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quarta-feira, 25 de abril de 2012

A REDE MANDACARU RN está com inscrições abertas para a Oficina de Qualificação para o Controle Social no SUS DIVERISIDADE ETINICIDADE DIREITOS HUMANOS ADVOCACY NO CONTROLE SOCIAL...


   A REDE MANDACARU RN  está com inscrições abertas para a Oficina de Qualificação para o Controle Social no SUS DIVERISIDADE ETINICIDADE DIREITOS HUMANOS ADVOCACY NO CONTROLE SOCIAL...

A atividade será realizada pela REDE MANDACARU RN E ENTIDADES PARCEIRAS... 

O objetivo da oficina é promover qualificação da população  para atuarem no Controle Social do SUS..  Na otica da legislação  do SUS e HIV AIDS E HEPATITES VIRAIS E TUBERCULOSE COMBATENDO O ESTIGMA DO HIV AIDS E HEPATITES VIRAIS E TUBERCULOSE E PATOLOGIAS AFINS...

Podem participar usuários do SUS, trabalhadores da saúde e público em geral. As inscrições devem ser feitas PELA INTERNET VIA: envio de email: 

 MANDACARURN@LIVE.COM COM COPIA MANDACARURN@GMAIL.COM.

envie com esses dados:

As inscrições devem ser encaminhadas para o email   MANDACARURN@GMAIL.COM/MANDACARURN@LIVE.COM  com o assunto: Inscrição para seminário e contendo:
Nome:
Profissão/função:
E-mail:
Instituição:
Telefone:
 tem limitações fisical qual?



O curso tem carga horária de 60h, o certificado será emitido COM PARTICIPAÇÃO MINIMA DE 80% NAS RODAS, pela REDE MANDACARU RN E PARCEIROS e conselhos de saude e CANAL FUTURA... as RODAS DE SABERES serão ministradas de segunda à sexta-feira, na parte da noite ou aos sábados, de 08h às 17h (03h/aula).

FACILITADORAS:


 PROF E MESTRANDA - ANA AMELIA - COORDENAÇÃO CANAL FUTURA E FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO NE
PROFESSORA POS DOUTORANDA UFRN - DALVA HORACIO - MENBRO DA ONG CDC
PROFESSORA MESTRANDA - AUREA EMILIA - ATUAL PRESIDENTE DO CONSELHO DE SAUDE DE NATAL - EDUCADORA POPULAR
PROFESSORA FRANCINETE - PRESIDENTE DO CONSELHO DE SAUDE DO RN E EDUCADORA POPULAR (COLABORADORA)
PROFESSORA MESTRE BETHANIA  - TERAPEUTA E  ENFERMEIRA
PROFESSORA MESTRANDA E ENFERMEIRA RITA
MENBRO DA COORDENAÇÃO DST AIDS E HEPATITES VIRAIS  DA SESAP/RN
YALORIXA TEMI LUCIENE DE OYA - GRAUDUANDA DE SERVIÇO SOCIAL


FACILITADORES:




MENBRO DA ORGANIZAÇÃO NACIONAL HEPATITES VIRAIS/MS DF - POSSIVEL NOME O SR. EDUARDO BARBOSA - MINISTERIO DA SAUDE - DPTO NACIONAL DST AIDS E HEPATITES VIRAIS


SR. WILSON DANTAS COORDENADOR DST/AIDS E HEPATITES VIRAIS DA SMS-NATAL -  RN


PSICOLOGO E TERAPEUTA HOLISTICO PEJIGAM JOSE CARLOS DE BECEM


FERNANDES JOSE OLUFAM - EXU KIUMBA - EDUCADOR POPULAR - FILOSOFO - TEOLOGO/MISSIOLOGO GRADUANDO COMO BASE ESPECIAL DE MESTRADO EM EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ETINICO - GRADUANDO EM SERVIÇO SOCIAL 


 

Conteúdo dos módulos:

- A Reforma Sanitária Brasileira e o Sistema Único de Saúde
- A participação popular e as outras formas de Controle Social
- Processo em Planejamento em saúde no município E NO ESTADO
- Planejamento em saúde: orçamento, financiamento e prestação de contas
- Controle das Políticas e Ações do SUS: mecanismos de acompanhamento, avaliação e fiscalização
- Agenda dos Conselhos de Saúde como mecanismo de instrumentali
zação e desempenho de suas funções
-MALETA DA SAUDE E PRATICAS INTEGRATIVAS...

- AGENDA DE SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA, INDÍGENA E CIGANA...
- AGENDA DE SAÚDE DA POPULAÇÃO CARCERARIA...


- AGENDA ANTI DROGAS  NO BRASIL


- AGENDA DST/AIDS E HEPATITES VIRAIS 
- COMUNICAÇÃO SOCIAL E MIDIAS NO CONTROLE SOCIAL...


- RELIGIOSIDADES E DIREITOS HUMANOS E PRATICAS INTEGRATIVAS  E BANCOS DE SABERES...


- A Política Nacional de Saúde Integrada da População Negra foi aprovada em 2006 pelo Conselho Nacional de Saúde e publicada através da portaria MS/GM de 13 de maio de 2009, estando inserida no conjunto de políticas que constituem o Sistema Único de Saúde (sus). Em 2010 foi convertida em lei pelo Estatuto da Igualdade Racial. 



Álbuns da web do Picasa - Fotos vinculadas neste e-mail.

Jovens apresentam à ONU recomendações inéditas para resposta ao HIV


Jovens apresentam à ONU recomendações inéditas para resposta ao HIV

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Conjunto de seis propostas vai ajudar a estratégia do Unaids de combate ao vírus; foram consideradas opiniões de mais de 5 mil jovens de 79 países; vírus contamina 3 mil jovens por dia.
Michel Sidibé
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*
Jovens líderes mundiais apresentaram, nesta terça-feira, em Abuja, na Nigéria, um conjunto inédito de recomendações para o combate ao HIV.
As seis propostas foram entregues ao Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids.
Informação
Entre elas, está a garantia em níveis regionais e globais da participação de jovens na resposta à Aids; a melhoria do acesso à informação sobre o vírus; a diversificação de parcerias estratégicas e um maior acesso dos jovens ao apoio financeiro.
As recomendações foram baseadas nas opiniões de 5 mil jovens de 79 países, que participaram, por meio das mídias sociais, do projeto "Multidão Aids."
Estimativas
O diretor-executivo do Unaids, Michel Sidibé, afirmou estar "impressionado com a dedicação, energia e entusiasmo" demonstrados pelos participantes. As propostas vão guiar o programa na luta pelo fim de novas infecções com o HIV e mortes relacionadas ao vírus.
Segundo o Unaids, cinco milhões de pessoas no mundo entre 15 e 24 anos vivem com o HIV. Cerca de 3 mil jovens contraem o vírus, por dia.
*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

