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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Professores e alunos de Pedagogia da Faculdade Zumbi dos Palmares publicaram nota de repúdio à homenagem que a instituição fará a Miguel Falabella.

Professores e alunos de Pedagogia da Faculdade Zumbi dos Palmares publicaram nota de repúdio à homenagem que a instituição fará a Miguel Falabella.
"Os discentes e docentes do curso de Pedagogia da Faculdade Zumbi dos Palmares do ano de 2014, organizados coletivamente e reunidos na data de 22 de setembro de 2014, vêm a público formalizar veemente repúdio ao convite realizado pela direção da Faculdade Zumbi dos Palmares ao ator e diretor Miguel Falabella. Como a maioria de nosso grupo é formado por mulheres negras, entendemos que o seriado Sexo e as Negas reforça estereótipos racistas que relegam as mulheres negras a um papel de objeto sexual, por isso não nos sentimos representadas, mas, ao contrário, desrespeitadas.
Ressaltamos ainda que a compreensão de mulher negra transmitida pela produção vai contra todos os princípios orientadores das políticas de ações afirmativas conquistadas pela luta do Movimento Negro no Brasil, princípios esses que tratam de reparação, reconhecimento e valorização da população negra. Somos mulheres e homens negros e não-negros na busca por uma educação justa, equânime e igualitária e, por isso, defendemos o direito de fazermos usos dessas conquistas e condenar e punir todo e qualquer ato de racismo.
Este ideário atua como um mecanismo construtor de imagens distorcidas da população negra, ligando diferentes elementos simbólicos eurocêntricos para justificar e validar a hierarquização entre os seres humanos. O racismo se infiltra em todos os espaços, ecoando ideias que mutilam as possibilidades de existência, construindo vidas encarceradas dentro de uma sobrevivência subalterna. Para a efetivação desse processo, inúmeras ações cotidianas adensam estereótipos, fixando destinos pré-estabelecidos para as crianças negras, as mulheres negras e os homens negros.
As produções televisivas racistas não precisam ser debatidas, mas punidas de forma exemplar conforme assegura a Constituição Federal brasileira. Nosso papel como educadores é denunciar o racismo explícito nesta e em outras obras negativas à construção de uma educação igualitária. Nossa compreensão de educação entende que temos o dever institucional de fazer ecoar as vozes daqueles e daquelas que pouco são ouvidos e representados em nossa sociedade, e não trazer visibilidade e notoriedade a figuras públicas que desqualificam nossas bandeiras de luta.
Fortalecemos o direito ao respeito e representação legítima de atores e atrizes negras, de homens e mulheres negras em movimentos de luta e resistência como: trabalhadoras, estudantes, mães, filhas, professoras, advogadas, administradoras, publicitárias, entre outras. Finalizamos exigindo respeito!"

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