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domingo, 9 de janeiro de 2011

fe x capitalização x comercio abra sua igreja

E assim caminha a humanidade....

Mais fácil abrir uma igreja do que um boteco....


O primeiro milagre do heliocentrismo - Jornal "Folha de São Paulo".
Eu, Claudio Angelo, editor de Ciência da Folha, e Rafael Garcia, repórter do jornal, decidimos abrir uma igreja.
Com o auxílio técnico do departamento Jurídico da Folha e do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo Gasparian Advogados, fizemo-lo.
Precisamos apenas de R$ 418,42 em taxas e emolumentos e de cinco dias úteis (não consecutivos) . É tudo muito simples.
Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para criar um culto religioso. Tampouco se exige número mínimo de fiéis.

Com o registro da Igreja Heliocêntrica do Sagrado Evangélio e seu CNPJ, pudemos abrir uma conta bancária na qual realizamos aplicações financeiras isentas de IR e IOF. Mas esses não são os únicos benefícios fiscais da empreitada. Nos termos do artigo 150 da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a todos os impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda ou os serviços relacionados com suas finalidades essenciais, as quais são definidas pelos próprios criadores. Ou seja, se levássemos a coisa adiante, poderíamos nos livrar de IPVA, IPTU, ISS, ITR e vários outros "Is" de bens colocados em nome da igreja.

Há também vantagens extratributárias. Os templos são livres para se organizarem como bem entenderem, o que inclui escolher seus sacerdotes. Uma vez ungidos, eles adquirem privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (já sagrei meus filhos Ian e David ministros religiosos) e direito a prisão especial.


LISTA DE IGREJAS ABERTAS NO BRASIL EM 2010 (até setembro)
- Igreja da Água Abençoada
- Igreja Adventista da Sétima Reforma Divina
- Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder
- Congregação Anti-Blasfêmias
- Igreja Chave do Éden
- Igreja Evangélica de Abominação à Vida Torta (QUE COSA É ESSA?)
- Igreja Batista Incêndio de Bênçãos
- Igreja Batista Ô Glória!
- Congregação Passo para o Futuro
- Igreja Explosão da Fé
- Igreja Pedra Viva
- Comunidade do Coração Reciclado
- Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal
- Cruzada de Emoções
- Igreja C.R.B. (Cortina Repleta de Bênçãos) ????
- Congregação Plena Paz Amando a Todos
- Igreja A Fé de Gideão
- Igreja Aceita a Jesus
- Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém (do Pará?)
- Igreja Evangélica Pentecostal Labareda de Fogo
- Congregação J. A. T. (Jesus Ama a Todos)
- Igreja Evangélica Pentecostal a Última Embarcação Para Cristo (quem perder vai ficar!!!)
- Igreja Pentecostal Uma Porta para a Salvação
- Comunidade Arqueiros de Cristo
- Igreja Automotiva do Fogo Sagrado (ESSE DEVIA TER ABERTO UMA CONCESSIONÁRIA)
- Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo
- Assembléia de Deus do Pai, do Filho e do Espírito Santo
- Igreja Palma da Mão de Cristo
- Igreja Menina dos Olhos de Deus
- Igreja Pentecostal Vale de Bênçãos
- Associação Evangélica Fiel Até Debaixo DÁgua
- Igreja Batista Ponte para o Céu
- Igreja Pentecostal do Fogo Azul
- Comunidade Evangélica Shalom Adonai, Cristo!
- Igreja da Cruz Erguida para o Bem das Almas
- Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade
- Igreja Filho do Varão
- Igreja da Oração Eficiente
- Igreja da Pomba Branca
- Igreja Socorista Evangélica
- Igreja A de Amor
- Cruzada do Poder Pleno e Misteri oso
- Igreja do Amor Maior que Outra Força
- Igreja Dekanthalabassi
- Igreja dos Bons Artifícios
- Igreja Cristo é Show
- Igreja dos Habitantes de Dabir
- Igreja Eu Sou a Porta
- Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo
- Igreja da Bênção Mundial
- Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
- Igreja Barco da Salvação
- Igreja Pentecostal do Pastor Sassá
- Igreja Sinais e Prodígios
- Igreja de Deus da Profecia no Brasil e América do Sul
- Igreja do Manto Branco
- Igreja Caverna de Adulão
- Igreja Este Brasil é Adventista
- Igreja E..T.Q.B (Eu Também Quero a Bênção) (????)
- Igreja Evangélica Florzinha de Jesus
- Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando
- Ministério Eis-me Aqui
- Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia
- Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará
- Igreja de Deus Assembléia dos Anciãos
- Igreja Evangélica Facho de Luz
- Igreja Batista Renovada Lugar Forte
- Igreja Atual dos Últimos Dias
- Igreja Jesus Está Voltando, Prepara-te
- Ministério Apascenta as Minhas Ovelhas
- Igreja Evangélica Bola de Neve
- Igreja Evangélica Adão é o Homem (ALGUÉM TINHA ALGUMA DÚVIDA QUANTO A ISSO?)
- Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado
- Ministério Maravilhas de Deus
- Igreja Evangélica Fonte de Milagres
- Comunidade Porta das O velhas
- Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica (QUE EGOÍSTA)
- Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo
- Igreja Evangélica Luz no Escuro
- Igreja Evangélica O Senhor Vem no Fim (NÃO DÁ PRA CHEGAR UM POUCO MAIS CEDO)
- Igreja Pentecostal Planeta Cristo
- Igreja Evangélica dos Hinos Maravilhosos (????)
- Igreja Evangélica Pentecostal da Bênção Ininterrupta
- Assembléia de Deus Batista A Cobrinha de Moisés
- Assembléia de Deus Fonte Santa em Biscoitão (SENHOR ISSO É HERESIA)
- Igreija Evangélica Muçulmana Javé é Pai (PÔ, ESSE AQUI NÃO TEM NEM NOÇÃO DE RELIGIÃO....)
- Igreja Abre-te-Sésamo
- Igreja Assembléia de Deus Adventista Romaria do Povo de Deus
- Igreja Bailarinas da Valsa Divina
- Igreja Batista Floresta Encantada
- Igreja da Bênção Mundial Pegando Fogo do Poder
- Igreja do Louvre
- Igreja ETQB, Eu Também Quero a Bênção
- Igreja Evangélica Batalha dos Deuses (PENSEI QUE EVANGÉLICOS FOSSEM MONOTEÍSTAS)
- Igreja Evangélica do Pastor Paulo Andrade, O Homem que Vive sem Pecados (é o Cristo em pessoa!!)
- Igreja Evangélica Idolatria ao Deus Maior
- Igreja MTV, Manto da Ternura em Vida
- Igreja Pentecostal Marilyn Monroe (?) (ESSE DEVE TER PREMONIÇÕES HOLLYWOODIANAS)
- Igreja Quadrangular O Mundo É Redondo
- Igreja Pentecostal Trombeta de Deus (Samambaia -DF)
- Igreja Pentecostal Alarido de Deus (Anápolis -GO)
- Igreja pentecostal Esconderijo do Altíssimo (Anápolis -GO) COITADO DO ALTÍSSIMO,VIROU FUGITIVO
- Igreja Batista Coluna de Fogo (Belo Horizonte -MG)
- Igreja de Deus que se Reúne nas Casas (Itaúna -MG)
- Igreja Evangélica Pentecostal a Volta do Grande Rei(Poços de Caldas-MG)
- Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia (Uberlândia -MG)
- Igreja Evangélica a Última Trombeta Soará (Contagem -MG)
- Igreja Evangélica Pentecostal Sinal da Volta de Cristo (Três Lagoas -MS)
- Igreja Evangélica Assembléia dos Primogênitos (João Pessoa -PB)
- Ministério Favos de Mel (Rio de Janeiro -RJ)
- Assembléia de Deus com Doutrinas e sem Costumes (Rio de Janeiro -RJ)

uma metropole inteira encarcerada...

Brasil Encarcerado

Com quase 500 mil presos, o país tem a terceira população carcerária do
mundo, sendo que
um terço está em situação provisória – sem julgamento.

Por Bárbara Mengardo


No Brasil, poucos temas impressionam tanto quanto a situação do sistema
penitenciário. Sua face mais exposta são os presídios sujos,
superlotados e controlados pelo crime organizado que se alastram por
todo o país, mas o que está por trás deles também é igualmente
repugnante: uma justiça lenta, que mantêm muitos na condição de
provisórios e uma sociedade que foi ideologicamente treinada a associar
crime à pobreza, clamando pelo aprisionamento em massa.

Os dados e estatísticas são igualmente impressionantes. O Brasil tem a
terceira maior população carcerária do mundo, quase 500 mil pessoas
segundo o Infopem (Sistema Integrado de Informações Penitenciárias),
perdendo apenas para Estados Unidos e China. Dentro das prisões, ainda
segundo o Sistema, um em cada três presos são provisórios, ou seja,
ainda não tiveram julgamento.


Absurdos já denunciados pela sociedade, como o caso dos contêineres que
serviam como prisões no Espírito Santo, continuam acontecendo em vários
estados do país, sempre fortalecidos pelo discurso de que os que fugiram
ao que é considerado correto não têm direito a cobrar melhores condições
de sobrevivência.

Tal argumento, somado à utilização das cadeias como uma extensão da
política de criminalização da pobreza, cria uma situação que não será
resolvida com a construção de novos presídios, como repetem
insistentemente muitos políticos, mas com uma mudança drástica na
maneira como a sociedade pensa e lida com a questão.

Inimigos do neoliberalismo

Antes de analisar a situação atual, é necessário entender o papel que as
prisões cumprem no
Brasil, partindo primeiramente do objetivo sobre o qual o modelo
utilizado hoje foi criado, no período da Revolução Francesa.

O sociólogo Thiago Rodrigues, professor da Universidade Federal
Fluminense e integrante do Núcleo Sociabilidade Libertária (Nu-Sol) da
PUCSP conta um pouco sobre essa relação: “Esse sistema penitenciário foi
criado por reformistas europeus no início do século XIX como uma
tentativa de humanizar o tratamento ao criminoso. A ideia era tida como
progressista na época, tirar as pessoas que estavam em confronto com a
lei de um tratamento desumano, com maus-tratos, torturas, calabouços, e
transformar a prisão em uma experiência de ressocialização. Antes os
crimes eram punidos desta maneira porque eram crimes contra o monarca.
Se você roubava uma galinha, era a galinha do rei, não da pessoa que
tinha uma galinha no quintal. A ideia de que tudo pertencia ao monarca é
transformada na Revolução Francesa, na qual a ordem pública torna-se um
bem coletivo, que deve ser protegido pelo Estado”.

Neste contexto, fica claro o porquê de a punição escolhida ser a
privação da liberdade: “Em outras sociedades o pior castigo era o
banimento, porque o valor de pertencimento à sociedade era o maior
valor. O escolhido para punir é o avesso do que é mais valorizado. A
sociedade contemporânea, que é de princípio liberal, valoriza a
liberdade do indivíduo como princípio máximo, por isso que a privação da
liberdade seria o castigo máximo, e não pode mais outros castigos”
afirma Thiago.

É desta época que surge a idéia de criar penas proporcionais aos crimes
cometidos, e é forjado o sistema prisional como o conhecemos hoje,
sempre baseado na idéia de que o cárcere é um local voltado para a
ressocialização do criminoso.

Atualmente, entretanto, é impossível dizer que o sistema carcerário
utilizado no Brasil consegue ressocializar quem nele ingressa. Thiago
explica como o modelo por nós utilizado tem servido como uma ferramenta
altamente ideológica: “Há uma série de estudos críticos, pelo menos
desde os anos 60, apontando que a prisão tem sido utilizada como
instrumento de controle social, voltada à captura e separação de uma
parte da sociedade que é considerada perigosa pelos seus hábitos ou do
ponto de vista econômico. A prisão tem sido na prática um instrumento de
repressão”.

