Margareth Grilo - Repórter especial
Nos
últimos dez anos, Natal perdeu cerca de 30% de sua cobertura vegetal,
principalmente na região leste de Natal, segundo informações do
Laboratório de Biotecnologia e Conservação de Espécies Nativas, da UFRN.
Tem hoje, menos verde e mais 'ilhas de calor', agravada pela
verticalização na expansão urbana. Essa realidade poderia ser outra se a
Prefeitura de Natal tivesse executado na íntegra o Plano Diretor de
Arborização de Natal, elaborado desde 2007.
Em março de 2009, a
prefeitura chegou a anunciar o início do plano e fechou contrato de R$
300 mil com a empresa paulista Aerocarta. Ela seria responsável por
produzir um inventário florístico; apontar diretrizes para o plano de
arborização e executá-lo - ou seja, fazer o plantio de mudas nas áreas
apontadas como as mais carentes de cobertura vegetal. Na época, o então
titular da Semurb, Kalazans Bezerra, chegou anunciar um plantio
planejado de 800 mil mudas em cinco anos.
O plano de arborização
seria executado em um ano, dos quais seis meses dedicados ao inventário.
Dois anos depois, menos de 20% do que estava previsto na primeira etapa
- o inventário - chegou a ser feito. Dos 36 bairros da cidade, apenas
três, da zona sul - Capim Macio, Ponta Negra e Mirassol -, tiveram o
inventário de vegetação concluído. Em outros dois - Candelária e Pitimbu
- o levantamento está por concluir.
O inventário iria dizer
quantas árvores têm em Natal, onde elas estão localizadas e qual a
condição de saúde de cada uma. Além de catalogadas, com detalhes da
espécie, altura, dimensão da copa e condições fitossanitária, as árvores
foram mapeadas pelo sistema de georeferenciamento (GPS). No caso dos
três bairros da zona sul já concluídos, o georeferenciamento deverá ser
refeito, porque apresenta falhas de localização.
Frankie Marcone
A urbanização da João Medeiros Filho não contemplou o verde
A
informação é do secretário adjunto de Meio Ambiente e Urbanismo,
Eugênio Bezerra. Ele anunciou que a Semurb não manterá o contrato com a
Aerocarta. "Vamos consertar esses três bairros e refazer os dois em
aberto. Depois vamos faremos o distrato do contrato", anunciou Bezerra. A
previsão, segundo ele, é que a partir de março, a Semurb assuma o
trabalho.
Para isso, o órgão precisa formar uma equipe técnica
para orientar o trabalho de campo e fazer a contratação de dez
estagiários, que, segundo Bezerra, já foram selecionados. O secretário
adjunto da Semurb nega falta de planejamento e de fiscalização. "Foi uma
opção administrativa que, infelizmente, não deu certo, mas não por
responsabilidade da Semurb".
O atraso aconteceu, explicou o
adjunto, porque a empresa contratada "subdimensionou o volume de
trabalho e de recursos necessários" e não teve condições de executar o
serviço no tempo previsto. "Presença e fiscalização da Semurb não
faltaram. Eles tiveram alguns problemas e não conseguiram executar o
trabalho de campo", explicou.
A Semurb, à época, chegou a ceder
carro e estagiários. O plano estava sendo coordenado pelo professor
Magdi Aloufa, coordenador do Laboratório de Biotecnologia e Conservação
de Espécies Nativas, da UFRN. A versão dele para a suspensão do trabalho
entre março e abril de 2010 é outra. O motivo teria sido o atraso no
repasse do convênio com a Aerocarta.
Parte do valor ia para
pagamento de 20 bolsistas agregados ao trabalho. "Por várias vezes
comunicamos à Semurb, mas o atraso permaneceu e os bolsistas não tiveram
mais condições de continuar", explicou Aloufa. "Até hoje, o pagamento
das bolsas está em atraso", reclamou. Ele disse que está disposto a
continuar o trabalho, desde que as condições de financiamento do
trabalhos sejam adequadas.
Ele reconhece que houve falhas, mas
garantiu que entregará o inventário dos cinco bairros, sem erros.
