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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Lei Djalma Maranhão - Lei Nº 4.838/97

Lei Djalma Maranhão

Incentivo à Cultura

A Lei Nº 4.838/97 instituiu o Programa Djalma Maranhão de incentivos fiscais para a realização de projetos culturais no Município de Natal. Posteriormente, modificado pela Lei 5.323/01, o Programa contempla projetos nas áreas de música, teatro, folclore, literatura, dança, vídeo, fotografia, cinema, cartum, artes plásticas, história da cultura, relíquias, artesanato e museus, entre outras.
Para enquadramento no Programa, o projeto cultural precisar ser aprovado pela Comissão Normativa, que é paritária, ou seja, metade formada por representantes do poder público municipal e outra metade eleita pela classe artística. A comissão é presidida pelo presidente da FUNCARTE, que só vota em caso de empate, quando profere o voto de Minerva.
A Lei beneficia as empresas ou pessoas físicas que investem em projetos aprovados, através de incentivos fiscais, com descontos nos impostos como IPTU e/ou ISS.
Podem investir em produções culturais pessoas físicas e jurídicas através de doações, patrocínios e investimentos que são descontados do valor devido ao Fisco Municipal nas proporções de 100 %, 80% e 30%, respectivamente.
Empresas interessadas em obter os incentivos da Lei Djalma Maranhão poderão ainda investir nos projetos já aprovados e que estão captando os recursos.
A lista dos projetos aprovados e as suas áreas de atuação podem ser obtidas na Fundação Cultural Capitania das Artes, na Secretaria Executiva da Lei Djalma...



A Secretaria Executiva do Programa Djalma Maranhão parebeniza os eleitos e agradece a participação de todos os presentes.


Programa Djalma Maranhão




Djalma Maranhão
Apresentação
Moacyr de Góes
Prefeito Djalma Maranhão, 40 anos de saudades (2011 – 2014)
Roberto Monte

40 anos sem Djalma Maranhão
Alexandre de Albuquerque Maranhão, Historiador

Com o pé no chão e a cabeça no futuro
Há 40 anos morria Djalma Maranhão que revolucionou a Educação Pública implantando o programa "De Pé no Chão, Também se Aprende a Ler"
Tribuna do Norte, 30/07/11

Projeto Memória Virtual
Djalma Maranhão

Palavras ao Povo
Rio de Janeiro, Novembro de 1964
(Publicado pelo Correio da Manhã)

Mensagem ao Povo Brasileiro
Djalma Maranhão
Montevideo, julho de 1965

Evocação de Natal
Poema incompleto, escrito no exílio

Cartas do Exilio a Esposa
Montevidéu/Uruguai - Jan 1965

Cartas do Exílio ao Filho
Montevidéu/Uruguai - Ago 1968

Poema a Djalma Maranhão
Palmira Wanderley

A Djalma Maranhão - (Carta Aberta para o Alem)
Poema de Expedito Silveira

Texto Extraído do Livro de Pêsames
Montevidéu/Uruguai - 1971

Dez lembranças de Djalma Maranhão
Moacyr de Góes

HP Djalma Maranhão
Djalma Maranhão Áudios
Djalma Maranhão Vídeos
Djalma Maranhão Projeto Memória Virtual DHnet
Uma moldura histórica para Djalma Maranhão
Moacyr de Góes
PDF 0,34 MB

Memórias de 1964
Djalma Maranhão
PDF 0,40 MB

Documento do Superior Tribunal Militar STM
Termo de Declarações que presta o Indiciado Djalma Maranhão
PDF 0,58 MB



MORTE E PAIXÃO


Celso da Silveira



Para atender a um convênio com a Prefeitura Municipal de Natal, o Instituto de Pesquisas Sociais Juvenal Lamartine, da Fundação José Augusto, me solicitou um depoimento sobre o homem público Djalma Maranhão, que foi prefeito de Natal de fevereiro de 1956 a dezembro de 1958 (nomeado pelo governador) e de novembro de 1960 a 2 de março de 1964 (prefeito eleito). Deposto pela Revolução de 31-03-64, foi preso e deportado para Fernando de Noronha.

Djalma Maranhão

Eis a seguir o que posso afirmar com certeza, por conhecimento próprio, porque fui seu auxiliar na administração, servindo nos cargos de chefe de Gabinete, diretor da Fiscalização, diretor do Ensino (ele instalou o Ginásio Municipal João XXIII e a Escola Municipal de Comércio), diretor da Secretaria de Negócios Internos e Jurídicos, oficial de Gabinete, diarista de obras e assessor de divulgação, além de permanente e assíduo companheiro em suas vilegiaturas diárias a todos os pontos da cidade.
Djalma Maranhão foi um apaixonado pela sua Cidade do Natal. Foi esse grande amor maior que lhe deu inspiração para superar a si mesmo como administrador.
Com recursos limitados patenteou o pioneirismo administrativo em vários setores: introduziu o ensino não convencional com programa “De Pé no Chão Também se Aprende a Ler” (cujo nome surgiu por acaso, dentro do seu Gabinete, quando se discutia a estrutura e o modus faciendi das escolinhas, por palpite do jornalista Expedito Silva, que trabalhava no jornal de Djalma (Folha da Tarde). Restaurou as manifestações da cultura popular, prestigiando os folguedos tradicionais e foi o doador do terreno da sede da Sociedade Araruna de Danças Antigas nas Rocas, cuja solenidade de lançamento da pedra fundamental eu o representei. Construiu a Concha Acústica, a Galeria de Arte e a Biblioteca Pública, que funcionaram na Praça André de Albuquerque; estimulou o teatro popular fazendo encenar na mesma praça o Auto da Cidade do Natal (cantorias de Frei Marcelino de Santana, do Convento Sto. Antônio). No elenco estavam Edson Lyra, Wilson Maux e eu. Deu ênfase à cultura, realizando feiras de livros, congressos de escritores, instalando a Diretoria de Documentação e Cultura, por onde se aposentou como Diretor.
Quando Natal ia só até a Av. Alexandrino de Alencar, ele já estendia a ação da Prefeitura à periferia, ajudando a instalação da Clínica Pedagógica Heitor Carrilho e, depois instituindo a Semana do Excepcional, através de decreto.
Criou a Sociedade Amigos dos Bairros (seria o precursor dos atuais Conselhos Comunitários). O primeiro asfalto lançado numa rua da cidade foi em sua administração. Restaurou praças, dotando-as de fontes luminosas (muito antes de Jayme Lerner dotar Curitiba deste equipamento). Foram seus os primeiros passos para a construção do Machadão e a ele se deve o primeiro ginásio coberto - o Palácio dos Esportes Djalma Maranhão, e o primeiro Terminal Rodoviário da cidade no bairro da Ribeira.

