A FLOR DO SERTAO E CANGAÇO - Organização que atua na defesa social da vida ambiente da diversidade etinico racial de todas as formas e maneiras, a missão de servir ao outro com toda a nossas forças e sinergia "Ti Oluwa Ni Ile", Domine, quo vadis? Senhor, aonde ides? Ab initio: desde o começo. Ab aeterno: desde a eternidade. In perpetuum: para sempre. TRANSFORME SEU GESTO EM AÇÃO DEPOSITE: 9314 ITAU NATAL-RN-BRASIL 08341 2 Ilê Ilê Axé àrà-àiyé Omim ofa Orum fum fum Bara Lona...
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
REDE MANDACARU RN NO PAM 2012 DST/AIDS E HEPATITES VIRAIS DO ESTADO DO RN
GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE PÚBLICA
COORDENADORIA DE PROMOÇÃO À SAÚDE
SUBCOORDENADORIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
PROGRAMA ESTADUAL DST AIDS E HEPATITES VIRAIS
Correspondência de n° 300/11.
Destino: Rede MANDACARU
Natal, 15 de dezembro de 2011.
ASSUNTO: PAM 2012
Desde a instituição da Política de Incentivo às Ações no âmbito das DST/Aids, pela Portaria Ministerial nº 2.313/02, tem-se intensificado os esforços, em todas as esferas de governo, em aprimorar os processos de planejamento e programação das ações para a melhoria da resposta às DST e HIV/aids e Hepatites Virais no território nacional, notadamente nas regiões e municípios onde estes agravos apresentam maior relevância epidemiológica, contribuindo assim para a efetiva descentralização do Programa Nacional de DST/Aids e Hepatites Virais.
O Plano de Ações e Metas (PAM) é o instrumento de programação das metas, ações e recursos instituído pela Portaria Ministerial nº 2.314, em dezembro de 2002. Este instrumento representa a síntese do processo local de discussão e definição das prioridades de cada estado e município.
Diante do exposto, o Programa Estadual DST/Aids e Hepatites Virais convida dois representantes para participar da oficina de construção coletiva do PAM 2012 do estado do Rio Grande do Norte.
Enfatizamos a importância de o representante possuir experiência em algumas das áreas de resposta à epidemia (Prevenção, Promoção e Proteção, Gestão e Sustentabilidade, Diagnóstico, Assistência e Tratamento e Parceria com OSC).
Data da Realização da Oficina: 27 e 28 de dezembro de 2011
Local: Auditório da SESAP – 12º andar.
Hora: 08:00h
Atenciosamente,
Sônia Cristina Lins
Responsável Técnica do Programa Estadual
de DST/Aids e Hepatites Virais
29 DE JANEIRO DIA DA VISIBILIDADE DAS TRAVESTIS
29 DE JANEIRO
DIA DA VISIBILIDADE DAS TRAVESTIS
PROGRAMAÇÃO
28 de dezembro de 2011
29 de dezembro de 2011
30 de dezembro de 2011
Jogos Comemorativo das Travestis
Local- Escola Municipal Almerinda Bezerra, s/n Guarapes fone para Contato 8889-0430
Festa da Visibilidade das Travestis – Show, escolha da Garota Transpondo, premiação a 2ª colocada vai participar do 9º
Encontro Regional das Travestis (Piauí) e a 1ª colocada vai participar do Encontro Nacional Brasília
Local – Vila Paraíso, Rua Vivaldo Pereira Costa, ao lado do posto Alê
Horário – a partir das 19h
Campanha Fique Sabendo
Local – Área de lazer do Panatis, Zona Norte
Horário – Das 13h as 17h
REALIZAÇÃO APOIO:
ATREVIDA RN
Voluntários sem fronteiras
REVISTA PLANETA |
AIDS
17/12/2011 -
Veja a matéria no site de origem
Em Moçambique, país africano pobre com altos índices de contaminação por HIV, o trabalho de brasileiros voluntários da organização internacional Médicos Sem Fronteiras dá exemplo de altruísmo e obstinação.
A enfermeira Fernanda Azevedo prepara-se para atender pacientes em Lichinga, no norte de Moçambique.
Mônica Guarnieri Machado é pediatra especialista em HIV. Ela se emociona ao contar que no país onde vive e trabalha, Moçambique, no sudeste da África, cerca de 85 bebês são infectados pelo vírus todos os dias. A cifra revela a falta de políticas públicas de saúde, a carência de recursos e a miséria que assolam o país há décadas. Diante delas, a brasileira encara uma triste escolha profissional quase diária: "Se são amamentadas, as crianças correm o risco de ser contaminadas pelo HIV por meio do leite materno. Mas se suspendemos a amamentação, acabam morrendo de disenteria ou diarreia por consumirem água e alimentos contaminados." Paulista de Itapetininga, 42 anos, Mônica acostumou-se a enfrentar as adversidades africanas da sua profissão.
Ela é um dos sete profissionais brasileiros que vivem em Moçambique, atuando como voluntários da organização médico-humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), fundada na década de 1970, na França, por médicos e jornalistas. Ao todo, há cerca de 100 voluntários brasileiros espalhados por diversos países, a maioria na África, todos atuando em missões que envolvem graves catástrofes naturais, conflitos armados e emergências médicas.
No caso de Moçambique, as missões da MSF começaram em 1985 e se concentram no combate à AIDS, doença que atinge grande parte da população do continente africano. Embora façam parte da MSF há mais de duas décadas, os brasileiros aumentaram a sua participação nos últimos anos, sobretudo a partir de 2006, quando foi montado um escritório, na cidade do Rio de Janeiro, responsável pelo recrutamento de novos profissionais.
Com 20 milhões de habitantes, Moçambique é o país com mais voluntários brasileiros da Médecins Sans Frontières, devido à língua comum portuguesa, à herança cultural luso-africana e ao fato de a medicina brasileira ter se tornado uma referência mundial no tratamento da AIDS. Enquanto no Brasil os índices de contaminação são de 0,5% da população, em Moçambique atingem mais de 17%. Em algumas regiões, como a capital, Maputo, o índice chega a 25% e, em alguns bairros da capital, a alarmantes 36%.
O perfil de Mônica Machado se assemelha ao de profissionais que atuam em trabalhos voluntários e humanitários ao redor do mundo. A médica iniciou sua carreira em pediatria comunitária, voltada para a saúde pública. "Nunca tive a intenção de ficar rica, de ter consultório particular e de aproveitar o status que a minha profissão pode dar. Quando fiz o vestibular já sabia o que queria", explica. "Sempre partilhei da consciência social promovida pela Teologia da Libertação e pelos trabalhos missionários. Sou ligada aos movimentos sociais da Igreja, e isso já me encaminhou para esse tipo de vida", ressalta.
Acima, Fernanda Azevedo atende uma paciente. No alto, o carioca Rafael Machado em ação. No alto, à direita, a paulista Júlia Schmidt. À direita, a fila de doentes em Lichinga.
Como integrantes do MSF, os médicos recebem uma ajuda de custo muito aquém do que ganhariam exercendo a profissão no Brasil, sem contar o status e a possibilidade de ascensão social e econômica de que gozam por aqui. Mônica, no entanto, se diz realizada. Todos os dias, ela caminha até um centro de saúde da capital e de lá segue para postos de saúde da periferia, onde acompanha os médicos moçambicanos, geralmente um profissional por posto, orientando-os e dando suporte para casos mais graves. Atualmente há cerca de mil médicos no país. Apenas 40 são formados por ano. Moçambique ocupa um dos últimos lugares do Índice de Desenvolvimento Humano da ONU: é o 165o país mais pobre das 169 nações listadas no IDH.
A 2 mil quilômetros de Maputo, em Lichinga, no norte do país, o carioca Rafael Machado, de 32 anos, infectologista com especialização em HIV, conta que durante a faculdade de medicina sempre teve a intenção de "lidar com gente". "Fui fazer infectologia, com especialidade em medicina tropical, o que me levou à saúde pública, pois a maioria das doenças tropicais ataca populações de baixa renda", conta. "Na hora de fazer a residência, deparei-me com uma vaga para atuar com o HIV. Topei na hora, pois havia envolvimento social, um peso na sociedade e um grande tabu, e eu gosto de desafios."
Rafael foi recrutado pela MSF em dezembro de 2009, e em janeiro de 2010 seguiu para sua primeira missão em Moçambique, sendo atualmente o único infectologista da região Norte do país. Além da ausência de estrutura e de equipamentos, um dos principais problemas enfrentados em Lichinga é a falta de medicamentos, que obriga muitos pacientes a abandonar o tratamento. "A maioria vive em locais distantes e não consegue voltar com frequência para buscar seus remédios. O ideal seria que levassem uma quantidade suficiente para permanecer onde vivem por mais tempo, mas não há medicamentos para isso e muitos acabam abandonando o tratamento", diz o médico.
A falta de estrutura do país encontra reflexo no cotidiano de Rafael e de sua esposa, Franciane Fardin Sacramento, 29 anos, capixaba de Vitória, que também atua como enfermeira em Lichinga. Os dois se conheceram quando trabalhavam com comunidades indígenas no Brasil. Na casa onde vivem, as pequenas headlamps, lanternas usadas em acampamentos, são dependuradas em local fixo e estratégico, nas paredes. Precisam estar à mão diante dos constantes cortes de energia elétrica que assolam Lichinga.
Assim, ao menor tremer das luzes, sabem onde encontrá-las. Os brasileiros têm um jeitinho especial para adaptar-se às adversidades.
17% dos moçambicanos estão contaminados pelo HIV
Acima, um diminuto Luiz Otávio Guimarães (de mochila preta, no centro da foto) inspeciona a conservação dos medicamentos em Maputo. No interior, as estradas precárias desafiam as visitas às aldeias.
Logística e administração
Acima, a pediatra paulista Mônica Machado.
Quando se pensa em Médicos Sem Fronteiras, um equívoco comum é achar que a organização é formada só por médicos e enfermeiras. Além deles há muita gente envolvida com a logística das missões, que permite aos médicos chegar a locais de acesso dificílimo, em condições precárias de higiene, sem água ou alimentos. Na verdade, entre os brasileiros recrutados em todo o mundo, apenas 40% são médicos.
Boa parte da equipe brasileira em Moçambique atua em áreas de organização, de logística e de coordenação dos projetos. É o caso do manauara Luiz Otávio Morais Guimarães, 36 anos, que, depois de uma carreira na área de administração e logística em multinacionais, resolveu mudar de vida e aderiu à MSF, trabalhando em países como o Maláui (vizinho a Moçambique) e a Colômbia.
A logística desafia o atendimento médico tanto quanto as doenças
"Todo mundo pensa que a MSF é feita só de médicos", diz Luiz Otávio. "Mas para um médico chegar às aldeias e atender os pacientes é preciso ter toda uma estratégia que garanta local para dormir, água potável, comida e a conservação dos medicamentos. Isso muitas vezes pode ser um grande, imenso, problema", explica o administrador.
Luiz Otávio foi para a MSF no momento que percebeu sua insatisfação com o trabalho. Mesmo trabalhando em grandes empresas, queria mudar de vida. Ao ver um anúncio da entidade em Manaus, resolveu participar do recrutamento e foi aceito. Seis meses depois desembarcava no Maláui. Antes de Moçambique, trabalhou na Colômbia, em Papua-Nova Guiné e no Estado de Alagoas, durante as enchentes de 2010, que deixaram milhares de desabrigados. Em dezembro do ano passado, mudou-se para Maputo, onde atua como coordenador de logística.
A paulistana Kelly Cavalete é outra brasileira que assumiu um cargo de responsabilidade na entidade. Formada em enfermagem, atua como uma das coordenadoras do projeto de HIV, em Maputo. Ela e o marido, Bruno Cardoso, paulista de Caçapava, 35 anos, são responsáveis por equipes que atendem pacientes de HIV nos postos de saúde da capital e prestam auxílio aos médicos que atuam no interior do país.
Kelly conta que seu trabalho é fruto de uma mudança de foco da MSF. "Quando foi criada, na década de 1970, a organização tinha como foco prestar assistência em guerras e catástrofes mundiais, geralmente em situações de emergência. Com o tempo, passou a focar também situações que exigem um trabalho mais demorado e que envolvem ações educativas e de treinamento de pessoal, como é o caso dos países africanos às voltas com altos índices de contaminação por HIV." Nesses casos, o trabalho desenvolve-se em longo prazo, pois trata-se de uma doença que exige acompanhamento constante.
Kelly e Bruno conheceram-se na Amazônia. Participaram de diversas missões da MSF, em vários países, antes de decidir virar um casal e de ter um filho, Madou, que vive com eles em Maputo. Atualmente, a enfermeira brasileira está grávida do segundo filho.
Afinidades eletivas
Embora esteja a mais de 8 mil quilômetros do Brasil, Moçambique tem muitas coisas em comum com nosso país. O gosto pela música, pela dança, pelo futebol, e a alegria contagiante do povo, mesmo com os graves problemas que enfrenta, fazem parte do jeito de ser do moçambicano e do africano em geral. Outro ponto em comum, naturalmente, é o idioma, trazido pelos portugueses no século 16. A população fala dezenas de línguas autóctones, mas o português é o idioma oficial.
