PARTICIPE DE NOSSAS AÇÕES TRANFORME E SUA CONTRIBUIÇÃO EM UMA AÇÃO SOCIAL - DOE QUALQUER VALOR

CONTRIBUA: 9314 ITAU - 08341 2 NUMERO DA CONTA CORRENTE - deposite qualquer valor

FAÇA UM GESTO DE CARINHO E GENEROSIDADE DEPOSITE EM NOSSA CONTA CORRENTE ITAU AG; 9314 C/C 08341 2

CONTRIBUA QUALQUER VALOR PAG SEGURO UOL OU PELA AG: 9314 CONTA 08341 2 BANCO ITAU

domingo, 9 de dezembro de 2012

Falta atendimento psiquiátrico no RN -na verdade falta tudo na saude do RN abandono e descaso e ma gestão no SUS....

No Hospital João Machado são apenas 35 leitos, que não cobrem a demanda oriunda dos vários bairros da cidade e municípios do interior

 Hospital João Machado, referência para o atendimento de doentes mentais, chegou a contar com mais de 300 leitos. Hoje, são 130 vagas (contando com os 35 do pronto-socorro). Em Caicó, o fechamento de leitos psiquiátricos foi mais drástico. Em 2006, o Hospital Milton Marinho, que contava com 150 vagas, fechou as portas após denúncias de maus-tratos aos pacientes. Em contrapartida, as unidades dos Centros de Apoio Psicossocial (CAPs) não conseguem chegar a toda população que precisa e muitos doentes ficam sem atendimento devido à falta do serviço especializado. A portaria, publicada em 23 de dezembro de 2011, instituiu a "Rede de Atenção Psicossocial", cuja finalidade, de acordo com o texto  apresentado, "é a criação, ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do SUS". A decisão do MS divide a opinião de psiquiatras. O ponto de discordância é, especialmente, com relação ao fechamento de vagas em hospitais psiquiátricos sem que seja colocado um serviço adequado de suporte aos pacientes e suas famílias. Hoje, o RN possui 718 leitos de internamentos, quatro vezes menos que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde. E os 35 CAPs que funcionam na Capital e interior, nem sempre possuem estrutura necessária.
Aldair DantasHospital João Machado fechou metade das vagas que possuíaHospital João Machado fechou metade das vagas que possuía

Leitos e estrutura de menos

O número de leitos de internação para o tratamento de doentes mentais no Rio Grande do Norte é quase vezes menor do que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS). O Estado conta hoje com 718 leitos, quando o ideal, seguindo a proporção de um leito para cada grupo de mil habitantes, seria pelo menos 3.168 vagas. A tendência que se apresenta aponta para uma diminuição no número de leitos. Os Centros de Apoio Psicossocial (CAPs) são uma alternativa ao tratamento, no entanto, as 35 unidades potiguares sofrem com a falta de estrutura adequada.
Aldair DantasEdson Gutemberg, psiquiatra, diz que alguns CAPs funcionarem sem psiquiatra é uma temeridadeEdson Gutemberg, psiquiatra, diz que alguns CAPs funcionarem sem psiquiatra é uma temeridade

Em Natal, aqueles que buscam atendimento psiquiátrico encontram o mesmo caminho: Hospital João Machado. O pronto socorro da unidade médica está sempre lotado. São apenas 35 leitos que não cobrem a demanda oriunda dos vários bairros da cidade, municípios do interior e até mesmo de outros Estados. A situação não é novidade e não é difícil encontrar pacientes nos chamados "leitos-chão". No entanto, nos últimos anos, o problema, de acordo com a direção do hospital, agravou-se. O motivo é a portaria 3.088/11, do Ministério da Saúde (MS), que orienta para o fechamento de leitos em hospitais psiquiátricos tradicionais.

O João Machado chegou a contar com mais de 300 leitos. Hoje, são 130 vagas que estão ocupadas. Em Caicó, o fechamento de leitos psiquiátricos foi mais drástico. Em 2006, o Hospital Milton Marinho, que contava com 150 vagas, fechou as portas após denúncias de mal tratos aos pacientes e a morte de um destes. No local, atualmente, funciona uma unidade dos CAPs. Em Natal, a Clínica Santa Maria teve 100 leitos descredenciados do Sistema Único de Saúde (SUS) também por motivos de denúncias relacionadas ao mal atendimento.