No Brasil, é possível perceber claramente o recorte de classe e cor
dentro dos presídios, reflexo claro do processo descrito acima, e há
ainda um segundo marco que podemos traçar na maneira como o Estado lida
com a questão do preso, com a introdução do neoliberalismo, em meados
dos anos 80 e 90.

A advogada Alessandra Teixeira, do Instituto Brasileiro de Ciências
Criminais (IBCCRIM) descreve as mudanças que o neoliberalismo promoveu
no sistema prisional brasileiro: “Nos anos 90, há um endurecimento
penal. É feita uma reforma do código penal, criada a Lei dos Crimes
Hediondos, que é uma lei profundamente inconstitucional, que fere uma
série de direitos, então a gente vive um movimento de supressão de
garantias, também com episódios de violência institucional graves, como
o massacre do Carandiru”.

A lei dos crimes hediondos, criada em 1990 e alterada em 2007, não
permite que uma série de delitos sejam punidos com progressão de regime,
ou seja, o infrator não tem a possibilidade de ingressar no regime
fechado e passar para o semiaberto e aberto, o que é um dos fatores para
o aumento no número de presos nesta época.

Ms. Fr. Marcello J.Rocha Fernandes, Mobosj - Olufam
kiumba Exu Akirijèbó

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A COR DA CULTURA SEPIR/FUTURA/ROBERTO MARINHO E A REDE MANDACARU RN

ESPERAMOS COM MUITO ORGULHO A VINDA DO PROJETO A COR DA CULTURA PARA NOSSA REDE E NOSSOS PARCEIROS AVANTE REDE MANDACARU RN CONTAMOS COM TODOS PARCERIA CANAL FUTURA E FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO SEPIR/MEC E NO RN A REDE MANDACARU RN E TODOS OS SEUS PARCEIROS....
A Cor da Cultura é um projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira por meio de programas audiovisuais, fruto de uma parceria entre o MEC, Fundação Cultural Palmares, Canal Futura, Petrobras e Centro de Informação e Documentação do Artista Negro (CIDAN). Iniciado em 2004, o projeto está apoiado na Lei 10.639/03, que estabelece o ensino da história da África e dos negros nas escolas brasileiras.

Está em sua segunda fase.

O projeto é composto pelos seguintes programas:
HERÓIS DE TODO MUNDO – DVD’s que têm o papel de difundir a história de heróis negros que não constam nos livros de história e que consagram a presença do negro no Brasil, para além do período escravocrata. Cada vídeo tem duração de um minuto e trinta segundos.

MOJUBÁ – DVD’s que mostram a riqueza do patrimônio dos afrodescendentes e sua relação com os movimentos de resgate da cultura local e hábitos atuais do povo brasileiro. São manifestações populares que fazem parte da herança cultural africana que moldou a identidade brasileira por meio de ritos, festas, tradições. São abordadas especialmente a culinária, a literatura e a história.

LIVROS ANIMADOS – Incentivar a leitura e difundir entre crianças e educadores de todo o país lendas e contos africanos e afro-brasileiros, bem como a produção dos principais autores e ilustradores nacionais, por meio de animação da história original e ilustrações dos respectivos livros produzidos recentemente.

NOTA 10 – Consiste em programas de televisão, veiculados pelo Canal Futura, da Fundação Roberto Marinho, voltados a educadores e pais, que apresentam diferentes metodologias de ensino em que são registrados o trabalho de educadores e escolas que participaram do projeto na Fase 1.

Meta
O projeto tem como meta a formação de 3000 multiplicadores das redes de ensino, ONGs e Pontos de Cultura, com repasse de metodologia para seis estados distintos com a reprodução dos kits educativos Amazonas, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Pernambuco.

Resultados da Fase 1
- Implementação em 31 secretarias municipais de educação para o atendimento do ensino fundamental;
- Distribuição de kits para 2 mil instituições participantes;
- Formação de 3 mil educadores nas capacitações;
- 90 mil alunos beneficiados;
- 23 milhões de espectadores por meio do Canal Futura;
- Milhões de espectadores acessaram os conteúdos pela exibição dos programas na TVE, TV Escola, Canal Brasil e TV Salvador.

Resultados originários para além das metas estabelecidas
- Distribuição pelo MEC/ TV Escola de 75 mil caixas de DVDs para escolas públicas com programas A Cor da Cultura;
- Distribuição pelo MEC/Secad de mil kits A Cor da Cultura para escolas-pólo;
- Capacitação customizada para educadores de Educação Infantil (segmento não-previsto no projeto) nas prefeituras de São Luís, Campinas, Santo André e Porto Alegre;
- Capacitação de 80 educadores do Movimento dos Sem Terra (MST) para atender 2.300 escolas públicas;
- Inclusão de educadores de cursos de extensão e de formação de professores na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e na Universidade Federal de Sergipe (UFS);
- Capacitação específica para a Rede Educafro, que gera 80 cursos pré-vestibulares comunitários na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ);
- Distribuição pela TV Globo de 2 mil kits para escolas do projeto Amigos da Escola;
- Capacitação de educadores de todas as 40 escolas da Fundação Bradesco e de 16 escolas Sesi e Senai no Rio de Janeiro.

FIPIR 2010

ESTADOS E MUNICÍPIOS QUE ADERIRAM
AO FÓRUM INTERGOVERNAMENTAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - FIPIR 2010
RN Rio Grande do Norte(13 municípios)
RN Bodó
RN Canguaretama
RN Ceará Mirim
RN Cerro Corá
RN Currais Novos
RN Florânia
RN Ielmo Marinho
RN Lucrécia
RN Macaíba
RN Parelhas
RN Parnamirim
RN Poço Branco
RN São Tomé
fonte: http://www.portaldaigualdade.gov.br/.arquivos/Adesoes%20FIPIR%202010.pdf "publicado pela rede mandacaru rn"

sábado, 8 de janeiro de 2011

disque defesa homosexual

O DDH - Disque Defesa Homossexual recebe denúncias por telefone de quaiquer violências cometidas o público LGBT. É também um espaço para a escuta, orientação e encaminhamento de gays, lésbicas, travestis e transexuais para os serviços que necessitem. A ligação é gratuita e a pessoa não precisa se identificar. Atende todo o Rio Grande do Norte. O DDH funciona na Av. Hermes da Fonseca, 1174, Tirol, no prédio da Coordenadoria da Defesa dos Direitos da Mulher e das Minorias na Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social.


O DDH é um mecanismo de segurança através do qual a população homossexual pode mobilizar o sistema de segurança em seu favor. É um espaço de diálogo entre a Secretaria de Segurança pública com a comunidade LGBT. Ele tem como suporte um serviço social que auxilia as vítimas de violência no seu contato com os serviços policiais, garantindo o o seu atendimento humanizado, eficiente e eficaz na estrutura da segurança. Principalmente as travestis e transexuais temem ser vítimas de violência institucional, e acabam não denunciando os crimes dos quais são vítimas. Para ajudá-las na busca por seus direitos o serviço social do DDH acompanha essas vítimas äs Delegacias de Polícia, ITEP, ou onde seja necessário para garantir seu bom atendimento.


O Disque Defesa Homossexual foi criado pelo Decreto Estadual n.º 8.225 de 12 de agosto de 2002. Pretende promover a cidadania homossexual através da disponibilização de um número gratuito, onde a população homossexual possa fazer suas denúncias, sem ônus, e sem o risco de se sentir discriminada. Pretende também oferecer um espaço de referência para que a população homossexual possa ser ouvida e orientada acerca de seus direitos, por profissionais capacitados para esse fim.


Todo o seu trabalho é norteado pelas diretrizes do Plano Nacional de Segurança Pública, do Programa Nacional de Direitos Humanos e do Programa Brasil sem Homofobia. Segundo o Plano Nacional de Segurança Pública “É fundamental traçar políticas de segurança para minorias porque a valorização da diferença dentro de uma sociedade e o combate à intolerância são um sinal evidente de civilização” (pg. 65, PNSP).



DOS CRIMES CONTRA OS HOMOSSEXUAIS


Apesar do destaque que os assassinatos ganham na mídia eles representam apenas uma pequena parcela dos crimes homofóbicos. “A grande maioria dos crimes homofóbicos são as agressões morais e psicológicas, seguidas das extorsões e violência física” explica a delegada Rossana Pinheiro, que responde pela CODIMM (Coordenadoria das Mulheres e Minorias), órgão estadual que trata dos crimes homofóbicos.

De acordo com a delegada Rossana, o maior desafio em lidar com crimes homofóbicos e que “eles são invisíveis nas estatísticas”. Ela afirma, ainda, que a determinação dos homossexuais em esconder da sociedade e das autoridades a sua orientação sexual é um complicador. “Isso atrapalha as investigações, incentiva o crime e contribui pra impunidade. Sei que é difícil mas seria muito melhor que eles assumissem publicamente sua sexualidade. Assim eles estariam menos vulneráveis” alerta a coordenadora, que através da CODIMM, mantêm um serviço de denuncia de crimes homofóbicos, o Disque- Defesa Homossexual. O serviço pode ser acessado e a ligação é gratuita pelo número:

0800-281-1314

FONTES:
Pinheiro, Rossana. Relatório DDH

SAUDE JA....

Natal está sob alto risco de dengue
Publicação: 08 de Janeiro de 2011 às 00:00


O município de Natal apresenta risco “muito alto” de apresentar surto de dengue em 2011. O alerta está no mapa de vulnerabilidade elaborado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesap). O documento só será divulgado após reunião com o novo secretário de Saúde, Domício Arruda, o que deve ocorrer na próxima semana. No Levantamento Rápido de Índices de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), estudo apresentado pela Sesap no início de dezembro do ano passado, um terço dos municípios Estado tem risco de apresentar surto de dengue em 2011. À época, a capital estava em “situação de alerta”.

aldair dantasLúcia de Fátima afirma que secretário receberá informaçõesLúcia de Fátima afirma que secretário receberá informações
Apesar disso, o Rio Grande do Norte não foi incluído na lista da Caravana da Dengue – espécie de mutirão que será realizado em janeiro e fevereiro pelo Ministério da Saúde. De acordo com a assessoria do órgão, a lista não é definitiva e pode ser alterada até o fim da próxima semana.

O LIRAa detectou infestação superior a 4% nas amostras coletadas em 51 municípios do estado, o que indica risco iminente de surto. Em 58 municípios, 1% a 3,9% das amostras estavam infectadas, caracterizando situação de alerta.

O mapa de vulnerabilidade é mais fidedigno que o LIRAa porque a densidade demográfica, o histórico de infestação entre 2000 e 2010 e a infestação entre outubro e novembro foram incluídos na análise. Ele classifica os municípios em risco baixo, moderado, alto e muito alto de surto de dengue.

“Não posso mostrar o mapa agora porque seria antiético, já que o novo secretário ainda não o viu”, desculpou-se Lúcia de Fátima, que integra a equipe de técnica responsável pela dengue da Sesap.

É sabido, no entanto, que a situação do Rio Grande do Norte piorou muito no último ano. Em 2010 foram notificados 8.344 casos, dos quais 1.505 seriam confirmados ao longo do ano. As três últimas semanas ainda não estão incluídas. Em 2009, eram 3.817 notificados e 389 confirmados. Os casos suspeitos de dengue hemorrágica aumentou de 76 para 424 nos dois últimos anos. Felizmente, o número de mortes confirmadas caiu de cinco para três.

O plano estadual de prevenção e combate à dengue de 2011 – instrumento que orienta as ações da Sesap, será elaborado a partir do mapa de vulnerabilidade com a equipe que assume a Sesap. A nova coordenadora da equipe de combate à dengue ainda não foi definida, e a antiga, Kristiane Fialho, está em recesso.

