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domingo, 17 de maio de 2015




Por três séculos, o Brasil conheceu uma única forma de mão de obra: negros africanos escravizados.
Algemas e correntes na Fazenda Santa Clara, no Vale do Paraíba.Algemas e correntes na Fazenda Santa Clara, no Vale do Paraíba
Historiadora Sidneia dos Santos, na Igreja de Santa Efigênia, em Ouro Preto (MG).Historiadora Sidneia dos Santos, na Igreja de Santa Efigênia, em Ouro Preto (MG).Fosse nos engenhos de açúcar, nas lavouras de café ou na mineração, o serviço pesado estava nas mãos dos cativos. A economia brasileira do período colonial e imperial era fundamentada nessa exploração desumana.
Quase cinco milhões de escravos desembarcaram nos portos do Rio de Janeiro, Salvador e Recife, sem contar os muitos milhares que morreram na travessia do Atlântico. Só no século XIX a mentalidade dos homens começou a mudar. Com o movimento abolicionista, leis foram criadas, pouco a pouco, para acabar com esse sistema.
Neste 14 de maio, em homenagem aos 127 anos da Lei Áurea, oCaminhos da Reportagem traça o longo e difícil caminho do cativeiro à abolição, a luta pela liberdade, as formas de alforria, os principais abolicionistas. Ainda analisa uma Repórter Débora Brito entrevista Frei Geraldo, na Fazenda Santo Antônio do Paiol, em Valença (RJ).Repórter Débora Brito entrevista Frei Geraldo, na Fazenda Santo Antônio do Paiol, em Valença (RJ).polêmica: é possível ou não reparar os males deixados à população negra por anos e anos de trabalho escravo?
Os repórteres Carlos Molinari Débora Brito foram aos principais polos de trabalho escravo no Brasil (Vale do Paraíba, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais) e trouxeram à tona os “Ecos da Escravidão.”
Reportagem: Carlos Molinari Débora Brito
Produção: Débora Brito Flávia Lima
Imagens: Sigmar Gonçalves
Auxiliar técnico: Edivan Nascimento
Edição de texto: Anna Karina de Carvalho Flávia Lima
Edição de imagem e finalização: Henrique Correa
Arte: André Maciel Dinho Rodrigues

ECOS DA ESCRAVIDÃO - CAMINHOS DA REPORTAGEM

TERRITÓRIOS DA CIDADANIA ÉTNICOS RACIAIS DISCUTEM DIRETAMENTE SEGMENTOS ÉTNICOS E GESTORES... UM SONHO O FIM DE INTERMEDIÁRIOS OTIMIZANDO AS POLITICAS PUBLICAS AFIRMATIVAS PUBLICAS E REPARADORAS VAMOS QUE VAMOS E COM MUITO "CONTROLE SOCIAL"... AÇÃO NA REGIÃO OESTANA DO RN - NA CHAPADA DO APODI RN TERRAS DOS TAPUIAS... COMUNIDADE CIGANA PRESENTE A AÇÃO COM SUAS FAMÍLIAS SOB A LIDERANÇA DO MESTRE DJALMA FERREIRA - SEU. FERREIRA  O VELHO ANCIÃO DA COMUNIDADE CIGANA DO APODI PARTICIPA E COM MUITA HISTORIA DE VIDA E OUVIDO POR PRESENTES EM RODA DE CONVERSAR INTEGRANDO GESTORES E SEGMENTOS ÉTNICOS ...


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Quarta, 13 Maio 2015 00:00

Caatinga: inscrições de curso vão até sexta

Caatinga: seleção sai dia 18
O objetivo é oferecer formação complementar para profissionais de instituições públicas e da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) que atuam em ações de planejamento, gestão e extensão no bioma.

Por: Letícia Verdi – Editor: Marco Moreira

Foram prorrogadas, até a próxima sexta-feira (15/05), as inscrições de candidatos para participar do Curso de Formação em Manejo Florestal Sustentável Integrado na Caatinga, que será ministrado no período de 25 de maio a 03 de junho, na sede e na Estação Experimental do Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI), em Campina Grande (PB). Com isso, a data para divulgação do resultado também foi adiada para dia 18.
 