Mosquiteiros contra a malária, em Maputo. Abaixo, a alegria contagiante das mulheres da aldeia de Sabura.
"Na prática, entretanto, descobre-se que há muita gente que não fala português, sobretudo conforme se afasta da capital", diz a infectologista paulista Júlia Chagas Schmidt, de 33 anos, que atua em Maputo. "Muitas vezes achamos que os pacientes estão entendendo o que perguntamos durante uma consulta, pois respondem com um aceno de cabeça, mas muitos não falam nem entendem português e têm vergonha de confessar. Temos que perceber prestando atenção a sutilezas", explica a médica.
A alegria é a vitamina da celebração da vida contra a adversidade Júlia chegou a Moçambique para um período de seis meses, tendo passado antes pela Índia, sua primeira missão na MSF. A experiência, de junho de 2009 a maio de 2010, fortaleceu sua ética profissional. "Fui para a MSF porque o que mais gosto é o atendimento clínico. É sempre uma nova descoberta, sempre se aprende. Com o tempo você começa a entender culturalmente algumas doenças, começa a ver muito mais no rosto das pessoas", explica Júlia, que chama a atenção na capital por sua altura, a pele branca e os cabelos louros curtos.
Já a enfermeira paulista Fernanda Cândido de Azevedo, atualmente em sua primeira missão no MSF, tem outra justificativa para a escolha: "Percebi que queria experimentar essa vida quando aconteceu o tsunami na Indonésia, em 2004. Senti o mesmo na tragédia do terremoto do Haiti, em janeiro de 2010. Fiquei com vontade de ir para lá, para ajudar de verdade", conta.
Pesquisando na internet, Fernanda deparou- se com uma reportagem sobre organizações humanitárias. "Estava querendo me reencontrar, queria dar um sentido para a minha vida, crescer como pessoa, e aquele anúncio me soou como ideal para seguir esse caminho", diz a enfermeira, que, após uma difícil seleção, foi chamada para atuar em Moçambique.
Fernanda é testemunha das dificuldades no interior do país. Assim como Rafael e Franciane, ela vive em Lichinga, atuando em um projeto chamado Profilaxia de Transmissão Vertical, que atende mulheres grávidas portadoras de HIV e busca evitar a transmissão da doença para o feto. Visita comunidades distantes, onde a língua do colonizador quase não deixou marcas. Distribui medicamentos, cartilhas, cartazes e fornece orientação periódica a aldeias como Chiulaula, Lulimili e Namacula, na periferia de Lichinga. Também visita locais mais distantes, na zona rural, como Sabura, que não possui energia elétrica para preservar os medicamentos. Nesse caso, os pequenos geradores de energia movidos a óleo, fornecidos pela MSF e por outras entidades humanitárias, são a chave da sobrevivência.
Há muitas dificuldades, mas também há momentos encantadores e mágicos. Pessoalmente, não precisei de muito tempo para descobrir ao que a enfermeira Fernanda se referia. Enquanto visitava a comunidade de Sabura com a brasileira, fomos surpreendidos por uma aglomeração ruidosa de gente atravessando a pequena aldeia de casas de barro e palha. A música e os tambores imediatamente dominaram o ambiente.
Encenava-se a tradicional cerimônia de posse do régulo, o chefe da aldeia. Enquanto os rapazes tocavam, as mulheres cantavam e dançavam. Nossa presença intensificou a empolgação. Quando os moçambicanos olham nos olhos, transmitem alegria de viver. Não há tragédia sem júbilo. A alegria é a vitamina da celebração da vida contra a adversidade.
Ficha técnica
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Tam.: 348cm Editoria:
Data: 17/12/2011
Cadastro: 18/12/2011 09:15
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Assuntos: AIDS
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
A fome é um problema político - TROFEU PAU DE SEBO
A fome é um problema político
Publicação: 18 de Dezembro de 2011 às 00:00
Berlim (Deutsche Welle) - Um mundo sem fome, com 7 bilhões de pessoas bem alimentadas e bem nutridas, seria possível. Nosso planeta produz alimentos suficientes. A fome não é um problema causado pela natureza ou cuja razão está apenas nas crises. A fome é politicamente tolerada. Ela é aceita porque há "coisas mais importantes", por exemplo as vozes dos consumidores e agricultores europeus. Se nós, europeus, levássemos mesmo a sério nossos sermões sobre solidariedade, teríamos que cortar os subsídios agrícolas no continente, revolucionar os sistemas de comércio e aumentar o preço dos alimentos nos países industrializados.
As vozes dos famintos, contudo, não contam. Eles não têm lobby. Passa-se fome sobretudo - por mais bizarro que isso soe - nas regiões onde os alimentos são produzidos, ou seja, no campo, onde as pessoas vivem da agricultura familiar e não têm seus interesses representados nas instituições econômicas multilaterais.
Quando se fala de acordos econômicos e fluxos comerciais globais, essas pessoas não têm voz. Embora sejam numerosas: ainda hoje quase metade da população mundial vive direta ou indiretamente do cultivo de alimentos. Essa grande maioria silenciosa nos países em desenvolvimento paga o preço do nosso sistema econômico: em todo o mundo 1 bilhão de pessoas passam fome ou estão subnutridas.
divulgaçãoDe acordo com a Organização Mundial de Saúde, pelo menos um bilhão de pessoas, em todo os continentes, passam fome ou estão subnutridas por causa das dificuldades de acesso aos alimentosDe acordo com a Organização Mundial de Saúde, pelo menos um bilhão de pessoas, em todo os continentes, passam fome ou estão subnutridas por causa das dificuldades de acesso aos alimentos
Acredito que isso nem seria tão difícil. Se me permitem algumas sugestões: expliquem aos eleitores que o combate à fome serve também à segurança de nossos interesses e de nosso bem-estar! Pois como é que a Europa pretende lidar com os potenciais 150 milhões de refugiados da fome da África subsaariana, que poderão emigrar a partir do ano de 2020?
Expliquem aos eleitores que não queremos pagar impostos duas vezes. Pois hoje consertamos com recursos e projetos destinados à ajuda ao desenvolvimento o que nossa política econômica e nossa ordem econômica mundial destroem. E, como resultado, não produzimos nada, exceto novas formas de dependência entre o mundo desenvolvido e o não desenvolvido. Isso sem contar os ridículos subsídios a uma agricultura não sustentável no Norte.
Fala-se muito das consequências humanitárias da fome. Mas quem fala daqueles que ganham com a fome? Isso também precisa ser dito com todas as letras: há quem se beneficie desse sistema que produz fome. E essas pessoas somos sobretudo nós, consumidores, que gastamos hoje menos pelos alimentos do que gastávamos há 20 anos. Gostamos de comprar pão por 1 euro e leite por 70 centavos de euro, e dizemos a nós mesmos que alimentos não podem custar caro.
Há 100 anos, os consumidores na Alemanha gastavam dois terços de sua renda com alimentos; hoje são apenas 20%. Entre os que tiram vantagem disso estão os agricultores europeus, que produzem muito além da demanda do mercado e mesmo assim não precisam se preocupar. Altos subsídios lhes garantem uma renda confortável e uma ampla retaguarda política. Os agricultores nos países em desenvolvimento nem ousam sonhar com uma situação como essa.
Entre aqueles que se beneficiam da fome estão também os grandes grupos de agronegócios, que massacram todos os mercados com suas sementes e respectivos agrotóxicos. E também as elites nas capitais do Hemisfério Sul. Em muitas regiões, a política é feita sobretudo para agradar à própria clientela e aos eleitores nas capitais. Ali se decide, por exemplo, quantos recursos serão destinados ao desenvolvimento do campo.
Investimentos no desenvolvimento de regiões interioranas e na agricultura são considerados retrógrados. Países em que 80% do PIB vêm da agricultura acreditam que podem viver sem uma política agrária! Ou ainda mais grave: um país com as dimensões de terras férteis como Moçambique, por exemplo, poderia exportar arroz ou milho para todo o sul do continente africano. Em vez disso, os moçambicanos dependem de importações caras, simplesmente porque a elite política local não se interessa por esse problema.
Em situações como essa, é preciso realizar um trabalho de convencimento, em todos os encontros de cúpula bilaterais e em toda conferência internacional. E isso os países industrializados só vão alcançar quando os países em desenvolvimento estiverem cientes das vantagens que terão, ou seja: mais possibilidades de exportação do que aquelas que eles têm hoje, acesso aos mercados europeus e preços justos de produtos agrícolas no mercado internacional.
Bela mentira do mundo do bem-estar
Quem também se beneficia com a fome são os especuladores do mercado alimentício. Alimentos básicos transformaram-se em objetos de especulação, cujos preços aumentaram em torno de 30% no segundo semestre de 2010. Um mercado lucrativo, ao qual aderem investidores e especuladores, enquanto as pessoas de Porto Príncipe, Dhaka ou Agadez ficam a ver navios por não poderem pagar seus altos preços.
Vamos acabar com as belas mentiras do nosso mundo de bem-estar: a fome e a miséria são causadas apenas em parte por guerras ou catástrofes. E são raramente apenas um problema da população urbana pobre. Não! A fome é o resultado de uma exclusão que é no mínimo tolerada por amplas parcelas da população. As necessidades e penúrias de quem passa fome são colocadas de lado, politicamente apagadas por todos aqueles que se beneficiam com o problema.
Após décadas de dependência e exploração pelas potências coloniais, foram impostos aos países africanos independentes, nos anos 1980, ajustes estruturais radicais por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial: liberalizar, desregular e privatizar eram as palavras de ordem. Essa política, contudo, foi implementada em países sem infraestrutura, sem capital de conhecimento, sem uma economia em funcionamento e sem investidores nacionais. As consequências foram catastróficas, especialmente para a agricultura, mas também para os setores de educação e saúde.
Segurança está em perigo nos países desenvolvidos
Com indiferença e ignorância. É assim que a comunidade internacional lida com o escândalo da fome no século 21. Um erro fatídico, não somente por razões morais. Não devemos subestimar a força dos pobres e famintos, e tampouco seu potencial político explosivo. Em 2008, os altos preços dos alimentos já provoca
domingo, 18 de dezembro de 2011
CERIMÔNIAS PÚBLICAS - XIRE
CERIMÔNIAS PÚBLICAS
Festa ou Toque é o nome que se dá, genericamente, à cerimônia pública de candomblé. O objetivo principal é a presença dos orixás entre os mortais. Sendo a música uma linguagem privilegiada no diálogo dos orixás, a festa pode ser entendida como um chamado ou uma prece, pedindo aos deuses que venham estar junto a seus filhos, seja por motivo de alegria ou necessidade.
Tratando-se de uma festa,todo o terreiro é enfeitado com folhas na parede e no chão e os três atabaques ( RUM, RUMPI, LÉ ), considerados aqueles que chamam os orixás juntamente com EXU, recebem comidas e são enfeitados com laços na cor do orixá ao qual foram consagrados. Todas as festas acontecem no espaço do terreiro denominado barracão, onde se encontram os atabaques, à frente dos quais canta e dança o povo- de- santo, separado ( ainda que dentro de um mesmo ambiente ) da assistência. Um toque comum começa, geralmente, pelo ritmo dos atabaques chamando a roda - de- santo (filhos de santo organizados em círculo), respeitando a hierarquia do terreiro. As roupas costumam ser muito bonitas, fazendo alusão ao orixá individual do adepto. São usadas as contas dos orixás, os brajás (colar de contas feito em gomos , símbolo do conhecimento e poder) e as faixas na cintura, símbolos de ebomis e tudo o que identifique o status religioso.
A roda entra dançando e estando no barracão, os atabaques param, o pai- de-santo saúda EXU e tem início o padê, que tem por finalidade “despachar” EXU (através da oferenda de farinha com dendê e gim),seja porque se acredite que ele possa causar perturbações ao toque, seja porque se acredite que é ele o principal mensageiro,que abrirá os caminhos para vinda os orixás. Fim do padê, prossegue o xirê que é uma estrutura seqüencial de cantigas para todos os orixás cultuados na casa ou mesmo pela Nação começando por EXU e indo até OXALÁ. A palavra xirê significa brincar, dançar, e mostra o tom alegre da festa onde os Orixás vêm à terra para dançar e brincar com seus filhos. Seja qual for a sequência, privilegiando os vínculos de parentesco e de nação, ela costuma ser fixa para cada casa, dirigindo os acontecimentos da festa, fazendo com que os filhos-de-santo identifiquem, através das cantigas e ritmos, os momentos apropriados ao cumprimento da etiqueta religiosa.
A festa do candomblé tem início com a matança, que é o sacrifício de animais para os orixás. Nesta cerimonia só tomam parte os fieis do candomblé, não tendo acesso o publico. A noite inicia com a festa do Padê ou despacho de EXÚ, este é feito para que ele não atrapalhe a cerimonia e tudo ocorra normalmente. Dá-se prosseguimento a festa, cantando sete pontos para cada orixá, afim de chama-los. A Ialorixá traz na mão um Adjá, e sacode-o para cada orixá que "baixa", entra em transe mediùnico. Os orixás vão baixando gradativamente e estando todos no barracão, são levados para o Roncó (quarto de santo) onde são vestidos de acordo pelas ekedes ou Ogãs, com trajes típicos do respectivo santo. Depois de prontos, a Ialorixá inicia um cântico convidando-os a entrarem no barracão e dançarem, todos os assistentes ficam de pé, enquanto os santos- não mais as filhas- fazem sua entrada triunfal, acolitados pelos ekedes munidas de alvas toalhas. Depois cada santo abençoará as pessoas, ficando por fim os Erês afim de descansar os cavalos.
