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sexta-feira, 12 de março de 2021

Escola Agrícola da UFRN abre inscrição vagas de formação EAD 2021

 

Escola Agrícola da UFRN abre inscrição  vagas de formação EAD




O PROGRAMA

Trata-se de um conjunto de ações para o fortalecimento da política de Educação Profissional e Tecnológica, em apoio às redes e instituições de ensino, no planejamento da oferta de cursos alinhada às demandas do setor produtivo e na incorporação das transformações produzidas pelos processos de inovação tecnológica.

Escola Agrícola de Jundiaí e Instituto Metrópole Digital.

Aquicultor

Produção de peixes ornamentais

Aquicultor

Produção de peixes comercial

Pescado

Beneficiamento de Pescado

Resíduos Sólidos

Agente de Gestão de Resíduos Sólidos

Horticultura

Horticultor orgânico

Tratamento de Água

Estação de Tratamentos de Águas

Derivados do Leite

Produtor de Derivados do Leite




Cursos Ofertados

Em tempos de medidas de prevenção do coronavírus, é possível se qualificar para o mercado de trabalho mesmo sem sair casa. Através do programa Novos Caminhos, novas vagas de educação profissional e tecnológica foram criadas na modalidade Educação a Distância, que já começam a ser ofertadas de forma gratuita a partir de agora! O Instituto Metrópole Digital da UFRN, disponibiliza neste portal, vagas remanescentes com duas opções de cursos.

Programação Web
Programador de Disp. MóveisEducação Profissional
gerando mais oportunidades

CURSOS NA ÁREA DE AGRÁRIAS

Em tempos de medidas de prevenção do coronavírus, é possível se qualificar para o mercado de trabalho mesmo sem sair casa. Através do programa Novos Caminhos, novas vagas de educação profissional e tecnológica foram criadas na modalidade Educação a Distância, que já começam a ser ofertadas de forma gratuita a partir de agora! A UFRN disponibiliza neste portal, vagas remanescentes de cinco opções de cursos ofertados pela Escola Agrícola de Jundiaí e Instituto Metrópole Digital.

quinta-feira, 11 de março de 2021

TJRN seleciona 100 estagiários

 A Presidência do Tribunal de Justiça do RN publicou edital para seleção de 100 estagiários de ensino médio remunerados. Ele irão atuar em Natal junto à Coordenação Estadual de Digitalização. São ofertadas 50 vagas para o turno matutino e outras 50 para o turno vespertino, além da formação de cadastro de reserva com 100 vagas para cada turno.

Os estagiários de ensino médio reforçarão o projeto de digitalização dos processos físicos, iniciado em 2019. Esta é uma das prioridades da gestão do Judiciário potiguar e sua conclusão ganhou relevância ainda maior com o cenário da pandemia da Covid-19 e a adoção do trabalho remoto, uma vez que o uso do processo eletrônico permite a continuidade dos serviços prestados à população.

Veja AQUI o edital completo.

Podem se inscrever estudantes com matrícula e frequência regular em instituição pública de Ensino Médio, de curso profissionalizante e tecnológico, de educação especial, ou ainda, de estar cursando os anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos (EJA).

O edital assegura reserva de 10% das vagas para pessoas com deficiência e 30% para estudantes negros, conforme a Resolução nº 336/2020 do CNJ.

Para se inscrever o candidato ou a candidata deverá preencher o requerimento de inscrição que estará à disposição no formulário eletrônico (https://forms.gle/QuZ3tVMNnh5Fyhxk9), no período de 15 a 22 de março.

O estágio tem duração de um ano, prorrogável por mais um ano. Já a seleção é válida por um ano, a contar de sua homologação.

Seleção

A seleção dos candidatos inscritos será realizada mediante prova escrita com questões objetivas e discursivas, de caráter eliminatório e classificatório. Ela deverá ser aplicada na data provável de 26 de março, a partir das 13h30, via plataforma digital, cujo acesso será disponibilizado no e-mail cadastrado na inscrição. A prova terá duração de três horas.

A prova online será composta por 30 questões objetivas de múltipla escolha, sendo 16 questões de língua portuguesa, quatro de matemática e raciocínio lógico, seis de informática e quatro questões de conhecimento gerais e atualidades. O candidato deve acertar pelo menos metade de cada uma das matérias.

