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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

REDE MANDACARU RN INFORMA: OFICINA NACIONAL PARA POVOS DE TERREIRO EM SAO LUIS DO MARANHAO

PROGRAMAÇÃO OFICINA NACIONAL POVOS DE TERREIRO NO MARANHAO
 
27/11
 
08h00                         Manhã - Chegada dos participantes
Recepção no aeroporto
Credenciamento
 
12h00                         Almoço
Local: Oficina Escola da FUNC –Av. beira Mar  (em frente ao terminal da integração de ônibus).
 
14h30             Conferencia Livre da Juventude de Terreiros –
·         Ângela Guimarães – Secretaria Adjunta da Secretaria Nacional da Juventude e Coordenadora da Conferência Nacional da Juventude
·         Claudett Ribeiro – Secretaria de iguaIdade Racial do Maranhão
·         Márcia Rollemberg – Secretaria de Cidadania Cultural/MINC
·         Representante da Juventude de Terreiros
Local: Centro de Criatividade Odilo Costa Filho
Rampa do Comércio, 200- Praia Grande | São Luis, Maranhão
 
19h00                         Jantar
Local: Oficina Escola da FUNC –Av. Beira Mar  (em frente ao terminal da integração de ônibus).
 
20h00                         Abertura da mostra de cinema nigeriano
·         Exibição do filme: EFUNSETA ANIWURA-(Nigéria/Benin, 1981, DVCAM, cor, 72’, legendas em português).
·         Debate com o diretor Tunde Kelani (Nigéria) e João Velho - Cineasta (Brasil – RJ)
Coordenação: Alexandro Reis- Fundação Cultural Palmares
Local: Centro de Criatividade Odilo Costa Filho
Rampa do Comércio, 200- Praia Grande - São Luis, Maranhão
 
22h00                         Tambor de Crioula – Praça Nauro Machado
 
 
 
28/11
 
08h00                         Cortejo Cultural do Povo de Terreiro
Local: Saída da Casa das Minas - Rua de São Pantaleão via Casa de Nagô, sentido Rua Grande desce no Beco da Pacotilha – Centro Histórico
 
12h30                         Almoço
Local: Oficina Escola da FUNC –Av. Beira Mar  (em frente ao terminal da integração de ônibus).
16h00                         Plenária: Apresentação dos objetivos e metodologia da oficina: Márcia Rollemberg (Secretária de Cidadania Cultural); Vanda Machado e André Santana (Consultores)
Dinâmica de apresentação dos participantes
Local: Teatro João do Vale
 
18h00                         Jantar
                                   Local: Oficina Escola da FUNC –Av. Beira Mar  (em frente ao terminal da integração de ônibus
 
20h00                         Solenidade de abertura 
Local: Teatro João do Vale - Endereço: Rua da Estrela,  Largo do Comércio
 
22h00                         Show: Bata Lebee-Nigéria e Artistas Maranhenses
Local: Praça Nauro Machado
 
 
 
29/11
 
08h00                          Abertura
 
09h00                         Diálogos e  Reflexões para a elaboração de políticas públicas de cultura para povos tradicionais de terreiros
                                   - Vanda Machado - BA
                                   - Jô Brandão – coordenadora - Secretaria de Cidadania Cultural/Minc
Local: Teatro João do Vale - Endereço: Rua da Estrela,  Largo do Comércio
 
10h00                         Lanche
 
10h30                         Formação dos GTs
 
GT- 1 – Eixo temático - Patrimônio cultural e direitos
Coordenadora: Desireé Tozi – DF
Relator: Selmo Norte-DF
Fala inspiradora: Pai Euclides Talabyan Menezes (Casa Fanti Ashanty – MA); Tata Anselmo - onzó nguzo za nkisi Dandalunda  ye tempo (Terreiro Mocambo – BA)
            Local: Auditório do IPHAN
Endereço: Rua do Giz, 235 – Centro São Luís-MA
 
                                   GT-2 Eixo Temático – Fomento e Sustentabilidade
Coordenadora: Ione Nascimento - DF
Relatora: Alessandra Lima -DF
Fala inspiradora: Maria Neide Oyá D”Oxum – AL; Maria Lucia Santana Neves -Terreiro Filhos da Goméia-Bankoma-BA
                                   Local: Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho
                                   Endereço: Rua do Giz, 205 – Praia Grande – São Luis
 
GT-3 - Eixo temático– Direitos Civis e Culturais
                                   Coordenador: José Marmo da Silva - RJ
                                   Relator: Danilo Serejo - GO
                                   Fala inspiradora: Tata Raimundo Konmannagy – BA; Maristela dos Santos –AL
Local:Escola de Musica Lilah Lisboa - Rua da Estrela, nº 363 - Praia Grande
 
                                   GT- 4 Eixo temático – Cultura e Comunicação
                                   Coordenador: André Santana-BA
                                   Relatora: Morena Salama -DF
                                   Fala inspiradora: Joel Zito Araújo – RJ; Beth D”Oxum – PE
Local: Superintendência do Patrimônio Cultural
Rua da Estrela - Centro Histórico
 
 
                                   GT-5 Eixo – Cultura, Patrimônio Natural e Meio Ambiente
                                   Coordenador: Sandro José da Silva -RJ
                                   Relatora: Isaurina Santos -MA
                                   Fala inspiradora: Pai Mariano Frazão – MA; Mãe Beata de Yemanjá – RJ
                                   Local: Centro de Criatividade Odilo Costa Filho
                                   Rampa do Comércio, 200- Praia Grande
 
12h30                         Almoço
Local: Oficina Escola da FUNC
Av. Beira Mar (em frente ao terminal da integração de ônibus)
 
14h30                         Continuação dos GTs
 
16h00                         Lanche nos grupos
 
18h00                         Encontros e convivências
                       
Espaço Cantigas e Batuques – Coordenação: Aderbal Ashogun - RJ
                                    Participação - Kazadi wa Mukuna -Kent/USA/
                                   Djalma Corrêa – RJ
                                   Bata Lebee/Nigeria
                                   - Aprendizado sobre a confecção de instrumentos
                                   - Oficina de música africana, oralidade e percussão
Local: Praça Valdelino Cécio - Esquina da Rua do Giz com o Beco da Pacotilha Centro Histórico
 
Espaço Encontro de Saberes - Coordenação: Mãe Venina - MA; Mameto Nangetu - PA e Mãe Márcia D”Oxum - RJ
Participação: Babatunde Lawal - USA; Mãe Beata de Yemanjá - RJ; Olayanju Ayowumi Ayanwale - Casa da Nigéria – BA; Silvany Euclênio - SEPPIR
                                   - Conhecimentos tradicionais e uso das ervas
                                   - Troca de experiências e saberes com as lideranças dos terreiros, mestres e mestras
                                   - Registros de histórias de vida
                                   - Lançamento do livro: contos e crônicas do Mestre Tolomy Àfrica Viva no Brasil autor: Pai Paulo -SP
Local: Praça da Criança - Praça da Criança Esquina da Rua de Nazaré com a Rua da Estrela – Centro Histórico
 
Espaço Mercado - Coordenação: Mãe Maria Lúcia - BA; Pai Alexandre Silveira - DF e Makota Kzamdembo - MG
- Stands de vendas dos produtos e artesanatos dos terreiros
Local: Rua do Mercado da Praia Grande
 
Espaço Aromas, Sabores e Magia - Coordenação: Iyá Mukumbi - RS; Ekedi Nilce Maíra - RJ e Yayá do Acarajé - DF
                                   - Culinária dos terreiros
                                   - Degustação de comidas
                                   - Troca de experiências
Local: Espaço Catarina Mina – Rua Portugal
 
Espaço brinquedos e brincadeiras – Coordenação: Alessandra Gama e Eliana Santos
                                   - Espaço de brincadeiras das crianças
Local: Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho - Rua do Giz, 205 – Praia Grande – São Luis
 
18h00                         Exibição do Filme: MAAMI (Nigéria, 2011, DVCAM, cor, 92’, legendas em português) Diretor Tunde Kelani-Nigéria
Local: Centro de Criatividade Odilo Costa Filho
Rampa do Comércio, 200- Praia Grande
 
19h00                         Jantar
Local: Oficina Escola da FUNC –Av. Beira Mar  (em frente ao terminal da integração de ônibus
 
20h00                         Apresentações artísticas
Local: Praça Nauro Machado
 
 
 
 
 
30/11
 
08h30                         Ancestralidade africana: diálogos, memórias e revivências.
                                   Awouanvoegdé Lucie (República do Benin),
                                   Babalawo Kolapo Fatoogun (Nigéria)
                                   Gbemisola Akinruli Comfort ( Nigéria)
                                   Kazadi Wa Mukuna-Kent (USA)
                                   Babatunde Lawal (USA)
                                   Olayanju Ayowumi Ayanwale (Nigéria )
 
12h00                         Almoço
Local: Oficina Escola da FUNC –Av. Beira Mar (em frente ao terminal da integração de ônibus
 
14h00                         Plenária Final – apresentação dos GTs
 
17h00                         Mesa de encerramento
Marcia Rollemberg – Secretaria de Cidadania Cultural
Alexandro Reis- Fundação Cultural Palmares
Desireé Tozi- IPHAN
Silvany Euclênio - SEPPIR
Local: Teatro João do Vale - Rua da Estrela,  Largo do Comércio – Praia Grande
 
18h00                         Encontros e convivências
Exibição do filme: ARUGBA (Nigéria/Benin, 2008, DVCAM, cor, 95’, legendas em português)
Direção: Tunde Kelani
Local: Centro de Criatividade Odilo Costa Filho- Rampa do Comércio, 200- Praia Grande | São Luis, Maranhão
 
20h00                         Apresentações artísticas
Local: Praça  Nauro Machado
 
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"O Município não está investindo como deveria na atenção básica e na promoção da saúde. O reflexo disso é a sobrecarga dos hospitais e unidades de pronto-atendimento. Trata-se de uma política genocida. Deixa-se a população adoecer, para atendê-la de forma emergencial e paliativa", afirma Dalva. professora e pesquisadora.


