A FLOR DO SERTAO E CANGAÇO - Organização que atua na defesa social da vida ambiente da diversidade etinico racial de todas as formas e maneiras, a missão de servir ao outro com toda a nossas forças e sinergia
"Ti Oluwa Ni Ile", Domine, quo vadis? Senhor, aonde ides?
Ab initio: desde o começo. Ab aeterno: desde a eternidade. In perpetuum: para sempre.
TRANSFORME SEU GESTO EM AÇÃO DEPOSITE: 9314 ITAU NATAL-RN-BRASIL 08341 2
Ilê Ilê Axé àrà-àiyé Omim ofa Orum fum fum Bara Lona...
PARTICIPE DE NOSSAS AÇÕES TRANFORME E SUA CONTRIBUIÇÃO EM UMA AÇÃO SOCIAL - DOE QUALQUER VALOR
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Maleta Juventudes traz parcerias e série inédita...
MALETA JUVENTUDE CANAL FUTURA - JUVENTUDE AS CORES DA NOSSA CULTURA ...
CHAMAMENTO PÚBLICO
PARA REGIONALIZAÇÃO E FORMAÇÃO E PARCERIA
COM CANAL FUTURA E FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO E REDE MANDACARU BRASIL -
PARA PARTICIPAR DO CURSO JUVENTUDE E REALIDADES - POR QUE POBREZA...
PROJETO PEDAGÓGICO PARA VIDA... PROJETO JÁ FALEI
10639 VEZES QUE RACISMO, INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E PRECONCEITO DE
QUALQUER FORMA SÃO CRIMES - JUVENTUDE AS CORES DA NOSSA CULTURA ...
PROJETO JA FALEI 10639 VEZES QUE RACISMO, INTOLERANCIA RELIGIOSA E
PRECONCEITO DE QUALQUER FORMA SAO CRIMES - JUVENTUDES AS CORES DA NOSSA CULTURA...
CHAMAMENTO PÚBLICO PARA FORMAÇÃO E PARCERIA COM CANAL FUTURA E
FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO E INSTITUIÇÕES SOCIAIS E
REDE MANDACARU BRASIL, PARA PARTICIPAR DA ATUAÇÃO JUVENTUDE E REALIDADES UM PROJETO
PEDAGÓGICO PARA VIDA... REGIONALIZAÇÃO DO PROJETO JÁ FALEI 10639
VEZES QUE RACISMO, INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E PRECONCEITO DE QUALQUER
FORMA SÃO CRIMES...
Projeto – A utilização do material didático feito pelo Canal Futura vai ajudar a
transmitir conteúdos como, o que foi a diáspora africana, o que é a
cultura áfrica e quais as influencias dela no nosso processo de formação
e construção da identidade, para os jovens de todas as idades nas capacitações. As
articulações e mobilizações comunitárias facilitam as vivências e expoem todo o materia
didático da mala. O canal futura ainda define o que é o material, é um kit pedagógico pensado para trabalhar as questões
afirmativas, nos espaços formais ou informais de formação, ligados a
questões africanas e afro descendentes. A idéia é que este material
possa contribuir na discussão e a partir do momento que esse material
possa ser utilizado educadores e educadoras e a comunidade, que eles possam colaborar para
construção e fortalecimento dessa identidade.
"Afro brasileira, INDIGENAS, CIGANOS E DAS DIVERSIDADES E VUNERABILIDADES afirmativa em toda a nossa miscigenação." Omo Orixa Fernandes José mabosj olufã...
PRÉ INSCRIÇÃO PARA O CURSO A JUVENTUDE DA FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO E
CANAL FUTURA E REDE MANDACARU BRASIL DIAS A DEFINIR, INICIO AS 08:30 AM
ATE AS 17:00 IMPRETERÍVEL PARTICIPAÇÃO NOS DIAS DA FORMAÇÃO
TODOS OS DIAS NAS CIDADE POLO NATAL - RN. CONFERIDO CERTIFICADO A PARTICIPAÇÃO DE
100% NO CURSO (PARTICIPAÇÃO INTEGRAL NO CURSO E CONSTRUÇÃO DE RELATÓRIO
PESSOAL).
*NÃO DISPOMOS DE AJUDA DE CUSTO, HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO AOS PARTICIPANTES OS CUSTOS SERÃO POR CONTA DOS SELECIONADOS...