Condições

A jornada de estágio é de quatro horas diárias e 20 semanais. A jornada diária será exercida no horário de 7h30 às 11h30 ou de 12h30 às 17h30, dependendo do turno de estudo do aluno.

O estagiário de nível médio receberá mensalmente bolsa-auxílio, atualmente no valor de R$ 562, e auxílio-transporte, atualmente de R$ 127,60

segunda-feira, 8 de março de 2021

FEE RN tem nova coordenação empossada no RN.

 

FEE RN tem nova coordenação empossada

Em solenidade realizada nesta sexta feira, dia 5 de março, às 19h, o Fórum Estadual de Educação do Rio Grande do Norte (FEE-RN) teve empossada sua nova coordenação para o quadriênio 2021-2024. Além da posse da nova coordenação, o evento teve o objetivo de mobilizar as diversas instituições que pautam a educação em nosso Estado em torno do compromisso do fortalecimento do FEE-RN.

A solenidade contou com a participação da Governadora Fátima Bezerra; do Coordenador do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE), prof. Heleno Araújo; do Secretário de Estado de Educação, prof. Getúlio Marques; além de vários representantes de movimentos sociais do campo, sindicatos, do movimento estudantil, de professore(a)s, instituições de ensino superior e de pesquisa, órgãos da gestão educacional como o Conselho Estadual de Educação e a UNDIME.

A diversidade de entidades convidadas e presentes demonstra o esforço que a nova coordenação terá que manter no sentido de abrir diálogos em várias frentes, em prol, por um lado, do fortalecimento do Fórum como espaço aglutinador dos mais diversos protagonistas da luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade socialmente referenciada; e, por outro lado, de que as políticas públicas educacionais reflitam a interação democrática entre esses protagonismos. Trata-se, portanto, de afirmar o FEE-RN para além de um mero “espaço de debates” ou de “articulação política”, mas, também, e principalmente, como espaço de formulação e acompanhamento de políticas.

A reunião foi aberta pelo Sr. Secretário de Estado de Educação, Esportes e Lazer, prof. Getúlio Marques, que saudou a presença de todas as autoridades e instituições ali representadas, assumindo o compromisso de manter os laços da gestão estadual com o FEE-RN. Logo depois, a condução da reunião foi assumida pela profa. Sirleyde Dias de Almeida, que relembrou o processo de construção do FEE-RN e os desafios enfrentados desde sua criação. Após dar posse à nova coordenação a profa. Sirleyde passou a condução da reunião para a nova coordenadora, profa. Rute Régis de Oliveira da Silva, que convidou os presentes a se pronunciarem.

O conteúdo das falas ressaltaram o consenso da importância do FEE-RN ser fortalecido como espaço e órgão democrático e público de formulação de políticas educacionais que envolvam todos os sistemas, especialmente diante dos desafios atuais em face do momento crítico vivenciado pela educação pública brasileira, acossada pela crise sanitária e os efeitos da pandemia do COVID-19; mas também pelo ataque ao caráter democrático e gratuito da educação pública, pelas tentativas de descaracterização das conquistas recentes em termos de financiamento público da educação básica.

Além desses embates, que colocam no centro do foco, o conjunto de medidas e ações capitaneadas pelo bloco politico que atualmente está no governo federal, foi apontada a necessidade de se construir os caminhos para que o Plano Estadual de Educação, conquistado em 2016, seja, de fato, retomado como guia para as políticas de garantia do direito à educação para todo(a)s crianças, jovens, adulto(a)s e idoso(a)s; e aparelhando o FEE-RN e outros mecanismos institucionais de monitoramento, acompanhamento e avaliação das políticas públicas educacionais.

A nova coordenação do FEE-RN ficou assim composta:

Coordenadora: Rute Régis Oliveira da Silva (ANPAE)

Vice-coordenador: Alessandro Augusto de Azevêdo (ANDIFES)

Coordenação de Sistematização: Glauciane Pinheiro (SEEC)

Coordenação de Mobilização; Fátima Cardoso (SINTE)


O desafio para jovens não adotados que completam 18 anos

 

O desafio para jovens não adotados que completam 18 anos

Crédito da foto: Rovena Rosa/Agência BrasilJovens não adotados

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil - São Paulo

A jovem Lauana Maria Akutsu, de 18 anos, que está morando há 15 dias em uma república jovem no bairro Itaquera, em São Paulo, morou em abrigos desde os 3 anos.