O curso é destinado a engenheiros florestais e profissionais de áreas afins que trabalham no serviço público federal, estadual ou organizações da sociedade civil da região Nordeste, atuando em ações de planejamento, gestão e extensão na Caatinga. O objetivo é oferecer formação complementar para profissionais de instituições públicas e da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) que atuam em ações de planejamento, gestão e extensão na Caatinga.
Para mais informações sobre como se escrever, acesse o edital

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – 2028.1173
Quer saber mais sobre o funcionamento do SUS? O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) disponibilizou para baixar gratuitamente a coleção para Entender a Gestão do SUS 2015. São quatro livros: A Gestão do SUS; A Atenção Primária e as Redes de Atenção à Saúde; Alternativas de Gerência de Unidades Públicas de Saúde; e Direito à Saúde.
Saiba mais: http://migre.me/pRc5u
Baixe a coleção: http://migre.me/pRc0s

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Mensagem de Jenair Alves para o 21 de Março...

Neste 21 de março de 2015, quando se comemora o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, a SEPPIR faz 12 anos de existência. Com o objetivo de refletir sobre a data, convidamos representantes da sociedade civil e parceiros para dar seu depoimento.
Mensagem de Jenair Alves para o 21 de Março
Jenair Alves
Estudante de Psicologia na UFRN (cotista), mestranda em Estudos Urbanos e Regionais/ Políticas Públicas na UFRN, membro da Rede Juventude Viva RN e membro do Fórum Nacional de Juventude Negra
Esses últimos 12 anos têm sido de lutas e avanços da Seppir e do movimento negro brasileiro. A Seppir conseguiu manter o diálogo com os movimentos sociais negros e isso deu força para que conquistas como o Estatuto da Igualdade Racial, as cotas nas universidades, a PEC das Domésticas, o fortalecimento da Lei 10.639/03, as cotas no serviço público, e o Plano Juventude Viva viessem como resultados de grandes batalhas, começadas mesmo antes do surgimento da Secretaria.
Muito ainda a ser feito! Fazer o governo brasileiro reconhecer o racismo institucional e operar na perspectiva de uma contracultura que promova a igualdade racial, ao mesmo tempo que criminalize o racismo e reforme o Estado, não é uma tarefa fácil para um órgão que está ainda amadurecendo e aprendendo a lidar com os desafios na prática do fazer fazendo.
Esse 21 de Março nos lembra que a luta continua sempre! Por políticas públicas que venham garantir a vida digna do jovem e da jovem negra, pela não criminalização da juventude negra e seu pleno acesso à Justiça, e mais políticas afirmativas e reparativas para o povo negro brasileiro, que contribuam para alcançar uma igualdade real.

http://www.seppir.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2015/03/mensagem-de-jenair-alves-para-o-21-de-marco

sábado, 9 de maio de 2015

Heróis de Todo Mundo - A Cor da Cultura

Valores civilizatórios afro-brasileiros e Educação Infantil: uma contribuição afro-brasileira Azoilda Loretto da Trindade







