maneiras de envolver a família, incentivar os alunos. É um trabalho que exige muito do profissional, que precisa tomar para si as responsabilidades para contornar situações complexas. Tem que haver um olhar diferenciado. Claro que a falta de coordenação pedagógica interfere, prejudica, mas o gestor pode acionar a Secretaria quanto a orientação.

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