Saúde: MP quer revisão de orçamento


Andrielle Mendes - repórter

O orçamento previsto para saúde municipal em 2012 não cobre nem as despesas com a folha de pagamento. A declaração é do Ministério Público do Rio Grande do Norte, que encaminhou uma recomendação a prefeitura de Natal, propondo que o Município eleve o valor destinado à saúde. O orçamento, já encaminhado à Câmara, prevê a aplicação de R$ 181 milhões na saúde no próximo ano. O valor, que é um pouco maior que o proposto em 2011, está abaixo do ideal, segundo o Conselho Municipal de Saúde. "Só a folha de pagamento soma R$ 190 milhões", afirma Dalva Horário, que presta assessoria ao conselho municipal de saúde pela UFRN. De acordo com o conselho, a saúde municipal precisa de, no mínimo, R$ 220 milhões.
Alex RégisPromotora Elaine Cardoso recomenda que a Prefeitura reveja orçamentoPromotora Elaine Cardoso recomenda que a Prefeitura reveja orçamento

"O MPE agora aguarda posição do Município para avaliar que medidas serão tomadas", afirma Elaine Cardoso, promotora de defesa da Saúde. "O mais grave disso tudo é que o orçamento previsto para 2012 não cobre nem a folha de pagamento", acrescenta a promotora, que assina a recomendação com  Kalina Filgueira, também promotora de Defesa da Saúde. O Ministério Público, segundo Elaine, aguarda a adequação da proposta.

VOTAÇÃO

O orçamento entraria em pauta ontem na câmara municipal. A equipe de reportagem tentou entrar em contato com o presidente da câmara, Edivan Martins, e com a assessoria da presidência, para saber se os vereadores teriam analisado a recomendação do MPE e apreciado a 'matéria', mas não obteve êxito. Segundo Dalva Horácio, ao encaminhar proposta de R$181 milhões para câmara sem aval do conselho municipal de saúde, a prefeitura descumpriu a legislação nacional.

Na avaliação do conselho, a rede municipal pode enfrentar uma série de paralisações e uma nova onda de desabastecimento, caso a prefeitura não eleve o valor destinado a saúde no próximo ano. Deixar para complementar o orçamento no ano seguinte, através de aditivos pontuais, segundo Dalva Horário, pode provocar a descontinuidade do serviço. "A secretaria de Finanças fez um rateio entre as secretarias. Não considerou as necessidades da saúde", afirma. Segundo a professora, há dois pontos que merecem atenção: o pagamento da folha e a manutenção das unidades básicas de saúde.

RECOMENDAÇÃO

O MPE ressalta - na recomendação - "a existência de inquéritos civis e procedimentos no âmbito da 62ª Promotoria de Justiça que acompanham deficiências estruturais e de atendimento nas unidades básicas de saúde e que os os recursos suficientes para ações de manutenção e estruturação da Atenção Básica não foram priorizados na previsão da Secretaria Municipal de Saúde para o ano de 2012".

"O Município não está investindo como deveria na atenção básica e na promoção da saúde. O reflexo disso é a sobrecarga dos hospitais e unidades de pronto-atendimento. Trata-se de uma política genocida. Deixa-se a população adoecer, para atendê-la de forma emergencial e paliativa", afirma Dalva.
Emanuel AmaralDalva Honório, do Conselho de Saúde, alerta para a falta de recursosDalva Honório, do Conselho de Saúde, alerta para a falta de recursos

INSUFICIENTE

O quadro, considerado crítico pelo conselho, tende a piorar, segundo a professora. "Isso porque não há recurso suficiente para pagar pessoal, adquirir insumos e medicamentos e manter as unidades de saúde. Nenhum destes pontos está sendo contemplado integralmente pelo orçamento". Segundo ela, alguns serviços estão sendo pagos apenas com verba federal. "O aporte do município é  mínimo, porque o dinheiro vai quase todo para a folha de pagamento". A equipe de reportagem tentou entrar em contato com a secretária municipal de saúde, Perpétuo Socorro, para saber que providências serão tomadas, mas ela não atendeu as ligações.

Hospital sofre com falta de investimento

O Hospital dos Pescadores, de responsabilidade do Município, atende entre 250 e 300 pessoas diariamente. Por mês, o número de atendimentos chega a 9 mil. Muitos dos casos são de baixa ou média complexidade, como uma febre. A sobrecarga, segundo a direção, é reflexo da falta de investimento na rede básica. "Tem gente que vem atualizar receita", afirma um dos diretores. Além da sobrecarga, o hospital também  enfrenta desabastecimento. A situação, segundo os diretores, foi normalizada há alguns dias. Hoje, o maior problema, segundo a diretora geral, Elisama Batista da Costa, ex-secretária adjunta de saúde, é o deficit de pessoal. O hospital precisa de, pelo menos, dez técnicos em enfermagem. A direção planejava estender o atendimento às crianças, mas desistiu da ideia por falta de pessoal. "Se fôssemos estender o atendimento, precisaríamos de, no mínimo, mais 24 técnicos em enfermagem", calcula. Os planos foram engavetados. Mesmo assim, crianças em estado grave são atendidas no hospital. Ontem, enquanto a equipe de reportagem conversava com os diretores, uma criança com convulsão, deu entrada na unidade. "Não temos pediatra, mas vamos atendê-la. Não podemos mandar ninguém embora", afirmou Marcos Pinheiro, diretor clínico. "A Saúde como um todo precisa melhorar. Mas isso demanda investimento", completou.

ESTADO

O orçamento destinado pelo Estado à saúde será menor no próximo ano.  A pasta perdeu cerca de R$ 17,5 milhões em relação ao orçamento 2011. Outas áreas foram mais afetadas. A Assembleia Legislativa tem até 15 de dezembro deste ano [data do início do recesso legislativo] para apreciar e votar o OGE 2012. Caso, a votação não ocorra até esta data, a presidência da AL pode adiar o início do recesso. O presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta, lembrou, em matéria publicada em outubro, que o Legislativo pode elaborar e aprovar emendas ao OGE 2012 para corrigir possíveis distorções.

Medida proíbe dízimos e revista íntima de religiosos em presídios


curso de segurança alimentar

Duração e certificado
O curso, oferecido gratuitamente, terá duração de 60 horas e será realizado em 4 meses. Para receber o certificado de conclusão é necessário cumprir todas as atividades e avaliações propostas.
Metodologia O curso será desenvolvido em plataforma Moodle de ensino a distância, na qual o aluno receberá todas as instruções para as atividades didáticas e de comunicação com a comunidade do curso. Durante o curso, os alunos terão o auxílio de especialistas em conteúdo e de tutores para esclarecimento de dúvidas.
Lideranças e representantes das organizações da sociedade civil, lideranças dos povos indígenas e comunidades tradicionais, membros dos Conseas e outros conselhos públicos, servidores e gestores do poder público das diferentes esferas de governo, procuradores e promotores do Ministério Público e outros atores relevantes na promoção do DHAA e na implementação do SISAN.
Prioritariamente, serão oferecidas vagas para conselheiros estaduais, distritais e municipais (governo e sociedade civil) integrantes de Conseas em funcionamento.

Novo Plano Nacional de Educação precisa atender as demandas da sociedade civil A expectativa de mais de 200 organizações é que o documento a ser lido no Plenário da Câmara, na próxima quarta-feira, seja um PNE pra Valer!