“Nasci em uma família um pouco problemática, minha mãe me largou na maternidade quando era bebê. Fiquei com um pouco com a minha avó e depois voltei. Desde os 3 anos morei em abrigos”, conta a moça, que hoje trabalha na parte administrativa do São Paulo Futebol Clube.

Launa lembra que os anos passados nos serviços de acolhimento não foram fáceis. “Passei por um abrigo em que eu apanhava bastante das meninas de lá. Depois eu morei num abrigo lá do Paraná, aí voltei para São Paulo para morar com a minha avó, mas, ela teve um AVC [acidente vascular cerebral] e acabou falecendo. Aí eu fui para um abrigo de novo. Foi difícil, porque eu precisava do carinho da minha mãe, do meu pai, só que eu não tinha. Eu cresci revoltada por conta disso e sempre achei que eu era o problema de não ter um pai e mãe perto de mim.”

Ela diz que sempre quis entender por que foi abandonada pela mãe, mas que hoje aceita melhor o fato. “Queria entender o motivo pelo qual minha mãe tinha me abandonado, de não ter se importado comigo, então foi meio difícil para mim passar esses anos no abrigo, mas eu aprendi que não tem o que fazer, eu nasci numa família problemática e aqui estou eu.”

Desejo comum das crianças dos abrigos, ela também queria ter sido adotada. “Nos anos finais no abrigo, eu me senti um pouco deprimida porque estava vendo meus amigos indo para adoção e me sentia muito triste porque queria ter uma família perto de mim, queria poder sentir o amor de mãe, de pai, queria ter essa sensação de alguém para me cuidar e gostar de mim e de me apoiar nos meus sonhos”. 

Hoje, ela está esperançosa, mantém os sonhos e pretende batalhar ainda pela guarda do irmão mais novo. “Agora que eu tenho 18 anos planejo terminar o ensino médio, fazer um curso técnico de moda, trabalhar como modelo fotográfica e fazer uma faculdade de estilismo, porque são duas coisas de que eu gosto muito. Também quero conseguir fazer uma casinha para poder pegar a guarda do meu irmão que está lá no abrigo.”

República Jovem

Segundo Lauana, a República Jovem Maria Maria é um bom lugar para viver. “É bastante espaçoso, arejado. Tenho muito o que aprender aqui dentro, muito o que desenvolver, estou gostando de morar na República Jovem porque dá mais oportunidade, mais autonomia. Estou gostando”, afirma a jovem.

As repúblicas jovens são um serviço administrado pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, por meio de parcerias com organizações da sociedade civil (OSCs). A república em que Lauana mora tem capacidade para acolher até seis jovens mulheres, que poderão ser encaminhadas a outros serviços, programas e benefícios da rede socioassistencial e demais políticas públicas. 

A unidade é destinada a atender jovens com idade acima de 18 anos que foram abandonadas por suas famílias ou que têm vínculos fragilizados, estão em situação de vulnerabilidade social e sem condições de moradia. As acolhidas devem ter autonomia financeira para contribuir com as despesas da casa, onde podem permanecer até os 21 anos.

Na república, Lauana e as outras moradoras têm acompanhamento de um profissional para gestão coletiva da moradia, apoio na construção de regras de convívio, definição da forma de participação nas atividades domésticas cotidianas e gerenciamento de despesas.

Lauana, Adriana e Jessica buscam autonomia, dividem serviços domésticas e gerenciam despesas Rovena Rosa/Agência Brasil

Serviços como esses são importantes para que os jovens tenham autonomia e sejam protagonistas de sua história, pois a república tem outra dinâmica de acolhimento, com mais liberdade e responsabilidade, para que se tornem vencedores”, destaca a secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Berenice Giannella.

Existem sete repúblicas jovens em São Paulo, localizadas em Ermelino Matarazzo, Casa Verde, Aricanduva, Lapa, Pirituba, Penha e Itaquera, as duas últimas inauguradas em fevereiro deste ano. No total, são disponibilizadas 90 vagas.

