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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Homicídios de jovens crescem 346% a maioria sao negros e pardos.....

http://mapadaviolencia.org.br/pdf2011/SumarioExecutivo2011.pdf


http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/mapa_da_violencia_baixa1.pdf



Homicídios de jovens crescem 346%





Grande Natal puxa índice no RN

O Mapa da Violência 2012 aponta que o Rio Grande do Norte fechou o ano de 2010 com uma taxa de 22,9 homicídios em 100 mil habitantes, quase o dobro do que registrava em 2004, quando ostentava a segunda menor taxa do país. Os dados retratam a população de forma geral e não apenas crianças e adolescentes.

"Durante longos anos o estado manteve-se embaixo da linha considerada crítica dos 10 homicídios em 100 mil habitantes. Em 2001, ultrapassa esse patamar, e a partir desse ponto ingressa numa crescente espiral de violência", diz o relatório. 

O texto acrescenta que nessa evolução estadual, dá para identificar duas etapas.

INTERIOR

O primeiro período compreende os anos de 1980 a 2004. Nesse intervalo, as taxas do estado, que já eram mais baixas que as nacionais, cresceram de forma mais lenta, ficando mais distantes ainda da média do país. Se o índice nacional cresceu 131,1%, o estadual avançou 31,4%, e isto impulsionado exclusivamente pelos municípios do interior, cujos índices no final do período praticamente se equiparam aos da região metropolitana (RM) de Natal. 

No segundo período, de 2004 a 2010*, as taxas do estado cresceram com um ritmo muito acelerado, encostando praticamente na média nacional no final do período. "É a Região Metropolitana a que vai incentivar o elevado ritmo de crescimento do estado, apesar do interior apresentar também índices muito elevados", destaca ainda o relatório. 

São Paulo (AE) - De um lado, avanços em pesquisas e mais investimentos em saúde nos últimos 30 anos diminuíram os riscos de crianças e adolescentes morrerem de doenças e causas naturais no País. De outro, o Brasil ficou mais violento para essa faixa da população no mesmo período. Entre 1980 e 2010, o total de mortes de pessoas entre 0 e 19 anos por doenças e causas naturais passou de 387 casos em cada 100 mil pessoas para 88,5 por 100 mil, queda de 77%. Por outro lado, cresceu o total de crianças e de adolescentes que morrem pelas chamadas causas externas, que incluem homicídios, suicídios, acidentes de trânsito e de outros tipos. As vítimas de causas externas, que somavam 27,9 casos por 100 mil habitantes em 1980, alcançaram 31,9 casos por 100 mil em 2010, aumento de 14,3%.
Frankie MarconeNo RN, o índice de homicídios vem crescendo puxado por municípios do interior e da região metropolitanaNo RN, o índice de homicídios vem crescendo puxado por municípios do interior e da região metropolitana

Em 30 anos, 55 crianças e adolescentes morreram diariamente por homicídios, suicídios e acidentes, total suficiente para colocar o Brasil nos primeiros lugares no ranking de países mais violentos para crianças e jovens no mundo. É o quarto onde mais se mata e o 12° onde mais se morre por acidentes de trânsito.

A piora no quadro de mortes por causas externas foi puxada pelos homicídios, que cresceram 346,4% em 30 anos. Em 1980, morreram assassinadas 3,1 crianças e adolescentes em cada 100 mil, total que alcançou 13,8 casos por 100 mil em 2010. Também aumentou o total de suicídios (38%) e de acidentes de trânsito (7%).

Os dados são do Mapa da Violência 2012 - Crianças e Adolescentes do Brasil, estudo feito pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-americanos e pela Flacso Brasil. "Esses dados ajudam a revelar certos aspectos do Brasil que às vezes passam despercebidos. O fato de no Brasil se matar 130 vezes mais crianças e adolescentes do que no Egito revela que algo está errado", diz o pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz, que coordenou a pesquisa.

Em 2010, São Paulo foi a capital brasileira com menor número de assassinatos de jovens e crianças, com 5,3 homicídios por 100 mil habitantes. No trânsito, entre as 27 Unidades da Federação, o Estado paulista ficou em 22º lugar, entre os menos violentos para essa faixa etária. No caso dos acidentes de trânsito, o estudo revelou peculiaridades interessantes. Na última década, diminuiu o total de mortes entre crianças de 2 a 13 anos. Nos extremos, porém, tanto entre bebês de 0 a 1 ano quanto entre adolescentes de 14 a 19, aumentou o número de vítimas.

Para os jovens, esse aumento ocorreu principalmente por causa do crescimento da venda e uso das motocicletas, que representaram 39% das mortes em acidentes de trânsito, à frente do automóvel (19,3%) e pedestres (12%). 

seguro desemprego para catadores de carangueijo...


