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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

UM ABRAÇO NEGRO COMEÇA EM CASA E TERMINA NA NOSSA CIDADANIA...

[Negro é a raiz da liberdade... (2x)]
Um sorriso negro, um abraço negro
Traz....felicidade
Negro sem emprego, fica sem sossego 
Negro é a raiz da liberdade (2x)
..Negro é uma cor de respeito
Negro é inspiração
Negro é silêncio, é luto
negro é...a solidão
Negro que já foi escravo
Negro é a voz da verdade
Negro é destino é amor
Negro também é saudade.. (um sorriso negro...)

Por: Caio Guima 

Procura por cursos de licenciatura fica estagnada


A dificuldade em preencher as vagas disponíveis para professores de Matemática, Física e Química na rede pública de ensino do RN não é um fenômeno isolado. De acordo com o Censo do Ensino Superior 2011, do Ministério da Educação, o número de formandos nos cursos de licenciatura dessas três áreas caiu em todo o Brasil no ano passado. As estatísticas do MEC apontam que houve queda de 8% na formação de novos professores de Física e 6% em Matemática - em 2011, cerca de 14 mil universitários chegaram ao mercado como docentes nas áreas destacadas, enquanto 95 mil novos bacharéis concluíram o curso de Direito. 

No RN a problemática também se repete nos cursos de Química e Matemática, respectivamente com queda no número de concluintes de 38% e 47%; diferente do curso de licenciatura em Física, que passou de 18 para 38 concluintes de 2010 para 2011, um aumento de 111%.

Em 2008, último levantamento feito pelo Ministério da Educação quanto ao déficit de professores nessas três matérias, havia 160 mil vagas não preenchidas em todo o país. E como os índices de ingressantes e concluintes haviam sido crescentes até 2010, o quadro atual mereceu atenção do governo federal, que já tomou medidas para tentar reverter essa tendência de queda. "Há um debate nacional em torno da reestruturação da grade curricular do ensino médio, que passaria a ser orientado por áreas de conhecimento como Linguagens, Humanas e Ciências, e não por disciplinas isoladas", disse Betânia Ramalho, secretária Estadual de Educação. Segundo ela, a partir da flexibilização do currículo não haverá mais a necessidade de um professor para cada matéria e as disciplinas passariam a dialogar de forma mais estreita entre si. 

"A tendência", ressalta Betânia, "é superar o formato enciclopédico atual do conteúdo do ensino médio, dando lugar à uma estrutura curricular mais direcionada", complementa. A secretária garante que o novo formato não irá limitar o acesso ao conhecimento, pois o conteúdo básico e comum a todas as áreas não deixaria de ser repassado. A preocupação e a busca urgente por soluções é reforçada pelo fato de que dois terços dos estudantes brasileiros são oriundos da rede pública de ensino. O governo federal ainda sinaliza, como forma de retomar a formação de professores, a criação de novas universidades e institutos federais com cursos de licenciatura. 

Apesar da oferta ser inversamente proporcional à procura, pois há vaga e faltam profissionais aptos no mercado, a demanda reprimida deverá persistir. De acordo com o MEC, a carreira docente ainda não foi impactada por melhorias como a adoção de um piso nacional - hoje fixada em R$ 1.451. O novo valor básico poderá atrair e incentivar a formação de novos professores.

Para o pró-Reitor adjunto de Graduação da UFRN, Adelardo Medeiros, três fatores devem ser considerados para justificar a baixa na demanda: dificuldade dos estudantes em Matemática; migração para outros cursos correlacionados e bacharelado, como as Engenharias por exemplo; e a dificuldade dos profissionais em conciliar o aptidão pelas ciências com a área de ensino. Independente de qualquer estatística, a falta de interesse está refletida nas salas de aulas de cursinhos de pré-vestibular. No Colégio e Curso CDF, em uma sala com mais de 130 alunos, apenas três vão fazer vestibular (fizeram o Enem) para licenciatura - duas pessoas para Matemática e uma para Química.



UFRN tem dificuldade para preencher vagas de licenciatura

O desinteresse pelos cursos de licenciatura em Matemática, Física e Química é confirmado pelo pró-Reitor adjunto de Graduação, Adelardo Medeiros, que considera a questão um "problema sério". Ele explicou que a UFRN abriu cursos à distância em várias cidades do RN, mas houve dificuldades em preencher todas as vagas. Os cursos são, prioritariamente, para professores que já atuam em sala de aula e ainda não tinham graduação; mas muitas turmas nem chegaram a serem formadas: "Em outras, as vagas disponíveis acabaram preenchidas por estudantes que estão ingressando na graduação agora", informou.