SMS atende recomendação do MP e altera horário dos agentes

A prefeitura de Natal acatou a orientação do Ministério Público e os Agentes Comunitários de Saúde deverão passar a trabalhar oito horas ainda em janeiro. Eles cumpriam expediente corrido de seis horas.

Para o secretário de Saúde, Thiago Trindade, a medida não implicará em melhoria no serviço dos agentes. “Sou muito simpático ao horário corrido, porque não acredito que o tipo de trabalho deles – expostos ao sol, aplicando larvicida, e passando por todo tipo de situação inusitada – será mais produtivo se aumentar a carga horária”, disse, por telefone.

A Prefeitura decidiu pelo horário corrido depois de um aumento no salário dos agentes, em julho de 2009. De acordo com a Secretaria de Saúde, um agente de saúde ganha em média R$ 1.235 por mês, contados salário-base, adicional de insalubridade e produtividade. O objetivo era economizar nos vales-transporte e vales-alimentação. A secretaria está fazendo um levantamento do impacto financeiro da mudança e deverá apresentá-lo ao Ministério Público no início da próxima semana. “Essa será uma fase de testes. Se for comprovado que o horário maior não aumenta a produtividade, nós voltamos ao horário corrido”, avaliou o secretário.

Os agentes comunitários de saúde são uns dos atores mais importantes no combate à disseminação da dengue. De acordo com Thiago Trindade, “cerca de 600” agentes trabalham aplicando larvicidas nas casas. A região Oeste apresenta a situação mais crítica.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

REDE MANDACARU RN EM AÇÃOPARTICIPA DE CURSO NACIONAL DE FORMAÇÃO EM PROJETOS CULTURAIS DO MINC/DF -FGV

DA ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA DO PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM PROJETOS CULTURAIS
CAPÍTULO I
DO PLANEJAMENTO
Art. 4. O Programa de Capacitação em Projetos Culturais é uma iniciativa da Secretaria
de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (MinC), em parceria
com a Secretaria de Políticas Culturais do MinC, o Serviço Social da Indústria
(SESI) e o Itaú Cultural (IC). O Programa é gratuito e seu objetivo é capacitar, de
forma continuada, agentes culturais dos setores público e privado, no intuito de
qualificar a demanda no setor cultural. Além disso, ele visa contribuir para a
melhoria dos resultados dos projetos culturais, por meio da formação de uma nova
cultura gerencial comprometida com a transformação dos setores público e
privado, responsáveis pela administração da área cultural. O Programa de
Capacitação em Projetos Culturais é dividido em quatro etapas:
Regulamento – última atualização em 06/12/2010.
4
I. A primeira etapa é composta por um curso de nivelamento de conteúdo
de 15 (quinze) horas, on-line, onde serão apresentados os conceitos
básicos que envolvem os temas tratados. Este curso é de livre acesso a
todos os interessados e obrigatório para aqueles que desejarem realizar o
curso presencial e as demais etapas do Programa.
II. A segunda etapa é uma oficina presencial com vagas limitadas, que
acontecerá em diversas cidades das regiões Norte, Nordeste e Centro-
Oeste, além de Santa Catarina e Espírito Santo. A oficina desta etapa terá
duração de 3 (três) dias e abordará, de forma prática, os conteúdos
necessários para a estruturação de um projeto cultural e sua gestão.
III. A terceira etapa, denominada parte avançada do Programa e objeto
desse regulamento é composta por 7 (sete) disciplinas on-line de 15
(quinze) horas, de conteúdos avançados dos temas anteriormente
trabalhados, que serão realizados somente por aqueles que passarem
pelas etapas anteriores.
IV. A quarta etapa é novamente uma oficina presencial com vagas limitadas,
que acontecerá provavelmente em Brasília e tem como objetivo formar
multiplicadores do conteúdo abordado no Programa.
Art. 5. Com duração prevista de 7 (sete) meses, aproximadamente, o Programa de
Capacitação em Projetos Culturais – parte avançada – é todo realizado a
distância.
§ 1º. A parte avançada do Programa é composta por 7 (sete) disciplinas on-line
de 15 (quinze) horas cada, totalizando 105 (cento e cinco) horas,
ministradas a distância.
§ 2º. A parte avançada do Programa é composta pelas seguintes disciplinas
on-line:
On-line 2 – 30 horas
Disciplina Política e Gestão Cultural – parte 1 (15 horas)
Disciplina Política e Gestão Cultural – parte 2 (15 horas)
On-line 1 – 30 horas
Disciplina Projetos culturais – parte 1 (15 horas)
Disciplina Projetos culturais – parte 2 (15 horas)
On-line 3 – 15 horas
Disciplina Marketing, negociação e apresentação de projetos (15 horas)
Regulamento
5
On-line 4 – 15 horas
Disciplina Direitos Autorais (15 horas)
On-line 5 – 15 horas
Disciplina Economia da cultura (15 horas)

"Lista suja"do trabalho escravo inclui 88 novos empregadores; confira os nomes

"Lista suja"do trabalho escravo inclui 88 novos empregadores; confira os nomes

Empresas do setor sucroalcooleiro como a Elcana Goiás Usina de Álcool e a Usina
Fortaleza de Açúcar entraram na "lista suja" do trabalho escravo pela primeira
vez. A Energética do Cerrado Açúcar e Álcool retorna após a queda de uma liminar
judicial que a mantinha fora da lista. As três são de Goiás, pólo de expansão da
cana no país. Fiscais do grupo móvel do governo federal encontraram, no final de
agosto de 2009, trabalhadores em condições análogas à de escravidão no desmate
de áreas para a construção da Usina Hidrelétrica Salto do Rio Verdinho. A Lima &
Cerávolo era prestadora de serviço terceirizado de supressão vegetal à Rio
Verdinho Energia S/A (administrada pela Votorantim Energia). A obra no Sul de
Goiás, entre os municípios de Caçu e Itarumã, faz parte do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC).
A atualização semestral da "lista suja" do trabalho escravo deste final de ano
incluiu 88 novos empregadores e soma agora 220 infratores. Antes da alteração, o
cadastro oficial mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tinha 147
nomes. Com a mudança promovida no dia 31 de dezembro de 2010, juntamente com as
significativas inserções, foram excluídas 16 pessoas físicas e jurídicas que
cumpriram os dois anos na relação - e mais uma única empresa (Energética do
Cerrado Açúcar e Álcool Ltda.) foi adicionada por conta de queda de liminar
judicial que a mantinha fora da lista.
Além da quantidade de novos empregadores incluídos (88), chama a atenção a
diversidade - tanto em termos dos estados pelos quais estão espalhados, como no
que diz respeito aos diferentes setores econömicos em que atuam.
Entraram para a "lista suja" desde tradicionais pecuaristas, carvoeiros,
canavieiros e sojicultores até produtores de milho, cebola, tomate, café,
erva-mate, algodão e pinhão-manso. Empresas de extrativismo vegetal (corte de
eucalipto e pinus, bem como coletores de látex) e mineral. Também estão
presentes agentes da área da construção civil e da siderurgia.

*Divisão por UF dos 88 infratores incluídos na "lista suja"*
1. Pará (PA) - 24
2. Mato Grosso (MT) - 10
3. Mato Grosso do Sul (MS) - 9
4. Santa Catarina (SC) - 7
5. Piauí (PI) - 6
6. Goiás (GO) - 5
7. Maranhão (MA) - 5
8. Rio Grande do Sul - 4
9. Paraná (PR) - 4
10. Tocantins (TO) - 3
11. Ceará (CE) - 3
12. Espírito Santo (ES) - 3
13. Bahia (BA) - 2
14. Minas Gerais (MG) - 2
15. Rondônia (RO) - 1

O Pará aparece em destaque, com 24 inclusões. O segundo lugar é do Mato Grosso,
com 10; seguido pelo Mato Grosso do Sul, com 9. Na sequência, aparece Santa
Catarina (com 7 casos), Piauí (6), e Goiás com Maranhão (ambos com 5). Rio
Grande do Sul e Paraná apresentam 4 registros cada. Tocantins, Ceará e Espírito
Santo (todos os três com 3 casos); Bahia e Minas Gerais (dois registros cada) e
Rondônia (com um caso) completam a divisão dos novos nomes que constam da "lista
suja" de acordo com a divisão pelos estados da nação.
Marcadas pela expansão da fronteira agropecuária, Norte e Centro-Oeste aparecem
com destaque na comparação entre regiões. Do total, 28 dos novos integrantes da
lista foram flagrados no Norte (Pará, Tocantins e Rondônia). Outros 24 mantinham
trabalho escravo no Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás). O
Nordeste somou 16 nomes (em decorrência de ocorrências na Bahia, no Ceará, no
Maranhão e no Piauí), acompanhado pelo
Sul (15) e pelo Sudeste (5).

*Inclusões e Exclusões da "Lista Suja" do Trabalho Escravo*
*Entraram em 31/12/2010*
Adão de Góes - 592.275.599-49
Ademar Teixeira de Barros - 193.494.086-00
AG Construtora Ltda. ME - 08.715.574/0001-58
Agostinho Zarpellon e Filhos S.A. Ind. E Comércio - 78.141.843/0001-03
Agroflorestal Tozzo S.A. - 02.298.006/0002-01
Agropecuária Corumbiara S/A - 04.418.398/0001-31
Agropecuária São José Ltda. - 03.141.488/0001-65
Agrovale Cia. Industrial Vale do Curu - 07.798.994/0001-82
Airton Fontenelle Rocha - 026.711.583-00
Airton Rost de Borba - 336.451.750-91
Aloísio Miranda Medeiros - 871.560.406-34
Antônio Assunção Tavares - 049.302.073-04
Antônio Carlos Martin - 339.534.147-04
Antônio Feitosa Trigueiro - 028.607.833-34
Ari Luiz Langer - 300.237.779-15
Bioauto MT Agroindustrial Ltda. - 08.645.222/0002-54
Brochmann Polis - Industrial e Florestal S.A. - 83.750.604/0001-82
Carla Ezequiela Tiunilia Tavares Diniz Lemos Melo - 571.146.411-68
Carlos Fernando Moura & Cia. Ltda. - 00.110.581/0001-14
Carvoaria Santa Lúcia Ltda. ME - 09.606.470/0001-78
Cleber Vieira da Rosa & Cia. Ltda. - 09.025.835/0001-70
Construtora Lima e Cerávolo Ltda. - 02.683.698/0001-12
Darci Antônio Marques - 542.626.408-25
Dario Sczimanski - 026.596.899-20
De Bona e Marghetti Ltda. - 06.027.636/0001-03
Délio Fernandes Rodrigues - 288.135.531-53
Derimácio Maciel Soares - 385.433.971-20
Dissenha S/A Indústria e Comércio - 81.638.264/0007-62
Edésio Antônio dos Santos - 130.382.903-78
Edil Antônio de Souza - 368.373.851-00
Edson Gomes Pereira - 523.172.503-04
Edson Rosa de Oliveira - 158.863.938-03
Elcana Goiás Usina de Álcool e Açúcar Ltda. - 08.646.584/0001-89
Ervateira Regina Ltda - 84.585.470/0001-54
Espedito Bertoldo de Galiza - 066.925.083-04
Eujácio Ferreira de Almeida - 479.534.627-53
Fabiano Queiroz - 876.184.946-49
F. L. da Silva Carvoaria - 04.888.353/0001-20
Gilmar Gomes - 10.250.105/0001-52
Gilmar Toniolli - 475.888.700-44
Ind., Com. e Representações Família Betel Ltda. - 12.317.202/0001-40
Imfisa - Infinity Itaúnas Agrícolas S/A. - 39.403.274/0001-67
Isaías Alves Araújo - 257.529.951-91
Jaime Argollo Ferrão - 139.730.618-15
João de Araújo Carneiro - 001.284.653-87
João Dilmar Meller Domenighi - 262.332.070-53
João Ribeiro Guimarães Neto - 127.367.591-68
Joel Pereira Corrêa - 022.756.941-53
José Carlos Castro dos Santos - 345.160.185-00
José Carlos Pereira da Silva - 858.232.449-91
José Celso do Nascimento Oliveira - 256.803.665-68
José de Oliveira Lima - 110.902.001-53
José Egídio Quintal - 011.739.109-30
José Silva - 008.067.734.-72
JR2 Construtora Ltda. - 04.247.681/0001-48
Landualdo Silva Santos - 375.838.832-53
Libra Ligas do Brasil S.A. - 10.500.221/0001-82
Madecal Agro Industrial Ltda. - 83.053.777/0002-22
Magno Rodrigues de Souza - 873.741.022-91
Manoel Luiz de Lima - 117.134.109-15
Nelcimar Borges do Prado - 039.738.081-04
Nelson Donadel - 008.042.230-68
Nutrivale Madeiras e Erva-Mate Ltda. - 75.144.139/0001-08
Onofre Marques de Melo - 050.043.141-87
Osmar Alves dos Santos - 031.447.631-87
Pedro Ilgenfritz - 007.355.541-02
Peris Vieira de Gouvêa - 214.527.257-72
Ramilton Luis Duarte Costa - 745.079.823-91
Realsul Reflorestamento Américas do Sul Ltda. - 77.585.701/0001-64
Repinho Reflorestadora Madeiras e Compensados Ltda. - 82.196.510/0001-40
Ricardo Peralta Pelegrine - 06.916.320/0001-72
Roberto Sebastião Pimenta - 223.128.116-34
Ronaldo Garcia Pereira - 427.359.632-68
Rotavi Industrial Ltda. - 59.591.974/0014-54
Samarone de Freitas - 827.977.571-49
Sebastião Levi de Carvalho - 011.690.681-20
Sebastião Marques da Silva - 097.955.612-00
Sinomar Pereira de Freitas - 061.306.901-34
Transcarmo Transporte de Combustíveis Ltda. - 24.884.516/0001-80
Usina Fortaleza de Açúcar e Álcool - 05.935.048/0001-05
Valdemar Rodrigues do Vale - 092.315.011-00
Valdivino Barbosa da Silva - 268.106.702-20
Valnei José Queiroz - 664.920.410-20
Valtenir João Rigon - 680.445.349-20
Vanil Martins Sampaio - 068.305.606-91
Von Rommel Hofmann Peixoto - 001.693.997-29
Wanderley Rabelo de Andrade - 376.882.436-53
Welson Moreira da Luz - 680.881.082-68*

