A FLOR DO SERTAO E CANGAÇO - Organização que atua na defesa social da vida ambiente da diversidade etinico racial de todas as formas e maneiras, a missão de servir ao outro com toda a nossas forças e sinergia "Ti Oluwa Ni Ile", Domine, quo vadis? Senhor, aonde ides? Ab initio: desde o começo. Ab aeterno: desde a eternidade. In perpetuum: para sempre. TRANSFORME SEU GESTO EM AÇÃO DEPOSITE: 9314 ITAU NATAL-RN-BRASIL 08341 2 Ilê Ilê Axé àrà-àiyé Omim ofa Orum fum fum Bara Lona...
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Oficina online Cidadania na Prática

Estão abertas as inscrições para a Oficina online Cidadania na Prática, que acontecerá entre os dias 13 e 17 de agosto e terá como facilitadora a juíza Luciana Leal Halbritter, professora-tutora de cursos a distância e coordenadora pedagógica da Escola Livre de Direito. Serão disponibilizadas 200 vagas, e todos os que participarem do minifórum da oficina, receberão certificado emitido pela Rede.
Dentre os temas debatidos, estão o papel dos órgãos de defesa da cidadania, como as Defensorias Públicas e os Procons; como os cidadãos devem proceder para encaminhar uma denúncia ou queixa; quais os programas, benefícios e direitos sociais existentes e disponíveis para os cidadãos brasileiros.
Para participar, clique aqui.
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Inscrições do 2º Festival Internacional de Humor e Arte em Aids são prorrogadas até 31 de agosto...
Inscrições do 2º Festival Internacional de Humor e Arte em Aids são prorrogadas até 31 de agosto
O objetivo é incentivar a produção de obras criativas visando à promoção de estilos de vida saudáveis relacionados ao HIV e aids
As inscrições para o 2º Festival Internacional de Humor e Arte em Aids organizado pelo Ministério da Saúde foram prorrogadas até 31 de agosto. A proposta do festival é incentivar a produção de obras criativas visando à promoção de estilos de vida saudáveis relacionados ao HIV e aids. Os trabalhos deverão abordar o assunto dentro de três grandes eixos: Prevenção, Tratamento e Direitos Humanos.
As obras selecionadas farão parte de uma exposição itinerante, um catálogo impresso e um catálogo eletrônico. Podem participar artistas profissionais ou amadores nas categorias cartuns, tirinhas cômicas e arte urbana.
As inscrições são gratuitas e vão até 31 de agosto de 2012. O edital, formulário e fichas de inscrição estão disponíveis no endereço eletrônico www.aids.gov.br/festivalhumor. Cada categoria tem premiações: 1º lugar – R$ 10.000, 2º lugar – R$ 5.000 e 3º lugar – R$ 3.000.
Dúvidas e informações referentes ao Edital poderão ser esclarecidas por meio do endereço eletrônico: festivalhumor@aids.gov.br. O festival é uma produção conjunta do Ministério da Saúde, Ministério da Cultura e Unesco.
A 1ª edição completa do festival já foi exibida em diversas cidades brasileiras e passou por países como Áustria, Cazaquistão, Estados Unidos, Etiópia, México, Moçambique e Suíça. A exposição é uma iniciativa do Centro Cultural do Ministério da Saúde e do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS). O público também poderá conhecer a versão compacta do trabalho, com 120 cartuns do 1º festival, que ficarão em exibição até o dia 12 de agosto, na área externa do Museu da República, em Brasília.
Mais informações
Atendimento à ImprensaDúvidas e informações referentes ao Edital poderão ser esclarecidas por meio do endereço eletrônico: festivalhumor@aids.gov.br. O festival é uma produção conjunta do Ministério da Saúde, Ministério da Cultura e Unesco.
A 1ª edição completa do festival já foi exibida em diversas cidades brasileiras e passou por países como Áustria, Cazaquistão, Estados Unidos, Etiópia, México, Moçambique e Suíça. A exposição é uma iniciativa do Centro Cultural do Ministério da Saúde e do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS). O público também poderá conhecer a versão compacta do trabalho, com 120 cartuns do 1º festival, que ficarão em exibição até o dia 12 de agosto, na área externa do Museu da República, em Brasília.
Mais informações
Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais
Ministério da Saúde
"Uma guerra que precisa ser vencida". HEPAIDS NO RN... ESSA GUERRA SIM PRECISA DE SOLDADOS E DE TODAS AS IDADESE LUGARES...
"Uma guerra que precisa ser vencida". Assim classificou a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), quando lançou oficialmente a Campanha Estadual de Prevenção às Hepatires Virais. Nos últimos seis anos, o Rio Grande do Norte diagnosticou mais de 3 mil novos casos de algum tipo da doença, que atinge 1,2 milhão de brasileiros e, por ser uma doença silenciosa, merece atenção. A campanha no Estado é organizada pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) e conta com apoio de várias entidades, a exemplo do apoio dos Escoteiros do Brasil.
Cerca de 40 pessoas por ano adoecem no RN de hepatite B, e até 60 de hepatite C. O tema da campanha este ano é "Hepatites. Você tem certeza que não tem? Vacine-se, faça o teste. Previna-se". O governo forneceu 200 mil doses de vacina, disponíveis em todos os postos de saúde, além de 1.500 testes rápidos para diagnóstico da hepatite nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), Serviços de Atenção Especializada (SAE) e hospitais de referência (Walfredo Gurgel, Santa Catarina e Maternidade Januário Cicco). "Nós temos que prevenir e orientar a população. Aqui, nós estamos convocando a comunidade, junto com os escoteiros, para se engajar na campanha", afirmou a governadora.
A campanha tem como objetivo levar a população a fazer uma reflexão sobre os perigos das hepatites e o quanto todos estão vulneráveis. A estratégia de prevenção das hepatites, organizada pela Sesap, consiste na intensificação da vacina contra a Hepatite B, a mais comum e que atinge sobretudo jovens até 29 anos e populações vulneráveis; e também estimular o diagnóstico precoce das hepatites B e C. Outro objetivo da campanha é fortalecer o processo de descentralização do atendimento, com foco na melhoria da qualidade da assistência para portadores da doença. "Muita gente não sabe que tem porque leva anos para apresentar os primeiros sintomas. Aconselhamos que, além da testagem, se vacinem contra hepatite B, que é prevenível", afirmou a coordenadora estadualdo programa de Hepatites Virais, Dayse Nóbrega.
