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quarta-feira, 27 de março de 2013

Estudo feito no Emílio Ribas em São Paulo mostra que 26% das mulheres com HIV sofrem de depressão

Estudo feito no Emílio Ribas em São Paulo mostra que 26% das mulheres com HIV sofrem de depressão
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25/03/2013 - 13h30

Um estudo realizado pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, com 120 mulheres vivendo com HIV e aids, indica que 26% delas sofrem de depressão. O principal motivo apontado como causa desse quadro depressivo foi a falta de suporte afetivo de familiares e amigos que, em razão do preconceito ou falta de informação, acabam se afastando da pessoa infectada.

De acordo com a psiquiatra, Valéria Mello, autora do estudo, a falta de apoio familiar e de amigos gera uma impactante desmotivação até mesmo para continuar com o tratamento medicamentoso, o que aumenta muito as chances da pessoa desenvolver um quadro depressivo.

“Além de sofrerem com o choque de saber que estão com uma doença sem cura e ter que lidar com toda a sua complexidade, também sofrem com o preconceito dos próprios familiares e de pessoas próximas, justamente em um momento em que o apoio afetivo é imprescindível e fazem toda a diferença para um tratamento de sucesso”, explica.

Outra observação do estudo foi que 60% das mulheres entrevistadas relataram já ter passado por depressão, em algum momento, após o conhecimento do diagnóstico de HIV. Durante o levantamento, foram ouvidas mulheres na faixa etária entre 35 e 40 anos de idade, diagnosticadas – em média, há cinco anos com HIV.

Ainda de acordo com o estudo, 46% das mulheres estavam casadas, 27% solteiras, 9% divorciadas e 16% viúvas. A maioria das mulheres afirmou ter sido infectada pelo seu conjugue.

De acordo com o Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo (CRT), foram registrados 212.551 casos de aids no estado de São Paulo, no período de 1980 a 30 de junho de 2011, sendo 145.340 (68,4%) em homens e 67.193 (31,6%) em mulheres.
O Instituto Emílio Ribas informa que serviços de apoio psicológico e psiquiátrico são oferecidos para os pacientes da unidade. Em 2012, foram realizadas 3,8 mil consultas psiquiátricas e 11,2 mil atendimentos psicológicos no ambulatório da instituição.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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