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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Câmara Municipal aprova gratuidade para deficientes e acompanhantes

O plenário da Câmara Municipal de Natal aprovou ontem, em primeira votação, o projeto de lei que assegura gratuidade ao acompanhante de pessoas portadoras de deficiência, que usam cadeiras de rodas, em eventos culturais e esportivos. O projeto foi aprovado por unanimidade. "O cidadão que tem algum tipo de deficiência é um como outro qualquer e muitas vezes precisa que os poderes público e privado possibilitem meios para mais acessibilidade. Não há diferenças", disse o vereador Ney Lopes Jr, um dos autores do projeto.

Ainda segundo o vereador, o acompanhante está ali para que possa ser garantido o direito de se locomover do cadeirante. "Ele só irá a qualquer espetáculo se tiver ajuda de alguém, e não pode pagar em dobro em detrimento de um cidadão que tem direito", destacou.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

XVIII ENJAC fortalece a luta em defesa do diploma e da liberdade de imprensa

XVIII ENJAC fortalece a luta em defesa do diploma e da liberdade de imprensa
 
Realizado em Natal (RN), de 13 a 15 de outubro, o XVIII Encontro Nacional de Jornalistas em Assessoria de Comunicação (ENJAC) apontou a luta pela aprovação das PEC’s do Diploma como prioridade maior da categoria para o próximo período. Entre as resoluções do evento destacaram-se, também, a luta pela da democratização da comunicação, por um piso salarial nacional dos jornalistas e a defesa da liberdade de imprensa.

Bastante concorrido, o XVIII ENJAC, além de oficinas e painéis que abordaram aspectos do fazer cotidiano em assessorias de imprensa, debateu 47 teses apresentadas pelos Sindicatos de Jornalistas. O conjunto das resoluções está em fase de sistematização e será disponibilizado no site da FENAJ nos próximos dias.

O Encontro aprovou, também, resoluções que enfatizam as lutas pela qualificação da formação acadêmica com inclusão de disciplinas relativas à assessoria da imprensa nos currículos dos cursos de Jornalismo, o respeito à jornada de trabalho de 5 horas (inclusive no serviço público), o envolvimento da categoria no processo de construção da Conferência Nacional do Trabalho Decente e em defesa da liberdade de imprensa e da democracia.

Os delegados ao XVIII ENJAC aprovaram, ainda, o retorno do nome original do evento - Encontro Nacional dos Assessores de Imprensa (ENJAI) - para as próximas edições. O XIX ENJAI será no Rio de Janeiro, em 2013.

Veja, a seguir, o documento que sintetiza as principais resoluções do XVIII ENJAC.

Carta de Natal
Os jornalistas brasileiros, reunidos no XVIII Encontro Nacional de Jornalistas em Assessoria de Comunicação – ENJAC, realizado de 13 a 15 de outubro de 2011, em Natal/RN, reafirmam como eixos centrais de luta da categoria as ações para a aprovação das Propostas de Emendas Constitucionais (PEC’s) do Diploma e a defesa permanente da liberdade de expressão e de democracia nas comunicações.

Os jornalistas brasileiros – e a sociedade em geral – têm sofrido ataques e tentativas de cerceamento à liberdade de expressão, num movimento organizado pelo patronato da mídia brasileira, que utiliza a bandeira da liberdade de expressão, mas não permite a sua prevalência na maioria dos veículos. Por isso, reafirmamos no XVIII ENJAC o fortalecimento da nossa luta pela liberdade de expressão e reiteramos que nós, jornalistas, somos os verdadeiros defensores da liberdade de expressão e de imprensa no Brasil.

Reunidos em Natal, os jornalistas voltam a denunciar os ataques à profissão e reafirmam o seu compromisso com a luta pela aprovação das PEC’s do Diploma. Ao lutarmos para ser restabelecida a exigência da formação superior em Jornalismo como condição básica para o exercício profissional, temos convicção de que uma informação de qualidade só é possível quando existe uma formação de qualidade. Formação esta que deve se basear nos princípios éticos da profissão e estar de acordo com as Diretrizes Curriculares para os Cursos de Jornalismo, cuja proposta esperamos que seja aprovada pelo Conselho Nacional de Educação.