Exemplo da baixa procura é comprovada por números: "Houve caso de abrirmos 40 vagas e apareceram três professores". Medeiros disse que no Campus Central da UFRN as vagas são preenchidas, "mas a demanda não é grandiosa". Os cursos de licenciatura da Universidade Federal estão concentrados nos Campus de Natal e Caicó. 

Outro programa da UFRN que também lança holofotes sobre a requalificação dos docentes é o Parfor (Plano Nacional de Formação de Professores), que visa a segunda licenciatura para professores, "mas em todos há essa dificuldade nas áreas de exatas, é uma forma de qualificar professores de Biologia, por exemplo, que estão dando aula de Física".

Distância 

Para Medeiros, o problema verificado nos cursos à distância reflete uma dificuldade que vem desde o ensino médio. "É lá que está a origem do problema, na dificuldade com a aprendizagem da matemática". 
Ele admite que o desinteresse em ser professor também tem a ver com a remuneração "não tão alta" e o desprestígio da profissão. "Diante disso, candidatos que têm aptidão para matemática, base para a Química e Física, acabam migrando para as Engenharias ou bacharelado pela possibilidade de maior remuneração".

Matemática

O professor Claudemir Caldas, coordenador do curso de Matemática da UFRN, ressalta que, mesmo com uma queda na demanda, "as vagas no Campus Central são preenchidas". "Em sala de aula é mais difícil sentir essa diminuição pela procura". Segundo ele, a concorrência aumentou um pouco nos últimos anos: passou de 1,60 em 2011 para 2,73 em 2012, mas aponta evasão alta dos alunos. 

"O pessoal vai percebendo que não é bem a praia e desiste no caminho". Caldas ressalta que o Departamento de Matemática está preocupado com essa questão e vem enfatizando na didática mantendo uma "estrutura da grade curricular atrativa". 

Bate-papo - » Betânia Ramalho - secret. estadual de Educação

Como contornar esse déficit de professores na área de ciências?
A Secretaria de Educação vem promovendo cursos para ampliar a qualificação dos professores. Outra forma de minimizar é a realização de aulões dessas disciplinas para não prejudicar os alunos. Houve também um incremento na carga horária, e o reordenamento de professores - nas escolas onde sobra para onde está faltando.

Que outros fatores também podem desestimular o ingresso em cursos de licenciatura?
Outra explicação, acredito, que não atrai para o magistério na área de ciências, é o fato do profissional ter que dominar e manter-se atualizado em vários assuntos correlacionados sem ter o devido reconhecimento por isso. Há uma dinâmica nas ciências que exige dedicação maior, inclusive para  planejar e repassar melhor o conteúdo aos jovens de maneira a estimular e manter o interesse por determinada disciplina. Também considero a questão do perfil profissional.

O fator financeiro influencia?
Não diria o fator financeiro como primordial e sim a própria estruturação da carreira de professor, que não é fortemente atrativa. Há toda uma preocupação em dignificar o trabalho do professor e incrementar a carreira seria uma das formas.  

Estudantes dizem que baixos salários desestimulam 

Contrariando estatísticas e a ordem de mercado, Luana Barbosa da Cruz, Jábine Talitta Nunes Nicácio e Ranayanne Suylane Pereira Campos, todas com 20 anos e estudantes do 6º período do curso de licenciatura em Química na UFRN, estão em busca, principalmente, de realização pessoal. "Já tinha interesse pelas exatas e como tive excelentes professores, que me estimularam durante o ensino médio, escolhi a licenciatura", disse Luana, reconhecendo que existe um estereótipo com os cursos da área de ciências de que "são difíceis". Ela disse que a turma começou com 50 alunos e hoje tem cerca de 15, e apenas oito estão nivelados.
Adriano AbreuLuana Barbosa, Jábine Talitta e Ranayanne Suylane fazem licenciatura
Luana Barbosa, Jábine Talitta e Ranayanne Suylane fazem licenciatura

Jábine também buscou Química pela afinidade com a área de cálculo. "Tentei Engenharia Química, entrei na segunda opção e ainda pensei em trocar, mas isso foi no início", disse a universitária, que quando teve conhecimento da grade curricular decidiu seguir na licenciatura. "Quando tive aulas de educação e didática me encontrei na área". Jábine acredita que muito do desinteresse dos estudantes do ensino médio com as ciências vem do fato dos professores jogarem o conteúdo de qualquer jeito: "Aqui estamos aprendendo a buscar maneiras de despertar esse interesse".

Para Ranayanne "o grande diferencial para um professor dessa área é trazer o ensino para o cotidiano do aluno", e reconhece que a dificuldade maior é com Matemática.

