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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

A Justiça paulista manteve a condenação do casal acusado de tentar extorquir dinheiro do padre Júlio Lancellotti, 64, conhecido pela atuação com moradores de rua e adolescentes infratores.


A Justiça paulista manteve a condenação do casal acusado de tentar extorquir dinheiro do padre Júlio Lancellotti, 64, conhecido pela atuação com moradores de rua e adolescentes infratores.
Anderson Batista, 31, e Conceição Eletério, 49, receberam pena de sete anos e três meses por extorsão em maio do ano passado.
Eles recorreram contra a condenação, alegando inocência e falta de provas. O Ministério Público também recorreu, pedindo o aumento da pena.
Mas a 11ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça manteve a pena em decisão tomada em setembro e publicada em novembro.
Eduardo Knapp-25.mai.11/Folhapress
Padre Júlio Lancelotti, 64, em entrevista concedida à *Folha* no ano passado
Padre Júlio Lancelotti, 64, em entrevista concedida à Folha após a condenação de casal acusado de extorsão
Segundo a denúncia, o casal ameaçou "dar um tiro na cabeça" do padre caso ele não lhes desse dinheiro. Uma câmera de segurança filmou a abordagem do casal em janeiro de 2011 e foi a principal prova do processo.
Foi a segunda acusação feita pelo padre contra o casal. Em agosto de 2007, Lancellotti procurou a polícia informando que dava dinheiro a Anderson, Conceição e outros dois irmãos havia três anos.
Segundo o religioso, ele seria falsamente acusado de pedofilia caso não desse quantias cada vez maiores.
Presos e levados a julgamento, os quatro foram absolvidos em junho de 2008.
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ENTENDA O CASO
  • 1ª ACUSAÇÃO
ago.07: Padre Júlio procura a polícia e acusa o casal Anderson Marcos Batista e Conceição Eletério e os irmãos Everson e Evandro Guimarães de extorqui-lo há pelo menos três anos. Segundo o religioso, ele seria falsamente acusado de pedofilia caso não repassasse o dinheiro
6.set.07: Everson é preso em flagrante. Os outros acusados permanecem foragidos
16.out.07: Caso vem a público
26.out.07: Polícia prende Batista, Conceição e Evandro
7.nov.07: Os quatro acusados são indiciados pela polícia sob suspeita de extorsão
12.nov.07: Padre Júlio admite ter dado cerca de R$ 150 mil a Batista
9.jun.08: Os acusados são absolvidos
10.jun.10: TJ mantém absolvição dos quatro acusados
  • 2ª ACUSAÇÃO
11.jan.11: Segundo a Promotoria, Batista e Conceição ameaçaram "dar um tiro na cabeça" do padre Júlio caso ele não desse dinheiro para os dois. Uma câmera de segurança de uma rua no Belenzinho flagra a nova abordagem do casal
10.fev.11: Justiça decreta a prisão preventiva do casal
24.mar.11: Batista é preso pela PM na zona leste de São Paulo
23.mai.11: Justiça condena Batista e Conceição a sete anos e três meses de prisão por extorsão
26.set.12: TJ nega recurso do casal e mantém a pena da primeira instância

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

DO PARQUE DOS COQUEIROS PARA IGAPÓ EM NATAL - RN (PASSEIO DE CARRO)

UM PEDIDO QUE NATAL SEJA NATAL 365 DIAS DO ANO E NÃO SO UM ..... OLORUN ORI OOO.... NOSSO KOLOFE OLORUN A TODOS... E PEDIMOS SUAS BENÇÃOS, PRECES E AXE, LIMBO, E ZELO POR NOS....

DEPOIS DE SETE MESES DE MUITA LUTA O CONSELHO COMUNITARIO DO PARQUE DOS COQUEIROS ATRAVES DE SUA LIDERANÇA O PRESIDENTE JOSÉ GRILO E VARIAS INSITITUIÇÕES DAS VARIAS ZONAS DA CIDADE NATAL A PREFEITURA DE NATAL E FORÇADA A REALIZAR ATRAVES DE ARTICULAÇÕES COM COM DIVERSOS ORGÃOS INCLUSIVE O EXERCITO BRASILEIRO REALIZAM MUTIRÃO DE LIMPESA NO CONJUNTO PARQUE DOS COQUEIROS E COMUNIDADES NSA APRESENTAÇÃO E TODA A ZONA NORTE E AS VARIAS ZONAS DA CIDADE - NATAL - RN






DEPOIS DE SETE MESES DE MUITA LUTA O CONSELHO COMUNITARIO DO PARQUE DOS COQUEIROS ATRAVES DE SUA LIDERANÇA O  PRESIDENTE JOSÉ GRILO ATRAVES DE ARTICULAÇÕES COM COM DIVERSOS ORGÃOS INCLUSIVE O EXERCITO BRASILEIRO REALIZAM MUTIRÃO DE LIMPESA NO CONJUNTO PARQUE DOS COQUEIROS E COMUNIDADES NSA  APRESENTAÇÃO - NATAL - RN

De acordo com a Urbana, os bairros da Zona Norte que se encontram em pior situação em relação ao acúmulo do lixo são Nossa Senhora da Apresentação, Cidade Praia, Jardim Progresso, Nova Natal, Parque das Dunas e Brasil Novo, mas o mutirão irá acontecer em praticamente todos os bairros da Zona Norte. 

Ao todo serão utilizadas 30 caçambas para recolher o lixo, além de 2  retroescavadeiras e 3 pás mecânicas. "O DER e a CBTU irão disponibilizar as máquinas, a Líder irá disponibilizar 9 caçambas, e a Urbana os 90 trabalhadores", esclareceu Marcio Ataliba. Ele destacou que, além da retirada do lixo das ruas, o mutirão irá fazer a limpeza dos canteiros das principais avenidas da Zona Norte, como a Felizardo Moura e a João Medeiros Filhos. 