O nosso compromisso, mais uma vez ratificado no ENJAC, é com a sociedade, produzindo, seja nas assessorias, seja nas redações, um jornalismo tecnicamente qualificado, assentado no princípio da verdade e eticamente comprometido.

Os jornalistas representados neste ENJAC também defendem um novo marco regulatório para a área das comunicações, que venha não apenas atualizar a legislação em vigor, mas, principalmente, garantir a democratização dos meios de comunicação. Isto se dará com a garantia de participação social, de redes abertas e neutras, com a proibição de outorgas para políticos, dentre outros princípios defendidos pela FENAJ e pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação - FNDC.

Identificamos a nossa força com exemplos de ampliação do mercado de trabalho para os assessores de imprensa, fato reafirmado pela ampliação do Jornalismo nas novas plataformas digitais. Contudo, temos clareza de que o crescimento do mercado não significa condições ideais de trabalho. Pelo contrário, a precarização é uma realidade também nas assessorias de imprensa. Portanto, uma das nossas lutas se dará para a aprovação do piso salarial nacional dos jornalistas e por uma convenção coletiva unificada para os assessores de imprensa, que garanta o respeito ao profissional e à jornada de cinco horas, inclusive no serviço público.

Reafirmamos que a assessoria de imprensa é uma atividade jornalística, não podendo existir nenhum tipo de discriminação ao jornalista que exerce a função. O jornalista profissional deve seguir os princípios contemplados no Código de Ética da categoria, independentemente do seu local de trabalho, seja ele uma assessoria ou uma redação.

Os jornalistas brasileiros reunidos no XVIII ENJAC reafirmam, também, a defesa da democracia e, neste sentido, destacam a importância da adesão da categoria aos Comitês Estaduais pela Memória, Verdade e Justiça, bem como o seu engajamento na luta pela estruturação da Comissão da Verdade. Dessa forma, acreditamos que o Brasil dará um grande passo para concretizar os anseios da sociedade por liberdade e justiça.

Durante o XVIII ENJAC foi realizado o lançamento oficial da Campanha de Autodeclaração Racial e Étnica dos Jornalistas, que vem subsidiar a luta por políticas de igualdade racial no mercado de trabalho. Ainda foi apresentado o Relatório sobre Violência e Liberdade de Imprensa no Brasil em 2010. E para contribuir com a valorização do jornalista assessor de imprensa, foi aprovado o resgate do nome ENJAI - Encontro Nacional dos Jornalistas em Assessoria de Imprensa, em substituição ao ENJAC.

Com todas essas considerações, os temas e teses discutidos na plenária reforçam o compromisso dos jornalistas em dar continuidade às nossas lutas específicas, como também ampliar nossa atuação em defesa dos interesses da classe trabalhadora, certos de que a solidariedade de classe é o caminho para a conquista de novos tempos para os trabalhadores.

Natal, 15 de outubro de 2011.
Fonte: fenaj.org.br

justiça decide mudança de nome por motivos religiosos

justiça decide mudança de nome

 Imagem da capa do jornal Diário de Pernambuco de 18 de outubro ed 2011. Foto de Júlio Jacobina.

Justiça decide mudança de nome

Foto da matéria. Fotografia de Júlio Jacobina.

Universitário Alexandre de Oliveira quer passar a se chamar Alexandre L'Omi L'Odò por conta do candomblé

"Essa é uma forma de mostrar ao povo brasileiro que o candomblé é tão legítimo quanto qualquer outra religião"
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Alexandre L'Omi L'Odò, universitário

Por Marcionila Teixeira, do Diario de Pernambuco

Alexandre ainda era um adolescente de 14 anos quando começou a ser chamado no bairro onde morava, em Peixinhos, Olinda, de Alexandre L’Omi L’Odò. O nome, em língua Yorubá, significa “das águas do rio” e, dentro do candomblé, faz menção ao orixá Oxum. Há oito meses, Alexandre, agora com 31 anos, decidiu que era hora de assumir oficialmente o nome pelo qual tornou-se conhecido. Hoje, no começo da tarde, volta à 1ª Vara de Família e Registro Civil de Olinda, acompanhado de uma advogada, na tentativa de garantir esse direito. Esse seria o primeiro caso em Pernambuco em que alguém pede o acréscimo de um nome ao original alegando questões religiosas.