Presidência da República
Casa CivilSubchefia para Assuntos Jurídicos
MENSAGEM Nº 324, DE 17 DE JUNHO DE 2012. 
Senhor Presidente do Senado Federal, 
Comunico a Vossa Excelência que, nos termos do § 1o do art. 66 da Constituição, decidi vetar integralmente, por contrariedade ao interesse público, o Projeto de Lei no 53, de 2011 (no 1.186/07 na Câmara dos Deputados), que “Altera a Lei no 10.779, de 25 de novembro de 2003, para estender ao catador de caranguejo o benefício de seguro-desemprego durante o período de defeso da espécie”. 
Ouvido, o Ministério da Pesca e Aquicultura manifestou-se pelo veto ao projeto de lei pela seguinte razão: 
“Considerando que a matéria já é tratada de maneira adequada pela legislação vigente, o projeto de lei, na forma proposta, causaria insegurança jurídica em relação a algumas categorias de pescadores artesanais.” 
Essa, Senhor Presidente, a razão que me levou a vetar o projeto em causa, a qual ora submeto à elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional.
Este texto não substitui o publicado no DOU de 18.7.2012

terça-feira, 17 de julho de 2012

invasão e quebradeira em nome de deus em olinda cidade damadre de Deus e jaboatão dos guararapes em casas de terreiro de pernanbuco...


 Mensagem encaminhada -----
De: Alexandre L'Omi L'Odò <alexandrelomilodo@gmail.com>

Enviadas: Terça-feira, 17 de Julho de 2012 10:42
Assunto: Re: URGENTE nos envie informações sobre a situação de Pernambuco

Bom dia Silvana, a situação de fato está péssima. Foram 7 terreiros no Brejo da Madre de Deus destruídos, até mesmo um templo do Vale do Amanhecer... Em Olinda ontem Evangélicos fizeram uma procissão para invadir um terreiro junto até mesmo com a polícia... Mais 2 terreiros em Jaboatão dos Guararapes foram invadidos também... Tudo decorrente a esta associação com cultos diabólicos, magia negra. Realmente a coisa tá feia aqui. Precisamos de ajuda nacional, de pessoas articuladas. Se possível repasse estas informações para o máximos de pessoas comprometidas possível ok. Visite meu blog e veja as últimas postagens. Assista a este vídeo que foi uma fala nossa em um dos programas mais baixos daqui: http://www.cardinot.com.br/parte-4-o-caso-do-menino-de-9-anos-assassinado-em-brejo-da-madre-de-deus/#comment-959

Bom, é isso e hoje estamos marcando uma reunião com o povo de terreiro pra tentar fazer algo, já que a mídia não nos ouve de fato.

L'Omi.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

REGIONALIZAÇÃO JA DOS FORUNS PERMANENTES DE EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ETINICA DO RN...


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇAO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO
E DIVERSIDADE – SECAD
DIRETORIA DE EDUCAÇÃO PARA A DIVERSIDADE
COORDENAÇÃO GERAL DE DIVERSIDADE
FORUN PERMANENTE DA EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ETINICO RACIAL DO RN


CONVIDAMOS A TODAS AS INSTITUIÇÕES E PESQUISADORES NA QUE ATUEM NA TEMATICA ETINO DIVERSIDADE E EDUCAÇÃO  AFRICANIDADES E INDIGENA PARA REGIONALIZAÇÃO DOS FORUNS EDUCAÇÃO E DIVERISDADE ETINICO RACIAL DO RN....

CONTATOS VIA:
MANDACARURN@GMAIL.COM
84 8803 5580

GUIA PARA FÓRUNS DE EDUCAÇÃO E
DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL




APRESENTAÇÃO
Este  guia  tem  a  finalidade  de  ilustrar  de  maneira  breve  a  idéia  que  a
Coordenação-Geral  de  Diversidade  da Secretaria de  Educação  Continuada,
Alfabetização e Diversidade – SECAD, Ministério da Educação, tem sobre a
existência de Fóruns de Educação e Diversidade Étnico-Racial nos Estados e
Municípios.
Entendidos como instância privilegiada de interlocução entre o poder público
e a sociedade civil, os Fóruns Permanentes podem se constituir de importante
instrumento  de  controle  social  das  políticas  públicas  para  a  educação,
garantindo que haja mais equidade na distribuição e aplicação de recursos
públicos.
O  fato  de  ser  continuado  indica  que  um  Fórum  fortalecido  sobreviva  às
mudanças de governo e garanta a participação popular na co-construção da
sociedade,  assumindo  parte  da  responsabilidade  social  na  educação  e  na
melhora da qualidade de vida como produto final de uma sociedade mais
equilibrada, ética e colaborativa.
O guia pretende tirar as principais dúvidas daqueles que pretendam constituir
Fóruns  de  educação  nos  estados  ou  municípios,  ou  ainda  ajudar  na
articulação e rearticulação daqueles que já existam.
O princípio fundamental de existência do Fórum é a permanência do diálogo
social sobre as necessidades e avanços locais no campo da educação para as
relações  étnico-raciais  e  diversidade.  Um  conjunto  de  atores  que  são
chamados a pensar, propor e atuar na construção de uma sociedade mais
justa, fraterna e humana, pelo caminho da educação.Resguardado  os  poderes  e  obrigações  sociais,  o  Fórum  informa,  forma,
sensibiliza, propõe, analisa e apresenta, em diferentes níveis, a temática das
Relações étnico-raciais.
O que é?
Conjunto  formado  por  representantes  de
instituições  do  poder  público  e  da  sociedade
civil,  reunindo-se  periodicamente  e  de  forma
continuada  a  fim  de  prestar  apoio  a  políticas
públicas para a educação e implementação das
diretrizes curriculares nacionais para educação
das  relações  étnico-raciais  e para  o  ensino  de
história e cultura afro-brasileira de africana.
Para quê?
Acompanhar, propor, debater políticas públicas
para a Educação das Relações Étnico-Raciais de
Diversidade;  levantar  demandas  para
populações  abrangidas  pela  temática  da
diversidade;  sensibilizar  a  comunidade  local
para  a  temática  da  diversidade;  promover
Grupos de Trabalho, Oficinas e Seminários no
sentido de estudar, pesquisar e orientar para o
adequado tratamento da educação das relações raciais; fazer levantamento
das atividades de implementação da Lei 10639/03 e 11645/08; dar respostas ao
Ministério Público e outras instituições, quando necessário.
Quem pode criar?
Entidades do poder público e da sociedade civil, interessadas na temática da
educação para as relações étnico-raciais, concordantes das leis vigentes para
educação  das  relações  raciais.  Comungando  um  Regimento  Interno  ou
documento que regule suas ações. Normalmente os Fóruns são coordenados
(sugeridos/convocados) pela Secretaria de Educação, mas há casos em que
estes  tem  sido  propostos  e  conduzidos  por  Institutos  Federais  (antigos
CEFETs ) ou Coordenações de Igualdade Racial ligadas a SEPPIR.
Como?
Reunindo-se, estruturando, planejando conjuntamente e atuando de forma
ordenada na co-construção de uma educação para todos. Constituindo-se de
forma  não  partidária,  responsabilizando-se  em  controle  social  pelaimplementação  de  políticas  públicas  aplicadas  localmente  em  favor  da
educação para as relações étnico-raciais e diversidade. É uma somatória de
potências e valores que podem ser acionados juntos ou individualmente em
apoio a educação.

http://www.gper.com.br/noticias/5ac23caf19085f3bfd175fffc299651b.pdf



PLANO NACIONAL DE IMPLEMENTAÇÃO DAS
DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA
EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS E PARA O
ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFROBRASILEIRA E
AFRICANA

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13788%3Adiversidade-etnico-racial&catid=194%3Asecad-educacao-continuada&Itemid=913



LEIS
Lei nº 8069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente
Lei nº 10.098/94 - Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências
Lei nº 10.436/02 - Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências

DECRETOS

Decreto Nº 186/08 - Aprova o texto da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e de seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova Iorque, em 30 de março de 2007

Decreto nº 6.949 - Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007
Decreto Nº 6.214/07 - Regulamenta o benefício de prestação continuada da assistência social devido à pessoa com deficiência
Decreto Nº 6.571/08 - Dispõe sobre o atendimento educacional especializado - AEE
Decreto nº 5.626/05 - Regulamenta a Lei 10.436 que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS
Decreto nº 5.296/04 - Regulamenta as Leis n° 10.048 e 10.098 com ênfase na Promoção de Acessibilidade
Decreto nº 3.956/01 – (Convenção da Guatemala) Promulga a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência

PORTARIAS

Portaria nº 976/06 - Critérios de acessibilidade os eventos do MEC - txt | pdfPortaria nº 3.284/03 - Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências, para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de cursos, e de credenciamento de instituições - txt | pdf

RESOLUÇÕES
Resolução nº4 CNE/CEB - pdf

DOCUMENTOS INTERNACIONAIS

Convenção ONU Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência 2007.
Carta para o Terceiro Milênio- txt | pdfDeclaração de Salamanca- txt | pdfConvenção da Guatemala- txt | pdfDeclaração dos Direitos das Pessoas Deficientes- txt | pdfDeclaração Internacional de Montreal sobre Inclusão- txt | pdf












Publicações

Contribuições para Implementação da Lei 10.639/2003

Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afrobrasileira e Africana
Título: Diversidade na Educação Reflexões e Experiências
Autor: SEMTEC
Editora: Programa Diversidade na Universidade.
Edição:
Páginas: 100.
Resenha:
Coordenação: Marise Nogueira Ramos, Jorge Manoel Adão, Graciete Maria Nascimento BarrosÉ indubitável o fato de que nós, brasileiros, vivemos numa sociedade complexa, plural, diversa e desigual. A nossa diversidade e pluralidade, contudo, não se exibe só através das diferentes culturas contituintes da população. A nossa diversidade...

download (0.6 MB)

Título: Superando o Racismo na Escola
Autor: SECAD, Kabengele Munanga (organizador)
Editora: SECAD.
Edição: 2ª Edição Revisada.
Páginas: 204.
Resenha: A reedição de Superando o Racismo na Escola dá-se no contexto aberto pela sanção da Lei no 10.639/2003, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileiras nos estabelecimentos de ensinos fundamental e médio, oficiais e particulares. A reflexão sobre o lugar das tradições africanas no redesenho cultural da escola brasileira incentiva professores e professoras a relacionarem-se  com o mundo de possibiliddes que a sociabilidade negra criou, para além das referências e práticas eurocêntricas, cujas reiteração e reprodução na escola brasileira ainda fazem desta mais um problema do que uma solução para os desafios de nossa sociedade.