O lixo recolhido durante o mutirão terá dois destinos: o lixo orgânico irá para a Estação de Transbordo de Cidade Nova, e os entulhos e restos de podas irão para o aterro de Guajiru. "A estação de Transbordo terá condições de receber essa quantidade de lixo sem nenhum problema", garantiu Marcio Ataliba. De acordo com Márcio Ataliba o mutirão de limpeza passará por todas as regiões da cidade.
Trabalho de recolhimento de lixo continua nesta segunda-feira, na Zona Norte















mutirão de limpeza realizado pela Urbana em parceria com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e CBTU. Cerca de 90 trabalhadores da Urbana serão mobilizados para atuar no local até a próxima quarta-feira. A expectativa da Urbana é que sejam retiradas cerca de 1.200 toneladas de lixo da Zona Norte da cidade. "O objetivo dos mutirões é fazer uma faxina em todas as regiões da cidade para tentar assim regularizar a coleta de lixo"
Trabalho de recolhimento de lixo continua nesta segunda-feira, na Zona Norte



alunos evangélicos que se negaram a fazer um trabalho sobre a cultura africana.


Representantes da Secretaria de Educação do Estado do Amazonas (Seduc) se reuniram na manhã desta segunda-feira (12) com a direção da Escola Estadual Senador João Bosco, em Manaus, para discutir sobre os alunos evangélicos que se negaram a fazer um trabalho sobre a cultura africana.
A reunião aconteceu para tentar decidir o que fazer com os 13 alunos que ficaram sem nota por não apresentar o trabalho proposto pela professora. O grupo teria de apresentar algo sobre a religião candomblé, mas eles se recusaram e fizeram um trabalho com o tema de missões na África.
Entre os participantes dessa reunião estava o diretor de Programas e Políticas Pedagógicas da Seduc, Edson Melo, que lembrou que desde 2003 o ensino sobre a História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena é obrigatória nas escolas e que por isso deve ser aplicada.
“Não podemos passar uma borracha na história brasileira, e a cultural afro-brasileira está inclusa nela”, disse ele.
A professora de história da escola, Raimunda Nonata Freitas, diz ter ficado surpresa com a reação dos alunos já que este tipo de trabalho é aplicado há sete anos. “Nunca tivemos esse tipo de problema, sempre existirá diversidade de pensamentos religiosos, mas não divergência, nem discriminação” falou a professora.
Como o trabalho feito pelo grupo de evangélicos não foi o mesmo do tema sugerido eles não puderam apresentá-lo na feira cultural e por isso eles pretendem encaminhar um ato de repúdio para a Presidência da República alegando que sofreram bullying e dizendo que não houve espaço para a religião evangélica na feira.
Os representantes reunidos não conseguiram encontrar uma forma para reavaliar os alunos que ficaram sem nota neste trabalho. Edson Melo acredita que eles precisarão entregar o trabalho com o tema proposto para poder receber a nota.
“A Seduc não está aqui para punir, essa não é a nossa função, estamos aqui para construir educação e contribuir para a formação de cidadãos, mas a secretaria, enquanto Estado, não permite o esquecimento da cultura brasileira”, disse o diretor da Seduc. As informações são do portal D24am.



Mais uma polêmica entre fieis evangélicos e de religiões afro-brasileiras. Em Manaus, um grupo de 14 alunos da escola estadual de ensino médio Senador João Bosco de Ramos Lima se recusaram a apresentar uma feira sobre cultura africana.
Os alunos, vindos de famílias evangélicas, diziam-se ofendidos com a abordagem proposta e fizeram uma proposta de apresentar um trabalho com outro foco: “As missões evangélicas na África”. Os professores não concordaram.
Alguns dos estudantes montaram sua barraca na frente da escola mesmo assim. “O que eles queriam apresentar fugia totalmente do tema e eles acabaram montando a tenda fora da escola, no sol. Depois de conversarmos eles foram para o pátio, mas o trabalho não podia ser avaliado porque não tinha a ver com a feira”, explica Raimundo Cleocir, coordenador adjunto da escola.
Por causa das notas baixas que os filhos iriam receber, os pais foram até a escola tentar entender o que ocorreu. Agora, os estudantes estão alegando “discriminação contra a religião evangélica”, a um grupo que defende os direitos humanos.
O aluno Jefferson Carlos, explica por que seu grupo não concordou com a tarefa proposta: “Tivemos que ler um livro do Jorge Amado, onde um garoto tem amizade com um pai de santo. Eu achei muito estranho isso porque teríamos que relatar essa história no trabalho. Queríamos apresentar de outro modo, sem falar sobre isso”.
Wanderléa Noronha, mãe de uma das alunas, se disse vítima de descriminação: “A discriminação aconteceu conosco. Minha filha não quis apresentar o tema e sofreu bullyng pelo os outros alunos. Por que não pode haver espaço para a religião evangélica na feira?”.
Alguns dos alunos frequentam o Ministério Cooperadores de Cristo, liderado pelo pastor Marcos Freitas. Ele defende os fieis, afirmado não gostar da proposta da escola “Tinha homossexualismo no meio, eles querem que os alunos engulam isso?”, disse.
A escola acabou convocando uma reunião com professores, pais e alunos para tentar debater o ocorrido. Também estavam na sala representantes dos Direitos Humanos, Movimento Religioso de Matriz Africanas, Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Marcha Mundial das Mulheres.
O encontro mediado pela representante do Conselho dos Direitos Humanos, Rosaly Pinheiro. “Fomos convocados para mediar a reunião, pois é um assunto muito delicado e é preciso articular com as pessoas o argumento de que vivemos numa democracia, e todos tem liberdade de expressão”, explica.
Mas o assunto não foi totalmente resolvido. A diretora da escola, Isabel Costa, explica que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) será consultada para decidir as notas dos alunos. Ela se diz abalada com a repercussão negativa e explica que o trabalho fazia parte da 8ª Feira Cultural, o Projeto Interdisciplinar de Preservação da Identidade Étnico Cultural, realizado na escola a sete anos.
Luiz Fernando Costa, um dos professores da escola e atual Presidente do Movimento Negro no Amazonas, diz que foram seguidas as diretrizes da lei federal 10.635 e 11.4645, as quais torna obrigatório o ensino de “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena” nas escolas. “Todo este tema está no currículo da escola, a discussão é sobre ensino das culturas e não sobre a religião”, assevera. Por sua vez, Raimunda Nonata Corrêa, dirigente da Coordenação Amazonense das Religiões de Matriz Africana (Carma), também discorda que o foco era a religião e lembra que “escola não é espaço de disputa religiosa”. As informações são do D24am.