A única preocupação de Alexandre, que é estudante de História na Universidade Católica de Pernambuco e coordenador do Quilombo Cultural Malunguinho, é com os prazos. Depois de conseguir cerca de 15 certidões cartoriais solicitadas pela Justiça comprovando, entre outras coisas, que não tem antecedentes criminais em Olinda, Recife, Paulista e Jaboatão, Alexandre teme não conseguir mudar o nome tão cedo. “Muitas das certidões vencem com dois e três meses depois de emitidas e a Justiça informou que a agenda de pauta só abrirá a partir de janeiro do ano que vem, quando muitos dos documentos estarão vencidos”, lamentou o universitário.

Com a mudança de nome, Alexandre Alberto Santos de Oliveira passaria a ser chamado de Alexandre L’Omi L’Odo Alberto dos Santos. O Oliveira, que vem do pai do universitário, sairia, pois, segundo ele, o Alberto já contempla esse lado da família. “Trata-se de uma decisão simples, segundo eu soube, e por isso vamos tentar falar com a juíza hoje sobre o assunto”, completou.

Alexandre conta que desde criança se identificou com a Jurema, religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil e que se relaciona com o candomblé e com a umbanda nos espaços de terreiro. Adulto, começou a investigar a história da própria família e descobriu a ligação que possuía com a religião. “Essa é uma forma de mostrar para o povo que o candomblé é tão legítimo quanto qualquer outra religião e que os iniciados na religião devem assumir a sua ancestralidade”, disse.

Alexandre tem um blog (alexandrelomilodo.blogspot.com) onde divulga informações sobre a religião.“Todos me conhecem assim. Não é justo herdar um nome e viver sem legitimá-lo oficialmente”, destacou.

Direito Garantido

A Lei dos Registros Públicos permite que a pessoa pode somar ao prenome o apelido ao qual tem atrelada a sua imagem pública, como é o caso de Alexandre L’Omi L’Odò. O desembargador Jones Figueirêdo, especialista direito de família, explicou que, independentemente da questão religiosa, esse tipo de acréscimo pode ser feito ao nome original. “O ex-presidente Luiz Inácio, acrescentou Lula ao nome, assim como a senadora Marta Suplicy manteve o nome do ex-marido, pois é assim que é conhecida publicamente”, explicou. O desembargador acrescentou que no caso de retificação de nome, o processo é o mesmo, porém a pessoa precisa comprovar que trata-se de uma denominação que causa vexame, vergonha.

Para Alexandre, a mudança de nome vai significar mudança de vida também. Na casa onde vive com a mãe, apenas ele segue a Jurema, porém sempre foi respeitado por sua escolha. As marcas da religião estão por todos os lados. Na vestimenta, nos acessórios que usa e nos objetos distribuídos pela casa, entre eles um quadro representando Oxum pendurado em uma das paredes da sala.

“As pessoas costumam desrespeitar a religião e zombar, mas meu nome foi dado a partir de um acúmulo de circunstâncias dentro da religião”, explicou Alexandre. Como cultuador da Jurema, ele é chamado de juremeiro e, dentro do culto, é considerado um egbomi, ou seja, um irmão mais velho, assim como um sacerdote. Caso consiga ganhar o direito tão sonhado na justiça, o nome do universitário será pura poesia. Omi significa água na língua yorùá, enquanto Odò é o mesmo que rio. Já o L’ é como uma fusão desses elementos, algo como um verbo.   