Políticas públicas afirmativas são fundamentais para a redução da desigualdade racial, diz Sistema ONU


NOTA DA EQUIPE DA ONU NO PAÍS
Sistema das Nações Unidas no BrasilNesta quarta feira, 25 de abril, está em pauta o julgamento de duas ações que definirão a constitucionalidade das cotas raciais nas universidades brasileiras.
O Brasil, uma das principais economias do mundo e um dos países que melhor resistiu aos efeitos da crise internacional, nos últimos anos reduziu as taxas de analfabetismo, pobreza, desnutrição infantil e aumentou a quantidade de anos de estudos de sua população. No entanto, apesar desses avanços, o País ainda é marcado por fortes desigualdades de gênero, raça e etnia. De acordo com os dados do IBGE (2009), cerca de 70% da população considerada pobre é negra, enquanto entre os 10% mais ricos, apenas 24% são negros.
A comunidade internacional, com base em compromissos assumidos em grandes conferências mundiais realizadas desde meados do século passado, tem envidado esforços para tornar o mundo mais justo. O Brasil, membro das Nações Unidas desde sua criação, em 1945, é signatário de boa parte destes instrumentos, desde os mais gerais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, até os mais específicos, como a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (CERD).
Tanto a CERD como a Declaração e o Plano de Ação de Durban (documentos resultantes da III Conferência Mundial contra o Racismo, Xenofobia e formas de Intolerância Correlatas, de 2001) instam os Estados signatários a adotar medidas especiais para promover a equidade de raça e etnia, aclarando que a adoção de ações afirmativas seja necessária para contribuir com o exercício pleno dos direitos humanos e das liberdades fundamentais em igualdade de condições.
Nesse aspecto, tais instrumentos internacionais também propõem a implementação de várias recomendações, dentre as quais está incluída a adoção de mecanismos institucionais para a promoção da igualdade racial nas diferentes esferas de gestão da administração pública, como tem feito a União e os Estados brasileiros.
O Sistema das Nações Unidas no Brasil reconhece os esforços do Estado e da sociedade brasileiros no combate às desigualdades e na implementação de políticas afirmativas para a consecução da igualdade de fato, consolidando, assim, o alcance dos objetivos de desenvolvimento do País. O Sistema ONU no Brasil reafirma o seu apoio ao Estado brasileiro e à sociedade civil na aceleração do processo de desenvolvimento nacional por meio da efetivação dos compromissos internacionais assumidos pelo País. Em particular, a adoção de políticas que possibilitem a maior integração de grupos, cujas oportunidades do exercício pleno de direitos têm sido historicamente restringidas, como as populações de afrodescendentes, indígenas, mulheres e pessoas com deficiências.

Acabar com a fome é fundamental para o desenvolvimento sustentável, diz Diretor-Geral da FAO


Acabar com a fome é fundamental para o desenvolvimento sustentável, diz Diretor-Geral da FAO

20 de abril de 2012 · Destaque

Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva. (FAO/Simon Maina)“Para garantir um modelo de desenvolvimento que seja sustentável a longo prazo, o mundo precisa enfrentar o desafio urgente de acabar com a fome”, disse na quinta-feira (19/04) o Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva.
“Nós não podemos chamar de desenvolvimento sustentável se quase uma em cada sete pessoas é vítima de desnutrição”,ressaltou Graziano em conferência da FAO no Azerbaidjão. “Estou convencido que acabar com a fome é uma meta possível com um compromisso político verdadeiro. A FAO está comprometida com este esforço.”
Graziano destacou várias áreas que exigem uma ação eficaz, incluindo a adoção de abordagens de produção mais sustentáveis e tecnologias para produzir mais alimentos com menos impacto. O Diretor-Geral da FAO ainda enfatizou a necessidade de mudança alimentar em direção a dietas mais saudáveis para resolver o problema da obesidade e para reduzir a pressão sobre os recursos naturais essenciais à produção de alimentos.

ONU SUGERE QUE casais a realizarem juntos testes de HIV.



O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) pediu hoje (19/04) que todos os países implementem orientações novas para incentivar casais a realizarem juntos testes de HIV.
“Ao encorajar os casais a fazerem os testes juntos, podemos oferecer opções abrangentes para a prevenção e o tratamento do HIV de modo que eles possam discutir e gerir em conjunto”, ressaltou o Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, emcomunicado de imprensa.
As diretrizes, divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), também recomendam que entre casais sorodiscordantes – quando um parceiro tem o HIV e o outro não – a terapia antirretroviral deve ser oferecida para a pessoa que vive com HIV, impedindo assim que seu parceiro ou parceira seja infectada pelo vírus.
Novas evidências mostram que as terapias antirretrovirais reduzem o risco de transmissão das pessoas vivendo com HIV aos seus parceiros sexuais. “Estas novas diretrizes iniciam uma nova era no diálogo da prevenção do HIV e na esperança entre casais”, disse Sidibé.
De acordo com estimativas da UNAIDS, cerca de 14 milhões de pessoas precisam de tratamento antirretroviral. No final de 2011, apenas 6,6 milhões de pessoas estavam recebendo os medicamentos corretos. As diretrizes recomendam que, em situações de recursos limitados ou inadequados, pessoas que necessitam de terapia antirretroviral para sua própria saúde devem sempre ter prioridade.

Milhões de adolescentes estão ficando para trás, especialmente na África - O relatório aponta para uma significativa necessidade de reforçar o investimento em todos os aspectos da vida e do bem-estar dos adolescentes


