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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Rubem Confete....UM DOS GRIOT DO CARNAVAL










Compositor. Jornalista. Roteirista. Teatrólogo. Radialista. Gráfico. Cantor. Ativista e estudioso das questões afrobrasileiras.
Cursou o 1º grau na Escola Paraná e o ginásio industrial na Escola de Artes Gráficas, em 1953.
Em 1955 frequentava o bloco carnavalesco Independentes da Serra, em Vaz Lobo.
Entre 1967 e 1970 estagiou na Imprensa Nacional. No mesmo período trabalhou também na revista “Guanabara em Revista”, órgão oficial do Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro, na publicação criada pelo diretor de MIS, Ricardo Cravo Albin.
Como radialista manteve durante vários anos o programa “Rio de Toda Gente”, na Rádio Nacional AM, do Rio de Janeiro.
Fez diversos cursos, entre eles: “Música pela Escola Villa-Lobos”, “Música Popular Brasileira”, pelo MIS (Museu da Imagem e do Som), “Teoria Musical” com Nori Mendes e “Técnica Vocal”, com a professora Maria Amália.
Entre os anos de 1962 e 1963, fez um curso de dança com a professora Mercedes Batista.
Escreveu para vários jornais cariocas, entre os quai o Jornal Tribuna da Imprensa.
Fundador da Agremiação Apóstolos do Samba, Sociedade Cultural e Recreativa, com sede na Avenida Passos, no centro do Rio de Janeiro.
Foi Conselheiro da Associação Independente dos Comunicadores do Carnaval e Sócio Honorário do Cordão do Bola Preta.
Portador da “Comenda do Mérito do Clube Municipal do Rio de Janeiro”.
Foi Presidente da Associação dos Barraqueiros do Terreirão do Samba, da qual foi um dos fundadores no ano de 1991.
Em setembro de 1992, recebeu a “Medalha Pedro Ernesto”, concedida pelo vereador Fernando William, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Por Nei Lopes*
Gráfico, jornalista, compositor, cantor, ativista e estudioso das questões dos afrobrasileiros, Rubem Confete comemora seus 70 anos no próximo dia 7 de dezembro.
A vida não se faz só de talento, nem só de trabalho, nem só de otimismo. Mas, quando estas três coisas se juntam, o resultado obviamente é o sucesso. Não necessariamente aquele sucesso que se traduz em conforto e tranqüilidade financeira.
Conjugando magistralmente estes três fatores, RUBEM CONFETE é hoje, sem dúvida, um homem de sucesso. Sem deixar nunca de ser um homem de trabalho.
Carioca até não poder mais, CONFETE é um criador e impulsionador de uma arte e de uma cultura profundamente enraizadas naqueles ambientes cariocas, onde as expressões mais legítimas da cultura afro-brasileira vieram se encontrar para amalgamar e expandir.
Por isso, CONFETE é um sambista na acepção mais radical da palavra: sambista que faz samba, ou dança samba, que organiza samba, que respira o samba. Foi assim desde Dona Clara, passando pela Serrinha, chegando á Mangueira, dando um bordejo pela Imperatriz e ancorando no Quilombo de Candeia, onde foi um dos líderes mais importantes.
Sem falar no Bloco da Imprensa, onde flutuava nos braços da já saudosíssima Dulce Alves, e sem esquecer os Apóstolos do Samba, Sociedade Cultural e Recreativa que fundou na Avenida Passos. Em São Paulo, CONFETE foi professor de samba, levando até os paulistanos da “Camisa Verde” a cadência e a malícia que eles não tinham nos anos 60. Pode-se dizer, então, que hoje o pujante samba da Paulicéia deve muito, em molho e organização, a este carioca exemplar.
Jornalista, lembro CONFETE driblando galhardamente sua deficiência visual e ditando para datilógrafos da ocasião (um deles foi o sambista Carlão Elegante, ex-funcionário da Agência Nacional) as memoráveis lições de otimismo e de cultura afro-carioca, que escreveu para a Tribuna da Imprensa e outros jornais.
Radialista, ele é o próprio “Rio de Toda Gente”, com seu programa na Rádio Nacional onde recebe a todos de braços e sorrisos abertos, dando uma força, dando uma ajuda, ditando dos escaninhos da memória aquele samba há muito esquecido, dando um recado, teatralizando com muito humor e memória prodigiosa, um caso que lhe contaram há quinze dias.