"Podemos rever e colocar as informações nos padrões exigidos". Eugênio
Bezerra disse que o pagamento das bolsas não era responsabilidade da
Semurb. "Estava no contrato entre ele [Aloufa] e a Aerocarta. E até onde
sei, a Aerocarta repassou os valores pra ele. Só não foi pago a parte
que não atestamos, que foi a relativa aos cinco bairros". Cada um dos
alunos do projeto recebia bolsa mensal de R$ 400,00.
Até o
momento, a empresa recebeu 20% do valor do contrato, o equivalente a R$
60 mil, referente ao plano de trabalho. O restante do pagamento estava
previsto da seguinte forma: 15%, por região administrativa da cidade,
com inventário concluído, num total de 60%, e outros 20% a empresa
receberia quando da entrega do relatório final. Agora, a prefeitura,
segundo o secretário adjunto, aguarda a entrega do inventário de
Candelária e Pitimbu para avaliar o valor a ser pago à empresa.
"Vamos
receber esses cinco bairros, oficialmente, e avaliar de acordo com os
índices estabelecidos no contrato", afirmou. A reportagem da TRIBUNA DO
NORTE tentou contato, por telefone, com a empresa Aerocarta, mas não
obteve sucesso.
Zonas Leste e Sul são as que mais perdem árvoresAs
regiões Leste e Sul de Natal foram as que mais perderam cobertura
vegetal, na última década. Bairros como Petrópolis, Ribeira, Cidade Alta
e Tirol estão hoje mais para "ilhas de calor' do que para grandes
jardina, como eram até meados do século passado. São as regiões, segundo
Magdi Aloufa, onde se tem a maior escassez de áreas para plantio.
Segundo a promotora Rossana Sudário a Prefeitura de Natal já foi
alertada quanto à necessidade de conseguir terrenos para plantio, na
região Leste da cidade. San Vale, que teve grande expansão urbana, nos
últimos dez anos, diz a promotora, é outra área que merece atenção. A
Prefeitura de Natal aposta em parceria com a iniciativa privada para
viabilizar a arborização e manutenção das áreas verdes em toda a cidade.
Segundo Cláudio Porpino, a Semsur está procurando reforçar as parcerias
do 'Adote o Verde'. O programa "Adote o Verde" é uma parceria com a
iniciativa privada, que ao adotar um canteiro ou área verde, passa a se
responsabilizar pela sua manutenção.
Outra aposta é a Lei
289/2011, regulamentada em setembro/2011, e que estabelece o plantio de
uma muda a cada dois carros zero km vendidos em Natal. As
concessionárias devem entregar até final deste mês o balanço de vendas
de outubro, novembro e dezembro e os projetos de plantio. Caberá à
Semurb fiscalizar e indicar as áreas e espécies que devem ser plantadas.
Em média, 1.200 carros são vendidos, por mês, pelas
concessionárias de Natal. A lei obriga as concessionárias a fazerem a
manutenção das áreas onde fazem o plantio, por dois anos. Segundo
Eugênio Bezerra, a Semurb distribuiu cerca de 2 mil mudas em 2011, com
plantio no Parque da Cidade; em áreas verdes e praças; em escolas e em
vários canteiros. Ele citou plantio nos bairros dos Guarapes e Cidade da
Esperança. Em um dos canteiros, o da avenida Mor Gouveia, as sete mudas
plantadas estão morrendo, por falta de cuidado e tratamento. Isso
acontece, pouco mais de três meses depois do plantio. O que se vê são
folhas queimadas pelo sol e galhos secos. As plantas não recebem sequer
aguação. No pé de uma das mudas, o lixo se acumula.
Sem estrtura, alguns canteiros de natal estão abandonadosOs
dados do inventário que chegaram até à Semurb, segundo a chefe do
Núcleo de Arborização, Vera Lúcia Filgueira, apontam para a existência
de 2.500 árvores nos bairros de Ponta Negra, Capim Macio e Mirassol.
Parte delas, apresenta infestação por cupim e formiga, o que, segundo
ela, pode ser tratado. A situação foi confirmada em vistoria do órgão,
no ano passado. O responsável pelo diagnóstico florístico, Magdi Aloufa,
disse que "se percebe que a prefeitura não teve cuidado suficiente.