1. PRIORIDADE NESTA ORDEM PARA CASAS DE TERREIRO POVOS TRADICIONAIS DE MATRIZ AFRICANA E COMUNIDADE S
TRADICIONAIS, QUILOMBOLAS, CIGANAS INDÍGENAS DO CAMPO DAS ÁGUAS E FLORESTAS, PROFISSIONAIS EDUCADORES (AS) DE IES E
ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS, E OUTROS E OUTRAS INSTITUIÇÕES QUE ATUEM DIRETAMENTE COM A CAUSA BEM COMO PNE/PCNS. MEC/SECADI E
FÓRUNS ESTADUAIS DE EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ÉTNICO RACIAL, POVOS
CIGANOS, INDÍGENAS, E COMUNIDADES TRADICIONAIS E POVOS TRADICIONAIS E PESSOAS DA DIVERSIDADE E VUNERABILIDADES.
1.1. PRIORIDADE DE ACESSO E PARTICIPAÇÃO A JOVENS 18 A 29 ANOS MOBILIZADORES NAS INSTITUIÇÕES SELECIONADAS A PARTICIPAREM DA FORMAÇÃO...
1.2. PRIORIDADE TAMBÉM INSTITUIÇÕES/ASSOCIAÇÕES E MOVIMENTOS QUE ATUEM DIRETAMENTE COM JOVENS NAS DIVERSAS SITUAÇÕES
2. (01) UM PARTICIPANTE POR CASA/INSTITUIÇÃO E OU ENTIDADE outras solicitações podem ser feitas diretamente conosco: MANDACARURN@YAHOO.COM.BR - +55 084 98803 5580
3. COMPROMETIMENTO DE REPASSAR TODO O CURSO E PARTICIPAÇÃO TOTAL NO
CURSO MAIS DIAS A SEGUIR EM PARA RECEBER CERTIFICADO DE
PARTICIPAÇÃO COM FÉ PUBLICA... NUM TOTAL DE 100% DE HORAS...PRESENCIAL E DISTANCIA...
4. TRAZER TERMO DE COOPERAÇÃO ASSINADO COM REDE MANDACARU RN E CANAL
FUTURA E ORGANIZAÇÃO A QUE PERTENCE. E INDICAÇÃO DA SUA CASA OU
INSTITUIÇÃO.
5. PREENCHER E ENVIAR FICHA DE PRÉ - INSCRIÇÃO
6. INSCRIÇÃO REALIZADA PELA INTERNET E COM DOC DIGITALIZADOS OU PESSOALMENTE COM PROTOCOLO
7. INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES:
VIA EMAIL: MANDACARURN@YAHOO.COM SEMPRE CCO(COM COPIA) MANDACARURN@LIVE.COM
OUTROS CASOS A SEREM RESOLVIDOS PELA COORDENAÇÃO DO CURSO:
REDE MANDACARU BRASIL
NOSSOS CONTATOS ESTÃO NO NOSSO SITIO BLOG.
MANDACAURN@YAHOO.COM - 84 988035580
Um projeto educativo de valorização, fruto de uma parceria entre o Canal Futura e a REDE MANDACARU BRASIL. desde então, tem realizado produtos
audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam práticas positivas,
valorizando a história deste segmento sob um ponto de vista afirmativo.
Nossa eternal lembrança a Mãe Lindalva ancestral que não pode ser esquecida em terras potiguares... salve os caboclos salve meu pai Ubirajara... "Aos 17 de Agosto de 2015 publicava o nobre " Egbome Bruno de Oxossi Bezerra"... Hoje
o Céu esta em festa por receber a Senhora Que Deus e Oxum guie seu
espírito para um bom lugar. Hoje pela manha Mãe Dalva nos deixo.
Deixando a saudade . Passei uma parte da minha infância vendo e
aprendendo algumas coisas do que era jurema e santo foi no seu centro
onde tudo começou Centro Espirita Caboclo Ubirajara.Mãe Dalva vai com
Deus" ...