Djalma Maranhão
Fez as galerias pluviais da Av. Afonso Pena, construiu os primeiros metros de muro de arrimo da Av. do Contorno. Começou o revestimento à pedra do Canal do Baldo e deu início à Via Costeira, criando um acesso à Praia de Miami (final de Areia Preta). Deu todo o apoio à formação do Horto Florestal e criou as primeiras hortas municipais. Como ‘ecologista’ (não havia essa nomenclatura) encetou a campanha ‘Um coqueiro em cada casa’, incentivando o plantio de árvores pela população.
Foi Djalma Maranhão que, com sua criatividade, botou na rua um trator com caçambas atreladas, para coletar o lixo, antes dos carros kukas e dos basculantes.  
Criou o Coral da Cidade do Natal - 1º do gênero aqui surgido (regência do maestro Garibaldi Romano). Criou o serviço de documentação, que foi o embrião de um museu da cidade, onde locou um acervo numeroso de peças de Chico Santeiro (o artesão era visitado freqüentemente por Djalma Maranhão em sua casa de Areia Preta e foi Djalma que construiu e doou uma casa ao saudoso Chico). Prestigiou Zé Menininho (sanfoneiro, autor da música ‘Caixão de Gás’) e Caldas Moreira, que dominava os arraiás folclóricos da cidade com pastoris, bambelôs (os mais famosos eram o de Guedes e o de Calixto) e cuidou do Ciclo Natalino, instituindo concursos de vitrine, melhor árvore de Natal, além de exibição em palanques de Bumba-Meu-Boi, Congos de saiotes e de calçolas e a famosa Festa de Iemanjá, com a participação dos terreiros de umbanda. No São João ia a todas as quadrilhas.
Comparecia à da Vila Teixeira (a mais famosa da época) e as das ruas Antônio China, Aristides Lobo e Clóvis Bevilaqua, em Lagoa Seca, onde ia dançar no meio do povo. Prestigiava o Carnaval, realizando bailes populares (no Teatro Carlos Gomes, depois no Palácio dos Esportes), acompanhando o Rei Morno (Paulo Maux, Severino Galvão, Luizinho e Zé Areia), organizando comissões julgadoras e a Federação Carnavalesca (Joaquim Victor de Holanda foi um dos mais atuantes presidentes com a sua experiência de ex-presidente do Brasil Clube) e comparecendo ao Baile dos Cronistas Carnavalescos (ex-presidente: eu, Berilo Wanderley, Benivaldo Azevedo, indo ao palanque para ver o desfile de índios, escolas de samba, sociedades Jardim de Infância, Os Cafajestes, Sputnik).
Todos os anos ia à Taba dos Guaranis beber ‘cauim’ com o Cacique Bum-Bum. No seu Gabinete da Prefeitura se fundou a Associação dos Cronistas Carnavalescos, comigo, Berilo, Woden, Adalberto, Chagas, Paulinho Oliveira, Serquiz Farkatt, Benivaldo Azevedo, Expedito Silva, a quem cabia escolher a Rainha do Carnaval (Socorro Gurgel, ex-miss RN foi uma delas) e realizar o Baile dos Cronistas, no aeroclube, todos os anos, sendo esta festa a abertura oficial da temporada carnavalesca da cidade.
Sua presença se fazia sempre ativa nas Cheganças, Fandangos (apresentados nas Festas dos Santos Reis, na Limpa), Bambelôs, Pastoris, Danças Antigas (Araruna, Jararaca, Caranguejo). Resgatou o Forte dos Reis Magos, relegado ao abandono, realizando um festival com a presença do beneditino D. Nigris, especialista de histórias das fortificações portuguesas no Brasil, e Câmara Cascudo.
Nesses eventos havia sempre a presença de alguém com renome nacional, como Jorge Amado, Eneida Morais, José Condé, Ênio Silveira, Dinah Silveira de Queiroz, Waldemar Cavalcanti, Milton Pedroza, Ascenço Ferreira, Mauro Motta, Marli Motta, Waldemar de Oliveira, teatrólogo Isaac Gondim Filho e vários outros.
Seu pioneirismo se manifestou em todas as frentes: realizou o Festival da Lagoa Manoel Felipe, iniciou o teatrinho do Alecrim, instalou o primeiro telefone público, no bairro das Rocas, largo da feira; abriu uma Feira de Livros na Praça Kennedy, então Praça da Imprensa, e reuniu cantores de viola num Festival de Violeiros, no Teatro Alberto Maranhão, no qual o violeiro José de Souza, adolescente, estreou com 17 anos de idade. Em sua administração surgiram os bairros Alto da Aparecida, atual Mãe Luíza, e Brasília Teimosa, que tomou o lugar de um loteamento que o prefeito tinha marcado e foi proibido pela Lei de Servidão do Forte. Também é do seu tempo, as demarches para construção do Cemitério Bom Pastor, do Canal e Centro Comercial das Rocas, acesso à igrejinha do bairro.
Foi ele quem restaurou o policiamento ostensivo denominado Guarda Montada Joca do Pará, cujas armas - espadas e lanças acham-se no almoxarifado da PMN, algumas ornamentando o Gabinete do prefeito. Prestigiou pintores, poetas, seresteiros, folcloristas, cantores da velha guarda e associações de estudantes - Centro Estudantil (presidido pelo jornalista Serquiz Farkatt) e a Associação Norte-rio-grandense de Estudantes (presidida por Érico de Souza Hackradt).
Djalma Maranhão foi um homem múltiplo e sempre presente.
Como político foi deputado estadual e como tal, autor do projeto de autonomia política da capital (no seu Gabinete havia uma placa com os dizeres: "Aqui vencemos a batalha da autonomia"). Depois de deputado e prefeito eleito, foi deputado federal, com reconhecida atuação nacionalista, tendo abordado, em seus discursos parlamentares, questões do algodão, pesca, sal, minérios e da invasão das multinacionais na economia brasileira.
Fez campanha, ao lado de Edna Lott, pela eleição do general, Henrique Dufles Teixeira Lott, ex-ministro da Guerra do conterrâneo e correligionário Café Filho, que sucedeu Getúlio Vargas na presidência da República.
Teve posições patrióticas na votação do caso do Vidro Plano, que foi um dos grandes escândalos deste país na época. Ele votou contra o monopólio do Vidro Plano que se queria entregar ao então deputado-empresário e multimilionário Sebastião Paes de Almeida, representante de Minas Gerais (o projeto visava colocar nas mãos do deputado mineiro o monopólio do fornecimento de vidros para construção de Brasília, o que levantou suspeitas de uma negociata memorável). Neste caso, Djalma rejeitou uma proposta de suborno por alta quantia que lhe foi oferecida por intermédio de um parlamentar potiguar, no apartamento do Rex Hotel, onde se hospedava no Rio de Janeiro, episódio que testemunhei e sei a quantia oferecida, o mandante e o ofertante (que por sinal ainda é vivo e atuante na política do Estado).
Como jornalista, DM era virulento, corajoso. Foi diretor do Jornal de Natal, fundado por João Café Filho, e da Folha da Tarde e um dos fundadores do Diário de Natal. No jornalismo e no corpo-a-corpo era combativo e forte, pois fora lutador de boxe e professor de educação física do velho Atheneu Norte-rio-grandense. Como boxeur foi o segundo no ranking estadual, só perdendo para Manu Celestino, do Açu, que lhe quebrou o pau da venta numa luta no Cine Teatro Pedro Amorim, naquela cidade. Ficaram célebres suas brigas corporais com Romildo Gurgel e Erivan França e sua rusga com D. Eugênio Sales, arcebispo metropolitano.
Não posso deixar de registrar que foi no Rex Hotel que DM me apresentou ao seu amigo Aparício Torelli - o Barão de Itararé - antigo diretor do jornal humorístico A Manhã, que já não existia ao tempo do meu conhecimento com ele.
Djalma Maranhão sempre fez as coisas com paixão pelas coisas. Foi sempre mais um amador, do que um profissional. Fazia, pelo gosto de fazer. Não pensava em glória, nem em ficar na história, para a qual entraria no futuro, sem favor nenhum. Era um voluntarioso, quando se convencia da sua verdade. Nunca se submeteu ao poder autoritário de ninguém.
Sem canivete no bolso, sem sequer uma espátula dessas de abrir folhas de livros, teve coragem de desafiar o comando geral da Revolução de 64, instalando o seu QG da Resistência na Prefeitura, e disso deu ciência ao coronel Mendonça Lima, que substituía o general Ornar Emir, comandante da ID7 e Guarnição de Natal, no momento gozando férias.
Pode ter sido um CLOW chapliniano, mas nunca um funâmbulo. Resistir, resistiu. Resistiu como pôde: não se acovardando, não aderindo, não abrindo as pernas.
Morreu no exílio, sustentando o estandarte de suas bandeiras.
Morreu de muito sofrer, de saudades, não de outros padecimentos.
Nisso ele converteu a sua cidade - em sua paixão e morte.