Apadrinhamento afetivo

Matheus Gomes, de 20 anos, também passou por vários serviços de acolhimento desde os 2 anos de idade, junto com os irmãos. Até que em 2012, já com 12 anos, ele conheceu o educador social André Luis Oliveira da Silva, que mais tarde se tornou padrinho dele. “Quando conheci o André, ele era educador do abrigo e assim que a gente se mudou de lá o André acompanhou a gente, ajudou nas lições de escola e algumas outras coisas”, lembra o rapaz.

“Eu trabalhava em um serviço de acolhimento, e ele chegou lá com os irmãos mais novos. Fomos nos conhecendo e, depois de uns dois anos, eles foram transferidos de abrigo. Eu e mais três voluntárias que frequentavam o abrigo decidimos que iríamos acompanhá-los. As três conseguiram formalizar um pedido no Judiciário e tornaram-se madrinhas afetivas. Apesar de não ter participado dessa ação no Judiciário, continuei acompanhando os meninos. Tornei-me um padrinho afetivo também, participando de momentos únicos com eles, como aniversários, festas de final de ano e passeios”, detalha André.

Entre 2012 e 2018, Matheus e os irmãos moraram em quatro abrigos diferentes, sendo o último o SOS Aldeias Infantis, onde ele passou cerca de dois anos. Quando fez 17, começou um trabalho de fortalecê-lo para a saída, descreve o educador social. “Mas acabou que não foi muito eficiente, porque ele estava bem atrasado na escola e não conseguia trabalho, além de não demonstrar amadurecimento sobre a ideia de que sairia do abrigo. Foi um ano bem angustiante”, relembra o educador.

Quando Matheus fez 18 anos, André, as madrinhas e o abrigo fizeram um acordo. “Alugamos uma casa para que morasse sozinho, mas ele ficava mais na minha casa e com um amigo do que na própria casa. Em agosto de 2018, ele conseguiu um trabalho de jovem aprendiz em uma loja de calçados. Ficou evidente que não conseguiria se organizar para dar conta da casa, do trabalho e da escola, mesmo com nosso suporte remoto. Decidimos, eu e ele, que o melhor seria ele morar comigo. Desde então, moramos nós dois juntos.”

Matheus perdeu o trabalho no fim de 2019, porque o contrato venceu e, com a pandemia no ano seguinte, ele continua desempregado. “A boa notícia é que ele conseguiu finalizar o ensino médio, o que foi uma superconquista, mas precisou que eu ficasse monitorando todas as atividades e incentivando ininterruptamente, o que, de certa forma, foi meio cansativo também”, desabafa o padrinho do jovem.

No momento, Matheus está planejando o que fazer da vida. “É legal viver com o meu padrinho, ele me ajuda para caramba, e agora estamos planejando o que quero fazer daqui para a frente: estou fazendo um projeto de vida, mas os meus planos não estão certos ainda, mas sonho ter minha casa, fazer faculdade e viver viajando!”

Legalmente, Matheus não tem nenhum vínculo com André, mas a convivência é a mesma de uma família. “Mesmo com quase 21 anos, ele precisa de muita orientação e incentivo, pois a vivência tão longa em instituições deixou algumas marcas e ‘inabilidades sociais’. É óbvio que nossa relação precisa ser cuidada todos os dias e nem sempre é fácil, mas, é possível ver que ele fez muitos avanços, além de me respeitar bastante e procurar sempre ouvir o que tenho pra dizer - mesmo que no final ele faça certas coisas do jeito dele.”

André diz que conhece muitos jovens que não tiveram a mesma oportunidade que Matheus ou que não conseguiram sustentar esse tipo de relação. “Os irmãos dele são um exemplo disso, pois hoje um tem 18 e outro tem 19, mas acabaram por trilhar outros caminhos.”

O que diz o ECA

Apesar da iniciativa paulista de instalar repúblicas e de histórias como a de Matheus, a realidade não é igual no restante do país, isto porque o próprio Estatuto da Juventude não prevê essas repúblicas como obrigatórias, destaca o advogado Ariel de Castro Alves, especialista em direitos da infância e juventude, membro do Instituto Nacional do Direito da Criança e do Adolescente.