Conhecemos Mãe Lindalva em meados de 80/90 na luta franzina e resistente devota eterna de Oxossi e Ori de Oxum que reinava sempre em sua vida...Ressistência e luta muda seu terreiro para mais longe periferia de parnamirim - RN e vai sempre para mais longe já então fugindo da intolerância e segregação peculiar as casas de terreiro mais como sempre as casas vão chegando entorno do terreiro um episódio marcante foi ainda mais de dez anos anos atras quando incomodado com rituais e com as nossa liturgias um então "militar" diga-se novo morador na rua onde atualmente o terreiro já existia a mais de uma decada... Porem no máximo de sua intolerância e alegando sua fé "cristã" esse tipo de coisa sempre o incomodava "Palavras do senhor agressor militar" até que foi as vias de fato entre outras o mesmo sacou de uma arma e foi ate a porta do terreiro quem sai dela uma gigante como matriarca que era e oportuna sempre convicta de sua fé e de seus direitos legais "apesar do estudo pouco" como sempre a mesmas se referia "eu sei meus direitos e deveres", como sacerdotisa "mãe Lindalva" vai a porta e num arroubo junto a todos e agredida pelo referida de arma em punho Covarde agredir além de Mãe de todos e religiosa a idade já era o bastante para a não agressão no caso pelo simples fato de ser interpelado como "meu filho nos temos direito a ter a nossa fé" foi o bastante para agressão que em tempo diga-se os meios judiciais foram tomados com idas e vindas a delegacia na época ...relato o fato pois a mim marcou nossa existência esse fato que ate hoje a nos remete muita trsitesa. Por fim relatamos a mulher guerreira que acolhia a todos que em sua porta batia .."das antigas da velharia e da velha guarda" como assim ela mesma sorria quando era interpelada lembranças de uma gigante matriarca que outrora e sempre como Mãe, mulher, Negra e "mãe de santo" como sempre era chamada yalorixa Lindalva sempre tinha uma benção e uma palavra para quem batesse em sua porta e como nao sempre a cozinha era o fim de tudo gostava de receber as pessoas humildade e generosidade marcaram sua essência e como sua espiritualidade forte tornava -se uma gigante quando o assunto era a defesa de sua fé foi menbro ativo até enquanto pode atuou a sua maneira pela luta e consolidação de nossa fé e sempre que podia batia a porta da entao FEUC nas Rocas nos tempos aureos dessa instituição como referência e também nas festas de yemanjar na praia do meio hoje agonizante por abandono entre outra dos filhos e das casas de terreiro... Emfim que com muitas raízes Mãe Lindalva ou simplesmente Mãe Dalva não seja esquecida pela luta ao qual nos tivemos a honra de acompanhar algumas delas e de humildemente sempre estirar a mão e lhe poder receber do proprio ori de Oxum pelas suas mãos sua benção que os caboclos em especial meu pai ubirajara lhe conduzam pelas matas profundas e inefáveis do Orun minha velha nosso respeito e saudosa e oportuna lembrança a mais uma ancestral raiz para povos de matriz africana e do RN que a senhora marcou varias existências inclusive a nossa nosso sempre paó minha velha ....e sua eternal benção agora e sempre no Orum e no Aye...a mãe Lindalva com Carinho que não tem raízes nunca terá frutos e folhas...a sempre adobale ...minha velha....mãe....
Omo Orixa Fernandes José Olufã - Babalorixa -Membro da executiva Colegiada da comissão de povos afro brasileiros e afroameríndios e africanos povos tradicionais do RN -"COMISSÃO DE TERREIROS DO RN - Membro da Comissão Coelgiada da REDE MANDACARU BRASIL - Membro da Comissão Nacional da intolerância religiosa dos povos de matriz africana do Brasil - ministerio da Jusitica - Membro da executiva Nacional dos Fóruns de educação e diversidade etnico racial - em tempo Assistente social- Acadêmico de medicina - Especialista em educação quilombola UNIAFRO
- bacharel em teologia internacional e missiologia africana - licenciado em ciências da religião - Bel em Filosofia
A 7ª edição do projeto Maleta Futura chegou e o tema da vez são as
Juventudes - assim mesmo, no plural! Dessa vez, são três novidades: um
novo jeito de fazer, uma temporada inédita do Diz Aí e parceria com uma
marca de preservativos. Vem saber mais!
A Maleta Futura é uma iniciativa do Canal Futura que produz e
reúne em uma maleta customizada, conteúdos e reflexões sobre um
determinado tema. Para a produção da Maleta Futura Juventudes, o canal
contou com o apoio da REDE MANDACARU BRASIL para a realização de oficinas E MOBILIZAÇÕES....
Por meio de
oficinas ligadas aos temas educação; tecnologia e inovação;
territorialidade; discriminação e preconceito; trabalho, renda e
empreendedorismo; gênero e sexualidade, a Maleta Futura Juventudes irá
reunir experiências reaplicáveis e inovadoras produzidas pelos jovens
dessas cidades.