MEIO AMBIENTE E COMUNIDADES TRADICIONAIS

http://foremarn.blogspot.com.br/2012/12/o-meio-ambiente-e-comunidades.html

Programação da festa de Iemanjá 2012 em Areia Branca R/N

Áreas livres da capital serão utilizadas para cultivo


Áreas livres da capital serão utilizadas para cultivo



De acordo com o Plano Diretor de Natal (PDN), não há zona rural na capital potiguar. Embasado pela lei, é improvável imaginar que em terras natalenses existam espaços dedicados ao cultivo de plantas, hortaliças ou frutas que possam ser consumidas pela população. Mas, na prática, esses espaços existem e alguns deles já são utilizados de forma ainda tímida. Um projeto do Governo do Estado pretende mudar essa realidade. A partir do próximo ano, o mapeamento das áreas com potencial produtivo será realizado. "Não temos noção de quanto espaço livre existe em Natal que possa ser trabalhada na agricultura", afirma Nísia Cordeiro, analista de extensão rural do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (Emater-RN).
João Maria AlvesNa comunidade de Pium, os pequenos agricultores investem no cultivo de produtos orgânicosNa comunidade de Pium, os pequenos agricultores investem no cultivo de produtos orgânicos

A ideia é aumentar a produção de alimentos, principalmente hortaliças, que podem chegar à mesa dos natalenses. Consequentemente, o preço de itens como alface, rúcula, coentro ou cebolinha tende a diminuir. Há um diferencial: os produtos são orgânicos. Outro objetivo é promover a ocupação e dar finalidade a áreas desocupadas e sem utilidade atualmente. Nesse sentido, desde 2003, a Emater-RN desenvolve o Projeto de Agricultura Urbana e Periurbana no Estado. Os resultados, até o momento, tem pouca expressão.

Em Natal, o projeto concentra as atividades no bairro Guarapes, zona Oeste da cidade. Lá,  12 famílias recebem, semanalmente, visitas de  técnicos da Emater-RN. "Fazemos visitas técnicas semanais, promovemos cursos e oficinas, além de dinâmicas de aprendizagem para produzir produtos orgânicos", explica Nísia Cordeiro.

O trabalho assemelha-se, em escala menor, ao que é realizado na comunidade conhecida como Gramorezinho, na zona Norte de Natal. No local, existe uma plantação de hortaliças. Atualmente, um projeto firmado em parceria pelo Ministério Público Estadual com a Petrobras, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado (Sebrae-RN) e a própria Emater-RN promete substituir o cultivo com agrotóxicos por uma agricultura orgânica.

O mapeamento das áreas rurais na capital potiguar pode beneficiar agricultores como o senhor Nelson de Lima, 54 anos. Há um ano, o agricultor se viu obrigado a deixar a cidade para poder continuar plantando. O novo endereço de Nelson é uma fazenda no município de Ceará-Mirim, mais precisamente o distrito de Rio dos Índios. A cidade, aliás, tem várias plantações que atendem, em boa parte, o consumo local. "Morava em Gramorezinho, mas não estava bom lá. Recebi o convite para cuidar dessa terra e topei. A plantação aqui é orgânica e o dono da terra vende para supermercados de Ceará-Mirim e Natal", explica.
 
O trabalho de mapeamento não tem data para começar. A coleta de dados vai de encontro com o que está expresso no PDN. Depois de mapeados, a Emater-RN quer realizar um trabalho macro, aproveitando as terras devolutas. "Atualmente, as atividades ligadas ao campo rural, teoricamente, não poderiam ser exercidas no território da capital potiguar simplesmente porque não existe terra para plantar. Na prática, isso não é realidade. Na realização de nosso trabalho, percebemos que existem muitos espaços que deveriam ser aproveitas de melhor forma", comenta Nísia. "A verdade [de não existir área rural] não é essa, principalmente nas áreas periféricas, nos bairros mais afastados, que é o caso do Gramorezinho e Guarapes. Lá, existem vários produtores em terras com mais de um hectare", aponta.

No Guarapes, a produção é pequena e concentra-se, entre outros, em chicória, alface, coentro, cebolinha, salsa, salsinha, berinjela e beterraba. São 22 itens. Entre os produtores, está a agricultora Maria de Lourdes, 45 anos. Ela conta que o trabalho poderia ser mais rentável economicamente caso existisse apoio de outros órgãos. O maior entrave para a produção é o mesmo que afeta os agricultores do interior do Estado: água. "Nós até temos um poço aqui perto, mas falta o motor para puxar a água", comenta.

O que é produzido no Guarapes é comercializado em pequenas feiras realizadas em prédios públicos e privado. Às quartas-feira, no Centro de Saúde de Cidade Satélite; às quintas, é a vez da secretaria estadual de Saúde (Sesap). Às sextas, o local escolhido é o Centro Administrativo do Estado e, por fim, aos sábados acontece uma feira no Condomínio Floriano Cavalcanti, em Petrópolis. "Queremos expandir essa comercialização. Vamos trabalhar nesse sentido", promete Nísia Cordeiro.

Supermercados monitoram produção

Em outubro passado, a Associações de Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn) e do Brasil lançaram o Programa de Rastreamento e Monitoramento de Agrotóxicos (RAMA). O programa foi criado para monitorar o nível de agrotóxicos em frutas, verduras e legumes comercializados no Estado e orientar os empresários quanto a escolha dos fornecedores. Entre 90 e 100 lojas já aderiram. A ideia é que todos os atacadistas e varejistas do RN passem a rastrear os alimentos nos próximos meses. O programa terá um custo extra de R$ 0,02 a R$ 0,03 para o consumidor final, dependendo da rede de supermercados, segundo a Assurn. O RN é o primeiro Estado a implantar o rastreamento, que será acompanhado de perto pelo MPE.

Quem quiser vender frutas, verduras e legumes para as redes que aderiram ao RAMA terá que seguir as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto ao uso dos agrotóxicos. Frutas, verduras e legumes monitorados receberão um selo, que permitirá ao consumidor identificar a origem de cada produto. Só receberão a etiqueta e serão comercializados os que passarem nos testes. Os produtores que entregarem frutas, verduras e legumes fora dos padrões em termos de agrotóxicos nos suepermercados potiguares terão que apresentar um plano de ação e corrigirem o problema. O custo do programa será dividido entre os envolvidos, de forma "democrática". Cada empresário pagará R$ 10 por cada caixa na loja no final do mês. Assim, o supermercado com 10 caixas pagará mensalmente R$ 100. Os atacadistas pagarão centavos por cada quilo comercializado.