Valores civilizatórios afro-brasileiros e Educação Infantil: uma contribuição afro-brasileira Azoilda Loretto da Trindade Ao começar a pensar em escrever este texto, algumas frases e imagens se fizeram presentes em minha memória. A mais marcante, inicialmente, foi a do cenário de reunião pedagógica, e a lembrança de vozes de colegas docentes, em diversos momentos: “Eles não têm valores!”. (referindo-se aos estudantes), “Eles não têm hábitos, nem atitudes!”. Parece que, quando a gente pega o fio da memória, uma imagem puxa a outra. Comecei a me lembrar de outras cenas que me marcaram como docente, num movimento pendular entre as positivas e as negativas, entre o ontem e o hoje, num tensionado movimento dicotômico. Lembrei-me: - de um cenário no qual meninas negras se desenhavam louras de olhos claros, verdes ou azuis. - da pesquisa dos psicólogos Kenneth e Mamie Clark1 , de 1947, realizada nos Estados Unidos, com o intuito de investigar como as crianças negras se percebiam. - do recente “documentário”, possivelmente inspirado na pesquisa dos Clark, que circula na internet, sobre crianças que atribuíam qualidades negativas às bonecas negras e positivas às brancas2 . - das meninas e meninos não negros, e às vezes até negros, que se recusam a dar a mão aos/às coleguinhas de pele escura, ou se recusam a formar pares nas danças e festinhas. - do garotinho mestre-sala de uma escola de samba mirim que caiu na passarela, durante uma evolução, mas fez da queda um passo e seguiu glamouroso, sob os aplausos das pessoas que assistiam ao desfile. 1 Ver em: http://www.flickr.com/photos/22067139@N05/2405124754/, acessado em 11/11/2010. All rights reserved by Omega418 2 Pesquisa disponível na internet: http://www.youtube.com/watch?v=DDO3RrxmCeQ, em 11/11/2010. 11 - de uma diretora-adjunta, mulher negra e jovem que, para castigar uma menina que foi enviada à direção porque chamou a professora de nojenta, determinou que ela escrevesse 50 vezes, “devo sempre chamar minha querida professora de linda”. - de um grupo de crianças de idade entre três a quatro anos e, especificamente, de três crianças que faziam parte dele. Uma delas se machucou, chorou, mas não havia nenhum adulto por perto para consolá-la. Imediatamente, duas menininhas foram em seu auxílio, acalentando-a com carinho e palavras: “Não chore! Não chore!”. - uma profusão de situações, de imagens de crianças que nos assombram, como a clássica fotografia de Kevin Carter que mostra uma criança e um abutre à sua espreita3 ; e que nos acalmam, como durante uma eleição para escolha do nome de uma turma de alfabetização, com 17 meninos e nove meninas. Em votação, os nomes Castelinho dos Terrores e Turma do Amor. Vendo meu dilema, e quase desespero, uma criança de seis/sete anos me disse: “Tia4, o Amor sempre vence no final”. Em meio a este turbilhão de imagens, uma sensação me toma: a consciência do imenso amor que me nutre, o amor por todas as crianças, futuro da humanidade, e em especial por aquelas que têm — por motivos perversamente humanos como o racismo, o machismo, a ambição, a ganância, o egoísmo, a insensibilidade — seu direito à infância roubado, sua imagem de criança invisibilizada, a história do seu povo, dos seus ancestrais submergida, negada ou subalternizada. Neste movimento pendular, na linha tênue que separa a vida da morte, a alegria da tristeza, faço minha opção pelos vivos, sem deixar de memorar os mortos. VIDA, VIDA, VIDA... Como promover a Educação pela VIDA e para a VIDA, na qual a exclusão, a subalternização e a desumanização do Outro não sejam possíveis? Fazendo a ligação entre o ouvido, sentido, visto e vivido, entre “eles não têm valores”, a potência de vida de um povo marcado pelo racismo, e a frase da criança, “o amor sempre vence no final”, resolvemos revolver memórias, refazer leituras e “ouviduras” de palavras, de histórias, de 3 Foto disponível na internet: http://pt.wikipedia.org/wiki/Kevin_Carter 4 Sim, embora esta situação tenha ocorrido há mais de 15 anos, as crianças ainda chamam as professoras de tia em muitos lugares deste país. 12 sons e de silêncios, juntar fragmentos e nos reencontrar com as palavras polissêmicas e polifônicas: valores, talvez, fundamentos morais, éticos e comportamentais que nos são significativos e importantes; civilização, talvez, conjunto de produções materiais e imateriais de uma sociedade. No nosso caso, não significa a higienização do humano, nem seu apartamento da natureza, nem uma