Cada ritual possui pelo menos um tipo de canto que lhe é específico. A partir daí, podemos dizer que todo o ritual se refere ao nível musical da sua expressão simbólica. Se outros níveis do simbolismo já distinguiam os rituais entre si, o material musical vem agora intensificar essas diferenças. Há um tipo de canto introduzido em cada novo ritual; em geral, apenas um único tipo marca a diferenciação entre dois rituais distintos.
Deste modo, um adepto recém-chegado ao culto ganha uma nova parcela de informação musical em cada novo ritual de que participa, ao mesmo tempo que reforça o conhecimento do material musical a que já havia sido exposto nos rituais anteriores. Sob esse ponto de vista, a informação musical geral está distribuída mais ou menos uniformemente através do sistema musical inteiro e é somente pela participação, desde o primeiro até ao último dos rituais, que uma pessoa pode absorver o âmbito completo da música africana.
A música, no candomblé, tem um papel mais significativo que o mero fornecimento de estímulos sonoros aos diversos rituais. Ela pode ser entendida como elemento constitutivo do culto, dando forma a conteúdos inexprimíveis em outras linguagens, termo aqui entendido como articulação de signos e símbolos.
Todos os rituais do culto estão apoiados também na música, que mostra um caráter estruturante das diversas experiências religiosas vividas pelos seus membros. Do Paó (sequência rítmica de palmas usada para reverência) ao toque (Xirê), a música continua a ser parte de cada cerimônia, constituindo-a, delimitando situações e ordenando o conjunto das práticas extremamente detalhadas.
“Tocar candomblé” é um termo comum entre o “povo-de-santo”, indicando que o candomblé e a música se confundem. Por isso, o conhecimento das cantigas e dos ritmos denota prestígio e acesso às instâncias de poder da religião. Sendo a música um elemento sagrado e sacralizante, tanto instrumentos quanto instrumentistas se revestem desta aura, que se revela no tratamento que estes recebem por parte dos membros da comunidade do terreiro.
LENDAS_____________________________________________________________________
Assim nasceu o Candomblé
No começo não havia separação entre o Orum, o Céu dos orixás, e o Aiê, a Terra dos humanos.
Homens e divindades iam e vinham, coabitando e dividindo vidas e aventuras.
Conta-se que, quando o Orum fazia limite com o Aiê, um ser humano tocou o Orum com as mãos sujas.
O céu imaculado do Orixá fora conspurcado.
O branco imaculado de Obatalá se perdera.
Oxalá foi reclamar a Olorum.
Olorum, Senhor do Céu, Deus Supremo, irado com a sujeira, o desperdício e a displicência dos mortais, soprou enfurecido seu sopro divino e separou para sempre o Céu da Terra.
Assim, o Orum separou-se do mundo dos homens e nenhum homem poderia ir ao Orum e retornar de lá com vida. E os orixás também não podiam vir à Terra com seus corpos. Agora havia o mundo dos homens e o dos orixás, separados. Isoladas dos humanos habitantes do Aiê, as divindades entristeceram.
Os orixás tinham saudades de suas peripécias entre os humanos e andavam tristes e amuados.
Foram queixar-se com Olodumare, que acabou consentindo que os orixás pudessem vez por outra retornar à Terra.
Para isso, entretanto, teriam que tomar o corpo material de seus devotos.
Foi a condição imposta por Olodumare.
Oxum, que antes gostava de vir à Terra brincar com as mulheres, dividindo com elas sua formosura e vaidade, ensinando-lhes feitiços de adorável sedução e irresistível encanto, recebeu de Olorum um novo encargo:
preparar os mortais para receberem em seus corpos os orixás.
Oxum fez oferendas a Exu para propiciar sua delicada missão.
De seu sucesso dependia a alegria dos seus irmãos e amigos orixás.
Veio ao Aiê e juntou as mulheres à sua volta, banhou seus corpos com ervas preciosas, cortou seus cabelos, raspou suas cabeças, pintou seus corpos.
Pintou suas cabeças com pintinhas brancas, como as pintas das penas da conquém, como as penas da galinha-d’angola. Vestiu-as com belíssimos panos e fartos laços, enfeitou-as com jóias e coroas.
O ori, a cabeça, ela adornou ainda com a pena ecodidé, pluma vermelha, rara e misteriosa do papagaio-da-costa. Nas mãos as fez levar abebés, espadas, cetros, e nos pulsos, dúzias de dourados indés.
O colo cobriu com voltas e voltas de coloridas contas e múltiplas fieiras de búzios, cerâmicas e corais.
Na cabeça pôs um cone feito de manteiga de ori, finas ervas e obi mascado, com todo condimento de que gostam os orixás.
Esse oxo atrairia o orixá ao ori da iniciada e o orixá não tinha como se enganar em seu retorno ao Aiê.
Finalmente as pequenas esposas estavam feitas, estavam prontas, e estavam odara.
As iaôs eram as noivas mais bonitas que a vaidade de Oxum conseguia imaginar. Estavam prontas para os deuses.
Os orixás agora tinham seus cavalos, podiam retornar com segurança ao Aiê, podiam cavalgar o corpo das devotas.
Os humanos faziam oferendas aos orixás, convidando-os à Terra, aos corpos das iaôs.
Então os orixás vinham e tomavam seus cavalos.
E, enquanto os homens tocavam seus tambores, vibrando os batás e agogôs, soando os xequerês e adjás, enquanto os homens cantavam e davam vivas e aplaudiam, convidando todos os humanos iniciados para a roda do xirê, os orixás dançavam e dançavam e dançavam.
Os orixás podiam de novo conviver com os mortais.
Os orixás estavam felizes.
Na roda das feitas, no corpo das iaôs,
eles dançavam e dançavam e dançavam.
Estava inventado o candomblé.
CURIOSIDADES_______________________________________________________________
Candomblé - Mônica Millet - Grupo Asè do Brasil - Nação Kétu
Xirê Voduncê com saída de Iansã
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Manual Direitos Afro-brasileiros,
CLICK E ACESSE A CARTILHA:
Manual Direitos Afro-brasileiros, lançado pela Comissão de Igualdade Racial da OAB/RJ, pode ser acessado para consulta ou download. ' O trabalho tem informações sobre a luta do nosso povo ao longo da história', afirmou presidente da Comissão
CLICA E BAIXE EM SEU COMPUTADOR:
http://www.oabrj.org.br/detalheConteudo/89/.html
Curso de Atualização em Participação e Controle Social na Saúde Segunda Turma – Setembro a Novembro de 2011 Resultados Enquete 1, 2 e 3
Curso de Atualização em Participação e Controle Social na Saúde
Segunda Turma – Setembro a Novembro de 2011
Resultados Enquete 1, 2 e 3
Tabela 1 – De que forma você foi escolhido para ser conselheiros?
Forma de seleção N %
Fui indicado pelo governo 50 19%
Fui indicado pela associação ou grupo
que represento
66
25%
Fui eleito em fórum ou conferência 32 12%
Fui eleito pela associação ou grupo que
represento
35
13%
Não sou conselheiro 83 31%
Total 266 100%
Tabela 2 – Como você avalia a representação de interesses da sociedade no conselho?
Representatividade N %
Muito representado 44 17%
Razoavelmente representado 117 44%
Pouco representado 96 36%
O interesse da sociedade não é
representado
8
3%
Total 265 100%
Tabela 3 – Em sua opinião, os conselhos de saúde exercem o controle sobre a aplicação dos
recursos financeiros e opinam sobre o planejamento das ações de saúde:
Controle sobre aplicação de recursos N %
Sempre 53 20%
Às vezes 141 54%
Raramente 55 21%
Nunca 14 5%
Total 263 100%
Tabela 4 – Em sua opinião, os conselhos de saúde examinam a prestação de contas do governo:
Controle sobre a prestação de contas
do governo
N %
Sempre 95 37%
Às vezes 113 43%
Raramente 49 18%
Nunca 6 2%
Total 263 100%
Tabela 5 – Com relação às decisões ou orientações do conselho, você diria que a prefeitura:
Cumprimento das decisões dos conselhos N %
Sempre cumpre as decisões 22 8%
Cumpre a maioria das decisões 68 26%
Cumpre um número médio de decisões 81 31%
Cumpre um número pequeno de decisões 76 29%
Total 16 6%
Resultados Enquete 2
Tabela 6 – Como você avalia a capacidade de influência da
sociedade civil nas políticas públicas de sua cidade?
Influência sociedade civil nas políticas públicas N %
Muito influente 25 9%
Razoavelmente influente 127 46%
Pouco influente 121 44%
Não influencia 3 1%
Total 276 100%
Tabela 7 – Previamente às reuniões dos conselhos de políticas/movimento
social/ONG, você discute os temas das pautas de discussão com o segmento ou
público que representa?
Discussão prévia com segmento que representa N %
Sim. Discuto as questões nas reuniões da
entidade/organização social que participo.
98 35%
Sim. Discuto informalmente com os membros da
entidade/público que represento.
78 28%
Não discuto previamente com o segmento ou
público.
33 12%
Não sou conselheiro (a)/Não sou membro de
movimento social ou ONG
67 25%
Total 276 100%
Tabela 8 – Você divulga as ações/decisões do conselho, movimento
social ou ONG para o público externo que representa?
Divulgação das decisões do conselho N %
Sim 196 72%
Não 15 5%
Não sou conselheiro (a)/Não sou
membro de movimento social ou ONG
64
23%
Total 275 100%
Tabela 9 – Dentre a lista abaixo, qual é a forma que você MAIS divulga
as ações do conselho ou movimento social? (MARCAR UMA ÚNICA OPÇÃO)
Forma de divulgação N %
Reuniões periódicas próprias para a divulgação 35 11%
Reuniões onde vários outros temas são tratados 77 23%
Informes impressos (artigos em jornal próprio, boletins, murais, etc) 19 6%
Meios de comunicação mais amplos (jornais, revistas, rádios, etc) 16 5%
Via telefone, e-mail, fax, carta, etc 35 10%
Conversa com os integrantes do segmento 84 25%
Não divulgo 5 2%
Não sou conselheiro (a)/Não sou membro de movimento social ou ONG 61 18%
Total 332 100%
Tabela 10 – O que você considera MAIS importante para aperfeiçoar e
efetivar o controle público exercido pela sociedade civil? (MARCAR UMA ÚNICA
OPÇÃO)
Importante para aperfeiçoar controle público N %
Maior coordenação e integração entre as instâncias de participação social 39 11%
Melhorar o acesso a informações necessárias para tomar decisões 42 12%
Criar canais que aproximem os mecanismos de controle social da população em geral
100
29%
Melhorar a prestação de contas entre representantes da sociedade civil e suas
entidades/organizações sociais
21
6%
Capacitação técnica e política para melhorar a intervenção nos debates 77 22%
Maior comprometimento do poder público com a participação social 69 20%
Total 348 100%
Resultados Enquete 3
Tabela 11 – Como você avalia o grau de conhecimento de sua comunidade sobre o SUS?
Grau de conhecimento comunidade sobre o SUS N %
Insatisfatório: Desconhecem aspectos básicos sobre a sua concepção e o
seu funcionamento
65 24%
Escasso: Conhecem aspectos básicos sobre seu funcionamento, mas não
sabem muito além disso
119 44%
Mediano: Sabem usá-lo e conhecem um pouco de sua história e de seus
objetivos
63 23%
Bom: Conhecem razoavelmente bem o seu funcionamento, a sua história
e seus objetivos
20 7%
Ótimo: Conhecem bem seu funcionamento, a sua história e seus objetivos
5 2%
Total 272 100%
Tabela 12 – Como você avalia o grau de conhecimento de seu conselho de saúde sobre o SUS?
Grau de conhecimento do conselho sobre o SUS N %
Escasso: Os conselheiros desconhecem aspectos básicos sobre o SUS 12 4%
Mediano: Conhecem um pouco sobre seus princípios, sua história e seus objetivos 81 30%
Bom: Conhecem razoavelmente bem os seus princípios, sua história e seus objetivos 109 40%
Ótimo: Dominam os seus princípios, sua história e seus objetivos 31 11%
Não faço parte de nenhum conselho 41 15%
Total 274 100%
Tabela 13 – Como você avalia o domínio, pelos membros de seu conselho de saúde, de suas
funções como conselheiros?
Domínio pelos conselheiros de sua função N %
Desconhecem a maior parte de suas atribuições básicas 28 10%
Conhecem superficialmente todas as suas atribuições básicas 119 44%
Conhecem bem todas as suas atribuições básicas 83 31%
Não faço parte de nenhum conselho 41 15%
Total 271 100%
Tabela 14 – De uma forma geral, o seu conselho de saúde consegue cumprir todas as funções
atribuídas a ele?