Milhões de adolescentes estão ficando para trás, especialmente na África

Nova Iorque, 24 de abril – Nos últimos 20 anos, adolescentes foram beneficiados pelo progresso na educação e na saúde pública. No entanto, as necessidades de muitos adolescentes são negligenciadas, com mais de um milhão perdendo a vida a cada ano e dezenas de milhões sem acesso à educação, afirma relatório do UNICEF lançado hoje.
O documento identifica, por exemplo, a África ao sul do Saara como o lugar mais difícil para um adolescente viver. A população adolescente dessa região ainda está crescendo, estimando-se que terá o maior número de adolescentes do mundo até 2050. Mas apenas metade das crianças na África ao sul do Saara completa a escola primária e o desemprego entre os jovens é alto.
A publicação Progresso para as Crianças: Um relatório sobre adolescentes (Progress for Children: A report card on adolescents) destaca outras consequências alarmantes sobre o fato de os benefícios do progresso não estarem sendo divididos igualmente entre os 1,2 bilhão de adolescentes – meninos e meninas de 10 a 19 anos* – que vivem hoje em todo o mundo.
"Pobreza, status social, gênero ou deficiência impedem que milhões de adolescentes realizem os seus direitos a cuidados de saúde, educação de qualidade, proteção e participação", disse a Diretora Executiva Adjunta do UNICEF Geeta Rao Gupta. "Este relatório abrangente fortalece a nossa compreensão dos problemas enfrentados pelos adolescentes mais pobres e desfavorecidos. É hora de atender às suas necessidades; eles não devem ser deixados para trás".
O relatório aponta para uma significativa necessidade de reforçar o investimento em todos os aspectos da vida e do bem-estar dos adolescentes – mesmo em sua luta pela sobrevivência. A cada ano 1,4 milhão de adolescentes morrem por causa de acidentes de trânsito, complicações no parto, suicídio, aids, violência e outras causas. Em alguns países latino-americanos, mais meninos adolescentes morrem em decorrência de homicídio do que de acidentes de trânsito ou suicídio. Na África, complicações na gravidez e no parto são a principal causa de morte de meninas com idade entre 15 a 19 anos.
Crianças entrando na adolescência sofrem cada vez mais risco de violência - uma mudança em relação à primeira infância, quando doenças e desnutrição são as principais ameaças. As adolescentes são particularmente vulneráveis à violência no casamento. Em uma pesquisa na República Democrática do Congo, 70% das meninas entre 15 e 19 que tinham sido casadas disseram que sofreram violência nas mãos de um atual ou antigo parceiro ou cônjuge.
Adolescentes, especialmente meninas, são muitas vezes obrigados a abandonar a infância e assumir papéis de adultos antes de estar prontos, limitando as suas oportunidades de aprender e crescer, e colocando sua saúde e segurança em risco. O relatório diz que, nos países em desenvolvimento – excluindo a China –, mais de um terço das mulheres entre 20 e 24 anos já havia se casado ou vivia em união aos 18 anos, com cerca de um terço destas tendo casado até os 15 anos de idade.
Taxas de natalidade entre adolescentes são relativamente altas na América Latina, Caribe e África ao sul do Saara, afirma o relatório. No Níger, metade das mulheres jovens entre 20 e 24 deu à luz antes dos 18 anos.
Globalmente, 90% das crianças em idade escolar estão matriculadas em escolas primárias e sistemas de ensino secundário têm-se expandido em muitos países. No entanto, as matrículas na escola secundária continuam a ser baixas no mundo em desenvolvimento, especialmente na África e na Ásia. Muitos alunos em idade escolar secundária estão em escolas primárias. A África ao sul do Saara tem os piores indicadores de ensino secundário do mundo.
Cerca de 71 milhões de meninos e meninas que deveriam estar nos anos iniciais do ensino secundário em todo o mundo não estão na escola e 127 milhões de jovens entre 15 e 24 anos são analfabetos – a grande maioria no Sul da Ásia e na África ao sul do Saara.
O relatório afirma que esforços significativos na defesa de direitos, programas e políticas são necessários para concretizar os direitos de todos os adolescentes. A adolescência é uma fase crítica da vida em que o investimento correto pode quebrar o ciclo da pobreza e resultar em benefícios sociais, econômicos e políticos para adolescentes, comunidades e nações.
Mas o relatório também aponta que os adolescentes devem ser reconhecidos como verdadeiros agentes de mudança em suas comunidades. Programas e políticas, enquanto protegem os adolescentes como pessoas em desenvolvimento, devem reconhecer a sua capacidade de inovação, criatividade e energia para resolver os seus próprios problemas.
O relatório está disponível somente em inglês: Progress for Children: A report card on adolescents
Para mais informações:
Peter Smerdon, UNICEF em Nova Iorque
Telefones: +1 917 213 5188 ou +1 212 303 7984
E-mail: psmerdon@unicef.org
*Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, do Brasil, adolescentes são todos os indivíduos de 12 a 17 anos. No entanto, a Organização Mundial da Saúde e a Organização das Nações Unidas utilizam o recorte de 10 a 19 anos de idade para definir adolescente.

academicos em luta pela saude publica e MUITOS ANOS DE VIDA PARA O SUS...

Raizeiros do cerrado elaboram propostas para a Cúpula dos Povos


Posted: 25 Apr 2012 09:02 AM PDT

A Articulação Pacari realizou a oficina “Diálogos sobre biodiversidade com raizeiras e raizeiros do Cerrado”, contando com a participação de 47 representantes de comunidades locais, quilombolas e indígenas, dos estados de MG, GO, TO e MA. As propostas elaboradas na oficina serão apresentadas na Cúpula dos Povos, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), que acontecerá em junho, no Rio de Janeiro.
Raizeiro conta seus conhecimentos tradicionais sobre a planta durante pesquisa de campo da Farmacopéia Popular do Cerrado, em Goiás (foto: Pacari.org.br)

