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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Supermercados terão nível de agrotóxicos monitorado


Supermercados terão nível de agrotóxicos monitorado



As Associações de Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn) e do Brasil lançaram ontem em Natal o Programa de Rastreamento e Monitoramento de Agrotóxicos (RAMA). O programa foi criado para monitorar o nível de agrotóxicos em frutas, verduras e legumes comercializados no estado e  orientar os empresários quanto a escolha dos fornecedores. Entre 90 e 100 lojas já aderiram. A ideia é que todos os atacadistas e varejistas do estado passem a rastrear os alimentos nos próximos meses.  O programa terá um custo extra de R$ 0,02 a R$ 0,03 para o consumidor final, dependendo da rede de supermercados, segundo a Assurn. O RN é o primeiro estado a implantar o rastreamento, que será acompanhado de perto pelo Ministério Público Estadual, através da Promotoria de Defesa do Consumidor.
Magnus NascimentoSe os produtos estiverem fora dos conformes, a venda será suspensa e o fornecedor substituídoSe os produtos estiverem fora dos conformes, a venda será suspensa e o fornecedor substituído

Quem quiser vender frutas, verduras e legumes para as redes que aderiram ao RAMA - veja a lista na página 7) - terá que seguir as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto ao uso dos agrotóxicos, esclarece Eugênio Medeiros, vice-presidente da Assurn e coordenador do projeto. O objetivo é dar mais segurança ao consumidor, que agora saberá que o produto que leva para mesa não está contaminado com agrotóxicos proibidos ou em excesso. 

Frutas, verduras e legumes monitorados receberão um selo, que permitirá ao consumidor, através de um aplicativo, identificar a origem de cada produto. Só receberão a etiqueta e serão comercializados os que passarem nos testes. Os resultados das primeiras análises foram divulgados ontem, durante o lançamento do programa. Dos dez itens coletados, três apresentaram inconformidades: a beterraba, o pimentão e o abacaxi. Não foi possível, entretanto, extrair nenhuma conclusão, já que a amostra foi pequena, observou Luciano Tamiso, engenheiro agrônomo e analista de Negócios na Paripassu Aplicativos Especializados, responsável pela coleta e análise. Os nomes dos fornecedores não foram divulgados. Em casos assim, a venda do produto é suspensa e o fornecedor substituído até corrigir o problema. O produtor é notificado e tem que apresentar um plano de ação se quiser voltar a vender para aquela determinada rede.

PRODUTORES

O programa já desperta polêmica entre os produtores. Nem todos conseguirão se adequar aos padrões exigidos, acredita Renato Filizota, agrônomo e produtor rural há 20 anos. Renato, que é de Jandaíra, interior do RN, e fornece hortifrutigranjeiros para a maior rede de supermercados do estado, participou do lançamento do programa e disse ter ficado preocupado com o que ouviu. Segundo ele, poucos são os produtores que têm acesso a assistência técnica. "Este não é o meu caso, que sou agrônomo".

Eugênio Medeiros, da Assurn, reconhece o problema, mas acredita que 'estamos num caminho sem volta'. "Trata-se de uma tendência mundial", completou Sussumo Honda, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), uma das idealizadoras do RAMA. Segundo Eugênio, Idiarn, Emater e Sebrae podem auxiliar os pequenos e médios produtores que enfrentarem dificuldades. "Os produtores tem que procurar entidades como essas, porque quem não se adequar, não vai conseguir vender", afirma Eugênio.