Um relatório divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), há um ano, mostrou que 25% dos legumes, frutas e verduras comercializados no RN estavam contaminados com agrotóxicos. A média do Estado ficou um pouco abaixo da nacional (27%).

Agricultores apostam nos orgânicos

A estrutura chama atenção de quem passa pela RN-313, no distrito parnamirinense de Pium. Do lado esquerdo de quem segue para Parnamirim, é possível ver a estufa localizada atrás de restaurante, entre casas, bares e outras propriedades rurais. Dentro da estufa, centenas de mudas de alface e outras hortaliças aguardam cerca de 18 dias para então serem plantadas no campo. Não há utilização de agrotóxico. A plantação é motivo de orgulho para o agricultor Antônio de Lima, 48 anos, que vende seus produtos para a comunidade local.  O produtor pensa alto e quer ver seus produtos na mesa de mais potiguares.

Uma pequena parte da produção é repassada para a Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Norte S.A. (Ceasa-RN). Porém, o público consumidor é mesmo a vizinhança de Antônio. "Vendo para os restaurantes de Pirangi, Cotovelo e aqui mesmo em Pium", conta. Por semana, contando com a ajuda de mais quatro homens, Antônio colhe cerca de quatro mil pés de alface, além de uma quantidade considerável de rúcula, salsinha e agrião. "Pouca coisa vai para a Ceasa", explica.

O coordenador administrativo operacional da Ceasa-RN, Gilbran Maia, confirma a informação de que muito pouco do que é comercializado no local é oriundo de plantações locais. Do RN, produtos mais perecíveis como mamão, melão e melancia são os destaques. A melancia, um dos itens com maior saída na Ceasa-RN, atualmente, é oriunda de Barreiras-BA. 

E mesmo produtos hortifrutigranjeiros, como coentro, alface e outras folhagens, ao contrário do que se pensa, não são potiguares. "Esses produtos, em sua maioria, vêm do Pernambuco", completa Gilbran. Mas, se depender dos agricultores de Gramorezinho, a realidade pode mudar. O Projeto Amigo Verde - convênio firmado em parceria pelo Ministério Público Estadual com a Petrobras, o Sebrae e a Emater - promete substituir o cultivo com agrotóxicos por uma agricultura orgânica na comunidade. Segundo dados da promotoria do Meio Ambiente, irá beneficiar diretamente 120 famílias - cerca de 500 pessoas - e indiretamente toda a população de Natal. O objetivo é substituir paulatinamente o uso do agrotóxico pelo cultivo orgânico, saudável, a partir da assistência técnica da Emater e do incentivo ao empreendedorismo do Sebrae.

Como a mudança exige necessariamente um período de diminuição do atual ritmo de produção, haverá um subsídio de cerca de R$ 400. O investimento é de R$ 1 milhão. O convênio foi assinado em junho passado. A tarefa dos executores do projeto não será fácil. O uso de agrotóxicos na comunidade é tradicional. Há muitos anos, segundo os próprios agricultores, o "veneno", como é popularmente chamado, é a condição básica para que o alface, o coentro, a cebolinha, o pimentão, entre outras hortaliças, consiga crescer no solo daquelas terras, por onde passa o rio Doce. Essa forma de gerir a plantação vinha sendo repassada naturalmente dos mais velhos para os mais novos, de forma indiscriminada. Os agricultores não têm uma noção muito exata dos motivos pelos quais é necessário usar os pesticidas, mas usam. Sabem que até hoje sem o "veneno" não cresce nada, enquanto que com o "veneno" é possível colher o que foi plantado.

Com a mudança de postura, acredita-se que a produção seguirá com novo patamar e brevemente os produtos estarão disponíveis em barracas do Ceasa e prateleiras dos supermercados natalenses.

NEY JR. PODE VOLTAR » Edivan Martins renuncia à presidência da CMN e à prefeitura de Natal - DANÇA DAS CADEIRAS NA CIDADE DO NATAL - RN ENQUANTO ISSO POPULÇAO A MINGUA HERANÇA MICARLA E PRODIGA A NATALENSES


NEY JR. PODE VOLTAR »Edivan Martins renuncia à presidência da CMN e à prefeitura de Natal


O vereador Ney Lopes Jr. (DEM) poderá voltar a ser prefeito de Natal. Isso porque o vereador Edivan Martins (PV) anunciou na tarde desta segunda-feira (24) que renuncia ao cargo de presidente da Câmara Municipal de Natal (CMN), abrindo caminho para que o colega volte a assumir o executivo municipal.


Ney Lopes Jr. tinha divulgado nesta manhã uma nota comunicando seu afastamento da prefeitura do Natal em cumprimento à decisão judicial publicada na última sext-feira (21) para que Edivan Martins assumisse a chefia do executivo municipal, uma vez que era ele o presidente da CMN.

No entanto, nesta tarde, Edivan Martis anunciou que deixa a presidência da casa legislativa de Natal, permitindo assim que Ney Lopes Jr. assuma a presidência da Câmara e, consequentemente, volte à prefeitura. A justificativa dada pelo vereador é a de achar melhor que haja continuidade nas ações de Ney Jr., que escolheu na semana passada que o pagamento do funcionalismo municipal era a prioridade do executivo da capital potiguar.

Caso retorne mesmo ao cargo de prefeito, a vereadora Júlia Arruda (PSB) é quem deve assumir a presidência da CMN.

domingo, 23 de dezembro de 2012

COMERCIO DA FÉ JESUS EXPULSA VENDILHOES DO TEMPLO...

Mensagem conjunta das organizações: - ESTAF (Escola de Filosofia e Teologia Afrocentrada); - EGBÉ ÒRUN ÀIYÉ (Associação Afro-Brasileira de Estudos Teológicos e Filosóficos das Culturas Negras); - ATRAI (Associação Nacional de Teólogos e Teólogas da Religião de Matriz Africana, Afro-Umbandista e Indígena).


NOS DA REDE MANDACARU BRASIL E ENTIDADES ASSOCIADAS E PARCEIRAS AGRADECEMOS E REPASSAMOS MENSAGEM ENVIADAS PELA ATRAI, ESTAF, EGBÉ ÒRUN ÀIYÉ  A TODOS....