Raizeiras e raizeiros do cerrado – povos tradicionais desse bioma – praticam a medicina tradicional por meio do uso sustentável dos recursos naturais e apontam com principais dificuldades para o exercício dessa prática: a falta do reconhecimento social da medicina tradicional; a degradação ambiental do bioma cerrado; a dificuldade atual de transmissão de conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade para os jovens e a apropriação indevida desses conhecimentos por vários segmentos da sociedade.
Diante dessas dificuldades, raizeiras e raizeiros do cerrado esperam transformações, e priorizaram as seguintes metas a serem alcançadas:
  • A população brasileira deve ter acesso a informações sobre o uso popular e tradicional de plantas medicinais e a sua relação direta com a conservação ambiental;
  • A adoção do ‘Ano nacional do conhecimento tradicional associado ao uso da biodiversidade’;
  • O reconhecimento do uso popular e tradicional de plantas medicinais como um direito consuetudinário das comunidades locais e povos indígenas, através de uma regulamentação específica, e em conformidade com tratados internacionais como a Convenção da Diversidade Biológica (CDB) e a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural e Imaterial;
  • A aprovação e implementação de uma legislação nacional sobre acesso a recursos genéticos e repartição de benefícios, em conformidade com o Protocolo de Nagoya, com a participação efetiva de comunidades locais e povos indígenas;
  • A criação da Universidade Popular do Cerrado, onde raizeiras e raizeiros possam transmitir seus conhecimentos tradicionais, como uma estratégia de salvaguardar seu ofício, e que também possam aprender conhecimentos científicos sobre a biodiversidade do cerrado;
  • A redução à zero das taxas de perda dos habitats naturais próximos a comunidades locais e terras indígenas e a redução a zero do desmatamento e ocupação dos ecossistemas de veredas por sistemas agrícolas;
  • O reconhecimento pelo governo brasileiro das áreas prioritárias identificadas por raizeiras e raizeiros e a criação de reservas extrativistas nestas áreas, para a coleta sustentável de plantas medicinais do cerrado;
  • A implementação de planos de restauração de ecossistemas visando preservar espécies identificadas como ameaçadas de extinção por comunidades locais e povos indígenas do cerrado;
  • A recuperação de nascentes em comunidades locais e terras indígenas e o fomento à construção de cisternas de placa, terreirão e/ou barraginhas para captação de água de chuva;
  • A inclusão de plantas medicinais do cerrado no Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade.
Em relação à Farmacopéia Popular do cerrado:
  • A continuidade da elaboração da Farmacopéia Popular do Cerrado, como estratégia para o uso sustentável e proteção dos conhecimentos tradicionais de comunidades locais e povos indígenas do cerrado;
  • O reconhecimento da Farmacopéia Popular do Cerrado, pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), como um Código de conduta de raizeiras e raizeiros para o manejo sustentável de plantas medicinais do cerrado e a preservação ambiental.
  • O reconhecimento da Farmacopéia Popular do Cerrado, pelo governo brasileiro, como um sistema sui generis de registro de conhecimentos tradicionais que respeita, promove e preserva os conhecimentos, inovações e práticas das comunidades locais e povos indígenas do cerrado;
  • O reconhecimento da Farmacopéia Popular do Cerrado, pelo governo brasileiro, como um instrumento de identificação de áreas prioritárias para o manejo sustentável de recursos naturais e conservação ambiental;
  • O reconhecimento da Farmacopéia Popular do Cerrado, pelo governo brasileiro, como um instrumento de identificação de origem de espécies e de conhecimentos tradicionais associados, para fins de consentimento prévio informado, nos processos de acesso a recursos genéticos e repartição de benefícios;
  • O reconhecimento da Farmacopéia Popular do Cerrado, pelo governo brasileiro, junto à Convenção da Diversidade Biológica (CDB), como um Protocolo Comunitário para a proteção, promoção e manutenção dos conhecimentos tradicionais associados ao uso dos recursos genéticos do cerrado;
  • A apresentação da Farmacopéia Popular do Cerrado na 11ª Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (COP 11), a ser realizada na Índia, em outubro de 2012, como uma iniciativa de implementação da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) no Brasil.

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Andréa Mendes
            
             Rondônia - Amazônia Brasileira

Transfobia na UFRN

O GAMI/LBL - LAMENTA O FATO OCORRIDO NA UFRN E REGISTRA A INDIGNAÇÃO POR PARTE DO ESTADO NA OMISSÃO DA IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA RN SEM HOMOFOBIA PARA TRATAR A TEMÁTICA LGBT QUE PERPASSA PELA DIVERSIDADE NA EDUCAÇÃO QUE TEMOS QUE LEVAR AS SALAS DE AULAS E EM TODOS OS ESPAÇOS DE EDUCAÇÃO A FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS PARA RESPEITAR A DIVERSIDADE DE PESSOAS QUE HABITAM NESTE PLANETA.
ABRAÇOS SOLIDÁRIOS A LEILANE
GORETTI GOMES
GAMI - LBL RN




Subject: Comunicado URGENTE - Transfobia na UFRN
To:

No começo da noite da última sexta-feira (dia 20 de abril de 2012),
Leilane Assunção, doutoranda do Programa de Pós Graduação em Ciências
Sociais/UFRN e participante ativa do Núcleo Interdisciplinar Tirésias/UFRN,
foi impedida de utilizar o banheiro do andar térreo do DEART. Ela foi
abordada por uma agente de segurança interna da UFRN (serviço
terceirizado pela universidade) que tentou impedi-la de usar o banheiro
feminino, tratando-a no masculino e deixando claro que aquele não era o
seu lugar. Como a Leilane afirmou que era um direito dela usar o banheiro
feminino, a agente buscou esforços contra Leilane. Mais três supostos
funcionários (não identificados como tais ate agora) chegaram no local. Um
dos homens ficou em silencio, o segundo chamou mais seguranças do campus e
o terceiro afirmava que "*iria arrancar a cabeça da Leilane e que lhe
cortaria inteira em pedaços". *

A que ponto chegamos dentro de nossa universidade? Além de contínuas
agressões cometidas contra os gays, as lésbicas e as transexuais, ainda
temos que conviver com a segregação urinária? A partir de agora, teremos
que apresentar nossas certidões de nascimento para usar os banheiros da
universidade?

O que podemos fazer para construirmos uma UFRN sem homofobia, transfobia,
racismo e misoginia?

Tentaremos nos reunir com a Reitora para discutir mais este caso de
transfobia e para pedir que os responsáveis pela violência cometida contra
Leilane sejam punidos. No entanto, sabemos que é necessário um trabalho
contínuo e consistente junto à comunidade universitária voltado para a
construção de um ambiente acadêmico que tenha como fundamento das relações
o respeito total às múltiplas diferenças constitutivas do humano.

Att.

Berenice Bento

Coordenadora do Núcleo Interdisciplinar Tirésias/UFRN

terça-feira, 24 de abril de 2012

EVENTO 28 DE ABRIL - DIA MUNDIAL EM MEMÓRIA AS VÍTIMAS DE ACIDENTES DO TRABALHO Convidamos a todos PARA participar da I CAMINHADA DO TRABALHADOR - em alusão ao DIA MUNDIAL EM MEMÓRIA ÀS VÍTIMAS DE ACIDENTES E DOENÇAS DO TRABALHO

Assunto: EVENTO 28 DE ABRIL - DIA MUNDIAL EM MEMÓRIA AS VÍTIMAS DE ACIDENTES DO TRABALHO

Convidamos a todos PARA participar da I CAMINHADA DO TRABALHADOR - em
alusão ao DIA MUNDIAL EM MEMÓRIA ÀS VÍTIMAS DE ACIDENTES E DOENÇAS DO
TRABALHO

O CONSELHO ESTARÁ PRESENTE ATRAVÉS DA CIST.