Ricardo Fernandes, 24, já formado em Química Licenciatura, ouvia a conversa e acrescentou: "Muitos colegas acabaram reingressaram em cursos correlatos, Mestrado e alguns estão indo para o Doutorado. Aqueles que atuam como professores ou estão na rede particular, dando aula em cursinho ou no IFRN. A baixa remuneração é o que desestimula", acredita.
Fernandes chegou a ingressar no Mestrado, mas disse que, "no momento", vai seguir atuando no mercado: ele trabalha em uma multinacional de petróleo como como engenheiro de fluídos.

Cursinho

Josiberto de Souza Rêgo, professor e diretor do cursinho CDF, tem 25 anos de experiência na área de educação e admite que o "mercado influencia", mas não é o único item que interfere na escolha pelo curso superior. "Na prática não há valorização da profissão de professor, e a  questão salarial pesa muito", observa. 

Em uma das salas do cursinho CDF, das 130 alunos apenas três se inscreveram em cursos de licenciatura - o ponto em comum é a afinidade com as exatas e a independência de escolha. "Minha meta é ensinar independente da escola ser privada ou pública", garantiu Elson Rodrigo Miranda da Silva, 19, que optou pelo curso de licenciatura em Química.

Já Vanessa Varela Morais, 23, candidata a uma vaga em Matemática, contou que as pessoas "estranham a vontade de ser professor": "Quero mostrar que aprender Matemática não é difícil como muitos pensam". O caso de Maurício Makaren, 17, também na concorrência da licenciatura em Matemática, é um pouco diferente. Ele mantém em aberto seu futuro como professor: "Quero terminar o curso, dar aula, e se não tiver compensando vou migrar para Engenharia Civil".
da TN

Cangaceiros de Lampiao "de A a Z"...


Cangaceiros de Lampiao "de A a Z"

É o mais novo livro de Bismarck Martins

Como conseguir dados e informações biográficas confiáveis dos cangaceiros que atuaram diretamente com Lampião, inicialmente, como  companheiro de grupos e depois de 1922 e até 1938 sobre suas ordens?

O autor usou como fontes, centenas de livros, revistas, jornais, processos criminais, entrevista com ex- cangaceiros , ex-volantes e seus familiares, coiteiros e roceiros, documentários, entre outros. Foram , aproximadamente, trinta anos de dedicação, trabalho,  pesquisa , paciência e sabedoria na montagem de cada peça desse quebra-cabeça com grau de dificuldade máxima.

Haja vista que, principalmente, os jornais, na sua grande maioria, eram ligados aos governantes e estes veículos de informações,  recebiam informações desencontradas e incompletas  do distante  e remoto interior.  Para completar o grau de dificuldade, podemos constatar  a existência de vários cangaceiros chamados Jararaca, Balão, Gavião, Moreno e tantos outros. Esta estratégia era uma prática de Lampião para despistar as baixas dos grupos cangaceiros. A existência dos homônimos, sempre foi  um  grande obstáculo   àqueles que se dedicam ao estudo da biografia dos “bandoleiros das caatingas”, pois somente resta, como norte, ao pesquisador,  a cronologia  e a geografia . Mas as dificuldades não abalaram a vontade e a determinação de Bismarck Martins, que conseguiu reunir um extraordinário conteúdo biográfico dos “Cabras de Lampião”.


Um trabalho sério, audacioso, que o autor dedica aos estudiosos, pesquisadores e a memória histórica destes personagens, que agiram no palco das caatingas e carrascais do cangaço lampiônico. O autor tem a consciência que essa obra será eternamente inconclusa, pois sempre haverá o que corrigir, alterar e acrescentar, pois as  informações sobre os cangaceiros são infinitas.

O autor  inicia sua obra dissertando sobre Lampião, sua infância e adolescência; os primeiros atritos com José Saturnino; a mudança da família Ferreira para o poço do Negro, próximo à vila de Nazaré, atual Carqueja; as divergência com os Nazarenos e a entrada definitiva dos irmãos, Virgolino, Antônio e Levino,  na vida bandoleira; as primeiras lutas com a polícia, em Nazaré e a mudança para Água Branca, em Alagoas.

Em seguida, os irmãos Ferreira  integram-se no bando dos Porcinos  e a morte dos pais. A entrada  de Lampião e seus irmãos no grupo de Sinhô Pereira. Continua a partir de 1922, quando Lampião passou a chefiar o grupo e iniciar uma nova fase do Cangaço Nordestino, o período do terror, com mortes, vingança e crueldade, tanto da parte dos cangaceiros como das volantes.