evolução; afro-brasilidade, talvez, maneiras, possibilidades de matrizes africanas ressignificadas pelo modo de ser dos brasileiros/as. Aproximamo-nos, assim, de imagens d’África de ontem e de hoje, de imagens de suas filhas e seus filhos, de sua descendência, espalhadas pelo planeta Terra; da compreensão de que é impossível negar a riqueza do Patrimônio Africano, afrodiaspórico e afro-brasileiro: ARTE, CIÊNCIA, TECNOLOGIA, FILOSOFIA, PSICOLOGIA, MATEMÁTICA, LINGUAGENS, ESCRITA, ARQUITETURA... O patrimônio africano está visceralmente imbricado no DNA da humanidade. Numa leitura feita do ponto de vista da “casa grande”, querem nos confinar nos tumbeiros, na senzala, no pelourinho ou na cozinha. Aqui, contudo, vale a ressalva de que a cozinha é o coração da casa, o local do preparo, conservação e cuidado do alimento; o problema não está na maravilhosa cozinha, mas em nos aprisionarmos a ela. Tentam nos invisibilizar, subalternizar, subtrair ou hierarquizar nossa condição humana, naturalizando as críticas condições de desigualdades sociais e étnicas. Em vez de nos deixar paralisar pelas concepções que nos despotencializam, redescobrimos os Valores Civilizatórios Afro-brasileiros. Temos valores marcados por uma diversidade, somos descendentes de organizações humanas em processo constante de civilização — digo processo, e não evolução. Como afro-brasileiras e afro-brasileiros ciosas/ os e orgulhosas/os desta condição, em diálogo com valores humanos de várias etnias e grupos sociais, imprimimos valores civilizatórios de matriz africana à nossa brasilidade que é plural. Num processo civilizatório que prioriza o lucro, a dominação e a sujeição do outro, a subtração de sua energia vital (mais-valia), a competição, a racionalidade, a apartação ser humano-natureza, a maquinização e a tecnocracia, é preciso enfatizar outros valores e processos civilizatórios afro-brasileiros, e que também se fazem presentes. 13 Reconhecemos a importância do Axé, da ENERGIA VITAL, da potência de vida presente em cada ser vivo, para que, num movimento de CIRCULARIDADE, esta energia circule, se renove, se mova, se expanda, transcenda e não hierarquize as diferenças reconhecidas na CORPOREIDADE do visível e do invisível. A energia vital é circular e se materializa nos corpos, não só nos humanos, mas nos seres vivos em geral, nos reinos animal, vegetal e mineral. “Na Natureza nada se cria, tudo se transforma”, “Tudo muda o tempo todo no mundo”, “... essa metamorfose ambulante”. Se estamos em constante devir, vir a ser, é fundamental a preservação da MEMÓRIA e o respeito a quem veio antes, a quem sobreviveu. É importante o respeito à ANCESTRALIDADE, também presente no mundo de territórios diversos (TERRITORIALIDADE). Territórios sagrados (RELIGIOSIDADE) porque lugares de memória, memória ancestral, memórias a serem preservadas como relíquias, memórias comuns, coletivas, tecidas e compartilhadas por processos de COOPERAÇÃO e COMUNITARISMO, por ORALIDADES, pela palavra, pelos corpos diversos, singulares e plurais (CORPOREIDADES), pela música (MUSICALIDADE) e, sobretudo, por que não, pelo prazer de viver — LUDICIDADE. Ao redescobrirmos os valores civilizatórios afro-brasileiros, podemos compreender que vivemos embates terríveis, sociais e históricos, determinados pelo racismo; perceber que não estamos condenados a um mundo euro-norte-centrado, a um mundo masculino, branco, burguês, monoteísta, heterossexual, hierarquizado... Outros modos de ser, fazer, brincar e interagir existem. A diversidade e a multiplicidade existem em cada um/a de nós e nos grupos que constituem a humanidade. Estes grupos são fundamentais para a construção de uma nova humanidade, que o trabalho com a EDUCAÇÃO INFANTIL, com os recém-chegados seres humanos de zero 14 a seis anos, demanda, exige. Uma humanidade sem racismo, que preza o respeito, a convivência e o diálogo. Em se tratando de uma educação para o amanhã, tecida no hoje, com o legado do ontem, eu diria, UMA HUMANIDADE DO AMOR. REFERÊNCIAS: colegas docentes (palavras e ações), estudantes (palavras e ações), leituras de mundos, reflexões com ativistas sociais, leituras de palavras (Paulo Freire, bell hooks, Regina Leite Garcia, Petronilha Gonçalves, Muniz Sodré, Amauri Mendes, Maria Batista Lima, Nilma Lino Gomes, Nilda Alves, Ines Barbosa, Marcelo Paixão, Leda Martins, entre outros) Azoilda Loretto da Trindade é educadora, doutora em Comunicação e Cultura e consultora pedagógica do Projeto A Cor da Cultura. 15 16 Energia Vital