*Saíram em 31/12/2010*
013.202.708-91 - Adolfo Rodrigues Borges
035.406.423-15 - Antônio José Assis Braide
427.352.541-00 - Benedito Neto de Faria
452.361.006-15 - Daniel de Paiva Abreu
07.617.675/0002-04 - Ecofértil Agropecuária Ltda.
402.456.832-91 - Fábio Oliveira Ribeiro
26.830.240/0001-07 - Fatisul Indústria e Comércio de Óleos Vegetais Ltda.
061.664.905-34 - Flávio Orlando Carvalho Mattos
021.651.635-87 - José Rodrigues dos Santos
181.929.206-15 - Marco Antônio Andrade Barbosa
087.860.918-08 - Paulo Rogério Sumaia
131.447.406-59 - Raimundo Nonato de Pinho Filho
07.674.312/0001-20 - Reflorestar Com. Atacadista de Produtos Florestais Ltda.
215.712.607-49 - Romildo Contarini
072.967.381-20 - Sebastião Cabral Moreira Guimarães
000.285.769-34 - Valdir Bueno de Faria

A atualização desta sexta (31) consiste na última realizada no governo Lula e a
maior em número de entradas. Esse grande volume de inclusões está diretamente
vinculado ao grande número de estabelecimentos inspecionados entre 2007 a 2009
(206, em 2007; 301, em 2008; e 350, em 2009).
O período existente entre as libertações e a entrada efetiva do empregador na
"lista suja" é marcado pelo processo administrativo dentro do MTE, que inclui o
direito de defesa por parte do fiscalizado. Nesse intervalo, o número de pessoas
libertadas, de acordo com a pasta responsável dentro do governo federal, foi de
3.769 em 2009; 5.016 em 2008; e 5.999 em 2007.
A "lista suja" é reconhecida internacionalmente como um dos principais
instrumentos no combate ao crime de trabalho escravo no Brasil. A pressão
decorrente da inclusão no cadastro se dá por parte da opinião pública e da
repressão econômica.
Após a inclusão do nome do infrator na "lista suja", instituições federais, como
o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banco da Amazônia (Basa), o
Banco do Nordeste (BNB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) suspendem a contratação de financiamentos e o acesso ao crédito. Bancos
privados também estão proibidos de conceder crédito aos relacionados na lista.
Quem é nela inserido também é submetido a restrições comerciais e outros tipo de
bloqueio de negócios por parte das empresas signatárias do Pacto Nacional pela
Erradicação do Trabalho Escravo.
O nome da pessoa física ou jurídica incluída permanece na relação por pelo menos
dois anos. Durante esse período, o empregador deve garantir que regularizou os
problemas e quitou suas pendências com o governo e os trabalhadores. Caso
contrário, permanece na lista.

Fonte:
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/lista-suja-inclui-88-novos-empregadores-confira-nomes






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Empresas do setor sucroalcooleiro como a Elcana Goiás Usina de Álcool e a Usina
Fortaleza de Açúcar entraram na "lista suja" do trabalho escravo pela primeira
vez. A Energética do Cerrado Açúcar e Álcool retorna após a queda de uma liminar
judicial que a mantinha fora da lista. As três são de Goiás, pólo de expansão da
cana no país. Fiscais do grupo móvel do governo federal encontraram, no final de
agosto de 2009, trabalhadores em condições análogas à de escravidão no desmate
de áreas para a construção da Usina Hidrelétrica Salto do Rio Verdinho. A Lima &
Cerávolo era prestadora de serviço terceirizado de supressão vegetal à Rio
Verdinho Energia S/A (administrada pela Votorantim Energia). A obra no Sul de
Goiás, entre os municípios de Caçu e Itarumã, faz parte do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC).
A atualização semestral da "lista suja" do trabalho escravo deste final de ano
incluiu 88 novos empregadores e soma agora 220 infratores. Antes da alteração, o
cadastro oficial mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tinha 147
nomes. Com a mudança promovida no dia 31 de dezembro de 2010, juntamente com as
significativas inserções, foram excluídas 16 pessoas físicas e jurídicas que
cumpriram os dois anos na relação - e mais uma única empresa (Energética do
Cerrado Açúcar e Álcool Ltda.) foi adicionada por conta de queda de liminar
judicial que a mantinha fora da lista.
Além da quantidade de novos empregadores incluídos (88), chama a atenção a
diversidade - tanto em termos dos estados pelos quais estão espalhados, como no
que diz respeito aos diferentes setores econömicos em que atuam.
Entraram para a "lista suja" desde tradicionais pecuaristas, carvoeiros,
canavieiros e sojicultores até produtores de milho, cebola, tomate, café,
erva-mate, algodão e pinhão-manso. Empresas de extrativismo vegetal (corte de
eucalipto e pinus, bem como coletores de látex) e mineral. Também estão
presentes agentes da área da construção civil e da siderurgia.

*Divisão por UF dos 88 infratores incluídos na "lista suja"*
1. Pará (PA) - 24
2. Mato Grosso (MT) - 10
3. Mato Grosso do Sul (MS) - 9
4. Santa Catarina (SC) - 7
5. Piauí (PI) - 6
6. Goiás (GO) - 5
7. Maranhão (MA) - 5
8. Rio Grande do Sul - 4
9. Paraná (PR) - 4
10. Tocantins (TO) - 3
11. Ceará (CE) - 3
12. Espírito Santo (ES) - 3
13. Bahia (BA) - 2
14. Minas Gerais (MG) - 2
15. Rondônia (RO) - 1

O Pará aparece em destaque, com 24 inclusões. O segundo lugar é do Mato Grosso,
com 10; seguido pelo Mato Grosso do Sul, com 9. Na sequência, aparece Santa
Catarina (com 7 casos), Piauí (6), e Goiás com Maranhão (ambos com 5). Rio
Grande do Sul e Paraná apresentam 4 registros cada. Tocantins, Ceará e Espírito
Santo (todos os três com 3 casos); Bahia e Minas Gerais (dois registros cada) e
Rondônia (com um caso) completam a divisão dos novos nomes que constam da "lista
suja" de acordo com a divisão pelos estados da nação.
Marcadas pela expansão da fronteira agropecuária, Norte e Centro-Oeste aparecem
com destaque na comparação entre regiões. Do total, 28 dos novos integrantes da
lista foram flagrados no Norte (Pará, Tocantins e Rondônia). Outros 24 mantinham
trabalho escravo no Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás). O
Nordeste somou 16 nomes (em decorrência de ocorrências na Bahia, no Ceará, no
Maranhão e no Piauí), acompanhado pelo
Sul (15) e pelo Sudeste (5).