____________
Publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Volume LXXXVII, Anos1994-95-96, Natal-RN, 2001, págs. 19-23.
 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Conheça de onde vem a Guiné, planta usada no Brasil inteiro

23 de janeiro de 2012

Conheça de onde vem a Guiné, planta usada no Brasil inteiro

Esta semana, Regina Casé vai até Milho Verde, em Minas Gerais, em busca de uma planta poderosa e bem conhecida no Brasil inteiro: a Guiné. Ela é muito utilizada em garrafadas na medicina popular, você conhece?
Neste programa, Regina Casé vai conhecer Seu Ivo, aprendendo com ele como se faz a garrafada para a Festa da Nossa Senhora do Rosário. Acompanhando os ensaios para a Festa, o Um Pé de Quê? levanta questões sobre a História do Brasil.
QUANDO VER:
Um Pé de Quê?
Quarta (25/01) – 22h
Reprises: Quinta 13h30; Sábado 16h; Domingo 19h e Quarta 3h15

Sala Futura chega ao Complexo do Borel - um sonho sala futura no complexo Nossa senhora da apresentação em natal - rn - REDE MANDACARU RN

19 de março de 2012

Sala Futura chega ao Complexo do Borel

O Canal Futura e a Fundação São Joaquim, com apoio do programa UPP Social, inauguraram uma unidade do projeto Sala Futura no Complexo do Borel, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro.
A midiateca, implementada pela primeira vez em áreas pacificadas, disponibilizará gratuitamente conteúdos educativos e de lazer para a população. O material audiovisual será usado em atividades com as diversas organizações comunitárias da região e no trabalho com policiais da UPP local, a fim de promover debates sobre educação, cidadania, segurança pública e direitos humanos, entre outros assuntos.
Cerca de 13 mil moradores das comunidades da região – Morro do Borel, Indiana, Catrambi, Morro da Cruz, Bananal, Casa Branca e Chácara do Céu – serão beneficiados com a iniciativa. Localizada na sede da Fundação São Joaquim, a Sala Futura contará com a contribuição da mobilizadora cultural Vaneci Azevedo, escolhida por meio de processo seletivo, que atuará na articulação dos conteúdos audiovisuais, intermediando e promovendo diálogos entre a população, as organizações comunitárias e as instituições públicas. “A Sala Futura vai trazer conhecimento e crescimento para a comunidade”, ressalta a monitora, que nasceu e foi criada na região.
Reafirmando o compromisso do Canal Futura de incentivar a participação das pessoas em ações que promovam a melhoria da qualidade de vida de suas comunidades, o modelo de implementação da Sala, assim como os principais temas que devem ser debatidos pela população, foi definido em parceria com as instituições locais que formam a Rede Social do Borel através de reuniões realizadas desde 2010.
O vasto acervo audiovisual, que abrigará conteúdos como “Nota 10 – Segurança Pública”, “Diz aí”, “Ética” e os programas do projeto “A cor da cultura”, entre outros, foi construído a partir de fórum com representantes do Complexo do Borel. O material da Sala será utilizado, de forma itinerante, na Fundação São Joaquim e em outros espaços nas organizações da Rede Social do Borel.
Esta é a quarta Sala Futura a entrar em operação no estado do Rio de Janeiro. Duas midiatecas estão situadas na Zona Norte da capital: no Centro Cultural Waly Salomão, em Vigário Geral, numa parceria com o Grupo Cultural AfroReggae, e na Biblioteca Popular Lima Barreto, no Complexo da Maré, juntamente com a Redes de Desenvolvimento da Maré. O terceiro espaço funciona, desde dezembro de 2011, no município de São Gonçalo, quadra da Escola de Samba Porto da Pedra, no bairro de Vila Lage. Há unidades ainda em Ouro Preto (MG), São Paulo (SP) e Recife (PE). Até o final de 2012, serão inauguradas duas Salas nas regiões Sul e Norte.
Saiba mais sobre a Sala Futura
A Sala Futura é uma midiateca que coloca a tecnologia e o conteúdo audiovisual produzido pelo Canal Futura a serviço da educação e da defesa dos direitos humanos por meio de diferentes modelos de parceria. Na unidade do Complexo do Borel, o foco será Educação, Segurança, Cidadania e Direitos Humanos, com o objetivo de fornecer ferramentas para o desenvolvimento de diálogos entre moradores, instituições públicas e organizações comunitárias. O acesso é livre e gratuito.
Os vídeos poderão ser conferidos na própria sala ou copiados para CDs e DVDs para utilização em atividades externas em creches, escolas e ONGs. Os downloads são feitos por meio do Futuratec, a videoteca gratuita do Canal Futura que conta com mais de 700 programas de diversas séries, como o Um Pé de Quê?, com Regina Casé, o Afinando a Língua, com Tony Bellotto, e o Passagem Para…, com o jornalista Luís Nachbin.
Assim como nas outras unidades, o projeto é uma ação compartilhada, ficando a Fundação São Joaquim responsável por gerenciar e promover atividades com o conteúdo, materiais e equipamentos doados pelo Futura.