Podem se vacinar contra hepatite B quem tenha entre zero e 29 anos e grupos prioritários: tatuadores, manicures, policiais, profissionais de saúde, usuários de drogas, hemofílicos, prostitutas, travestis, garotos de programa, pacientes de hemodiálise, portadores do HIV, gestantes, caminhoneiros, podólogos, doadores de sangue e coletores de lixo, entre outros. O lançamento da campanha também marca o início das comemorações relativas ao Dia Mundial de Luta contra as Hepatites, celebrado em 28 de julho. A vacina pode ser feita em todos os postos de saúde.
Raio-x da doença
A hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. É quando a doença se torna crônica. O Ministério da Saúde recomenda que é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite.
A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus. Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite (não possuindo potencial para formas crônicas). Isto quer dizer que, após uma hepatite A ou E, o indivíduo pode se recuperar completamente, eliminando o vírus de seu organismo. Por outro lado, as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas de infecção, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses.
As hepatites virais são doenças de notificação compulsória. Isto quer dizer que cada ocorrência deve ser notificada por um profissional de saúde. Esse registro é importante para mapear os casos de hepatites no país e ajuda a traçar diretrizes de políticas públicas no setor.
![]() Todos os postos de saúde da cidade estarão aplicando a vacina. Foto: Eduardo Maia/DN/D.A Press |
Cerca de 40 pessoas por ano adoecem no RN de hepatite B, e até 60 de hepatite C. O tema da campanha este ano é "Hepatites. Você tem certeza que não tem? Vacine-se, faça o teste. Previna-se". O governo forneceu 200 mil doses de vacina, disponíveis em todos os postos de saúde, além de 1.500 testes rápidos para diagnóstico da hepatite nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), Serviços de Atenção Especializada (SAE) e hospitais de referência (Walfredo Gurgel, Santa Catarina e Maternidade Januário Cicco). "Nós temos que prevenir e orientar a população. Aqui, nós estamos convocando a comunidade, junto com os escoteiros, para se engajar na campanha", afirmou a governadora.
A campanha tem como objetivo levar a população a fazer uma reflexão sobre os perigos das hepatites e o quanto todos estão vulneráveis. A estratégia de prevenção das hepatites, organizada pela Sesap, consiste na intensificação da vacina contra a Hepatite B, a mais comum e que atinge sobretudo jovens até 29 anos e populações vulneráveis; e também estimular o diagnóstico precoce das hepatites B e C. Outro objetivo da campanha é fortalecer o processo de descentralização do atendimento, com foco na melhoria da qualidade da assistência para portadores da doença. "Muita gente não sabe que tem porque leva anos para apresentar os primeiros sintomas. Aconselhamos que, além da testagem, se vacinem contra hepatite B, que é prevenível", afirmou a coordenadora estadualdo programa de Hepatites Virais, Dayse Nóbrega.
Podem se vacinar contra hepatite B quem tenha entre zero e 29 anos e grupos prioritários: tatuadores, manicures, policiais, profissionais de saúde, usuários de drogas, hemofílicos, prostitutas, travestis, garotos de programa, pacientes de hemodiálise, portadores do HIV, gestantes, caminhoneiros, podólogos, doadores de sangue e coletores de lixo, entre outros. O lançamento da campanha também marca o início das comemorações relativas ao Dia Mundial de Luta contra as Hepatites, celebrado em 28 de julho. A vacina pode ser feita em todos os postos de saúde.
Raio-x da doença
A hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. É quando a doença se torna crônica. O Ministério da Saúde recomenda que é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite.
A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus. Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite (não possuindo potencial para formas crônicas). Isto quer dizer que, após uma hepatite A ou E, o indivíduo pode se recuperar completamente, eliminando o vírus de seu organismo. Por outro lado, as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas de infecção, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses.
As hepatites virais são doenças de notificação compulsória. Isto quer dizer que cada ocorrência deve ser notificada por um profissional de saúde. Esse registro é importante para mapear os casos de hepatites no país e ajuda a traçar diretrizes de políticas públicas no setor.
educação no Brasil e pelo Brasil tem que dar certo a unica saida....
o que não dá certo na educação brasileira. Como base uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Paulo Montenegro e Ação Educativa (IPM), vinculado ao Ibope, para comentar a evolução do alfabetismo funcional na última década.
Segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf 2011/2012), que avalia habilidades de leitura, escrita e matemática, a proporção de alfabetizados funcionais - pessoas que, grosso modo, sabem ler e escrever textos simples, passou de 62%, em 2002, para 73%, em 2011 no Brasil. O avanço (de 19,6%) é considerado pequeno e segundo Gustavo ajuda a explicar porque o Brasil tem ficado para trás quando o assunto é Educação. "Segundo a Unesco, 24% das nossas crianças repetem a primeira série do ensino fundamental. Em países como o México, a taxa gira em torno de 7%. Nos Estados Unidos, fica perto de 0%", compara.
Carências no ensino básico já começam a ter reflexos na economia. "Grandes empresas têm perdido espaço no Brasil porque não tem encontrado mão de obra qualificada", alerta. Segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho), agência multilateral ligada à Organização das Nações Unidas apresentados por Gustavo durante a palestra, o Brasil caiu da 49ª posição, em 2002, para a 77ª, em 2010, no ranking mundial de produtividade, mostrando que é mais vantajoso - do ponto de vista da produtividade - investir em outros países. "Um norte-americano, país com maior índice de produtividade, produz por 4,9 brasileiros".
Levantamento realizado pela WEF (World Economic Forum), entidade que congrega líderes empresariais, políticos, acadêmicos para estruturar agendas globais e regionais da indústria, também mostrou que o Brasil caiu da 46ª posição, em 2004, para a 61ª, em 2010, no ranking da Tecnologia da Informação. "Por que o Brasil está caindo de posição? Porque os outros países estão se desenvolvendo educacionalmente muito mais rápido", responde. Nem tudo está perdido, no entanto.
um conjunto de fatores pode tornar a educação mais eficaz, em todos os níveis. Alguns são simples e não custam muito, como usar bem o tempo de aula, corrigir e comentar o dever de casa, e ser rigoroso com as notas. Outros exigem maior investimento como pagar bons salários e construir bibliotecas.