A portaria, publicada em 23 de dezembro de 2011, instituiu a "Rede de Atenção Psicossocial", cuja finalidade, de acordo com o texto  apresentado, "é a criação, ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do SUS". A decisão do MS divide a opinião de psiquiatras. O ponto de discordância de opiniões é com relação ao fechamento de vagas em hospitais psiquiátricos.

Para o psiquiatra e vice-presidente da Associação Norte-Rio-grandense de Psiquiatria, Edson Gutemberg, é impossível pensar em fechamento completo dos hospitais. "Quando ainda hoje nos referimos a manicômios, que praticamente não existem mais, falamos de hospitais com grandes populações de pacientes internados. Isso precisava de um tratamento diferente, de uma mudança. Agora, não se pode cair no lado oposto dessa realidade: negar a necessidade, hoje, da existência do hospital psiquiátrico", afirma.

Já o psiquiatra e coordenador de Saúde Mental da secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Adriano Araújo, revela que é a favor da diminuição gradativa do número de leitos. "Precisamos observar isso do ponto de vista histórico. Na década de 70, havia uma indústria chamada de "indústria da loucura" onde tivemos uma abertura de um número exorbitante de hospitais psiquiátricos privados financiados pelo sistema público. Essa lógica da política nacional, atualmente, vem mudando um quadro que ficou ordenado por muitos anos. Acredito que a política de uma desinstitucionalização, da diminuição gradativa do número de leitos é saudável", pontua.
Aldair DantasNo Hospital João Machado são apenas 35 leitos, que não cobrem a demanda oriunda dos vários bairros da cidade e municípios do interiorNo Hospital João Machado são apenas 35 leitos, que não cobrem a demanda oriunda dos vários bairros da cidade e municípios do interior

Segundo Araújo, a alternativa proposta não é para acabar com a internação definitiva. "Não é isso. A portaria diz que a internação é mais adequada em outros espaços que não o hospital psiquiátrico: no CAPS 3, por exemplo, no hospital geral, enfermarias especializadas, onde você possa ter um tratamento com menos estigma, com menos preconceito", conta.

O RN tem investido timidamente nesse sentido. Seguindo o que define a portaria ministerial, são apenas 56 leitos em todo Estado até o momento. Destes, 30 estão em hospitais e 26 em unidades CAPs 3 ou CAPs AD. Na capital, o modelo que mais se adequa ao apresentado na portaria. No terceiro andar do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol) funciona a enfermaria psiquiátrica. São seis leitos - três masculinos e três femininos - onde o paciente recebe os cuidados necessários para tratamento da doença. A média de período de internação é 18 dias. Segundo a psiquiatra Louisse Seabra, existe a intenção de aumentar o número de vagas. "Estamos estudando a possibilidade. Há a possibilidade, mas é preciso obedecer algumas regras como a de proporção de até 20% de leitos psiquiátricos em hospital geral", informa.

Hospital João Machado está com problema de superlotação

O pronto socorro do hospital público referência no tratamento de doenças mentais no Rio Grande do Norte - João Machado - está superlotado. A falta de vagas não é o único problema no setor. Os usuários reclamam do atendimento e pacientes que deveriam receber assistência em outros serviços, dividem o mesmo espaço com doentes que necessitam de internamento especializado.

Quem visita o nosocômio encontra um cenário impactante. Se nos demais hospitais da rede pública, os pacientes sofrem com a falta de vagas e assistência médica adequada, no pronto socorro do João Machado a situação dos doentes é ainda pior. Vozes, gritos e choros misturam-se ao desespero de familiares que pedem o auxílio de funcionários. A presença da imprensa causa um pequeno tumulto. Cada um tem uma reclamação. Todos querem ser ouvidos.

São quase 17h e duas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu Natal) estão estacionadas na porta do PS. Em uma delas, a dona de casa Adriana da Costa, 35 anos, venho acompanhando o primo. É a terceira vez, no espaço de um ano, que Adriana precisa acompanhar o parente de 28 anos ao hospital. O rapaz está sem camisa, descalço e sujo. Pés e punhos amarrados à maca do Samu com ataduras. "Se não fosse assim, não conseguiríamos trazer para cá. Ele estava muito agressivo", conta Maria Cristina, técnica de enfermagem. 