Violência contra moradores de rua é o tema do Sala de Notícias em Debate

2 de abril de 2012

Violência contra moradores de rua é o tema do Sala de Notícias em Debate

Na próxima terça-feira (03/04) o Sala de Notícias Debate fala sobre a população em situação de rua no Brasil. Mais de 450 denúncias de agressão a moradores de rua foram registradas pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República em 2011.
Como combater essa violência? Quais seriam as medidas mais adequadas do poder público para tratar essa situação? O que leva essas pessoas a morar na rua?
QUANDO VER
Sala de Notícias Debate: toda terça-feira às 21h.
Reprise: domingo, às 21h
fonte: http://www.futura.org.br/violencia-contra-moradores-de-rua-e-o-tema-do-sala-de-noticias-em-debate/

“ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL NO RN”

CONVITE - CARAVANA DO NORDESTE PELA ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL





                                                                                       
                                                                                                  Rio Grande do Norte    
                                                                Assembléia Legislativa
Gabinete Deputada Márcia Maia
 
 
 
                                  
 
C O N V I T E
                           
 
 
Temos a honra de convidar Vossa Excelência para participar de audiência pública, sobre o tema “ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL NO RN”, a ser realizada no dia 12 de abril de 2012, ás 14h, na Assembleia Legislativa do RN, ocasião em que será divulgada a CARAVANA DO NORDESTE PELA ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL.
 
 
                                                                                              Propositora: Dep. Márcia Maia
                                    
 
 
 
 
 
 
 
Observação: Favor confirmar presença pelos fones: 3232-5814 / 3232-5815 / 3232-5752 

--
Gabinete da Deputada Márcia Maia
Assembleia Legislativa - Praça Sete de Setembro - Centro
Telefone: (84) 3232-5814
Twitter: @MarciaMaia_



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INTOLERÂNCIA RELIGIOSA ANUNCIADA - REDE MANDACARU RN REPUDIANDO O FATO E APOIANDO INTEGRALMENTE E IRMANADA COM FCP UMCANJU

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA ANUNCIADA



Alhandra (46).jpgA FCP UMCANJU (Federação Cultural Paraibana de Umbanda, Candomblé e Jurema) fez um levantamento das árvores de jurema dedicadas aos mestres e mestras patronos do culto da jurema sagrada e entrou com um pedido em dezembro de 2010 no IPHAEP de tombamento dessas árvores com a razão de ser patrimônio imaterial da nossa religiosidade. Entre as árvores constavam as situadas no terreiro de Mãe Rita de Alhandra, desencarnada no final do ano passado; do Sítio Travessia, etc.. Entre elas estavam também as árvores presentes no Templo da Mestra Jardecilha, atualmente zelado pela senhora Nina.
Acontece que, ontem, dia 10 de abril de 2012, pessoas INTOLERANTES COM A NOSSA TÃO SAGRADA JUREMA, ARRANCARAM ARBITRARIAMENTE TRÊS ÁRVORES DE JUREMA DO TEMPLO DA MESTRA JARDECILHA. Semana passada, por coincidência ou aviso mesmo dos mestres da jurema, a FCP UMCANJU lançou um comunicado nas redes sociais, cobrando uma posição do IPHAEP e do governo da Paraíba sobre as decisões do tombamento destas árvores e conclamou juremeiros e juremeiras a engrossar essa luta. Então, mais próximo do que prevíamos, nossa religião foi vilipendiada por um ato de desrespeito à nossa cultura sem que nada fosse feito pelos órgãos responsáveis em garantir que fatos como estes não acontecessem.
Alhandra (32).jpgSem bastar a descaracterização do Sítio do Acais, a deterioração da Igreja do Acais e consequentemente do Túmulo do Mestre Flósculo, o abandono do Memorial de Zezinho do Acais (este não sumiu com a ação do tempo porque a FCP UMCANJU, juntamente com o Centro Kardecista de Alhandra e juremeiros da região, com recursos próprios, reformou o monumento), todos eles tombados e acompanhados pela FCP UMCANJU que divulga amplamente todas as ações feitas por ela naquela localidade.
E agora? Quais providências tomar? O replantio? Vamos chorar em cima do leite derramado? Ou melhor, das árvores arrancadas? Nós AVISAMOS DO PERIGO IMINENTE! Nós dissemos que o grau de intolerância com juremeiros e juremeiras em Alhandra é alto. E que a qualquer momento podia acontecer! Por isso, pedimos o tombamento das árvores. Até quando vamos tolerar essa violência contra o nosso povo? Até quando vamos aguentar o descaso das autoridades oficiais?
Alhandra (51).jpg
ESTAMOS CONCLAMANDO TODO O POVO DE TERREIRO A SE UNIR CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E PELA PRESERVAÇÃO DA CULTURA DA JUREMA SAGRADA

BABALORIXÁ PAI BETO DE XANGÔ
Guardião da Jurema Sagrada
Presidente da FCP UMCANJU











terça-feira, 10 de abril de 2012

Práticas Integrativas e Complementares em Saúde

Práticas Integrativas e Complementares em Saúde


O campo da PNPIC contempla sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos, os quais são também denominados pela Organização Mundial de Saúde – OMS – de medicina tradicional e complementar/alternativa (MT/MCA) (WHO, 2002). Tais sistemas e recursos envolvem abordagens que buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade. Outros pontos compartilhados pelas diversas abordagens abrangidas nesse campo são a visão ampliada do processo saúde-doença e a promoção global do cuidado humano, especialmente do autocuidado.