O Brasil, admite, ainda tem muito para avançar. O país registrou o 10º maior crescimento na nota do teste de leitura no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) 2009. O escore brasileiro subiu 16 pontos (de 396, em 2000, para 412, no ano passado). Ainda assim, o Brasil terminou em 53º lugar entre os 65 países pesquisados.
Carências no ensino básico já começam a ter reflexos na economia. "Grandes empresas têm perdido espaço no Brasil porque não tem encontrado mão de obra qualificada", alerta. Segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho), agência multilateral ligada à Organização das Nações Unidas apresentados por Gustavo durante a palestra, o Brasil caiu da 49ª posição, em 2002, para a 77ª, em 2010, no ranking mundial de produtividade, mostrando que é mais vantajoso - do ponto de vista da produtividade - investir em outros países. "Um norte-americano, país com maior índice de produtividade, produz por 4,9 brasileiros".
Levantamento realizado pela WEF (World Economic Forum), entidade que congrega líderes empresariais, políticos, acadêmicos para estruturar agendas globais e regionais da indústria, também mostrou que o Brasil caiu da 46ª posição, em 2004, para a 61ª, em 2010, no ranking da Tecnologia da Informação. "Por que o Brasil está caindo de posição? Porque os outros países estão se desenvolvendo educacionalmente muito mais rápido", responde. Nem tudo está perdido, no entanto.
um conjunto de fatores pode tornar a educação mais eficaz, em todos os níveis. Alguns são simples e não custam muito, como usar bem o tempo de aula, corrigir e comentar o dever de casa, e ser rigoroso com as notas. Outros exigem maior investimento como pagar bons salários e construir bibliotecas.
O Brasil, admite, ainda tem muito para avançar. O país registrou o 10º maior crescimento na nota do teste de leitura no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) 2009. O escore brasileiro subiu 16 pontos (de 396, em 2000, para 412, no ano passado). Ainda assim, o Brasil terminou em 53º lugar entre os 65 países pesquisados.
HIROSHIMA UMA VERGONHA MUNIDIAL PARA A HUMANIDADE COMPLETA 67 ANOS.... intolerancia e ditadores fazem a guerra e quem continua a pagar sao os civis que sao mortos e diretamente afetados
Japão
País recorda Hiroshima traumatizado por Fukushima
Hirochima - Milhares de pessoas recordaram hoje, segunda-feira, o bombardeamento nuclear de Hiroshima pelo Estados Unidos, no 67º aniversário da destruição desta cidade do oeste do Japão, em meio à crescente oposição ao uso da energia nuclear depois da catástrofe do ano passado em Fukushima.
Sobreviventes, parentes, representantes do governo e autoridades estrangeiras compareceram à cerimónia no parque memorial da paz de Hiroshima, para recordar a explosão da bomba atómica, há quase sete décadas.
O bombardeiro americano B-29 "Enola Gay" lançou a bomba nuclear em 6 de agosto de 1945, transformando a cidade num inferno e matando 140 mil pessoas, no capítulo final da Segunda Guerra Mundial.
Às 8 horas e 15 minutos no Japão, horário exacto da explosão, um sinal marcou o início de um minuto de silêncio.
Quase 50 mil pessoas assistiram a cerimónia. Outras compareceram a outros eventos organizados na cidade, que virou o símbolo do movimento global contra as armas nucleares.
Setecentas pessoas, incluindo sobreviventes da bomba e pessoas retiradas da região de Fukushima, participaram numa manifestação antinuclear, o mais recente de uma série de protestos em consequência da catástrofe do ano passado, desencadeada por um terremoto que provocou um tsunami, que matou 19 pessoas.
A maioria dos sobreviventes da bomba, conhecidos como "hibakusha", se opõem terminantemente a qualquer uso da energia nuclear.
O movimento de protesto contra a energia nuclear no Japão ganhou força desde que o primeiro-ministro Yoshihiko Noda decidiu, em junho, reactivar dois reactores nucleares.
O bombardeamento de Hiroshima foi seguido pelo de Nagasaki, que em 9 de agosto provocou 70 mil mortes. Os dois ataques precipitaram a rendição do Japão e o fim da Segunda Guerra Mundial, em 15 de agosto de 1945.
Brasil assina carta de intenções com a ONU para promover políticas de igualdade...
Brasil assina carta de intenções com a ONU para promover políticas de igualdade
O governo brasileiro e a representação da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil assinaram carta de intenções em que se comprometem a promover políticas conjuntas e interseccionais (que cruzam diversas identidades culturais) sobre gênero, raça e etnia. O documento firma compromissos que vão dar continuidade à cooperação que as Nações Unidas realizam no país nos três temas.
De acordo com o coordenador residente da ONU no Brasil, Jorge Chediek, "a experiência mostra que o sucesso da cooperação em favor das populações mais pobres só funciona bem se houver eficiente coordenação intersetorial". A integração de políticas de inclusão no Brasil nas áreas da segurança alimentar, da saúde e a da educação "são exemplos exitosos", segundo ele, de "como tudo funciona bem quando é feito com boa coordenação".
Chediek diz que "é necessário convergência de trabalho entre o setor público e privado para sucesso das iniciativas". O embaixador acredita que, trabalhando assim, o Brasil vai conseguir reduzir em 50%, até 2015, o contingente populacional que está na pobreza.
A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, presidiu a cerimônia que oficializou a carta de intenções, assinada também pelo chefe da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, ministro Marco Farani, e pelos representantes dos organismos internacionais que colaboram com os programas no Brasil.
O governo da Espanha aplicou desde 2007 recursos de R$ 1,5 bilhão em 130 programas internacionais que trabalham para erradicar a pobreza e promover a inclusão social em 50 países de cinco regiões do mundo, sob a coordenação da Nações Unidas. Nesse período, somente no Brasil, o governo espanhol aplicou cerca de R$ 60 milhões em três programas sociais ligados aos Oito Objetivos do Milênio, com foco para as áreas de atuação da Secretaria de Políticas para as Mulheres e da Seppir.