MPF acusa pastor de intolerância por ter quebrado santos de terreiro...



MPF acusa pastor de intolerância por ter quebrado santos de terreiro...


Profanação de Terreiro na Paraíba por Pastor Evangélico




Pastor postou fotos nas quais
 aparece quebrando imagens
 de religiões afro-brasileiras 
O MPF (Ministério Público Federal) na Paraíba denunciou 
(acusação formal à Justiça) o pastor Clóvis Bernardo de Lima 
(nas fotos) por intolerância religiosa.

Ele publicou em 2012 no Orkut fotos nas quais aparece quebrando 
imagens de entidades sagradas de religiões de matrizes africanas.

Lima reconheceu que tinha quebrado as imagens, mas foi, segundo ele, 
com o propósito de "acomodá-las melhor" em seu F-4000. 
As imagens tinham sido de um terreiro de umbanda.

Disse que sua intenção era mostrar as fotos somente aos membros 
de sua igreja, a Assembléia de Deus Pentecostal da Fé, por intermédio 
de seu perfil no Orkut, mas elas acabaram vazando para outras redes 
sociais.

Lima faz posse
com martelo na mão
Para o Ministério Público, houve violação da
 garantia dada pelo artigo 5º e inciso VI da
 Constituição à liberdade de consciência e de
 crença.

O MPF pediu à Justiça que condene o pastor à 
reclusão de 1 a 3 anos, além de multa. de acordo 
com artigo 20 da lei 7.716/89.

Esse artigo prevê punição para quem praticar, induzir ou incitar 
a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou 
procedência nacional.

Com informações do Ministério Público Federal e outras fontes e 

Clovis Bernardo de Lima, esse ex-travesti, atual pastor evangélico neopentecostal, mostra
 porque no Brasil há tantos processos de intolerância religiosa. Não sei por que eles acham
 que é poder quebrar estatuas ou imagens. Na verdade só demonstra ignorância, desrespeito
 e uma infelicidade de caráter. São pessoas assim que tentam movimentar o ódio no coração de 
seus seguidores, transformando-os em pessoas agressivas.
Tenho orgulho de dizer que nossa religião não invade a casa de ninguém, não profana o espaço
 religioso de ninguém e mesmo que nos persigam, que nos desrespeitem e que violem nossos
 direitos somos exemplos de paz, equilíbrio e resistência, porque a marreta do opressor não pode
 violar a energia pura que cultuamos.
Tenho certeza que muitos cristãos não compartilham com este crime, então peça a todos que
 denunciem esses casos de vandalismo ao Ministério Público ou a qualquer delegacia.
Eu sou Oluandeji, não compactuo com agressões e o desrespeito ao ser humano. Mesmo que
 autorizado pela dona da casa, exibir em fotos e divulgá-las na internet é crime.
Por Oluandeji