“A legislação é falha ao não obrigar os municípios a manterem repúblicas para jovens. Eles têm direito previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de ficar nos abrigos até completar 18 anos. Depois acabam sendo excluídos dos serviços de acolhimento e ficam sem qualquer apoio. Todo investimento feito para manter essas crianças e adolescentes dignamente e protegidas nos serviços de acolhimento cai por terra quando são expulsos aos 18 anos dos abrigos. Muitos vão morar nas ruas, outros se envolvem com drogas e crimes e acabam no sistema prisional,”

Para o advogado, são necessárias intervenções e programas sociais que preparem os adolescentes para a emancipação econômica e social e para a autonomia enquanto ainda estão nos abrigos. “Por meio da escolarização, profissionalização, ensino técnico, formação profissional, bolsas de estudos, programas de estágio e aprendizagem. Há também necessidade de trabalhos de reaproximação deles com suas famílias de origem ou com famílias extensas, como avós e tios, ou a inclusão deles em programas de apadrinhamento.”

Na opinião do especialista, o auxílio emergencial adotado na pandemia deveria ser uma política pública permanente de renda básica para jovens egressos de serviços de acolhimento. “Esses jovens deveriam ser incluídos como prioritários para receber o auxílio, isso ajudaria a diminuir a população de rua e do sistema prisional.”

Direito à moradia

Um projeto de lei do Senado, o PL 507/2018, cria a Política de Atendimento ao Jovem Desligado de Instituições de Acolhimento, um serviço de apoio para organizar moradias, nos moldes das repúblicas de estudantes universitários, destinadas a jovens de 18 a 21 anos que precisaram deixar o serviço de acolhimento de adolescentes e que estejam em situação de vulnerabilidade.

De acordo com o projeto, elaborado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos, encerrada em 2018, essas repúblicas deverão acolher, separadamente, os jovens do sexo masculino e feminino acima de 18 anos impossibilitados de retornar à família de origem ou de ser acolhidos por família substituta. Também vão abrigar aqueles sem condições de prover o próprio sustento.

As repúblicas serão localizadas em áreas residenciais, seguindo o padrão socioeconômico da comunidade em que estiverem inseridas. O esquema de funcionamento da casa deverá buscar a construção da autonomia pessoal dos jovens, com desenvolvimento da autogestão, autossustentação e independência.

O texto também determina o incentivo à participação dos jovens em atividades culturais, artísticas, esportivas, de aceleração de aprendizagem e cursos profissionalizante para a inserção no mercado de trabalho.

O PL foi recebido pelo senador Paulo Paim (PT-RS), relator na Comissão de Direitos Humanos, com voto favorável à aprovação. Desde novembro de 2020, o PL está pronto para entrar na pauta na comissão.

CGU realiza encontro virtual sobre enfrentamento à COVID-19 e participação social Objetivo é promover a construção de uma rede de troca de conhecimentos e de práticas sobre transparência e controle social, com foco em experiências das organizações da sociedade civil

 AControladoria-Geral da União (CGU) realizará, no dia 10 de março, por meio da plataforma Teams, o primeiro encontro virtual, em 2021, do projeto “Diálogos em Controle Social”, criado pelo órgão para promover o debate de assuntos afetos à transparência e ao controle social. O tema abordado será “O enfrentamento à COVID-19 e a participação social”.

O diálogo acontecerá entre o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernando Pigatto, o presidente Nacional da Central Única das Favelas (CUFA), Preto Zezé, e o coordenador de Integração Estratégica da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ/Brasília), Wagner Martins. O evento será gratuito e, para participar, basta acessar o link abaixo no dia e horário marcados. 


Além desse encontro, o projeto contará com lives temáticas interativas mensais ao longo deste ano com representantes de organizações da sociedade civil e especialistas com experiência no desenvolvimento de ações voltadas à transparência, ao controle social ou temáticas afins. O objetivo da iniciativa é promover a construção de uma rede de troca de conhecimentos e de práticas sobre os assuntos, com foco em experiências das organizações da sociedade civil. 