download (6.1 MB)

Título: Quilombos - Espaço de resistência de homens e mulheres negros 
Autor
: Schuma Schumaher (Coord.)
Editora: MEC/SECAD.
Edição: 1. Edição.
Páginas: 0.
Resenha: Este livro se destina especialmente aos professores e às professoras das comunidades quilombolas do Rio de Janeiro e das demais escolas do Sistema Educacional Brasileiro. Ademais, contribuirá, seguramente, para o cumprimento do que determina a legislação - “...o estudo da História da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política, pertencentes à História do Brasil” (§ 1°, artigo 26 A da LDB) - e para a efetivação de dois olhares: um olhare nriquecedor das comunidades do Rio de Janeiro sobre si mesmas, da recuperação de sua história, dos seus valores, de sua resistência, e outro de todo o Brasil sobre as comunidades quilombolas.

Atenção: O arquivo em PDF tem uma tamanho de cerca de 220 MB, o que faz com que o download se torne extremamente demorado!

Título: GIBI Quilombos
Autor: SECAD
Editora: MEC/SECAD.
Edição: 1. Edição.
Páginas: 0.
Resenha: O Gibi Quilombos: Espaço de Resistência de Crianças, jovens, mulheres e homens negros, criado pela REDEH – Rede de Desenvolvimento Humano - ,apresenta a história de todas as meninas(os), jovens, homens e mulheres quilombolas que, espalhados pelo país, lutam há muito tempo pela preservação de sua cultura, seus valores e principalmente, pelo direito de contar sua verdadeira história. É um convite à reflexão, aumentando ainda mais a auto-estima dos cerca de 49.722 alunos(as) quilombolas, segundo dados no INEP, matriculados em 364 escolas localizadas em áreas de remanescentes de quilombos.

Download (gibi_quilombos.pdf, 5.5 MB)

Título: Salto para o futuro
Autor: TVE
Editora: TVE.
Edição: 
Páginas: 0.
Resenha: Série SALTO PARA O FUTURO da TVE.

Parte 1

Título: Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana
Autor: MEC/SECAD
Editora: MEC/SECAD.
Edição: 1.
Páginas: 35.
Resenha: A obrigatoriedade de inclusão de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nos currículos da Educação Básico trata-se de decisão política, com fortes repercussões pedagógicas, inclusive na formação de professores. Com esta medida, reconhece-se que, além de garantir vagas para negros nos bancos escolares, é preciso valorizar devidamente a história e cultura de seu povo, buscando reparar danos, que se repetem há cinco séculos, a sua identidade e a direitos seus. A relevância do estudo de temas decorrentes da história e cultura afro-brasileira e africana não se restringem à população negra, ao contrário dizem respeito a todos os brasileiros, uma vez que devem educar-se enquanto cidadãos atuantes no seio de uma sociedade multicultural e pluriétnica, capazes de construir uma  nação democrática.
Download (diretrizes.pdf, 200 KB)

Título: Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais
Autor: MEC / SECAD
Editora: MEC / SECAD.
Edição: 1ª edição.
Páginas: 261.
Resenha: Todo o material apresentado nessa obra busca detalhar uma política educacional que reconheça a diversidade étnico-racial, em correlação com a faixa etária e com situações específicas de cada nível de ensino, possibilitando a reelaboração das relações que se estabelecem dentro e fora do ambiente escolar. Esse exemplar é resultado de grupos de trabalhos constituídos de estudiosos das questões étnico-racial que elaboram textos para cada nível ou modalidade de ensino na perspectiva de fornecer subsídios para o tratamento da diversidade na educação de forma contextualizada.

Download.pdf    1.472 kb

Palavras-chave: secad, diversidade étnico racial




PROJETO SALVE A COSTEIRA DE NATAL --PEDE SOCORRO.... REDE MANDACARU RN...

PROJETO SALVE A COSTEIRA DE NATAL --PEDE SOCORRO.... REDE MANDACARU RN...




PEDIMOS A TODOS PELO MOVIMENTO SALVE A COSTEIRA DO RN...
APOIO AO IBAMA E ORGAOS DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE

SOCIALIZEM URGENTE:

NA VERDADE O IMPASSE E A DESTRUIÇÃO E O IBAMA FAZENDO VALER SUAS PRERROGATIVAS E O DIREITO COLETIVO E DIFUSO DO AMBIENTE LUTA PELA CONSERVAÇÃO E NAO PELA EXPLORAÇÃO E DESTRUIÇÃO DO MESMO E SO PERCEBER QUE EM DECADA DE 80 TOMAVAMOS AGUA MINERAL DAS DUNAS HOJE NEM BANHO TOMAMOS MAIS POR MOTIVO DE POLUIÇÃO DO MAR FORA OS MUROS QUE FORA CRIADOS PELOS  PROPRIETARIOS ISSO OS SENHORES PSEUDO DESENVOLVIMENTISTAS NAO FALAM APOIO O IBAMA UM GRITO PELA COSTEIRA DO RN
REDE MANDACARU RN







O secretário de Estado do Turismo, Renato Fernandes, vai a Brasília nesta segunda-feira (16) onde participa junto com representantes do trade turístico do Rio Grande do Norte de audiência com o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Volney Zanardy.