Adriana é casada e tem um casal de filhos. Mora na Redinha e relata que o primo sempre lhe causou problemas. "Ele sempre é agressivo assim. Quebra tudo dentro de casa quando está em crise", diz. Por precaução, a filha de Adriana não mora com ela. "Ele [o primo] já tentou abusar da minha filha. Por causa disso, deixei ela morando na casa da minha mãe". 

A maca onde o primo de Adriana estava deitado ocupa espaço no corredor do PS. Os outros pacientes correm pra ver. No meio da confusão, um jovem de 25 anos reclama da falta de atendimento. "Eu estou aqui desde o meio dia e não fui atendido. Já fiquei internado e ele me batem", diz Jaelison Figueiredo, referindo-se aos seguranças do hospital. O diretor administrativo do João Machado, Eugênio Pacelli, observa a cena e revela que a rotina é essa. "É sempre problemático. São muitos pacientes. Muitos sem familiares. Às vezes surge denúncia de mal tratos, mas tudo é apurado com rigor", conta.
Aldair DantasEugênio Pacelli, diretor do Hospital Estadual João MachadoEugênio Pacelli, diretor do Hospital Estadual João Machado

Bate-papo » Adriano Araújo - coordenador de saúde mental da Sesap

Como funciona os CAPs?
Os CAPs são municipais. O município que tem interesse de criar um serviço como esse, manda um projeto nos moldes que o Ministério da Saúde (MS) exige, encaminha para o Estado para uma avaliação e nós encaminhamos para o Ministério. Se o projeto for aprovado, o MS manda a verba de implantação do serviço e o Município passa a receber um valor mensal para manter o serviço. 

Mas qual a interferência do Estado?
Toda gerência e contrapartida é municipal. O papel do Estado é de coordenação da rede, saber onde deve ser implantado o serviço, dividir as regiões, como será o fluxo da rede, encaminhar as urgências e, inclusive, fiscalização. Fazemos visitas periódicas. Vamos à região e observamos se está tudo funcionando adequadamente.

Qual sua opinião com relação à Portaria do MS que fala sobre o fechamento de leitos psiquiátricos?
Sou a favor da diminuição gradativa do número de leitos nos hospitais psiquiátricos. Precisamos observar isso do ponto de vista histórico. No Brasil, antes da década de 90, a lógica do tratamento psiquiátrico era de internações longas e financiamento pesado da internação. Inclusive, na década de 70, havia uma indústria chamada de "indústria da loucura" onde tivemos uma abertura de um número exorbitante de hospitais psiquiátricos privados financiados pelo sistema público e que internava as pessoas por um período longo. Foi nessa época que gerou-se uma polêmica inclusive com a questão dos mal tratos nos hospitais. Essa lógica da política nacional, atualmente, vem mudando um quadro que ficou ordenado por muitos anos. Acredito que a política de uma desinstitucionalização, da diminuição gradativa do número de leitos é saudável na medida que você traga alternativas a isso.

A proposta do MS é a de acabar com os hospitais?
A alternativa proposta não é para acabar com a internação. Não é isso. Ela diz que a internação é mais adequada em outros espaços que não o hospital psiquiátrico: no CAPS 3, por exemplo, no hospital geral, enfermarias especializadas, onde você possa ter um tratamento com menos estigma, com menos preconceito, onde o portador de transtorno mental possa circular na sociedade como ele deve circular.

E como está o fechamento de leitos no RN?
O Hospital João Machado chegou a ter mais de 300 leitos, hoje, são 130. Havia um hospital psiquiátrico em Caicó - o Milton Marinho - com 150 leitos que foi fechado em 2006 e hoje funciona o CAPS 3 no lugar. Esse hospital foi fechado por causa de denúncias de mal tratos e por causa da morte trágica de um usuário, inclusive. Mais recentemente, a Clínica Santa Maria, aqui em Natal, foi descredenciada do SUS. Eram 100 leitos e foram descredenciados porque tiveram uma avaliação muito baixa na avaliação do SUS e denúncia de mal tratos dos pacientes.