Fonte: Agencia Brasil
PARTICIPE DO FORUN LOCAL DE EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ETINICO RACIAL DE SUA LOCALIDADE
FORUN RN
Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afrobrasileira e Africana
Título: Diversidade na Educação Reflexões e Experiências
Autor: SEMTEC
Editora: Programa Diversidade na Universidade.
Edição:
Páginas: 100.
Resenha:
Coordenação: Marise Nogueira Ramos, Jorge Manoel Adão, Graciete Maria Nascimento BarrosÉ indubitável o fato de que nós, brasileiros, vivemos numa sociedade complexa, plural, diversa e desigual. A nossa diversidade e pluralidade, contudo, não se exibe só através das diferentes culturas contituintes da população. A nossa diversidade...
download (0.6 MB)
Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afrobrasileira e Africana
Título: Diversidade na Educação Reflexões e Experiências
Autor: SEMTEC
Editora: Programa Diversidade na Universidade.
Edição:
Páginas: 100.
Resenha:
Coordenação: Marise Nogueira Ramos, Jorge Manoel Adão, Graciete Maria Nascimento BarrosÉ indubitável o fato de que nós, brasileiros, vivemos numa sociedade complexa, plural, diversa e desigual. A nossa diversidade e pluralidade, contudo, não se exibe só através das diferentes culturas contituintes da população. A nossa diversidade...
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terça-feira, 24 de julho de 2012
Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais...
Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais
A Secretaria de Estado da Saúde Pública - Sesap, por meio da
Coordenadoria de Promoção a Saúde, da Subcordenadoria de
Vigilância Epidemiológica e do Programa Estadual DST/Aids e
Hepatites Virais, tem o prazer de convidar Vossa Senhoria para
participar do lançamento da Campanha Estadual de Prevenção
as Hepatites Virais.
Programação geral - 25 de Julho, quarta-feira
Lançamento da campanha
onde serão apresentados o material da campanha,
dados epidemiológicos e a programação das ações.
8h30min
Auditório do CTGás – Av. Capitão-Mor Gouveia, 1480,
Lagoa Nova - Natal/RN
Prezados(as),
O Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais está chegando e muitas ações locais estão sendo planejadas. Por esse motivo, o Programa Estadual de DST, AIDS e Hepatites Virais espera que os gestores locais estejam planejando estratégias para testagem das Hepatites B e C; estratégias para ampliação da vacinação para a hepatite B e ações junto a Sociedade Civil das Hepatites Virais.
As ações de vacinação para populações vulneraveis junto a serviços de saúde devem ser estimuladas, bem como, ações junto a empresas locais e utilização dos serviços do sistema S ( SEST/SENAT, SESI, SENAI).Assim como a parceria com a União dos Escoteiros do Brasil/Região RN que conta com mais de 6 mil membros espalhados por todo o estado e estão preparados para trabalharem junto aos munícipios na mobilização em suas comunidades, além destes temos parceria com CAERN, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Rodoviária Estadual, etc.
Vamos divulgar, estimular para que a populção tenha acesso e participe da Luta de Combate as Hepatites Virais no Brasil.
Contamos com todos(as) para uma grande mobilização no estado.
Contamos com todos(as) para uma grande mobilização no estado.
Em anexo segue a Nota de Alerta da Campanha deste ano, as notas técnicas do Ministério da Saúde acerca da ampliação da faixa etária para vacina contra hepatite B, o endereço de todos os grupos escoteiros do RN, nosso parceiro nessa grande mobilização, o convite para o lançamento da campanha e os dados epidemiológicos das hepatites por Região de Saúde. Contamos com a participação de todos amanhã no lançamento da Campanha.
Atenciosamente,
Dayse Nóbrega
Coordenadora Estadual das Hepatites Virais
Coordenadora Estadual das Hepatites Virais
Gestão, Assistência, Prevenção e OSC
Secretaria do Estado da Saúde Pública do RN/ CPS/ Suvige/
Rua Marechal Deodoro, nº 730 Centro-Natal-RN CEP: 59.025-600
domingo, 22 de julho de 2012
Conselheiros de saúde: Rede de Escolas elabora curso
Conselheiros de saúde: Rede de Escolas elabora curso
Dando partida a um projeto que visa qualificar 24 mil conselheiros de saúde, os integrantes da Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública se reuniram nos dias 19 e 20 de julho, no Rio de Janeiro, para estruturar as bases do Curso Nacional de Qualificação de Conselhos de Saúde. Essa nova formação visa orientar a prática técnico-política dos conselhos de saúde no Brasil, capacitando seus conselheiros nos temas participação social, democracia, gestão, intersetorialidade e redes. O encontro contou com representantes de diversas escolas e centros formadores. Segundo a secretária executiva da Rede, Tânia Celeste, a ENSP é uma referência para o Ministério da Saúde no que se refere à formação nacional e suas ações facilitam a dinamização da Rede de Escolas e Centros Formadores.
As 24 mil vagas que serão disponibilizadas para esse curso estão distribuídas em três ofertas para os anos de 2012, 2013 e 2014, contemplando, no total, três mil conselhos de saúde distribuídos em todo o país. O Curso Livre de Qualificação de Conselhos de Saúde é uma construção coletiva, fruto de um trabalho em rede que envolve o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (Sgep/MS), a ENSP, por meio das Escolas de Governo em Saúde (EGS) e da Educação a Distância (EAD) e, ainda, o Canal Saúde, da Fiocruz, além da intensa colaboração das instituições que constituem a Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública.
Tânia Celeste apontou também que a ENSP empresta seu prestígio na produção do conhecimento para se lançar com outros parceiros e potencializar a construção do conhecimento na melhor qualificação do próprio SUS e das pessoas que gravitam em torno desse sistema; neste caso, os conselhos e conselheiros de saúde. A formação será voltada para conselheiros de saúde do SUS, contribuindo, dessa forma, para o aprimoramento institucional dos conselhos de saúde. Ele pretende abranger as cinco regiões do país, as 27 unidades federativas e seus 5.565 municípios, inscritos no portal ParticipaNetSUS.
