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sábado, 24 de março de 2018
PAIS TENTAM BOICOTAR LIVRO SOBRE PRINCESAS AFRICANAS, MÃE RESISTE, E OBRA É MANTIDA

“QUANDO A PRINCESA Iemanjá abriu a boca, saíram dela milhares de estrelinhas. Eram estrelinhas de todos os tamanhos. Estrelinhas que brilhavam mais e estrelinhas que brilhavam menos”. São trechos como esse que fazem parte do livro infantil Omo-Oba – Histórias de Princesas, que foi questionado por um grupo de pais da Escola Sesi, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Eles não queriam que seus filhos, alunos do 3º ano do Ensino Fundamental I, tivessem contato com a “cultura africana”.
A autora, Kiusam Oliveira, que é Doutora em Educação pela USP, conta histórias tradicionais do povo iorubano sobre seis princesas que se tornaram rainhas: Oiá, Oxum, Iemanjá, Olocum, Ajê Xalugá e Oduduá – que também são, no Brasil, entidades cultuadas por religiões de matrizes africanas. As histórias das ancestrais são narradas destacando suas habilidades com o objetivo de, segundo a autora, “empoderar meninas de todos tempos”.
“Um dos cuidados que tive foi de não ter uma conotação religiosa. O que as pessoas dificilmente sabem é que essas mulheres representam nossas ancestrais. E, aqui, com todo o racismo que a gente vive, quando se toca no nome delas, parece que você está falando de diabo e demônio. O livro vem para desmistificar uma série de situações”, explica a autora.
Omo-Oba é recomendado pelo MEC e utilizado em escolas em todo o Brasil desde 2009. “É a primeira vez em dez anos que algo desse tipo acontece. Para mim, isso reflete a atual conjuntura do nosso Brasil. As pessoas intolerantes e racistas estão se achando no direito de agir porque, agora, temos a impressão que tudo pode”, afirma Kiusam.
Ao ser questionada sobre o livro por um grupo de pais, a escola enviou um bilhete informando que os alunos seriam divididos em grupos de trabalho, e que a obra poderia ser substituída por outra caso algum grupo assim desejasse. A professora da rede pública Juliana Pereira de Carvalho, mãe de Gael Bretas Pereira, de 8 anos, que estuda na Escola Sesi, se indignou. Ela postou o comunicado no Facebook.