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Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC)

Relatório Final - 1º Seminário Internacional de Práticas Integrativas e Complementares.

Relatório de Gestão 2006/2010 - Práticas Integrativas e Complementares no SUS.

Reunião Técnica com Coordenadores Municipais e Estaduais de Programas de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (Novo)

Formulário de Fitoterápicos da Farmacópeia Brasileira (Novo)


Medicina Tradicional Chinesa
Homeopatia
Plantas Medicinais e Fitoterapia
Termalismo Social/Crenoterapia
Medicina Antroposófica

Decreto
Decreto Presidencial nº 5.813, de 22 de junho de 2006
Aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e dá outras providências.



Portarias
Portaria SAS nº 470 de 19 de agosto de 2011
Inclui na Tabela de Serviços/Classificação do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde - SCNES, no serviço de código 125 - Serviço de Farmácia, a classificação 007 - Farmácia Viva.


Portaria DNPM, nº 127 de 25 de março de 2011.
Aprova o Roteiro Técnico para elaboração do Projeto de Caracterização Crenoterápica para águas minerais com propriedades terapêuticas utilizadas em complexos hidrominerais ou hidrotermais.


Portaria GM N° 4.217, de 28 de dezembro de 2010.
Aprova as normas de financiamento e execução do Componente Básico da Assistência Farmacêutica.
(Nota Técnica)

Portaria GM nº 1102, de 12 de maio de 2010
Constitui Comissão Técnica e Multidisciplinar de Elaboração e Atualização da Relação Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos - COMAFITO.


Portaria GM Nº 886, de 20 de abril de 2010
Institui a Farmácia Viva no âmbito do Sistema Único de Saúde


Portaria DGP nº 48, de 25 de fevereiro de 2010
Aprova a diretriz para implantação dos Núcleos de Estudos em Terapias Integradas (NETI) no âmbito do serviço de saúde do exército.


Portaria GM Nº 2982, de 26 de novembro de 2009
Aprova as normas de execução e de financiamento da Assistência Farmacêutica na Atenção Básica e define o Elenco de Referência Nacional de Medicamentos e Insumos Complementares para Assistência Farmacêutica na Atenção Básica.


Portaria DNPM, nº 374 de 1º de outubro de 2009
Aprova a Norma Técnica nº 001/2009, que dispõe sobre as "Especificações Técnicas para o Aproveitamento de água mineral, termal, gasosa, potável de mesa, destinadas ao envase, ou como ingrediente para o preparo de bebidas em geral ou ainda destinada para fins balneários", em todo o território nacional na forma do Anexo a esta portaria.


Portaria - SAS Nº 84, de 25 de março de 2009
Adequa o serviço especializado 134 - SERVIÇO DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS e sua classificação 001 - ACUPUNTURA.


Portaria NR Nº 07/DGP, de 27 de janeiro de 2009
Aprova as Normas. Reguladoras do Exercício da Acupuntura no Âmbito do Serviço de Saúde do Exército.


Portaria Interministerial Nº 2.960, de 09 de dezembro de 2008
Aprova o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e cria o Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.


Portaria SAS N°154 de 18 de março de 2008.
Recompõe a Tabela de Serviços/Classificações do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – SCNES.
(ANEXO I)

Portaria GM Nº 154, de 24 de janeiro de 2008
Cria os Núcleos de apoio ao Saúde da Família - NASF.


Portaria SAS Nº 398, de 11 de Julho de 2007
Altera a redação do art. 6º da Portaria SAS/MS nº 853, de 30 de novembro de 2006
(Revogada)


Portaria SAS Nº 853, de 17 de novembro de 2006
Incluir na Tabela de Serviços/classificações do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde - SCNES de Informações do SUS, o serviço de código 068 - Práticas Integrativas e Complementares.


Portaria GM Nº 1.600, de 17 de julho de 2006
Aprova a constituição do Observatório das Experiências de Medicina Antroposófica no Sistema Único de Saúde (SUS).


Portaria GM Nº 971, de 03 de maio de 2006
Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde.


Portaria GM Nº 687, de 30 de março de 2006
Aprova a Política de Promoção da Saúde.



Instruções Normativas
Instrução Normativa ANVISA Nº 05, de 31 de março de 2010
Estabelece a Lista de Referências Bibliográficas para Avaliação de Segurança e Eficiência de Medicamentos Fitoterápicos.


Instrução Normativa ANVISA nº 05, de 11 de dezembro de 2008
Determina a publicação da "Lista de Medicamentos Fitoterápicos de Registro Simplificado".



Resoluções
Resolução ANVISA - RDC Nº 17, de 16 de abril de 2010
Dispõe sobre as Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos.


Resolução ANVISA - RDC Nº 14, de 31 de março de 2010
Dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápicos.


Resolução ANVISA - RDC Nº 10, de 09 de março de 2010
Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e dá outras providências.


Resolução ANVISA - RDC Nº 95, de 11 de dezembro de 2008
Regulamenta o texto de bula de medicamentos fitoterápicos.


Resolução ANVISA - RDC No 87, de 21 de novembro de 2008
Altera o Regulamento Técnico sobre Boas Práticas de Manipulação em Farmácias.


Resolução ANVISA - RDC Nº 67, de 8 de outubro de 2007
Dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias.


Resolução CNS - nº 338, de 06 de maio de 2004
Aprovar a Política Nacional de Assistência Farmacêutica.


Resolução ANVISA - RDC Nº 210, de 4 de agosto de 2003
Determina a todos os estabelecimentos fabricantes de medicamentos, o cumprimento das diretrizes estabelecidas no Regulamento Técnico das Boas Práticas para a Fabricação de Medicamentos.


Resolução CNS - 218, de 5 de maio de 1997
Reconhece os profissionais de saúde de nível superior.



Evento
1º Seminário Internacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde


Spots de Rádio - Práticas Integrativas e Complementares em Saúde
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10


Medicina tradicional chinesa-acupuntura
A Medicina Tradicional Chinesa se caracteriza por um sistema médico integral, originado há milhares de anos na China. Utiliza linguagem que retrata simbolicamente as leis da natureza e que valoriza a inter-relação harmônica entre as partes visando a integridade. Como fundamento, aponta a teoria do Yin-Yang, divisão do mundo em duas forças ou princípios fundamentais, interpretando todos os fenômenos em opostos complementares. O objetivo desse conhecimento é obter meios de equilibrar essa dualidade. Também inclui a teoria dos cinco movimentos que atribui a todas as coisas e fenômenos, na natureza, assim como no corpo, uma das cinco energias (madeira, fogo, terra, metal, água). Utiliza como elementos a anamnese, palpação do pulso, observação da face e língua em suas várias modalidades de tratamento (acupuntura, plantas medicinais, dietoterapia, práticas corporais e mentais).