Na sequência, vem a longa relação de Cangaceiros  de Lampião, com os respectivos dados biográficos, notas e informações, que foram possíveis reunir. À primeira vista, parece monótona a leitura, mas se faz necessário repetir as informações sobre cada cangaceiro, pois não é um livro de leitura, e sim  um livro de consulta.

O livro tem 308 páginas e está saindo ao preço de R$ 45,00 (Quarenta e cinco reais) com frete incluso.

sábado, 17 de novembro de 2012

africanidades material didatico


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QUILOMBO RIO DO MACACO

Dor, muita dor! é esse o exemplo de quem leva uma fé vazia e recheada de hipocrisia e de interesses...


Dor, muita dor!

Jihad Masharawi, fotógrafo do serviço árabe da BBC, em Gaza, chora a morte do seu filho de 11 meses, morto pelo bombardeamento israelense, no dia 15 de novembro. Gravemente ferido, o bebê morreu uma hora depois de chegar ao hospital.
Foto: Mohammed Salem - Reuters
Haneen Tafesh segura o corpo sem vida de sua filha, atingida mortalmente por um raid israelense em Jabaliya. "O que ela fez? Foi ela que lançou as bombas?", gritou Khaled, o pai da criança.
Foto: Bernat Armangue - AP
Aaron Smadja, um dos três israelenses mortos pelas bombas palestinas, é enterrado no cemitério de Kyriat Malachi, no dia 15 de novembro.
Foto: Ronen Zvulun - Reuters
Mulheres choram a morte de Hisham al-Galban, um militante do Hamas, morto por um ataque do exército israelense em Khan Younès, no sul da Faixa de Gaza.
Foto: Eyad Baba - AP

47 anos. O ''Pacto das Catacumbas'' pacto de sangue para uma Igreja serva e pobre e 100 anos do irmão nordestino dos pobres dom Helder um pai, um amigo um irmão uma alma em ascensão sempre, simplesmente pobre por causa dos nossos irmãos... Simplicitas et paupertas evangélica (Simplicidade e pobreza evangélica) e Ut in nostro ministério primus locus pauperum evangelizationi tribuatur (Para que em nosso ministério [episcopal], se dê o primeiro lugar à evangelização dos pobres).


47 anos. envoltos sob as sombrias catacumbas padres e bispos realizam O ''Pacto das Catacumbas'' pacto de sangue ... são assuntos que a igreja catolica de Roma não quer que o povo saiba... perfigurando assim uma nova igreja serva servorum auspciosa de pessoas e muita fé para a vida, para uma Igreja serva e pobre bem e 100 anos do irmão nordestino dos pobres dom Helder um pai, um amigo um irmão uma alma em ascensão sempre, simplesmente pobre por causa dos nossos irmãos...





Simplicitas et paupertas evangélica
(Simplicidade e pobreza evangélica) e Ut in nostro ministério primus locus pauperum
evangelizationi tribuatur (Para que em nosso ministério [episcopal], se dê o primeiro
lugar à evangelização dos pobres).




Recolhido nas catacumbas varios padres conciliares sob a escuridão solene e a auspciosa benção dos  mortos digam-se na grande maioria primeiros cristãos vivenciaram sim a primazia do que poderia ser a igreja catolica hoje mais pena que ao longo desses 47 anos tudo ou quase tudo se perde e a retomada a hipocrisia volta aos altares cristãs fundados acima de tudo em degraus para distancia - se cada vez mais do povo deferenciar assim as mais sublimes sinalizações da vivencia paraclita que seria o dividir o pão... essa igreja hoje é apenas vivida em rincões principalmente nos sitios e comunidades rurais onde a pureza nao fora contaminada ainda apesar das tentativas funestras e funebres de  uma igreja que a cada dia torna-se e luta para ser medieval e feudalista. mais muitos sao e poucos vivenciam exemplos tereza de calcutar, ir doroth, ir teresinha, helder camara, lucia montenegro sv e tantos outros que puseram a sua fé no maximo e atuaram e atuam com grandeza a sua vida....
No dia 16 de novembro de 1965, há 47 anos, poucos dias antes do encerramento do Vaticano II, cerca de 40 padres conciliares celebraram uma Eucaristia nas Catacumbas de Domitila, em Roma, pedindo fidelidade ao Espírito de Jesus. Depois dessa celebração, assinaram o "Pacto das Catacumbas".
O documento é um desafio aos "irmãos no Episcopado" a levar adiante uma "vida de pobreza", uma Igreja "serva e pobre", como sugerira o Papa João XXIII.

