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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Cress Entrevista João Paulo Diogo sobre racismo...




Cress Entrevista João Paulo Diogo sobre racismo

27/11/2017 16:54:15
Publicado por Assessoria de Comunicação Cress/RN
O Cress Entrevista de novembro faz referência ao Dia da Consciência Negra, comemorado em 20/11, e aborda o tema racismo com o assistente social João Paulo Diogo. Ele é pós-graduando em Estado e Direito dos Povos e Comunidades Tradicionais, pela UFBA, é formador federal Fiocruz/Senad para Implementação no RN do Programa de Prevenção ao Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas no ambiente escolar e também pesquisador associado ao Observatório da População Infanto-juvenil em Contexto de Violência (UFRN), além de militante do movimento negro.
O Conjunto CFESS-Cress deliberou, no último 46º Encontro Nacional, realizado em setembro, a campanha “Assistentes sociais no combate ao racismo”, tema a ser debatido pela categoria nos próximos períodos, com o objetivo de combater o racismo institucional e também mostrar à sociedade que o Serviço Social defende de maneira intransigente a liberdade e a igualdade e combate toda e qualquer forma de preconceito e opressão.
“Na prática profissional, devemos combater o racismo nos nossos locais de trabalho, visto que é um sistema de desigualdade que se baseia em cor/raça e pode ocorrer em órgãos públicos governamentais, corporações empresariais privadas e universidades, limitando a população negra no acesso aos seus direitos”, afirma João Paulo. “Além disso, devemos continuar como nunca fazendo a defesa da classe trabalhadora, contra os retrocessos de direitos, pois como assistentes sociais o nosso projeto ético-político estabelece nosso lado nesta trincheira”.
CR: Muita gente insiste em dizer que no Brasil não existe racismo e que há muito "mimimi" em torno das questões raciais. Como você vê essa ideia de que vivemos em igualdade?
JP: Compreendo que existem pessoas em nosso país que usam esse discurso na perspectiva de negar a condição histórica de privilégio que as pessoas não negras e não indígenas possuem. O mito da democracia racial baseado na ideia de mistura racial e cultural entre os povos negros, indígenas e brancos, não permitindo mais identificar e classificar os grupos fenotipicamente, no qual essas pessoas se apegam em difundir, apresenta-se como uma cortina de fumaça para esconder o descompromisso com a pauta da equidade racial, escamotear o genocídio ao povo negro vem vivendo em nosso país e resguardar os seus privilégios.
Um outro discurso que corriqueiramente vejo sendo utilizado é o biológico, de que todos somos humanos. Entretanto, a maioria das pessoas que utilizam esse recurso esquecem que a categorização de raça foi uma construção social para demonstrar a superioridade de um homem para o outro. Neste sentido, se quisermos igualdade, precisamos fazer com que pessoas não negras e não indígenas assumam sua responsabilidade com a dívida história com a promoção da equidade.
Um primeiro passo nesta direção é que essas pessoas e o Estado brasileiro parem de se recusar a assumir as evidências do tratamento desigual ao qual os negros estão submetidos em nosso país, apontados por diferentes levantamentos e estudos acadêmicos de diferentes áreas. Podemos percebê-las no momento da abordagem policial, na qual o agente de segurança é formado para identificar o jovem negro como eterno suspeito; na segregação dos bairros de maioria negra; no acesso ao centro da cidade e regiões abastadas de equipamentos culturais, esportivos e outros, através da limitação de linha de ônibus que garantiriam mobilidade a estes lugares; na construção de barreiras de acesso às políticas públicas fundamentais e na proliferação do ódio religioso às religiões de matriz africana.
Precisamos combater o racismo velado que é perpetrado todos os dias como dose diária à população negra, que expõe essa população ao eterno risco diário de morte, que é catalisado quando se é, para além de negro, mulher, jovem, homossexual e pobre. Como dizia o líder negro Martin Luther King, “o que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”.

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