A acupuntura é uma tecnologia de intervenção em saúde que aborda de modo integral e dinâmico o processo saúde-doença no ser humano, podendo ser usada isolada ou de forma integrada com outros recursos terapêuticos. Originária da medicina tradicional chinesa – MTC, a acupuntura compreende um conjunto de procedimentos permitem o estímulo preciso de locais anatômicos definidos por meio da inserção de agulhas filiformes metálicas para promoção, manutenção e recuperação da saúde, bem como para prevenção de agravos e doenças.

Achados arqueológicos permitem supor que essa fonte de conhecimento remonta há pelo menos 3000 anos. A denominação chinesa zhen jiu, que significa agulha (zhen) e calor (jiu) foi adaptados nos relatos trazidos pelos jesuítas no século XVII como acupuntura (derivada das palavras latinas acus, agulha e punctio, punção). O efeito terapêutico da estimulação de zonas neurorreativas ou “pontos de acupuntura” foi, a princípio, descrito e explicado numa linguagem de época, simbólica e analógica, consoante com a filosofia clássica chinesa.

No ocidente, a partir da segunda metade do século XX, a acupuntura foi assimilada pela medicina contemporânea, e graças às pesquisas científicas empreendidas em diversos países tanto do oriente como do ocidente, seus efeitos terapêuticos foram reconhecidos e têm sido paulatinamente explicados em trabalhos científicos publicados em respeitadas revistas científicas. Admite-se atualmente, que a estimulação de pontos de acupuntura provoque a liberação, no sistema nervoso central, de neurotransmissores e outras substâncias responsáveis pelas respostas de promoção de analgesia, restauração de funções orgânicas e modulação imunitária.

A OMS recomenda a acupuntura aos seus Estados-membros, tendo produzido várias publicações sobre sua eficácia e segurança, capacitação de profissionais, bem como métodos de pesquisa e avaliação dos resultados terapêuticos das medicinas complementares e tradicionais. O consenso do National Institutes of Health dos Estados Unidos referendou a indicação da acupuntura, de forma isolada ou como coadjuvante, em várias doenças e agravos à saúde, tais como odontalgias pós-operatórias, náuseas e vômitos pós-quimioterapia ou cirurgia em adultos, dependências químicas, reabilitação após acidentes vasculares cerebrais, dismenorréia, cefaléia, epicondilite, fibromialgia, dor miofascial, osteoartrite, lombalgias e asma, entre outras.

A MTC inclui ainda práticas corporais (lian gong, chi gong, tui-na, tai-chi-chuan); práticas mentais (meditação); orientação alimentar; e o uso de plantas medicinais (fitoterapia tradicional chinesa), relacionadas à prevenção agravos e de doenças, promoção e recuperação da saúde.

No Brasil, a acupuntura foi introduzida há cerca de 40 anos. Em 1988, por meio da Resolução Nº 5/88, da Comissão Interministerial de Planejamento e Coordenação – Ciplan –, teve as suas normas fixadas para o atendimento nos serviços públicos de saúde. Vários conselhos de profissões da saúde regulamentadas reconhecem a acupuntura como especialidade em nosso país, e os cursos de formação encontram-se disponíveis em diversas Unidades Federais.

Em 1999, o Ministério da Saúde inseriu na tabela Sistema de Informações Ambulatoriais – SIA/SUS – a consulta médica em acupuntura (código 0701234), o que permitiu acompanhar a evolução das consultas por região e em todo País. Dados desse sistema demonstram um crescimento de consultas médicas em acupuntura em todas as regiões. Em 2003, foram 181.983 consultas, com uma maior concentração de médicos acupunturistas na região Sudeste (213 dos 376 cadastrados no sistema).

De acordo com o diagnóstico da inserção da MNPC nos serviços prestados pelo SUS e dados do SIA/SUS, verifica-se que a acupuntura está presente em 19 estados, distribuída em 107 municípios, sendo 17 capitais.

Diante do exposto, é necessário repensar, à luz do modelo de atenção proposto pelo Ministério, a inserção dessa prática no SUS, considerando a necessidade de aumento de sua capilaridade para garantir o princípio da universalidade.

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Homeopatia
A homeopatia sistema médico complexo de caráter holístico, baseada no princípio vitalista e no uso da lei dos semelhantes enunciada por Hipócrates no século IV a.C. Foi desenvolvida por Samuel Hahnemann no século XVIII, após estudos e reflexões baseados na observação clínica e em experimentos realizados na época, Hahnemann sistematizou os princípios filosóficos e doutrinários da homeopatia em suas obras Organon da Arte de Curar e Doenças Crônicas. A partir daí, essa racionalidade médica experimentou grande expansão por várias regiões do mundo, estando hoje firmemente implantada em diversos países da Europa, das Américas e da Ásia. No Brasil, a homeopatia foi introduzida por Benoit Mure em 1840, tornando-se uma nova opção de tratamento.

Em 1979, é fundada a Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB); em 1980, a homeopatia é reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (Resolução Nº 1000); em 1990, é criada a Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas (ABFH); em 1992, é reconhecida como especialidade farmacêutica pelo Conselho Federal de Farmácia (Resolução Nº 232); em 1993, é criada a Associação Médico-Veterinária Homeopática Brasileira (AMVHB); e em 2000, é reconhecida como especialidade pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (Resolução Nº 622).

A partir da década de 80, alguns estados e municípios brasileiros começaram a oferecer o atendimento homeopático como especialidade médica aos usuários dos serviços públicos de saúde, porém como iniciativas isoladas e, às vezes, descontinuadas, por falta de uma política nacional. Em 1988, pela Resolução Nº 4/88, a Ciplan fixou normas para o atendimento em homeopatia nos serviços públicos de saúde e, em 1999, o Ministério da Saúde inseriu na tabela SIA/SUS a consulta médica em homeopatia.

Com a criação do SUS e a descentralização da gestão ocorreu ampliação da oferta de atendimento homeopático. Esse avanço pode ser observado no número de consultas em homeopatia que, desde sua inserção como procedimento na tabela do SIA/SUS vem apresentando crescimento anual em torno de 10%. No ano de 2003 o sistema de informação do SUS e os dados do diagnóstico realizado pelo Ministério da Saúde em 2004 revelam que a homeopatia está presente na rede publica de saúde em 20 unidades da federação, 16 capitais, 158 municípios, contando com registro de 457 profissionais médicos homeopatas.