*Inclusões e Exclusões da "Lista Suja" do Trabalho Escravo*
*Entraram em 31/12/2010*
Adão de Góes - 592.275.599-49
Ademar Teixeira de Barros - 193.494.086-00
AG Construtora Ltda. ME - 08.715.574/0001-58
Agostinho Zarpellon e Filhos S.A. Ind. E Comércio - 78.141.843/0001-03
Agroflorestal Tozzo S.A. - 02.298.006/0002-01
Agropecuária Corumbiara S/A - 04.418.398/0001-31
Agropecuária São José Ltda. - 03.141.488/0001-65
Agrovale Cia. Industrial Vale do Curu - 07.798.994/0001-82
Airton Fontenelle Rocha - 026.711.583-00
Airton Rost de Borba - 336.451.750-91
Aloísio Miranda Medeiros - 871.560.406-34
Antônio Assunção Tavares - 049.302.073-04
Antônio Carlos Martin - 339.534.147-04
Antônio Feitosa Trigueiro - 028.607.833-34
Ari Luiz Langer - 300.237.779-15
Bioauto MT Agroindustrial Ltda. - 08.645.222/0002-54
Brochmann Polis - Industrial e Florestal S.A. - 83.750.604/0001-82
Carla Ezequiela Tiunilia Tavares Diniz Lemos Melo - 571.146.411-68
Carlos Fernando Moura & Cia. Ltda. - 00.110.581/0001-14
Carvoaria Santa Lúcia Ltda. ME - 09.606.470/0001-78
Cleber Vieira da Rosa & Cia. Ltda. - 09.025.835/0001-70
Construtora Lima e Cerávolo Ltda. - 02.683.698/0001-12
Darci Antônio Marques - 542.626.408-25
Dario Sczimanski - 026.596.899-20
De Bona e Marghetti Ltda. - 06.027.636/0001-03
Délio Fernandes Rodrigues - 288.135.531-53
Derimácio Maciel Soares - 385.433.971-20
Dissenha S/A Indústria e Comércio - 81.638.264/0007-62
Edésio Antônio dos Santos - 130.382.903-78
Edil Antônio de Souza - 368.373.851-00
Edson Gomes Pereira - 523.172.503-04
Edson Rosa de Oliveira - 158.863.938-03
Elcana Goiás Usina de Álcool e Açúcar Ltda. - 08.646.584/0001-89
Ervateira Regina Ltda - 84.585.470/0001-54
Espedito Bertoldo de Galiza - 066.925.083-04
Eujácio Ferreira de Almeida - 479.534.627-53
Fabiano Queiroz - 876.184.946-49
F. L. da Silva Carvoaria - 04.888.353/0001-20
Gilmar Gomes - 10.250.105/0001-52
Gilmar Toniolli - 475.888.700-44
Ind., Com. e Representações Família Betel Ltda. - 12.317.202/0001-40
Imfisa - Infinity Itaúnas Agrícolas S/A. - 39.403.274/0001-67
Isaías Alves Araújo - 257.529.951-91
Jaime Argollo Ferrão - 139.730.618-15
João de Araújo Carneiro - 001.284.653-87
João Dilmar Meller Domenighi - 262.332.070-53
João Ribeiro Guimarães Neto - 127.367.591-68
Joel Pereira Corrêa - 022.756.941-53
José Carlos Castro dos Santos - 345.160.185-00
José Carlos Pereira da Silva - 858.232.449-91
José Celso do Nascimento Oliveira - 256.803.665-68
José de Oliveira Lima - 110.902.001-53
José Egídio Quintal - 011.739.109-30
José Silva - 008.067.734.-72
JR2 Construtora Ltda. - 04.247.681/0001-48
Landualdo Silva Santos - 375.838.832-53
Libra Ligas do Brasil S.A. - 10.500.221/0001-82
Madecal Agro Industrial Ltda. - 83.053.777/0002-22
Magno Rodrigues de Souza - 873.741.022-91
Manoel Luiz de Lima - 117.134.109-15
Nelcimar Borges do Prado - 039.738.081-04
Nelson Donadel - 008.042.230-68
Nutrivale Madeiras e Erva-Mate Ltda. - 75.144.139/0001-08
Onofre Marques de Melo - 050.043.141-87
Osmar Alves dos Santos - 031.447.631-87
Pedro Ilgenfritz - 007.355.541-02
Peris Vieira de Gouvêa - 214.527.257-72
Ramilton Luis Duarte Costa - 745.079.823-91
Realsul Reflorestamento Américas do Sul Ltda. - 77.585.701/0001-64
Repinho Reflorestadora Madeiras e Compensados Ltda. - 82.196.510/0001-40
Ricardo Peralta Pelegrine - 06.916.320/0001-72
Roberto Sebastião Pimenta - 223.128.116-34
Ronaldo Garcia Pereira - 427.359.632-68
Rotavi Industrial Ltda. - 59.591.974/0014-54
Samarone de Freitas - 827.977.571-49
Sebastião Levi de Carvalho - 011.690.681-20
Sebastião Marques da Silva - 097.955.612-00
Sinomar Pereira de Freitas - 061.306.901-34
Transcarmo Transporte de Combustíveis Ltda. - 24.884.516/0001-80
Usina Fortaleza de Açúcar e Álcool - 05.935.048/0001-05
Valdemar Rodrigues do Vale - 092.315.011-00
Valdivino Barbosa da Silva - 268.106.702-20
Valnei José Queiroz - 664.920.410-20
Valtenir João Rigon - 680.445.349-20
Vanil Martins Sampaio - 068.305.606-91
Von Rommel Hofmann Peixoto - 001.693.997-29
Wanderley Rabelo de Andrade - 376.882.436-53
Welson Moreira da Luz - 680.881.082-68*

*Saíram em 31/12/2010*
013.202.708-91 - Adolfo Rodrigues Borges
035.406.423-15 - Antônio José Assis Braide
427.352.541-00 - Benedito Neto de Faria
452.361.006-15 - Daniel de Paiva Abreu
07.617.675/0002-04 - Ecofértil Agropecuária Ltda.
402.456.832-91 - Fábio Oliveira Ribeiro
26.830.240/0001-07 - Fatisul Indústria e Comércio de Óleos Vegetais Ltda.
061.664.905-34 - Flávio Orlando Carvalho Mattos
021.651.635-87 - José Rodrigues dos Santos
181.929.206-15 - Marco Antônio Andrade Barbosa
087.860.918-08 - Paulo Rogério Sumaia
131.447.406-59 - Raimundo Nonato de Pinho Filho
07.674.312/0001-20 - Reflorestar Com. Atacadista de Produtos Florestais Ltda.
215.712.607-49 - Romildo Contarini
072.967.381-20 - Sebastião Cabral Moreira Guimarães
000.285.769-34 - Valdir Bueno de Faria

A atualização desta sexta (31) consiste na última realizada no governo Lula e a
maior em número de entradas. Esse grande volume de inclusões está diretamente
vinculado ao grande número de estabelecimentos inspecionados entre 2007 a 2009
(206, em 2007; 301, em 2008; e 350, em 2009).
O período existente entre as libertações e a entrada efetiva do empregador na
"lista suja" é marcado pelo processo administrativo dentro do MTE, que inclui o
direito de defesa por parte do fiscalizado. Nesse intervalo, o número de pessoas
libertadas, de acordo com a pasta responsável dentro do governo federal, foi de
3.769 em 2009; 5.016 em 2008; e 5.999 em 2007.
A "lista suja" é reconhecida internacionalmente como um dos principais
instrumentos no combate ao crime de trabalho escravo no Brasil. A pressão
decorrente da inclusão no cadastro se dá por parte da opinião pública e da
repressão econômica.
Após a inclusão do nome do infrator na "lista suja", instituições federais, como
o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banco da Amazônia (Basa), o
Banco do Nordeste (BNB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) suspendem a contratação de financiamentos e o acesso ao crédito. Bancos
privados também estão proibidos de conceder crédito aos relacionados na lista.
Quem é nela inserido também é submetido a restrições comerciais e outros tipo de
bloqueio de negócios por parte das empresas signatárias do Pacto Nacional pela
Erradicação do Trabalho Escravo.
O nome da pessoa física ou jurídica incluída permanece na relação por pelo menos
dois anos. Durante esse período, o empregador deve garantir que regularizou os
problemas e quitou suas pendências com o governo e os trabalhadores. Caso
contrário, permanece na lista.

Fonte:
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/lista-suja-inclui-88-novos-empregadores-confira-nomes






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Ms. Fr. Marcello J.Rocha Fernandes, Mobosj - Olufam
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

sexo na escola

Educação sexual nas escolas ajuda a diminuir a incidência de doenças e gravidez precoce

Seu filho já chegou do colégio com informações sobre sexo? Ou já fez perguntas sobre o assunto que a deixaram sem resposta? Nessas horas, a escola pode ser uma aliada e tanto. A educação sexual ajuda a diminuir a incidência de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez precoce e comportamentos abusivos. É o que indica um estudo feito pela Associação Americana de Psicologia (APA, na sigla em inglês), que concluiu que ensinar crianças e adolescentes sobre sexo não estimula a sexualidade precoce. Pelo contrário: ajuda a saciar a curiosidade natural da idade e contribui para que eles tenham informações adequadas para tomar decisões com mais responsabilidade.

No Brasil, o projeto Saúde e Prevenção nas Escolas, do Ministério da Saúde, existe desde 2003. Dados do próprio ministério indicam que a iniciativa de promover aulas sobre sexo tem dado certo. Segundo a última pesquisa sobre os hábitos sexuais dos brasileiros , divulgada em junho deste ano, os jovens são os que mais conhecem as utilidades do preservativo e os que mais se protegem nas relações sexuais. Em dez anos, o número de jovens que usou a camisinha na primeira relação aumentou 20 pontos percentuais, passando de 48% para 68%.


De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a orientação ou educação sexual faz parte dos chamados temas transversais, incluídos nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Esses temas são conteúdos trabalhados em diversas disciplinas como Ciência e Biologia. Como não há regras, as escolas podem fazê-lo conforme o projeto político-pedagógico de cada uma. Algumas escolas preferem diluí-la entre as disciplinas, enquanto outras fazem do tema uma matéria específica.

No Rio, a Secretaria municipal de Educação prefere dissolver o tema em diversas disciplinas, pois não tem nenhum projeto específico. O Estado de São Paulo também adota medida semelhante e conta com o programa Prevenção Também Se Ensina, criado em 1996, que orienta os professores sobre como lidar com o tema em sala de aula. O programa atende alunos do ensino fundamental até o ensino médio.


- Não estamos procurando estimular a sexualidade. Quando o aluno começar a ter uma vida sexual, já vai estar ciente dos métodos de prevenção e saberá respeitar o seu corpo e o do parceiro. Procuramos orientar os professores de modo que essas questões sejam trabalhadas com naturalidade, fazendo o aluno refletir - diz Edison de Almeida, diretor do departamento de educação preventiva da Fundação para o Desenvolvimento da Educação.


Para a psicoterapeuta Lydia Rey, do colégio Notre Dame de Ipanema, no Rio, o mais importante da aula é informar sem julgar ou banalizar as dúvidas dos alunos.


- As crianças fazem perguntas concretas, objetivas e sem medo. Tanto no ambiente escolar como em casa, os adultos devem tomar o cuidado para responder a dúvida de acordo com a faixa etária, fornecer embasamento teórico e não ir além do que os pequenos devem entender naquela idade. Também é preciso tomar cuidado para não informar de um jeito vulgar - explica.

sexo na escola

Educação sexual nas escolas ajuda a diminuir a incidência de doenças e gravidez precoce

Seu filho já chegou do colégio com informações sobre sexo? Ou já fez perguntas sobre o assunto que a deixaram sem resposta? Nessas horas, a escola pode ser uma aliada e tanto. A educação sexual ajuda a diminuir a incidência de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez precoce e comportamentos abusivos. É o que indica um estudo feito pela Associação Americana de Psicologia (APA, na sigla em inglês), que concluiu que ensinar crianças e adolescentes sobre sexo não estimula a sexualidade precoce. Pelo contrário: ajuda a saciar a curiosidade natural da idade e contribui para que eles tenham informações adequadas para tomar decisões com mais responsabilidade.

No Brasil, o projeto Saúde e Prevenção nas Escolas, do Ministério da Saúde, existe desde 2003. Dados do próprio ministério indicam que a iniciativa de promover aulas sobre sexo tem dado certo. Segundo a última pesquisa sobre os hábitos sexuais dos brasileiros , divulgada em junho deste ano, os jovens são os que mais conhecem as utilidades do preservativo e os que mais se protegem nas relações sexuais. Em dez anos, o número de jovens que usou a camisinha na primeira relação aumentou 20 pontos percentuais, passando de 48% para 68%.


De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a orientação ou educação sexual faz parte dos chamados temas transversais, incluídos nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Esses temas são conteúdos trabalhados em diversas disciplinas como Ciência e Biologia. Como não há regras, as escolas podem fazê-lo conforme o projeto político-pedagógico de cada uma. Algumas escolas preferem diluí-la entre as disciplinas, enquanto outras fazem do tema uma matéria específica.

No Rio, a Secretaria municipal de Educação prefere dissolver o tema em diversas disciplinas, pois não tem nenhum projeto específico. O Estado de São Paulo também adota medida semelhante e conta com o programa Prevenção Também Se Ensina, criado em 1996, que orienta os professores sobre como lidar com o tema em sala de aula. O programa atende alunos do ensino fundamental até o ensino médio.


- Não estamos procurando estimular a sexualidade. Quando o aluno começar a ter uma vida sexual, já vai estar ciente dos métodos de prevenção e saberá respeitar o seu corpo e o do parceiro. Procuramos orientar os professores de modo que essas questões sejam trabalhadas com naturalidade, fazendo o aluno refletir - diz Edison de Almeida, diretor do departamento de educação preventiva da Fundação para o Desenvolvimento da Educação.


Para a psicoterapeuta Lydia Rey, do colégio Notre Dame de Ipanema, no Rio, o mais importante da aula é informar sem julgar ou banalizar as dúvidas dos alunos.


- As crianças fazem perguntas concretas, objetivas e sem medo. Tanto no ambiente escolar como em casa, os adultos devem tomar o cuidado para responder a dúvida de acordo com a faixa etária, fornecer embasamento teórico e não ir além do que os pequenos devem entender naquela idade. Também é preciso tomar cuidado para não informar de um jeito vulgar - explica.

saude e violencia contra crianças

xta-feira, 21 de maio de 2010
Os impactos da violência doméstica infantil


Agressões físicas comprometem a formação da personalidade e provocam danos à saúde mental da criança

Desde o dia 13 de maio, a procuradora de Justiça aposentada Vera Lucia de Sant'Anna Gomes está presa no complexo penitenciário de Bangu, zona norte do Rio de Janeiro, acusada de torturar uma menina de dois anos que pretendia adotar e estava sob sua guarda provisória.