Cumprimento das funções pelo conselho N %
Funções? Que funções? 11 4%
Meu conselho consegue cumprir uma pequena parte das suas
funções 132 49%
Meu conselho consegue cumprir a maioria das suas funções 106 39%
Meu conselho consegue cumprir todas as suas funções 12 4%
Não faço parte de nenhum conselho 11 4%
Total 272 100%
Resultados Enquete PERFIL e Avaliação Curso
Tabela 1 – Perfil dos conselheiros
Segmento N %
Trabalhador 72 (27%)
Prestador 16 (6%)
Usuário 53 (20%)
Sociedade Civil 18 (7%)
Governo 40 (16%)
Não sou conselheiro (a) 65 (24%)
Total 264 100%
Tabela 2 – Tempo de atuação no conselho
Tempo N %
Menos de 1 ano 41 (17%)
Entre 1 e 2 anos 36 (14%)
Entre 2 e 3 anos 31 (12%)
Entre 3 e 4 anos 22 (9%)
Entre 4 e 5 anos 7 (3%)
Entre 5 e 6 anos 15 (6%)
Mais de 6 anos 27 (10%)
Não sou conselheiro (a) 76 (29%)
Total 265 100%
Tabela 3 – Faixa Etária dos alunos
Faixa etária N %
Menos de 21 anos 0 (0%)
De 21 a 30 54 (21%)
De 31 a 40 77 (30%)
De 41 a 50 66 (27%)
De 51 a 60 38 (16%)
De 61 a 70 15 (6%)
De 71 a 80 0 (0%)
Acima de 80 0 (0%)
Total 250 100%
Tabela 4 – Estado civil dos alunos
Estado Civil N %
Solteiro (a) 65 (24%)
Casado (a) 138 (52%)
Vivendo em união estável 40 (15%)
Divorciado/Separado (a) 20 (7%)
Viúvo (a) 5 (2%)
Total 268 100%
Tabela 5 – Filhos?
Filhos N %
Sim 189 70%
Não 80 30%
Total 269 100%
Tabela 6 – Cor
Cor N %
Preto 27 (11%)
Pardo 103 (41%)
Branco 113 (45%)
Amarelo 8 (3%)
Indígena 1 (0%)
Total 252 100%
OBS: De acordo com classificação utilizada pelo IBGE
Tabela 7 – Renda Familiar
Renda familiar N %
A única renda familiar provem de benefícios do governo inferior a
um salário mínimo (ex. bolsa-família) 0 (0%)
Até 01 salário mínimo (até R$545,00) 1 (0%)
Mais de 01 até 02 salários (de R$ 545,01 a R$ 1090,00) 23 (9%)
Mais de 02 até 04 salários (de R$ 1090,01 a R$ 2180,00) 68 (27%)
Mais de 04 até 06 salários (de R$ 2180,01 a R$ 3.270,00) 63 (25%)
Mais de 06 até 10 salários (de R$ 3.270,01 a R$ 5.450,00) 49 (20%)
Mais de 10 até 15 salários (de R$ 5.450,01 a R$ 8.175,00) 28 (11%)
Mais de 15 salários até 20 salários (de R$ 8.175,01 a R$ 10.900,00) 10 (4%)
Mais de 20 até 30 salários (de R$ 10.900,01 a R$ 16.350,00) 6 (2%)
Mais de 30 salários (mais de R$ 16.350,01) 4 (2%)
Total 252 100
Lista de Aprovados na 2ª turma do curso de atualização em Participação e Controle Social na Saúde (em ordem alfabética) Nome
Lista de Aprovados na 2ª turma do curso de atualização em Participação e Controle Social na Saúde (em ordem alfabética)
Nome
1
Adelaide Argolo Pereira
2
Adriana Almeida Teixeira
3
Adriana Rodrigues Moreira
4
Aécio Dias de Arruda
5
Alexandra Rios Oliveira
6
Alexandre Viana de Andrade
7
Alexsandra Souza de Almeida Brandão
8
Aline Fernandes Parreiras
9
Aline Ferreira Lins Lopes
10 Aline Rodrigues Caldas
11
Ana Cláudia Custodio Gibram
12 Ana Cristina Coêlho Ramos
13
Ana Cristina Rodrigues Pereira da Silva
14
Ana Karla Trindade da Silva Pereira
15
Ana Lucia de Miranda
16
Ana Paula Misuta
17
Anar Walter Castilho Maro
18
Andréia Magalhães Pereira
19
Anelita Carvalho dos Santos
20
Angela Maria Babiski Madeira
21
Angelica Ayako Kirita Palmier
22
Antonia Eunice Vieira
23
Aradi Ciarlini
24
Aretusa Aparecida de Farias Fortunato Rodrigues
25
Arlindo César da Motta e Silva
26
Aurea Emilia da Silva Pinto
27
Berenice de Freitas Diniz
28
Camila Aparecida Pereira da Silva
29
Cândida Reizel Coutinho Ribas Carmona
30
Carla Nascimento de Souza
31
Carlos Andrade de Oliveira
32
Carlos André Moura Arruda
33
Carlos Eduardo Prates Fonseca
34
Carmem Maria Schlatter
35
Carolina Novaes Cunha
36
Catia Regina Lima Bruno
37
Célia Cirqueira da Silva
38
Cesar Henrique Ferraço Vetorazi
39
Charlene Passos Rodrigues Simões dos Santos
40
Cilene Leite de Mello
41
Cirlene Maria de Oliveira Silva
42
Cirley Gonçalves Barbosa
43
Claudirene Dias Cordeiro Chaves
44
Cleia Aparecida Clemente Giosole
45
Cleusa Faria dos Santos Silva
46
Clodoaldo Cardoso Araujo
47
Consuelo Rodrigues da Silva
48
Cristiana Pacífico Oliveira
49
Cristiane Araujo da Costa
50
Cristiane Soares de Oliveira
51
Cristina Garcia Lopes
52
Damaris Rodrigues Gomes Oliveira Costa
53
Daniel Emílio da Silva Almeida
54 Daniela Sallun
55
Delma Conceição de Lima
56
Denis Carravetta Corá
57
Denis Vieira Pinto
58
Diane Mendes Feitosa
59
Dianna Sousa Carvalho
60
Dinomar da Silva Cruz Mota
61
Dirce Teresinha Staudt
62
Edilene da Silva Alves
63
Elessandro Muniz Rodrigues
64
Eliene Pereira Rodrigues
65
Elisangela da Silva Soares
66
Elizangela Soares de Paiva
67
Elizete Amaral de Andrade
68
Ellen Maia Boncompagni
69
Elzimar Maria de Jesus
70
Emerson Ramos da Silva
71
Erika Souza Santos
72
Estêvão Batista Galvão
73
Eugenio Marcos de Sousa
74
Fábio Germano Nóbrega Pachêco
75
Fabricia Rabelo de Melo
76
Floripes Maria da Silveira
77
Francilane Borges Oliveira
78 Francisco José Sousa e Silva
79
Francisco Silva Lima
80
Gabriela Altoe
81
Geison Gomes Rosa
82
Geovane Bidim de Paula
83
Geraldo Cristino de Assunção
84
Geraldo Magela de Abreu
85
Geraldo Magela Silveira
86
Geralice Sampaio dos Santos
87
Germana Lysia Mendes da Silva
88
Gerusalina Moreira Sousa Monteiro
89
Gilvando Elen de Oliveira
90
Hedmar de Oliveira Ferreira
91
Heitor Andrade de Macedo Filho
92
Helena Maria dos Santos
93
Helenice de Cássia Alexandrino
94 Hilda Barbosa de Souza
95
Ildeth Carvalho de Andrade
96
Inez Machado de Lima
97
Isabela Amaral Machado
98
Isabela Gonçalves Barros
99
Isac Juciel França
100
Isis Azevedo da Silveira
101
Izabel da Penha Bernardis
102
Jacildo de Siqueira Pinho
103
Jaqueline Hábia Scharra Altoé
104
Jarbas Aurelio Gonçalves Lima
105
Jarbas Emanoel Souza da Trindade
106
Jarlene Gomes Melo
107
Jennifer Josiane Nesnik Jeronymo
108
Jhulie Aline Doerl Barrack
109
João Batista Caetano
110
João Francisco de Souza Duarte
111
Joao Paulo Ache de Freitas Filho
112
Joaquim Gonçalves Dutra
113
José Americo Lopes
114
José Antonio Onisto
115
Jose Carlos Maia
116
José Jerônimo da Silva
117
José Pinheiro Batista Medeiros
118
José Ronaldo Silva
119
José Zanetti Gonçalves
120
Joselina Auxiliadora Almeida Moraes Sousa
121
Josimar da Rocha Fernandes
122
Jucelene Gonçalves de Souza
123
Jucelia Clara Nunes de Souza
124
Juliana Fernandes da Silva
125
Juliene Moreira da Silva
126
Julio Cesar de Souza Garcia
127
Jussara Freitas de Assis Versiani
128
Kássia Fernandes de Carvalho
129
Katia Regina Ribeiro
130
Katia Silene Ferreira dos Santos
131
Kellen Cristina Almeida Silva
132
Leandro Leonardo de Assis Moreira
133
Leonir Fernandes Soares
134
Lidiane Natalícia Costa
135
Lília Souza de Faria
136
Lucas Primo da Silva
137
Lucélia da Cunha Trivelato
138
Luciana de Fátima Batista Montes
139
Luciane Rangel Barbosa
140
Lucilene Aparecida dos Santos
141
Lucimar Pasin de Godoy
142
Lucinéia Alves de Oliveira
143
Lucineia da Silva Marin
144
Lucineri Ronchette Silva
145
Luis Antonio Dias
146
Luiz Henrique Alves Pereira
147
Luzinete Pereira Martins
148
Manoel Messias de Carvalho
149
Marcia Alves
150
Marcia Eunice de Barcelos Bontempo
151
Marcia Liliane Barboza Kurz
152
Márcia Martins Neaime
153
Marcilio Alves dos Santos
154
Margareth de Sá e Souza
155
Maria Anita da Rocha
156
Maria Bernadete de Oliveira Azevedo
157
Maria Dajuda dos Anjos
158
Maria de Fatima Silva
159
Maria de Lourdes Miranda Vilas Boas
160
Maria Denilda Silva de Almeida Pereira
161
Maria do Carmo Bezerra Martins
162
Maria do Socorro Leite da Silva
163
Maria do Socorro Luciano Roberto Reis
164
Maria Eliete Santos Martins Dias
165
Maria Flor de Maio Guedes
166
Maria Inez de Lima Moraes
167
Maria Izabel Pereira Braz
168
Maria Jaene da Silva Alves
169
Maria José de Jesus
170
Maria José Justo da Silva
171
Maria Júlia de Oliveira Rabelo
172 Maria Leonor Sales Santos
173
Maria Lúcia de Andrade Reis
174
Maria Tereza de Souza Silva
175
Marília Aparecida Rosário Oliveira Santos
176
Marina Akiko Shimizu Raffo
177
Marinez Prates Cantarino
178
Mario Cesar do Nascimento Moreira
179
Mario Fernando Engelke
180
Mario Sergio Monteiro de Souza
181
Marivaldo Bispo da Silva
182
Marlene Neves de Castro Carlos
183
Marli Maria Kaizer Lopes
184
Marta Maciel Metello Mansur Bumlai
185
Maviane de Fatima Damitz
186
Mayara Athanázio Diogo
187
Maysa Aparecida Antunes da Silva
188
Melina de Oliveira Silva
189
Michelli de Matos Morena
190
Mirella Andrade Pontes
191
Nádia de Fátima Costa Guimarães
192
Neide Maria de Almeida
193
Nivaldo Rodrigues dos Santos
194
Nivia Cristiane Ferreira
195
Pamela da Cunha Almeida
196
Patricia Aparecida dos Santos
197
Paula Antonia Pansa Brumatti
198
Paulo Roberto Sampaio Santos
199
Pedrina José do Val
200
Raquel Queiroz Leal
201
Regina Claudia Neri de Paula
202
Regina Pereira Rodrigues
203
Reginaldo Germano da Silva
204
Renan Guimarães Oliveira
205
Rita de Cássia Olímpio Martins
206
Rosa Helena Rezende Queiroz
207
Rosa Maria de Souza Barbosa Morais
208
Rosana Martins Pereira da Rocha
209
Rosane Costa Itacaramby
210
Rosângela Pereira de Souza
211
Rosângela Pereira Gomes de Araujo
212
Rubens Silverio da Silva
213
Rucilene Felix Bernardo
214
Sammia Fawsia de Deus Barros
215
Sandra Ferreira Martins
216
Sandra Maria Costa Lima
217
Sergio Roberto Miguel Leal
218
Sheila Cristina Tamasauskas Ribeiro
219
Shirlei Aparecida de Sena
220
Silvana Silva de Souza Borri
221
Silvania Rodrigues Carvalho
222
Silvia Falleiros Fleming
223
Silvia Marin
224
Silvia Regina Negri
225
Simone Cristina Schroeder
226
Simone de Oliveira Santos
227
Simone Mara Almeida Brum
228
Sirlei Araujo da Silva
229
Solange Maria Rodrigues Ferreira
230
Sônia Mara Baptista
231
Sonia Pinheiro Nunes de Souza
232
Sonia Regina Coradini
233
Stela Regina Welter
234
Sueli de Carvalho Vilela
235
Suely Peres de Sousa
236
Suzilei Ferreira Silva Faria
237
Sylvia Marques Amorim
238
Tania Maria Hammes
239
Thaís Cristina Gabriel
240
Tiago Jose Ribeiro
241
Valderlina Honorata da Silva
242
Valdir Rodrigues Franco
243
Valdirene Ribeiro da Silva Rangel
244
Valgerlângela Maria Sousa da Silva
245
Valquiria Virginia Faleiro
246
Vanessa Elvira da Silva
247
Vanessa Ghisleni Zardin
248
Vanessa Maria Lopes Wilke
249
Vania Romeo Tomaz
250
Vera Lucia Menezes de Macedo
251
Vinicius Cesca de Lima
252
Wallace Medeiros Xavier
253
Waltovânio Cordeiro de Vasconcelos
254
Wanda de Oliveira Lopes
255
Welington Carlos de Alarcão
256
Wellington Rosario de Bessa
257
Wesley Gripp Lopes
258
Zorilda Lopes dos Santos
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Adolescente está mais sujeito a hipertensão e diabetes
Adolescente está mais sujeito a hipertensão e diabetes
Publicação: 15 de Dezembro de 2011 às 00:00
Margareth Grilo - repórter especial
O adolescente natalense está mais gordo e propenso à hipertensão, diabetes e doenças cardíacas. Esse é o retrato de uma pesquisa desenvolvida pelo cardiologista Kerginaldo Paulo Torres, doutor em Ciências da Saúde, durante quatro anos, e concluída em novembro passado. Durante um ano e meio, entre 2007 e 2008, o médico acompanhou 626 adolescentes na faixa de 10 a 19 anos e constatou uma prevalência de fatores de risco cardiovascular que preocupa.