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

União Europeia proíbe patentes de tratamentos com células-tronco

União Europeia proíbe patentes de tratamentos com células-tronco

18/10/2011 - 18h16
Da BBC Brasil
Brasília – O mais alto tribunal da União Europeia emitiu uma decisão nesta terça-feira (17) proibindo o registro de patentes de tratamentos com células-tronco extraídas de embriões humanos.
A conclusão da Corte Europeia de Justiça é a de que tais patentes afetam a dignidade humana.
Alguns cientistas criticaram a decisão alertando que ela pode desincentivar pesquisas do gênero na Europa e até mesmo atrasar a aplicação de alguns tratamentos médicos.

Formação de professores é desvalorizada pelas universidades, avaliam especialistas

Formação de professores é desvalorizada pelas universidades, avaliam especialistas

14/09/2011 - 19h07
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O ambiente acadêmico ainda considera a formação de professores para a educação básica uma tarefa “menor” o que dificulta a melhoria da qualificação desses profissionais para atuar em sala de aula. Este é o diagnóstico de especialistas, pesquisadores e organizações da sociedade civil reunidas no Congresso Internacional Educação: uma Agenda Urgente. A formação de professores no Brasil foi tema de discussão em uma das mesas de debates, e há um consenso de que é necessária a revisão dos currículos dos cursos de pedagogia e de licenciaturas.
Um dos componente que deve ser fortalecido, na opinião dos debatedores, é o prático. Para os especialistas, o estágio precisa ganhar maior importância e deve ocorrer desde o início da formação do professor. Uma das principais críticas é que a universidade não prepara o professor para lidar com a realidade da sala de aula, que inclui problemas de aprendizagem e um contexto social que influencia no processo.
“A formação inicial deve estar visceralmente ligada à sala de aula. Ela deve ocorrer em dois lugares: na universidade, onde eu penso, discuto e estudo e naquele lugar que é objetivo maior do professor, a sala de aula”, disse Gisela Wajskop, diretora-geral do Instituto Singularidades.
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin Leão, declarou que apesar do estágio ser obrigatório para a obtenção do diploma, em muitas escolas de formação ele não passa de uma “formalidade”. “O estágio é fundamental para conectar o que o aluno aprende na universidade e o mundo real. Ele precisa sair sabendo como são as escolas, quais são as dificuldades concretas que ele vai encontrar e quem é esse jovem que ele vai ensinar e que ele só estuda na psicologia. Mas o estágio precisa ser bem feito, orientado e cobrado”, ressaltou.
Uma das propostas apresentadas para melhorar a formação, é instituir nas licenciaturas e cursos de pedagogia uma espécie de residência, semelhante a que ocorre nos cursos de medicina e que é obrigatória para o exercício profissional. Leão aponta, entretanto, que a formação do professor não é a única variável que determina a qualidade do ensino. “A universidade que forma o professor da escola pública é o mesmo que forma o da particular. Mas, a segunda tem resultados melhores nas avaliações”, disse.
Membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) e do movimento Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos defende a criação de centros ou institutos de formação nas universidades que sejam separados dos departamentos que hoje oferecem as licenciaturas. “O professor da universidade que está preocupado em dar aula na escola de educação básica é visto no seu departamento como inferior porque não está preocupado em publicar artigos nas revistas de ponta”, declarou.
A desvalorização da carreira e dos cursos de formação têm levado ao fechamento das licenciaturas, conforme observou o vice-presidente da Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc), Marcelo Lourenço. “Nós estamos pedindo socorro porque os cursos estão fechando por falta de procura”.
 