O Futura está preparando a Maleta Juventudes, que terá como objetivo
contribuir para o desenvolvimento integral de adolescentes e jovens
junto com instituições, coletivos e escolas com foco na juventude e
desenvolver subsídios para fortalecimento de ações de protagonismo
juvenil a partir do olhar e perspectiva do jovem de diferentes
territórios e identidades culturais.
Em novembro e dezembro de 2016 foram realizadas oficinas com jovens
de 15 a 29 anos, que irão gerar material para a produção de episódios do
“Diz Aí” e de conteúdos que irão compor a Maleta Juventudes. Mais de
150 jovens participaram das formações...
As maletas têm o acesso livre dos educadores para que sejam
utilizadas como mais um instrumento lúdico e educativo para as crianças e
os adolescentes.
Maleta Juventudes traz parcerias e série inédita
*Por Rafaella Gil
Que tal uma mala recheada de debates, encontros, inclusão? Conheça então a Maleta Futura,
projeto que reúne conteúdos temáticos para gerar discussões importantes
para a sociedade. Em sua 7ª edição, a Maleta aborda o tema Juventudes e traz uma produção audiovisual inédita com uma série especial do Diz Aí.
O modo de fazer também foi diferente: diferentes grupos jovens,
público-alvo do projeto, participaram de encontros e levantaram os temas
e abordagens que gostariam de ver na Maleta – ao contrário de edições
anteriores, em que recebiam os conteúdos já para implementação.
“Dessa vez os consultores foram à campo escutar os jovens. Diferente
de qualquer outra maleta que a gente já tenha feito, fomos ao público
interessado para fazer uma imersão e pensar o material junto com eles.
Além dessa escuta, fizemos também exercícios de audiovisual do Diz Aí
com eles e esse material entrou na maleta, é inédito e vai ser
exclusivo à Maleta e ao Futura Play. Fizemos uma reflexão, mas também
geramos um produto. E foi a primeira vez que isso foi feito.”, explica
Priscila Pereira, coordenadora do projeto.
Os encontros aconteceram em seis estados, com mais de 120 jovens de
diferentes contextos. Em cada lugar, uma temática. “Em cada praça tinha
uma metologia e abordagem diferente. Mas quando chegava na cidade,
claro, não falávamos só desse eixo. Juventude é transversal, é um
assunto que abrange um monte de coisa. A gente também não estava só na
escuta, nos envolvemos, mas sem cair no clichê e ajudar na questão da
linguagem, pra sair do mesmo. Eles reclamavam do que já estava sendo
colocado na mídia e o desafio foi pensar como saímos disso. O resultado
foi muito bacana.”, diz Marcelo Wasem, um dos três consultores da
Maleta.
A dinâmica funcionava em dois dias: no primeiro, um fórum com
dinâmicas e provocações para disparar a discussão temática, seguido de
oficinas técnicas sobre registro de imagens. No segundo, gravações,
produção, edição e, ufa, exibição!
E será que teve alguma história marcante nesse processo todo? A
Priscila conta: “Um objetivo que já alcançamos é criar um espaço de
escuta menos reativo e mais dialogado, especialmente em tempos de
polarização. Tivemos casos de jovens da igreja batista que, conversando
com jovens trans, se sentiram profundamente tocados e disseram que
estavam vendo um novo ponto de vista e que levariam aquela conversa aos
seus pares para mostrar essa visão mais humana, aproximada. Promover
esse espaço de diálogo olho no olho é um ganho de transformação das
próprias pessoas”. Os materiais e o futuro da Maleta
Além dos conteúdos pensados e feitos especialmente para o projeto, é
realizada também uma curadoria de materiais de outras instituições, como
a Anistia Internacional e o Observatório das Favelas. Mais uma novidade
da Maleta Juventudes é a parceria com a DKT Brasil, fabricante de
preservativos, para chamar atenção para o crescimento da contaminação
pelo vírus HIV entre os jovens.
“Há uma nova epidemia de AIDS/HIV entre os jovens no Brasil. Os
números estão crescendo absurdamente e o uso de preservativo está caindo
vertiginosamente. Recheamos as maletas com camisinhas de todos os
sabores, tipos, texturas, para dizer que não tem desculpa pra não usar e
chamar atenção pra esses dados tão preocupantes. A UNAIDS também cedeu
um material legal nesse sentido”, conta Priscila.