PROGRAMAÇÃO I-CAMINHADA DO TRABALHADOR:

Eventos e serviços oferecidos:
•Aula de ginástica
•Atrações culturais
•Serviços de saúde
•Orientações jurídicas
•Palestra sobre saúde do trabalhador


PROGRAMAÇÃO I-CAMINHA DO TRABALHADOR:

07:00h – Concentração dos participantes no Corpo de Bombeiros
08:00h – Saída da caminhada
09:00h – Chegada ao Parque das Dunas
09:00h às 10:00h – Café da Manhã no espaço interno do parque
10:00h – Abertura do evento com apresentação do Coral do Nível Central
e HGT da SESAP
10:15h – Mesa de Abertura – coordenador do CEREST Estadual
10:30h – Palestra Drª Ileana Neiva – Procuradora do Trabalho
11:00h – Palestra Dr. Ricardo Oliveira – Médico-Psiquiatra do HGN
11:30h – Debate
12:00h – Encerramento com apresentação do Grupo de Teatro do Centro de
Controle de Zoonoses

Além da programação da caminhada, ficou definido hoje pela manhã na
reunião a programação das palestras que antecedem a caminhada,
conforme descrito abaixo:

Dia 24/04/2012 (terça-feira)
Local: Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel
Horário: a partir das 8h:00min
Palestras:
- Cuidados com a coluna - Dr. Anibal Correia Silva
- apresentação de tema pelo NAST do Hospital
- incidência dos afastamentos dos servidores da saúde - Drª. Ísis (IPERN)

Dia 24/04/2012 (terça-feira)
Local: Hospital Santa Catarina
Horário: a partir das 9h:00min
Palestras:
- incidência dos afastamentos dos servidores da saúde - Drª. Ísis (IPERN)
- apresentação de tema pelo NAST do Hospital
- Cuidados com a coluna - Dr. Anibal Correia Silva

Dia 26/04/2012 (quinta-feira)
Local: Auditório do SINTE/RN
Horário: a partir das 9h:00min
Palestras:
- incidência dos afastamentos dos servidores da educação - Drª. Ísis (IPERN)
- estatísticas de adoecimentos do INSS da categoria da educação -
Palestrante: Médico perito a ser definido pelo INSS- sindrome de
Burnout e/ou cuidados com a voz (a definir pela Faculdade Maurício de
Nassau)

Obs: as palestras nos canteiros de obras serão realizado nos dias 03,
04 e 05 de maio (posterior a caminhada) e a tematica sera cuidados na
coluna (dr. Anibal) e sobre a previdência (Srª Lígia), além também da
participação do CEREST.







ENQUANTO ISSO A SECA GRITA OPA ... PARA POTIGUARES TEM DINHEIRO PARA TUDO MANSOES, CARROS DE LUXO E VIAGEM A EUROPA ENTRE OUTROS PARAISOS FINANCIEROS MENOS PARA MEIOS DETERMINANTES DE CONVIVIO COM A SECA NORDESTINA VIVA A VELHA SUDENE ONDE TINHA TUDO INCLUSIVE MUITOS FUNCIONARIOS SO NAO TINHA AGUA...

Margareth Grilo - repórter

As ações para convivência com a estiagem, no interior do Rio Grande do Norte, vão chegar tardiamente às regiões afetadas. O alerta, em uníssono, é dos prefeitos e representantes dos 139 municípios em estado de emergência decretado desde o último dia 12 de abril pelo Governo do Estado (Decreto 22.637) e foi externado ontem aos representantes do governo, na reunião promovida no Praiamar Hotel, pela Emater e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec).

"Já temos mortandade nas regiões do Seridó e Central, e a tendência é piorar, sem que ações concretas tenham sido desenvolvidas para minimizar a estiagem", afirmou o prefeito de Lajes e presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Benes Leocádio. Ele disse que as providências precisam ser agilizadas por parte dos órgãos estaduais "para que ações, como o abastecimento de água e o financiamento para compra de ração, possam chegar o mais rápido possível".

Além da criação e regularização das Coordenadorias municipais de Proteção e Defesa Civil à luz da nova legislação, os prefeitos e técnicos dos municípios afetados pela estiagem discutiram com a Emater e com os técnicos da Defesa Civil, as estratégias de ação para minimizar os efeitos da estiagem. Apesar de ter sido aguardada no evento, a governadora Rosalba Ciarlini não marcou presença.

Acompanhada dos secretários de Estado Betinho Rosado (SAPE) e Gilberto Jales (SEMARH), Rosalba participou da reunião da presidenta Dilma Rousseff com os governadores nordestinos, em Aracaju (Sergipe), para discutir a estiagem na região. Na reunião técnica com os prefeitos, o diretor-geral da Emater, Ronaldo Cruz, que representou o governo anunciou, na plenária final, que a governadora estava encaminhando à presidenta Dilma propostas de apoio imediato para poder ampliar o atendimento à população.

O governo quer agilidade para ampliar a oferta de água, com obras hídricas complementares a outras que já existem, e sugeriu a criação da emergência-cartão estiagem dos municípios e Estado.

A informação acalmou os prefeitos, mas não atenuou as cobranças. Para o prefeito de Jardim de Angicos, Agnelo Bandeira, as propostas precisam sair do campo teórico. "Aqui hoje", disse ele, "foi muita conversa, mas o governo precisa agilizar as ações, tirá-las do papel para a prática".

O prefeito Gilvan Inácio, de Pedra Preta, afirmou que já fez a locação de dois caminhões-pipa, com recursos do executivo municipal, para o transporte de água dos açudes da região para as comunidades mais afetadas. "Mas é uma situação", disse ele, "que não podemos sustentar por muito tempo.As prefeituras não tem recursos financeiros".

No RN, 72 municípios, dos 139 em estado de emergência, já estavam sendo abastecidos por carro-pipa, até o último dia 07 de abril, quando o serviço foi suspenso. Ontem, os prefeitos cobraram uma resposta da Defesa Civil e do Exército. O coordenador da Defesa Civil, tenente-coronel Josenildo Acioli Bento, explicou que o Exército aguarda liberação de recursos do governo federal para a contratação de 'pipeiros' e a retomada da operação pipa.

A avaliação da Fetarn é de que 100% do plantio de regime de economia familiar "está perdido" em virtude da escassez de chuvas, sobretudo nas regiões de sequeiro.

Municípios têm que se adequar às novas exigências legais

Dos 167 municípios do RN, apenas 37 possuem Coordenadorias Municipais de Defesa Civil, e mesmo assim elas precisam ser atualizadas para adequação à nova lei. Até agora, apenas um município, o de Jucurutu, entre os 139 incluídos no decreto de emergência do governo estadual, teve a situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal.

O reconhecimento federal da emergência em Jucurutu, segundo o prefeito Nelson Queiroz Filho,  saiu agora em abril e permite ao município ter acesso a recursos federais e ao Cartão de Pagamento de Defesa Civil (CPDC). Segundo ele, a água dos reservatórios localizados no município já está imprópria para o consumo humano.