    
O objetivo da reunião, que será realizada às 17h30, é levar ao conhecimento do presidente a situação de impasse com a superintendência do órgão no Rio Grande do Norte referente a Via Costeira.

Nas últimas semanas, empresários do turismo, principalmente hoteleiros, têm criticado o posicionamento considerado "radical" do Ibama quanto à liberação de novos empreendimentos na Via Costeira.

Renato Fernandes viaja confiante que o impasse será solucionado e, dessa forma, Natal e o Rio Grande do Norte não sejam prejudicados uma vez que ambos são grandes destinos turísticos dentro do país.

* Fonte: Assecom/RN.





Parque das Dunas


O Parque Estadual Dunas do Natal é a primeira Unidade de Conservação Ambiental implantada no Rio Grande do Norte. Criado em 1977, o Parque está situado em Natal e ocupa uma área de aproximadamente 1.172 hectares, entre os bairros de Mãe Luiza eCapim Macio/Ponta Negra, estendendo-se ao longo da Via Costeira.

Uma das últimas áreas densas de Mata Atlântica preservada no Estado, o Parque das Dunas é considerado o segundo maior parque urbano do Brasil, superado, em tamanho, apenas pela Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Seu ecossistema de dunas é rico e diversificado, abrigando uma fauna e flora de grande valor bioecológico, que inclui diversas espécies em processo de extinção. Daí vem seu potencial científico e paisagístico, com condições de uso para a pesquisa, educação ambiental, lazer e turismo ecológico, além de sua importância geológico-geomorfológica.

A partir de 1993, foi considerado pela UNESCO (Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas) parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Brasileira, tornando-se hoje um Patrimônio Ambiental da Humanidade.

Fonte: IDEMA-RN

sábado, 14 de julho de 2012

Carlos tem 55,7%, Rogério 7,43% e Hermano 7,29% - NATAL EM FOCO...

A pesquisa Certus foi realizada nos dias 11 e 12 de julho ...
ReproduçãoInfo mostra situação dos candidatos e a avaliação das gestõesInfo mostra situação dos candidatos e a avaliação das gestões

Aprovação e voto

A pesquisa do Instituto Certus/TRIBUNA DO NORTE observou o comportamento do eleitorado em relação a escolha do candidato com a opção de aprovar ou desaprovar a gestão da prefeita Micarla de Sousa. 

57,43% dos eleitores que desaprovam a gestão Micarla de Sousa afirmaram votar em Carlos Eduardo. Mas o prefeitável do PDT também lidera a intenção de votos entre os que aprovam a gestão. 42,86% das pessoas que disseram aprovar a administração da prefeita Micarla declaram votar em Carlos Eduardo.

Socializo, para conhecimento, relações dos fichas sujas no RN. Divulgue!


Assunto: relações dos fichas sujas no RN 

Socializo, para conhecimento, relações dos fichas sujas no RN. Divulgue!

MP disponibiliza acesso às relações dos fichas sujas no RN 
» 6/7/2012 - 11:49h
por Assessoria de Imprensa do MPRN



O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte disponibiliza em seu portal na Internet link que remete para a página da Procuradoria Regional Eleitoral (MPF) com relações do TCE, TCU, TJRN, TRF da 5ª Região, PGE, CGU, Câmaras Municipais e Conselhos Profissionais, considerando a “Lei da Ficha Limpa”, com vistas a permitir aos eleitores meios de exercer maior controle daqueles que eventualmente pretendem exercer cargos públicos.

Rio + 20 menciona ...Sobre as questões raciais, - Ainda assim, é uma clara vitória e um grande avanço, já que, da maneira como está escrito, o texto ratifica conceitos e noções estabelecidas desde a Conferência de Durban (III Conferência Mundial contra o Racismo, a Xenofobia, a Discriminação Racial e Intolerância Racial, 2001) -, destaca.


O tão esperado documento da Rio+20 finalmente saiu ao fim da conferência. Mas, como já se esperava, o resultado não foi nada animador. O texto terminou por ser um indicador evasivo e sem tantas resoluções para o futuro do meio ambiente. Mas e o preconceito racial? Como será que o documento tratou os negros?

O texto final produzido em acordo com os negociadores representantes dos 193 países que participaram da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável – Rio + 20 menciona, em um de seus parágrafos, o problema do preconceito racial como um obstáculo ao desenvolvimento sustentável em todo o mundo. A inclusão do parágrafo no texto se deu por iniciativa e esforço da Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial da Presidência da República – SEPPIR.
- Isto representa um grande avanço, já que se trata de um documento internacional assinado por lideranças de diversos países. A partir de agora, a SEPPIR poderá sugerir a inclusão de dispositivos para evitar a discriminação racial nas políticas de sustentabilidade que venham a ser propostas pelo governo brasileiro -, explica o diplomata Albino Poli, assessor internacional da secretaria.
O diplomata explica que o parágrafo inicialmente proposto na penúltima rodada do grupo de negociadores, em Nova York, da qual participou como representante do governo brasileiro, era mais contundente que o texto aprovado na última semana, no Rio de Janeiro, que será definitivo.
 