“Com certeza isso é um preconceito afro-religioso, não consigo perceber outra coisa. Eu tinha acabado de vir da manifestação da Marielle, estava muito sentida. Eu cheguei em casa e meu filho me entregou o bilhete. Eu vi aquilo e pensei ‘mas era só o que me faltava’”, conta.
O ensino de história e cultura africana e indígena nas escolas é determinado pela Lei 11.645, que foi mencionada por Juliana em sua postagem. As escolas também devem cumprir a Lei 10.639, que diz que o conteúdo programático deve incluir a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.
Com a repercussão da história nas redes sociais, o caso chegou à gerência da Educação Básica da Escola Sesi no Rio de Janeiro, que decidiu não substituir o livro. Fez mais: promoveu um debate com os pais. E manteve a postura: o livro será usado nas 15 unidades do Estado.
“Diante do que a gente defende como projeto pedagógico, isso não pode acontecer. Não terá nenhum outro livro adotado, porque o livro escolhido foi esse”, afirmou Giovanni Lima, gerente da escola.
Antes de Juliana, outra mãe publicou o mesmo bilhete nas redes sociais. Ela foi chamada pela pedagoga da instituição para uma conversa. A professora explicou que as medidas foram tomadas em respeito à religião dos pais insatisfeitos com o livro. A decisão de não utilizar outro livro só foi tomada após a repercussão da segunda postagem nas redes sociais.
“A escola não está descolada do nosso contexto político. Provavelmente, se a gente não tivesse causado essa discussão mais ampla, alguns pais que são neutros teriam se deixado levar pelos insatisfeitos, e a gente teria caminhado para a pior relação possível entre as crianças. Relatei a situação para o meu filho de forma que ele compreendesse, e ele ficou muito triste com o preconceito”, conta Juliana.
Racismo recorrente
“Isso é uma repetição. Já vi acontecer outras vezes, em outras escolas, com outros livros que trabalham a mesma temática. Já teve escola que simplesmente disse que ‘esse aqui não’”, conta Maria Mazza, fundadora da editora Mazza, dedicada a livros sobre a cultura negra e que publica o livro Omo-Oba.
Em 2009, um caso semelhante aconteceu em uma escola em Macaé, também no Rio de Janeiro, quando uma professora optou por trabalhar o livro indicado pelo MEC “Lendas de Exu”, de Adilson Martins, em aula. Mesmo argumentando não ter usado conotação religiosa, a professora foi afastada pela direção do colégio – que seria formada por diretores evangélicos.
O uso de livros de Jorge Amado em salas de aula também já foi questionado em São Gonçalo. “As pessoas acham que tudo que está ligado à cultura africana tem a ver com religião. Existe uma visão de demonizar as culturas afro-brasileiras. É preconceito e racismo religioso. A mitologia grega com a sua visão eurocêntrica ninguém pede para retirar da escola”, lembra o babalorixá Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa.
A Escola Sesi voltou atrás em relação à divisão de grupos de trabalho que levem em consideração a religião do aluno. Porém, os efeitos da tentativa dos pais de boicotarem a obra foram sentidos. “O modelo de ação já foi dado, mesmo com a reparação. A minha preocupação é que outros livros sejam atacados. Precisamos ficar atentos”, teme a autora.
https://theintercept.com/2018/03/20/livro-racismo-escola-sesi/
terça-feira, 20 de março de 2018
Dia internacional de luta contra a discriminação religiosa...

Em 21 de março de 1960, em Joanesburgo na África do Sul, 20.000 vinte mil pessoas faziam um protesto contra a lei do passe, que obrigava a população negra a portar um cartão que continha os locais onde era permitida sua circulação. Porém, mesmo tratando se de uma manifestação pacífica, a política do regime de apartheid abriu fogo sobre a multidão desarmada resultando em 69 mortos e 186 feridos. Em memória a este massacre a Organização das Nações Unidas - ONU - instituiu 21 de março o dia Internacional de luta contra a discriminação racial.












segunda-feira, 19 de março de 2018
domingo, 18 de março de 2018
domingo, 11 de março de 2018
sexta-feira, 9 de março de 2018
O orum em festa ...Nosso paó ao Jovem Babalorixa Renato ori D*Oya rumo ao Orun....
Linda e humilde homenagem de uma filha, tradução de amor ancestral de povos tradicionais de matriz africana.. aos seu mais velhos......

"Pai Renato ".... Renato Luis d*Oyagerê - Babalorixa...



"Tudo tem começo, mas sem o fim nada se inicia. Oxalá na sua imensa sabedoria e grandeza, permitiu que tudo e todos fossem a sua frente, o fim seria por sua conta para garantir um bom final. Então se ainda não esta bom e porque não acabou. Nunca esqueça, oxalá vem no fim para garantir o nosso final feliz
- “Hoje o sol não brilhou, os pássaros não cantaram, os risos se calaram e as lágrimas rolaram em meu rosto. Meu coração sofre em silêncio.”
- “Hoje o sol não brilhou, os pássaros não cantaram, os risos se calaram e as lágrimas rolaram em meu rosto. Meu coração sofre em silêncio.”
: "...Débora Ekedje de Yemonjar Sogbá".
Fonte: Kinha Kika
Orum em festa com Ori Oya..Olorum kosi purê...... Nosso silêncio sempre e nosso paó....Povos de Terreiro do RN e #RedeMandacaru.....

"Pai Renato ".... Renato Luis d*Oyagerê - Babalorixa...