O prefeito pleiteia verba da ordem de R$ 10,5 milhões para sustentar todas as ações para amenizar os efeitos da estiagem no município, principalmente, o abastecimento de água. Segundo ele, 9 mil pessoas da zona rural estão afetadas pela estiagem. O município tem 20 mil habitantes.

Ontem, a Emater e a Cedec realizaram nove oficinas técnicas  com objetivo de prestar assessoramento aos prefeitos quando à criação e regularização das coordenadorias municipais de Defesa Civil.

Segundo o tenente-coronel da Policia Militar, Josenildo Acioli, coordenador estadual da Defesa Civil, "os recursos federais só virão caso o município tenha a sua Defesa Civil criada por lei e tenha também o cartão pagamento Defesa Civil". Ele ressaltou que o Cartão Pagamento Defesa Civil é um cartão de débito que somente pode ser usado na assistência, restabelecimento e para o socorro.

É possível, por exemplo, citou o coordenador, comprar alimentos e medicamentos, "desde que o uso esteja comprovadamente  relacionado à estiagem". No caso do reconhecimento da situação de emergência, os municípios precisam fazer dois caminhos: encaminhar o pedido de reconhecimento estadual para a CEDEC e de reconhecimento federal direto para a Secretaria Nacional de Defesa Civil. O acesso ao Cartão-Pagamento se dá mediante o reconhecimento federal, com a devida criação dos órgãos de Proteção e Defesa Civil, que deverão ter CNPJ próprio.

ENQUNATO ISSO PREFEITURA E GOVERNADORA DISPUTAM IMPOPULARIDADE EM NARAL E NO RN...

Micarla ainda amarga desaprovação próxima dos 90%

24abril
A prefeita Micarla de Sousa amarga desaprovação de 88,16%, segundo levantamento Nominuto/Certus. Não houve alteração significativa. A gestora marcou 89% em janeiro, e 90,86% em novembro passado. A margem de erro da pesquisa de hoje é de 3% para mais ou para menos.
No outro lado, 8,27% de eleitores veem motivos para aprovar a administração pevista. Não souberam responder representam 3%, e não responderam atingiu 0,57%.
Fonte: Nominuto.com
A pesquisa, registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo 00010/2012 RN, foi realizada em 14 e 15 de abril e colheu 701 entrevistas domiciliares, em áreas selecionadas por bairros, estratificadas por sexo, idade, grau de instrução, renda, religião e zona.
Fonte: Nominuto.com


Nominuto/Certus: 76,47% do eleitorado natalense avalia administração de Rosalba de regular a péssima

24abril
A governadora do Estado Rosalba Ciarlini (DEM) está mal na fita. O levantamento Nominuto/Certus indica que a 76,47% do eleitorado natalense avalia a administração da gestora de regular à péssima. Apenas 15,83% enxerga a gestão como boa e outros 3,14% como ótima.
A maior parte dos entrevistados avalia a administração da democrata como regular, 38,66%. A gestão é vista como péssima por 20,68% do eleitorado e ruim por 17,12%.
Arte: Nominuto.com
Os que não souberam avaliar marcaram 3,71%, e 0,86% não responderam. A margem de erro da pesquisa é de 3%.

QUEM E QUEM NO RN ...

Carlos Eduardo abocanha 49,5% dos votos na pesquisa Nominuto/Certus

24abril
O ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) continua a frente nas pesquisas de intenção de voto. No levantamento estimulado contratado pelo Nominuto.com ao Instituto Certus o pré-candidato abocanhou 49,50% dos votos.
Carlos Eduarod cresceu oito pontos na mensuração, se comparado à pesquisa divulgada em janeiro pela Tribuna de Norte, quando marcou 41,57%. Em comparação com o publicado em novembro de 2011 pelo Portal Nominuto.com, o pedetista cresceu 11,07%. A margem de erro é de 3,0% para mais ou para menos.
A ex-governadora Wilma de Faria (PSB) continua em segundo lugar. Ela marcou 19,26% no atual levantamento, contra 19,43% em janeiro, e 25,57% em novembro do ano passado, também recuando além da margem de erro. Rogério Marinho (PSDB) aparece atrás com 5,56%. Ele marcara anteriormente 4,86% e 6,29%.
Arte: Nominuto.com
Hermano Morais (PMDB) ficou em quarto lugar, com 5,14%, praticamente estável em relação aos dois levantamentos anteriores. Fernando Mineiro, que mensurou na faixa dos 4% em janeiro e novembro, desceu agora aos 2%, ficando atrás da prefeita Micarla de Sousa (PV) que tem 2,43% das intenções de voto.
Para 11,98% do eleitorado, nenhum candidato apresentado seria escolhido. Os que não souberam responder estacionaram em 3,85%; 0,29% não respondeu.
A pesquisa, registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo 00010/2012 RN, foi realizada em 14 e 15 de abril e colheu 701 entrevistas domiciliares, em áreas selecionadas por bairros, estratificadas por sexo, idade, grau de instrução, renda, religião e zona.
Com informações do Nominuto.com

Carla cita novos crimes no TJRN - GENTE VEJAM COMO SOMOS ROUBADOS EM TODAS AS ESFERAS O BRASIL E SUAS RIQUEZAS PARA POUCOS - PARAISO PARA POUCOS E DEGREDO PARA MILHARES... GENTE VAMOS TER VERGONHA NA CARA BRASILEIROS E BRASILEIRAS...

Isaac Lira, Júlio Pinheiro e Ricardo Araújo - repórteres

O conteúdo do depoimento de Carla de Paiva Ubarana Araújo Leal prestado ao Ministério Público Estadual - apesar de estar em sigilo - vazou após ser remetido aos Tribunais Superiores, em Brasília. A TRIBUNA DO NORTE, através do Blog do BG, teve acesso ao conteúdo dos vídeos nos quais a ex-chefe da Divisão dos Precatórios do Tribunal de Justiça - durante 4h37min e 05 segundos - relata como as fraudes eram aplicadas no órgão supremo da Justiça potiguar com a anuência de magistrados, tráfico de influência entre advogados e agentes públicos e venda de sentenças. Além dos nomes já oficializados à Justiça, em depoimento prestado no dia 30 de março passado ao Juízo da 7ª Vara Criminal, Carla Ubarana apontou novos crimes que envolvem desembargadores.
ReproduçãoAcordo foi assinado antes do depoimento a promotoresAcordo foi assinado antes do depoimento a promotores

Visivelmente tranquila e disposta a contribuir com os promotores de Defesa do Patrimônio Público e  representantes do Grupo Especializado de Combate à Corrupção (Gaeco), Ubarana teve o cuidado de perguntar, às minúcias, no que consistia a delação premiada antes de assinar o termo que oficializou sua colaboração com o Ministério Público Estadual. Ladeada por seus advogados, Marcos Aurélio Santigo Braga e Otto Marcello de Araújo Guerra, ela requisitou aos promotores que incluíssem em seu acordo de delação a garantia da conversão da prisão preventiva que estava sendo cumprida no Pavilhão Feminino do Complexo Penal Dr. João Chaves, na zona Norte, em domiciliar. Além disso, ressaltou a necessidade de retomar seu tratamento de saúde em Recife, interrompido desde que foi presa no dia 31 de janeiro passado.