Edição: Aécio Amado

Sai lista de municípios que receberão núcleos de Justiça Comunitária - NATAL NA LISTA


Sai lista de municípios que receberão núcleos de Justiça Comunitária

17/10/2011 - 22h14
Da Agência Brasil
Brasília - A Secretaria de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça (SRJ) divulgou hoje (17) a lista dos nove municípios que receberão verbas para a construção de núcleos de Justiça Comunitária.
As cidades de Canoas (RS), Recife (PE), Natal (RN), Novo Hamburgo (RS), Arapiraca (AL), São Leopoldo (RS), Contagem (MG), Santo André (SP) e Cariacica (ES) são as primeiras a receberem os postos de atendimento.
A secretaria disponibilizou recursos adicionais da ordem de R$ 804 mil, porém o montante, que inicialmente era R$ 2,5 milhões para os financiamentos dos projetos, foi ampliado para R$ 3,3 milhões.
Desde 2007, a SRJ apoiou a criação de 46 núcleos de mediação comunitária em vários estados com objetivo de democratizar o acesso à Justiça. Os agentes comunitários realizam sessões de mediação de conflitos familiares, de vizinhos, cobranças de dívidas entre outros, orientados por uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, assistentes sociais e advogados.
 
Edição: Aécio Amado
 

Auditoria da CGU constata desperdício de R$ 10 milhões em Furnas na operação para construção de usina

Auditoria da CGU constata desperdício de R$ 10 milhões em Furnas na operação para construção de usina

14/10/2011 - 23h27
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil
 
Brasília – A Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou hoje (14) o resultado de uma auditoria feita na estatal Furnas Centrais Elétricas após denúncias de irregularidades veiculadas pela imprensa em janeiro. O principal problema encontrado foram gastos de R$ 10 milhões referentes à construção da Usina Serra do Facão, no Rio São Marcos, em Goiás, que poderiam ter sido evitados.
De acordo com o relatório, Furnas gastou R$ 1,6 milhão sem necessidade por não aprovar a emissão de 14 mil debêntures da Serra do Facão Participações. O documento também diz que um novo modelo societário financeiro aprovado para a Serra do Facão Participações resultou em problemas na substituição de uma empresa que participava do empreendimento, o que gerou prejuízos de R$ 8,4 milhões.
A CGU descartou, no entanto, a denúncia de prejuízo milionário na compra de ações da empresa Oliveira Trust – que poderiam ter sido adquiridas por R$ 5 milhões, mas que só foram compradas meses depois por R$ 80 milhões. O órgão ficou satisfeito com o argumento de que a empresa se valorizou depois de um aporte de R$ 75 milhões.
Também foi descartado suposto ato de improbidade no fechamento de um aditivo contratual de R$ 10 milhões para a implantação de um sistema na área de tecnologia da informação (TI). A CGU entendeu que o aditivo respeitou os limites legais.
A Controladoria-Geral entendeu, ainda, que houve atrasos na execução de obras do plano de ampliações e reforços e na implantação das usinas de Simplício e Batalha, também no Rio São Marcos, que deveriam estar gerando energia desde 2009, mas que devem demorar ainda cerca de dois anos para ficarem prontas. A auditoria apurou, que as duas usinas têm custo para geração de energia bem superior às demais.
O relatório da CGU, que também faz recomendações para que as irregularidades sejam sanadas e as responsabilidades apuradas, foi encaminhado ao Ministério de Minas e Energia, à Casa Civil da Presidência da República, ao Tribunal de Contas da União, ao Ministério Público da União, à Eletrobras Holding, à direção de Furnas Centrais Elétricas e à Corregedoria-Geral da União.
 