Os signatários – entre eles muitos brasileiros e latino-americanos, embora muitos outros aderiram ao pacto mais tarde – se comprometiam a viver em pobreza, a renunciar a todos os símbolos ou privilégios do poder e a pôr os pobres no centro do seu ministério pastoral. O texto teve uma forte influência sobre a Teologia da Libertação, que surgiria nos anos seguintes.

Um dos signatários e propositores do pacto foi Dom Helder Câmara.

Eis o texto.

Pacto das Catacumbas da Igreja serva e pobre


Nós, Bispos, reunidos no Concílio Vaticano II, esclarecidos sobre as deficiências de nossa vida de pobreza segundo o Evangelho; incentivados uns pelos outros, numa iniciativa em que cada um de nós quereria evitar a singularidade e a presunção; unidos a todos os nossos Irmãos no Episcopado; contando sobretudo com a graça e a força de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a oração dos fiéis e dos sacerdotes de nossas respectivas dioceses; colocando-nos, pelo pensamento e pela oração, diante da Trindade, diante da Igreja de Cristo e diante dos sacerdotes e dos fiéis de nossas dioceses, na humildade e na consciência de nossa fraqueza, mas também com toda a determinação e toda a força de que Deus nos quer dar a graça, comprometemo-nos ao que se segue:

1) Procuraremos viver segundo o modo ordinário da nossa população, no que concerne à habitação, à alimentação, aos meios de locomoção e a tudo que daí se segue. Cf. Mt 5,3; 6,33s; 8,20.

2) Para sempre renunciamos à aparência e à realidade da riqueza, especialmente no traje (fazendas ricas, cores berrantes), nas insígnias de matéria preciosa (devem esses signos ser, com efeito, evangélicos). Cf. Mc 6,9; Mt 10,9s; At 3,6. Nem ouro nem prata.

3) Não possuiremos nem imóveis, nem móveis, nem conta em banco, etc., em nosso próprio nome; e, se for preciso possuir, poremos tudo no nome da diocese, ou das obras sociais ou caritativas. Cf. Mt 6,19-21; Lc 12,33s.

4) Cada vez que for possível, confiaremos a gestão financeira e material em nossa diocese a uma comissão de leigos competentes e cônscios do seu papel apostólico, em mira a sermos menos administradores do que pastores e apóstolos. Cf. Mt 10,8; At. 6,1-7.

5) Recusamos ser chamados, oralmente ou por escrito, com nomes e títulos que signifiquem a grandeza e o poder (Eminência, Excelência, Monsenhor...). Preferimos ser chamados com o nome evangélico de Padre. Cf. Mt 20,25-28; 23,6-11; Jo 13,12-15.

6) No nosso comportamento, nas nossas relações sociais, evitaremos aquilo que pode parecer conferir privilégios, prioridades ou mesmo uma preferência qualquer aos ricos e aos poderosos (ex.: banquetes oferecidos ou aceitos, classes nos serviços religiosos). Cf. Lc 13,12-14; 1Cor 9,14-19.

7) Do mesmo modo, evitaremos incentivar ou lisonjear a vaidade de quem quer que seja, com vistas a recompensar ou a solicitar dádivas, ou por qualquer outra razão. Convidaremos nossos fiéis a considerarem as suas dádivas como uma participação normal no culto, no apostolado e na ação social. Cf. Mt 6,2-4; Lc 15,9-13; 2Cor 12,4.

8) Daremos tudo o que for necessário de nosso tempo, reflexão, coração, meios, etc., ao serviço apostólico e pastoral das pessoas e dos grupos laboriosos e economicamente fracos e subdesenvolvidos, sem que isso prejudique as outras pessoas e grupos da diocese. Ampararemos os leigos, religiosos, diáconos ou sacerdotes que o Senhor chama a evangelizarem os pobres e os operários compartilhando a vida operária e o trabalho. Cf. Lc 4,18s; Mc 6,4; Mt 11,4s; At 18,3s; 20,33-35; 1Cor 4,12 e 9,1-27.

9) Cônscios das exigências da justiça e da caridade, e das suas relações mútuas, procuraremos transformar as obras de "beneficência" em obras sociais baseadas na caridade e na justiça, que levam em conta todos e todas as exigências, como um humilde serviço dos organismos públicos competentes. Cf. Mt 25,31-46; Lc 13,12-14 e 33s.

10) Poremos tudo em obra para que os responsáveis pelo nosso governo e pelos nossos serviços públicos decidam e ponham em prática as leis, as estruturas e as instituições sociais necessárias à justiça, à igualdade e ao desenvolvimento harmônico e total do homem todo em todos os homens, e, por aí, ao advento de uma outra ordem social, nova, digna dos filhos do homem e dos filhos de Deus. Cf. At. 2,44s; 4,32-35; 5,4; 2Cor 8 e 9 inteiros; 1Tim 5, 16.