Objeto do doutorado do cardiologista, pelo programa de pós-graduação em Ciências da Saúde, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a pesquisa identificou que em Natal a obesidade, os níveis de colesterol e a hipertensão entre adolescentes se constituem em grave problema de saúde pública, atingindo níveis que se igualam ou até superam os de outras localidades no Brasil.
No grupo pesquisado, 26,4% dos adolescentes apresentaram sobrepeso e obesidade. Nesse aspecto, o maior índice de adolescentes obesos está entre os jovens, de 10 e 13 anos. Dos que tem obesidade, 12,5% tem pré-hipertensão e 20% tem hipertensão, considerando a pressão arterial sistólica (quando o coração inicia o processo de expulsão do sangue).
Avaliando os resultados da pesquisa, o cardiologista alerta os gestores de saúde. "Se, hoje, a obesidade já preocupa; no futuro, ela vai ser ainda mais grave. Sem ações concretas de prevenção, junto aos adolescentes, a obesidade tende a se perpetuar". As constatações da pesquisa tornam-se mais preocupantes pela associação de outros fatores de risco com o sobrepeso e a obesidade.
A pesquisa "Fatores de risco cardiovasculares em adolescentes da cidade de Natal" identificou, no geral, 15% dos adolescentes como pré-hipertensos ou hipertensos e 50% com taxas de colesterol total e da fração LDL (ruim) acima do normal. Além disso, 34% apresentaram alteração na taxa de triglicerídeos. As dosagens de triglicerídeos, colesterol HDL e HOMA-RI alterados foram mais prevalentes nos que apresentavam o Índice de Massa Corporal (IMC) aumentado.
Segundo Torres, embora exista mais sobrepeso e obesidade entre as mulheres, no homem, a gordura se concentra na região abdominal, o que torna o problema ainda mais grave e mais complicado. Os dados referentes à obesidade do adolescente não diferem da situação nacional.
Pesquisa recente da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) encontrou uma prevalência de 11,7%. Ainda segundo o estudo, três em cada dez jovens, de 10 a 19 anos, já estão acima do peso. Isso aproxima o índice de obesidade infantil dos brasileiros dos níveis encontrados nos Estados Unidos, onde 15% dos adolescentes estão obesos. O trabalho foi realizado com adolescentes de todos os cinco distritos sanitários da cidade, a partir do Programa de Atenção ao Adolescentes, do Centro Clínico Pediátrico do Alecrim. Dos 5 mil adolescentes cadastrados no programa, 400 foram selecionados. Completaram a amostra, 226 adolescentes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia.
Além do estudo observacional e da pesquisa da história familiar e hábitos de vida, foram realizadas dosagens laboratoriais e exames clínicos. Entre as variáveis estudadas estão: peso, idade, gênero, estatura, Índice de Massa Corporal, relação cintura/quadril, pressão arterial, frequência cardíaca, perfil lipídico, Glicose e insulina de jejum e pós Dextrosol (uma espécie de xarope adocicado).
Por se tratar de adolescentes, o cardiologista usou, tanto para determinar os níveis de obesidade/sobrepeso e de pressão arterial, normas padronizadas de acordo com recomendações da Organização Mundial de Saúde. Para para definição de sobrepeso/obesidade, foi utilizado o percentil de IMC, considerando como ponto de corte o percentil de IMC menor que 85 para sobrepeso e maior que 95 para obesidade, conforme parâmetros da OMS.
Vício em alta
Na pesquisa realizada pelo cardiologista Kerginaldo Torres, 22% dos adolescentes admitiram que já experimentaram cigarro. Outros 74% disseram ter experimentado ou fazer uso regular de bebidas alcoólicas. Quanto mais cedo uma pessoa começa a fumar maiores serão os danos para a sua saúde. Estudos nacionais mostram que o fumante que deu suas primeiras baforadas antes dos 15 anos tem o risco de morte por câncer de pulmão aumentado em quatro vezes, em relação a quem começou a fumar aos 25 anos.
Segundo informações de especialistas são necessários quinze anos para que um ex-fumante volte ao patamar de risco de doenças cardiovasculares de um não-fumante. Entre as mulheres, esses perigos são potencializados. Quando elas fumam, o risco de ansiedade e depressão é duas vezes maior do que entre os homens. O de infartos e derrames, quatro vezes.
Diabetes atinge 7,5% dos adolescentes
Entre os 626 adolescentes pesquisados, 7,5% apresentaram resistência à ação da insulina. Segundo o cardiologista Kerginaldo Torres esse é um forte indicador de que o indivíduo tem maior probabilidade de se tornar diabético, bem mais cedo do que aquele que não tem resistência à insulina. Preocupado com os resultados do estudo, o cardiologista ressaltou que quando mais cedo se inicia a prevenção mais eficiente ela será.
"O problema é mais educacional que de saúde pública. Se, de fato, começamos a prevenção nos primeiros anos de vida, quando se tem a chance de identificar uma doença precocemente, teremos mais eficiência", avalia o médico. A pesquisa será encaminhada aos gestores de saúde e de Educação nas esferas estadual e municipal.
A pesquisa teve por objetivo examinar a prevalência do sobrepeso/obesidade e sua associação com outros fatores de risco cardiovasculares. E os dados mostraram que sobrepeso e obesidade tem relação direta com a diabetes, bem como com alterações das taxas de colesterol, triglicerídeos e hipertensão, o que corrobora, alerta o médico, para aumentar as chances de doenças cardíacas.
Nas entrevistas, cerca de 30% dos adolescentes relataram a obesidade familiar. Na pesquisa realizada em Natal, o índice de obesidade [excluindo os que estavam em sobrepeso] foi de 13%. Os problemas cardiovasculares, alertou Kerginaldo Torres, geralmente acontecem em faixas de idade mais avançada, mas o jovem não está livre de apresentá-los.
"Antes registrávamos de derrame, infarto, angina em pessoas de 60, 70 anos. Hoje, estamos tratando esses problemas em jovens de 30, 40 anos e até 20 anos de idade". Hoje, os adolescentes já tem os fatores de risco e probabilidade de ter complicação na terceira ou quarta década de vida.
Academia de ginástica atende apenas crianças
Fora do universo da pesquisa, muitos pais já estão preocupados em construir um estilo de vida saudável para seus filhos. A empresária Patrícia Motta desistiu de um negócio, no ramo de buffet, para montar uma academia, voltada para o público infantil. Essa reviravolta teve uma razão: criar um espaço onde pudesse ajudar a filha de 10 anos, que já apresentava sinais de obesidade. "Em um ano, ela já perdeu nove quilos", comemora.
O espaço SPK Oficina de Movimento ainda é novo [tem um ano], mas já recebe 58 crianças, na faixa de 3 a 12 anos. O programa associa atividade física, brincadeiras e reeducação alimentar. O programa individual é montado de acordo com diagnóstico clínico emitido por um endocrinologista.
Além disso, a academia faz pesquisa sobre hábitos de vida da família e da criança. A maioria das crianças matriculadas, segundo Patrícia, tem diagnósticos que apontam taxas alteradas de colesterol, triglicerídeos e hipertensão, e quadros de obesidade e diabetes.
A aula dura uma hora, dividida em duas etapas: 50 minutos de exercícios intensos, utilizando instrumentos como parede de escalada, pula-pula, mini-trampolim, cama elástica e bolas, e dez minutos com estímulos à psicomotricidade, com pinturas, desenhos e jogos. Os pais podem optar por programas com atividades em dois ou três dias na semana. O custo varia entre R$ 130,00 e 160,00.
As irmãs Alessa, 9 anos, e Yasmin, 5 anos, estão na academia há quase um ano. "Não gosto de ficar parada, é muito ruim", dispara Yasmin Maria Lima Aires. As irmãs se exercitam, enquanto a mãe Edna Aires faz seu programa de ginástica, no mesmo prédio. Segundo ela, Alessa já perdeu 4 quilos e ganhou mais disposição. As duas tem acompanhamento de nutricionista. "Elas nunca ficaram paradas e tenho procurado oferecer alimentos mais saudáveis", contou Edna.
Homicídios crescem 189% no RN
Andrey Ricardo - Jornal de Fato
O Rio Grande do Norte teve o segundo maior crescimento em índice de homicídio durante os últimos 10 anos entre as 27 unidades federativas do Brasil. A incômoda posição foi divulgada ontem pelo Instituto Sangari, através do Mapa da Violência 2012. O RN só perde no aumento da violência para o Estado do Pará. Enquanto a média nacional de crescimento foi de 10%, entre 1980 e 2010, no RN foi de 189%. O estudo mostra também que 32 cidades potiguares cresceram acima da média no Brasil em dez anos.
A pesquisa engloba todos os assassinatos registrados pelas 27 unidades federativas entre os anos de 1980 e 2010. Os números são fornecidos pelos governos estaduais e o cálculo é feito mediante uma comparação entre o número de homicídios e a quantidade de habitantes. O estudo mostra que o Rio Grande do Norte atravessou dois períodos distintos nesses 30 anos. Esse crescimento exacerbado da violência pode ser verificado a partir de 2004. Até então, a média de homicídios era baixa. É a partir daí que o índice encosta na média nacional e depois disso dispara, ficando quase 20 vezes maior.
Nesse primeiro período, entre 1980 e 2004, a taxa de violência avança lentamente. Os autores da pesquisa afirma que esse crescimento lento é devido o aumento da violência nas cidades do interior, que aos poucos vão elevando o posicionamento do RN perante os outros estados e a média nacional. Nesse primeiro período, o Rio Grande do Norte tinha a segunda menor média do Brasil, com 11,7 mortes a cada 100 mil habitantes. De 2004 em diante, a violência avança aceleradamente nas cidades potiguares, colocando a unidade norte-rio-grandense como a segunda mais violenta do Brasil, em índice de avanço.
Das 167 cidades que integram o estado norte-riograndense, 32 delas se destacam pelos índices de violência. Curiosamente, o maior índice (feito pela relação matemática entre o número de assassinatos e a quantidade de habitantes) é de Tibau, cidade distante 42 km de Mossoró. De acordo com o estudo, a média nacional das cidades é de 26 mortes a cada 100 mil habitantes em diante. Tibau apresenta uma taxa de 81,4, quase três vezes mais violenta do que a maioria das cidades brasileiras. A cidade tem uma característica particular: no período de veraneio, o número de habitantes exorbita.
Abaixo de Tibau surge a pequena João Dias, na região Alto Oeste, com um índice de 76,9 assassinatos, a segunda maior média no RN. Logo atrás vêm Caraúbas (71,5), que tem tido destaque em vários outros estudos da violência a nível nacional; Rafael Godeiro (65,3); Riacho da Cruz (63,2); Almino Afonso (61,6), cidade que também figurou noutras pesquisas; e Mossoró (52,7), município que também tem aparecido em incômodas posições em outros estudos que verificam a média de assassinatos - surgiu inclusive em outras edições do Mapa da Violência nos Municípios Brasileiros.
Índice de homicídio maior que o Iraque
SÃO PAULO - A cidade baiana de Simões Filho, com 116 mil habitantes, foi o município brasileiro mais violento entre 2008 e 2010, segundo o Mapa da Violência 2012, divulgado pelo Instituto Sangari ontem. Nesse período, a cidade que fica na Região Metropolitana de Salvador registrou 146,4 assassinatos por 100 mil habitantes. O único município do Rio Grande do Norte incluído entre os mais violentos é Caraúbas, onde foram registrados 68,5 mortes por 100 mil habitantes.