Para esse curso também está sendo desenvolvida uma série em vídeo, uma parceria da ENSP com o Canal Saúde, que será mais um instrumento de aprendizagem, juntamente com textos, ambiente virtual de aprendizagem e atividades práticas. O diretor artístico do Canal Saúde, Rafael Figueiredo, comentou a grande inovação dessa série, pois os episódios abrangem conteúdos fundamentais ao desenvolvimento pedagógico do curso: ?Nós recebemos com muita alegria o desafio de desenvolver essa série de dramaturgia. Os episódios de Boas Novas, por exemplo, auxiliam a problematização de questões que serão desdobradas ao longo do curso", explicou ele.
De acordo com Assis Mafort, da EGS/ENSP, esse programa de formação nacional é mais um tijolo na construção do processo de incorporação e potencialização da sociedade civil para a transformação do Estado, que vem crescendo desde meados da década de 1970. Existe um enorme conjunto de atores com suas trajetórias pessoais que operam um universo local de conselheiros que já possuem capacidade de articulação política?, considerou Mafort. Ele analisou, ainda, que a proposta do curso é colaborar na ativação política e no trabalho conjunto de articulação desses conselheiros com instâncias dentro do próprio Estado, como gestores, prestadores de serviços e a própria sociedade civil, como movimentos sociais, associações de bairro, entre outros.
A Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública
A Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública é um espaço de diálogo permanente entre essas instituições de ensino no Brasil. Ela é comprometida com uma cultura de cooperação, favorecendo a construção compartilhada, a circulação de conhecimentos e o desenvolvimento de competências no interior do Sistema de Saúde e da Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública.
A Rede tem sua secretaria executiva sediada na Escola Nacional de Saúde Pública e está sob a coordenação da pesquisadora da ENSP Tânia Celeste Matos Nunes. É formada por uma secretaria executiva, um grupo de condução e um conselho consultivo, que é composto, por sua vez, pela Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (Segetes/MS), pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasens). Esse corpo técnico se propõe a impulsionar os processos diretivos da Rede, acompanhando sua evolução e sugerindo programas de renovação.
Essas 42 instituições que formam a Rede se reconhecem como espaços favoráveis à construção de consensos em torno de uma educação permanente, que valorize a transformação das práticas profissionais e da organização do trabalho e que fortaleça o controle social.
No início de 2012, a Rede de Escolas lançou um novo sítio eletrônico para ser um espaço tecnológico de compartilhamento que traz informações atualizadas sobre cursos, projetos, eventos, recursos de aprendizagem, agenda de encontros, notícias e também um local para compartilhamentos, fóruns, depoimentos e discussões sobre temas afins entre as 42 escolas e os centros formadores que compõem a Rede.
O site da Rede foi desenvolvido pela equipe de analistas de Tecnologia de Informação da Coordenação de Comunicação Institucional (CCI/ENSP). Em maio de 2011, o Nodo-Brasil do Campus Virtual de Saúde Pública (CVSP)iniciou uma cooperação técnica com a Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública com a finalidade de disponibilizar materiais on-line e utilizar as ferramentas web do CVSP, buscando, assim, integrar as iniciativas das escolas e dar maior visibilidade à produção dos institutos. A Universidade Aberta do SUS é igualmente ligada ao Nodo-Brasil do CVSP. Com a integração desses projetos, a Rede ganha maior visibilidade de ações e, com isso, será possível a utilização de um repositório institucional para aporte de materiais, troca de experiências através das comunidades virtuais, oferta de cursos por meio da Plataforma Moodle, bem como a divulgação de notícias e eventos para toda a Rede Internacional do CVSP/Opas e para a internet como um todo.
* Com informações de Luana Furtado
quando as raizes e historicidade e luta nao dizem mais nada e o que VALE E GOVERNABILIDADE E PODER - PAO E CIRCO PARA O POVO....
Conveniências locais em dezenas de municípios do RN têm unido, na eleição deste ano, partidos que ficam, tradicionalmente, em polos opostos por motivos ideológicos ou por causa de disputas no Congresso Nacional. Há chapas, no Estado, formadas por coligações que integram partidos que, nacionalmente são adversários ferrenhos, como PT e DEM; PT e PSDB; DEM e PSD.
Um levantamento - feito pelo setor de Tecnologia da Informação da TRIBUNA DO NORTE a partir de cruzamento dos números disponibilizados no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - revelou uma tendência de coligações com cores e tendências diversas, independente de afinidades motivadas por ideologias ou programas.
O PT e o DEM estão na mesma coligação em 23 municípios do Rio Grande do Norte. As duas legendas estão lados opostos, considerando as origens histórias e a tendência ideológicas de seus dirigentes nacionais e estaduais. O PT tem origem em organizações de esquerda e sindicais. O DEM é o antigo PFL, partido fundado a partir de uma dissidência do PSD, que deu sustentação aos governo do período do regime militar. Hoje, os líderes do DEM afirmam que o partido é de centro.
No Rio Grande do Norte, o PSDB e o PT estão coligados em 27 municípios. São as duas legendas que, embora não tenham origens tão distintas entre si, polarizaram as mais recentes disputas pela presidência da República.
Algumas alianças são chamadas de "salada mista", como destacou o consultor em comunicação política e professor da Universidade de São Paulo (USP), Gaudêncio Torquato. "Com essas alianças você chega à conclusão de que os partidos políticos no Brasil são cada vez mais siglas com o objetivo único de galgar o poder e ampliar espaços nas estruturas governamentais", disse ele. Torquato observou que a moldura de "alianças estranhas" em campo potiguar é a maior demonstração de que os partidos políticos no Brasil perderam de vista a doutrina e o campo ideológico.
O Partido dos Trabalhadores, em uma tentativa de fidelidade às desavenças cultivadas anos a fio com os partidos hoje na oposição, chegou a aprovar resolução que proibia alianças com DEM, PSDB e PPS. A estratégia parecia vingar, tamanho o descompasso ideológico que desunia petistas e oponentes. Mas não prevaleceu. Petistas e tucanos alinhavaram parcerias em 27 cidades potiguares.
A deliberação foi "flexibilizada" e o ônus da prova acabou nas mãos dos diretórios estaduais, que concordaram em praticamente todos os casos por considerarem os pleitos dos municípios "aceitáveis".