Iniciado na tradição dos Orixás, CONFETE é autoridade no culto, Ogan que é, confirmado no Ilê Obatalá, Casa da Nação Jeje-Vodun.
Como Presidente da Associação Cultural dos Barraqueiros do Terreirão do Samba, fundada em 02 de março de 1991, ele conduziu e encaminhou as legítimas reivindicações do imenso contingente de foliões trabalhadores que lutam por manter acesa uma das mais importantes tradições cariocas: a dos barraqueiros das nossas festas-de-largo da Penha, Glória, São Jorge, Carnaval, etc..
Por isso, pela lição de otimismo que, apesar das adversidades que sempre, desde menino, enfrentou , e, principalmente, pela generosa capacidade que tem de fazer amigos é que RUBEM CONFETE fez juz à láurea que recebeu em setembro de 1992, a “Medalha Pedro Ernesto”, concedida pelo vereador, de então, Fernando William, da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Talento múltiplo, repositório da mais pujante energia afro-brasileira, CONFETE é um “jequitibá velho”, “madeira-de-dar-em-doido”. Então, deixem-no passar, com sua elegância, com sua “non challance” de negro jeje.
*2/12/2006
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Por Thales Ramos*
Foto de Bruno Villas Bôas
No centenário armazém entre as ruas Gomes Freire e Senado, no bairro da Lapa, o pessoal do Centro Popular de Cultura Aracy de Almeida dobra os últimos panfletos a respeito da roda de samba realizada no local. Vassouras penduradas e uma infinidade de azeites e aguardentes ocupam as antigas prateleiras. Sentado à mesa da calçada, um senhor de camisa azul e calça branca pede uma cerveja. De cinco em cinco minutos, é abordado com uma mesma saudação: “Fala Confete!”
Rubem dos Santos, conhecido como Rubem Confete, completou 70 anos em dezembro do ano passado. Fala muito, mas não fala demais. Tudo o que diz é absolutamente relevante e essencial. Durante quase duas horas de entrevista e, posteriormente, outras tantas mais ao lado dele, fica claro que se está próximo de alguém que fez e ainda faz diferença no samba e na cultura carioca.
“O grande problema das rodas é que, quando você está com público muito grande, o cara só quer cantar samba que o pessoal conhece”, afirma Confete, acrescentando, contudo, que existem espaços para novas composições. “Tem uma juventude compondo. Antigamente, a juventude só cantava as músicas antigas, de rádio. Hoje não, eles já cantam suas próprias composições.”
Dentro do Armazém do Senado, duas panelas de arroz carreteiro são colocadas à disposição da freguesia. O cheiro gostoso vem cá fora. Confete, depois de beber um copo de cerveja, pede uma dose de cachaça, sendo prontamente atendido. “Sambista, antigamente, para estourar, tinha que ficar velho. Paulinho da Viola foi uma exceção, assim como Martinho da Vila. O sambista ficava lá no morro, nas escolas.”
E quem fala começou no samba ainda menino, nos blocos de carnaval. Foi passista da Mangueira e viu o nascimento do Império Serrano. Conviveu nas escolas de samba com bambas como Natal da Portela e Mestre Fuleiro. Foi ele, inclusive, quem indicou o cantor Roberto Ribeiro e Dicró às gravadoras.
Confete está com um grave problema de visão, mas não se deixa abalar. Além de comandar, ao lado de Dorina, um programa na Rádio Nacional, das segundas às quintas-feiras, das 13h às 15h, planeja lançar o seu segundo disco solo. Ele também quer gravar um dvd que irá chamar de “Tributo a Zumbi dos Palmares”, com seis ou sete músicas de sua autoria, além de parcerias com Nilze Carvalho e Délcio Carvalho.
Confete também atuou como jornalista. Foi foca da revista do “Museu da Imagem e do Som”, escreveu na Tribuna da Imprensa (onde fez a primeira entrevista com a ainda criança Nilze Carvalho) e nos jornais de esquerda Pasquim e Lampião. Foi comentarista de carnaval na TV Globo, TVE e Rede Manchete, além de radialista nas rádios Roquete Pinto e Nacional (sua casa há 27 anos).
Depois de um longo e histórico bate-papo, Confete explica que precisa marcar presença no Bar Paulistinha, que fica a poucos quarteirões do Armazém do Senado. Pouco tempo depois, para a surpresa de quem permaneceu no Armazém, ele reapareceu para dar uma canja. E prova que tem uma belíssima voz, encerrando a palinha com “Sublime Pergaminho”, samba-enredo da Unidos de Lucas, de 1968.
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