Filme Menina Mulher da Pele Preta - Ep. 02/05 - Jennifer


 
maio 7, 2015 - 23:52

Novos Protocolos

Conitec coloca em consulta pública novo protocolo de hepatite C

O mais recente protocolo de profilaxia pós-exposição (PEP) também é liberado para consulta pública e o PCDT de Infecções Sexualmente Transmissíveis é aprovado
Conteúdo extra: Galeria de fotos
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) aprovou nesta quinta-feira (7 de maio) a colocação em consulta pública do novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Hepatite C, elaborado pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
Após o período da consulta, que deve ser aberto em breve, o protocolo será submetido à avaliação final do órgão, o que deverá ocorrer na próxima reunião da Conitec, nos dias 10 e 11 de junho.
O protocolo clínico é um documento de orientação para profissionais de saúde, com estatísticas e dados científicos, que indicam qual a terapia correta para um determinado agravo ou conjunto de agravos.
O protocolo clínico proposto pelo DDAHV prevê a utilização de uma combinação de antivirais de última geração (sofosbuvir, daclatasvir e simeprevir) para o tratamento da hepatite C crônica, priorizado para pacientes em fases mais avançadas da doença (METAVIR F3, F4) ou condição que demande assistência imediata (coinfecção HCV/HIV, manifestações extra-hepáticas, insuficiência hepática, pré e pós-transplante de fígado).
O tratamento também é pan-genotípico, ou seja, serve à grande maioria dos genótipos do vírus HCV, que causa a doença. Com isso, alguns segmentos que não eram beneficiados poderão ser tratados, como é o caso das pessoas com HIV também infectadas pela hepatite C.
Se aprovado o PCDT, o SUS estará autorizado a adquirir os medicamentos e o Brasil será o primeiro país do mundo em desenvolvimento a oferecer modalidades de tratamento livres de interferon para a hepatite C (#interferonfree), de forma universal, pelo sistema público de saúde, a toda população que necessitar do tratamento.
A taxa de cura do novo tratamento, segundo recentes estudos apresentados no 50º Congresso Internacional do Fígado, realizado em Viena, em abril passado, pela EASL (sigla em inglês para Associação Europeia de Estudos do Fígado), é de 90%, taxa muito maior do que a terapia dupla com interferon peguilado e ribavirina, ou a terapia tripla, quando há associação desses medicamentos com inibidores de protease. As terapias atualmente dispensadas concorrem com taxas de cura menores, posologia desfavorável – com muitos comprimidos por dia –, necessidade de medicamento injetável e frequentes efeitos adversos.
“A decisão da Conitec, após intensa discussão técnica, é mais um passo rumo à introdução dos novos medicamentos. A aprovação do protocolo será uma verdadeira revolução no campo das hepatites virais”, afirmou o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, ao comentar a decisão da Conitec.
IST e PEP – Na mesma reunião, a 35ª realizada pela Conitec, foi aprovado o novo PCDT de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Dessa forma, o protocolo está liberado para publicação e ainda este mês estará disponível para os profissionais de saúde, apresentando toda uma nova gama de procedimentos para esses agravos.
A Conitec também aprovou a submissão à consulta pública do novo protocolo da Profilaxia Pós-Exposição Sexual, a PEP, que consiste num tratamento com antirretrovirais por um mês para evitar a contaminação pelo HIV, a ser iniciado em até 72h após a relação sexual em que ocorra falha ou não utilização da camisinha.
"A palavra-chave do novo protocolo de PEP (profilaxia pós-exposição) é simplificação. E simplificação vai significar expandir a rede", afirmou Marcelo Freitas, coordenador de Assistência e Tratamento do DDAHV, sobre as modificações previstas no novo protocolo de PEP.
“Esses três grandes avanços demonstram cabalmente o trabalho ativo do departamento nos três conjuntos de agravos pelos quais é responsável”, concluiu Mesquita.