Os dados apontam também alianças previsíveis, como é o caso dos 72 municípios nos quais o PR se uniu ao PMDB; os 65 onde PMDB e DEM se alinharam; ou mesmo as 63 cidades onde se formalizou uma parceria entre PT e PSB; e outras 54 onde PT e PMDB dispõem do mesmo tabuleiro eleitoral.
Esse cenário não é estranho à atual conjuntura política porque, a rigor, essas legendas estão entrelaçadas nacionalmente no apoio à presidenta Dilma Rousseff (PT) ou - em outros casos - se aproximaram na cena estadual (casos de DEM e PMDB), graças a acomodações de campanhas passadas.
DEM e PSD estão aliados em 48 cidades
Em 2012, começou mais uma rivalidade na política nacional e estadual. Com a criação do PSD, o vice-governador Robinson Faria, que liderou o partido no RN, acabou por romper politicamente com o presidente nacional do DEM, José Agripino, e a governadora Rosalba Ciarlini). Ironicamente, porém, este foi o ano em que ambas as legendas se encontraram pela primeira vez em um pleito eleitoral e, apesar da desavença entre os principais líderes, somou esforços em 48 municípios, devido a "conjuntura favorável para os dois lados".
Além de bradar que o PSD era um partido formado por pessoas sem história, José Agripino Maia chegou a enfatizar que o DEM não participaria de coligação onde os peessedistas fossem cabeças de chapa. A reação do senador tinha um motivo: o PSD, ao ser criado, atraiu para a legenda dezenas de parlamentares antes filiados ao DEM.
Apesar das coligações que foram formas, o senador reafirma que não subirá em palanque onde o PSD - e também o PT - figurar de protagonista. "Eu só irei a palanques onde os democratas tiverem candidato a prefeito e vice, fora isso irei a eventuais campanhas porque não terei tempo", arriscou senador. Agripino tem um argumento plausível. Na condição de presidente nacional do DEM destacou que precisará dar cobertura às tantas campanhas com boa perspectiva de vitória para a legenda. Ao falar sobre o recuo na decisão anterior de não se coligar com o PSD, assinalou que é questão de flexibilidade nos "pouquíssimos casos existentes". "Não significa nem cerceamento e nem arrefecimento de nossas divergências", sentenciou.
Já o vice-governador Robinson Faria ironiza quando relembra o posicionamento que adotou desde o início das discordâncias com o DEM. Ao contrário do senador Agripino, ele recorda a garantia dada de que não haveria censura com os aliados democratas, embora a preferência de parceria fosse desde o nascedouro com os partidos da oposição no Estado. "Eu sempre falei: não é por conta dessas discussões que nós iremos punir parcerias de campanhas anteriores porque estavam ligadas ao PSD", assinalou.
Robinson destacou que respeita as militâncias locais, assegura que não passou por qualquer espécie de constrangimento, mas disse que foi informado de supostas "intimidações" e tentativas de obrigarem democratas a não coligar com o PSD. "Continuou a mesma sistemática de nos escantear. Chegaram a dizer a aliados do DEM no interior que se persistissem na coligação conosco perderiam o apoio. Há um sentimento de raiva e perseguição", concluiu Robinson. O DEM apoia o PSD como cabeça de chapa em doze municípios - Afonso Bezerra, Espírito Santo, Florânia, Montanhas, Monte das Gameleiras, Parelhas, Pedro Velho, Rodolfo Fernandes, Serrinha, Sítio Novo e Vera Cruz.
Especialista aponta 'contrassenso'
O consultor político e professor da Universidade de São Paulo (USP), Gaudêncio Torquato, fez duras críticas ao que chamou "contrassenso e incongruência" de partidos opostos que se cruzam com o único objetivo de ampliar espaços nas estruturas governamentais e chegar ao domínio de prefeituras e casas legislativas. Para Torquato, é inconcebível o protelamento de uma reforma política, particularmente no que diz respeito a preservação das doutrinas partidárias, concepções e propostas de partidos e políticos. "A continuar assim ninguém vai mais conseguir distinguir lados doutrinários, o espectro partidário ideológico". Para ele, cada vez mais a tese de esquerda e a direita se esfacela mais e mais.
O consultor e professor da USP observa que é necessário exigir dos partidos a reforma de estatutos de forma a preservar posições doutrinárias e temáticas essenciais como saúde, educação, segurança pública, transporte, enfim, temas que deveriam expor opiniões a respeito de questões chaves. "O eleitor precisa distinguir como pensam o PSDB, PSD, PMDB a respeito de aspectos centrais para o país", assinala. Para Torquato, só assim a sociedade terá o filtro necessário - doutrinário e ideológico - e terá embasamento e condições de escolher o que melhor convier.
Para ele, o cenário potiguar onde se visualiza alianças entre partidos historicamente oponentes revela um descomprometimento programático e ideológico e a exata noção de que não há mais sentido se pensar em doutrina partidária no Brasil. O personagem dessa história, na visão dele, é o PT, "um partido que chegou ao poder com um discurso claro, transparente explícito de divergência a essas outras forças políticas". "O PT se coliga com os principais adversários isso significa que na luta pelo poder situação e oposição inexistem", sentenciou.
Gaudêncio Torquato considera o Partido dos Trabalhadores o principal representante de uma novela que denota incoerência e desprezo às doutrinas partidárias. "Havia um grupo de partidos dentro de um conceito de social-democracia e todos eles estavam abrigados no espaço social da democracia. Já o PT era quem deveria defender um socialismo clássico, que prega de certa forma a socialização dos meios de produção, a intervenção do Estado na economia...então se vê que esse discurso é para inglês ver e para brasileiro assistir de camarote", definiu o professor da USP. Ele destaca que o eleitor, por outro lado, fica a margem desse processo meio a contra-luz. "O cidadão não vai querer saber de brigas ideológicas que ocorrem em São Paulo ou outras partes do país, vai querer saber se o bolso está tranquilo, então na verdade o eleitor está vendo de maneira pragmática", finalizou.
