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domingo, 31 de março de 2013

Jovem cardiopata perde luta contra falta de qualidade na saúde pública Jefferson Vicente da Silva, 19 anos, personagem de matéria publicada ano passado pelo JC, morreu segunda-feira, com infecção generalizada após ser, provavelmente, vítima de um sistema de saúde gratuito, universal, mas que não se comunica plenamente


SAÚDE Jovem cardiopata perde luta contra falta de qualidade na saúde pública Jefferson Vicente da Silva, 19 anos, personagem de matéria publicada ano passado pelo JC, morreu segunda-feira, com infecção generalizada após ser, provavelmente, vítima de um sistema de saúde gratuito, universal, mas que não se comunica plenamente Publicado em 20/03/2013, às 06h48 Veronica Almeida valmeida@jc.com.br Pai, mãe e irmão, também cardiopata, lamentam que a luta de Jefferson tenha sido em vão / Rodrigo Lôbo/JC Imagem Pai, mãe e irmão, também cardiopata, lamentam que a luta de Jefferson tenha sido em vão Rodrigo Lôbo/JC Imagem Primeiro, ele desejou ser jogador de futebol, depois sonhou apenas em voltar a ser saudável. Por último, queria ao menos sobreviver, ter direito ao tratamento certo e morar numa casa na planície, pois lhe faltava fôlego para descer o morro onde vivia com os pais e os irmãos, em Sítio dos Pintos, Zona Norte do Recife. O jovem Jefferson Vicente da Silva, 19 anos, personagem da matéria A sina dos corações doentes, publicada em 7 de outubro do ano passado pelo JC, morreu às 13h de segunda-feira. Partiu numa infecção generalizada após ser, provavelmente, vítima de um sistema de saúde gratuito, universal, mas que não se comunica plenamente. Cardiopata grave, recebeu o primeiro atendimento sábado à noite, numa UPA, foi mandado para casa, não conseguiu ser removido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no dia seguinte e chegou grave ao Procape, que o transferiu para a UTI do vizinho Hospital Universitário Oswaldo Cruz, onde faleceu de choque séptico. “Meu filho tava tão feliz, ia participar da festa na igreja (evangélica) e de repente isso aconteceu”, conta a mãe Marineide Cabral da Silva, que trabalha de babá nos fins de semana. Segundo ela, na noite de sábado, o jovem começou a ter diarreia e vômitos, além de sentir uma dor forte no joelho direito. A família o levou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Caxangá, onde ele recebeu soro e medicação. Melhorou e teve alta. Já em casa, na manhã do domingo, voltou a passar mal. “Liguei para o Samu, falei com o médico, contei que meu filho era cardiopata e ele me desejou boa sorte. Disse que eu voltasse com ele para UPA, não ia mandar a ambulância”, conta. Parentes deitaram Jefferson numa cadeira de balanço e desceram a ladeira com ele. Pegaram um carro e foram ao Procape, na área central do Recife, onde o jovem vinha tratando a cardiopatia. “Jéfferson estava com infecção intestinal”, completa o pai, jardineiro desempregado Joselito Silva. “Meu filho tava tão feliz, ia participar da festa na igreja (evangélica) e de repente isso aconteceu ”conta a mãe Marineide Cabral da Silva, que trabalha de babá nos fins de semana “Os médicos me deram esperança. Não ia perder este segundo filho não”, diz, inconsolável Joselito. Antes de Jéfferson, o mais velho, Janderson, portador da mesma doença no coração, morreu aos 21 anos. Os dois irmãos foram vítimas e um caçula, Jeremias, 17, tem miocardiopatia dilatada familiar, mal raro, que gera insuficiência cardíaca. Pararam os estudos, não tinham condições de trabalhar e mesmo assim viviam do esforço dos pais e da ajuda de poucos amigos. A luta de Jéfferson pela vida – foi ele quem procurou a reportagem durante produção de outra matéria no hospital – tinha rendido algumas mudanças recentemente. A partir da publicação da sua história pelo JC, o Ministério Público Federal exigiu que a Secretaria de Saúde do Recife fornecesse os remédios de que ele precisava (Caverdilol e Espironolactona). O Centro de Assistência Social da região conseguiu inclui-lo num benefício da Previdência e repassar vale-transporte. “Ele recebeu o primeiro benefício e neste segundo mês queria alugar uma casinha na parte baixa do bairro”, diz o pai. Maria das Neves Dantas, cardiologista do Procape que acompanhava Jéfferson, espera que o irmão mais jovem, Jeremias, tenha outro futuro. “Com a medicação cobrada pelo Ministério Público, ele está cumprindo o tratamento e não precisou de nova internação.” Ela não examinou Jéfferson na última vez, mas explica que infecção em cardiopata evolui rápido e o coração debilitado não dá conta da sobrecarga. Leia mais na edição do JC desta quarta (20)

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