Na confecção dos materiais, três consultores se dividiram entre os
temas para provocar as reflexões. Marcelo conta o processo: “Depois de
ouvir e passar por tantos lugares do Brasil, como escrever? Como dar
conta de um tema gigante em um país com tantas realidades? Partimos do
Estatuto da Juventude, um marco da nossa história recente, e cada
consultor pegou 3 ou 4 temas para dissertar, pesquisar e comparar com o
que vimos in loco. Mas é claro que cada um tinha um ponto de vista e
modo de escrever. A Maleta está com um jeito único, são vários olhares.
Isso foi bacana, porque mantivemos a diversidade.”
O Estatuto da Juventude, aprovado em 2013, faz com que os direitos já
previstos em lei, como educação, trabalho, saúde e cultura, sejam
aprofundados para atender às necessidades específicas dos jovens,
respeitando trajetórias e diversidade. E a Maleta tem como
objetivo implementar uma cultura de direitos e fazer com que esse
estatuto seja conhecido, discutido e se faça valer.
“O que a gente espera da Maleta é que ela chegue em lugares que nós
não estaremos e que ela dialogue com a realidade desses lugares. Tem
muita coisa que a gente não conseguiu chegar. A ideia é que a maleta
assuma e consiga criar discussões onde nós não estamos”, explica
Marcelo.
FONTE: FUTURA -MALETAS
quer saber mais sobre o PROJETO MALETAS ACOMPANHE AS NOSSAS PUBLICAÇÕES:
15 DE AGOSTO COMEÇA VACINA ANTI RABICA EM NATAL - RN.....
A Secretaria Municipal de Saúde de Natal, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) está ultimando os preparativos para
a Campanha Antirrábica 2017, para cães e gatos, a partir de 45 dias de
nascidos. A campanha iniciará em 15 de agosto e segue até 18 de outubro,
tendo o Dia “D” em 7 de outubro.
O Centro de Controle de Zoonoses, responsável pela campanha, vem promovendo durante os meses de julho e agosto, ampla capacitação com os agentes de combate às endemias, agentes comunitários de saúde e voluntários dos cinco Distritos Sanitários.
De
acordo com a chefe do Núcleo de Educação em Saúde do CCZ, Huyliane
Souza, a capacitação tem por propósito atualizar os profissionais
envolvidos na campanha, afim incorporar novos conhecimentos, para
assegurar uma melhor qualidade na prestação dos serviços ofertados.
A
meta de animais a ser vacinados é de 60%, de acordo com o Ministério da
Saúde, que compreende 85.143 animais, entre cães e gatos. Em Natal
existem uma população de 99.793 cães e 42.112 gatos, totalizando o
número de 141.905 animais.
RAIVA
É uma
doença infecciosa aguda alta letalidade em humanos e animais. O cão, o
gato e o morcego são os principais transmissores da raiva para o homem
nos ambientes urbanos, entretanto mamíferos de áreas silvestres, como
raposas e saguis podem contrair e transmitir a raiva, sendo, portanto,
potenciais transmissores da doença.
SINTOMAS
O
animal apresenta dificuldade para engolir água e alimentos, alta
salivação, mudança repentina no comportamento. Os cães, têm o latido
diferente, podendo parecer um “uivo rouco”; e os morcegos podem ser
encontrados
durante o dia, em hora e locais não habituais. Já o humano apresenta
febre pouco intensa, mal-estar, dor de cabeça, dificuldade para engolir,
náuseas, irritabilidade, inquietude, sensibilidade a luz, e ao barulho,
pavor de água ou qualquer líquido (característica que remete ao outro
nome da doença a “hidrofobia”). A partir de então, são frequentes
ataques de terror, depressão nervosa, convulsões, acessos de fúria,
alucinações visuais e auditivas, alta salivação e delírio.
CUIDADOS E PREVENÇÃO
Vacinar
anualmente seu cão ou gato com idade a partir de 45 dias; evitar
contato com animais desconhecidos; em caso de ataques por cães, gatos,
morcegos ou qualquer outro animal que possa transmitir a doença deve-se
seguir os procedimentos como, Lavar bem a ferida com água e sabão;
procurar a Unidade de Pronto-atendimento mais próxima ou o hospital de
referência do município de Natal, o Hospital o Hospital Gisela
Trigueiro.