11) Achando a colegialidade dos bispos sua realização a mais evangélica na assunção do encargo comum das massas humanas em estado de miséria física, cultural e moral - dois terços da humanidade - comprometemo-nos:
  • a participarmos, conforme nossos meios, dos investimentos urgentes dos episcopados das nações pobres;
  • a requerermos juntos ao plano dos organismos internacionais, mas testemunhando o Evangelho, como o fez oPapa Paulo VI na ONU, a adoção de estruturas econômicas e culturais que não mais fabriquem nações proletárias num mundo cada vez mais rico, mas sim permitam às massas pobres saírem de sua miséria.
12) Comprometemo-nos a partilhar, na caridade pastoral, nossa vida com nossos irmãos em Cristo, sacerdotes, religiosos e leigos, para que nosso ministério constitua um verdadeiro serviço; assim:
  • esforçar-nos-emos para "revisar nossa vida" com eles;
  • suscitaremos colaboradores para serem mais uns animadores segundo o espírito, do que uns chefes segundo o mundo;
  • procuraremos ser o mais humanamente presentes, acolhedores...;
  • mostrar-nos-emos abertos a todos, seja qual for a sua religião. Cf. Mc 8,34s; At 6,1-7; 1Tim 3,8-10.
13) Tornados às nossas dioceses respectivas, daremos a conhecer aos nossos diocesanos a nossa resolução, rogando-lhes ajudar-nos por sua compreensão, seu concurso e suas preces.

Ajude-nos Deus a sermos fiéis.

Dom Helder e o Pacto das Catacumbas

No dia 16 de novembro de 1965, poucos dias antes da clausura do Concílio Vaticano II, cerca de 40 Padres Conciliares celebraram uma Eucaristia nas catacumbas de Domitila, em Roma, pedindo fidelidade ao Espírito de Jesus. Após essa celebração, firmaram o "Pacto das Catacumbas" [1].
O documento é um desafio aos "irmãos no Episcopado" a levarem uma "vida de pobreza", uma Igreja "servidora e pobre", como sugeriu o papa João XXIII. Os signatários - dentre eles, muitos brasileiros e latino-americanos, sendo que mais tarde outros também se uniram ao pacto - se comprometiam a viver na pobreza, a rejeitar todos os símbolos ou os privilégios do poder e a colocar os pobres no centro do seu ministério pastoral. O texto teve forte influência sobre a Teologia da Libertação, que despontaria nos anos seguintes.
Um dos signatários e propositores do Pacto foi Dom Hélder Câmara, cujo centenário de nascimento é celebrado neste sábado, dia 07.

AJUDE-NOS DEUS A SERMOS FIÉIS.

DOM HÉLDER E O "PACTO DAS CATACUMBAS"

Notas:
1. Publicado no livro "Concílio Vaticano II", Vol. V, Quarta Sessão (Vozes, 1966), organizado por Boaventura Kloppenburg (p. 526-528).



Simplicitas et paupertas evangélica
(Simplicidade e pobreza evangélica) e Ut in nostro ministério primus locus pauperum
evangelizationi tribuatur (Para que em nosso ministério [episcopal], se dê o primeiro
lugar à evangelização dos pobres).
1 No dia 16.11.1965 cerca de 40 Padres Conciliares celebraram nas catacumbas de
Domitila uma Eucaristia pedindo fidelidade ao Espírito de Jesus. Após essa celebração
alguns deles firmaram o "Pacto das Catacumbas". Ver in: KLOPPENBURG, Boaventura
(org.). Concílio Vaticano II. Vol. V, Quarta Sessão. Petrópolis: Vozes, 1966, 526-528.


Posso dizer que do Brasil, participaram da celebração, Dom Antônio Fragoso de
Crateús-CE, Dom Francisco Austregésilo Mesquita Filho de Afogados da Ingazeira, PE,
Dom João Batista da Mota e Albuquerque, arcebispo de Vitória, ES, o Pe. Luiz
Gonzaga Fernandes que estava para ser sagrado bispo auxiliar de Vitória, dias depois,
lá mesmo em Roma, Dom Jorge Marcos de Oliveira de Santo André, SP, Dom Helder
Camara, Dom Henrique Golland Trindade, OFM, arcebispo de Botucatu, SP, Dom José
Maria Pires, arcebispo da Paraíba, PB.