Durante os encontros, os participantes poderão definir ações coletivas ou atividades por organização, a partir das demandas e pautas identificadas durante as lives ou no conjunto delas. Isso consiste na possibilidade de criação de um campo de diálogo, articulação e corresponsabilização das organizações para o desenvolvimento de projetos comuns.  

Nas sessões virtuais, os expectadores poderão interagir, apresentando perguntas, comentários ou sugestões. 

A CGU divulgará, nos canais de comunicação do órgão, os temas e os dias das lives, que ocorrerão mensalmente, sempre na segunda quarta-feira de cada mês. Os encontros serão gravados e disponibilizados posteriormente no site da CGU. 

SERVIÇO
Diálogos em Controle Social
Tema: “O enfrentamento à COVID-19 e a participação social”
Dia: 10 de março de 2021
Horário: 15h

sábado, 23 de maio de 2020

Registro do I Encontro de Nações, realizado em 1981. O primeiro à esquerda é o professor Vivaldo da Costa Lima e a última à direita Mãe Olga de Alaketo. Foto: Cedoc A Tarde...1981 Salvador Bahia...





Registro do I Encontro de Nações, realizado em 1981. O primeiro à esquerda é o professor Vivaldo da Costa Lima e a última à direita Mãe Olga de Alaketo. Foto: Cedoc A Tarde...1981 Salvador Bahia...






II Conferência Mundial da Tradição dos Orixás e Cultura foi realizada no ano de 1983, na cidade de Salvador, Bahia.
"Peter Fry, Em texto a respeito da II Conferência Mundial da Tradição dos Orixás e Cultura, ocorrida em Salvador, em 1983, o autor[29] comenta documento, assinado pela Iyalorixá Mãe Stella de Oxóssi, do Ilê Axé Opô Afonjá, uma das mais importantes mães-de-santo baianas que lideraram movimento contra o sincretismo, segundo o qual, se o catolicismo foi útil aos escravos, hoje os praticantes da religião dos orixás, que têm liturgia e doutrina próprias, não necessitam mais desse disfarce. Para Peter Fry (1984, p. 40), a polêmica demonstra que “o conceito de ‘pureza’ e o seu oposto, a ‘mistura’ ou o ‘sincretismo’ são sempre construções essencialmente sociais e tendem a aparecer em ocasião de disputa de poder e hegemonia”. O autor conclui que o sincretismo religioso remete a uma discussão mais ampla sobre o pensamento brasileiro em relação ao negro e à sua cultura." Sergio F. Ferretti...







