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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Ministério da Saúde e OPAS debatem discriminação e preconceito racial...



Racismo, misoginia e intolerância religiosa foram discutidos no Dia Internacional contra a Discriminação Racial
Para celebrar o Dia Internacional contra a Discriminação Racial - criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em alusão ao Massacre de Sharpville, em 1960, na África do Sul - a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), com o apoio da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde (SGEP/MS), realizou nesta segunda-feira (21), uma atividade destinada aos seus funcionários e colaboradores, cujo o objetivo foi discutir e refletir sobre as relações de racismo, misoginia, intolerância religiosa e outros preconceitos dentro da sociedade brasileira.
A atividade foi realizada numa tenda, especialmente construída para a ocasião, intitulada Carolina Maria de Jesus, onde se desenvolveu a ‘roda de conversa’ conduzida pelo Departamento de Apoio à Gestão Participativa da SGEP (DAGEP/SGEP), que contou com as participações de militantes, representantes de religiões de matriz africana, do movimento de articulação de nacional de pescadores, de representação cigana e também do próprio MS.
“Precisamos escrever a história brasileira a partir do lugar de luta pela igualdade, pela cidadania e também pela luta de gênero e raça e para dar visibilidade a esse processo. Precisamos resgatar histórias como estas que foram contadas aqui, como histórias de vida, histórias de visibilidade brasileiras para a construção desse Brasil Plural, desse Brasil diverso que luta em defesa da democracia e que não aceita racismos e discriminações”, afirmou a diretora de Apoio à Gestão Participativa do MS (DAGEP/MS), Kátia Souto.
“Precisamos escrever a história brasileira a partir do lugar de luta pela igualdade, pela cidadania e também pela luta de gênero e raça e para  dar visibilidade a esse processo. Precisamos resgatar histórias como estas que foram contadas aqui, como histórias de vida, histórias de visibilidade brasileiras para a construção desse Brasil Plural, desse Brasil diverso que luta em defesa da democracia e que não aceita racismos e discriminações”, afirmou a diretora de Apoio à Gestão Participativa do MS (DAGEP/SGEP/MS), Kátia Souto.

PARCERIA – “Hoje estamos demonstrando, por meio dessa simbiose com as lideranças sociais que estão aqui, o nosso compromisso de contribuir com a reflexão do papel de políticas públicas voltadas à saúde das mulheres negras, das comunidades tradicionais, mulheres de terreiro, marisqueiras e pescadoras, ciganas para que possamos construir políticas de saúde mais eficazes e efetivas para a população, respeitando realidades e especificidades”, disse Carlos Alberto de Souza e Silva Júnior, coordenador geral de Apoio à Gestão Participativa e ao Controle Social do DAGEP/SGEP/MS.
TODAS AS RAÇAS – Quando se pensa em discriminação racial, é mais comum associá-la às relações entre brancos e negros, desconsiderando que indígenas e ciganos no Brasil também sofrem processos históricos de repressão e rechaçamento social há séculos. Foi o que disseram as mulheres representantes dos povos indígenas e ciganos durante a atividade. A roda também se debruçou na escuta e reflexão sobre o preconceito em relação às questões que são transversais à realidade de mulheres transexuais negras, como gênero, raça e orientação sexual.
“Precisamos refletir sobre a condição da mulher negra, especificamente da mulher negra transexual, e falar sobre o papel que ela tem hoje na sociedade, no trabalho e nas relações institucionais, assim como os desafios a superar como, por exemplo, a objetificação de seu corpo, a hipersexualização da sua imagem. As necessidades das mulheres transexuais negras vão muito além da prevenção e assistência às doenças sexualmente transmissíveis”, disse Danielli Balbi, diretora de equidade da UnaLGBT.
PALAVRAS NEGRAS – O nome escolhido para a tenda foi uma homenagem à escritora mineira Carolina Maria de Jesus, considerada pela militância negra e pelos meios acadêmicos, nacionais e estrangeiros, como uma das mais importantes e simbólicas escritoras negras do Brasil. ‘Quarto de Despejo’ e ‘Diário de uma favelada’ são consideradas as principais obras da autora e os primeiros registros na literatura sobre o início das primeiras favelas de São Paulo.
“Ter sido apresentada aos textos de Carolina de Jesus foi muito importante porque me deu um empoderamento muito grande. A partir disso, fizemos uma reflexão maior sobre a favela e sobre o território tradicional pesqueiro. Estamos tocando uma campanha nacional de regularização e defesa dos territórios pesqueiros e as mulheres são protagonistas nesta defesa”, ponderou Elionice Sacramento, ativista de promoção e equidade da Articulação Nacional de Pescadoras do Brasil.
APROPRIAÇÃO VAZIA – Para Heliana Hemetério, conselheira nacional de saúde, o racismo e a intolerância religiosa são alimentados pela ignorância e alegorização da herança africana, o que, segundo seu ponto de vista, não ajuda em nada na diminuição da discriminação.
“Todo mundo compra fios de conta pendurados em loja de umbanda e candomblé, dançam jongo e consultam mães de santo. Não vai adiantar nada alguém ir a uma feijoada com seus amigos no sábado tomar caipirinha, jogar búzios na mãe de santo que sua amiga indicou, saber seu orixá e ir para o Rio de Janeiro ver escola de samba, se você não reformular sua prática racista. Não vai adiantar!”, refletiu.
HISTÓRICO – Há 56 anos, 20 mil homens e mulheres negras se reuniram em Shaperville, na macrorregião de Joanesburgo, na África do Sul, para protestar contra o governo e exigir a revogação imediata da Lei do Passe, que obrigava a todo o cidadão de pele preta a portar uma espécie de passaporte interno, que restringia e pré-delimitava a circulação de milhões de negras e negros dentro do seu próprio país.
A Lei do Passe era uma ferramenta legal de controle, instituída pelo regime apartheid, e que tirava o direito do cidadão de livre circulação sem prévia autorização do regime segregacionista, de circular dentro de sua própria terra.
O protesto de Shaperville, apesar de ter sido pacífico, segundo fontes históricas, não foi bem tolerado pelas autoridades sul-africanas, que atacaram os 20 mil manifestantes com tiros e bombas de gás lacrimogêneo. Sessenta e nova pessoas morreram durante os protestos e centenas ficaram feridas. O Massacre de Shaperville marca o início histórico das lutas da população negra sul-africana pelo final do processo segregacionista instituído pelo estado com o Apartheid.
POLÍTICAS PÚBLICAS – Cabe à SGEP, dentro do MS, a condução de políticas públicas de saúde destinadas às populações que vivem tradicionalmente em situação de iniquidade sanitária, como a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo Floresta e Águas, Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Educação Popular em Saúde.
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Texto e foto: Sócrates Bastos

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