De outros países, Mgr. Georges Mercier, bispo de Laghouat no Sahara, Mgr.
Hakim, bispo melquita de Nazaré, Mgr. Haddad, bispo melquita, auxiliar de Beirute,
Mgr. Gérard Marie Coderre, bispo de Saint Jean de Quebec do Canadá, Mons. Rafael
Gonzalez Moralejo, auxiliar de Valencia na Espanha, Mons. Julius Angerhausen, auxiliar
de Essen na Alemanha; da França, Mgr. Guy Marie Riobé, bispo de Orleans, Mgr.
Gérard Huyghe de Arras, Mgr.Adrien Gand, bispo auxiliar do Cardeal Liénart em Lille;
da Itália, Mons. Luigi Betazzi, naquela época auxiliar do cardeal Lercaro em Bologna;
da África, Dom Bernard Yago, arcebispo de Abidjan na Costa do Marfim, Joseph
Blomjous, bispo de Mwanza, na Tanzânia; da Ásia, Mons. Charles Joseph de
Melckebeke, belga, mas bispo de Ningsia na China, expulso e morando em Singapura.
Havia também bispos do Vietnã e Indonésia. De outros países da América Latina,
participavam do grupo Igreja dos Pobres, Mons. Manoel Larrain de Talca no Chile,
Mons. Marco Gregorio Mc Grath do Panamá (diocese de Santiago de Veraguas),
Mons. Leonidas Proaño de Riobamba, Equador; da Argentina, Mons. Alberto Devoto
da diocese de Goya, Mons. Vicente Faustino Zazpe da diocese de Rafaela, Mons.
Juan José Iriarte de Reconquista; do Uruguai, Mons. Alfredo Viola, bispo de Salto e seu
auxiliar, Mons. Marcelo Mendiharat; da Colômbia, Mons. Tulio Botero Salazar, arcebispo
de Medellín e seu auxiliar, Medina; Muñoz Duque de Pamplona, Raúl Zambrano de
Facatativá e Mons.Angelo Cuniberti, vigário apostólico de Florencia.
Esses eram os mais fieis do grupo, mas para saber se estavam lá na Missa, é
preciso verificar na lista daquele dia.
Sei que também Paul Gauthier e Marie Thérèse Lescaze, os dois franceses, mas
vivendo na Palestina e animadores da Fraternidade de Jesus Charpentier em Nazaré e
do Grupo Igreja dos Pobres, no Concílio, participaram da celebração.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Professora é demitida após divulgar fotos de escola alagada em Imperatriz Imagens mostram alunos realizando prova segurando guarda-chuvas. Secretário municipal disse que professora procedeu de forma errada. - DALHE MARANHÃO MEU - SAO MEIO SECULO DE SARNEY NO PODER E OS ELEITORES CONTINUAM VITANDO NELES INCRIVEL...



Professora é demitida após divulgar 





fotos de escola alagada em Imperatriz



Imagens mostram alunos realizando prova segurando guarda-chuvas.
Secretário municipal disse que professora procedeu de forma errada.