E na contramão disso, como estamos com relação à criação de serviços que possam substituir os leitos?
Partimos do zero, na década de 80, para 35 serviços implantados no Estado, o que gera cerca de 7.000 atendimentos por mês. Temos 3 residências terapêuticas - 2 em Natal e 1 em Caicó -, que são casas que abrigam pacientes abandonados pela família.

O senhor acredita que a superlotação no João Machado, por exemplo, tende a piorar?
A superlotação nos prontos socorro dos hospitais psiquiátricos não é fruto apenas da diminuição do número de leitos. Não devemos entender isso apenas por esse prisma. A situação é resultado de um sistema público difícil. Temos deficit de leitos em todos os setores da saúde. Temos que entender isso de uma forma mais ampla.

O que são os CAPs? 
Os CAPS estão organizados nas seguintes modalidades:

à CAPS I: atende pessoas com transtornos mentais graves e persistentes e também com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas de todas as faixas etárias; indicado para Municípios com população acima de vinte mil habitantes;

à CAPS II: atende pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, podendo também atender pessoas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, conforme a organização da rede de saúde local, indicado para Municípios com população acima de setenta mil habitantes;

à CAPS III: atende pessoas com transtornos mentais graves e persistentes. Proporciona serviços de atenção contínua, com funcionamento vinte e quatro horas, incluindo feriados e finais de semana, ofertando retaguarda clínica e acolhimento noturno a outros serviços de saúde mental, inclusive CAPS Ad, indicado para Municípios ou regiões com população acima de duzentos mil habitantes;

à CAPS AD: atende adultos ou crianças e adolescentes, considerando as normativas do Estatuto da Criança e do Adolescente, com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas. Serviço de saúde mental aberto e de caráter comunitário, indicado para Municípios ou regiões com população acima de setenta mil habitantes;

à CAPS AD III: atende adultos ou crianças e adolescentes, considerando as normativas do Estatuto da Criança e do Adolescente, com necessidades de cuidados clínicos contínuos. Serviço com no máximo doze leitos leitos para observação e monitoramento, de funcionamento 24 horas, incluindo feriados e finais de semana; indicado para Municípios ou regiões com população acima de duzentos mil habitantes.

CAPs não receberam estrutura devida no Rio Grande do Norte

O psiquiatra Edson Gutemberg faz um alerta: "Os CAPs não conseguem atingir a população necessitada. Tenho notícias de que alguns CAPs funcionam sem psiquiatra, o que é uma temeridade", revela. Criados na década de 90, os Centros de Apoio Psicossocial só receberam maior investimento do Ministério da Saúde a partir do 2000. De acordo com dados do MS, até ano passado, eram 1.742 unidades espalhadas no país. No RN, são 35 CAPs, número insuficiente para uma demanda crescente diariamente.
Aldair DantasPsiquiatra Edson Gutemberg analisa estrutura de atendimentoPsiquiatra Edson Gutemberg analisa estrutura de atendimento

O psiquiatra conta que a porta de entrada para um primeiro atendimento psiquiátrico deveria ser um ambulatório. "No entanto, infelizmente, esses ambulatórios basicamente não existem. O que nós vemos, atualmente, a porta de entrada é o João Machado. O médico avalia se o paciente precisa ser internado. Se precisar, ele interna no serviço público. Se não houver vaga, o que é comum, encaminha para os hospitais conveniados", explica.

Os CAPs, segundo o médico, pode ajudar na medida que o paciente já tem o diagnóstico consolidado, "mas o que observamos é que eles são insuficientes e a questão de não ter psiquiatra é complicada", informa. Porém, de acordo com Márcia Biegas, coordenadora de Saúde Mental do Município, a denúncia do médico não se confirma no caso da capital. "Os CAPs de Natal não têm falta de psiquiatra. Todos têm médico psiquiatra. O único que não funciona adequadamente, por questão estruturais, é o CAPs AD Norte. Não tem grupos e oficinas por causa da estrutura da casa e não será resolvido esse ano", pondera.