"Pai Renato ".... Renato Luis d*Oyagerê - Babalorixa...





quarta-feira, 7 de março de 2018
Plenária Nacional dos Povos e Comunidades de Matriz Africana - "Mexeu com um mexeu com todos. Não toquem em nossos Terreiros!"-fórum social mundial Salvador 2018......

Plenária Nacional dos Povos e Comunidades de Matriz Africana -
"Mexeu com um mexeu com todos. Não toquem em nossos Terreiros!"
- fórum social mundial Salvador 2018......
PROGRAMAÇÃO
Dia 13 de março
14h - Participação na Marcha de Abertura do FSM Praça do Campo Grande
Dia 14 de março
08-09h – Credenciamento
09h-09h30 – Saudações iniciais
09h30-12h30 – Análise de conjuntura da violência e atos de racismo contra povos de terreiro e Panorama nos estados apresentado pelas delegações estaduais
13h – 14h30 - Almoço
14h30 – 16h – Eixo 1 – Crimes de racismo religioso: Levantamento dos casos de violência contra os povos tradicionais de terreiro e de matriz africana – estabelecimento de uma rede de informação e comunicação entre instituições, associações e coletivos para publicizar e denunciar os casos de violência.
16h-17h30 – Eixo 2 – Resistir e criar – estratégias de sobrevivência em contextos de golpe e retrocessos de políticas sociais. Como garantir políticas públicas para povos de terreiro e matriz africana em tempos de conservadorismo e acirramento do racismo.
18h30 – Atividade cultural (a definir)

Dia 15 de março
08h30 – 10h - Eixo 3 – Articulação política e organização para enforcement – estratégias de articulação com os poderes legislativo, executivo, judiciário e organizações internacionais de direitos humanos e luta anti-racismo.
10h – 11h30 - Eixo 4 – Alimento sagrado para o corpo e para a alma – Estratégias de manutenção e sustentabilidade da segurança e soberania alimentar e nutricional dos povos e comunidades tradicionais de terreiro e matriz africana
11h30 – 13h – Eixo 5 – Na encruzilhada da contemporaneidade - estabelecendo Redes de comunicação entre os povos tradicionais de terreiro e matriz africana.
13h – 14h – Almoço
14h – 15h - Eixo 6 - Todas as nações é a nossa nação – debate sobre a necessidade de superação de diferenças políticas e religiosas para composição de um cenário de coesão e unidade política entre os povos tradicionais de terreiro e matriz africana.
15h-16h - Leitura do documento final da Plenária e das estratégias de organização de redes
16h30 – Encerramento político e religioso
17h – Encontro das Democracias / FSM – Estádio de Pituaçú
FSM: Arrastão das Juventudes marca o lançamento do Acampamento Internacional da Juventude
FSM: Arrastão das Juventudes marca o lançamento do Acampamento Internacional da Juventude