Campanha quer resgatar peças sagradas de religiões de origem africana...
Qual crime Exú cometeu para estar preso há 100 anos?.
Querem
saber as lideranças religiosas de matriz africana. Isso porque a polícia
civil do Rio de Janeiro tem em seu poder mais de 200 peças sagrados da
Umbanda e Candomblé, apreendidas desde a Primeira República (1889-1930).
Nessa época as religiões afros eram proibidas, devotos perseguidos e os
objetos sacros apreendidos.
Mais de 100 anos depois o Estado continua mantendo esse acervo
cultural e religioso sobre seu poder e longe dos olhos da sociedade...
Por isso o mandato do deputado estadual Flávio Serafini
(Psol) está desenvolvendo uma campanha chamada “Libertem o nosso
sagrado”, para que esses objetos possam ser destinados a outro museu,
para serem expostos de forma adequada e respeitosa.
Até 2010, as peças estavam expostas junto com armas, falsificações,
bandeiras nazistas, bandeiras integralistas, no Museu da Polícia Civil
do Estado do Rio de Janeiro, fechado desde então.
Entre 1945 e 1985 o acervo religioso foi nomeado de maneira
pejorativa como “Coleção de Magia Negra”, no Museu de Criminologia.
Agora, líderes das religiões de matriz africana querem destinar esse acervo a outro museu, ainda a ser escolhido. “Queremos devolver essas peças sagradas a seus verdadeiros herdeiros.
Expor esse acervo de religiões de matriz africana é também uma
oportunidade de mostrar a contribuição que tiveram na formação da
cultura brasileira. Seu valor é religioso, mas também cultural”, destaca
o deputado Flávio Serafini. PSOL...
Na internet, consta na página oficial da polícia a informação de que o acervo “pertence” ao museu.
“Pertence ao Museu da Polícia Civil uma importantíssima coleção
constituída por objetos de cultos afro-brasileiros, recolhidos pela
polícia no início do século XX, por força da legislação vigente na época
e especialmente do art. 157 da lei penal, que reprimia ‘o espiritismo, a
magia e seus sortilégios’”, diz o texto publicado pela polícia.
Além disso, o texto informa que “no momento, se prepara nova
exposição permanente com museografia compatível com o acervo”, mas não
diz quando e onde será exposto.
O Brasil de Fato entrou em contato com assessoria de imprensa da
Polícia Civil do Rio de Janeiro e também com o Museu da Polícia Civil,
mas não obteve resposta até o fechamento dessa reportagem.
RIO - Maria do Nascimento, mais conhecida como Mãe
Meninazinha de Oxum, cresceu em casas de candomblé do Rio e sempre ouviu
os mais velhos contarem que existia um lugar no Centro do Rio onde
roupas de santo e uma infinidade de peças sagradas de religiões com
matriz africana eram mantidas “aprisionadas”. Por serem consideradas
provas de crimes pelo antigo Código Penal de 1890, que proibia a
“prática do espiritismo, da magia e seus sortilégios”, no passado elas
eram apreendidas em terreiros e guardadas na Repartição Central da
Polícia, no prédio onde hoje funciona a sede da Polícia Civil.
Há dez anos, Mãe Meninazinha foi à instituição e encontrou,
além de imagens, instrumentos musicais — como agogôs e atabaques —,
cuias, búzios e palmatórias, tudo exposto no Museu da Polícia Civil.
Recentemente, ela tentou repetir a experiência, mas descobriu que a
exposição tinha sido desmontada, e boa parte do material está
armazenado. Desde então, acalentando o sonho de ver tudo liberado,
juntou-se a outras mães de santo, militantes do movimento negro,
intelectuais e políticos na campanha “Libertem Nosso Sagrado”, lançada
pela Comissão de Direito Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de
Janeiro (Alerj) ....
A ideia do grupo, que pretende marcar uma visita ao edifício
e, em seguida, uma audiência pública para discutir a situação de
“prisão” do acervo, é que tudo seja transferido para um outro museu. São
cerca de 200 objetos que foram integrados a um conjunto batizado de
coleção “Magia Negra”, tombado em 1938 pelo Serviço do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional, atual Iphan.
— Conversei com outros babalorixás e ialorixás e queremos
tirar tudo de lá. São peças que fazem parte da historia de nossa
religião — diz Mãe Meninazinha, de 79 anos, que desde 1972 está à frente
de um dos mais tradicionais terreiros do estado, o Ilê Omolu Oxum, da
nação Ketu, no bairro São Mateus, em São João de Meriti.