Mensagem de Fim de Ano

23/12/2012
pomba-da-paz
Mensagem conjunta das organizações:
-  ESTAF (Escola de Filosofia e Teologia Afrocentrada);
-  EGBÉ ÒRUN ÀIYÉ (Associação Afro-Brasileira de Estudos Teológicos e Filosóficos das Culturas Negras);
-  ATRAI (Associação Nacional de Teólogos e Teólogas da Religião de Matriz Africana, Afro-Umbandista e Indígena).
Os finais de ano invariavelmente ensejam reflexões individuais, de grupos e instituições que quase sempre remetem e apontam para possibilidades vindouras de forma a alterar comportamentalidades sejam nos âmbitos das/os indivíduos, de coletivos e/ou das organizações, bem como dos Estados Nacionais.
Os finais de ano é um tempo que impelem autoridades, diretores, presidentes, chefes de Estados, dignitários/as virem a público para manifestarem-se mediante suas admoestações, orientações, recomendações, felicitações direcionadas aos diversos públicos destinatários das mensagens, etc.
Não obstante, a constatação é a de que o mundo com as suas relações humanas e sociais calcadas numa dinâmica axiológica consumista, competitiva e depredadora da Natureza, tem se enredado cada vez mais nas suas próprias armadilhas e contradições de maneira a suscitar desordens incomensuráveis no campo das desigualdades, ao tempo que esta visão de mundo hegemônica que aí está tida como única e absoluta, corrobora para com as catástrofes ambientais, que tem notadamente acometido os/as mais vulneráveis (Povos e Culturas Tradicionais, sobremaneira).
Nas suas especificidades convergentes a ESTAFEGBÉ ÒRUN ÀIYÉ e a ATRAI concorrem na compreensão de que urge uma recomposição civilizatória em que o Ser Humano e o Cosmo como todo sejam apreendidos sob outra lógica que não Ocidental e/ou judaico cristã. Impõe-se nessa direção que a comportamentalidade humanaorixalidade, humanainquicialiadade e humanavoduncialidade, assim como a humanaancesrtralidade se imponham como a tônica das Existencialidades norteadoras, portanto, de toda uma praxis social indicotomizável das mulheres e dos homens, que os sejam desde a concepção e engendrado potencialmente no contexto das relações “primária” da família, do clã, da Etnia de forma a se consubstanciar na esfera da “secundariedade” da formação dos sujeitos e tudo isto no âmago das Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, institucionalizadas preferencial e determinantemente como processos educacionais e/ou pedagógicos válidos.
Nossa mensagem segue no sentido de relembrar que na filosofia africana repercutida por Hampatê Bâ e outros sábios africanos: “O Universo visível é a camada externa e concreta de um universo invisível e vivo constituída por forças em perpétuo movimento e que no interior desta vasta unidade cósmica, tudo está ligado, tudo é solidário. Nessa dimensão o ser humano em relação a si mesmo e ao mundo que o cerca é objeto de regras extremamente precisas. A violação dessas regras pode romper o equilíbrio das forças do Universo. E esse desequilíbrio vai se manifestar por meio de diversos tipos de distúrbios. A restauração do equilíbrio só se dará mediante a conveniente e correta manipulação das forças. Somente assim, será possível restabelecer a harmonia, da qual o ser humano é o guardiãopor designação do Ser Supremo, No Universo não existe ‘grande’ nem ‘pequeno’ e, sim, a harmonia entre coisas de tamanhos diferentes. As relações de grandeza não têm nenhum sentido porque não acrescentam nem diminui nada.”
É nessa perspectiva que a ESTAF, a EGBÉ ÒRUN ÀIYÉ e a ATRAI desejam a toda a comunidade afrodescendente, aos vivenciadores/as dos pressupostos civilizatórios, filosóficos e teológicos da Cosmovisão Africana, às Autoridades Civilizatórias das Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, aos docentes e discentes um ano novo de 2013 repletos de Nguzo, de ÀseMooyo traduzido como Vida, Energia e/ou Força Vital.
Ògìyán Kalafò Olorode, Prof. Jayro Pereira de Jesus
Teólogo da Tradição de Matriz Africana e Diretor Geral da ESTAF

sábado, 22 de dezembro de 2012

A discriminação no Brasil é étnica, social e regional



A discriminação no Brasil é étnica, social e regional


O processo de ascensão social de massas, inédito no Brasil, volta a promover formas de discriminação. A política – de sucesso comprovado – de cotas nas universidades, a eleição de um operário nordestino para Presidente da República – igualmente de sucesso inquestionável -, a ascensão ao consumo de bens essenciais que sempre lhes foram negados – fenômeno central no Brasil de hoje -, provocaram reações de discriminação que pareciam não existir entre nós.

A cruel brincadeira de repetir um mote das elites – “O Brasil não tem discriminação porque os negros conhecem o seu lugar” – mostra sua verdadeira cara quando essas mesmas elites sentem seus privilégios ameaçados. Setores que nunca se importavam com a desigualdade quando seus filhos tinham preparação sistemática para concorrer em melhores condições às vagas das universidades públicas, passaram a apelar para a igualdade na concorrência, quando os setores relegados secularmente no Brasil passaram a ter cotas para essas vagas.

Professores universitários – incrivelmente, em especial antropólogos, que deveriam ser os primeiros a lutar contra a discriminação racial -, músicos – significativa a presença de músicos baianos, que deveriam ser muito mais sensíveis que os outros à questão negra -, publicaram manifesto contra a política de cotas, em nome da igualdade diante da lei do liberalismo.

A vitória da Dilma, por sua vez, provocou a reação irada e ressentida de vozes, especialmente da elite paulistana, contra os nordestinos, por terem sido os setores do país que pela primeira vez são atendidos em seus direitos básicos. Reascendeu-se o espírito de 1932, aquele que orientou o separatismo paulista na reação contra a ascensão do Getúlio e de suas politicas de democratização econômica e social do Brasil. Um ranço racista, antinordestino, aflorou claramente, dirigidos ao Lula e aos nordestinos, que vivem e constroem o progresso de São Paulo, e aos que sobreviveram à pior miséria nacional no nordeste e hoje constroem uma região melhor para todos.