O CAPs de referência no município, é o CAPs 3 Leste. Localizado em rua tranquila de Petrópolis, o local tem 20 leitos divididos em duas alas: masculino e feminino. Assim como o número de leitos, o atendimento também é limitado. Apenas pacientes das zonas Leste e Sul de Natal são acolhidos em casos de urgência e emergência. "Esse CAPs é referência de urgência e emergência. O Samu, quando recebe uma ligação dessas duas regiões, e refere-se a paciente psiquiátrico, não leva mais para o João Machado, traz para cá", explica Márcia.

A coordenadora reconhece que a zona Norte é a área mais desassistida da capital. "Não existe nenhum serviço substitutivo. Eles têm que procurar o João Machado mesmo". Para suprir a necessidade, há um projeto de construção do CAPs AD Zona Norte, que será no anexo da Policlínica da região. "Foi aberto licitação para construção no segundo semestre, mas foi dada como deserta. Estamos esperando que seja reaberta próximo ano", diz.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Por uma infância sem racismo

Carta dos Povos e Comunidades Tradicionais do Semi-Árido - recordando a nossa missão....


Carta dos Povos e Comunidades Tradicionais do Semi-Árido


"Nós Povos Indígenas de diversas Etnias, Povos de Terreiros, Comunidade de Pescadores Artesanais, Comunidades Quilombolas, reunidos no Encontro de Pesquisadores, Povos e Comunidades Tradicionais do Semi-Árido nos dias 08 a 12 de Dezembro de 2008 na UNEB – Universidade Estadual da Bahia em Paulo Afonso /BA, em parceria com diversos grupos, entidades, pastorais, ONGs, Movimentos Sociais, Estudantes, Professores, vimos através desta, reafirmar a nossa Identidade, nossa Resistência e nossos Direitos.



Vimos afirmar e reafirmar que a floresta, a água e a terra é a nossa vida. E tudo que tem na Natureza quando são destruídos, poluídos, desmatados, queimados ou derrubados é um espírito que desaparece, é um espírito que se enfraquece e é um espírito que morre. Quando desmatam nossas matas, os pássaros que trazem alegrias e encantos, desaparecem e junto deles todos os outros animais se entristecem.
Estão destruindo a Natureza, estão nos expulsando dos nossos territórios para fazer grandes obras, com isso, estão destruindo e matando nossos espíritos e junto com eles nós vamos se enfraquecendo e morrendo aos pouquinhos. É da terra que matamos nossa fome e da água que matamos nossa sede, por isso, temos que ter consciência de como tiramos o nosso sustento, para que a terra, a água e a floresta como bens preciosos possa dar todo tempo os seus frutos. É preciso zelar, cuidar da Natureza para garantir a sustentabilidade de toda a vida. É a Natureza o nosso bem maior, razão de nossa existência e vivemos em função dela."(...)



Nós Povos de Terreiros não cultuamos o diabólico. O Candomblé, a Umbanda é uma tradição antiga, é a religião da Natureza, os Orixás são os guardiões, defensores e protetores dessa Natureza e cada um exerce sua função. Esses fazem parte de nossa cultura. Por isso, conclamamos a todos a conhecer e respeitar nossos ritos, nossa cultura, nossas tradições.


Nós Pescadores Artesanais não somos preguiçosos, nem mentirosos como a sociedade nos acusa. Somos os guardiões das águas, artesãos da pesca artesanal, é nas águas que tiramos nosso sustento. Tiramos somente o que a Natureza nos permite para a sobrevivência das nossas famílias. Temos direitos aos nossos territórios pesqueiros e os direitos as condições adequadas da vida.


Nós Comunidades Quilombolas carregamos a herança de nossos antepassados que sofreram a escravidão. Reafirmamo-nos na resistência e na busca dos direitos fundamentais para continuar a viver. Conclamamos a todos a quebrarem as correntes do preconceito e da discriminação.


Nós Povos Indígenas, somos os primeiros desta terra. Temos os nossos rituais, nossa identidade, nosso jeito de viver. Precisamos continuar existindo na terra, é ela que nos sustenta, nos alimenta e nos dar força. Nosso lugar é o lugar da nossa existência. As matas, as águas e a terra é o lugar dos encantados de luz. Respeitem e deixe-nos em Paz!