Membros das religiões afro-brasileiras  vão realizar, a   partir da próxima terça-feira (amanhã, dia 24), mais uma edição de um evento marcante: o III Encontro de Nações de Candomblé. Realizada pela primeira vez em 1981, a reunião este ano tem a novidade de contar com a representação das tradições de outra regiões da Bahia, como o jarê e  o pegi, originários da Chapada Diamantina e Jacobina, respectivamente. De forma simultânea vai acontecer o I Simpósio de Estudos da Religião Afro-Brasileira. Os eventos serão na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no Terreiro de Jesus.
O simpósio  apresentará  estudos do Programa de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos da Ufba, sediado no Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao), instituição promotora das duas iniciativas. “O encontro ganhou uma dimensão que está nos surpreendendo”,  diz Márcia Souza que, ao lado de Lindinalva Barbosa e dos doutores em antropologia Cláudio Pereira e Jeferson Bacelar, forma a comissão organizadora.
“Será um espaço onde os religiosos de matriz africana vão atualizar as discussões de interesse e ter notícias da diversidade que caracteriza a prática religiosa”, aponta Lindinalva Barbosa. Ela também destaca a presença de jovens pesquisadores no simpósio. “O interessante é que muitos deles também são de candomblé”, completa. Para  Jeferson Bacelar, será a oportunidade de perceber como o candomblé está lidando com questões atuais.
“O candomblé tem uma dinâmica muito interessante, tanto interna como externa. Mesmo mantendo  tradições, ele precisa dialogar com o moderno”, diz. Homenagem Escolhido para ser homenageado, o doutor em antropologia e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Júlio Braga, vai realizar uma palestra intitulada O Antropólogo na Encruzilhada, tema de um dos livros dele.
“É uma reflexão a partir de uma pergunta que sempre me faziam. As pessoas consideram contradição pesquisar a religião que se professa. Cada vez que me perguntavam sobre isso tinha vontade de xingar. Para não fazê-lo, preferir escrever”, conta Braga, em meio a gargalhadas. Ele tem extensa produção sobre o candomblé, inclusive livros que se tornaram clássicos, como O  Jogo de Búzios .
A saudação inicial aos dois eventos será feita pela ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, Mãe Stella de Oxóssi. Já a conferência de abertura do simpósio terá Vagner Gonçalves como palestrante. [veja entrevista com o estudioso na página ao lado]. Para participar é necessário fazer inscrição no Ceao, que fica no Largo 2 de Julho. A inscrição custa R$  20 (estudante) e R$ 30 (público em geral). Para ver a programação acesse www.ceao.ufba.br
Povo de Santo não foge à discussão
O I Encontro de Nações de Candomblé, realizado em 1981, nasceu da ideia de um curso de extensão sobre as religiões afro-brasileiras.  Na primeira edição, já foi comemorada a participação de representantes da nação angola que foi pouco mencionada nos estudos clássicos. A palestra de abertura do encontro foi feita pelo antropólogo Vivaldo da Costa Lima, autor do texto clássico sobre o uso do conceito de nação para definir as tradições do candomblé. Os demais  palestrantes foram escolhidos a partir de sugestões do  povo de santo. O patrono foi o orixá Ogum. O segundo encontro foi realizado em 1995 e teve como patrono o orixá Oxóssi. Esse ano, Xangô foi escolhido como o regente do evento.
A reunião para discutir as tradições é uma prática antiga no candomblé baiano. Mesmo quando a organização parte de pesquisadores, o povo de santo deixa uma marca muito forte. Manifesto Foi assim no II Congresso Afro-Brasileiro. Sediado em Salvador, o congresso foi organizado por Édison Carneiro, Aydamo Couto Ferraz e Reginaldo Guimarães, em 1937, mas não teria acontecido sem a colaboração do babalaô Martiniano do Bonfim, e contou com um texto de Mãe Aninha sobre culinária ritual.  De 17 a 23 de julho de 1983, foi realizada na capital baiana a II Conferência Mundial da Tradição Orixá e Cultura. O evento gerou um manifesto, liderado por Mãe Stella, defendendo a autoafirmação do candomblé como religião.








domingo, 2 de fevereiro de 2020

FANTASIAR DE NEGRO "BLACK FACE É CRIME"

Foram divulgadas, mostrando o líder canadense com o rosto pintado de preto em pelo menos duas outras ocasiões.
Ma por que o blackface é considerado racista?

A origem do 'blackface'

blackface é uma prática que tem pelo menos 200 anos. Acredita-se que ela tenha se iniciado por volta de 1830 em Nova York.
Mas não se trata apenas de pintar a pele de cor diferente.

Os atores do The Black and White Minstrel Show
Image captionA BBC tinha um show que mostrava atores pintados de preto. O programa durou 20 anos, sendo encerrado em 1978

Era uma prática na qual pessoas negras eram ridicularizadas para o entretenimento de brancos. Estereótipos negativos vinham associados às piadas, principalmente nos Estados Unidos e na Europa.
No século 19, atores brancos usavam tinta para pintar os rostos de preto em espetáculos humorísticos, se comportando de forma exagerada para ilustrar comportamentos que os brancos associavam aos negros. Também ridicularizavam os sotaques dos personagens que incorporavam nas peças.
Isso surgiu numa época em que os negros nem eram autorizados a subir nos palcos e atuar, por causa da cor da pele.
Mesmo no século 20, era muito raro atores negros receberem posição de destaque. Papéis que exigiam uma aparência africana ou asiática eram frequentemente desempenhados por atores brancos usando blackface , ou seja, com a pele tingida.