Basta dizer que a grande maioria das árvores, nos cinco bairros que
visitamos, apresenta doenças patogênicas". O levantamento nos cinco
bairros mostra pouca diversidade de espécies, com destaque para árvores
exóticas. Eugênio Bezerra admitiu a falta de manutenção, nos
canteiros, onde o órgão faz plantio. "Realmente não temos feito porque a
Semurb não tem estrutura. Não temos carro-pipa, nem mão-de-obra
suficiente; então fica à cargo da Semsur", justificou. O secretário
municipal de Serviços Urbanos, Cláudio Porpino, confirmou que as ações
não chegam a toda a cidade. "Fazemos o máximo em favor da cidade, mas é
impossível com a estrutura que temos chegar em todos os lugares".
Promotora cobra implantação do plano de arborizaçãoA
promotora do Meio Ambiente, Rossana Sudário, quer urgência na execução
do plano de arborização de Natal. Na prática, desde o acordo firmado
entre o MPE e a Prefeitura de Natal, em 2003, em decorrência de uma Ação
Civil Pública, praticamente nada avançou. O acordo previa a produção do
inventário florístico e a execução do plano de arborização. "Nós
insistimos para ter um plano e fico impressionada com a falta de
compromisso e de sensibilidade ambiental dos gestores. Pensei que com o
Partido Verde a situação iria melhorar, mas nada", afirmou. Ao ser
informada sobre a atual situação do plano de arborização de Natal, pela
reportagem da TN, a promotora convocou o município de Natal para uma
audiência no dia 30 deste mês. "Natal tem hoje o que chamamos de 'ilhas
de calor'; tem um nível de radiação muito forte e são as arvores que nos
protegem", destacou. A promotora lamentou que a Prefeitura de Natal não
cuide sequer das árvores que já existem na cidade. "Se tem cupins é
porque a prefeitura não cuida. O descumprimento do acordo gera, segundo a
promotora, multa diária de R$ 500,00, mas não está sendo cobrada. "Não
vou tirar dinheiro de Natal. Quero que o plano seja implantado".
Margareth Grilo - Repórter especial
Nos
últimos dez anos, Natal perdeu cerca de 30% de sua cobertura vegetal,
principalmente na região leste de Natal, segundo informações do
Laboratório de Biotecnologia e Conservação de Espécies Nativas, da UFRN.
Tem hoje, menos verde e mais 'ilhas de calor', agravada pela
verticalização na expansão urbana. Essa realidade poderia ser outra se a
Prefeitura de Natal tivesse executado na íntegra o Plano Diretor de
Arborização de Natal, elaborado desde 2007.
Em março de 2009, a
prefeitura chegou a anunciar o início do plano e fechou contrato de R$
300 mil com a empresa paulista Aerocarta. Ela seria responsável por
produzir um inventário florístico; apontar diretrizes para o plano de
arborização e executá-lo - ou seja, fazer o plantio de mudas nas áreas
apontadas como as mais carentes de cobertura vegetal. Na época, o então
titular da Semurb, Kalazans Bezerra, chegou anunciar um plantio
planejado de 800 mil mudas em cinco anos.
O plano de arborização
seria executado em um ano, dos quais seis meses dedicados ao inventário.
Dois anos depois, menos de 20% do que estava previsto na primeira etapa
- o inventário - chegou a ser feito. Dos 36 bairros da cidade, apenas
três, da zona sul - Capim Macio, Ponta Negra e Mirassol -, tiveram o
inventário de vegetação concluído. Em outros dois - Candelária e Pitimbu
- o levantamento está por concluir.
O inventário iria dizer
quantas árvores têm em Natal, onde elas estão localizadas e qual a
condição de saúde de cada uma. Além de catalogadas, com detalhes da
espécie, altura, dimensão da copa e condições fitossanitária, as árvores
foram mapeadas pelo sistema de georeferenciamento (GPS). No caso dos
três bairros da zona sul já concluídos, o georeferenciamento deverá ser
refeito, porque apresenta falhas de localização.