Exigimos proteção às matas, a terra, os rios, nascentes e aos animais, para que a gente não se acabe. Conclamamos a Sociedade, Conclamamos os Governos que nos reconheçam e respeitem as nossas culturas e nossas diferenças. Respeitem nossos valores para continuarmos a existir.


Exigimos que seja feita uma profunda Revitalização do Rio São Francisco e do Semi-Árido brasileiro. Revitalização das nascentes, das aguadas, das terras de beira rio e da caatinga. Uma Revitalização dos seres humanos, para que o respeito a todos os Povos nos der condições de viver com alegria. Para tanto, precisamos de saneamento básico, moradia adequada, alimento saudável, acesso a saúde com qualidade, energia elétrica, água tratada, orientação técnica para nossos cultivos, tecnologias de convivência com o semi-árido (cisternas de captação de chuva, barramentos, poços, criação de pequenos animais, etc.), exigimos o repovoamento do rio com pescado nativo, ordenamento pesqueiro, água livres e acesso aos territórios pesqueiros. Queremos educação com qualidade e diferenciada para os diversos povos e comunidades com suas culturas e modos variados de vida e toda estrutura necessária para construção dos conhecimentos. Queremos também as condições para exercer nossa própria organização.



Mais que isso, queremos nossos Territórios Livres, demarcados, titularizados, reconhecidos para os Pescadores Artesanais, Quilombolas, Povos Indígenas, Povos de Terreiros e tantos outros. É o território o lugar de comunhão e reunião da comunidade para viver a religião, a festa, a organização, a resistência. É o lugar da terra e da água onde a vida se reproduz, é o lugar de nossa existência e de nossa afirmação identitária.
É a nossa afirmação identitária como Povo e Comunidade Tradicional que convidamos toda a sociedade a acabar com o preconceito, a discriminação, a perseguição e todas as formas de violência contra o Povo e a Natureza.
Somos todos doutores e doutoras. Uns tem os saberes dos livros, outros tem os saberes das águas, outros os saberes da terra, outros tem os saberes das tradições, dos ritos e das festas, outros os saberes dos encantos, da cura. Mas, nesta sabedoria de todos nós com respeito e dignidade e as diferenças, podemos compartilhar os conhecimentos e aprender juntos.
Nos orgulhamos de sermos o que somos. Somos felizes como somos. Nos faltam muitas coisas. Mas, temos o saber dos nossos antepassados, por isso, somos todos aprendizes do conhecimento para aprender a lutar a respeitar e ser respeitados. Somos todos e todas seres humanos e queremos viver em Paz!


SE A TERRA É NOSSA MÃE, A AGUA É NOSSO LEITE E NÓS SOMOS OS FILHOS DA TERRA!

Saudações, Axé, Nakea-Nakeô (Novo Reinado Chegou), Nguunzu, Auwê, Olorum Kosifió, Nzambi, Toondele, `Nkisi, Vodum, Amém. motumba, Kolofe Olorun "


BA, 12/12/08

ATENÇÃO POVO CURSO GRATUITO E PARTICIPATIVO VALE A PENA PARTICIPAR NOS JA FIZEMOS SO FALTA VOCÊ POVOS DE COMUNIDADES TRADICIONAIS DEVEM OBRIGATORIAMENTE PARTICIPAR - REDE MANDACARU GRITA EMPODERAMENTO DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS




Ao final do curso, o participante deverá apresentar conhecimentos que proporcionem uma melhor compreensão das questões que envolvem as políticas públicas, os programas e as ações para promoção da igualdade de gênero e raça, erradicação da pobreza e geração de emprego.


Organizações públicas, privadas e da sociedade civil, incluindo organizações de trabalhadores e empregadores.


Este curso visa criar no ambiente de trabalho as condições de equidade deGênero e Raça através da política institucional do programa de pró-eqüidade.
Também busca apoiar a incorporação das dimensões de gênero e raça nas políticas públicas de combate a pobreza e geração de emprego; e nos programas e ações de organizações da sociedade civil, incluindo organizações de trabalhadores e empregadores, para promoção da eqüidade.
E ainda tem como foco o fortalecimento das ações de capacitação a distância da OIT-Brasil, ampliando o alcance dos processos de capacitação.