Novo Plano Nacional de Educação precisa atender as demandas da sociedade civil
A expectativa de mais de 200 organizações é que o documento a ser lido no Plenário da Câmara, na próxima quarta-feira, seja um PNE pra Valer!
Brasil, 22 de novembro de 2011

Na próxima quarta-feira, dia 23 de novembro, a partir das 14h30, o deputado Ângelo Vanhoni (PT/PR), relator do PL 8035/2010, que trata do novo Plano Nacional de Educação, apresentará ao Plenário da Comissão Especial dedicada a analisar a matéria, sua proposta de substitutivo ao texto encaminhado pelo Governo Federal em 15 de dezembro de 2010.

As organizações ligadas ao movimento “PNE pra Valer!” acompanharão a leitura do relatório de Ângelo Vanhoni e reforçarão a necessidade de que os investimentos públicos na educação sejam, no mínimo, de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação pública e que esse patamar venha acompanhado da implementação imediata do mecanismo do Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi), em uma estratégia de transição capaz de garantir que o Brasil encerre o plano decenal com a vigência do Custo Aluno-Qualidade, aproximando o país do nível de investimento por estudante praticado nos países mais desenvolvidos do mundo.

A incidência do PNE pra Valer! – Antes mesmo do PL 8035/2010 (PNE – Plano Nacional de Educação) iniciar sua tramitação no Congresso Nacional, o movimento “PNE pra Valer!”, criado e coordenado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, vem incidindo na criação do novo plano educacional. A participação da rede começou desde as etapas estaduais da Coneb (Conferência Nacional de Educação Básica
[i]), , encerrada em abril de 2010. Em fevereiro de 2011, a rede apresentou 101 emendas ao projeto de lei, sendo a pioneira na iniciativa
A principal crítica ao projeto de lei apresentado pelo Governo Federal, em uma avaliação geral, é que a proposta foi menos ambiciosa do que a educação pública brasileira requer. De acordo com Daniel Cara, coordenador geral da Campanha, o Projeto de Lei apresentado em dezembro de 2010 não mostrou um diagnóstico da situação atual, tampouco determinou metas intermediárias, nem sequer mencionou qualquer participação prática da União nos investimentos necessários em educação básica. “Assim, o novo PNE, enviado pelo Executivo, nasceu como um projeto frágil em termos de concepção e inócuo nos instrumentos de gestão. Consequentemente, o país teria grandes dificuldades para implementá-lo. Pior, sua implementação não surtiria o efeito necessário em termos de melhoria da educação pública.”, explica Cara. Ainda, segundo ele, é preciso observar o atual estágio em que se encontra a educação de forma crítica e transparente para que as metas possam ser incorporadas à realidade de cada local.

A necessidade dos 10% do PIB – Para o movimento “PNE pra Valer!”, a ampliação dos investimentos públicos em educação pública é fundamental para que o cumprimento das diretrizes e metas do novo plano seja empreendido com base em um padrão mínimo de qualidade.  Em meados de agosto deste ano, a Campanha divulgou
Nota Técnica justificando a aplicação do equivalente a 10% do PIB em educação no País. O documento utilizou a mesma metodologia da planilha de custos do MEC e comprovou que a proposta de 7% do PIB, feita pelo Governo Federal, é insuficiente para garantir o direito a uma educação pública de qualidade. Para as organizações que compõem o movimento, este indicador é sinal da manutenção da expansão precária do acesso à educação.

“A nossa expectativa é que as emendas que apresentamos sejam incorporadas ao relatório que será apresentado nesta quarta-feira, principalmente, àquelas relativas aos mecanismos de controle social e fortalecimento do Plano, àquelas referentes ao financiamento da educação por meio da aplicação dos 10% do PIB e a instituição do Custo-Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) e do Custo-Aluno-Qualidade (CAQ), como instrumentos que garantem padrões de qualidade de ensino para a Educação Pública”, esclarece Cara.

Desde o envio das emendas ao Congresso Nacional, ativistas e organizações do movimento “PNE pra Valer!” têm realizado, em todo o território nacional, uma série de iniciativas e mobilizações a fim de que o maior número de pessoas possível entenda o que significa e o que implica ter um novo Plano Nacional de Educação e o que é necessário para uma educação pública de qualidade.  Além de diversas atividades em Brasília, de março até o presente momento, data de fechamento desta matéria, mais de 50 eventos públicos foram realizados em 14 Estados e no DF, com a participação de mais de 20 mil pessoas, entre elas 30 parlamentares.

O que é o movimento “PNE pra Valer!” – Desde que a proposta de PNE foi divulgada pelo Poder Executivo Federal, em dezembro de 2010, um amplo e plural grupo de pessoas, organizações, redes e movimentos vinculados à Campanha Nacional pelo Direito à Educação e engajados no movimento “PNE pra Valer!” vem se dedicando a analisar a proposta e a produzir emendas com o objetivo de contribuir para que este Plano reflita as deliberações da Conae (Conferência Nacional de Educação), os anseios e as necessidades da educação pública brasileira, e que seja resultado de um amplo trabalho coletivo e colaborativo entre os diversos atores que fazem a educação em nosso País.   Mais informações:
www.pnepravaler.org.br
                   
A Campanha Nacional pelo Direito à Educação é uma rede da sociedade civil que tem como missão atuar pela efetivação e ampliação dos direitos educacionais para que todas as pessoas tenham garantido seu direito a uma educação pública, gratuita e de qualidade no Brasil. É considerada a articulação mais ampla e plural no campo da educação básica no Brasil, constituindo-se como uma rede que articula mais de 200 grupos e entidades distribuídas por todo o País. Em outubro de 2007, a Campanha recebeu do Congresso Nacional o prêmio Darcy Ribeiro, por sua bem-sucedida atuação de incidência política no processo de criação do Fundeb (Fundo da Educação Básica).  Mais informações:
www.campanhaeducacao.org.br

Serviço:
Apresentação do relatório do novo Plano Nacional de Educação- PL 8035/10
Reunião Deliberativa Ordinária
Data: 23 de novembro de 2011
Horário: 14h30
Local: Câmara dos Deputados – Anexo III, Plenário 10 - Brasília - DF

terça-feira, 22 de novembro de 2011

olha o dinheiro publico ai gente ESSA E O CHAVAO QUE O TCE RN DEVERIA USAR PARA TCE PELO BOM TRABALHO VIVA AO CONTROLE SOCIAL CADEIA NAO SO PARA LADRAO DE GALINHA MAS PARA LADRAO DE DINHEIRO PUBLICO TAMBEM GRITA A SOCIEDADE BRASILEIRA CAMBANDA DE LADROES.....


Um trabalho de prévio controle das contas públicas realizado desde julho deste ano pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) tem identificado graves irregularidades nos processos deflagrados pelos órgãos públicos estaduais e municipais do Rio Grande do Norte e já conseguiu evitar o desperdício de aproximadamente R$ 35 milhões. Isso foi possível com o advento da resolução n.º 009/2011 - TCE/RN, instituída na gestão do conselheiro Valério Mesquita, cuja linha de ação tem causado embaraço por evidenciar a falta de zelo com o erário. A medida é uma pequena peça no quebra-cabeça do TCE, que analisa também todas as despesas realizadas pelo poder público. O caso mais emblemático é o da Secretaria de Saúde Pública (Sesap), cuja licitação  no valor de R$ 28,03 milhões para adquirir material de consumo traumo-ortopédico estava superfaturada (nos lotes 09 e 20), respectivamente, em 250% e 388%, de acordo com a pesquisa mercadológica encomendada pelo Tribunal 15 processos licitatórios estão sob as mesas de conselheiros e técnicos do TCE/RN face a suspeição de impropriedades.

O relator do procedimento da Sesap, o conselheiro Renato Costa Dias, votou pela suspensão da licitação porque constatou ainda outras irregularidades substanciais que entendeu serem merecedoras de retificações. Entre elas está o fato de um dos vencedores da licitação não possuir a habilitação necessária no edital. Renato Dias verificou também que havia ilegalidade na desclassificação sumária de uma empresa sem que a Secretaria apresentasse explicação convincente para tal. Além disso, ele pontuou que alguns participantes da concorrência requereram a impugnação do processo sem que a Sesap considerasse tal pedido.  "O mais grave neste caso foi a constatação do significativo dano financeiro. A administração estaria comprando um produto cujo preço no mercado era bem mais baixo", explicou o coordenador da Diretoria de Administração Direta (DAD), Renato Duarte. A DAD é a principal das três células organizacionais do TCE/RN que desenvolve o trabalho preventivo das contas públicas, uma vez que é a responsável por avaliar o maior orçamento - o do Governo do Estado.

Há ainda setores que cuidam da administração indireta, dos municípios e um exclusivo para inspecionar licitações de obras diversas. A DAD averigua atualmente nove processos que chamaram a atenção dos técnicos pelos valores vultosos. Seis deles são oriundos da Sesap. Excluindo-se o de R$ 28 milhões, os demais somam R$ 9,9 milhões e tratam de contratos para prestação de serviço móvel de hemodiálise, aquisição de gêneros alimentícios e contratação de empresa locação de veículos (este último também por dispensa de licitação).

