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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Tombamento não garante a manutenção dos Terreiros




Mara Karina/Ascom FCP
Debate na Teia Cultural da Diversidade 2014, reuniu as casas de religião de matriz africana tombadas pelo IPHAN
O tombamento das casas religiosas de matriz africana pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional) é visto como uma conquista, mas ainda não garante a manutenção dos terreiros. Essa foi a conclusão dos representantes de alguns dos espaços que já receberam o reconhecimento do Instituto, durante os debates ‘Terreiros Tombados e Registrados’, no Fórum de Culturas Afro-brasileiras, realizado nessa quarta-feira (21), na Teia Cultural da Diversidade 2014, na capital potiguar.
Atualmente, são sete terreiros tombados pelo Instituto: Casa Branca, Ilê Axé Opô Afonjá, Gantois, Alaketu, Bate-folha e Oxumaré, em Salvador/BA, e a Casa das Minas Jejê, em São Luís (MA). A ekedi Nicinha é do Terreiro de Alaketu, fundado em Salvador/BA, em 1936, e tombado em 2005 pelo IPHAN. Segundo a religiosa, recentemente, o terreiro precisou de apoio do Instituto e não obteve êxito.
Mãe Neusa, do Terreiro da Casa Branca, reconhece o tombamento, mas alerta para as dificuldades que os terreiros enfrentam quanto a manutenção desde quando necessitam realizar reparos nas instalações até o pagamento de tributos como água e luz. “O IPHAN fez o tombamento, mas a manutenção da Casa é feita por nós, os filhos da Casa, não contamos com ajuda nenhuma”. A yalorixá contou que, atualmente, a área é alugada para terceiros, numa tentativa de garantir a existência do terreiro.
Pai Neto de Azile, da Casa das Minas/MA, também enfrenta essas e outras dificuldades. Segundo ele, uma das únicas sobreviventes da tradição praticamente passa fome. “A casa é tombada, mas periodicamente a água é cortada”, contou o babalorixá, lembrando que Mãe Celeste, uma das referências do terreiro, morreu praticamente sem assistência num hospital público em São Luiz/MA. Pai Neto é defensor do registro e salvaguarda do Tambor de Criola e contou que também tem encontrado desafios nesse sentido.
De acordo com os critérios para tombamento, os reparos realizados nesses espaços dependem de avaliação e autorização prévia do IPHAN e esse foi um desafio colocado pelos religiosos, pois esse processo pode durar até 2 anos. Célia Corsino, diretora do Departamento do Patrimônio Imaterial do Instituto, explicou aos presentes como acontecem os processos de tombamento desenvolvidos pelo órgão, e respondeu aos questionamentos dos líderes religiosos sobre as ações de apoio que poderiam ser desenvolvidos pelos terreiros tombados, assim como as responsabilidades que cabem ao IPHAN após o reconhecimento.
Bate Folha/BA – Por outro lado, Tata Kissendu, do Terreiro Bate Folha/BA, contou que o tombamento foi importante por reconhecer uma das primeiras casas de candomblé de Salvador. Segundo o religioso, o mais importante foi saber que a terra não seria mais invadida. “O tombamento nós trouxe essa tranquilidade, a proteção desse espaço”, disse. Entretanto, o Tatá aponta a necessidade de preservar também os tecidos, vestimentas, rezas e cantigas para que a comunidade possa acessar esses materiais. O babalorixá disse que o terreiro espera tão logo poder fazer parte do Plano Cultura Viva, como um espaço mantenedor da cultura negra.

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