INCÊNDIO TERIA DESTRUÍDO PEÇAS:
Para
o historiador Jorge Amilcar de Castro Santana, militante do movimento
negro e um dos idealizados da campanha, o fato de as peças religiosas
terem sido reunidas na coleção “Magia Negra” demonstra preconceito, que
precisa ser reparado.
— Situação muito parecida acontecia no Museu da Polícia de
Salvador, mas o movimento negro, junto com o Ministério Público, agiu e
as imagens foram transferidas — diz Jorge Amilcar, que espera solução
parecida para o Rio. — Eram 200 peças, mas em 1989 teve um incêndio no
prédio e soube que 40 teriam sido destruídas. A Polícia Civil não dá
informações. Estive lá na semana passada e vi que só 10% do acervo estão
expostos, e num prédio anexo.
Guardiã. Mãe Meninazinha de Oxum luta pela preservação de peças consideradas sagradas: há dez anos ela pôde ver parte do acervo - Ana Branco / Agência O Globo
Fernando
Sousa, aluno do curso de mestrado em ciências sociais da Uerj, conta
que tentou ver e filmar o acervo em duas ocasiões, mas recebeu a mesma
resposta da direção: o material não estava disponível para consulta, mas
o catálogo, como fotos das peças, poderia ser consultado.
— Acho que esta postura, além de dificultar o trabalho
acadêmico e cultural, contribui para que continue existindo
desconhecimento sobre essas religiões — critica Fernando.
O deputado Flávio Serafini conta que foi procurado por
líderes religiosos e, para entender o que estava ocorrendo, fez uma
visita ao museu:
— O Estado Brasileiro já reconheceu que o racismo
institucional foi um equívoco, então, ele precisa agora de uma medida de
reparação.
No arquivo do Iphan, documentos com carimbo da Polícia do
Distrito Federal, do Serviço de Tóxicos e Mistificações, listam objetos
apreendidos, como uma imagem de São Jerônimo (Pai Xangô Ogodô), o homem
de machado, do raio e do trovão e uma guia de Nanã-Buruquê (Sant’Ana).
Procurada, a Polícia Civil, responsável pelo museu, não
respondeu às perguntas do GLOBO. Por meio de nota, a Superintendência do
Iphan no Rio disse que “está buscando parcerias junto à Secretaria
estadual de Cultura para catalogar o acervo e diagnosticar o estado das
peças”. Ainda segundo o órgão, conforme vistoria em maio de 2016, a
situação de acondicionamento “não era apropriada”.
MP quer recuperar objetos das religiões de matriz africana apreendidos no século passado
Lideranças religiosas, parlamentares, a Comissão de Direitos Humanos da OAB
estiveram, na última segunda, no Ministério Público Federal, para
protocolar uma representação que tem como propósito transferir do Museu
da Polícia Civil do Rio de Janeiro os objetos sagrados da Umbanda e do
Candomblé. De acordo com a representação do Liberte Nosso Sagrado,
a proposta é que esses objetos sejam transferidos para um museu, onde
sejam tratados com respeito, e que a gestão das peças envolva a
participação de representantes da sociedade civil, lideranças do
candomblé e da umbanda.
RIO — Na década de 1920, havia vários terreiros de candomblé
espalhados pela cidade, além de inúmeras rodas de capoeira. Mas, mesmo
cerca de 30 anos após a Abolição da Escravatura, os negros eram
impedidos, por lei, de exercer religiões de origem africana e outras
manifestações culturais. A polícia recebia grande quantidade de
denúncias, feitas por aqueles que temiam os denominados “ritos de magia
negra”, e fazia constantes batidas nos terreiros. Todo o material
apreendido — como imagens de orixás — era levado para a Repartição
Central de Polícia, que funcionava no imponente prédio na esquina das
ruas da Relação e dos Inválidos, no Centro, mais tarde sede do Dops.
Esse acervo hoje está longe do público e de estudiosos, mas poderá ser
visto assim que o Museu da Polícia for reinaugurado — o que ainda não
tem data para acontecer. Uma das peças recolhidas no início do século XX – Marcos Tristão / Agência O GloboMATERIAL É TOMBADO
Durante anos, essas peças ficaram expostas num espaço do prédio com
um título carregado de preconceito: Museu da Magia Negra. Com a
degradação do edifício, construído em 1910, o material começou a se
deteriorar. As peças incluem não só imagens, como vestimentas e
instrumentos musicais (como atabaques), cuias, bonecas e palmatórias,
além de garrafas com esculturas dentro.