Frankie Marcone
A urbanização da João Medeiros Filho não contemplou o verde
A
informação é do secretário adjunto de Meio Ambiente e Urbanismo,
Eugênio Bezerra. Ele anunciou que a Semurb não manterá o contrato com a
Aerocarta. "Vamos consertar esses três bairros e refazer os dois em
aberto. Depois vamos faremos o distrato do contrato", anunciou Bezerra. A
previsão, segundo ele, é que a partir de março, a Semurb assuma o
trabalho.
Para isso, o órgão precisa formar uma equipe técnica
para orientar o trabalho de campo e fazer a contratação de dez
estagiários, que, segundo Bezerra, já foram selecionados. O secretário
adjunto da Semurb nega falta de planejamento e de fiscalização. "Foi uma
opção administrativa que, infelizmente, não deu certo, mas não por
responsabilidade da Semurb".
O atraso aconteceu, explicou o
adjunto, porque a empresa contratada "subdimensionou o volume de
trabalho e de recursos necessários" e não teve condições de executar o
serviço no tempo previsto. "Presença e fiscalização da Semurb não
faltaram. Eles tiveram alguns problemas e não conseguiram executar o
trabalho de campo", explicou.
A Semurb, à época, chegou a ceder
carro e estagiários. O plano estava sendo coordenado pelo professor
Magdi Aloufa, coordenador do Laboratório de Biotecnologia e Conservação
de Espécies Nativas, da UFRN. A versão dele para a suspensão do trabalho
entre março e abril de 2010 é outra. O motivo teria sido o atraso no
repasse do convênio com a Aerocarta.
Parte do valor ia para
pagamento de 20 bolsistas agregados ao trabalho. "Por várias vezes
comunicamos à Semurb, mas o atraso permaneceu e os bolsistas não tiveram
mais condições de continuar", explicou Aloufa. "Até hoje, o pagamento
das bolsas está em atraso", reclamou. Ele disse que está disposto a
continuar o trabalho, desde que as condições de financiamento do
trabalhos sejam adequadas.
Ele reconhece que houve falhas, mas
garantiu que entregará o inventário dos cinco bairros, sem erros.
"Podemos rever e colocar as informações nos padrões exigidos". Eugênio
Bezerra disse que o pagamento das bolsas não era responsabilidade da
Semurb. "Estava no contrato entre ele [Aloufa] e a Aerocarta. E até onde
sei, a Aerocarta repassou os valores pra ele. Só não foi pago a parte
que não atestamos, que foi a relativa aos cinco bairros". Cada um dos
alunos do projeto recebia bolsa mensal de R$ 400,00.
Até o
momento, a empresa recebeu 20% do valor do contrato, o equivalente a R$
60 mil, referente ao plano de trabalho. O restante do pagamento estava
previsto da seguinte forma: 15%, por região administrativa da cidade,
com inventário concluído, num total de 60%, e outros 20% a empresa
receberia quando da entrega do relatório final. Agora, a prefeitura,
segundo o secretário adjunto, aguarda a entrega do inventário de
Candelária e Pitimbu para avaliar o valor a ser pago à empresa.
"Vamos
receber esses cinco bairros, oficialmente, e avaliar de acordo com os
índices estabelecidos no contrato", afirmou. A reportagem da TRIBUNA DO
NORTE tentou contato, por telefone, com a empresa Aerocarta, mas não
obteve sucesso.
Zonas Leste e Sul são as que mais perdem árvoresAs
regiões Leste e Sul de Natal foram as que mais perderam cobertura
vegetal, na última década. Bairros como Petrópolis, Ribeira, Cidade Alta
e Tirol estão hoje mais para "ilhas de calor' do que para grandes
jardina, como eram até meados do século passado. São as regiões, segundo
Magdi Aloufa, onde se tem a maior escassez de áreas para plantio.
Segundo a promotora Rossana Sudário a Prefeitura de Natal já foi
alertada quanto à necessidade de conseguir terrenos para plantio, na
região Leste da cidade. San Vale, que teve grande expansão urbana, nos
últimos dez anos, diz a promotora, é outra área que merece atenção. A
Prefeitura de Natal aposta em parceria com a iniciativa privada para
viabilizar a arborização e manutenção das áreas verdes em toda a cidade.
