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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Falta de remédios dificulta tratamento de portadores de HIV no RN e Abandono do Giselda trigueiro - Funcionários pedem socorros

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Falta de remédios dificulta tratamento de 

portadores de HIV no RN....


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Hospital Giselda Trigueiro, em Natal (Foto: Lucas Cortez/G1 RN)


Pacientes chegam a ficar até 10 dias sem tomar os remédios. Infecção por HIV tem aumentado na capital potiguar.




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 Nos anos de 2010 e 2017, o Brasil teve um aumento de 
3% nos casos de infecção por HIV, o que corresponde a 49% 
dos novos casos diagnosticados em toda América Latina. Na 
capital potiguar, são vários casos diagnosticados por dia no
 Hospital Giselda Trigueiro, referência no tratamento de Aids
 no Rio Grande do Norte.
No entanto, a unidade convive nos últimos meses com a
 falta temporária de medicamentos fundamentais para 
tratamento do vírus, como é o caso do Ritonavir e do Darunavir. 
Com isso, alguns pacientes chegam a ficar até 10 dias sem 
tomar os remédios.
“Hoje prescrevi três receitas para pacientes do interior, mas não tinha medicamento disponível”, afirma o infectologista Antônio Araújo,
 que desde 1983 atua no tratamento do vírus no hospital. 
Segundo ele, um dos
 motivos alegados para a falta é o atraso no envio da 
matéria prima para a fabricação dos medicamentos, que é 
comprada através de licitação pelo Ministério da Saúde.
Ainda de acordo com Antônio Araújo, todos os dias há novos
 registros. “Todos os dias nós temos uma média de seis, sete
 casos novos de Aids em Natal”, afirma o médico, que 
comenta preocupado o número de soropositivos internados
 no hospital. "Tem tempo que dos 100 leitos disponíveis no 
hospital, 60 são ocupados por pacientes com HIV", revela.
Segundo o infectologista, atualmente 30 pacientes estão 
nas enfermarias da unidade, 10 no pronto-socorro, 10 
tratando tuberculose e quatro na UTI. “Muitos estão em
 estado grave porque deixaram de tomar os remédios por se
 considerarem 
curados, outros porque descobriram ou iniciaram o tratamento
 tardiamente”,
 complementa.

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Importância do tratamento

Maria e Ronei, de 48 e 49 anos, respectivamente, vivem juntos

 há 18 anos, e em 2002 ela foi diagnosticada com Aids, já ele 
foi um ano depois, em 2003. Por seguirem com o tratamento, 
os dois levam uma vida saudável, e há 10 anos o vírus é 
indetectável no sangue deles.


Porém, para Maria, o maior obstáculo enfrentado atualmente
 não é a doença, mas o preconceito e olhares tortos. 
“As pessoas ainda têm um preconceito muito grande. Quando
 você arruma um trabalho, que as pessoas ficam sabendo, já
 começa aquele negócio de se afastar", relata.
Maria diz que, inclusive já perdeu um emprego por ser
 portadora do vírus. “Já perdi emprego por causa disso. Lógico
 que eles não alegaram que fui demitida por causa do HIV, 
eles deram outra desculpa”.
Desde o ano de 2013, o teste de HIV pode ser feito
 gratuitamente em todas as unidades de saúde de Natal. Para 
o exame é necessário uma gota de sangue e o resultado sai
 em 30 minutos. No Rio Grande do Norte existem diversos
 municípios com Serviços Ambulatoriais Especializados em 
HIV/Aids (SAE): Natal, Parnamirim, Macaíba, São José de 
Mipibu, Santa Cruz, São Gonçalo do Amarante, Mossoró, Pau
 dos Ferros e Caicó.
Casal Maria e Ronei fazem tratamento no Giselda Trigueiro (Foto: Lucas Cortez/G1 RN)Casal Maria e Ronei fazem tratamento no Giselda Trigueiro (Foto: Lucas Cortez/G1 RN)
Casal Maria e Ronei fazem tratamento no Giselda Trigueiro (Foto: Lucas Cortez/G1 RN)

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

oportunidade de formação controle social - O SUS e a efetivação do Direito Humano à Saúde



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INSCREVA-SE :  AQUI.....

https://www.formacontrolesocial.org.br/
O projeto de Formação para o Controle Social no SUS visa retomar um processo formativo amplo que concretize a Política Nacional de Formação Permanente para o Controle Social, reiterada nas deliberações da 15ª Conferência Nacional de Saúde.
No ano em que a 8ª Conferência Nacional de Saúde - marco do movimento pela reforma sanitaria - completa 30 anos, este projeto busca atualizar conteúdos e estratégias do controle social de políticas públicas e da defesa do Sistema Único de Saúde.
Além da elaboração de materiais educativos (ver repositório de materiais), o projeto prevê a realização de 68 oficinas de formação para o controle social. A duração de cada oficina é de dois dias, nos quais serão discutidos quatro grandes blocos Temáticos (ver oficinas). Cada oficina contará com 80 participantes divididos em duas turmas de 40.
A seleção dos participantes será feita pelas Comissões de Educação Permanente dos Conselhos Estaduais de saúde de cada Estado participante. Em cada oficina 24 participantes serão lideranças de movimentos sociais que não participam de conselhos de saúde e 56 participantes serão conselheiros e conselheiras de saúde. Nas vagas de consleheiros será respeitada a proporcionalidade de composição dos conselhos com 50% de usuários, 25% de trabalhadores em saúde e 25% de prestadores e gestores. As oficinas foram distribuídas pelos estados segundo sua população, sendo garantida pelo menos uma oficina por estado.
A oficinas ocorrerão de agosto de 2017 a fevereiro de 2018. 



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