Assessoria de Comunicação
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

Jovem negro no Brasil corre risco 2,5 vezes maior de ser morto

Jovem negro no Brasil corre risco 2,5 vezes maior de ser morto

Um jovem negro na Paraíba corre risco 13 vezes maior de ser vítima de um homicídio do que um jovem branco.
Em Pernambuco, o risco é 11,5 maior. Os números ilustram a principal conclusão do relatório Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade Racial, lançado nesta quinta-feira, 7, no Brasil. O trabalho mostra que jovens negros são os mais afetados e mais vulneráveis à violência, de forma geral. A desigualdade de risco ocorre em todo o País, com exceção do Paraná. Ainda de acordo com o estudo, o risco de um jovem negro com idade entre 12 a 29 anos ser assassinado no Brasil é 2,5 maior do que um jovem branco.
A reportagem é de Lígia Formenti, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 08-05-2015.
O índice calculado pelo relatório (IVJ- Violência e Desigualdade Social) leva em consideração mortalidade por homicídios, mortalidade por acidentes de trânsito, frequência à escola e situação de emprego, pobreza no município e desigualdade. Na edição lançada nesta quinta, foram usados dados de 2012. A escala vai de 0 a 1. Quanto maior o valor, maior a desigualdade.
O trabalho mostra que jovens negros são os mais afetados e mais vulneráveis à violência, de forma geral
O estudo revela que Alagoas é o Estado com maior IVJ - Violência e Desigualdade Racial do País, com 0,608. São Paulo, com menor índice entre as 27 unidades da federação, tem indicador 0,2.
Quatro Estados (AlagoasParaíbaPernambuco e Ceará) foram classificados como de vulnerabilidade muito alta. Foram considerados de baixa vulnerabilidade São PauloRio Grande do Sul, Santa CatarinaMinas Gerais e Distrito Federal.
O estudo avaliou também a desigualdade entre 2007 e 2012. Por essa comparação, o Piauí foi o Estado em que o índice mais cresceu. Nesse período, a desigualdade entre os indicadores de jovens brancos e negros registrou um aumento de 25,9%.O Rio apresentou movimento contrário. Foi a unidade da federação com a maior redução da desigualdade: 43,3% (de 0,545, em 2007, para 0,309, em 2012).
O relatório fez também um recorte municipal para analisar a vulnerabilidade dos jovens à violência. Para isso, foram analisados dados referentes a  288 municípios com mais de 100 mil habitantes. Neste indicador são avaliadas todas as dimensões analisadas no IVJ - Violência e Desigualdade Racial, exceto a  raça/cor das vítimas de homicídios.
No levantamento, 37 municípios foram classificados na categoria de muito alta vulnerabilidade. Cabo de Santo Agostinho (PE), a primeira colocada nas cidades, apresentou índice de  0,651, na escala até 1. O município em melhor situação era São Caetano do Sul (SP), com índice 0,174, o mais baixo verificado nas 288 cidades analisadas.
O relatório foi preparado em uma parceria entre a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) da Presidência da República, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Ministério da Justiça e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil.
 
Iniciativas repressivas
O secretário nacional de Juventude, Gabriel Medina, afirmou na manhã desta quinta-feira que o País enfrenta o que ele classificou como iniciativas repressivas de direitos humanos, ligados sobretudo às discussões sobre maioridade penal e Estatuto do Desarmamento.
"Precisamos pensar em medidas efetivas de prevenção. O jovem nas últimas discussões vem sendo tratado como autor, mas na verdade é a principal vítima da violência", disse Medina, ao  apresentar os resultados do relatório Índice de Vulnerabilidade Juvenil a Violência e Desigualdade Racial 2014.
As alternativas, completou o secretário nacional de Juventude, não podem ser pautadas com uma ideia de guerra.Medina ressaltou o fato de jovens negros terem um risco mais elevado de ser mortos por homicídio, em comparação ao jovens brancos.
"Esse é um quadro nacional, e a herança histórica que o País ainda não foi capaz de encerrar." 
O trabalho mostra que a taxa de  mortalidade por homicídios de jovens negros é 145% superior à taxa de homicídio nacional. A cada 100 mil jovens negros, 71 são assassinados. Entre a população branca, são 27,7 por 100 mil.
A representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, na sigla em inglês), Marlova Noleto, fez avaliação semelhante à do secretário.
"Precisamos ser vigilantes para não retroceder nos avanços. O encarceramento precoce não significará redução da violência. Há um mito de que o Estatuto da Criança e Adolescente não garante punição. A diferença é que eles não vão para o sistema prisional, mas para um sistema próprio", considerou Marlova.
Durante a apresentação, a representante da Unesco ressaltou que o País agora precisa fazer escolhas.  "O Brasil precisa se perguntar qual projeto de nação ele quer. Quer flertar com a barbárie ou quer ser uma sociedade que defende os direitos humanos?"

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/542412-jovem-negro-no-brasil-corre-risco-25-vezes-maior-de-ser-morto

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