Os promotores a tranquilizaram afirmando que o MPE não iria se "opor" aos seus pedidos em relação ao que envolvia sua saúde, dando o direito, inclusive, dela se ausentar de casa para realizar cirurgias ou consultas médicas, conforme fosse necessário. Antes de assinar o termo, porém, Carla Ubarana relatou que foi maltratada enquanto esteve presa na casa carcerária e que sofria ameaças. "Toda noite eu era ameaçada dentro do presídio por policiais", afirmou. Para não perder a linha do raciocínio durante o depoimento, Ubarana consultava anotações e reafirmava seu interesse em colaborar com as investigações em troca da redução da pena ou do seu perdão judicial. "Eu queria só consultar meus papéis para não esquecer uma vírgula", enfatizou a depoente.

Antes do início oficial da delação, o advogado Marcos Aurélio Santiago Braga ressaltou a necessidade da manutenção do conteúdo do depoimento da sua cliente em sigilo. Durante a confecção do documento pelos promotores, Ubarana solicitou a destituição oficial do seu ex-advogado, Felipe Cortez, e a extensão de suas "regalias" ao seu marido, George Leal, também delator do esquema de corrupção. Alegando sentir medo do que poderia ocorrer, ela solicitou proteção aos filhos e aos parentes de primeiro grau.

Dentre as inúmeras perguntas realizadas aos promotores, Carla sussurra se possivelmente  precisará encarar aqueles que foram citados em seu depoimento. "Vai ter algum momento de tête à tête com algum?", indagou. O MPE negou a possibilidade afirmando que não tem interesse na acareação dos depoimentos. Assinado o termo de colaboração, Carla iniciou seu discurso relembrando como entrou na Divisão de Precatórios à convite do então presidente do TJ, Osvaldo Cruz, em 2006, e relatou o "modus operandi" da Divisão e de como se negociavam sentenças judiciais e solicitações de quebras de ordem cronológica na lista dos precatórios.

Ontem à noite, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público se posicionou afirmando que o vazamento não ocorreu do Ministério Público Estadual e o mesmo depoimento foi remetido ao Superior Tribunal de Justiça, Corregedoria Nacional de Justiça e Procuradoria Geral de Justiça.

Clique aqui para acessar os vídeos.

Carla relata ameaças no presídio

Durante o depoimento prestado aos promotores do Patrimônio Público por conta da delação premiada, Carla Ubarana fez várias citações a desembargadores do Tribunal de Justiça, algumas baseadas em fatos presenciados pela própria e outras baseadas em falas de terceiros. O ambiente que emerge das declarações de Carla Ubarana, lembrando que nem todas as falas da ex-chefe do setor de precatórios têm as provas correspondentes no MPE, é uma organização passível de diversas influências suspeitas. Na mais forte declaração, Ubarana explica porque tem medo.

"Eu temo pela minha vida principalmente por causa de Rafael", afirma Carla, numa referência ao desembargador Rafael Godeiro. "Eu sei do que ele é capaz. Ele nunca teve idéia - nunca, jamais - que eu ia abrir a boca. Se ele tivesse idéia, teria me procurado". No seguimento da fala de Ubarana, ela relata as ameaças supostamente sofridas dentro do Complexo Penal João Chaves. Essas ameaças partiram de pessoas que trabalhavam para o sistema prisional. "Eu era ameaçada por policiais. Foram várias ameaças", diz. Posteriormente, ela corrige dizendo que eram agentes penitenciários os responsáveis pelas supostas ameaças.

Carla Ubarana conta também que foi alertada, de uma forma que aparenta ser difusa, por outros desembargadores do TJRN. O desembargador Vivaldo Pinheiro teria, segundo a acusada, dito que ela era muito "atrevida". "Ele me disse: Tome cuidado. Às vezes, podem pedir pra você fazer alguma coisa e você não fazer e se prejudicar", disse, sem esclarecer exatamente em que situação o alerta foi emitido. Ela apontou que outros dois desembargadores fizeram alertas semelhantes: o desembargador Cláudio Santos e o desembargador João Rebouças.

Um capítulo à parte na fala de Carla Ubarana é o trânsito de advogados na corte potiguar. A primeira menção é ao advogado Fernando Caldas, colocado pelo Tribunal de Contas do Estado como suspeito de ter realizado um conluio para agilizar o pagamento do precatório da Henasa. A acusada diz: "Fernando tem muita influência dentro do Tribunal. Muita", relata. A ex-chefe da divisão de precatórios do TJRN detalha essa suposta influência do advogado Fernando Caldas: "Ele tem acesso a desembargadores e é muito forte. Ao desembargador Amauri, por conta de Glênio. Com Rebouças também".

Em outro ponto, o vídeo da delação premiada mostra a visão de Carla sobre a influência do ex-procurador geral do Município, Bruno Macedo. De acordo com Ubarana, o ex-procurador pediu em duas oportunidades para "retirar" o precatório da fila de pagamento supostamente porque havia feito "acordos por fora". Numa das duas vezes, o precatório havia sido defendido, segundo Carla, pelo próprio Bruno Macedo para uma construtora. "Bruno tem um processo lá e pediu pra fazer um acordo diretamente com a prefeita pra receber a parte dele", relembra.

Outros desembargadores são citados por Carla, mas de forma difusa. Em um dos trechos, ela afirma que o desembargador Expedito Ferreira "sugeria" quebrar a ordem cronológica de pagamento de precatórios em benefício de pessoas que ele mesmo levava até o setor de precatórios. Caio Alencar também é citado. "Várias vezes ele chegou: Carla, eu trouxe aqui essa pessoa, veja o que você pode fazer por ela". Em contato com a reportagem, Caio Alencar negou serem verdadeiras as assertivas da acusada. "Estive na sala dela no máximo duas vezes e nunca pedi nenhuma irregularidade. Ela quer desmerecer o trabalho da comissão de investigação", disse.