Edição: Aécio Amado

SUS vai oferecer teste rápido para sífilis

SUS vai oferecer teste rápido para sífilis

14/10/2011 - 17h04
Da Agência Brasil
Brasília - O Sistema Único de Saúde (SUS) vai oferecer teste rápido de triagem para diagnóstico de sífilis. A iniciativa é parte das ações do Dia Nacional de Combate à Sífilis, lembrado sempre no terceiro sábado do mês de outubro. De acordo com o Ministério da Saúde, até o fim de 2011 o governo vai comprar 392 mil kits para testagem na rede pública de saúde
O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde capacitou 350 multiplicadores para treinar profissionais de saúde para implantar a testagem rápida. Até o final do ano, 680 técnicos estarão capacitados a orientar sobre como realizar o exame, de acordo com o ministério.
Um dos públicos alvo da iniciativa são as gestantes, grupo que registra índices altos de contaminação pela doença. No Brasil, a prevalência de sífilis em parturientes é cerca de quatro vezes maior que a prevalência da infecção pelo HIV.
De 2005 a 2010, o Ministério da Saúde registrou 29,5 mil casos de sífilis em gestantes. De 2000 a 2010, os dados apontam 54.141 casos de sífilis congênita em crianças menores de um ano de idade.
A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Sem tratamento adequado, a doença pode comprometer a pele, os olhos, os ossos, o sistema cardiovascular, o sistema nervoso e levar à morte. Além da transmissão de mãe para filho, o contágio ocorre em relações sexuais sem proteção ou por transfusão de sangue contaminado.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), por ano, ocorrem cerca de 12 milhões de casos da doença no mundo. No Brasil, segundo a OMS, são registrados anualmente 937 mil novos casos de infecção de sífilis por transmissão sexual.
Edição: Fernando Fraga

856 denúncias de casos de homofobia no Brasil entre janeiro e setembro deste ano. De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos (SDH)

BRASÍLIA - O serviço Disque Direitos Humanos (Disque 100) recebeu 856 denúncias de casos de homofobia no Brasil entre janeiro e setembro deste ano. De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos (SDH), as ligações totalizaram 2.432 violações aos direitos dos homossexuais, como violência e atendimento inadequado em delegacias, entre outros.
O estado de São Paulo lidera o ranking com 134 telefonemas sobre homofobia, seguido pela Bahia e por Minas Gerais, ambos com 71, e pelo Piauí, com 61.
Para a ministra da SDH, Maria do Rosário, o número é expressivo, já que a opção que trata especificamente de denúncias de homofobia foi implantada há menos de um ano. Hoje (17), durante reunião com representantes de secretarias de segurança pública, ela disse que o governo quer definir, junto com os estados, um termo de cooperação para o enfrentamento à homofobia.
- A intenção da SDH e do Ministério da Justiça é que todas as secretarias tenham um trabalho concreto de defesa e de atendimento adequado dos homossexuais nas delegacias e em todas as estruturas policiais - explicou.
- Consideramos que quem não atende bem uma pessoa por ela ser homossexual também está praticando um ato indevido - completou.
De acordo com a ministra, a estratégia da pasta é assinar, com os representantes das secretarias, um protocolo de ações conjuntas no combate à homofobia para que isso seja discutido nas conferências preparatórias estaduais. Maria do Rosário lembrou que, entre os dias 15 e 18 de dezembro, será realizada em Brasília a 2ª Conferência Nacional Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT).
A delegada titular de Crimes Raciais e de Delitos de Intolerância de São Paulo, Margarette Barreto, ressaltou que o país parece viver uma explosão de crimes homofóbicos, mas que, na realidade, o cenário passou de uma subnotificação dos casos para o recebimento efetivo de denúncias. Segundo ela, o governo federal deve auxiliar os estados em ações de inteligência, como o mapeamento por meio de câmeras dos locais onde há maior concentração desse tipo de ocorrência.
- A gente precisa fomentar essa discussão para que haja a desconstrução do preconceito. A gente trabalha com a repressão, mas a maior ferramenta de prevenção de crimes homofóbicos é a educação - disse.
A representante da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, Isabel Alice de Jesus, disse que um dos agravantes do cenário de crimes homofóbicos no estado é o grande fluxo de turistas. Por essa razão, a Bahia publicou um manual de orientação para homossexuais que visitam o estado.


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Neste espaço, você encontra documentos
sobre o tema Sáude da População Negra:


http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_saude_populacao_negra.pdf

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politica nacional de saude a população negra

Neste espaço, você encontra documentos
sobre o tema Sáude da População Negra:

Caderno Saúde da População Negra

Portaria nº 1.678/GM de 13/08/2004 


Textos Básicos Sem. Nac. de Saúde da População Negra
 

Carta Um Grito Pela Equidade



Boletim Saúde da População Negra de julho de 2007


 


http://portal.saude.gov.br/portal/saude/cidadao/area.cfm?id_area=1047

 

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