Segundo Cláudio Porpino, a Semsur está procurando reforçar as parcerias
do 'Adote o Verde'. O programa "Adote o Verde" é uma parceria com a
iniciativa privada, que ao adotar um canteiro ou área verde, passa a se
responsabilizar pela sua manutenção.
Outra aposta é a Lei
289/2011, regulamentada em setembro/2011, e que estabelece o plantio de
uma muda a cada dois carros zero km vendidos em Natal. As
concessionárias devem entregar até final deste mês o balanço de vendas
de outubro, novembro e dezembro e os projetos de plantio. Caberá à
Semurb fiscalizar e indicar as áreas e espécies que devem ser plantadas.
Em média, 1.200 carros são vendidos, por mês, pelas
concessionárias de Natal. A lei obriga as concessionárias a fazerem a
manutenção das áreas onde fazem o plantio, por dois anos. Segundo
Eugênio Bezerra, a Semurb distribuiu cerca de 2 mil mudas em 2011, com
plantio no Parque da Cidade; em áreas verdes e praças; em escolas e em
vários canteiros. Ele citou plantio nos bairros dos Guarapes e Cidade da
Esperança. Em um dos canteiros, o da avenida Mor Gouveia, as sete mudas
plantadas estão morrendo, por falta de cuidado e tratamento. Isso
acontece, pouco mais de três meses depois do plantio. O que se vê são
folhas queimadas pelo sol e galhos secos. As plantas não recebem sequer
aguação. No pé de uma das mudas, o lixo se acumula.
Sem estrtura, alguns canteiros de natal estão abandonadosOs
dados do inventário que chegaram até à Semurb, segundo a chefe do
Núcleo de Arborização, Vera Lúcia Filgueira, apontam para a existência
de 2.500 árvores nos bairros de Ponta Negra, Capim Macio e Mirassol.
Parte delas, apresenta infestação por cupim e formiga, o que, segundo
ela, pode ser tratado. A situação foi confirmada em vistoria do órgão,
no ano passado. O responsável pelo diagnóstico florístico, Magdi Aloufa,
disse que "se percebe que a prefeitura não teve cuidado suficiente.
Basta dizer que a grande maioria das árvores, nos cinco bairros que
visitamos, apresenta doenças patogênicas". O levantamento nos cinco
bairros mostra pouca diversidade de espécies, com destaque para árvores
exóticas. Eugênio Bezerra admitiu a falta de manutenção, nos
canteiros, onde o órgão faz plantio. "Realmente não temos feito porque a
Semurb não tem estrutura. Não temos carro-pipa, nem mão-de-obra
suficiente; então fica à cargo da Semsur", justificou. O secretário
municipal de Serviços Urbanos, Cláudio Porpino, confirmou que as ações
não chegam a toda a cidade. "Fazemos o máximo em favor da cidade, mas é
impossível com a estrutura que temos chegar em todos os lugares".
Promotora cobra implantação do plano de arborizaçãoA
promotora do Meio Ambiente, Rossana Sudário, quer urgência na execução
do plano de arborização de Natal. Na prática, desde o acordo firmado
entre o MPE e a Prefeitura de Natal, em 2003, em decorrência de uma Ação
Civil Pública, praticamente nada avançou. O acordo previa a produção do
inventário florístico e a execução do plano de arborização. "Nós
insistimos para ter um plano e fico impressionada com a falta de
compromisso e de sensibilidade ambiental dos gestores. Pensei que com o
Partido Verde a situação iria melhorar, mas nada", afirmou. Ao ser
informada sobre a atual situação do plano de arborização de Natal, pela
reportagem da TN, a promotora convocou o município de Natal para uma
audiência no dia 30 deste mês. "Natal tem hoje o que chamamos de 'ilhas
de calor'; tem um nível de radiação muito forte e são as arvores que nos
protegem", destacou. A promotora lamentou que a Prefeitura de Natal não
cuide sequer das árvores que já existem na cidade. "Se tem cupins é
porque a prefeitura não cuida. O descumprimento do acordo gera, segundo a
promotora, multa diária de R$ 500,00, mas não está sendo cobrada. "Não
vou tirar dinheiro de Natal. Quero que o plano seja implantado".