A Vara de Infância, Juventude e Idoso da Comarca do Rio de Janeiro acolheu um dos pedidos feitos pelo Ministério Público (MP) do Estado na ação civil pública contra a procuradora. O órgão pede que 10% do rendimento mensal de Vera Lucia sejam destinados ao tratamento psicológico até que a criança complete 18 anos de idade.

A ação sustenta que o tratamento seja iniciado imediatamente para atenuar o sofrimento e dar oportunidade da menina crescer sem traumas profundos. A indenização proposta pelo MP, na opinião de especialistas, é apenas o primeiro passo para ajudá-la a superar o trauma, mas não trata um problema maior: a falta de referências positivas na vida da criança.

Para o psicanalista do Hospital Nove de Julho de São Paulo, Catulo César Barros, a terapia é paliativa, não estabelece a relação de vínculo e não oferece o afeto necessário para o desenvolvimento da criança. “Um especialista poderá ajudar a superar a agressão física, perder o medo e criar uma relação de confiança, mas em nada resolverá se essa menina não for inserida em uma família que realmente a ame, cuide dela. Se apenas o tratamento resolvesse os problemas da infância, a Fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente), antiga FEBEM, funcionaria muito bem”, assevera.

Catulo explica que a criança pode ser imatura, mas é uma esponja emocional. Na visão do médico, essa capacidade dá a ela um entendimento agudo do que ocorre a sua volta e provoca desdobramentos na fase adulta.

“Se estiver inserida em um ambiente de carinho e acolhimento, a criança tem totais condições de entender que uma palmada não é agressão, é repressão a uma atitude errada, correção. Agora, quando vive em uma realidade crua, os danos de uma agressão física desmedida podem desenvolver um adulto violento, depressivo e medroso.”

A coordenadora do Programa de Proteção à Infância do Unicef no Brasil, Helena Oliveira, evita estabelecer relações entre o trauma e a formação da personalidade da criança. “Não se pode afirmar que os maus tratos serão diretamente responsáveis por formar um adulto violento, agressivo. Cada criança tem uma forma natural de lidar com as adversidades que o mundo impõe. É claro que o trauma tem um impacto profundo na saúde mental, mas não a faz reagir da mesma maneira com a qual foi tratada.”

O Unicef acredita no tratamento e acompanhamento das necessidades reais, dentro do contexto social que a criança está inserida. “Superar os problemas, encarar a violência são essenciais para a formação do caráter.”

Helena pondera que a violência doméstica está diretamente relacionada a uma questão cultural. Para ela, existe uma crença antiga não apenas no Brasil, de que para educar é preciso repreender com punições corporais. “A supremacia do adulto dá a ele o direito de educar da forma que convém. Para impor suas leis, a agressão torna-se uma forma de ensino, que é totalmente equivocada.”

Uma educação bem feita, criteriosa exige que o adulto se coloque diante da criança, se abaixe para escutá-la, compreender seus dilemas e desejos. Não implica em concordar ou permitir, apenas ouvir. "Esse é o papel do terapeuta no tratamento dos traumas e é também a premissa básica de uma relação saudável entre pais e filhos", defende a psicóloga do ambulatório de pediatria social do Hospital paulista Sírio Libanês, Harumi Kaihami.

A especialista explica que os dois primeiros anos de vida estabelecem a relação entre a criança e os pais. Nessa época, segundo ela, o afeto, o carinho e até maneira como a criança é carregada durante a amamentação, são determinantes. “A referência do amor dá segurança. As marcas da agressão física passam, mas rejeição ganha contornos maiores no futuro.”

Segundo ela, os impactos são variáveis e dependem da personalidade da criança, da forma como ela se comporta. “A insistência na violência pode gerar um adulto agressivo. Repetimos a forma como fomos criados. O impacto inicial da agressão é generalizar a figura do agressor. O adulto fica estigmatizado, ela não sabe em quem confiar, que vai tratá-la bem, quem pode agredi-la.”


Dados da violência no Brasil


O caso da procuradora Vera Lucia apenas ilustra um crime recorrente no Pais. Segundo dados da Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na Infância (Sipani), 18 mil crianças são vítimas de violência doméstica por dia no Brasil. Harumi revela que a estatística é aproximada, pois ainda não há um senso nacional preciso.

Na visão da médica, os números são alarmantes e refletem múltiplos fatores. Condições sociais, emprego, acesso à informação e qualidade de vida, inseridos em um contexto, podem desencadear agressões físicas ou negligência. “Um pai que perde o emprego, não está bem emocionalmente, não tem controle para lidar com as birras típicas de criança, dispara a agressão como escape. Podemos coibir esse tipo de problema na medida em que existe informação. As pessoas podem entender melhor e agir de uma forma diferente.”

Dados fornecidos pelo Unicef analisam quase 45 mil casos de violência doméstica contra crianças e adolescentes atendidos pelos Centros de Referencia Especializados de Assistência Social (CREAS) em 904 municípios brasileiros, durante o ano de 2006.

Nos índices de violência doméstica, a diferença de gênero não aparece fortemente na violência física, psicológica ou de negligência, mas sim na violência sexual : 4,5 vezes mais meninas foram vítimas de abuso sexual do que meninos, e 3,5 vezes mais meninas foram vítimas de exploração sexual do que meninos.

Também segundo os CREAS, crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos de idade são os mais vulneráveis à violência doméstica. Os meninos e meninas dessa faixa etária são vítimas em 59% dos casos de violência doméstica atendidos.

jovens e as mudanças

Transformações da Mente e do Corpo

A Adolescência, período de vida compreendido entre 10 e 20 anos, é uma fase bastante conturbada. Ocorrem transformações físicas e emocionais importantes, preparando a criança para assumir um novo papel perante a família e a sociedade. A criança desenvolve-se, amadurece e fica apta para usufruir sua sexualidade, firmando sua identidade sexual e buscando um par, já com a possibilidade de gerar filhos.

A fase onde há modificações no corpo chama-se de Puberdade. Ocorre a primeira menstruação nas meninas (menarca), as poluções masculinas (ejaculações espontâneas sem coito), o crescimento de pêlos no corpo, a mudança de voz nos rapazes, o amadurecimento da genitália, com aumento do tamanho do pênis e dos seios, entre outros.

SEXO NA ADOLESCÊNCIAMas nem sempre esta fase vem acompanhada das transformações emocionais e sociais que são o marco da adolescência. Dependendo da cultura de cada povo, a adolescência pode chegar mais tarde, independente da criança estar já bem desenvolvida fisicamente. É o caso dos países ocidentais, como os Estados Unidos e a Inglaterra ou França. O processo de educação continuada e a grande soma de informações, por exemplo, acabam por retardar a necessidade, por parte dos jovens, da busca de uma vida separada de seus pais. Muitos ainda moram com a família depois dos 20 anos. Já em sociedades mais simples, como em algumas regiões do Brasil, da África ou da Ásia, a necessidade de força braçal, desde muito cedo, antecipa a entrada da criança na adolescência e nas responsabilidades que lhe são devidas.

sexo e jovens

quarta-feira, 27 de outubro de 2010
SEXO: CONVERSANDO COM OS JOVENS

Uma dúvida freqüente: qual a idade mais propícia para iniciar o sexo?

Na verdade, começamos a nossa vida sexual já muito crianças. Você sabia que já se observou bebês ainda na barriga da mãe se auto-estimulando? Sim, descobrindo sensações agradáveis. A masturbação (auto-estimulação sexual) é praticada por pessoas de todas as idades. E é na infância, entre três e cinco anos que se intensifica a descoberta dos genitais e de como são agradáveis de serem tocados.

Isso já é sexo.

O sexo compartilhado com outra pessoa ocorre normalmente mais tarde. Você pode notar que o seu corpo começa a mudar. Crescem mais pêlos, os seios aumentam de tamanho, tal como acontece com o pênis. O corpo fica mais arredondado, mais cheio de formas se você é mulher, e ocorre a primeira menstruação. E se você é homem, a voz muda. Você fica mais forte, com a musculatura mais desenvolvida e surgem as primeiras ejaculações espontâneas (poluções). Essa fase de mudanças físicas chama-se Puberdade e vai de 10 a 14 anos aproximadamente. Você passa a notar os amigos do sexo oposto ao seu, interessando-se por eles. Você vai se comparar com os amigos de mesmo sexo que você para se certificar que tudo que está ocorrendo com você é parecido com eles.

A primeira "transa" (relação sexual) geralmente ocorre depois da puberdade, quando o corpo já está preparado para funcionar sexualmente. Em média, nos Estados Unidos da América, a idade de início de atividade sexual com um parceiro é de aproximadamente 14 a 15 anos para ambos os sexos. Em trabalhos feitos no Brasil, a respeito desse tema, a média é parecida.

E como é que a gente sabe que está na hora?

Não existe um momento exato, tipo manual. É mais uma questão pessoal, varia de pessoa para pessoa. Sabe-se que as sensações sexuais, tão prazerosas, podem ser ainda mais agradáveis se compartilhadas com alguém.

No entanto, há algumas conseqüências, como a gravidez indesejada e o contágio de doenças via contato sexual.

É importante você estar informado a respeito de métodos contraceptivos (maneiras de como evitar uma gravidez), como a pílula, e métodos contra doenças, como a camisa-de-vênus (condom) para poder iniciar sua vida sexual sem medo e sem riscos.

Aí, a influência da sua educação, tradição familiar e da sociedade onde você vive vai ser importante.

Lidar com a perda da virgindade para as garotas ainda é um pouco mais complicado que para os rapazes. Na década de 70, ainda era vergonhoso se dizer que já tinha transado. Hoje, muitos jovens ficam com vergonha de dizer que são virgens e partem numa corrida louca para poder se livrar logo dessa situação, sentida como embaraçosa. Acabam transando sem estar preparados, só para mostrar aos outros e fazer parte do grupo.

Mas o legal mesmo é poder ter a primeira transa com alguém que a gente se sente bem e que nos atraia. Legal é transar sem medo de ser pego, sem medo de pegar doença e sem o risco de engravidar sem se ter vontade ou estar preparado para isso.

A primeira transa tem que ser especial, mas não espere sentir todas as sensações assim da primeira vez. Sexo é um aprendizado. A gente começa meio desajeitado, mas vai se aperfeiçoando, aprendendo com nossas reações e com as de nosso parceiro. Se você está com dúvidas, procure orientação e não deixe de aprender sobre você mesmo. Usufrua sua sexualidade com saúde e tranqüilidade.

combate e estigma

ta-feira, 1 de dezembro de 2010
1º DE DEZEMBRO - DIA MUNDIAL DE COMBATE A AIDS

“Combate ao Preconceito e ao Estigma”

Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas - ONU. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada a partir de 1988.

O preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/Aids são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento da Aids e ao seu diagnóstico. Os estigmas são desencadeados por motivos que incluem a falta de conhecimento, mitos e medos. Ao discutir preconceito e discriminação, o Ministério da Saúde espera aliviar o impacto da Aids no País. O principal objetivo é prevenir, reduzir e eliminar o preconceito e a discriminação associados à Aids. O Brasil já encontrou um modelo de tratamento para a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, que hoje é considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) uma referência para o mundo. Agora nós, brasileiros, precisamos encontrar uma forma de quebrarmos os preconceitos contra a doença e seus portadores e sermos mais solidários do que somos por natureza. Acabar com o preconceito e aumentar a prevenção devem se tornar hábitos diários de nossas vidas.