Figura na lista também as Secretarias de Administração (dispensa de licitação para contratação de empresa de auditoria) e Segurança Pública.

Concorrência da Saúde vai ser readequada

O secretário estadual de Saúde Pública (Sesap), Domício Arruda, afirmou ontem que a licitação  suspensa pelo Tribunal de Contas está sendo readequada e que recomendou agilidade no processo porque desde 2009 - época em que o procedimento foi deflagrado na Sesap - todas as compras de material traumo-ortopédico têm sido feitas de maneira emergencial (por dispensa de licitação), o que não é visto com bons olhos pelo TCE/RN. "Já estamos agilizando essas modificações porque falta material e nós chegamos a parar as cirurgias no hospital Deoclécio Marques, por exemplo", argumentou ele.

Domício Arruda destacou que o alto preço constatado nos lotes 09 e 20 advém de uma prática constante das empresas que concorrem às licitações. Ele afirmou que é comum as concorrentes "mergulharem" (quando se apresenta um preço muito abaixo do valor mercadológico) em alguns itens da licitação para descontarem o "prejuízo" em outros. "Um lote que tem vários itens eles colocam o preço muito  baixo para ganhar o lote completo e depois alegar que não tem condições de adquirir o produto por aquele valor", completou. O secretário defende que o Ministério da Saúde viabilize um portal de compras, para que os órgãos estaduais possam aquirir os insumos necessários com mais tranqüilidade.

Bate-papo

» Renato Duarte, coordenador da DAD do TCE

Quais infrações estão sendo constatadas?

Muitos indícios de ordem formal. Cláusulas do edital. Mas as principais são a disparidade grande nos preços e em alguns casos determinados favorecimentos.

Teria condições de dizer qual o lugar de mais irregularidade?

Na verdade a gente não tem uma estatística real. O que a gente encontra hoje no âmbito dessa diretoria são muitas licitações da Sesap. São licitações de valores altos, de medicamentos de alto custo e que estão chamando atenção pelos valores e por ser uma praxe da administração pública não ter um planejamento para o futuro e cria esse embaraço. Diante da necessidade da sociedade de ter o medicamento e por não ter se planejado o próprio gestor fica de mãos atadas para poder comprar sem licitação e tudo isso está chamando a atenção do Tribunal que está fazendo essa atuação preventiva. Isso tem sido bem aceito pelos gestores e inclusive pela Secretaria de Saúde.

O que pode acontecer com o gestor que insistir no erro?
Eles tem duas fases de atendimento, uma fase prévia, na qual eles são citados para apresentar defesa. Caso eles sejam citados eles são considerados revés. E segundo será aplicado uma multa por não ter atendido o Tribunal.

Este ano já aconteceu alguma vez?

Ainda não porque os processos não foram finalizados.

O que o gestor pode fazer para não cometer esses vícios?

Primeira coisa é o cuidado de ter uma comissão de licitação eficaz. Ter técnicos de qualidade, uma assessoria jurídica q possa emitir pareceres para resguardar o gestor. Essa deve ser uma preocupação. Então a opinião do TCE é que o gestor se cerque dos melhores técnicos para evitar que posteriormente seja punido.
Maria da Guia Dantas - repórter

A SAGA DO DESCARTE DO NINGUEM VIU E NINGUEM SABE CONTINUA VAMOS ESBANJAR OS RECURSOS DO SUS MINHA GENTE O ESTARNHO E QUE SOBRA REMEDIOS E FALTA LUVA, GASE E ESPARADRAPO E SO FAZER UMA VISITA AOS PRONTO SOCORROS DE VARIOS HOSPITAIS PUBLICOS MUITO FERRUGEM E MUITA SUCATA E MUITA GAMBIARRA NO SUS PROPOMOS AO ENTERRO SOLENE DOS REMEDIOS DESCARTADOS COM A PALAVRA A POLICIA FEDERAL E O MINISTERIO PUBLICO UNICOS A QUEM PODEREMOS RECORRE?????


Medicamentos são encontrados às margens da BR-101

A Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) vai apurar se os remédios que foram encontrados às margens da BR-101, na manhã desta terça-feira (22), são oriundos da instituição. A diretora-geral da Unicat, Telma Praxedes, informou que haverá a análise para que seja procedido o rastreamento da origem dos medicamentos.

Segundo a diretora, a responsabilidade pelo recebimento desse tipo de medicamento são as unidades da vigilância sanitária locais, sejam municipais ou estaduais. Na maioria das caixas de medicamentos encontrados havia a tarja inidcado que se tratava de uma amostra grátis e, por isso, há a suspeita de que os itens tenham saído de unidades públicas de saúde, podendo ser a Unicat ou até mesmo hospitais e postos de saúde.

A Unicat vai analisar os lotes dos medicamentos e fazer o rastreamento, que pode ver se os itens saíram da unidade. Caso seja confirmado que eles saíram de lá, haverá abertura de investigação para apontar os responsáveis.

Dezenas de caixas de medicamentos descartados foram flagradas pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE na manhã desta terça-feira. Os remédios foram entre os quilômetros 137 e 138 da BR-101, no município de Arês. São 30 tipos diferentes de medicamentos.

A denúncia foi feita por um taxista, que terá a identidade preservada pela reportagem. No sábado (19) ele flagrou uma mulher despejando os medicamentos próximo à rodovia por volta das 15h. O homem recolheu parte das caixas e entregou na sede da TRIBUNA, no bairro da Ribeira. Na manhã de hoje, a reportagem conferiu in loco que ainda há caixas espalhadas próximo ao acostamento da pista.

Aproximadamente 80 caixas de medicamentos foram entregues na sede da TN pelo taxista que fez a denúncia. Amanhã a TN retomará os contatos com a vigilancia para cumprir os procedimentos para devolução dos medicamentos.

Marco Carvalho - Repórter

Dezenas de caixas de medicamentos descartados foram flagradas pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE na manhã desta terça-feira, 22. Os remédios foram encontrados às margens da rodovia BR-101, entre os quilômetros 137 e 138 - no município de Arês. São cerca de 40 caixas de medicamentos, de 15 tipos diferentes.
Alex RégisMaterial foi encontrado por um taxista no sábado e parte continua no localMaterial foi encontrado por um taxista no sábado e parte continua no local

A denúncia foi feita por um taxista que terá a identidade preservada pela reportagem. No sábado passado, 19, ele flagrou uma mulher despejando os medicamentos próximo à rodovia por volta das 15h.

O homem recolheu parte das caixas e entregou na sede da TRIBUNA, no bairro da Ribeira. Na manhã de hoje, a reportagem conferiu in loco que ainda há caixas espalhadas próximo ao acostamento da pista.

Bup, Vermectil, Adoless, Cordarex, Cittá, Forfig, Mitrax, Vagivit, Expressin, Percof e Diurisa são alguns dos remédios encontrados. Todos classificados com o selo de amostra grátis. A caixa indicava que é indispensável prescriçao médica para aquisição dos medicamentos. Na minoria das caixas, cerca de 10, não havia o sinal da necessidade receita médica.


Medicamentos descartados em BR

Publicação: 23 de Novembro de 2011 às 00:00
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Marco Carvalho - repórter

Comprimidos antidepressivos, analgésicos destinados a distúrbios de equilíbrio e géis ginecológicos. Anticoncepcionais, laxantes e remédios para tratamento de hipertensão. Foi isso que a reportagem da TRIBUNA DO NORTE flagrou na manhã de ontem ao receber denúncia de que medicamentos haviam sido descartados às margens da rodovia BR-101. No total, mais de 150 caixas foram descartadas no local já próximo à cidade de Arês - a 60 quilômetros da capital do Estado.
Alex RégisParte de medicamentos descartados às margens da BR 101 foi entregue por taxista à TRIBUNA DO NORTEParte de medicamentos descartados às margens da BR 101 foi entregue por taxista à TRIBUNA DO NORTE

Os remédios foram encontrados às margens da rodovia BR-101, entre os quilômetros 137 e 138 - no município de Arês. Ontem, lá estavam mais de 40 caixas de medicamentos, de 15 tipos diferentes. Dias antes, um taxista que terá a identidade preservada pela reportagem diz ter recolhido outras 100 após ver uma mulher jogar as caixas próximo ao acostamento da pista.

A denúncia partiu justamente deste homem, que deixou os medicamentos na sede da TRIBUNA, no bairro da Ribeira. No sábado passado, 19, ele conta que viu uma mulher despejando os medicamentos próximo à rodovia por volta das 15h.

Ontem, a reportagem conferiu in loco que ainda há caixas espalhadas próximo ao acostamento da pista. 

Bup, Vermectil, Adoless, Cordarex, Cittá, Forfig, Mitrax, Vagivit, Expressin, Percof e Diurisa são alguns dos remédios encontrados. Todos classificados com o selo de amostra grátis. A caixa indicava que é indispensável prescrição médica para aquisição dos medicamentos. Na minoria das caixas, cerca de 10, não havia o sinal da necessidade receita médica.