Módulo 1 - Introdução às questões de Gênero, Raça, Pobreza e Emprego
Módulo 2 - A questão racial, pobreza, trabalho e emprego no Brasil: Tendências, enfoques e políticas de promoção da igualdade
Módulo 3 - Acesso ao Trabalho Decente

POR QUE SERA QUE Empreiteiras são maiores doadoras PARA POLITICOS E PARTIDOS????? ENQUANTO ISSO OUTRAS ORGANIZAÇÕES ESMOLAM AJUDA TODOS OS DIAS.... INCLUSIVE A NOSSA....


Empreiteiras são maiores doadoras de 2012

Os números finais divulgados pela Justiça Eleitoral mostram que as construtoras encabeçaram a lista de maiores doadores das eleições deste ano. Andrade GutierrezQueiroz GalvãoOAS Camargo Corrêa foram os quatro maiores financiadores privados da disputa. Juntas, investiram R$ 197,2 milhões.

O quinto maior financiador é o braço da Vale na produção de fertilizantes, que doou outros R$ 29 milhões.
A reportagem é de Paulo Gama e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 08-12-2012.

Essas empresas optaram majoritariamente por uma modalidade de doação que impede a identificação do candidato beneficiado -as chamadas doações ocultas.

Dos R$ 226,2 milhões investidos por elas, R$ 220,6 milhões - 97% do total - foram repassados às direções partidárias ou aos comitês financeiros das siglas. Os recursos são transferidos posteriormente pelos partidos aos candidatos, eliminando o vínculo entre as empresas e os beneficiados pelas doações.

Três deles doaram apenas via partidos. A Andrade Gutierrez, maior financiadora da disputa, investiu R$ 77 milhões -100% direcionado às direções partidárias. Além dela, a Vale e a Queiroz Galvão optaram exclusivamente por essa modalidade.

O PT foi o partido que mais se beneficiou delas. Recebeu R$ 63,6 milhões das cinco empresas. O PMDB foi o segundo, com R$ 49,1 milhões, e o PSDB, o terceiro, com R$ 34,9 milhões. Os três foram os partidos que mais elegeram prefeitos e vereadores em 2012.

Questionados pela Folha, os financiadores não explicaram por que optaram pela doação oculta nem disseram se influenciaram a decisão sobre o candidato beneficiado.

O percentual oculto é maior que o de 2010, quando os cinco maiores financiadores haviam repassado 74,5% de suas doações aos partidos ou comitês. Estão na lista de maiores doadores das duas eleições a OAS, a Camargo Corrêa e a Andrade Gutierrez.

No total, partidos e candidatos declararam ter arrecadado R$ 4,8 bilhões. Desconsiderando os recursos declarados duas vezes -recebidos pelos partidos e repassado aos candidatos-, a eleição movimentou R$ 3,7 bilhões.

FINANCIAMENTO PÚBLICO


Cerca de 5% desse total foi financiado com recursos públicos, por meio do Fundo Partidário - uma reserva mantida pela União distribuída entre as legendas, proporcionalmente a seu tamanho no Congresso. Os partidos declararam ter usado R$ 179,7 milhões do fundo para pagar despesas das campanhas.

Quem mais se serviu de verbas públicas foi o PP, que gastou R$ 20,7 milhões. Na sequência vêm PSDB, com R$ 19,9 milhões, e PMDB e PSB, R$ 18,8 milhões cada um.

Individualmente, quem mais recebeu foi ACM Neto, eleito pelo DEM para a Prefeitura de Salvador.

proejto condominio social na america latina...

 
Posted by Picasa

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

haja dizimos e muita Fé no Bolso mercadologico da Fé novos nomes produzidos pela midia neopentecostal no Brasil..


Disputa por fiéis coloca em cena dois novos ícones midiáticos do neopentecostalismo

Na santa guerra de caça a fiéis, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) alçou à vitrine o bispo Guaracy Santos, trazido em 2009 da Bahia, e hoje um novo ícone midiático, assim como o seu concorrente, o bispo Josivaldo Batista, da Igreja Mundial do Poder de Deus.
“Eles são os novos ícones do neopentecostalismo” no Brasil, afirmou o pesquisador e colunista do site noticioso Gospel News, Johnny Bernardo, especialista no estudo das religiões. A IURD vem perdendo fiéis para a Mundial do Poder de Deus, que tem investido na divulgação de milagres em campanhas lideradas pelo bispo Josivaldo.
A informação é publicada pela Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 06-12-2012.