A discussão sobre o metrô em Higienópolis tem a vem com a apropriação privilegiada dos espaços urbanos pelos mais ricos que, quando podem, fecham ilegalmente ruas, se blindam em condomínios privados com guardas privados. A rejeição de pessoas do bairro – 3500 assinaturas – à estação do metrô expressava o que foi dito por alguns, sentido por todos eles, de impedir que seja facilitado o acesso ao bairro – a que mesmo seus empregados particulares tem que chegar tomando 2 ou 3 ônibus -, com a alegação que chegariam camelôs, drogas (como se o consumo fosse restrito a setores pobres), violência, etc.

Nos três tipos de fenômeno, elemento comum é a discriminação. Étnica, contra os negros, na politica de cotas; contra os nordestinos, nas eleições; na estação do metrô, contra os pobres.

Os três níveis estão entrelaçados historicamente. Fomos o último país a terminar com a escravidão, por termos passado de colônia à monarquia e não à república. Adiou-se o fim da escravidão para o fim do século. No meio do século XIX foi elaborada a Lei de Terras, que legalizou a propriedade – via grilagem, em que em papel forjado é colocado na gaveta e o cocô do grilo faz parecer antigo. Quando terminou finalmente a escravidão, todas as terras estavam ocupadas. Os novos cidadãos “livres” deixaram de ser escravos, mas não foram recompensados nem sequer com pedaços de terra. Os negros livres passaram a se somar automaticamente à legião de pobres no Brasil.

O modelo de desenvolvimento, por sua vez, concentrador de investimentos e de renda, privilegiou o setor centro sul do Brasil, abandonando o nordeste quando se esgotou o ciclo da cana de açúcar. Assim, nordestino, esquematicamente falando, era latifundiário ou era pobre. Esse mesmo modelo privilegiou o consumo de luxo e a exportação como seus mercados fundamentais, especialmente com a ditadura militar e o arrocho salarial.

A discriminação dos negros, dos nordestinos e dos pobres foi assim uma construção histórica no Brasil, vinculada às opções das elites dominantes – em geral brancas, ricas e do centro-sul do pais. A discriminação tem que ser combatida então nas suas três dimensões completamente interligadas: étnicas, regionais e sociais. O fato do voto dos mais pobres (que inclui automaticamente os negros) e dos nordestinos estar na base da eleição e reeleição do Lula e na eleição da Dilma, com os avanços sociais correspondentes, só acirram as reações das elites. Discriminações que tem que ser combatidas com politicas publicas, com mobilizações populares e também com a batalha no plano das idéias.
Postado por Emir Sader às 05:22

Livros privilegiam visão do colonizador. Sancionada há 10 anos, lei que institui a cultura afro em currículos é ignorada