Todo o material foi tombado em 1938 pelo Serviço do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional, hoje Iphan. Em 2009, um catálogo com
fotos dos itens foi elaborado.
Todo o material foi tombado em 1938 pelo Serviço do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional, hoje Iphan. Em 2009, um catálogo com
fotos dos itens foi elaborado. Agora, as peças estão embaladas e
encaixotadas, numa sala refrigerada de um prédio anexo.
A museóloga Cláudia Nunes, do Iphan, orientou a Polícia Civil sobre a forma correta de acondicionar o material.
— Quando tive contato com o acervo, as peças estavam em estantes e em
condições impróprias de conservação. Orientei para que o material
ficasse protegido da luz, da poeira e da umidade — contou. Garrafas com imagem e escultura: acervo tombado – Marcos Tristão / Agência O Globo
O acervo chama a atenção de antropólogos, museólogos e historiadores.
E o interesse aumentou com a Comissão Estadual da Verdade, que
investiga violações de direitos humanos na ditadura e teve acesso ao
prédio do antigo Dops. Nadine Borges, presidente da comissão, disse já
ter sido procurada por entidades interessadas no material.
Pâmela de Oliveira, museóloga do Parque Lage, ressaltou o valor do acervo:
— Esse material conta a história do que ocorria desde o Império,
quando os negros eram proibidos de praticar suas religiões. Ele mostra
como foi a repressão às religiões afro, mas também abre um debate muito
contemporâneo, porque ainda enfrentamos graves problemas com a
intolerância religiosa.
O Ministério Público Federal vai pedir ao Instituto do Patrimônio
histórico e Artístico Nacional, o Iphan, que verifique se as peças
sagradas das religiões de matriz africana que estão em posse da Polícia
Civil estão catalogadas como bens tombados e qual o estado de
conservação desses objetos.
A atuação do Ministério
Público Federal no caso foi um compromisso assumido pela instituição
após reunião com lideranças religiosas participantes da campanha Liberte
nosso sagrado, parlamentares e organizações de direitos humanos na
úlltima quarta-feira.
Os objetos consideradas provas de
crimes pelo Código Penal de 1890, que proibia a “prática do espiritismo,
da magia e seus sortilégios”, foram apreendidas em terreiros no começo
do século passado e também durante a ditadura militar e guardadas onde
hoje é a sede da Polícia Civil.
O deputado estadual
Flávio Serafini, do Psol, fala sobre a urgência de reverter essa
situação, que representa mais um caso de racismo institucional.
Estão
na Polícia Civil cerca de 200 peças, parte delas já tombada pelo Iphan
em 1938 e pertencente a uma coleção chamada de Magia Negra. Segundo o
Ministério Público Federal os objetos devem ser alocados em um museu que
tenha afinidade temática e capacidade técnica e estrutural para receber
o acervo para que através dele se conheça a história dessas religiões.
Kumbukumbu: Palavra da língua swahili que pode ser traduzida por memória e patrimônio.
Africanos no Brasil
A presença de africanos e de seus
descendentes no Brasil está marcada pela violência da escravidão e do
pós-abolição. Na virada do século XIX para o XX os velhos africanos e
seus descendentes nascidos no Brasil tiveram na religião um forte
elemento aglutinador.
No Rio de Janeiro esses núcleos eram
conhecidos como zungus, casas de dar fortuna ou candomblés, onde se
cultuavam inkices (bantu), orixás (yorubá) e voduns (jêje-mahi). As
casas eram invadidas e tinham seus objetos rituais confiscados e levados
às delegacias como provas materiais da prática de rituais alegadamente
proibidos. Os frequentadores dessas casas eram perseguidos pela polícia e
presos.
Sabendo da existência desses objetos no depósito da Polícia, o então
diretor do Museu Nacional, Ladislau Neto, interessou-se por eles e
passou a pedir que os enviassem para estudo. Desde então o Museu
Nacional preserva uma variada coleção de objetos que guardam as antigas
técnicas de metalurgia e o conhecimento da arte da escultura em madeira,
exemplos materiais das práticas religiosas dessa última geração de
africanos e de seus descendentes diretos.