Também é a minoria que está dentro da validade, não chegando a 10 caixas. O vencimento da quantidade restante varia entre março e novembro deste ano.

De acordo com informações constantes na bula dos medicamentos, alguns dele representam alto riscos caso ocorra uso indevido, como em crianças por exemplo.

É exatamente neste ponto que a subcoordenadora da Vigilância Sanitária Estadual tocou em entrevista à reportagem no final da tarde de ontem. Maria Helena da Motta Urbano, que está de  férias no interior de São Paulo,  classificou como "extremamente preocupante" o fato em Arês e conta que o descarte inadequado traz sérios riscos à população. "O uso indevido desses medicamentos podem trazer sérios danos à saúde. Assim como para o meio ambiente que não absorve esses elementos", afirmou.

Rastreamento

A Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), em conjunto com a Vigilância Sanitária, irá rastrear a origem dos medicamentos descartados. Hoje, a TRIBUNA devolverá os remédios deixados em sua sede para os agentes de saúde pública. "É nosso papel verificar como os medicamentos foram parar na rodovia. Vamos apurar o motivo disso", declarou a subcoordenadora Maria Helena Motta.

A diretora geral da Unicat, Telma Praxedes, confirmou a visão da Vigilância Sanitária. A partir da data de validade e do número dos lotes irá chegar à indústria, à distribuidora e a quem recebeu os remédios. "Vamos investigar se saiu do nosso almoxarifado. Os municípios também possuem almoxarifados e podem ter liberado esses medicamentos".

A investigação terá início hoje com a entrega por parte da equipe de reportagem. Inicialmente, tanto Praxedes quanto Motta não quiseram antecipar responsabilizações e disseram que apenas após a investigação poderão saber a procedência do material.

Casos similares ocorreram este ano

Não é a primeira vez que o descarte inadequado de medicamentos ocupa o noticiário na Grande Natal. Em pelo menos outras três vezes em 2011, a população viu isso ocorrer.

Os casos ocorreram nas dunas de Jenipabu, no bairro da Cidade da Esperança e no conjunto Cidade Satélite. Este foi o mais recente, tendo ocorrido no dia 13 de agosto desse ano. No dia 12 e no dia 6 do mesmo mês, outros remédios haviam sido encontrados em localizações distintas.

Os casos contaram com o apoio da investigação do Ministério Público Estadual e em um deles houve responsabilização criminal de servidores por omissão e negligência.

Na Cidade da Esperança - zona Oeste de Natal foram encontrados ampolas de insulina e propofol. Nas dunas de Jenipabu, até mesmo medicamentos tarja preta foram descartados de forma inadequada.

CAMPANHA

Durante este mês, o Sindicato dos Farmacêuticos do Rio Grande do Norte (Sinfarn) já realizou uma campanha para o descarte adequado de medicamentos. A iniciativa, que contou com o apoio do Conselho Regional de Farmácia, chamava atenção da população para os riscos casos remédios fossem jogados em lixo comum ou no meio ambiente.

De acordo com o Sinfarn, "o descarte irregular de medicamentos contribui para a poluição do meio ambiente. Eles são formados por substâncias químicas que podem contaminar o solo e a água e afetar a saúde humana e de animais".

Durante aquele final de semana, locais adequados foram espalhados para a cidade para recolhimento e posterior incineração.

"Essa mesma campanha foi realizada em cidades como Petrópolis e Rio de Janeiro. A meta do Sinfarn é ir além desse dia 'D' e ajudar a transformar o descarte seguro de medicamentos em um projeto de lei permanente para a cidade de Natal", afirmou a presidente do Sinfarn, Jacira Prestes em nota publicada no blog do sindicato.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

representação de povos de terreiro e matriz africana fazem presença em terras potiguares.

Òrìşà Ògiyán/Òrìşànlá

Pronunciamento ministra Luiza Helena de Bairros

cupula ibero americana salvador 2011

conferencias amigos e amigas ate a hora da eleição de delgados problematica a ser superada ainda....

Em ter, 15/11/11, Luciane Reis <lrcubre@yahoo.com.br> escreveu:


Data: Terça-feira, 15 de Novembro de 2011, 7:39

 
Durante praticamente 2 longos meses eu vivi e respirei a conferência de mulheres.Até a chegada da divisão do “ poder ”  que neste caso é simbolizado na escolha das  delegadas, todas as mulheres que constroem o processo  são aliadas , antes deste momento todas são  parceiras, falam a mesma lingua ou seja desejam o empoderamento das mulheres em sua pluralidade .Mas ai chega o momento do  dividir o” poder”  e neste  instante  é possivel perceber as nuaces e reconfiguração do racismo.Cada dia que passa me intriga a forma tão peculiar que o racismo  brasileiro tem de se renovar em uma sociedade que mesmo dizendo trabalhar para promover a equidade ,consegue ser  perversa em suas formas e modos de atuaçaõ e a conferência de mulheres é um maravilhoso observatorio desta mobilidade racista.
Esta conferência possibilitou  dialogar com mulheres lideranças femininas dos 27  territorios  baianos , foi possivel debater  o ser mulher em sua pluralidade,.Falou-se de Sociedade,Cultura e Comunicação.Não falou -se de qualquer sociedade,  qualquer cultura e principalmente não falou –se do impacto da comunicação e das demais politicas  na vida e mente de qualquer mulher.Falou de como estes aspectos chega até a mente das  mulheres negras  sobre os eixos de saude, violência, educação e autonomia politica.Tudo isto tendo como base a transversalização do eixo de raça , neste aspecto  temos que parabenizar a Secretaria Estadual de Mulheres, que  nesta etapa da construção deu um show de democracia e construção coletiva.
Acontece que ai você sai dos territorios e vem  digamos assim “ Para o asfalto” é  neste momento que tudo que foi pensado na perspectiva de unidade e pluralidade começa a desaparecer ou seja é desmembrando fala, apoio e ação. A  conferência  de mulheres  então vira  um lugar impar para se observar e confirmar o que  sempre  se escuta das  que carinhosamente chamo de “ negas véias” o movimento de mulheres se dividi na hora da ocupação dos espaços . É  interessante observar  como construimos juntas  todas as etapa, onde  as demandas de ser e estar mulher negra é compartilhado pela unidade da  comissão organizadora, até ai nenhum problema,mas ai chega a tiragem de delegadas .Neste momento  a tão valorizada e falada democracia se acaba ,uma vez que,  de maneira muito “natural” cada uma é levada a  seguir o percurso  construido pelo racismo ,pretas com pretas, brancas com brancas,  e isto não falo de segmentos ,o  Apartheid  politico toma  forma , e  a nossa celebre frase  da Sueli Carneiro ganha corpo e voz  da mesma forma que uma Yaó que se inicia ela gira e dá seu recado  querendo que o maior número de nós a escute . Neste momento  o percurso “ natural “ colocou cada uma em seu espaço ,não existe mais comissão organizadora, não existe secretaria democratica  existe mulheres negras e mulheres  brancas .