O que é Aids

Uma deficiência no sistema imunológico, associada com a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana HIV – (Human Immunodeficiency Virus), provocando aumento na susceptibilidade a infecções oportunísticas e câncer.

Transmissão:
- o vírus HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal, leite materno;
- relações sexuais homo ou heterossexuais, com penetração vaginal, oral ou anal, sem proteção da camisinha, transmitem a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis e alguns tipos de hepatite;
- compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis;
- transfusão de sangue contaminado;
- instrumentos que cortam ou furam, não esterilizados;
- da mãe infectada para o filho, durante a gravidez, o parto e a amamentação.

Tratamento:
Atualmente a terapia com os chamados “anti-retrovirais” proporciona melhoria da qualidade de vida, redução da ocorrência de infecções oportunísticas, redução da mortalidade e aumento da sobrevida dos pacientes. (Os anti-retrovirais são medicamentos que suprimem agressivamente a replicação do vírus HIV).

Fique sabendo:
A Aids não é transmitida pelo beijo, abraço, toque, compartilhando talheres, utilizando o mesmo banheiro, pela tosse ou espirro, praticando esportes, na piscina, praia e, antes de tudo, não se pega aids dando a mão ao próximo, seja ele ou não soropositivo.

Fontes:
Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde.
Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal

CENERAB E O BRASIL

Em Outubro de 1991, no Estado do Rio de Janeiro, por ocasião do I Encontro Nacional de Entidades Negras, religiosos de matriz africana de todos os Estados da Federação reúnem e cria o CENARAB – Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-brasileira, entidade sem fins lucrativos, que tem como objetivo congregar e organizar religiosos de matriz africana, organizando as nossas casas para o embate à intolerância religiosa.

A história do CENARAB se confunde com a história da militância negra brasileira, na busca de um país livre de toda e qualquer forma de racismo, o CENARAB vem ao longo destes anos se pautando em uma agenda comprometida com a liberdade, com a ética e a participação organizada dos setores que representa, apresentando propostas políticas públicas, organizativas e inclusivas deste setor historicamente excluído da agenda política do país. A história do Brasil é marcada pelo racismo, a discriminação racial e o CENARAB é reconhecidamente uma entidade aguerrida na construção de um país democrático, que respeite sua pluralidade de formação.

livre orientação e DH

exta-feira, 17 de dezembro de 2010
Nova ministra dos Direitos Humanos diz que vai trabalhar pela "livre orientação sexual"
Foi anunciado ontem à noite, quarta-feira (08), o nome da nova ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). Para quem não sabe, a SEDH é responsável pela pasta LGBT no Governo Federal.


Maria do Rosário tem a sua trajetória política ligada à questão da juventude e dos direitos universais. Já ocupou os cargos legislativos de vereadora, deputada estadual e deputada federal. Em comunicado oficial, a nova ministra disse que é preciso "pensar os Direitos Humanos inseridos no conjunto de questões que dizem respeito ao direito à liberdade, mas também aos direitos sociais, econômicos e culturais de cada cidadão brasileiro".

Maria do Rosário também afirmou a importância de trabalhar por uma cultura de tolerância, para que a diversidade e a pluralidade sejam respeitadas. "O Brasil vive amplas contradições nos Direitos Humanos. Somos uma sociedade que está trabalhando de forma célere a inclusão, mas vivemos preconceitos muito fortes na sociedade brasileira e isso precisa ser enfrentado".

A futura ministra dos Direitos Humanos também reforçou que irá trabalhar com "empenho" pelos direitos das "crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, povos indígenas e pela livre orientação sexual".
SID/MinC divulga Planos Setoriais para as culturas populares e indígenas

Publicado em janeiro 5, 2011 por HC
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O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), divulgou nesta terça-feira, 28 de dezembro, o Plano Setorial para as Culturas Populares e o Plano Setorial para as Culturas Indígenas. Os instrumentos integram o primeiro Plano Nacional de Cultura, sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2 de dezembro de 2010.

“Estes Planos são frutos da decisão do Ministério da Cultura de valorizar as culturas populares e indígenas brasileiras como pilares para a formação da identidade e diversidade cultural do país”, declarou o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, Américo Córdula.

Para Américo, o Plano Setorial para as Culturas Indígenas estabelece uma política de Estado decenal que contribuirá para a “proteção e promoção das culturas indígenas, por meio de programas, entre outras ações, que permitam fomentar a transmissão de saberes, a manutenção da cultura e a difusão para a sociedade”.

Já o Plano Setorial para as Culturas Populares trará, segundo o secretário da SID, as diretrizes priorizadas e sistematizadas nestas duas gestões do governo Lula. “Mapear as manifestações, cadeias produtivas das festas, fomentar a manutenção das manifestações e incluir os mestres da tradição nos processos de ensino formais e informais”.

Os Planos Setoriais são resultado de compromissos pactuados com estes dois segmentos em diversos momentos de diálogo com o Ministério da Cultura, como os dois Seminários Nacionais de Políticas Públicas para as Culturas Populares (2005 e 2006) e as duas Conferências Nacionais de Cultura (2005 e 2010).

O Ministério da Cultura trabalhou com a dimensão cidadã da cultura – além das dimensões simbólica e econômica – e chamou para si uma tarefa que vai além do simples reconhecimento dos direitos cidadãos dos mestres, mestras e demais praticantes de culturas populares, bem como dos povos indígenas. Promoveu o protagonismo destes setores no que diz respeito à discussão, elaboração e acompanhamento das políticas públicas de cultura, permitindo a organização e amadurecimento dos segmentos.

Atualmente, representantes dos povos indígenas e das culturas populares possuem lugar no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e um Colegiado Setorial específico, encarregado de subsidiar a participação dos segmentos no Conselho, bem como de elaborar e acompanhar a implementação destes Planos Setoriais.

Plano Nacional de Cultura

O Plano Nacional de Cultura (PNC) é o primeiro planejamento de longo prazo do Estado para a área cultural na história do país. Sua elaboração como projeto de lei é obrigatória por determinação da Constituição desde que o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional nº 48, em 2005.

As prioridades e os conceitos trazidos por ele constituem um referencial de compartilhamento de recursos coletivos que norteará as políticas públicas da área num horizonte de dez anos, inclusive com metas. Seu texto foi aperfeiçoado pela realização de 27 seminários, em cada unidade da federação, resultantes de um acordo entre MinC e Comissão de Educação e Cultura da Câmara.

Pelo projeto, o governo federal terá 180 dias para definir metas para atingir esses objetivos, que serão medidas pelo Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), já em implantação no Ministério da Cultura.

Os estados e municípios que quiserem aderir às diretrizes e metas do Plano Nacional de Cultura terão um ano para elaborar seu respectivo plano decenal, a partir da data de adesão voluntária ao PNC. Para isso poderão contar com assistência do MinC.

Nos links abaixo é possível acessar, na íntegra, os planos:

Plano Setorial para as Culturas Populares

Plano Setorial para as Culturas Indígenas

Os arquivos podem ser vistos, ainda, em iPaper na página eletrônica da SID/MinC.

(Texto: Sheila Rezende, SID/MinC)
(Fotos: Juvenal Pereira e Rafael Cavalcante)

Informe da Secretaria da Identidade e da Divrsidade Cultural do Ministério da Cultura – SID/MinC, publicado pela rede mandacaru RN 2011.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

dia nacional combate a intolerancia religiosa...

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

hoje é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
O 21 de janeiro é também o Dia Mundial da Religião.
A Lei 11.635 que institui a data foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 27 de dezembro de 2007.
Art. 1o Fica instituído o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa a ser comemorado anualmente em todo o território nacional no dia 21 de janeiro.
Art. 2o A data fica incluída no Calendário Cívico da União para efeitos de comemoração oficial.
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 27 de dezembro de 2007; 186o da Independência e 119o da República.

dia nacional combate a intolerancia religiosa...

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Hoje é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
O 21 de janeiro é também o Dia Mundial da Religião.
A Lei 11.635 que institui a data foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 27 de dezembro de 2007.
Art. 1o Fica instituído o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa a ser comemorado anualmente em todo o território nacional no dia 21 de janeiro.
Art. 2o A data fica incluída no Calendário Cívico da União para efeitos de comemoração oficial.
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 27 de dezembro de 2007; 186o da Independência e 119o da República.

formaçao em diversidade...

UFRN oferece formação em gênero e diversidade
para professores da rede pública
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) abrirá, em janeiro de 2011,
as inscrições para a formação continuada em Gênero e Diversidade na Escola
(GDE). O público-alvo são professores da Educação Básica da rede pública
interessados em conhecer e discutir questões que envolvam gênero, sexualidades,
orientação sexual e relações étnicorraciais. Integrando a Rede de Educação para
a Diversidade do Ministério da Educação (MEC), a formação será oferecida na
modalidade semipresencial para seis Polos de Apoio Presencial do Programa
Universidade Aberta (UAB) no Estado do RN: Grossos, Guamaré, Luiz Gomes,
Martins, Natal e Parnamirim. As inscrições serão gratuitas e realizadas por meio
da Plataforma Freire, ferramenta vinculada ao Plano Nacional de Formação de
Professores da Educação Básica (Parfor), que visa qualificar os docentes da rede
pública em exercício. Há 540 vagas, 90 para cada polo.
A formação é coordenada pelo grupo de pesquisa Gênero, Corpo e Sexualidade
(GCS/o departamento de Antropologia/UFRN, o proponente do curso junto ao MEC, em
parceria com a Secretaria de Educação a Distância (Sedis) da Universidade.
A formação em Gênero e Diversidade na Escola está prevista para iniciar em março
e se entender até agosto de 2011, totalizando 200 horas de carga horária. As
aulas serão ministradas por meio de um Ambiente Virtual de Ensino e Aprendizagem
(AVEA) por professores vinculados à UFRN, com fornação nas áreas afins à
temática do curso. Tutores presenciais e a distância integram a equipe
pedagógica. Além das aulas online, haverá três encontros presenciais, em que
serão discutidos as temáticas do curso e realizadas oficinas que possibilitem
aos professores-cursistas construir um novo olhar sobre a escola, desconstruindo
preconceitos.
São cinco os módulos da formação: (1) orientações metodológicas e diversidade;
(2) gênero; (3) sexualidade e orientação sexual; 4) relações étnico-raciais; e
(5) avaliação. Os conteúdos contemplarão conceitos fundamentais como o de gênero
e sua importância para o conhecimento do mundo social, questões sobre saúde,
sexualidade e desigualdade racial, entre outros A articulação entre as temáticas
e o cotidiano escolar está presente em cada unidade.
MAIS INFORMAÇÕES, no site da Sedis ou e-mail
.
COORDENAÇÃO: professoras Elisete Schwade e Carla Cabral.

domingo, 2 de janeiro de 2011

História Geral da África

Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora
também disponível em português. A edição completa da
coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada
está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa,
peul e swahili. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das
mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico
Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram
africanos.

Download gratuito (somente na versão em português):
http://www.letraviva.net/index.php/dowloald/122-colecao-historia-geral-da-africa\
-em-portugues


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" Liberdade é pouco. o que eu desejo, ainda não tem nome" (Clarice
Lispector)
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Tribuna do Norte | O Rio Doce sofre com a poluição

Tribuna do Norte | O Rio Doce sofre com a poluição

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Tribuna do Norte | Médico relata caos no Walfredo em tempo real

Tribuna do Norte | Médico relata caos no Walfredo em tempo real

MAIS ALUNOS VAO PARA UNIVERSIDADE

A classe D já passou a classe A no número total de estudantes nas universidades brasileiras públicas e privadas. Em 2002, havia 180 mil alunos da classe D no ensino superior. Sete anos depois, em 2009, eles eram quase cinco vezes mais e somavam 887,4 mil. Em contrapartida, o total de estudantes do estrato mais rico caiu pela metade no período, de 885,6 mil para 423,4 mil. Os dados fazem parte de um estudo do instituto Data Popular.