O segundo lugar do ranking, atrás do município de Simões Filho é a cidade de Campina Grande do Sul, no Paraná, com 130 homicídios por 100 mil habitantes no período. Outra cidade baiana, a turística Porto Seguro, encontra-se entre as cinco mais violentas do Brasil, com 108 assassinatos por 100 mil habitantes.
O levantamento mostra que, na média, 67 cidades brasileiras ficaram com o índice de homicídios acima do registrado no Iraque no período de guerra. O país do Oriente Médio teve um índice de 64,9 mortes para cada 100 mil habitantes. Três capitais estão na listagem de mais violentos do que o país em conflito: Maceió (9.º), Recife (43.º) e Vitória (em 52.º).
De acordo com o pesquisador da Sangari, Julio Jacobo Waisefisz, o cenário da violência tem se descentralizado e aumentado no interior dos Estados. "(Houve) o deslocamento dos polos dinâmicos da violência: de um reduzido número de cidades de grande porte para um grande número de municípios de tamanho médio ou pequeno. Se as atuais condições forem mantidas, em menos de uma década as taxas do interior deverão ultrapassar as das capitais e regiões metropolitanas país", disse.
O interior está mais violento e pode superar grandes cidades
É nesse cenário que a violência tem se descentralizado e se tornado um fenômeno crescente no interior, aponta o pesquisador Julio Jacobo Waisefisz. No estudo, ele detectou "a reversão do processo de concentração da violência homicida, que vinha acontecendo no país desde 1980".
"A disseminação e a interiorização tiveram como consequência o deslocamento dos polos dinâmicos da violência: de um reduzido número de cidades de grande porte para um grande número de municípios de tamanho médio ou pequeno. Se as atuais condições forem mantidas, em menos de uma década as taxas do interior deverão ultrapassar as das capitais e regiões metropolitanas país."
Assim, cidades pequenas como Simões Filho (BA), com 116 mil habitantes, Campina Grande do Sul (PR), com 37,7 mil habitantes, e Marabá (PA), com 216 mil, passaram a liderar, nesta ordem, o ranking de municípios com as maiores taxas de homicídio por 100 mil habitantes.
Taxas gerais. Em geral, o Brasil viu suas taxas de homicídio crescerem quase constantemente entre 1980 e 2003, quando chegou a 28,9 mortes por 100 mil habitantes. A partir desse ano, os índices se reduziram e, com algumas oscilações, se estabilizaram.
Nesses 30 anos, a população também cresceu, embora de forma menos intensa, aponta o "Mapa da Violência".
"Passou de 119 milhões para 190,7 milhões de habitantes, crescimento de 60,3%. Considerando a população, passamos de 11,7 homicídios em 100 mil habitantes em 1980 para 26,2 em 2010. Um aumento real de 124% no período."
Também preocupa o fato de a violência ainda incidir de forma muito mais intensa entre a população negra. Segundo o estudo, em 2010 morreram, proporcionalmente, 139% mais negros do que brancos no país.
Brasil contabiliza mais de 1 milhão de assassinatos
SÃO PAULO - Com 1,09 milhão de homicídios entre 1980 e 2010, o Brasil tem uma média anual de mortes violentas superior à de diversos conflitos armados internacionais, apontam cálculos do "Mapa da Violência 2012", produzido pelo Instituto Sangari e divulgado nesta quarta-feira.
O estudo também conclui que, apesar da redução das mortes violentas em diversas capitais do país, o Brasil mantém um índice epidêmico de homicídios - 26,2 por 100 mil habitantes -, que têm crescido sobretudo no interior do país e em locais antes considerados "seguros".
Calculando a média anual de homicídios do país em 30 anos, Julio Jacobo Waisefisz, pesquisador do Sangari, chegou ao número de 36,3 mil mortos no ano - o que, em números absolutos, é superior à média anual de conflitos como o da Chechênia (25 mil), entre 1994 e 1996, e da guerra civil de Angola (1975-2002), com 20,3 mil mortos ao ano.
A média também é superior às 13 mil mortes por ano registradas na Guerra do Iraque desde 2003 (a partir de números dos sites iCasualties.org e Iraq Body Count, que calculam as mortes civis e militares do conflito). "O número de homicídios no Brasil é tão grande que fica fácil banalizá-lo", disse Waisefisz à BBC Brasil.
"Segundo essas mesmas estatísticas (feitas a partir de dados do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde), ocorreram, em 2010, quase 50 mil assassinatos no país, com um ritmo de 137 homicídios diários, número bem superior ao de um massacre do Carandiru por dia", diz o estudo, em referência à morte de 111 presos no centro de detenção do Carandiru (SP), em 1992.
ESTADOS
Por um lado, o "Mapa da Violência" vê motivos para otimismo: o Brasil estabilizou suas taxas de homicídio e conseguiu conter a espiral de violência em Estados como São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro (onde, entre 2000 e 2010, o número de homicídios caiu respectivamente 63,2%, 20,2% e 42,9%).
Por outro lado, o estudo aponta que "nossas taxas ainda são muito elevadas e preocupantes, considerando a nossa própria realidade e a do mundo que nos rodeia, e não estamos conseguindo fazê-las cair". "Estados que durante anos foram relativamente tranquilos, alheios à fúria homicida, entram numa acelerada onda de violência", diz a pesquisa.
É o caso, por exemplo, de Alagoas, que, com 66,8 homicídios por 100 mil habitantes em 2010, se tornou o Estado com o maior número de mortes violentas (era o 11º em 2000). O Pará, que era o 21º Estado com mais mortes violentas em 2000, subiu para a terceira posição em 2010, com uma taxa de 45,9 homicídios por 100 mil habitantes.
Vários fatores podem explicar essa migração, diz o estudo: o investimento em segurança nas grandes capitais e suas regiões metropolitanas, fazendo com que parte do crime organizado migrasse para áreas de menor risco; melhoras no sistema de captação de dados de mortalidade, fazendo com que mortes antes ignoradas no interior pudessem ser contabilizadas; e o fato de algumas partes do país terem se tornado polos atrativos de investimento sem que tivessem recebido, ao mesmo tempo, investimentos em segurança pública.
Além disso, muitas regiões mais afastadas dos grandes centros também são locais de conflitos agrários ou ambientais, zonas de fronteira ou rotas do tráfico - fatores que tendem a estimular a violência.
O Rio Grande do Norte teve o segundo maior crescimento em índice de homicídio durante os últimos 10 anos entre as 27 unidades federativas do Brasil. A incômoda posição foi divulgada ontem pelo Instituto Sangari, através do Mapa da Violência 2012. O RN só perde no aumento da violência para o Estado do Pará. Enquanto a média nacional de crescimento foi de 10%, entre 1980 e 2010, no RN foi de 189%. O estudo mostra também que 32 cidades potiguares cresceram acima da média no Brasil em dez anos.
A pesquisa engloba todos os assassinatos registrados pelas 27 unidades federativas entre os anos de 1980 e 2010. Os números são fornecidos pelos governos estaduais e o cálculo é feito mediante uma comparação entre o número de homicídios e a quantidade de habitantes. O estudo mostra que o Rio Grande do Norte atravessou dois períodos distintos nesses 30 anos. Esse crescimento exacerbado da violência pode ser verificado a partir de 2004. Até então, a média de homicídios era baixa. É a partir daí que o índice encosta na média nacional e depois disso dispara, ficando quase 20 vezes maior.
Nesse primeiro período, entre 1980 e 2004, a taxa de violência avança lentamente. Os autores da pesquisa afirma que esse crescimento lento é devido o aumento da violência nas cidades do interior, que aos poucos vão elevando o posicionamento do RN perante os outros estados e a média nacional. Nesse primeiro período, o Rio Grande do Norte tinha a segunda menor média do Brasil, com 11,7 mortes a cada 100 mil habitantes. De 2004 em diante, a violência avança aceleradamente nas cidades potiguares, colocando a unidade norte-rio-grandense como a segunda mais violenta do Brasil, em índice de avanço.
Das 167 cidades que integram o estado norte-riograndense, 32 delas se destacam pelos índices de violência. Curiosamente, o maior índice (feito pela relação matemática entre o número de assassinatos e a quantidade de habitantes) é de Tibau, cidade distante 42 km de Mossoró. De acordo com o estudo, a média nacional das cidades é de 26 mortes a cada 100 mil habitantes em diante. Tibau apresenta uma taxa de 81,4, quase três vezes mais violenta do que a maioria das cidades brasileiras. A cidade tem uma característica particular: no período de veraneio, o número de habitantes exorbita.
Abaixo de Tibau surge a pequena João Dias, na região Alto Oeste, com um índice de 76,9 assassinatos, a segunda maior média no RN. Logo atrás vêm Caraúbas (71,5), que tem tido destaque em vários outros estudos da violência a nível nacional; Rafael Godeiro (65,3); Riacho da Cruz (63,2); Almino Afonso (61,6), cidade que também figurou noutras pesquisas; e Mossoró (52,7), município que também tem aparecido em incômodas posições em outros estudos que verificam a média de assassinatos - surgiu inclusive em outras edições do Mapa da Violência nos Municípios Brasileiros.
Índice de homicídio maior que o Iraque
SÃO PAULO - A cidade baiana de Simões Filho, com 116 mil habitantes, foi o município brasileiro mais violento entre 2008 e 2010, segundo o Mapa da Violência 2012, divulgado pelo Instituto Sangari ontem. Nesse período, a cidade que fica na Região Metropolitana de Salvador registrou 146,4 assassinatos por 100 mil habitantes. O único município do Rio Grande do Norte incluído entre os mais violentos é Caraúbas, onde foram registrados 68,5 mortes por 100 mil habitantes.
O segundo lugar do ranking, atrás do município de Simões Filho é a cidade de Campina Grande do Sul, no Paraná, com 130 homicídios por 100 mil habitantes no período. Outra cidade baiana, a turística Porto Seguro, encontra-se entre as cinco mais violentas do Brasil, com 108 assassinatos por 100 mil habitantes.
O levantamento mostra que, na média, 67 cidades brasileiras ficaram com o índice de homicídios acima do registrado no Iraque no período de guerra. O país do Oriente Médio teve um índice de 64,9 mortes para cada 100 mil habitantes. Três capitais estão na listagem de mais violentos do que o país em conflito: Maceió (9.º), Recife (43.º) e Vitória (em 52.º).
De acordo com o pesquisador da Sangari, Julio Jacobo Waisefisz, o cenário da violência tem se descentralizado e aumentado no interior dos Estados. "(Houve) o deslocamento dos polos dinâmicos da violência: de um reduzido número de cidades de grande porte para um grande número de municípios de tamanho médio ou pequeno. Se as atuais condições forem mantidas, em menos de uma década as taxas do interior deverão ultrapassar as das capitais e regiões metropolitanas país", disse.
O interior está mais violento e pode superar grandes cidades
É nesse cenário que a violência tem se descentralizado e se tornado um fenômeno crescente no interior, aponta o pesquisador Julio Jacobo Waisefisz. No estudo, ele detectou "a reversão do processo de concentração da violência homicida, que vinha acontecendo no país desde 1980".
"A disseminação e a interiorização tiveram como consequência o deslocamento dos polos dinâmicos da violência: de um reduzido número de cidades de grande porte para um grande número de municípios de tamanho médio ou pequeno. Se as atuais condições forem mantidas, em menos de uma década as taxas do interior deverão ultrapassar as das capitais e regiões metropolitanas país."
Assim, cidades pequenas como Simões Filho (BA), com 116 mil habitantes, Campina Grande do Sul (PR), com 37,7 mil habitantes, e Marabá (PA), com 216 mil, passaram a liderar, nesta ordem, o ranking de municípios com as maiores taxas de homicídio por 100 mil habitantes.
Taxas gerais. Em geral, o Brasil viu suas taxas de homicídio crescerem quase constantemente entre 1980 e 2003, quando chegou a 28,9 mortes por 100 mil habitantes. A partir desse ano, os índices se reduziram e, com algumas oscilações, se estabilizaram.
Nesses 30 anos, a população também cresceu, embora de forma menos intensa, aponta o "Mapa da Violência".
"Passou de 119 milhões para 190,7 milhões de habitantes, crescimento de 60,3%. Considerando a população, passamos de 11,7 homicídios em 100 mil habitantes em 1980 para 26,2 em 2010. Um aumento real de 124% no período."
Também preocupa o fato de a violência ainda incidir de forma muito mais intensa entre a população negra. Segundo o estudo, em 2010 morreram, proporcionalmente, 139% mais negros do que brancos no país.
Brasil contabiliza mais de 1 milhão de assassinatos
SÃO PAULO - Com 1,09 milhão de homicídios entre 1980 e 2010, o Brasil tem uma média anual de mortes violentas superior à de diversos conflitos armados internacionais, apontam cálculos do "Mapa da Violência 2012", produzido pelo Instituto Sangari e divulgado nesta quarta-feira.
O estudo também conclui que, apesar da redução das mortes violentas em diversas capitais do país, o Brasil mantém um índice epidêmico de homicídios - 26,2 por 100 mil habitantes -, que têm crescido sobretudo no interior do país e em locais antes considerados "seguros".