Está presente em pelo menos 10 universidades públicas, em atividades de ensino, pesquisa ou assistência, e conta com cursos de formação de especialistas em homeopatia em 12 unidades da federação. Conta ainda com a formação do Médico homeopata aprovada pela Comissão Nacional de Residência Médica.

Embora venha ocorrendo aumento da oferta de serviços, a assistência farmacêutica em homeopatia não acompanha essa tendência. Conforme levantamento da AMHB, realizado em 2000 apenas 30% dos serviços de homeopatia da rede SUS forneciam medicamento homeopático. Dados do levantamento realizado pelo Ministério da Saúde em 2004 revelam que apenas 9,6% dos municípios que informaram ofertar serviços de homeopatia, possuem farmácia pública de manipulação.

A implementação da homeopatia no SUS representa uma importante estratégia para a construção de um modelo de atenção centrado na saúde uma vez que:
* recoloca o sujeito no centro do paradigma da atenção, compreendendo-o nas dimensões física, psicológica, social e cultural. Na homeopatia o adoecimento é a expressão da ruptura da harmonia dessas diferentes dimensões. Desta forma, essa concepção contribui para o fortalecimento da integralidade da atenção à saúde;
* fortalece a relação médico-paciente como um dos elementos fundamentais da terapêutica, promovendo a humanização na atenção, estimulando o autocuidado e a autonomia do indivíduo;
* atua em diversas situações clínicas do adoecimento como, por exemplo, nas doenças crônicas não-transmissíveis, nas doenças respiratórias e alérgicas, nos transtornos psicossomáticos reduzindo a demanda por intervenções hospitalares e emergenciais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos usuários;
* Contribui para o uso racional de medicamentos, podendo reduzir a fármaco-dependência.

Em 2004, com o objetivo de estabelecer processo participativo de discussão das diretrizes gerais da homeopatia, que serviram de subsídio à formulação da presente Política Nacional, foi realizado pelo Ministério da Saúde o 1º Fórum Nacional de Homeopatia, intitulado “A Homeopatia que queremos implantar no SUS”. Reuniu profissionais Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde; Universidades Públicas; Associação de Usuários de Homeopatia no SUS; entidades homeopáticas nacionais representativas; Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Conselhos Federais de Farmácia e de Medicina; Liga Médica Homeopática Internacional (LMHI) - entidade médica homeopática internacional e representantes do MS e ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

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Plantas Medicinais e Fitoterapia
As plantas medicinais e seus derivados vêm, há muito, sendo utilizados pela população nos seus cuidados com a saúde, principalmente como recurso terapêutico na Medicina Tradicional Indígena, Quilombola e demais povos e comunidades tradicionais; na prática popular (fitoterapia popular), de transmissão oral entre gerações ou nos serviços públicos de saúde, como prática complementar de cunho científico, orientada pelos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O país possui potencial e oportunidades para desenvolvimento do setor, pois além do conhecimento tradicional associado às plantas medicinais, da tradição de uso pela população, da rica diversidade de espécies vegetais, da grande sociodiversidade, possui infra-estrutura tecnológica para desenvolvimento de produtos oriundos da biodiversidade brasileira com vistas à ampliação do acesso da população a serviços e produtos, assim como redução da dependência tecnológica de insumos farmacêuticos.

A ampliação das opções terapêuticas ofertadas aos usuários do SUS, com garantia de acesso a plantas medicinais, fitoterápicos e serviços relacionados à fitoterapia, com segurança, eficácia e qualidade, na perspectiva da integralidade da atenção à saúde, é importante estratégia para melhoria da atenção à saúde da população e à inclusão social. Com este propósito e com vistas à normatização das ações/serviços ofertados na rede pública e atendendo a demanda da Organização Mundial de Saúde e da sociedade brasileira, foram desenvolvidas políticas, programas, regulamentos e recomendações em diferentes fóruns nas três instâncias de governo.

Historicamente, entre os instrumentos norteadores, merecem destaque:

- o Programa de Pesquisa de Plantas Medicinais (PPPM) da Central de Medicamentos (CEME), do Ministério da Saúde, vigente entre 1982 e 1997, que realizou pesquisas com 55 espécies de plantas medicinais com o objetivo, entre outros, de “desenvolver uma terapêutica alternativa e complementar, com embasamento científico, por meio do estabelecimento de medicamentos fitoterápicos originados a partir da determinação do real valor farmacológico de preparações de uso popular, à base de plantas medicinais”;

- a Resolução da Comissão interministerial de Planejamento e Coordenação - CIPLAN Nº 08, de 08/03/88, a qual regulamentou a prática de Fitoterapia nos serviços de saúde, assim como criou procedimentos e rotinas relativas à prática da Fitoterapia nas Unidades Assistenciais Médicas;

- as recomendações das Conferências Nacionais de Saúde e de Seminários Nacionais sobre Plantas Medicinais e Fitoterápicos;

- o Decreto Presidencial, de 17 de fevereiro de 2005, que cria o Grupo de Trabalho Interministerial, com vistas a elaborar a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos;

- a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (2006);

- a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (2006);

- Portaria GM Nº 154, de 24 de janeiro de 2008, republicada em 04 de março de 2008. Cria os Núcleos de Apoio à Saúde da Família – NASF.

- Portaria Nº 2982/GM, do Ministério da Saúde, de 26 de novembro de 2009. Aprova as normas de execução e de financiamento da Assistência Farmacêutica na Atenção Básica e define o Elenco de Referência de medicamentos e insumos complementares para a Assistência Farmacêutica na Atenção Básica;

- Portaria GM nº 886, de 20 de abril de 2010. Institui a Farmácia Viva no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

- Portaria GM 1.102, de 12 de maio de 2010. Constitui comissão técnica e multidisciplinar de elaboração e atualização da Relação Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos – COMAFITO.

- as regulamentações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA.

Com relação às Políticas Nacionais destaque para a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS – PNPIC, aprovada pelo Ministério da Saúde, por meio da Portaria GM nº 971, de 03 de maio de 2006, que contempla diretrizes, ações e responsabilidades dos entes federais, estaduais e municipais para implementação de serviços relacionados, entre outras práticas, as plantas medicinais e a fitoterapia no SUS. Contempla entre os objetivos “contribuir ao aumento da resolubilidade do Sistema e ampliação do acesso às práticas integrativas e complementares, garantindo qualidade, eficácia, eficiência e segurança no uso”.