- Ainda assim, é uma clara vitória e um grande avanço, já que, da maneira como está escrito, o texto ratifica conceitos e noções estabelecidas desde a Conferência de Durban (III Conferência Mundial contra o Racismo, a Xenofobia, a Discriminação Racial e Intolerância Racial, 2001) -, destaca.
Confira o parágrafo
Sobre as questões raciais, o documento conta com a seguinte frase:

“We reaffirm the importance of the Universal Declaration of Human Rights, as well as other international instruments relating to human rights an international law. We emphasize the responsibilities of all states, in conformity with the Charter, to respect human rights and fundamental freedoms for all, without distinction of any kind to race, colour, sex, language or religion, political or other opinion, national or social origin, property, birth or other status”.
 
Traduzido para o português:

“Reafirmamos a importância da Declaração Universal dos Direitos Humanos, bem comooutros instrumentos internacionais relativos aos direitos humanos, um direito internacional. Destacamos as responsabilidades de todos os Estados, em conformidadecom a Carta, a respeitar os direitos humanos e liberdades fundamentais para todos,sem distinção de qualquer tipo de raça, cor, sexo, língua ou religião, opinião política ou de outra natureza, orignacionalidade ou status social, propriedade, nascimento ou qualquer outra circunstância”
No entanto, em nenhum momento, a palavra racismo é mencionada, somente o verbete raça.

- É fato comprovado que a realidade socioeconômica de diversos países na contemporaneidade segue altamente influenciada pela reprodução de padrões históricos de desigualdade. Como de costume, são as comunidades tradicionais e, em diferentes graus e formatos, os afrodescendentes, indígenas e migrantes aqueles que mais experimentam essa realidade de exploração que perpetua situações de pobreza, carência e condições inadequadas de convívio social em vários aspectos -, destaca a ministra Luiza Bairros, titular da SEPPIR.

Manifestações
 
Durante a Rio+20, a Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo reuniu manifestantes das mais diversas causas, incluindo racismo. Mas, foi no Riocentro, principal local das reuniões dos conferencistas, que um protesto chamou mais atenção. O manifestante Andre Luiz vestiu-se de placas contra o racismo e a corrupção.

PAUTA DA 8ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA EM 2012 DO CMS / NATAL / RN VERIFICAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE QUORUM REGIMENTAL.


8ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA EM 2012 DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE NATAL – RN (CMS – NATAL – RN)
CONVOCATÓRIA

Cumprimentando a Todos e a Todas, conforme pauta abaixo, vimos  convocá-los/as para a 8ª Reunião Extraordinária em 2012 do Conselho Municipal de Saúde de Natal-RN (CMS-Natal-RN), a ser realizada no dia 19 de julho de 2012, próxima quinta-feira, às 14h00min, no Auditório da CTB, situada à Av. Rio Branco (acima da Editora Moderna), 2º Andar, Sala 207, próximo ao Sindicato dos Policiais Civis e Servidores de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Norte (SIMPOL/RN).
Na certeza de contarmos com a colaboração e a participação de Todos/as, renovamos os nossos agradecimentos. 
Solicitamos ainda, por gentileza, que os (as) Conselheiros (as) Titulares que não puderem comparecer a referida reunião, informem, com antecedência, aos seus Suplentes, e avisem à SETEX-CMS-Natal-RN, no horário das 08h00min às 12h00min, pessoalmente, e/ou pelo e-mail cms.natal@yahoo.com.br, para reforçarmos a presente convocação.






PAUTA DA 8ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA EM 2012 DO CMS / NATAL / RN 
VERIFICAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE QUORUM REGIMENTAL. 
I - ORDEM DO DIA:

- Debate sobre a Operação Assepsia e sobre os rumos da Gestão das AMEs e UPAS no Município de Natal, encaminhamentos sobre a luta em defesa do SUS 100% Público, Estatal, Universal e de Qualidade;
- Sobre a possibilidade de lotação da Servidora Maria Nazaré Batista no CMS/Natal;
- Proposta de Capacitação para os Conselheiros Municipais de Saúde de Natal, votação da data e formação da Comissão para coordenar a realizaçção dessa capacitação;
- Organização da pauta da próxima reunião: proposta de escolha de um tema central entre o planejamento e a atual situação de operacionalização do PRAE; proposta de incluir a deliberação do parecer da Comissão de Projetos acerca do Projeto de Reestruturação da Rede Laboratorial de Natal e da renovação do contrato entre a SMS/Natal e DNA/VITALLIS.
 




Presidente do CMS - NATAL / RN

sexta-feira, 13 de julho de 2012

todos contra o racismo e contra todo tipo de preconceito...

JCONEN MULHER MOBILIZAÇÃO AGOSTO NEGRO...