Calculando a média anual de homicídios do país em 30 anos, Julio Jacobo Waisefisz, pesquisador do Sangari, chegou ao número de 36,3 mil mortos no ano - o que, em números absolutos, é superior à média anual de conflitos como o da Chechênia (25 mil), entre 1994 e 1996, e da guerra civil de Angola (1975-2002), com 20,3 mil mortos ao ano.
A média também é superior às 13 mil mortes por ano registradas na Guerra do Iraque desde 2003 (a partir de números dos sites iCasualties.org e Iraq Body Count, que calculam as mortes civis e militares do conflito). "O número de homicídios no Brasil é tão grande que fica fácil banalizá-lo", disse Waisefisz à BBC Brasil.
"Segundo essas mesmas estatísticas (feitas a partir de dados do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde), ocorreram, em 2010, quase 50 mil assassinatos no país, com um ritmo de 137 homicídios diários, número bem superior ao de um massacre do Carandiru por dia", diz o estudo, em referência à morte de 111 presos no centro de detenção do Carandiru (SP), em 1992.
ESTADOS
Por um lado, o "Mapa da Violência" vê motivos para otimismo: o Brasil estabilizou suas taxas de homicídio e conseguiu conter a espiral de violência em Estados como São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro (onde, entre 2000 e 2010, o número de homicídios caiu respectivamente 63,2%, 20,2% e 42,9%).
Por outro lado, o estudo aponta que "nossas taxas ainda são muito elevadas e preocupantes, considerando a nossa própria realidade e a do mundo que nos rodeia, e não estamos conseguindo fazê-las cair". "Estados que durante anos foram relativamente tranquilos, alheios à fúria homicida, entram numa acelerada onda de violência", diz a pesquisa.
É o caso, por exemplo, de Alagoas, que, com 66,8 homicídios por 100 mil habitantes em 2010, se tornou o Estado com o maior número de mortes violentas (era o 11º em 2000). O Pará, que era o 21º Estado com mais mortes violentas em 2000, subiu para a terceira posição em 2010, com uma taxa de 45,9 homicídios por 100 mil habitantes.
Vários fatores podem explicar essa migração, diz o estudo: o investimento em segurança nas grandes capitais e suas regiões metropolitanas, fazendo com que parte do crime organizado migrasse para áreas de menor risco; melhoras no sistema de captação de dados de mortalidade, fazendo com que mortes antes ignoradas no interior pudessem ser contabilizadas; e o fato de algumas partes do país terem se tornado polos atrativos de investimento sem que tivessem recebido, ao mesmo tempo, investimentos em segurança pública.
Além disso, muitas regiões mais afastadas dos grandes centros também são locais de conflitos agrários ou ambientais, zonas de fronteira ou rotas do tráfico - fatores que tendem a estimular a violência.
PILANTROPIA DISFARÇADA COM ONG/OSC MALFAZEJO NO USO DO DINHEIRO PUBLICO ENQUANTO ISSO AS VERDADEIRAS ONG ESMOLAM PARA ATUAR....
A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União
cumpriram, na manhã de hoje (14), mandados de busca e apreensão nas
sedes das organizações não-governamentais Instituto Êpa e Cooperativa
dos Trabalhadores Autônomos (CTA) em Lagoa Nova, zona Sul de Natal. A
medida, que resultou na apreensão de computadores e documentos, faz
parte da Operação Êpa, deflagrada nesta quarta-feira com o objetivo de
investigar a participação destas entidades na prática de crimes contra
Administração Pública. De acordo com as autoridades, as organizações
estariam utilizando-se de seu quadro societário e outras empresas
relacionadas para o desvio de recursos públicos.
Além de recolher equipamentos e papéis, a polícia realizou a prisão de um funcionário por porte de arma sem registro.
saiba mais
A nota traz a informação de que o Instituto e a Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos (CTA) foram beneficiárias de recursos federais na ordem de R$ 28 milhões relativos a repasses firmados com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério do Trabalho e Emprego e Ministério da Pesca e Aquicultura. Essa abrangência de atuação por parte das entidades e seus dirigentes, observa a polícia, pode revelar "riscos elevados de malversação de recursos federais".
"Durante as investigações foi apurado que o dano real decorrente da execução dos três convênios pode ultrapassar a monta de um milhão de reais, considerando que foram pagos R$ 1.021.550,78 (um milhão, vinte e um mil, quinhentos e cinquenta reais e setenta e oito centavos) a empresas ligadas à entidade convenente e R$ 1.039.180,05 (um milhão, trinta e nove mil, cento e oitenta reais e cinco centavos) para fornecimento de produtos/serviços incompatíveis com os ramos comerciais dos fornecedores ou produtos/serviços que não foram fornecidos", diz o comunicado.
Confira a nota na íntegra:
A Polícia Federal no Estado de Rio Grande do Norte, em conjunto com a Controladoria Geral da União e o Ministério Público Federal do RN, deflagrou na manhã desta quarta-feira, 14/12, a Operação EPA que objetiva identificar e desarticular organização voltada à prática de crimes contra Administração Pública, na qual o Instituto EPA! Espaço de Produção ao Desenvolvimento Sustentável e a Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos - CTA, utilizando-se de seu quadro societário e outras empresas e pessoas a ela relacionadas, para o desvio de recursos públicos.
A investigação teve início em maio de 2010, a partir de fiscalização realizada pela Controladoria Geral da União, dado os indicativos de graves irregularidades, tais como: a) contratação de empresas pertencentes aos próprios diretores das Entidades envolvidas; b) contratação e pagamento de serviços não realizados; c) superfaturamento e sobrepreço de serviços contratados; d) contratação de empresa cujo ramo de atividade diverge do objeto contratado.
Durante as investigações foi apurado que o dano real decorrente da execução dos três convênios pode ultrapassar a monta de um milhão de reais, considerando que foram pagos R$ 1.021.550,78 (um milhão, vinte e um mil, quinhentos e cinquenta reais e setenta e oito centavos) a empresas ligadas à entidade convenente e R$ 1.039.180,05 (um milhão, trinta e nove mil, cento e oitenta reais e cinco centavos) para fornecimento de produtos/serviços incompatíveis com os ramos comerciais dos fornecedores ou produtos/serviços que não foram fornecidos.
Para se ter uma melhor idéia, o Instituto e a Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos (CTA) foram beneficiárias de recursos federais na ordem de 28 (vinte e oito milhões de reais) relativos a repasses firmados com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério do Trabalho e Emprego e Ministério da Pesca e Aquicultura, o que revela uma considerável abrangência de atuação por parte dessas entidades e seus dirigentes e, conseqüentemente, riscos elevados de malversação de recursos federais.
Dessa maneira, de posse do Relatório elaborado pela CGU e dos dados levantados no decorrer da investigação, o Delegado responsável pelo inquérito e o Procurador do Ministério Público Federal, representou junto ao Juiz Federal da 2ª Vara Federal de Natal/RN, pela expedição de 07 (sete) mandados de busca e apreensão nos endereços pertencentes às pessoas físicas e jurídicas, todos localizados na grande Natal.
Na operação que está em andamento, participam cerca de 40 (quarenta) Policiais Federais do RN e PB e 10 (dez) servidores da CGU.
Representantes da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União deverão se pronunciar publicamente amanhã, por meio de coletiva, haja vista que se faz necessária a análise preliminar da grande quantidade de documentos e provas que estão sendo arrecadados durante as buscas.
Até o presente momento, ocorreu apenas uma prisão em flagrante, visto que uma das pessoas investigadas estava de posse de uma arma sem registro.
Os investigados poderão ser responsabilizados pela prática dos crimes de peculato, formação de quadrilha e falsidade documental.
Coletiva dia 15 de dezembro (quinta-feira) às 10 horas na Polícia Federal
DF SAI NA FRENTE NA LEI 10639/03 LDB E AFRICANIDADE
O
anúncio ocorrerá na solenidade de abertura da Discussão: o alcance da
Lei 10.639 no ambiente da LDB, no dia 14 de dezembro, a partir das 8
horas, no auditório da Camara Legislativa do Distrito Federal.
A
Secretaria da Educação do Distrito Federal anunciará na próxima
quarta-feira, a Orientação Pedagógica (OP) para o ensino de História da
África na grade curricular das escolas da rede pública. É a primeira vez
que um membro da União lança mão desse dispositivo para obedecer a Lei
10.639, que essa disciplina seja lecionada nos níveis Básico e Médio de
escolarização.
A
Lei 10.639 foi decretada em 2003, mas oito anos depois ainda não foi
cumprida em nenhum dos 27 Estados. O movimento social negro entende que
a aplicação dessa lei é essencial para o enfrentamento ao racismo e na
mudança das relações etnicorracias no Brasil.
A
adoção dessa OP é uma das etapas de expansão das políticas públicas de
ações afirmativas planejadas pelo Governo do Distrito Federal – GDF,
para inclusão da população afrodescendente nos serviços educacionais
oferecidos em Brasília e cidades satélites da capital do país. Além dos
aspectos social e academico, a OP para o ensino da História da África
representa o fortalecimento institucional da Secretaria Especial de
Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal – SEPIRDF e a
Subsecretaria de Educação Integral, Cidadania, Direitos Humanos e
Diversidade da Secretaria da Educação – SEDF.
O anúncio e
o mecanismo de funcionamento da OP ocorrerá na solenidade de abertura
da Discussão: o alcance da Lei 10.639 no ambiente da LDB, no dia 14 de
dezembro, a partir das 8 horas, no auditório da Camara Legislativa do
Distrito Federal. A atividade será seguida da palestra: A implantação da
Lei 10.639, pela professora Renisia Garcia, da Universidade de Brasília
– UnB.
Fonte: Ascom SEPIRDF
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
CARTA DO BRASIL PARA O SUS!!!
Prezad@s defensores do SUS,
Diante das várias manifestações de posicionamento contrário ao conteúdo da CARTA DE BRASÍLIA, apresentada na plenária final da 14ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em Brasília, que NÃO expressa o desejo da maioria dos delegados, entendendo que alguns trechos são totalmente contraditórios as propostas debatidas nos grupos e aprovadas na plenária final, gostaria de propor uma NOTA DE REPÚDIO ou até mesmo que a carta seja enviada para CONSULTA PÚBLICA possibilitando as adequações necessárias, com ampla participação dos movimentos sociais e populares, sindicatos, conselhos, associações, entidades afins, tendo como finalidade reafirmar nosso entendimento, indignação e protesto.
Para tanto, gostaria de contar com o apoio dos delegados usuários, gestores e trabalhadores, bem como dos convidados presentes na 14ª Conferência Nacional de Saúde.
O documento deverá ser apresentado na próxima reunião do Conselho Nacional de Saúde que acontece dias 14 e 15 de dezembro, em Brasília, quando será avaliada a 14ª Conferência Nacional de Saúde, de acordo com a pauta apresentada. Se possível, deve ser formalizada uma comissão representativa para se fazer presente no plenário para entrega da NOTA DE REPÚDIO ou outra proposta que for construída a partir desta provocação.
Sem dúvida será um desafio, mas é preciso AGIR!!! Não podemos ficar calados/parados diante dos fatos. Vamos construir a verdadeira CARTA DO BRASIL PARA O SUS!!!
Colabore! Divulgue! Participe!
Diante das várias manifestações de posicionamento contrário ao conteúdo da CARTA DE BRASÍLIA, apresentada na plenária final da 14ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em Brasília, que NÃO expressa o desejo da maioria dos delegados, entendendo que alguns trechos são totalmente contraditórios as propostas debatidas nos grupos e aprovadas na plenária final, gostaria de propor uma NOTA DE REPÚDIO ou até mesmo que a carta seja enviada para CONSULTA PÚBLICA possibilitando as adequações necessárias, com ampla participação dos movimentos sociais e populares, sindicatos, conselhos, associações, entidades afins, tendo como finalidade reafirmar nosso entendimento, indignação e protesto.
Para tanto, gostaria de contar com o apoio dos delegados usuários, gestores e trabalhadores, bem como dos convidados presentes na 14ª Conferência Nacional de Saúde.
O documento deverá ser apresentado na próxima reunião do Conselho Nacional de Saúde que acontece dias 14 e 15 de dezembro, em Brasília, quando será avaliada a 14ª Conferência Nacional de Saúde, de acordo com a pauta apresentada. Se possível, deve ser formalizada uma comissão representativa para se fazer presente no plenário para entrega da NOTA DE REPÚDIO ou outra proposta que for construída a partir desta provocação.
Sem dúvida será um desafio, mas é preciso AGIR!!! Não podemos ficar calados/parados diante dos fatos. Vamos construir a verdadeira CARTA DO BRASIL PARA O SUS!!!
Colabore! Divulgue! Participe!
Aguardo manifestações,
sábado, 10 de dezembro de 2011
TRILHA DA VIDA E A REDE MANDACARU RN
Trilha da Vida
A “Trilha da Vida: (Re)Descobrindo a
Natureza com os Sentidos”, criada em 1998, é referência no Brasil e no
exterior servindo para o desenvolvimento de metodologias e pesquisas em
Educação Ambiental (EA).
A Trilha da Vida é caracterizada
atualmente como uma Instalação de Arte que permite aos participantes
protagonizarem uma performance única e coletiva numa caminhada
intencional por um ‘espaço educador’ cuidadosamente elaborado e montado
enquanto ambiente de aprendizagem capaz de provocar eventos de
descobertas (heurísticos).