Cen Brasil – publicado em 06/03/2018.
Mesmo estando às escuras, jovens realizaram no final da tarde deste sábado (3) o Arrastão das Juventudes, que seguiu do Porto até o Farol da Barra. A atividade marca o lançamento do Acampamento Internacional da Juventude (AIJ) no Fórum Social Mundial 2018, que funcionará de 11 a 18 de março, no Parque de Exposições, em Salvador.
O arrastão contou com apresentações de Tia Carol (Batekoo e Afrobapho) e Roberto Junior. Além do Núcleo de Juventude do Coletivo de Entidades Negras, (CEN), também estiveram presentes a União da Juventude Socialista (UJS), União dos Estudantes do Estado da Bahia (UEB), Associação Baiana Estudantil Secundarista (ABES), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e União Nacional dos Estudantes (UNE), onde convidaram toda a comunidade jovem para debaterem temas importantes como racismo, homofobia e machismo.
Neste ano, a previsão é que o Acampamento receba cerca de seis mil pessoas, de todas as partes do mundo. Além de espaços para alojamento, o local também será palco para shows, assembleias, debates e mesas redondas, além do “ritmos da juventude”, que são apresentações com artistas que dialogam com temas sobre as perspectivas e problemáticas que envolvem os jovens. O AIJ conta com uma vila gastronômica, cozinha compartilhada, banheiros químicos e chuveiros para banho.
Porém um fato curioso (pra não dizer racista) chamou a atenção dos jovens durante o evento. Ao chegarem no Farol da Barra, ponto final do arrastão, os postes de iluminação em torno do minitrio estavam todos desligados, não permitindo que mais pessoas pudessem se aproximar do ato. Coincidentemente ou não, após o termino da atividade do FSM, todas as luzes foram acesas novamente. Seria esta, uma forma de tentar reprimir um povo negro que ocupava um espaço burguês como o Farol da Barra?
RECAPITULANDO A CARTA NORDESTE DAS MULHERES EM MARCHA NENHUMA A MENOS
MOVIMENTO DE MULHERES EM ESPECIAL AS MULHERES NEGRAS E DE COMUNIDADES TRADICIONAIS CONVIDAM A TODAS E TODOS A MARCHAREM PELAS RUAS DO CENTRO DA CIDADE DO NATAL/RN EM LUTA E MARCHA E PROTESTO...
NENHUMA A MENOS...
08 DE MARÇO DE 2018
LOCAL: PRÉDIO DO INSS RUA APODI CENTRO - CIDADE ALTA - EM FRENTE AO MARISTA
CONCENTRAÇÃO: 14:00
RECAPITULANDO A CARTA NORDESTE DAS MULHERES EM MARCHA NENHUMA A MENOS...

RECAPITULANDO A CARTA NORDESTE DAS MULHERES EM MARCHA NENHUMA A MENOS...



RECAPITULANDO A CARTA NORDESTE DAS MULHERES EM MARCHA NENHUMA A MENOS...

NENHUMA A MENOS...
08 DE MARÇO DE 2018
LOCAL: PRÉDIO DO INSS RUA APODI CENTRO - CIDADE ALTA - EM FRENTE AO MARISTA
CONCENTRAÇÃO: 14:00
RECAPITULANDO A CARTA NORDESTE DAS MULHERES EM MARCHA NENHUMA A MENOS...

RECAPITULANDO A CARTA NORDESTE DAS MULHERES EM MARCHA NENHUMA A MENOS...


RECAPITULANDO A CARTA NORDESTE DAS MULHERES EM MARCHA NENHUMA A MENOS...
Nós, mulheres negras do Nordeste do Brasil, reunidas no Seminário Tecendo a Rede de Mulheres Negras do Nordeste, realizado nos dias 27 e 28 de abril de 2013, em Recife, Pernambuco, declaramos nosso reconhecimento e nosso compromisso com o processo de construção da Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo e Pelo Bem Viver.
Consideramos de extrema importância essa iniciativa da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras no atual contexto de persistência das desigualdades raciais e de gênero na sociedade brasileira, de avanço dos fundamentalismos, de crescente criminalização dos movimentos sociais e retrocessos em direitos já conquistados.
O Estado não tem sido capaz de dar respostas efetivas que alterem significativamente esse quadro. Apesar de alguns avanços no marco legal, sendo o Brasil signatário de diversos instrumentos internacionais de proteção de direitos das mulheres e da população negra, temos assistido com preocupação a sistemática violação dos direitos das mulheres negras, o que é agravado no Nordeste pelas desigualdades regionais e pelas marcas deixadas pelo poder exercido pelas oligarquias na nossa região.
Reconhecemos a luta da nossa história, mulheres negras contra o racismo e o sexismo, protagonizadas desde o período da escravidão no Brasil, nos quilombos, mocambos, terreiros e irmandades, e é com a força dessa ancestralidade que seguimos resistindo e nos organizando para enfrentar coletivamente as diversas formas de violência, discriminação, subordinação e opressão que nos atingem.
Entendemos que o momento exige uma demonstração contundente da nossa indignação, em caráter nacional, e por isso chamamos cada mulher negra nordestina a se envolver na organização da Marcha, contribuindo para que a ela reflita o conjunto das realidades, contextos e reivindicações das mulheres negras do nosso país.
Recife, 28 de abril de 2013.....