Erica Neves – Editoria de educação
Livros privilegiam visão do colonizador. Sancionada há 10 anos, lei que institui a cultura afro em currículos é ignorada
Com o intuito de quebrar paradigmas construídos ao longo de uma história marcada pela discriminação dos negros brasileiros, foi sancionada pelo governo federal, em 2003, a lei nº 10.639. A lei determina que escolas públicas e particulares de Ensino Fundamental e Médio insiram em seus currículos conteúdos relacionados à história e a cultura africanas.
Contudo, quase dez anos depois de sua sanção, a grande maioria das instituições educacionais brasileiras ainda não cumpre a legislação. Os entraves para o cumprimento da lei são vários, dentre eles está a falta de previsão orçamentária por parte do Executivo para a sua implementação. “Se há uma alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), o Estado brasileiro teria que prever algum recurso para que os sistemas de ensino, principalmente a partir dos gestores, fossem atualizados em relação a isso. E foi o que não aconteceu no caso da lei 10.639?, pontua Valter Silvério, especialista em ações afirmativas e professor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).
A superintendente da Promoção de Igualdade Racial no Estado, Raimunda Montelo, reforça o pensamento de Silvério. “Quando a lei foi sancionada não tinha orçamento para que fosse implementada, e você define muito bem a prioridade de uma ação e de uma política pública pela quantidade de recursos destinados à sua implementação”, diz ela.
Alex Ratts, professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial, também relaciona a falta de recursos públicos à dificuldade no cumprimento da legislação. “O que falta mesmo é esforço governamental porque nós temos hoje em Goiás mais de 30 professores com mestrado e doutorado e em plenas condições de formar professores nessa área, mas nós não temos recursos do governo estadual para que isso aconteça.”
Para a coordenadora do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-Racial de Goiás, Roseane Ramos, essa realidade, no entanto, não está restrita a Goiás. “Raramente encontramos alguma Secretaria de Educação fazendo um trabalho mais amplo em toda a rede. O que nós identificamos são ações pontuais de professores que têm algum vínculo com o movimento negro ou com alguma formação na área. Isto é uma falta de compromisso dos gestores que estão à frente das pastas das secretarias municipais e estaduais de educação”, pontua.
Outro problema destacado por ela no tocante ao cumprimento da lei refere-se à má compreensão sobre o significado da legislação. “Muitas vezes se faz uma denúncia ao Ministério Público acerca do descumprimento da lei por parte de determinada escola, mas se a escola apresenta um projeto político pedagógico no qual constam algumas ações pontuais sobre a cultura afro-brasileira, o entendimento é de que se está cumprindo a lei, mas não está”.
Discussão aprofundada
Silvério tem opinião semelhante acerca da incompreensão em torno do que versa a legislação. “Os sistemas de ensino estão com dificuldade em compreender qual é o verdadeiro sentido dessa legislação, já que ela altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB)”.
O professor avalia que a aplicação da lei implicaria na discussão do impacto do racismo na sociedade brasileira resultante de conteúdos eurocêntricos ministrados em sala de aula. “Não existe reconhecimento de todos os povos que para cá vieram com contribuições absolutamente diversas na formação do que nós chamamos do caráter brasileiro, do caráter nacional. Recebemos uma formação que é totalmente etnocêntrica na medida em que só nos referimos à contribuição europeia”, ressalta.
Silvério acredita que a resistência à implantação da lei 10.639 deve-se ao fato de que ela insere uma discussão mais ampla e profunda sobre a própria matriz curricular da educação no Brasil. “As diretrizes colocam claramente que a participação da população negra, mais especificamente dos africanos e seus descendentes na formação social brasileira, deve se constituir em um dos pilares do currículo. Isso significa que você tem que rever toda a grade curricular brasileira e os conteúdos que são ministrados”, destaca.
De acordo com o sociólogo, as consequências dessa revisão da matriz curricular vão além do acréscimo de conteúdos às disciplinas existentes. “O que é dito pela lei é que nós temos que fazer uma reformulação do currículo. É rever as bases pelas quais os nossos professores são formados e que nós somos formados, já que nós desconhecemos a contribuição dos africanos e seus descendentes na formação social brasileira”, explica.
Formação x racismo
Para Cecília Vieira, professora da rede municipal de Goiânia, apoio técnico pedagógico da divisão de Educação Infantil da SME e com atuação no Núcleo de Estudos Africanos e Afrodescendentes da UFG (NEAAD), a formação dos educadores é o primeiro aspecto a ser considerado para a efetiva implementação da legislação. “O professor precisa se fundamentar porque os conflitos que envolvem o racismo em sala de aula são cotidianos. Por isso é preciso fazer uma formação do formador”, explica.
Ela destaca ainda que o principal papel do poder público deve ser o de investir na formação inicial e continuada dos educadores. “O que se tem hoje nos cursos de Pedagogia são matérias optativas sobre o assunto. Mas a lei é clara, essas disciplinas devem compor a grade curricular de forma obrigatória”, enfatiza.
Mas Roseane Ramos, coordenadora do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-Racial de Goiás, destaca a dificuldade em formar professores aptos a ensinar a história e a cultura dos povos africanos. Não por falta de especialistas, mas por conta da atual grade curricular dos cursos de formação inicial. “Infelizmente as instituições de Ensino Superior não incluíram o ensino de história e cultura afro-brasileira em suas matrizes curriculares. Por isso os professores ainda não possuem essa bagagem e é preciso fazer uma formação continuada dos professores que já estão atuando”, avalia.
Roseane vai além na discussão e relaciona a dificuldade para viabilizar a formação continuada dos professores justamente à discriminação. “Nós acreditamos que essa dificuldade política tem um viés racista porque não se quer mexer no currículo. Então nós precisamos de gestores mais compromissados com o cumprimento da lei”, salienta.
Mas se o descaso governamental em colocar a lei em prática ser atribuído ao preconceito, as consequências decorrentes dessa resistência colaboram ainda mais para a perpetuação do racismo no Brasil, já que tudo o que se ensina sobre a população negra está relacionado unicamente à escravidão.
Quem faz o alerta é Raimunda Montelo, superintendente da Promoção da Igualdade Racial. “As consequências do desconhecimento da história africana é desastrosa, tanto do ponto de vista do sofrimento da população negra quanto do próprio racismo, que se perpetua secularmente na constituição, na subjetivação e no pensamento dominante”, lamenta.
O desconhecimento gera intolerância
Mas quais seriam os principais benefícios advindos do cumprimento efetivo da lei nº 10.639 nas escolas de Ensino Médio e Fundamental brasileiras? Para Roseane Ramos, coordenadora do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-Racial de Goiás, esse aprendizado implicaria na ressignificação das relações que hoje estão estabelecidas dentro de um fundamento racista.
“O processo de intolerância e de estranhamento tenderia a diminuir porque o desconhecido é estranho. Então, a partir do momento em que a história do povo negro passa a ser reconhecida e valorizada, criam-se as bases para o surgimento de uma nova sociedade”, conclui.
Cecília Vieira, professora da rede municipal de Goiânia, acredita que da mesma forma em que nascem, no ambiente escolar, os preconceitos que resultam na exclusão de uma parcela significativa da população brasileira, é também dentro da escola que estão as ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
No seu entendimento, o caminho para a construção dessa nova sociedade passa necessariamente pela valorização da herança africana na formação do povo brasileiro. “As crianças negras precisam ter sua autoestima desenvolvida na escola para verem que, assim como as brancas, elas também podem sonhar com um futuro melhor. E para que possam perceber que esse espaço escolar também é delas”, salienta.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Oxalá - Reza Nação Cabinda

Oxalufã

ojo ibi - grupo ofa odum orim

OJO IBI ORISA ORI OOO --- O DIA QUE VC NASCE....

JARDIM DAS FOLHAS - MAKOTA VALDINA

Oxalufã Candomblé (Ketu)

Hino Dos Orixas ketu - pirina william

Oxaguiãn - ketu

Cantigas Oxala Ketu 10 - pirina william

Xirê 2 - Oxalá - ketu

IGBIN - UM POEMA PARA OXALÁ

Saudação Oxalá

Oxalá - Cantigas - ORIN OXALÁ III

Xirê 2 - Oxalá - ketu

Xirê Oxossi - ketu

Orin de Oxóssi - LEGENDADA

Arquétipo de Oxalá

Nação Ketu - Orin de Logunedé LEGENDADA

Nação Ketu - Orin de Ossain LEGENDADA

Nação Ketu - Orin de Oyá - Iansa LEGENDADA

Nação Ketu - Orin de Oxumaré - LEGENDADA

Nação Ketu - Orin de Oyá - Iansa LEGENDADA

A Morte Comanda o Cangaço (1961) | COMPLETO

O Amuleto do Ogum

Umbanda-Saudação as 7 linhas + Ogum Beira Mar

Saudades de Percio

Ogun - Pércio de Aiyra

Ogun - Pércio de Aiyra

PROGRAMA AKÈSAN O ÈSÙ QUE SE DIVIDE EM NOVE - ORI 1

Ponto de Oxossi - Senhor das Matas

A Umbanda

Umbanda de Caboclo - Mãe Ieda do Ogum

Ogum cd Pejigan Anderson de Bessen

Candomblé Cuba

Alcione Duas Faces Ao Vivo 2012 - DVD Completo HQ

Mãe de Santo (mini série) Exú - episódio 1

EM 21 12 12 SE O MUNDO NAO ACABR NÃO E CULPA DESTES REPRESENTATES POLITICOS DO RN MAIS ELES TENTARAM DE TODA A FORMA.... A FOTO FICOU PEQUENA PARA O RESTO QUE DIGA MUITOS VEREADORES DE NATAL...

Prêmio MANDACARU para ACESSO À ÁGUA e CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO . Iniciativa visa premiar projetos para o desenvolvimento sustentável do Semiárido brasileiro. Inscrições vão até 10 de janeiro de 2013. .