A nossa celebre frase, ecoa em nossas mentes  e da mesma forma que uma vodunci recem iniciada , nossas ancestrais  que sempre lutaram por uma sociedade de fato plural se apropria deste ambiente  e  chega aos nossos ouvidos com a velocidade de uma trilha aberta por ogum e diz "Entre a esquerda e a direita eu sei que eu continuo preta" .  E neste momento todos os nossas guerreiras acordam percebe que nunca fomos tratadas como aliadas desta forma  e vamos para guerra, afinal precisamos garantir a participação dos nossos segmentos e não qualquer nome ,precisamos garantir os nomes que vão peitar, cobrar e argumentar ou seja as nossas delegadas “ problemáticas” as indesejadas por estas  .
Esta conferência é vitoriosa do ponto de vista da defesa de politicas publicas especificas, onde  estas não tem dificuldades  para ser aprovadas como em momentos outros.A sociedade já entende que pensar politicas que inclua negras e indigenas  é central.  Mas não se engane agora é que começa o problema,porque mesmo falando de autonomia para as mulheres, as mulheres  não negras  acham que podem nos tutorar , que elas sabem quem é o melhor nome quando se fala de raça ou religiosidade. É neste momento que acontece o racha, neste instante nos separamos  afinal estamos fortalecida  e entendemos que podemos falar por nós. É neste momento que entendendo  autonomia como  direito de  decidir, colocamos todos os discurso de apoio que as mesmas nos dão na balança e ai elas não admitem e começa a movimentação pela nossa anulação dentro do processo e neste  momento o  movimento  dividi-se ou racha.
Na conferencia  da Bahia não foi diferente ,foi possivel ver Abiãn querendo ocupar vaga Egbomes, yas e yaos ,mulheres que historicamente sempre se beneficiou dos privilegios de ter a pele clara reivindicar-se  delegada pelo segmento de raça somente por se considerar negra mas  que no dia –a –dia nunca foi a frente de batalha na defesa destas ,Militantes partidária  que definia quem era ou não negra e de santo ou legitima  para este ou aquele segmento ,enfim  mulheres que compreende o debate de mulheres apartir do que lhe é conviniente.
 Do meu local de observadora  foi interessante ver as posturas , as ações, as formas de atuação e acima de tudo o desrespeito onde   mulher negra   e suas demandas virava  dominio publico onde todas as presentes se sentiam com legitimidade para agir ou  representar. O saldo que tiro como  comissão organizadora ate a territorial  e depois observadora desta  é que muito temos a fazer e acima de tudo precisamos “ sofisticar” a nova forma de combate ao racismo, onde suas demandas são validas contanto que seja eu  mulher não negra a ditar as regras , a realizar ou estar no comando.E ai o grito dado  lá atrás ecoa entre meus ouvidos e percebo que ser mulher preta vai alem da cor de pele, de estar organizada em um agrupamento politico e que definitivamente o que me move  não é o movimento feminista, mas as  mulheres negras.
Percebo  que  podemos caminhas por trilhas diferentes,mas temos que nos  encontrar  no final,pois estas por mais que sejam aliadas em alguns instantes sempre serão mulheres  brancas. Como diz minha amiga Sueide Kintê o encontro de nossos caminhos e trilhas  promove  a famosa Pororoca negra ,isto acontece por  nos identificarmos, reconhecermos   e acima de tudo  por  vim de  uma outra educação do que vem a ser feminismo e portanto  a grande Pororoca que só nós mulheres negras produzimos é o que incomoda e sempre incomodou a estas hoje dominantes , afinal a pororoca remexe o que esta colocado e resignifica seus lugares  . Agradeço a Lindinalva de Paula  minha amiga , a Iraildes Andrade minha mãe espiritual,  a Maria Martins minha mãe biologica que quando eu nem sabia o que era politica sempre direcionou a vida de minha  familia com garra e ousadia, agradeço a elas  e obviamente ao movimento de mulheres pretas, por me fazer problematica.Afinal  eu tenho lado e tendo lado nem sempre vamos agradar.
Como saldo final desta conferência acredito que foi um espaço importante para que eu e muita militante negra  jovem entenda as nuaçes da disputa politica nesta  falácia chamada democracia racial . Na minha concepção go solidariedade e compromisso social para mim só  existe se dividimos o poder,não adianta encher as secretarias de governo de homens e mulheres negras se estas não mandam em nada,não adianta se dizer parceira se na hora de democratizar de fato procuram nos destruir nos bastidores. Portanto a mim não contempla a solidariedade e o discurso de igualdade, não me contempla peças com pessoas negras,não me contempla representações negras em mesas se na hora da decisão a mesa continua sendo branca e não estou falando somente da toalha.

Luciane Reis, Yaó de Oxumaré,Publicitária,futura Jornalista,integrante do Instituto Mídia Étnica e acima de tudo militante politica  e de mulheres.

Art. 1o Fica assegurado às pessoas transexuais e travestis, nos termos desta portaria, o direito à escolha de tratamento nominal nos atos e procedimentos promovidos no âmbito do Ministério da Educação.

Diário Oficial da União.
No 222, segunda-feira, 21 de novembro
de 2011

PORTARIA No 1.612, DE 18 DE NOVEMBRO DE
2011

O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no
uso da competência que lhe confere o Art. 87, parágrafo único, incisos I e II,
o disposto no Art. 5o, da Constituição Federal, e
CONSIDERANDO a Portaria no 223 de 18 de
maio de 2010 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
CONSIDERANDO os princípios dos
direitos humanos consagrados em instrumentos internacionais, especialmente a Declaração
Universal dos Direitos Humanos (1948) e a Declaração da Conferência Mundial contra o Racismo,
Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata
(Dur-
ban, 2001);
CONSIDERANDO as propostas de ações
governamentais contidas no Programa Nacional de Direitos Humanos 3 elaborado em 2010
(PNDH 3) relativas ao Eixo Orientador III: Universalizar Direitos em um Contexto de
Desigualdades;
CONSIDERANDO o Programa de Combate à
Violência e à Discriminação contra Lésbicas, Gays, Transgêneros, Transexuais e
Bissexuais e de Promoção da Cidadania Homossexual, denominado
"Brasil Sem Homofobia";
CONSIDERANDO o Plano Nacional de
Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais,
Transgêneros e Transexuais - PNLGBT;
CONSIDERANDO as resoluções da
Conferência Nacional de Educação - Conae 2010 quanto ao gênero e a diversidade sexual;
CONSIDERANDO a Portaria 233, datada de
18/05/2010, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - Mpog, que
estabelece o uso do nome social adotado por travestis e transexuais
às/aos servidoras/es públicas/os, no âmbito da Administração
Pública Federal direta, autárquica e fun
dacional; e
CONSIDERANDO o compromisso deste
Ministério de desenvolver unidades em sua estrutura para o tratamento das questões de
educação em direitos humanos, resolve:

Art. 1o Fica assegurado às pessoas
transexuais e travestis, nos termos desta portaria, o direito à escolha de tratamento nominal nos atos
e procedimentos promovidos no âmbito do Ministério da Educação.
§ 1o Entende-se por nome social aquele
pelo qual essas pessoas se identificam e são identificadas pela
sociedade.
§ 2o Os direitos aqui assegurados
abrangem os agentes públicos do Ministério da Educação, cabendo às autarquias vinculadas a
esta Pasta a regulamentação da matéria dentro da sua esfera de competência.

Art. 2° Fica assegurada a utilização
do nome social, mediante requerimento da pessoa interessada, nas seguintes situações:
I - cadastro de dados e informações
de uso social;
II - comunicações internas de uso
social;
III - endereço de correio eletrônico;
IV - identificação funcional de uso
interno do órgão (crachá);
V - lista de ramais do órgão; e
VI - nome de usuário em sistemas de
informática.
§ 1o No caso do inciso IV, o nome
social deverá ser anotado no anverso, e o nome civil no verso da identificação funcional.
§ 2o A pessoa interessada indicará,
no momento do preenchimento do cadastro ou ao se apresentar para o atendimento, o
prenome que corresponda à forma pela qual se reconheça, é identificada,reconhecida e denominada por
sua comunidade e em sua inserção social.
§ 3o Os agentes públicos deverão
tratar a pessoa pelo prenome indicado, que constará dos atos escritos.
§ 4o O prenome anotado no registro
civil deve ser utilizado para os atos que ensejarão a emissão de documentos oficiais, acompanhado do
prenome escolhido.
§ 5o Em 90 (noventa) dias devem ser
tomadas as medidas cabíveis para que o nome social passe a ser utilizado em todas as situações
previstas nesta Portaria.

Art. 3° Esta Portaria entra em vigor
na data da sua publicação.

FERNANDO HADDAD

* * *

http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=67&data=21/11/2011

O CUMULO DO ABSURDO ACONTECE EM ARAGUAINA

Créditos da Foto: Ilustração

Foi aprovado na manhã dessa segunda-feira, 07, na Câmara Municipal de Araguaína, o projeto de Lei n° 048/2011, que dispõe sobre a obrigatoriedade da leitura de versículos bíblicos na abertura do dia letivo. Após a sansão do prefeito Valuar, fica sendo obrigado a todos os professores do Município a ler para a turma um trecho da Bíblia antes do início da aula.

Segundo o autor do projeto, vereador Mané Mudança (DEM) a pratica da leitura da Bíblia é “muito importante para as crianças e para os mestres, a fim de que eles possam ler e refletir” sobre ensinamentos para a vida e valores cristãos. Mudança ainda lembrou que antes das Sessões da Câmara Municipal, todas as vezes, a leitura de um versículo é obrigatório.

O vereador Aldair da Costa, mais conhecido como Gipão, também comungou do mesmo pensamento, elogiou a iniciativa do colega e ressaltou as verdades bíblicas como indispensáveis para a construção de uma sociedade mais unida. “Através de um filho que ler a Bíblia na escola, o pai também pode passar a ler. Conheço muitas pessoas que estavam perdidas, mas ao conhecer a palavra de Deus foram transformadas”, testemunhou o parlamentar.

Para alguns teóricos, a obrigatoriedade da leitura de livros (literatura) religioso é uma forma de imposição e domínio de um segmento religioso, pois nem todos tem a Bíblia como principio de prática e Fé. Porém, como o Brasil, historicamente, é conhecido como um cristão, a medida deve não enfrentar muita resistência por pais e alunos, que receberão a imposição.

domingo, 20 de novembro de 2011

ORGULHO DA FAMILIA ROCHA FERNANDES E SEUS AMIGOS E AMIGAS....