A divulgação em redes sociais de fotos que mostram alunos fazendo prova embaixo de guarda-chuvas causou a demissão de uma professora do ensino municipal de Imperatriz (MA). As imagens causaram impacto e o caso ganhou repercussão na cidade. O secretário municipal de Educação, Zeziel Ribeiro da Silva, disse que a medida foi tomada porque a professora procedeu de forma errada. A reportagem foi sugerida por um internauta através do VC no G1.
Uiliene Araújo Santa Rosa, de 24 anos, foi afastada e teve seu contrato com a Prefeitura Municipal de Imperatriz encerrado nesta sexta-feira (26), após a publicação das fotos que mostravam uma sala de aula do Colégio Municipalizado Guilherme Dourado. Nas imagens é possível ver os alunos se protegendo com guarda-chuvas, além do chão da sala de aula alagado e buracos no telhado da instituição. De acordo com a professora, a intenção ao publicar as imagens era chamar a atenção para os problemas da rede municipal. “Não identifiquei o nome do colégio ou de qualquer funcionário da instituição, mas publiquei as fotos em meu perfil pessoal, pois acredito que não se deve ficar de braços cruzados diante de uma situação assim”, falou ao G1.
Acredito na liberdade de expressão e em formar alunos com uma visão crítica, que não se conformem com as coisas do jeito que elas estão.
Uiliene Araújo
Após a publicação das fotos, Uiliene conta que percebeu que os colegas a tratavam de forma diferente. “Quando voltamos do feriado, percebi que os funcionários me olhavam de uma forma diferente e já não falavam comigo. Era por causa das fotos. Então começaram a boicotar minhas aulas. Não liberavam data-show ou televisão para que eu trouxesse material para os meus alunos, coisa que faziam para os outros professores”, afirmou ela.
Na mesma semana em que as imagens foram divulgadas, a professora conta que a Secretaria de Educação providenciou reparos imediatos no telhado da escola. No dia 25 deste mês, no entanto, Uiliene foi afastada de seu cargo na unidade Guilherme Dourado e na sexta-feira (26), a professora recebeu um comunicado que anunciava o encerramento de seu contrato com a Prefeitura Municipal de Imperatriz por atos de conduta incabível.
“Fui punida pela publicação das fotos e isso não é justo. É o tipo de coisa que acontecia na época da ditadura, mas estamos em uma democracia, não é? Ela [a diretora] não está agindo como uma gestora. Está tratando a escola como propriedade privada, mas a escola é de propriedade pública, é do município. Acredito na liberdade de expressão e em formar alunos com uma visão crítica, que não se conformem com as coisas do jeito que elas estão. Cresci vendo meu pai e meus professores reivindicando os direitos de educação e aprendi a dar valor a ela, então não poderia ficar de braços cruzados frente a essa situação”, relatou a professora.
Após chuva, sala de aula das escola municipal Guilherme Dourado ficou alagada e alunos tiveram que se proteger com guarda-chuvas (Foto: Uiliene Santa Rosa)Após chuva, sala de aula do Colégio Municipalizado Guilherme Dourado ficou alagada e alunos tiveram que se proteger com guarda-chuvas (Foto: Uiliene Araújo/Arquivo Pessoal)
Uiliene, que se formou no ano passado, começará a dar aulas no ensino superior, mas não pretende abandonar a luta pela valorização da educação fundamental. “Passarei a dar aula para o ensino superior, mas já dei aulas em várias escolas municipais desde a época da faculdade e sei o estado delas. Tenho um filho pequeno e fico pensando, será em um colégio como esse que ele terá que estudar?”, pergunta a jovem.
RepercussãoPublicadas em seu perfil pessoal no Facebook, as quatro fotos que mostram o estado da sala de aula do Colégio Municipalizado Guilherme Dourado já contam com quase 200 compartilhamentos e diversos comentários em apoio à professora e indignação diante da estrutura e atitude da unidade.
Em contato com o G1, o secretário municipal de Educação, Zeziel Ribeiro da Silva, confirmou a demissão da professora. De acordo com ele, Uiliene Araújo Santa Rosa é seletivada e seu contrato foi rescindido após a postagem da situação da escola nas redes sociais. O secretário afirmou que o episódio foi isolado e que a escola, que fica no parque São José, um bairro da periferia de Imperatriz, tem um dos melhores prédios entre as municipalizadas da cidade.
Ainda segundo o secretário, uma ventania ocorrida logo após a eleição destelhou a sala mostrada nas imagens e que no dia em que as fotos foram tiradas uma prova seria realizada, mas que a professora poderia ter evitado a situação. Zeziel alegou que em nenhum momento a professora procurou a direção da escola ou mesmo a Secretaria de Educação para denunciar o caso. Ele afirmou, ainda, que a demissão foi comunicada ao prefeito Sebastião Madeira, que autorizou o procedimento.
O secretário alegou que problemas internos não deveriam ser tratados em redes sociais e que a funcionária, efetivada há quatro meses, procedeu de forma errada. Ele afirma que não há perseguição contra a professora e que a medida administrativa também seria tomada em relação a outro funcionário que cometesse o erro.

BRASIL SEM CIGARROS E SEM FUMO....


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Juliana Paes parou de fumar há 2 anos

SE BEM VINDO JOAQUIM BARBOSA POTIGUARES TE ACOLHEM


Joaquim Barbosa, presidente eleito do 




STF, escolhe Natal para descansar

Relator do Mensalão chegou a Natal nesta quinta-feira (15).
Na tarde desta sexta (16), ele participa de um casamento na Via Costeira.

Ricardo AraújoDo G1 RN
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Joaquim Barbosa está em Natal para cerimônia de casamento (Foto: Cedida)Ministro Joaquim Barbosa está em Natal para cerimônia de casamento. Na foto, ao lado da gerente do hotel no qual está hospedado, Fernanda Paiva. (Foto: Fernanda Paiva/Arquivo pessoal)
O relator do processo do Mensalão, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, está em Natal. Ele, que assumirá a presidência do STF ainda neste mês de novembro, desembarcou na capital potiguar nesta quinta-feira (15) sob forte esquema de segurança. Além de aproveitar as belezas naturais e o Sol de Natal, Joaquim Barbosa será padrinho de casamento de uma médica potiguar radicada em São Paulo. A cerimônia será realizada na tarde desta sexta-feira (16), em uma cervejaria na Via Costeira

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