Prêmio MANDACARUpara ACESSO À ÁGUA e CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO.
Iniciativa visa premiar projetos para o desenvolvimento sustentável do Semiárido brasileiro.
Inscrições vão até 10 de janeiro de 2013.
.Estão abertas as inscrições para o Prêmio Mandacaru - Projetos e Práticas Inovadoras em Acesso à Água e Convivência com o SemiáridoEle tem por objetivo promover a produção de conhecimento e o desenvolvimento de ações inovadoras e exitosas em prol da convivência solid&aacute ;ria e sustentável com o semiárido brasileiro. A iniciativa é dirigida a associações de agricultores e agricultoras familiares, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e entidades governamentais.
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Prêmio Mandacaru faz parte do Programa Cisternas BRA007-B, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) em parceria com a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID)/Fundo Espanhol de Cooperação para Água e Saneamento (FCAS), Instituto Ambiental Brasil Sustentável (IABS) e executado pela Catavento Projetos e Consultoria Ltda.
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Os trabalhos inscritos deverão abordar a temática “Acesso, Manejo e Qualidade da Água”, nas seguintes categorias:
I - Experimentação no Campo
II - Práticas Inovadoras
III - Pesquisa Aplicada: 
IV - Gestão Inovadora:
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Os prêmios variam de R$ 5 mil a R$ 150 mil, dependendo da categoria e classificação de cada projeto/prática e devem ser investidos na replicação dos mesmos. Podem participar do concurso pessoas jurídicas de direito público ou privado, com atuação no semiárido brasileiro.
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regulamento está disponível no site www.iabs.org.br/projetos/premiomandacaru. As inscrições são gratuitas e se encerram no dia 10/01/2013. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail iabs@iabs.org.br ou pelos telefones (61) 3364.6005 e (61) 8125.7692.
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Clique aqui e veja o Panfleto do Prêmio Mandacaru
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Clique aqui e veja o Cartaz do Prêmio Mandacaru 
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Obs: O folheto e o cartaz encontram-se também em anexo, através dos links abaixo.

ATENÇÃO PARCEIROS DAS MALETAS DA SAUDE E MALETA A COR DA CULTURA URGENTE ENTRA EM CONTATO CONOSCO ASSUNTO SOBRE AS MALETAS SOB PENA DE NAO RENOVARMOS MAIS OUTRAS MALETAS E PROJETOS ESTAMOS AGUARDANDO CONTATO URGENTE

ATENÇÃO PARCEIROS DAS MALETAS DA SAUDE E MALETA A COR DA CULTURA URGENTE ENTRA EM CONTATO CONOSCO ASSUNTO SOBRE AS MALETAS SOB PENA DE NAO RENOVARMOS MAIS OUTRAS MALETAS E PROJETOS ESTAMOS AGUARDANDO CONTATO URGENTE 




1.BABA MELK - - MALETA DA SAUDE - FALTA ENVIAR ATIVIDADES
2. YA CACILDA - MALETA DA SAUDE  JA CONFIRMOU CONTATO - FALTA ENVIAR ATIVIDADES
3. YA LUCIENE - MALETA DA SAUDE E A  COR DA CULTURA E KIT AKATU JA CONFIRMOU CONTATO - ATIVIDADES ENVIADAS
4. BABA ROGERIO -  MALETA DA SAUDE E A  COR DA CULTURA KIT AKATU FALTA ATIVIDADES
5. BABA ANDRE DE OIA -  COR DA CULTURAFALTA ATIVIDADES
6. ALEX DE OXOSSI -  MALETA DA SAUDE E A  COR DA CULTURA - KIT AKATUFALTA ENVIAR ATIVIDADES
7. TATA KASULUPONGO -  MALETA DA SAUDE FALTA ENVIAR ATIVIDADES
8. TATA KUIAZAMBI - -  MALETA DA SAUDE E A  COR DA CULTURAFALTA ENVIAR ATIVIDADES
9.TATA JUNIOR - - MALETA DA SAUDE FALTA ENVIAR ATIVIDADES
10. PAI HAROLDO - -  MALETA DA SAUDE FALTA ENVIAR ATIVIDADES
11. BABA MARCIO -  MALETA DA SAUDE E A  COR DA CULTURAFALTA ENVIAR ATIVIDADES
12. OGAM WEDSON - - MALETA DA SAUDE   FALTA ENVIAR ATIVIDADES
13. YALORIXA CREMILDA  - - A  COR DA CULTURA KIT AKATU  E FALTA ENVIAR ATIVIDADES
14. BABALORIXA THIAGO - -   A  COR DA CULTURA KIT AKATUFALTA ENVIAR ATIVIDADES
15. BABALORIXA ADERBAL - - A  COR DA CULTURA  KIT AKATUFALTA ENVIAR ATIVIDADES
16. SILVANA DE MOITA VERDE - COEQ  E CONAQ - MALETA DA SAUDE  FALTA ENVIAR ATIVIDADES
17. JOSE CARLOS -  MALETA DA SAUDE E A  COR DA CULTURA KIT AKATUFALTA ENVIAR ATIVIDADES
18. ANDRE CABRAL E PAI JOAO - -  MALETA DA SAUDE E A  COR DA CULTURAFALTA ENVIAR ATIVIDADES
19.PAI JAIR - -  MALETA DA SAUDE KIT AKATU  FALTA ENVIAR ATIVIDADES
20. PAI WILSON - -  MALETA DA SAUDE KIT AKATU FALTA ENVIAR ATIVIDADES
21 BABALORIXA LAERCIO - -  MALETA DA SAUDE E A  COR DA CULTURA KIT AKATUFALTA ENVIAR ATIVIDADES
22. JOSE GRILO - CONSELHO DO PQ COQUEIROS - - MALETA DA SAUDE  FALTA ENVIAR ATIVIDADES
23. LINHARES -   A  COR DA CULTURAARTE NA COMUNIDADES
24 ORLANDETE - GRUPO DE MENINOS E MENINAS DE RUA E INFRATORES
25 CLEYON  FERRER COR DA CULTURA  FALTA ENVIAR ATIVIDADES
26 YALORIXA LILA DE EXU A COR DA CULTURA CASA DE OYA VALE DOURADO  E CASA DE OMULU  EXTREMOZ  - FALTA ENVIAR ATIVIDADES...






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