Um sorriso negro e um abraço negro traz felicidade a todos e a todas vamos lembrar de DONA JOANINHA PARTEIRA, MAE QUININHA, MAE BELINHA, DONA CICERA, A VELHA MARIQUINHA DE OPARA, A VELHA RAIMUNDA DE EXU DE ALAGOAS, TIA AVO PUREZA, TIA LUZIA,   O VELHO MANOEL CAETANO MEU BISAVO NASCIDO ESCRAVO E FORO NA COMUNIDADE DE GROSSOS, TIO AVO SINVAL E TIA CICERA AINDA VIVOS EM NATAL COM NAO MEU PAI AFROINDIGENA EXPEDITO PRAXEDES FERNANDES RAIZ DOS TAPUIAS DO APODI NA COMUNIDADE POÇO ESCURO EMFIM A TODOS OS QUE TEM MUITO OU POUCA MELANINA MAS NO CORAÇÃO E NA MENTE E NO CORPO TRAZ A FORÇA DE SUAS RAIZES SEJAM TURCAS, PORTUGUESAS, INDIGENAS  E OU AFRICANA E QUE SOMOS FAMILIA ROCHA FERNANDES COM MUITO ORGULHO DE ESTARMOS NO RIO GRANDE DO NORTE SEMIRARIDO BRASILIEIRO A LUTA E A MESMA SO QUE A CADA DECADA MUDAM OS ATORES

Ataque contra comunidade Kaiowá Guarani registra morte e desaparecimentos


Renato Santana
De Brasília

O saldo é de um indígena assassinado, quatro desaparecidos e uma porção de feridos no acampamento Tekoha Guaiviry, entre os municípios de Amambai e Ponta Porã (MS), onde uma comunidade Kaiowá Guarani foi atacada por um grupo com cerca de 40 pistoleiros - munidos com armas de groso calibre - na manhã desta sexta-feira (18).

Os números deverão ser mais bem esclarecidos durante a próxima semana, quando os indígenas estiverem recompostos no acampamento – por enquanto estão espalhados, em fuga.

Conforme o apurado junto a sete mulheres indígenas que fugiram pela mata e chegaram aos municípios de Amambai e Ponta Porã, durante a correria três jovens – J.V, 14 anos, M.M, 15 anos, e J.B, 16 anos - teriam sido baleados, sendo que um encontra-se hospitalizado e os outros dois desaparecidos.

“A gente não sabe se os dois desaparecidos tão mortos ou se foram sequestrados pelos pistoleiros, mas a certeza é de que foram atingidos e caíram”, disse uma das indígenas. Na fuga, elas eram um grupo de 12 mulheres. Cinco acabaram ficando para trás. Uma mulher e uma criança, conforme outros indígenas relataram ao Ministério Público federal (MPF), também são dadas como desaparecidas.

A Polícia Federal, integrantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e conselho Aty Guassu (Grande Assembleia Guarani), Fundação Nacional do Índio (Funai) e MPF estiveram no acampamento. Conforme nota, o MPF abriu investigação e na perícia constatou marcas de sangue que remontam a cena de um corpo sendo arrastado.

Possivelmente o do cacique Nísio Gomes, 59 anos, executado com tiros de calibre 12. Depois de morto, o corpo do indígena foi levado pelos pistoleiros – prática vista em outros massacres cometidos contra os Kaiowá Guarani no MS. As informações foram passadas logo depois do ataque por um indígena que correu para pedir socorro. Não há confirmação se além de Nísio outros indígenas foram mortos – mesmo os dois rapazes baleados e que estão desaparecidos.

“Estavam todos de máscaras, com jaquetas escuras. Chegaram ao acampamento e pediram para todos irem para o chão. Portavam armas calibre 12”, disse um indígena da comunidade que presenciou o ataque e terá sua identidade preservada por motivos de segurança.

Conforme relato do indígena, o cacique foi executado com tiros na cabeça, no peito, nos braços e nas pernas. “Chegaram para matar nosso cacique”, afirmou. O filho de Nísio tentou impedir o assassinato do pai, segundo o indígena, e se atirou sobre um dos pistoleiros. Bateram no rapaz, mas ele não desistiu. Só o pararam com um tiro de borracha no peito.

Na frente do filho, executaram o pai. Cerca de dez indígenas permaneceram no acampamento. O restante fugiu para o mato e só se sabe de um rapaz ferido pelos tiros de borracha – disparados contra quem resistiu e contra quem estava atirado ao chão por ordem dos pistoleiros. Este não é o primeiro ataque sofrido pela comunidade, composta por cerca de 60 Kaiowá Guarani. 

Decisão é de permanecer

Desde o dia 1º deste mês os indígenas ocupam um pedaço de terra entre as fazendas Chimarrão, Querência Nativa e Ouro Verde – instaladas em Território Indígena de ocupação tradicional dos Kaiowá.

A ação dos pistoleiros foi respaldada por cerca de uma dezena de caminhonetes – marcas Hilux e S-10 nas cores preta, vermelha e verde. Na caçamba de uma delas o corpo do cacique Nísio foi levado, bem como os outros sequestrados, estejam mortos ou vivos.

“O povo continua no acampamento, nós vamos morrer tudo aqui mesmo. Não vamos sair do nosso tekoha”, afirmou o indígena. Ele disse ainda que a comunidade deseja enterrar o cacique na terra pela qual a liderança lutou a vida inteira. “Ele está morto. Não é possível que tenha sobrevivido com tiros na cabeça e por todo o corpo”, lamentou.

A comunidade vivia na beira de uma Rodovia Estadual antes da ocupação do pedaço de terra no tekoha Kaiowá. O acampamento atacado fica na estrada entre os municípios de Amambai e Ponta Porã, perto da fronteira entre Brasil e Paraguai.

Conforme recente publicação do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) sobre a violência pratica contra os povos indígenas do MS nos últimos oito anos, no estado está concentrada a maior quantidade de acampamentos indígenas do País, 31 - há dois anos, em 2009, eram 22.

São mais de 1200 famílias vivendo em condições degradantes à beira de rodovias ou sitiadas em fazendas. Expostas a violências diversas, as comunidades veem suas crianças sofrerem com a desnutrição – os casos somam 4 mil nos últimos oito anos - e longe do território tradicional.

Atualmente, 98% da população originária do estado vivem efetivamente em menos de 75 mil hectares, ou seja, 0,2% do território estadual. Em dados comparativos, cerca de 70 mil cabeças de gado, das mais de 22,3 milhões que o estado possui, ocupam área equivalente as que estão efetivamente na posse dos indígenas hoje.

Sobre o território

Com relatório em fase de conclusão pela Fundação Nacional do Índio (Funai), a área ocupada pela comunidade está em processo de identificação desde 2008. Por conta disso, o ataque tem como principal causa o conflito pela posse do território. A região do ataque fica a meia hora da fronteira com o Paraguai.

Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Ministério Público Federal (MPF), referente ao processo de demarcação da Terra Indígena, está em execução.  

Galeria de imagens

Galeria de Vídeos

Vídeo mostra situação de acampamentos Kaiowá Guarani

Carta de Salvador, entregue hoje no Afro XXI - REDE MANDACARU RN TENHA A HONRA DE SER UMA DAS INSTITUIÇOES CONVIDADAS A PARTICIPAR DA CUPULA IBERO AMERICANA SOBRE AFRICANIDADE NO MUNDO

Carta de Salvador, entregue hoje no Afro XXI, sintetiza propostas da sociedade civil
A criação de um fundo internacional voltado a financiar ações complementares das políticas públicas de reparação é uma das principais propostas contidas na Carta de Salvador, documento que sintetiza os debates realizados pelas entidades da sociedade civil organizada durante o Afro XXI. O texto foi entregue na noite desta sexta-feira (18) a Enrique Iglesias, que comanda a Secretaria Geral Ibero-americana (Segib), entidade que propôs a realização do encontro, que termina nesse sábado (19) com a reunião de chefes de Estado para aprovar a Declaração de Salvador.
Segundo Epsy Campbell, militante do movimento de mulheres negras da Costa Rica e escolhida a representante do fórum de entidades na reunião dos chefes de Estado, “esse fundo deve garantir uma resposta às necessidades, não para substituir as responsabilidades dos governos, mas para complementá-la e reforçá-la”.

 A abertura do encontro da sociedade civil dentro do Afro XXI foi marcada pela afirmação da autonomia dos movimentos sociais e da sociedade civil em relação aos governos. A perspectiva desse encontro entre representantes da sociedade civil ibero-americano, caribenha e africana é constituir propostas que contribuam com a Declaração de Salvador, documento que sairá do encontro de chefes de Estado no último dia do Afro XXI.
À mesa de abertura do encontro sentaram-se, lado a lado, representantes dos movimentos sociais e de governos. O primeiro a saudar o encontro foi Gilberto Leal, militante do Movimento Negro, que destacou a necessidade da união e da competência na articulação política da sociedade civil para ter força para interferir e enfrentar blocos políticos muito bem articulados na região.
 