                                         
   JCONEN

          MULHER
DIA 31 / JULHO / 2012
TERÇA – FEIRA
ÌPADÉ DAS PRETAS  - I 
 ATO PÚBLICO
EM HOMENAGEM AOS DIAS 25 E 31 DE JULHO
25 DE JULHO:
DIA DA MULHER AFRO LATINO AMERICANA, E CARIBENHA
31 DE JULHO:
DIA INTERNACIONAL DA  MULHER AFRICANA
HORÁRIO:
14:00 HS
LOCAL:
PRAÇA DA PIEDADE
2013 - ANO MUNDIAL DO RENASCIMENTO PAN-AFRICANO
COORDENAÇÃO NACIONAL DE ENTIDADES NEGRAS-CONEN
DIA 04/ JULHO / 2012
SABADO
ÌPADÉ DAS PRETAS  - II  RODA DE CONVERSA
HORÁRIO:
08:00 HS ÀS 18:00
LOCAL:CENTRO DE CULTURA POPULAR

MAIS UMA NOTA DE REPÚDIO AO PRECONCEITO E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA


NOTA DE REPÚDIO AO PRECONCEITO E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
O Instituto Cultural Aruanda (ICA), em nome de seu presidente Rodrigo Queiroz, de seus membros, alunos,parceiros e de toda comunidade umbandista, vem por meio desta nota manifestar repúdio ao posicionamento tomado pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) no programa Exército Universal, exibido pela Rede Record e pela IURD TV,e divulgado na internet em 07/06/2012, no qual um vídeo de palestra ministrada por Rodrigo Queiroz sacerdote de Umbanda na cidade de Bauru (SP) gravado no ICA – Templo em 05/02/2010 (integrante da série Gira Aberta, produzida pela TV Umbanda Sagrada)foi utilizado sem prévia autorização,para agredir, ofender e desmoralizar a Umbanda,bem como outras religiões de matriz africana, seus seguidores, suas entidades sagradas e seus sacerdotes, além do próprio presidente do ICA.
Uma vez que não só a utilização deste material sem autorização, mas sobretudo o preconceito, perseguição e intolerância religiosa são crimes previstos em lei, o ICA informa que está tomando todas as providências judiciais cabíveis frente a este infeliz incidente, divulgado ao vivo em rede nacional, a fim de conquistar o direito de resposta do instituto. “Lutamos para engrandecer a bandeira da Umbanda há oito anos. O ICA vem desenvolvendo um trabalho sólido, contínuo e crescente em vários campos da religião e da sociedade, e não é de hoje que estamos estafados da truculência, dos crimes e da incitação ao ódio preconizados pela IURD. Sabemos que fomos apenas um rápido alvo em meio a tantas ações depreciativas, mas nem por isso ficaremos em silêncio”, declarou Rodrigo Queiroz.
Para que mais este crime contra a comunidade umbandista não fique oculto, pedimos o apoio da mídia, parceiros, irmãos de fé e de toda a sociedade na divulgação deste ocorrido. O trecho do programa exibido pela IURD TV pode ser acessado em http://www.youtube.com/watch?v=lnPlkZFM9Q4&feature=player_embedded;
já o vídeo original na íntegra da palestra ministrada por Rodrigo Queiroz está disponível emhttp://www.youtube.com/watch?v=xwkLjSjhutY&list=UUWS3zYgt5HsuUuV0fZ1fPMg&index=1&feature=plcp.
Atenciosamente,
Rodrigo Queiroz
Presidente do ICA.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Violência no país atinge principalmente os jovens negros


Principais vítimas 
Violência no país atinge principalmente os jovens negros
Discriminação e racismo fazem aumentar a violência contra o negro, tornando-o a principal vítima da violência no país 

Discriminação e racismo faz dos jovens da periferia, em especial os negros, a principal vítima da violência urbana, exercida muitas vezes sobre os punhos do Estado através da repressora polícia militar.
Os negros são de longe as principais vítimas de homicídios no país. Segundo estimativas da Disoc/IPEA, a partir de dados do Data SUS, mostrou que a taxa de vítimas de homicídios de jovens negros é de 74,8 para cada 100 mil habitantes, um número muito superior comparado com jovens brancos da mesma idade, que é de 41,8 para cada 100 mil habitantes.
“Principais vítimas da violência urbana, alvos prediletos dos homicidas e dos excessos policiais, os jovens negros lideram o ranking dos que vivem em famílias consideradas pobres e dos que recebem os salários mais baixos do mercado. Eles encabeçam, também, a lista dos desempregados, dos analfabetos, dos que abandonam a escola antes de tempo e dos que têm maior defasagem escolar”, diz o site do IPEA.
Segundo o IPEA, existem hoje cerca de sete milhões de pessoas morando em vilas e favelas no país, sendo 65,6 que se declaram negros. Elas estão concentradas principalmente nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e São Paulo, além de cerca de 500 mil pessoas em Belo Horizonte.
A ausência de políticas públicas tornou essas áreas muito sucessíveis a tráficos de drogas e atuação de milícias paramilitares.
A violência contra os negros é reconhecida e aceita pelo Estado, que em uma tentativa de diminuir o racismo nas abordagem policiais, criou um plano racista aonde os policiais e agente penitenciários seriam treinados para realizarem a abordagem a pessoas negras.
Tais medidas só aumentam o racismo e a discriminação contra a população negra. É portanto necessário que os negros se organizem de forma independente para poder acabar com o racismo e a opressão capitalista.


continuando o tema:


http://www.scielo.br/pdf/tce/v14n4/a19v14n4.pdf

As cotas só afirmam as diferenças com as quais sonham os racistas? Ou podem mudar algo?