domingo, 4 de março de 2018
LEI Nº 13.509, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2017 CRIA NOVAS REGRAS PARA AGILIZAR ADOÇÃO
LEI Nº 13.509, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2017 CRIA NOVAS REGRAS PARA AGILIZAR ADOÇÃO

O Presidente Michel Temer sancionou com alguns vetos o Projeto de Lei aprovado no mês passado pelo Congresso nacional que cria novas regras para tentar agilizar as adoções no Brasil.

Um ponto importante trazido pela nova Lei é a Prioridade para as adoções “necessárias”, visando agilizar os processos de adoções para pretendentes com perfis de grupos de irmãos ou crianças, adolescentes com deficiência, doença crônica ou necessidades específica de saúde.
Nesta lei fica consolidado o entendimento que já vinha sendo pronunciados nas esferas judicias: estende à pessoa que adotar uma criança as mesmas garantias trabalhistas dos pais sanguíneos, como licença-maternidade, estabilidade provisória após a adoção e direito de amamentação.
O texto foi publicado na edição desta quinta-feira (23) do “Diário Oficial da União”. Confira a Lei na íntegra:
O chefe do Executivo federal vetou quatro dispositivos da legislação aprovada pelo Legislativo:
Veja quais foram os quatro dispositivos vetados pelo presidente na lei sobre adoção:
§ 6o do art. 19-A da Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, alterado pelo art. 2o do projeto de lei
“§ 6o Na hipótese de não comparecerem à audiência nem o genitor nem representante da família extensa para confirmar a intenção de exercer o poder familiar ou a guarda, a autoridade judiciária suspenderá o poder familiar da mãe, e a criança será colocada sob a guarda provisória de quem esteja habilitado a adotá-la.”
Razões do veto
“O dispositivo apresenta incongruência com o proposto § 4o do mesmo artigo, que determina a extinção, e não a suspensão, do poder familiar. Além disso, para a colocação da criança para adoção, seria necessário alcançar-se também o poder familiar do pai, não prevista pelo dispositivo, que só aborda o poder familiar da mãe.”
§ 10 do art. 19-A da Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, alterado pelo art. 2o do projeto de lei
“§ 10. Serão cadastrados para adoção recém-nascidos e crianças acolhidas não procuradas por suas famílias no prazo de 30 (trinta) dias, contado a partir do dia do acolhimento.”
Razões do veto
“O prazo previsto no dispositivo é exíguo, e mostra-se incompatível com a sistemática do Estatuto e com o prazo de busca à família extensa, conforme disposto no § 3o do mesmo artigo. Além disso, é insuficiente para se resguardar que a mãe não tenha agido sob influência do estado puerperal e que, assim, possa ainda reivindicar a criança.”
§ 2o do art. 19-B da Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, alterado pelo art. 2o do projeto de lei
“§ 2o Podem ser padrinhos ou madrinhas pessoas maiores de 18 (dezoito) anos não inscritas nos cadastros de adoção, desde que cumpram os requisitos exigidos pelo programa de apadrinhamento de que fazem parte.”
Razões do veto
“A manutenção do dispositivo implicaria em prejuízo a crianças e adolescentes com remotas chances de adoção, ao vedar a possibilidade de serem apadrinhadas por quem está inscrito nos cadastros de adoção, sendo que o perfil priorizado nos programas de apadrinhamento é justamente o de crianças e adolescentes com remotas possibilidades de reinserção familiar. A realidade tem mostrado que parte desse contingente tem logrado sua adoção após a participação em programas de apadrinhamento e construção gradativa de vínculo afetivo com padrinhos e madrinhas, potenciais adotantes.”
quinta-feira, 1 de março de 2018
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