Juca Ferreira, representante do Brasil na Secretaria Geral Ibero-Americana, fez um prognóstico nada animador da possibilidade de recrudescimento do racismo com as crises atuais que afetam o centro do capitalismo global. Por outro lado afirmou a maturidade do movimento social de luta por igualdade. “Esse momento não é apenas de celebração. O objetivo é interferir no processo democrático e de desenvolvimento econômico”, disse Ferreira.
 
 
O panamenho Humberto Brown, representante do movimento Diáspora Latina, lembrou a necessidade de buscar a inteligência ancestral para encontrar saídas e dar respostas adequadas à conjuntura global na luta contra o racismo. “Será um dia desafiante, pois são muitas questões e pouco tempo para discutir toda a pauta”, refletiu ele.
 
A representante da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Magali Navys, demonstrou alegria por identificar um crescimento da organização da luta contra o racismo. “Até hoje foi a sociedade civil que empurrou os avanços”, declarou ela. Entretanto, ponderou que as forças contrárias a esses avanços também crescem.
 
Inclusão - Representando o governo da Bahia, o secretário Elias Sampaio, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, apontou que não há possibilidade de avanço do Brasil sem a inclusão dos afrodescendentes. “Eleger governos progressistas é uma condição necessária, mas não suficiente para construirmos a igualdade racial”, afirmou Sampaio.
 
Para finalizar, a representante da Articulação das Organizações das Mulheres Negras Brasileiras e membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade, Vera Baroni, chamou a atenção do público para boatos de que a Secretaria das Mulheres e a Seppir estariam em risco de extinção. “Essas instituições cumprem um papel muito importante e precisam ser potencializados e não extintos”, declarou. E finalizou apontando para a grandeza da diversidade presente ao encontro e em especial à presença das mulheres negras.
Políticas afirmativas são o caminho apontado para eliminar as desigualdades
Os jovens afrodescendentes da América Latina e do Caribe são um dos grupos populacionais que enfrentam as maiores desvantagens, exclusão e discriminação, segundo o relatório “Juventude afrodescendente na América Latina: realidades diversas e direitos (des)cumpridos”, que o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) lançou em Salvador (Bahia) nesta sexta-feira (18), em evento paralelo ao Afro XXI - Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes.
Estima-se que na América Latina, segundo a informação disponível nos nove países pesquisados, vivam ao redor de 24 milhões de jovens afrodescendentes, de um total de 81 milhões de pessoas de ascendência africana. Com mais de 22 milhões, o Brasil é o país que reúne a maior quantidade de jovens afrodescendentes, tanto em termos relativos como absolutos. Vêm a seguir Colômbia, Equador e Panamá, que, juntos, registram cerca de 1,4 milhão de jovens afrodescendentes.
“Um dos desafios em matéria de políticas para afrodescendentes – como sublinhado pelo relatório – é a falta de informação estatística desagregada, sistemática e confiável sobre este grupo de população”, disse Marcela Suazo, diretora para a América Latina e o Caribe do Unfpa. “A disponibilidade desses dados permitiria evidenciar as iniquidades enfrentadas por este grupo populacional e, portanto, contribuir para a formulação de políticas afirmativas para os afrodescendentes”.
Tripla exclusão – A desigualdade que caracteriza a América Latina – a região de maior desigualdade do mundo – se reflete também na juventude afrodescendente, que sofre uma tripla exclusão: étnica/racial (por ser afrodescendente), de classe (por ser pobre) e geracional (por ser jovem). Além disso, as mulheres afrodescendentes sofrem processos de exclusão e discriminação de gênero.
O relatório, fruto de um esforço conjunto do Unfpa e da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal/Celade), é o primeiro a apresentar um panorama regional das dinâmicas populacionais das e dos jovens afrodescendentes, tanto em termos demográficos como de distribuição territorial, além de proporcionar informações sobre sua situação em matéria de acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, educação e emprego, áreas-chave para sua inserção social e sua participação plena nos processos de desenvolvimento de seus países.
O estudo evidencia as brechas significativas existentes nos países entre os jovens afrodescendentes e os demais jovens. Os dados sugerem a existência de diferenças na implementação dos direitos de saúde reprodutiva entre as jovens afrodescendentes, já que a maternidade em idade precoce é tanto ou mais elevada entre elas do que para as demais jovens. Além disso, a maternidade precoce está sistematicamente associada a menores níveis de educação, ainda mais evidentes neste grupo populacional.
As porcentagens de jovens que não estudam nem trabalham na região são muito altas e, na maioria dos países, os jovens afrodescendentes se encontram entre os mais excluídos destes sistemas. A situação dos afrodescendentes na região tem cobrado maior visibilidade nos últimos anos, graças, por um lado, ao aumento das organizações e articulações afrodescendentes que defendem seus direitos em níveis regional e nacional e, por outro, à criação de instituições governamentais encarregadas dos assuntos concernentes aos povos afrodescendentes em mais de uma dezena de países. Contudo, isso não tem sido suficiente.
O estudo propõe o investimento e o fortalecimento das políticas afirmativas para a juventude afrodescendente em um marco de direitos, como caminho para superar as iniquidades, a discriminação e a exclusão. O Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes é uma realização do governo brasileiro, através da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir/PR) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Governo do Estado da Bahia, através das secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), de Cultura (Secult), e das Relações Internacionais e da Agenda Bahia (Serinter), associados a Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib).
A parceria para a realização do Encontro inclui também a Fundação Alexandre de Gusmão (Funag), a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid), e a ONU, através de suas agências: Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP).
 

convocando juventude de terreiro para repasse de informações nacionais....

NOS QUE FAZEMOS A REDE MANDACARU RN/COMISSÃO DE TERREIROS E RELIGIOSOS DE MATRIZ AFRICANA ENTIDADE FUNDADORA DA REJUMATERN,  CONVOCAMOS A REDE DE JOVENS DE TERREIROS E OUTROS JOVENS DAS COMUNIDADES DE MATRIZ AFRICANA DO RN,  PARA CONVERSAR  E REPASSE DE INFORMAÇÕES GOSTARIAMOS QUE REPASSASEM ESSAS INFORMAÇÕES A TODOS BEM COMO A TODOS OS CENTROS, TERREIROS ILE, ABASSAS COM A DEVIDA CONFIRMAÇÃO DE NOMES SOLICITAMOS A TODOS QUE ENVIEM REPRESENTANTES JOVENS DE 0 A 29 ANOS PARA REUNIAO CONFORME ORIENTAÇÃO NACIONAL DA IDADE JUVENTUDE NAO IMPEDINDO QUE OUTROS POSSAM PARTICIPAR
LOCAL A DEFINIR E HORARIO GOSTARIAMOS DE CONFIRMAÇÕES DAS CASAS.... PROVAVEL LOCAL
CASA DE MAE NICINHA NA COMUNIDADE DA AFRICA DATA AINDA A SER DEFINIDA....

angoleiros solicitam a presidente da republica a lei 10639/03

A Propósito, Eu, Táta Keuamucongo Riá Tatêto Gongombira, Venho Por Meio Deste Recado, E É Com Muito Orgulho Que Faço Pública A Resposta Do Gabinete Particular Da Excelentíssima Presidenta Da República, Senhora Dilma Rousseff, Ao Ofício Nº. 002/2011 Da Cncactbb/Crbndm, No Qual O Senhor Táta Ananguê Solicitou A Sua Análise, Apoio E Providências No Sentido De Incluir A História Negada Do Negro Bantu, Durante Mais De 400 Anos, Na História Do Negro Na África E No Brasil, No Ensino Médio E Fundamental Em Cumprimento A Lei 10.639/2003. Sua Excelência Acusou O Recebimento E Informou-Nos O Encaminhamento Ao Ministério Da Educação Pelo Ofício Cor/Gp/Pr: 1272/2011 Para Análise E Eventuais Providências. O Ministério Da Educação, Em 31 De Outubro De 2011, Respondeu-Nos Através Do Ofício Nº. 2962/2011/Dpecad/Seccadi/Mec, Cumprimentando Pelo Ofício Enviado E Quanto A Inclusão Da História Do Povo Bantu, Na História Do Negro Na África E No Brasil No Ensino Fundamental E Médio Com Base Na Lei 10.639/03, Considerou Relevante A Solicitação Proposta E A Temática Será Apresentada Aos Fóruns De Diversidade Étnico-Racial Para Avaliação E Orientação Aos Sistemas De Ensino.
Esta É Mais Uma Vitória Dos "Bantus/Angoleiros" E De Todos Os Candomblecistas Bem Como Dos Outros Segmentos De Origem Bantu. Divulguem E Agora Cobrem Dos Fóruns De Ensino.

Táta Kimbanda Kiá Dihamba Ananguê "Presidente Da Cncactbb/Crbndm".

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