“Cerca de 100 mil estudantes da classe D ingressaram a cada ano nas faculdades brasileiras entre 2002 e 2009, e hoje temos a primeira geração de universitários desse estrato social”, observa Renato Meirelles, sócio diretor do instituto e responsável pelo estudo.

Arquivo TNCom maior nível de escolaridade, classe D deve se tornar mais exigente na hora de ir às comprasCom maior nível de escolaridade, classe D deve se tornar mais exigente na hora de ir às compras
Essa mudança de perfil deve, segundo ele, ter impactos no mercado de consumo a médio prazo. Com maior nível de escolaridade, essa população, que é a grande massa consumidora do País, deve se tornar mais exigente na hora de ir às compras.

O estudo, feito a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela também que as classes C e D respondem atualmente por 72,4% dos estudantes universitários. Em 2002, a participação dos estudantes desses dois estratos sociais somavam 45,3%.

São considerados estudantes de classe D aqueles com renda mensal familiar entre um e três salários mínimos (de R$ 510 a R$ 1.530). Os estudantes da classe C têm rendimento familiar entre três e dez salários mínimos. Já na classe A, a renda é acima de 20 salário mínimos (R$ 10.200).

A melhoria da condição financeira que permitiu inicialmente a compra do primeiro carro zero e do celular aos brasileiros de menor renda também abriu caminho para que eles tivesse acesso ao ensino superior. Pesquisa do Programa de Administração de Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (FIA), que mede a intenção de compra dos consumidores por classe social, revela que subiu de 15%, no terceiro trimestre, para 17%, neste trimestre, a capacidade de gasto com educação em relação à renda da classe C.

Além da renda maior, Meirelles ressalta outros fatores que provocaram essa mudança de perfil socioeconômico dos universitários. Um deles é a universalização do ensino de segundo grau. Também contribuíram as bolsas de estudo do Programa Universidade para Todos (ProUni) e a proliferação de universidades particulares.

medicos e enfermeiros cubanos envergonham o mundo!!!

Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado

Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente. Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, destroçado pelo terremoto e pela cólera. Enquanto isso, a ajuda prometida pelos EUA e outros países...O artigo é de Nina Lakhani, do The Independent

Nina Lakhani - The Independent

Eles são os verdadeiros heróis do desastre do terremoto no Haiti, a catástrofe humana na porta da América, a qual Barack Obama prometeu uma monumental missão humanitária dos EUA para aliviar. Esses heróis são da nação arqui-inimiga dos Estados Unidos, Cuba, cujos médicos e enfermeiros deixaram os esforços dos EUA envergonhados.

Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, rasgado por terremotos e infectado com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro, que ganhou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional.

Observadores do terremoto no Haiti poderiam ser perdoados por pensar operações de agências de ajuda internacional e por os deixarem sozinhos na luta contra a devastação que matou 250.000 pessoas e deixou cerca de 1,5 milhões de desabrigados. De fato, trabalhadores da saúde cubanos estão no Haiti desde 1998, quando um forte terremoto atingiu o país. E em meio a fanfarra e publicidade em torno da chegada de ajuda dos EUA e do Reino Unido, centenas de médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos chegaram discretamente. A maioria dos países foi embora em dois meses, novamente deixando os cubanos e os Médicos Sem Fronteiras como os principais prestadores de cuidados para a ilha caribenha.

Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente, deixando claro que o Haiti está se esforçando para lidar com a epidemia que já matou centenas de pessoas.

Desde 1998, Cuba treinou 550 médicos haitianos gratuitamente na Escola Latinoamericana de Medicina em Cuba (Elam), um dos programas médicos mais radicais do país. Outros 400 estão sendo treinados na escola, que oferece ensino gratuito - incluindo livros gratuitos e um pouco de dinheiro para gastar - para qualquer pessoa suficientemente qualificada e que não pode pagar para estudar Medicina em seu próprio país.

John Kirk é um professor de Estudos Latino-Americanos na Universidade Dalhousie, no Canadá, que pesquisa equipes médicas internacionais de Cuba. Ele disse: "A contribuição de Cuba, como ocorre agora no Haiti, é o maior segredo do mundo. Eles são pouco mencionados, mesmo fazendo muito do trabalho pesado.".

Esta tradição remonta a 1960, quando Cuba enviou um punhado de médicos para o Chile, atingido por um forte terremoto, seguido por uma equipe de 50 a Argélia em 1963. Isso foi apenas quatro anos depois da Revolução.

Os médicos itinerantes têm servido como uma arma extremamente útil da política externa e econômica do governo, gahando amigos e favores em todo o globo. O programa mais conhecido é a "Operação Milagre", que começou com os oftalmologistas tratando os portadores de catarata em aldeias pobres venezuelanos em troca de petróleo. Esta iniciativa tem restaurado a visão de 1,8 milhões de pessoas em 35 países, incluindo o de Mario Terán, o sargento boliviano que matou Che Guevara em 1967.

A Brigada Henry Reeve, rejeitada pelos norteamericanos após o furacão Katrina, foi a primeira equipe a chegar ao Paquistão após o terremoto de 2005, e a última a sair seis meses depois.

A Constituição de Cuba estabelece a obrigação de ajudar os países em pior situação, quando possível, mas a solidariedade internacional não é a única razão, segundo o professor Kirk. "Isso permite que os médicos cubanos, que são terrivelmente mal pagos, possam ganhar dinheiro extra no estrangeiro e aprender mais sobre as doenças e condições que apenas estudaram. É também uma obsessão de Fidel e ele ganha votos na ONU."

Um terço dos 75 mil médicos de Cuba, juntamente com 10.000 trabalhadores de saúde, estão atualmente trabalhando em 77 países pobres, incluindo El Salvador, Mali e Timor Leste. Isso ainda deixa um médico para cada 220 pessoas em casa, uma das mais altas taxas do mundo, em comparação com um para cada 370 na Inglaterra.

Onde quer que sejam convidados, os cubanos implementam o seu modelo de prevenção com foco global, visitando famílias em casa, com monitoração proativa de saúde materna e infantil. Isso produziu "resultados impressionantes" em partes de El Salvador, Honduras e Guatemala, e redução das taxas de mortalidade infantil e materna, redução de doenças infecciosas e deixando para trás uma melhor formação dos trabalhadores de saúde locais, de acordo com a pesquisa do professor Kirk.

A formação médica em Cuba dura seis anos - um ano mais do que no Reino Unido - após o qual todos trabalham após a graduação como um médico de família por três anos no mínimo. Trabalhando ao lado de uma enfermeira, o médico de família cuida de 150 a 200 famílias na comunidade em que vive.

Este modelo ajudou Cuba a alcançar alguns índices invejáveis de melhoria em saúde no mundo, apesar de gastar apenas $ 400 (£ 260) por pessoa no ano passado em comparação com $ 3.000 (£ 1.950) no Reino Unido e $ 7.500 (£ 4,900) nos EUA, de acordo com Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento.

A taxa de mortalidade infantil, um dos índices mais confiáveis da saúde de uma nação, é de 4,8 por mil nascidos vivos - comparável com a Grã-Bretanha e menor do que os EUA. Apenas 5% dos bebês nascem com baixo peso ao nascer, um fator crucial para a saúde a longo prazo, e a mortalidade materna é a mais baixa da América Latina, mostram os números da Organização Mundial de Saúde.

As policlínicas de Cuba, abertas 24 horas por dia para emergências e cuidados especializados, é um degrau a partir do médico de família. Cada uma prevê 15.000 a 35.000 pacientes por meio de um grupo de consultores em tempo integral, assim como os médicos de visita, garantindo que a maioria dos cuidados médicos são prestados na comunidade.

Imti Choonara, um pediatra de Derby, lidera uma delegação de profissionais de saúde internacionais, em oficinas anuais na terceira maior cidade de Cuba, Camagüey. "A saúde em Cuba é fenomenal, e a chave é o médico de família, que é muito mais pró-ativo, e cujo foco é a prevenção. A ironia é que os cubanos vieram ao Reino Unido após a revolução para ver como o HNS [Serviço Nacional de Saúde] funcionava. Eles levaram de volta o que viram, refinaram e desenvolveram ainda mais, enquanto isso estamos nos movendo em direção ao modelo dos EUA ", disse o professor Choonara.

A política, inevitavelmente, penetra muitos aspectos da saúde cubana. Todos os anos os hospitais produzem uma lista de medicamentos e equipamentos que têm sido incapazes de acesso por causa do embargo americano, o qual que muitas empresas dos EUA de negociar com Cuba, e convence outros países a seguir o exemplo. O relatório 2009/10 inclui medicamentos para o câncer infantil, HIV e artrite, alguns anestésicos, bem como produtos químicos necessários para o diagnóstico de infecções e órgãos da loja. Farmácias em Cuba são caracterizados por longas filas e estantes com muitos vazios. Em parte, isso se deve ao fato de que eles estocam apenas marcas genéricas.

Antonio Fernandez, do Ministério da Saúde Pública, disse: "Nós fazemos 80% dos medicamentos que usamos. O resto nós importamos da China, da antiga União Soviética, da Europa - de quem vender para nós - mas isso é muito caro por causa das distâncias."

Em geral, os cubanos são imensamente orgulhosos e apóiam a contribuição no Haiti e outros países pobres, encantados por conquistar mais espaço no cenário internacional. No entanto, algumas pessoas queixam-se da espera para ver o seu médico, pois muitos estão trabalhando no exterior. E, como todas as commodities em Cuba, os medicamentos estão disponíveis no mercado negro para aqueles dispostos a arriscar grandes multas se forem pegos comprando ou vendendo.

As viagens internacionais estão além do alcance da maioria dos cubanos, mas os médicos e enfermeiros qualificados estão entre os proibidos de deixar o país por cinco anos após a graduação, salvo como parte de uma equipe médica oficial.

Como todo mundo, os profissionais de saúde ganham salários miseráveis em torno de 20 dólares (£ 13) por mês. Assim, contrariamente às contas oficiais, a corrupção existe no sistema hospitalar, o que significa que alguns médicos e até hospitais, estão fora dos limites a menos que o paciente possa oferecer alguma coisa, talvez almoçar ou alguns pesos, para tratamento preferencial.

Empresas internacionais de Cuba na área da saúde estão se tornando cada vez mais estratégicas. No mês passado, funcionários mantiveram conversações com o Brasil sobre o desenvolvimento do sistema de saúde pública no Haiti, que o Brasil e a Venezuela concordaram em ajudar a financiar.

A formação médica é outro exemplo. Existem atualmente 8.281 alunos de mais de 30 países matriculados na Elam, que no mês passado comemorou o seu 11 º aniversário. O governo espera transmitir um senso de responsabilidade social para os alunos, na esperança de que eles vão trabalhar dentro de suas próprias comunidades pobres pelo menos cinco anos.

Damien Joel Soares, 27 anos, estudante de segundo ano de New Jersey, é um dos 171 estudantes norte-americanos; 47 já se formaram. Ele rejeita as alegações de que Elam é parte da máquina de propaganda cubana. "É claro que Che é um herói, mas aqui isso não é forçado garganta abaixo."

Outros 49.000 alunos estão matriculados no "Novo Programa de Formação de Médicos Latino-americanos", a ideia de Fidel Castro e Hugo Chávez, que prometeu em 2005 formar 100 mil médicos para o continente. O curso é muito mais prático, e os críticos questionam a qualidade da formação.

O professor Kirk discorda: "A abordagem high-tech para as necessidades de saúde em Londres e Toronto é irrelevante para milhões de pessoas no Terceiro Mundo que estão vivendo na pobreza. É fácil ficar de fora e criticar a qualidade, mas se você está vivendo em algum lugar sem médicos, ficaria feliz quando chegasse algum."

Há nove milhões de haitianos que provavelmente concordariam.

Cuban medics in Haiti put the world to shame

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