As instalações da Trilha da Vida
permitem as pessoas vivenciarem diferentes situações de olhos vendados
exercendo intensamente o tato, olfato, paladar e audição (MATAREZI 2001,
2005, 2006 e MATAREZI et al, 2003) na exploração de trilhas perceptivas
e interpretativas.
Com a proposta de possibilitar aos
participantes metaforizarem a problemática socioambiental, a vida e as
relações que se estabelecem consigo, com o outro, e com o lugar onde
vivem, cada experimento permite uma (re)descoberta dos sentidos da
natureza e da natureza dos sentidos, bem como a construção de
conhecimento a partir da tensão entre Imaginação e Racionalidade
proporcionado no diálogo entre Educação Estética e Educação Ambiental
Crítica e Emancipatória. Estas performances vão além de uma simples
sensibilização oportunizando um processo mais amplo de construção de
conhecimentos e saberes (“de dentro para fora”) de forma crítica e
proativa.
Despertando os sentidos das pessoas e
promovendo a religação entre “ser humano”, a “natureza” e suas
“culturas” por meio de uma experiência concreta, em ambientes típicos do
Cerrado, Caatinga, Floresta Atlântica e ecossistemas costeiros
associados em várias localidades do Brasil, a Trilha da Vida tem um
histórico de atendimento que já alcança mais de 30.000 pessoas. Como
reconhecimento pela contribuição gerada a Educação e Conservação
Ambiental, a Trilha da Vida recebeu em 2002 o Prêmio Raulino Reitz de
Educação Ambiental, da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina
(FATMA).
Em 2004, integrando Educação Ambiental e
Economia Solidária, realizou uma Caravana para participar do V Fórum
Brasileiro de Educação Ambiental ocorrido em Goiânia (GO) no período de 3
a 6 de novembro de 2004. Neste evento foram atendidas somente na
Instalação da Trilha da Vida cerca de 300 pessoas (10% de todos os
inscritos), em vivências de uma a duas horas com grupos pequenos de no
máximo 20 participantes.
“Rede Trilha da Vida” de Formação em Educação Ambiental por Biomas Brasileiros
Muitos coletivos educadores e redes
temáticas de educação ambiental (REABRI, REA-PR/Loanda, Rede Meros do
Brasil – http://www.merosdobrasil.org/, Rede de Conhecimentos e Práticas
Locais, REJUMA, RUPEA, p.e. e salas verdes) têm demonstrado interesse
em aplicar a metodologia da Trilha da Vida dentro de suas
características essenciais e pressupostos teórico-metodológicos,
passando a estabelecer parcerias e ações integradas em rede.
Nesses anos todos de experimentação em
diversos processos de Educação Ambiental, o Grupo Pesquisador da Trilha
da Vida definiu como estratégia de ampliação do Programa a implantação
da “Rede Trilha da Vida” de Formação em Educação Ambiental nos
diferentes biomas brasileiros como alternativa para uma difusão mais
consistente da metodologia. Pois, a disseminação da metodologia
necessita de apoio e a assessoria técnica para a implementação das
“Trilhas da Vida” e principalmente para a formação inicial e continuada
de coletivos educadores de forma presencial e à distância (EAD).
Assim, desde 2008 estão sendo
implantados Núcleos da Rede Trilha da Vida de Formação em Educação
Ambiental nos seguintes Biomas brasileiros:
2) – Bioma Cerrado , em Brasília (DF)
3) – Biomas Nordestinos (Caatinga, Floresta Atlântica e ecossistemas costeiros) em Natal (RN) e Caravelas/Salvador (BA).
A Trilha da Vida enquanto “Projeto” teve
inicio pela parceria do Laboratório de Educação Ambiental (LEA/CTTMar)
da UNIVALI com a ONG Movimento Verde Mar Vida – MVMV e Parque Natural
das Pedras Vivas (Florianópolis, SC – 1998 a 2000), juntamente com o
projeto “Utopias Concretizáveis Interculturais” da FURG/DLA (Rio Grande,
RS), com Grupo INSYDE (Brasil-Alemanha), com a ONG Voluntários pela
Verdade Ambiental (Itajaí, SC), com o CEMESPI/SME/PMI (Itajaí, SC) e com
a Faculdade Intermunicipal do Noroeste do Paraná (FACINOR – Loanda,
PR), sendo atualmente realizado em parceria com o Espaço Rural Clarear
(Camboriú, SC). Entre 1998 e 2000 teve apoio da Fundação O Boticário de
Proteção à Natureza (FBPN). Atualmente adquiriu a dimensão de Programa e
adotou a estratégia de disseminação por núcleos estruturados nos biomas
brasileiros e constituindo a Rede Trilha da Vida de Formação em
Educação Ambiental articulada e integrados em Redes de Colaboração
Solidária com coletivos educadores de SC, PR, RS, SP, DF, ES, BA e RN.
Para a implantação de um núcleo da Rede
Trilha da Vida prioriza-se uma formação de 130 horas em módulos
presenciais e em EAD das equipes interdisciplinares que possam ser
capazes de dar conta de todas as dimensões da Educação Ambiental
proposta, que visa potencializar tanto objetivos conservacionistas, como
educacionais e terapêuticos. O termo “conservacionista” aqui se refere à
Conservação das Diversidades Biológica e Cultural de maneira ampla e
não deve ser associado a “EA Conservadora”, mas sim a “EA Emancipatória,
Crítica e Transformadora”.
A formação em Educação à Distância (EaD)
é realizada como curso de extensão universitária pelo Projeto “Sala
Verde: Observatório de Educação, Saúde, Cidadania e Justiça
Socioambiental – Vale do Itajaí, SC”
(http://salaverdeitajai.blogspot.com/) utilizando-se do Ambiente Virtual
de Aprendizagem SOPHIA da UNIVALI aberto por um período de um ano. Os
conteúdos e atividades incluem desde embasamento teórico e metodológico
da Trilha da Vida, educação ambiental, bem como a construção do Projeto
Político Pedagógico (PPP) do Núcleo que esta em formação.
Ao todo participaram da formação inicial
do núcleo Bioma Cerrado nos anos de 2008 e 2009 cerca30 pessoas
representando 12 instituições.INSTITUIÇÕES PARCEIRAS E INTEGRANTES DO
NÚCLEO CERRADO: Amigos das Veredas; Coletivo Jovem do Distrito Federal –
CJDF; Escola da Natureza; Estação Ecológica Águas Emendadas; Fundação
Cora Coralina; Instituto de Desenvolvimento Ambiental – IDA; Instituto
de Educação Socioambiental – IESAMBI; Instituto de Permacultura e
Ecovilas do Cerrado – IPEC; Mão na Terra – Sitio Geranium; Movimento
Ambientalista do Guará – MAG; Rede Mundo Verde; Rotary Club Águas Claras
e Brasília Alvorada.
Já a formação inicial do núcleo Biomas
Nordestinos envolveu 40 lideranças e educadores ambientais das seguintes
instituições: Guarda Municipal de Natal (RN); Ong Oceânica; IBAMA/RN;
Coletivo Jovem (CJ) do RN; Rede da Juventude pelo Meio Ambiente
(REJUMA); Sala Verde /UFRN; Sitio Talismã (RS); Secretaria de Estado da
Educação e Cultura do RN; Santuário Ecológico da Pipa; Rede
Mandacaru/RN; Sala Verde/UNIVALI; Candomblé Nação Jeje Mari Vodum; Grupo
de Escoteiros do Mar Artífices Náuticos; Rede Universitária de
Programas de Educação Ambiental para Sustentabilidade (RUPEA);
RECOSOL/RN; Agência Reguladora de Águas do RN (ARSBAN); Rancho Boca da
Mata; UFRN/CB, ONG NAVIMA; BSGI; GAM. O curso presencial ocorreu em
meados de 2010 em Natal (RN) em parceria com o IBAMA/SUPES/RN e Sala
Verde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Sua
formação está em andamento e se constituirá no Núcleo Trilha da Vida:
Biomas do Nordeste – Caatinga e Floresta Atlântica.
domingo, 4 de dezembro de 2011
LEI Nº. 6.320 , DE 01 DE DEZEMBRO DE 2011. Estabelece multa para maus-tratos a animais e sanções administrativas a serem aplicadas a quem os praticar, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, no âmbito do Município de Natal e dá outras providências.
ANO XI - Nº. 2167 - NATAL/RN SEXTA-FEIRA 02 DE DEZEMBRO
DE 2011
LEI Nº. 6.320 , DE 01 DE DEZEMBRO DE 2011.
Estabelece multa para maus-tratos a animais e sanções
administrativas a serem aplicadas a
quem os praticar, sejam eles pessoas físicas ou
jurídicas, no âmbito do Município de Natal e
dá outras providências.
A PREFEITA DO MUNICÍPIO DE NATAL,
Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono
a seguinte Lei:
Art. 1°. Fica estabelecida multa para maus-tratos e
crueldades contra animais, e sanções
administrativas a serem aplicadas a quem os praticar,
sejam essas pessoas físicas ou jurídicas,
munícipes ou estabelecimentos comerciais, industriais
ou laboratórios.
Parágrafo único - Entenda-se por animais todo ser vivo
animal não humano, inclusive:
I - Fauna urbana não domiciliada: felinos, caninos,
equinos, pombos, pássaros, aves;
II - Animais de produção ou utilidade: ovinos, bovinos,
suínos, muares, caprinos, aves;
III - Animais domesticados e domiciliados, de estimação
ou companhia;
IV - Fauna nativa;
V - Fauna exótica;
VI - Animais remanescentes de circos;
VII - Grandes e pequenos primatas, anfíbios e répteis;
VIII - Pássaros migratórios;
IX - Animais que componham plantéis particulares
constituídos de quaisquer espécies e para qualquer finalidade.
IX - Animais que componham plantéis particulares
constituídos de quaisquer espécies e para qualquer finalidade.
Art. 2°. Define-se como maus-tratos e crueldade contra
animais ações diretas ou indiretas
capazes de provocar privação das necessidades básicas,
sofrimento físico, medo, stress,
angústia, patologias ou morte.
§1. Entenda-se por ações diretas aquelas que, volitiva
e conscientemente, provoquemos
estados descritos no caput, tais como:
I
- Abandono em vias públicas ou em residências fechadas ou inabitadas;
II - Agressões diretas ou Indiretas de qualquer tipo,
tais como:
a) Espancamento;
b) Lapidação;
c) Uso de instrumentos cortantes;
d) Uso de instrumentos contundentes;
e) Uso de substâncias químicas;
f) Exposição ao fogo;
g) Uso de substâncias escaldantes;
h) Uso de substâncias tóxicas.
III - Privação de alimento ou de alimentação adequada à
espécie;
IV - Confinamento inadequado à espécie;
V - Coação à realização de funções inadequadas à
espécie ou ao tamanho do animal;
VI - Abuso ou coação ao trabalho de animais feridos,
prenhes, cansados ou doentes;
VII - Torturas.
§2. Entenda-se por ações indiretas aquelas que
provoquem os estados descritos no caput
através de omissão de socorro, negligência, imperícia,
má utilização e/ou utilização por pessoa
não capacitada de instrumentos ou equipamentos.
Art. 3°. Maus-tratos e crueldade contra animais serão
punidos com multa no valor de
R$2.000,00 (dois mil reais), sendo revertido o valor
das multas às associações que tratam de
animais e tem reconhecida utilidade pública;
Parágrafo único - Havendo reincidência:
I – Sendo o infrator pessoa física, o valor da multa
terá seu valor duplicado e o processo
será encaminhado à Procuradoria-Geral do Município para
as providência criminais cabíveis,
ficando a cargo do Poder Executivo Municipal, através
da Secretaria Municipal de Governo,
a determinação das providências a serem tomadas
posteriormente à aplicação da multa e
cabíveis em cada caso;
II - Sendo o infrator pessoa jurídica, o valor da multa
será aplicado por cabeça de animal
submetido a maus-tratos ou crueldade e proceder-se-á a
cassação do alvará do estabelecimento.
Art. 4°. A prefeitura aplicará as sanções e penalidades
de que trata esta Lei, determinando
a fiscalização à SEMURB, ouvidas as entidades de Defesa
e Proteção Animal de atuação e
utilidade pública reconhecidas no município de Natal,
sendo revertidos os valores arrecadados
com as multas às mesmas, a fim de que cumpram os atos
previstos em seus Estatutos.
Art. 5°. O disposto nesta Lei não se aplica às
instituições de ensino ou de pesquisa e
laboratórios a elas associados, que possuam Comissão ou
Conselho de Ética permanente
limitando a ação dos seus experimentos, segundo
normativas nacionais e internacionais.
Art. 6°. O Poder Executivo informará o teor desta Lei a
todos os estabelecimentos cadastrados,
cuja a atividade se enquadre nas disposições desta Lei.
Art. 7°. Esta Lei entra em vigor na data de sua
publicação.
Art. 8°. Revogam-se as disposições em contrário.
Palácio Felipe Camarão, em Natal/RN, 01 de dezembro de
2011.
Micarla de Sousa
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