'Radicalismo diminuiu', diz coordenador
As linhas ideológicas pontualmente antagônicas protagonizadas, por um lado, pelo PT, e por outro, por PSDB, DEM e PPS, deram forma a mais peculiar divergência política entre partidos nos últimos tempos. Mas nem esse impasse quase crônico impediu lideranças do interior do Estado de alinhavarem parcerias que atingiram 27 municípios (PT/PSDB) e 23 (PT/DEM), levando-se em consideração as coligações apoiadas por ambas as legendas no campo majoritário e proporcional, independente do cabeça de chapa. O coordenador nacional do Partido dos Trabalhadores, Geraldo Magela, observou que casos excepcionais chamaram a atenção da executiva nacional petista, que deliberou às executivas nacionais a responsabilidade de arbitrar esses casos considerados extraordinários.
"No caso do RN se houve autorização da estadual e essas questões não chegaram até a nacional é porque houve consenso", enfatizou Magela. Mas houve resistência, destacou a deputada federal Fátima Bezerra, que também é vice-presidente nacional do PT. A parlamentar sustenta que embora tenha havia essa flexibilização da legenda para o caso de alianças excepcionais com DEM, PSDB e PPS, o foco do partido continua sendo de divergência sistemática a essas legendas, oponentes máximas no cenário federal. "Que eu saiba a questão de aliança com DEM no RN foi casos especialíssimos", sintetizou a deputada, observando a necessidade de ponderar sobre a diferença entre alianças no campo proporcional e majoritário. "O mais adequado seria não que coligássemos com o DEM sequer na proporcional, mas a política nem sempre tem uma realidade uniforme", frisou. Ela garante que permanece a tática de que o Democratas é o nosso principal adversário dos petistas.
Geraldo Magela, o coordenador nacional, é mais cauteloso quando o assunto é aliança com DEM, PSDB e legendas oponentes ao Governo Dilma Rousseff. "O radicalismo diminuiu sim e um exemplo disso é o quadro refletido no Rio Grande do Norte". Ele enfatiza, no entanto, que as parcerias nos municípios dificilmente terão desdobramentos na esfera nacional. "Complicadíssimo. Não há diálogo e é praticamente impossível uma aproximação com essas siglas", finalizou.
Divulgação
Gaudêncio Torquato vê incongruência das legendas partidárias
Gaudêncio Torquato vê incongruência das legendas partidáriasUm levantamento - feito pelo setor de Tecnologia da Informação da TRIBUNA DO NORTE a partir de cruzamento dos números disponibilizados no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - revelou uma tendência de coligações com cores e tendências diversas, independente de afinidades motivadas por ideologias ou programas.
O PT e o DEM estão na mesma coligação em 23 municípios do Rio Grande do Norte. As duas legendas estão lados opostos, considerando as origens histórias e a tendência ideológicas de seus dirigentes nacionais e estaduais. O PT tem origem em organizações de esquerda e sindicais. O DEM é o antigo PFL, partido fundado a partir de uma dissidência do PSD, que deu sustentação aos governo do período do regime militar. Hoje, os líderes do DEM afirmam que o partido é de centro.
No Rio Grande do Norte, o PSDB e o PT estão coligados em 27 municípios. São as duas legendas que, embora não tenham origens tão distintas entre si, polarizaram as mais recentes disputas pela presidência da República.
Algumas alianças são chamadas de "salada mista", como destacou o consultor em comunicação política e professor da Universidade de São Paulo (USP), Gaudêncio Torquato. "Com essas alianças você chega à conclusão de que os partidos políticos no Brasil são cada vez mais siglas com o objetivo único de galgar o poder e ampliar espaços nas estruturas governamentais", disse ele. Torquato observou que a moldura de "alianças estranhas" em campo potiguar é a maior demonstração de que os partidos políticos no Brasil perderam de vista a doutrina e o campo ideológico.
O Partido dos Trabalhadores, em uma tentativa de fidelidade às desavenças cultivadas anos a fio com os partidos hoje na oposição, chegou a aprovar resolução que proibia alianças com DEM, PSDB e PPS. A estratégia parecia vingar, tamanho o descompasso ideológico que desunia petistas e oponentes. Mas não prevaleceu. Petistas e tucanos alinhavaram parcerias em 27 cidades potiguares.
A deliberação foi "flexibilizada" e o ônus da prova acabou nas mãos dos diretórios estaduais, que concordaram em praticamente todos os casos por considerarem os pleitos dos municípios "aceitáveis".
Os dados apontam também alianças previsíveis, como é o caso dos 72 municípios nos quais o PR se uniu ao PMDB; os 65 onde PMDB e DEM se alinharam; ou mesmo as 63 cidades onde se formalizou uma parceria entre PT e PSB; e outras 54 onde PT e PMDB dispõem do mesmo tabuleiro eleitoral.
Esse cenário não é estranho à atual conjuntura política porque, a rigor, essas legendas estão entrelaçadas nacionalmente no apoio à presidenta Dilma Rousseff (PT) ou - em outros casos - se aproximaram na cena estadual (casos de DEM e PMDB), graças a acomodações de campanhas passadas.
DEM e PSD estão aliados em 48 cidades
Em 2012, começou mais uma rivalidade na política nacional e estadual. Com a criação do PSD, o vice-governador Robinson Faria, que liderou o partido no RN, acabou por romper politicamente com o presidente nacional do DEM, José Agripino, e a governadora Rosalba Ciarlini). Ironicamente, porém, este foi o ano em que ambas as legendas se encontraram pela primeira vez em um pleito eleitoral e, apesar da desavença entre os principais líderes, somou esforços em 48 municípios, devido a "conjuntura favorável para os dois lados".
Além de bradar que o PSD era um partido formado por pessoas sem história, José Agripino Maia chegou a enfatizar que o DEM não participaria de coligação onde os peessedistas fossem cabeças de chapa. A reação do senador tinha um motivo: o PSD, ao ser criado, atraiu para a legenda dezenas de parlamentares antes filiados ao DEM.
Apesar das coligações que foram formas, o senador reafirma que não subirá em palanque onde o PSD - e também o PT - figurar de protagonista. "Eu só irei a palanques onde os democratas tiverem candidato a prefeito e vice, fora isso irei a eventuais campanhas porque não terei tempo", arriscou senador. Agripino tem um argumento plausível. Na condição de presidente nacional do DEM destacou que precisará dar cobertura às tantas campanhas com boa perspectiva de vitória para a legenda. Ao falar sobre o recuo na decisão anterior de não se coligar com o PSD, assinalou que é questão de flexibilidade nos "pouquíssimos casos existentes". "Não significa nem cerceamento e nem arrefecimento de nossas divergências", sentenciou.