Advogado faria tráfico de influência

A distribuição de processos dentro do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte é direcionada. A afirmação partiu da ex-chefe da Divisão de Precatórios do TJRN Carla de Paiva Ubarana Leal, em depoimento ao Ministério Público.  Durante a oitiva que culminou com o termo de delação premiada em benefício da ré da Operação Judas, Carla Ubarana disse que o advogado Felipe Cortez tem influência direta dentro do TJRN e que, apesar da distribuição ser realizada de maneira eletrônica, há o direcionamento de processos para os desembargadores escolhidos. Além disso, Ubarana também relatou que o próprio Felipe Cortez teria insinuado a ela que foi através de influência dele que R$ 35 milhões de "Gilmar" foram liberados.

Durante o depoimento, os membros do Ministério Público questionaram se Carla Ubarana tinha informações sobre vendas de acórdãos judiciais. Inicialmente, a ex-chefe da Divisão de Precatórios disse "só saber", não tendo confirmações sobre o suposto "comércio". Ela chegou a citar o desembargador João Rebouças. "Teve até uma época, uma confusão com ele de uma Toyota que ele recebeu em um processo", disse, depois de afirmar que gostava muito do desembargador.

Ainda relatando possíveis negociações de acórdãos, Carla Ubarana também citou o  desembargador afastado Rafael Godeiro. "Rafael é brincadeira". Ela relatou que ouviu de Felipe Cortez a insinuação de que conseguiu uma liberação de dinheiro de uma pessoa identificada como "Gilmar".  "Nas palavras dele: como é que você acha que eu consegui livrar R$ 35 milhões, sei lá, de Gilmar? Um que foi preso e deu o apartamento ao desembargador Rafael", relatou Carla Ubarana. Após a declaração, o advogado Marcos Braga alertou a ré que Felipe Cortez não advogou para "Gilmar". "Eu sei", prosseguiu Ubarana. "Mas foi o que ele veio passar as informações (sic)". O Ministério Público chegou a questionar se o fato supostamente reportado por Felipe Cortez não era relacionado ao desembargador João Rebouças, mas ela negou. "Não. Ele falou com relação a Rafael. De Rebouças ele nunca falou nada bloqueado, não. De Rebouças ele falou somente com relação ao carro".

De acordo com ela, várias pessoas dentro do TJRN saberiam da suposta doação de apartamento  a Rafael Godeiro por "Gilmar", e que o desembargador teria retirado o imóvel do próprio nome para evitar ligação dele ao doador quando membros do CNJ estiveram em Natal. "É o imóvel que ele mora, inclusive", afirmou.

Carla Ubarana também relatou suposto direcionamento na distribuição de processos,  colocando-os em pauta somente quando havia a perspectiva de vitória da parte dos que tinham influência dentro do TJRN. Ela usou como exemplo a própria situação, quando um mandado de segurança impetrado por ela foi negado porque ela não sabia quem seriam os responsáveis pelo julgamento. "Se eu soubesse que o meu mandado de segurança só ia ter um desembargador, eu tinha pedido para ser retirado de pauta, e teria saído", disse, afirmando que os juízes não concedem mandado de segurança lá dentro. De acordo com ela, Felipe Cortez também administra esse jogo no TJRN. "E isso quem é que administra bem direitinho lá dentro? Felipe", afirmou, mas sem saber como o advogado supostamente faria para influenciar o trâmite dos processos dentro da Corte.

Questionada sobre a forma como era realizado o direcionamento mesmo com a distribuição eletrônica, Carla Ubarana disse que a mudança era simples. "Não há ordem cronológica porque eles têm que paginar, autuar, capear... Quando o processo está pronto, independente da numeração do processo, porque não é o número do processo que dá a ordem cronológica, é o fato dele estar pronto, você direcionava para quem você queria", afirmou.

Caso da Henasa teve atenção especial de promotores

O precatório da Henasa, considerado suspeito pelo Tribunal de Contas do Estado, mereceu atenção especial dos promotores do Patrimônio Público. Em vários trechos, as perguntas foram direcionadas às circunstâncias relatadas pelo TCE como suspeitas no acordo de R$ 95 milhões firmado entre o Município e a Henasa Empreendimentos Turísticos LTDA, principalmente no que diz respeito ao cálculo do valor atualizado da dívida e à celeridade do processo. Carla Ubarana negou ter recebido qualquer tipo de pagamento para "fraudar" o cálculo.

Já acerca do trâmite do processo, embora tenha dito que não podia afirmar, mas apenas apreciar "subjetivamente", Carla Ubarana relatou que houve uma atenção especial. "Houve uma atenção especial a esse precatório? Houve", disse. Logo em seguida, provocada pelos promotores, Ubarana relatou a suposta influência do advogado da Henasa, Fernando Caldas Filho, dentro do TJRN, citando acesso aos desembargadores Amaury Moura e João Rebouças. Perguntada sobre outras formas de influência no trâmite do precatório, Carla Ubarana disse desconhecer novos fatos.

Em relação aos cálculos, ela negou várias vezes ter recebido qualquer tipo de vantagem ou ter operado "fraude" no cálculo do valor atualizado do precatório. O TCE verificou números "superfaturados" no precatório, sendo que o valor real, segundo os auditores do TCE, é de R$ 72 milhões contra R$ 191 milhões do cálculo total do TJRN e R$ 95 milhões do acordo final. O cálculo do TJRN foi, segundo Carla, realizado por um funcionário chamado "Jorge", a quem ela exime de qualquer tipo de influência suspeita.

Num momento, Carla chega a citar uma reunião com a prefeita Micarla de Sousa e os desembargadores Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro sobre o precatório em questão, mas, interrompida, não desenvolve o relato e nem volta a falar sobre essa suposta reunião durante o depoimento.

Acerca do relatório do TCE sobre o precatório da Henasa, o procurador Luciano Ramos  deve entregar até a próxima quarta o parecer da Procuradoria junto ao Tribunal de Contas. O processo chegou às mãos do procurador indicado na última quinta-feira. Como o prazo máximo é de cinco dias, o processo só deve voltar às mãos do relator Carlos Thompson na próxima semana.

O parecer do Ministério Público será apresentado ao relator, que produzirá uma peça a ser apreciada pelo pleno do Tribunal de Contas, que têm reuniões ordinárias às terças e quintas. No relatório parcial, existe a sugestão de uma medida cautelar e de condenações para Bruno Macedo, ex-procurador do Município, Fernando Caldas, advogado da Henasa, Micarla de Sousa, Carla Ubarana, ex-chefe da divisão de precatórios do TJRN, e João Batista Cabral, ex-secretário geral do TJ.

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