O bispo Josivaldo “tem promovido um verdadeiro show de testemunhos de pessoas que afirmam terem sido curadas de paralisias, câncer, dores nas costas. Muletas e cadeiras de rodas são exibidas como provas da ‘operação’ divina nas reuniões da sede Mundial”, analisa Bernardo.

O bispo Guaracy, apresentador do “Duelo dos Deuses”, que vai ao ar diariamente às 9h pela IURD TV, passou a estrear, há meses, o programa “Sete Minutos”, apresentado na TV Record. O apresentador realiza campanhas para fechamento de corpo e presta consultas “espirituais” na sede da Universal, em São Paulo.

Mundial do Poder de Deus tem cerca de 5 milhões de seguidores e é uma dissidência da Universal que, segundo oCenso de 2010 teve um decréscimo de 230 mil adeptos no período de dez anos, que migraram para a Mundial.

Abaixo-assinado LEI PARA ESPEECIFICA PARA VALORIZAÇÃO RESGATE DOS POVOS DE TERREIROS E DE MATRIZ AFRICANA DO BRASIL


Abaixo-assinado LEI PARA ESPEECIFICA PARA VALORIZAÇÃO RESGATE DOS POVOS DE TERREIROS E DE MATRIZ AFRICANA DO BRASIL

Nós subscrevemos o abaixo-assinado LEI PARA ESPEECIFICA PARA VALORIZAÇÃO RESGATE DOS POVOS DE TERREIROS E DE MATRIZ AFRICANA DO BRASIL, Para A TODOS OS POVOS DE TERREIROS E A TODOS OS QUE DESEJAREM APOIA ESTES POVOS ....

com dotação e especificação as manisfestações e reconhecimento a resistencia, politica


Leia o abaixo-assinado LEI PARA ESPEECIFICA PARA VALORIZAÇÃO RESGATE DOS POVOS afirmativa  DE TERREIROS E DE MATRIZ AFRICANA DO BRASIL



Cartilha - Como criar uma rádio comunitária


Cartilha - Como criar uma rádio comunitária

Olhando outros blogs na internet, descobrimos o Impressão Comunitária, do estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Pampa, Paulo Messa. Em uma das postagens, ele divulgou uma cartilha feita pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que ensina como fazer uma rádio comunitária. "Para fazer Rádio Comunitária com "C" maiúsculo é organizada por Ilza Girardi e Rodrigo Jacobus e surgiu a partir do lançamento da Cartilha (sem frescura) da Rádio Comunitária, em 2002, pela disciplina Projeto Experimental em Jornalismo III: Comunidade, no 8º semestre da habilitação em Jornalismo
do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Vale a pena dar uma olhada!

Download em PDF

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Deputado requere centro de serviço de atenção à AIDS no interior do RN


Deputado requere centro de serviço de atenção à AIDS no interior do RN



O deputado Ezequiel Ferreira (PTB) requereu ao secretário da Saúde Pública Isaú Gerino Vilela a instalação de um centro de serviço de atenção á AIDS, em Currais Novos, na região Seridó.


Ele disse que hoje existem 10 pontos de serviço desse tipo, sendo dois deles em natal e os outros em Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Santa Cruz, Caicó, Pau dos Ferros, São José do Mipibu, Mossoró e Macaíba.

“Os casos de AIDS no Rio Grande do Norte crescem em média de 14% ao ano. É um percentual bem acima da taxa nacional que foi de 3,7%, entre 2010 e 2011. Dados da secretaria de Saúde mostram que de 2000 a 2011 foram diagnosticados 3.122 casos da doença em adultos, 384 a mais do que os 2.738 registrados no acumulado até 2010. Por isso a secretaria de saúde Pública está investindo na descentralização da assistência, levando os serviços para o interior”, afirmou.

MIDIAS SOCIAIS COMPARTILHA...

Gostou? Compartilhe !!!

Postagens populares

visitantes diariamente na REDE MANDACARURN