Já o vice-governador Robinson Faria ironiza quando relembra o posicionamento que adotou desde o início das discordâncias com o DEM. Ao contrário do senador Agripino, ele recorda a garantia dada de que não haveria censura com os aliados democratas, embora a preferência de parceria fosse desde o nascedouro com os partidos da oposição no Estado. "Eu sempre falei: não é por conta dessas discussões que nós iremos punir parcerias de campanhas anteriores porque estavam ligadas ao PSD", assinalou.
Robinson destacou que respeita as militâncias locais, assegura que não passou por qualquer espécie de constrangimento, mas disse que foi informado de supostas "intimidações" e tentativas de obrigarem democratas a não coligar com o PSD. "Continuou a mesma sistemática de nos escantear. Chegaram a dizer a aliados do DEM no interior que se persistissem na coligação conosco perderiam o apoio. Há um sentimento de raiva e perseguição", concluiu Robinson. O DEM apoia o PSD como cabeça de chapa em doze municípios - Afonso Bezerra, Espírito Santo, Florânia, Montanhas, Monte das Gameleiras, Parelhas, Pedro Velho, Rodolfo Fernandes, Serrinha, Sítio Novo e Vera Cruz.
Especialista aponta 'contrassenso'
O consultor político e professor da Universidade de São Paulo (USP), Gaudêncio Torquato, fez duras críticas ao que chamou "contrassenso e incongruência" de partidos opostos que se cruzam com o único objetivo de ampliar espaços nas estruturas governamentais e chegar ao domínio de prefeituras e casas legislativas. Para Torquato, é inconcebível o protelamento de uma reforma política, particularmente no que diz respeito a preservação das doutrinas partidárias, concepções e propostas de partidos e políticos. "A continuar assim ninguém vai mais conseguir distinguir lados doutrinários, o espectro partidário ideológico". Para ele, cada vez mais a tese de esquerda e a direita se esfacela mais e mais.
O consultor e professor da USP observa que é necessário exigir dos partidos a reforma de estatutos de forma a preservar posições doutrinárias e temáticas essenciais como saúde, educação, segurança pública, transporte, enfim, temas que deveriam expor opiniões a respeito de questões chaves. "O eleitor precisa distinguir como pensam o PSDB, PSD, PMDB a respeito de aspectos centrais para o país", assinala. Para Torquato, só assim a sociedade terá o filtro necessário - doutrinário e ideológico - e terá embasamento e condições de escolher o que melhor convier.
Para ele, o cenário potiguar onde se visualiza alianças entre partidos historicamente oponentes revela um descomprometimento programático e ideológico e a exata noção de que não há mais sentido se pensar em doutrina partidária no Brasil. O personagem dessa história, na visão dele, é o PT, "um partido que chegou ao poder com um discurso claro, transparente explícito de divergência a essas outras forças políticas". "O PT se coliga com os principais adversários isso significa que na luta pelo poder situação e oposição inexistem", sentenciou.
Gaudêncio Torquato considera o Partido dos Trabalhadores o principal representante de uma novela que denota incoerência e desprezo às doutrinas partidárias. "Havia um grupo de partidos dentro de um conceito de social-democracia e todos eles estavam abrigados no espaço social da democracia. Já o PT era quem deveria defender um socialismo clássico, que prega de certa forma a socialização dos meios de produção, a intervenção do Estado na economia...então se vê que esse discurso é para inglês ver e para brasileiro assistir de camarote", definiu o professor da USP. Ele destaca que o eleitor, por outro lado, fica a margem desse processo meio a contra-luz. "O cidadão não vai querer saber de brigas ideológicas que ocorrem em São Paulo ou outras partes do país, vai querer saber se o bolso está tranquilo, então na verdade o eleitor está vendo de maneira pragmática", finalizou.
'Radicalismo diminuiu', diz coordenador
As linhas ideológicas pontualmente antagônicas protagonizadas, por um lado, pelo PT, e por outro, por PSDB, DEM e PPS, deram forma a mais peculiar divergência política entre partidos nos últimos tempos. Mas nem esse impasse quase crônico impediu lideranças do interior do Estado de alinhavarem parcerias que atingiram 27 municípios (PT/PSDB) e 23 (PT/DEM), levando-se em consideração as coligações apoiadas por ambas as legendas no campo majoritário e proporcional, independente do cabeça de chapa. O coordenador nacional do Partido dos Trabalhadores, Geraldo Magela, observou que casos excepcionais chamaram a atenção da executiva nacional petista, que deliberou às executivas nacionais a responsabilidade de arbitrar esses casos considerados extraordinários.
"No caso do RN se houve autorização da estadual e essas questões não chegaram até a nacional é porque houve consenso", enfatizou Magela. Mas houve resistência, destacou a deputada federal Fátima Bezerra, que também é vice-presidente nacional do PT. A parlamentar sustenta que embora tenha havia essa flexibilização da legenda para o caso de alianças excepcionais com DEM, PSDB e PPS, o foco do partido continua sendo de divergência sistemática a essas legendas, oponentes máximas no cenário federal. "Que eu saiba a questão de aliança com DEM no RN foi casos especialíssimos", sintetizou a deputada, observando a necessidade de ponderar sobre a diferença entre alianças no campo proporcional e majoritário. "O mais adequado seria não que coligássemos com o DEM sequer na proporcional, mas a política nem sempre tem uma realidade uniforme", frisou. Ela garante que permanece a tática de que o Democratas é o nosso principal adversário dos petistas.
Geraldo Magela, o coordenador nacional, é mais cauteloso quando o assunto é aliança com DEM, PSDB e legendas oponentes ao Governo Dilma Rousseff. "O radicalismo diminuiu sim e um exemplo disso é o quadro refletido no Rio Grande do Norte". Ele enfatiza, no entanto, que as parcerias nos municípios dificilmente terão desdobramentos na esfera nacional. "Complicadíssimo. Não há diálogo e é praticamente impossível uma aproximação com essas siglas", finalizou.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
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