O que são agrotóxicos

Agrotóxicos são produtos utilizados na agricultura para controlar insetos, doenças, ou plantas daninhas que causam danos às plantações. Os agrotóxicos também podem ser chamados de defensivos agrícolas ou agroquímicos, sem alterar o seu significado. A maior problemática do uso de agrotóxicos se iniciou devido às incertezas quanto a sua segurança para a saúde humana e animal, bem como para o meio ambiente. O grande problema surge quando fazendeiros com pouca instrução não obedecem as regras de uso dos produtos ou por negligência ou por falta de conhecimento. Quando vemos notícias denunciando níveis inaceitáveis de agrotóxicos nos alimentos, sabemos que as causas são: aplicação muito tardia, ou aplicação em quantidade acima do permitido, ou aplicação de produtos proibidos para o cultivo. A pressão da população por alimentos mais seguros e com menos resíduos tem forçado as grades redes de supermercados a fiscalizar todos os processos produtivos das frutas e vegetais, que são por eles comprados.

FONTE: portal Cultivando

Custo do programa será dividido

Os produtores que entregarem frutas, verduras e legumes fora dos padrões em termos de agrotóxicos nos suepermercados potiguares terão que apresentar um plano de ação e corrigirem o problema. O custo do programa será dividido entre os envolvidos, de forma 'democrática'. Cada empresário pagará R$ 10 por cada caixa na loja no final do mês. Assim, o supermercado com 10 caixas pagará mensalmente R$ 100. Os atacadistas pagarão centavos por cada quilo comercializado. 

O custo extra, segundo os empresários, será absorvido pelas empresas. "Se repassarmos ao consumidor final, não chegará a  R$ 0,03", calcula Eugênio Medeiros, vice-presidente da Assurn e coordenador do projeto. 

No Nordestão, uma das primeiras redes a aderir ao programa, não haverá aumento de preço, garante Manoel Etelvino de Medeiros, diretor presidente da rede, a maior do estado. O Nordestão já tem quase 1/3 dos fornecedores rastreados.  Na Rede Mais, o percentual de fornecedores rastreados chega a 45%, quase metade. 

Com o programa lançado ontem, as amostras serão colhidas nos depósitos dos atacadistas e varejistas sempre com a presença de um funcionário da empresa e depois enviadas para um laboratório, em São Paulo. Os resultados serão lançados num sistema comum. Só produtores, fornecedores, atacadistas e varejistas que aderirem ao programa terão acesso. Cada um receberá uma senha. Aqueles que comercializarem algum produto fora dos padrões de conformidade serão notificados e orientados a substituir o fornecedor. 

A PariPassu, empresa responsável pela coleta das amostras e análises, quer mais do que triplicar o número de análises no próximo ano. Este ano, serão 30. No próximo, serão 100. Cada um dos 20 itens serão analisados cinco vezes. 

No RN, nível de agrotóxicos era maior em 25% dos produtos

Relatório divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro de 2011 mostrou que 25% dos legumes, frutas e verduras comercializados no Rio Grande do Norte estavam contaminados com agrotóxicos. A média do estado ficou um pouco abaixo da nacional (27%) e mostrou que a fiscalização de campo ainda é falha no RN, como admitiu o agrônomo do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (Idiarn), responsável pela fiscalização dos produtores e comerciantes de frutas, verduras e legumes, Gilson Marcone, entrevistado pela TRIBUNA DO NORTE, na época. 

A pesquisa, realizada em todo o país, coletou seis amostras de 18 itens diferentes no RN e verificou a quantidade de resíduos de agrotóxicos e o tipo de substância utilizada em cada um.  Pimentão, morango, cenoura e abacaxi foram os campeões de resíduos irregulares no Rio Grande do Norte. 

São irregulares os alimentos que contém níveis de resíduo maiores que o permitido ou substâncias proibidas, de acordo com metodologia adotada pela Anvisa. O abacaxi e a cenoura potiguares, por exemplo, tiveram 66% das amostras irregulares. A média nacional dos dois produtos foi 32,8% e 49,6%, respectivamente. "As grandes empresas costumam ter um controle mais rígido, enquanto os pequenos ainda penam por conta da falta de assistência técnica", explicou Gilson Marcone, do Idiarn. Segundo ele, a fiscalização é realizada a partir de denúncias. 


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