As cotas só afirmam as diferenças com as quais sonham os racistas? Ou podem mudar algo?
cotas-preto-branco
PERTENCEMOS A uma única espécie: a espécie humana.

Quanto a isso não há dúvida, visto que procriamos alegremente sem que as diferenças étnicas ou raciais atrapalhem o bom funcionamento sexual e reprodutivo. Mas só 250 anos atrás, na América do Norte e na França, foi proclamado o princípio de que, por pertencermos à mesma espécie, temos todos os mesmos direitos, independentemente de etnia, cultura, religião, gênero, berço e cor (da pele, do cabelo ou dos olhos).

Desde então, tal princípio vem se afirmando, aos trancos e, sobretudo, aos barrancos, por várias razões. 1) Há etnias e culturas que não topam aquela ideia proclamada 250 anos atrás.

2) Não conseguimos decidir se nossa igualdade de direito deve implicar ou não uma igualdade de fato. Depois de algumas tentativas desastradas, parece que concluímos que o importante é que todos tenhamos ao menos oportunidades parecidas no começo da vida. Estamos longe disso.

3) Mesmo acreditando na unidade da espécie e na igualdade dos direitos, adoramos pertencer a uma turma e continuamos enxergando um mundo dividido em nações, etnias, raças, classes, torcidas etc. Claro, prezamos nossa singularidade e, por isso, queremos ser contados um a um, como indivíduos, cada um diferente e único dentro da espécie comum. Mas também gostamos de privilégios, e os privilégios são mais "agradáveis" quando são negados a um grupo de excluídos: sala VIP só tem "graça" se os outros esperam no saguão do aeroporto. Em suma, no mínimo, a vontade de sermos singulares nos induz a criar grupos de discriminados, "diferentes" de nós.

4) As vítimas dessa discriminação, na hora de invocar o princípio da igualdade de todos para obterem os mesmos direitos dos demais, são obrigadas a se constituírem como grupo. Sem isso, sua reivindicação não teria chance alguma: o protesto de um negro discriminado será sem efeito se não existir algum "movimento negro".

Em tese, os grupos de vítimas da discriminação deveriam ser fundados em "identidades de defesa", ou seja, identidades que surgem provisoriamente, de maneira reativa. Por exemplo, "os negros" existem como grupo, aos olhos dos racistas, para serem discriminados; ora, a luta contra essa discriminação exige uma identidade positiva, de modo que os negros possam existir como grupo na hora de se opor à sua discriminação. No caso, eles afirmarão e valorizarão uma improvável ascendência racial comum. Problema: ao defender-se, eles darão crédito à mesma diferença inventada pelos racistas a fim de discriminá-los.

O perigo é que essas identidades, adotadas para lutar contra a discriminação e permitir, enfim, uma sociedade de indivíduos iguais, acabem consolidando as próprias diferenças que tratam de abolir. Por exemplo, uma política de cotas reservadas a negros e pardos (na universidade, no emprego público e mesmo no setor privado) é uma maneira de se opor à discriminação, mas, para funcionar, ela exige que a gente acredite nas diferenças raciais e as estabeleça como parte da identidade do cidadão -que é exatamente a situação com a qual o racismo sonha desde sempre.

Esse argumento é crucial no livro de Demétrio Magnoli, "Uma Gota de Sangue" (ed. Contexto), que é, ao mesmo tempo, uma excelente história e apresentação do racismo no mundo moderno e uma crítica das políticas de cotas por elas necessariamente confirmarem a existência de diferenças raciais que não têm realidade biológica e cujo fundamento histórico é o próprio racismo.

Isso, logo no Brasil, onde a mistura das cores deixaria esperar um enterro mais rápido da categoria de raça.

Compartilho com Magnoli o sonho de uma sociedade em que a cor da pele seja indiferente. Mas minha avaliação das políticas de cotas é "matizada". Quando cheguei nos EUA, em 94, eu pensava como Magnoli, ou seja, previa que o sistema de cotas, instituído para "compensar" os efeitos da discriminação, dividiria o país, levando-o de volta para o século 19. Não foi o que aconteceu. Aos poucos, a presença de cidadãos de todas as cores na maioria das corporações (da polícia urbana ao corpo docente das universidades) se transformou num duplo valor compartilhado por todos ou quase: um valor estético (a diversidade é bonita) e um valor produtivo (a diversidade é funcional).

Até que um dia pareceu lógico, num país cujo sul inteiro foi racista e segregado, que um negro pudesse ser presidente.

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