Image copyrightBRITISH HOME ENTERTAINMENTLaurence Olivier
Image captionUm dos atores britânicos mais famosos, Laurence Olivier, usou 'blackface' para interpretar Otelo, de Shakespeare, em 1965

A prática continuou em programas de TV e no teatro por boa parte do século 20. A BBC mesmo teve por 20 anos, entre 1958 e 1978, um programa que usava blackface .
O show, que se chamava The Black and White Minstrel Show, era extremamente popular, com uma audiência que chegou a atingir 16 milhões de pessoas.
O programa ganhou o prestigioso prêmio Golden Rose of Montreux, em 1961.
Conforme movimentos antirracistas foram crescendo, o blackface foi sendo eliminado do entretenimento e, atualmente, é algo visto como vergonhoso e lamentável.
Mas isso não impediu que a prática ainda fosse usada por algumas pessoas.

Por que é ofensivo?

blackface é ofensivo porque prega estereótipos negativos sobre negros. Surgiu nos Estados Unidos para entreter audiências brancas às custas de um grupo minoritário que lutava por seus direitos civis após séculos de escravidão.
"O blackface tem raízes no racismo, que está ligado ao medo de pessoas negras e à ridicularização delas", diz Kehinge Andrews, da Birmingham City University, no Reino Unido.
"É um problema racial de longa data na Europa. Você percebe desde os tempos de Shakespeare a figura dos brancos escurecendo a pele."

Image copyrightAFP
Image captionA Holanda tem costume de usar 'blakcface' num festival anual para criar o personagem Black Pete, que acompanha o Papai Noel

As interpretações feitas com uso de blackface em shows e programas populares eram normalmente imprecisas e profundamente ofensivas, mas muitos brancos enxergavam — e ainda enxergam — como uma forma aceitável de entretenimento.
Esse gênero de comédia, no entanto, tem sido publicamente acusado de racismo há décadas. O movimento Campanha Contra a Discriminação Racial, do Reino Unido, enviou em 1967 uma petição contra o programa da BBC que usava atores com rostos pintados de preto.
A BBC inicialmente acolheu os pedidos e os cantores chegaram a se apresentar sem maquiagem por um ano. Mas o programa voltou ao seu formato original e durou mais 10 anos.

Outros exemplos recentes


Image copyrightKATY PERRY COLLECTIONS
Image captionSapatos com rosto da marca Katy Perry foram considerados racistas

Neste ano, a cantora Katy Perry decidiu retirar dois sapatos de uma coleção de calçados da sua marca após várias pessoas reclamarem que o design era racista.
Os críticos disseram que os saptos pareciam images de blackface, com o uso de couro preto, lábios vermelhos e olhos azuis.

Image copyrightGETTY IMAGESKaty Perry.
Image captionKaty Perry has said that she never meant to cause anybody any pain

A cantora disse que ficou triste com o ocorrido e garantiu que nunca teve a intenção de ofender.
Em dezembro de 2017, o jogador de futebol Antoine Griezmann foi criticado por pintar a pele e se vestir como um jogador negro de basquete.

Image copyrightGETTY IMAGESAntoine Griezmann
Image captionJogador francês se pintou de preto para personificar um jogador negro de basquete

Griezmann inicialmente defendeu a sua decisão dizendo que era um tributo ao time de basquete Harlem Globetrotters. Mas, depois, retirou a fotografia da internet e pediu desculpas.

Image copyrightAFP/GETTY IMAGESGigi Hadid
Image captionA modelo Gigi Hadid pediu desculpas depois de aparecer excessivamente bronzeada na capa de uma revista

Em maio de 2018, a modelo Gigi Hadid pediu desculpas depois de sair na capa de uma revista tão excessivamente bronzeada com o uso de maquiagem a ponto de ser acusada de praticar blackface .
A Vogue Itália respondeu à crítica. "Nós entendemos que o resultado provocou debate entre nossos leitores e pedimos sinceras desculpas se causamos ofensas."
Muitos acreditam que várias pessoas que praticaram blackface não tiveram a intenção de ofender ou de serem racistas. Mas os críticos dizem que o fato de desconhecer a dolorosa e vergonhosa história do blackface não pode ser usado como desculpa.



"O uso do blackface é uma prática ultrapassada que raramente é vista nos dias de hoje, o que demonstra que a atitude do público evoluiu e que a representação cruel de pessoas negras deve ser considerada inaceitável", disse à BBC News Ben Holmann, integrante da organização não governamental Dê Cartão Vermelho ao Racismo.
Fonte: BBC

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