As diretrizes para Plantas Medicinais e Fitoterapia no SUS, inseridas na PNPIC foram elaboradas baseando-se, principalmente, nas experiências presentes na rede pública e na regulamentação para o setor e, seguindo o modelo da fitoterapia ocidental, descrita na Política como “terapêutica caracterizada pela utilização de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal”, em virtude da quase totalidade dos programas existentes no país se basearem neste modelo.

As discussões para formulação das diretrizes para plantas medicinais e fitoterapia na PNPIC demandaram ações que extrapolavam o setor saúde, culminando na instituição de Grupo de Trabalho Interministerial, responsável pela elaboração da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF), aprovada por Decreto Presidencial nº 5.813, de 22 de junho de 2006, que traz diretrizes para desenvolvimento de toda cadeia produtiva de plantas medicinais e fitoterápicos. Esta Política traz como objetivo garantir à população brasileira o acesso seguro e uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos, promovendo o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional.

As ações e responsabilidades institucionais para implantação das diretrizes da PNPMF foram consolidadas no Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, aprovado em 09 de dezembro de 2008, por meio da Portaria Interministerial Nº 2.960, que também cria o Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, grupo técnico interministerial formado por representantes do governo e dos diferentes setores da sociedade civil, para monitoramento e avaliação da implantação das da Política Nacional.

As Políticas Nacionais de Práticas Integrativas e Complementares no SUS e de Plantas Medicinais e Fitoterápicos trouxeram grandes avanços, entre outros, para a saúde no país, pela normatização e institucionalização das experiências com plantas medicinais e fitoterapia na rede pública, e como indutor de políticas, programas e legislação nas três instâncias de governo, fato comprovado pelo aumento significativo de ações, programas e políticas nos estados e municípios brasileiros.

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Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF)
A Fitoterapia no SUS e o Programa de Pesquisas de Plantas Medicinais da Central de Medicamentos

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Termalismo Social/Crenoterapia
O uso das Águas Minerais para tratamento de saúde é um procedimento dos mais antigos, utilizado desde a época do Império Grego. Foi descrita por Heródoto (450 a.C.), autor da primeira publicação científica termal.

O termalismo compreende as diferentes maneiras de utilização da água mineral e sua aplicação em tratamentos de saúde.

A crenoterapia consiste na indicação e uso de águas minerais com finalidade terapêutica atuando de maneira complementar aos demais tratamentos de saúde.

No Brasil a crenoterapia foi introduzida junto com a colonização portuguesa, que trouxe ao país os seus hábitos de usar águas minerais para tratamento de saúde. Durante algumas décadas foi disciplina conceituada e valorizada, presente em escolas médicas, como a UFMG e a UFRJ. O campo sofreu considerável redução de sua produção científica e divulgação com as mudanças surgidas no campo da medicina e da produção social da saúde como um todo, após o término da segunda guerra mundial.

A partir da década de 90 a Medicina Termal passou a dedicar-se a abordagens coletivas, tanto de prevenção quanto de promoção e recuperação da saúde, inserindo neste contexto o conceito de Turismo Saúde e de Termalismo Social, cujo alvo principal é a busca e a manutenção da saúde.

Países europeus como Espanha, França, Itália, Alemanha, Hungria e outros adotam desde o início do século XX o Termalismo Social como maneira de ofertar às pessoas idosas tratamentos em estabelecimentos termais especializados, objetivando proporcionar a esta população o acesso ao uso das águas minerais com propriedades medicinais, seja para recuperar ou tratar sua saúde, assim como preservá-la.

O termalismo, contemplado nas resoluções CIPLAN de 1988, manteve-se ativo em alguns serviços municipais de saúde de regiões com fontes termais como é o caso de Poços de Caldas, em Minas Gerais.

A resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 343, de 07 de outubro de 2004, é um instrumento de fortalecimento da definição das ações governamentais que envolvem a revalorização dos mananciais das águas minerais, o seu aspecto terapêutico, a definição de mecanismos de prevenção, fiscalização, controle, além do incentivo à realização de pesquisas na área.

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Medicina Antroposófica
A medicina antroposófica – MA – foi introduzida no Brasil há aproximadamente 60 anos e apresenta-se como uma abordagem médico-terapêutica complementar, de base vitalista, cujo modelo de atenção está organizado de maneira transdisciplinar, buscando a integralidade do cuidado em saúde. Os médicos antroposóficos utilizam os conhecimentos e recursos da MA como instrumentos para ampliação da clínica, tendo obtido reconhecimento de sua prática por meio do Parecer 21/93 do Conselho Federal de Medicina, em 23/11/1993.

Entre os recursos que acompanham a abordagem médica destaca-se o uso de medicamentos baseados na homeopatia, na fitoterapia e outros específicos da medicina antroposófica. Integrado ao trabalho médico está prevista a atuação de outros profissionais da área da saúde, de acordo com as especificidades de cada categoria.

As experiências de saúde pública têm oferecido contribuições aos campos da educação popular, arte, cultura e desenvolvimento social. No SUS são em pequeno número, destacando-se o serviço das “práticas não alopáticas” de Belo Horizonte em que a medicina antroposófica, juntamente com a homeopatia e a acupuntura, foi introduzida oficialmente na rede municipal. Em 1996 a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte realizou o primeiro concurso específico para médico antroposófico no SUS. Em novembro de 2004 o serviço comemorou dez anos de existência, com número de atendimentos sempre ascendente.

Em São João Del Rei/MG, na rede pública municipal, uma equipe multidisciplinar vinculada ao Saúde da Família desenvolve há mais de seis anos experiência inovadora a partir do uso das aplicações externas de fitoterápicos e de outras abordagens.

Destaca-se também, em São Paulo, o ambulatório da Associação Comunitária Monte Azul que vem, há 25 anos, oferecendo atendimentos baseados nesta abordagem, integrando informalmente a rede de referência da região, como centro de práticas não alopáticas (massagem, terapia artística e aplicações externas). Desde 2001 a Associação mantém parceria com a Secretaria Municipal de Saúde para implantação da estratégia Saúde da Família no município.

Considerando a pequena representatividade no SUS e as avaliações iniciais positivas que os serviços apresentam acerca de sua inserção, a proposta desta política para a MA é de implementação, no âmbito das experiências consolidadas, de Observatórios com o objetivo de aprofundar os conhecimentos sobre suas práticas e seu impacto na saúde.

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LINKS
http://www.anvisa.gov.br/hotsite/farmacopeia/farmacopeia.htm
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/matriz_versao_publicada.pdf
http://www.termasworld.com
http://termasworld.com/content/view/275/45/
http://termasworld.com/content/view/113/45/lang,es/
http://www.ecomedicina.com.br

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