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domingo, 2 de setembro de 2012

Título: OFICINA DE FORMAÇÃO DOS PROMOTORES POPULARES EM SAÚDE - atenção companheiros do RS E REGIAO PARA ESTE EVENTO DE FORMAÇÃO...


Título: OFICINA DE FORMAÇÃO DOS PROMOTORES POPULARES EM SAÚDE

                   Convencido da Importância de defender a Saúde Publica e Gratuita, e de acionar o estado para que se responsabilize para garantir o acesso e atenção a saúde, respondendo imediatamente às demandas apresentas e organizá-las de acordo as necessidades dos usuários, a capacitação de Promotores de Saúde através da Educação Popular e as Praticas em Saúdes dos Movimentos Sociais, construir o dialogo com o tema de Participação Social, a partir do conceito da Gestão Estratégica e Participativa e dos processos de Educação Permanente em Saúde, respeitando a proposição do quadrilátero dos atores sociais e propõe uma dinâmica participativa na estruturação das praticas em Saúde Pública, envolvendo as comunidades mais carentes, damos prioridade as ações de promoção, prevenção em saúde dos sujeitos sociais de forma integral e contínua.
                   A implementação do projeto de OFICINA DE FORMAÇÂO DOS PROMOTORES POPULARES EM SAÚDE possibilitará a esta parcela da população diagnosticar e identificar suas demandas em saúde, para melhoria na atuação do Controle Social e do SUS.
A Promoção e Prevenção em Saúde é um dos pontos frágeis nos Movimentos Sociais, mas não podemos desconsiderar as praticas utilizada por estes, e analisarmos as metodologias aplicadas pelos gestores e profissionais de saúde. Nosso entendimento sobre Políticas Públicas de saúde nos municípios, visando a melhora em qualidade de vida das pessoas que acessam o SUS, na luta pela diminuição dos danos causados pelas doenças e maus tratos.
Objetivo Geral.

Valorizar o protagonismo dos movimentos sociais na construção de políticas publicas, para a promoção e prevenção na saúde, visando a melhor qualidade de vida, contribuir para a conscientização do acesso ao direito à saúde, e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Objetivos Específicos

  • Caracterizar e classificar ações de implementação de políticas publicas em saúde, após diagnostico das realidades apresentadas; constituir redes e fóruns de formação para melhorara a atuação no Controle Social destas populações;
  • Elaborar documentos que apontem através de pesquisa de dados sobre a situação das populações envolvidas;
  • Incentivar e identificar práticas de promoção e prevenção em saúde, no âmbito integral e universal do SUS, utilizando a metodologia da educação e das praticas populares em saúde, na formação de Gestores e Conselheiros de Saúde, Lideranças dos Movimentos Sociais e dos Trabalhadores em saúde;
  • Incentivar as metodologias de referenciais de saberes Populares e Acadêmico, constituído em espaços de formação coletiva;
  • Identificar demandas regionais, através das praticas e resolutividade das necessidades encontradas nestas populações;
  • Incentivar a acessibilidade dos sujeitos envolvidos ao direito de usar o Sistema Único de Saúde;
  • Contribuir para implementação de ações coletivas interdisciplinares na saúde, com metodologia participativa na qualificação do saber em saúde;
  • Promover e incentivar a participação no Controle Social.

Instituições Proponentes:

Africanamente–Centro de Pesquisa Resgate e Preservação das Tradições Afrodescendentes
Rede de Nacional de Religiões Afro em Saúde
Central de Movimentos Populares - RS

Parceiros: Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa
Ministerio da Saúde
Nucleo de Estudo de Saúde da População Indigena e Negra
Coordenação de Educação e Saúde Coletiva
Escola de Saúde Publica – ESP/SES

Política da Saúde da População Negra
Departamento de ações em Saúde – DAS

Coordenação Geral do Projeto: Tatiana Renato Machado - Central de Movimentos Populares

Coordenação Técnica: Luiz Alberto Diaz – Rede Nacional de Religiões Afro em Saúde

Publico Estratégico: Qualitativo e Quantitativo

Publico Qualitativo

Nosso projeto visa a atingir com suas ações melhorias na saúde ou no modo de viver com saúde das crianças, jovens e adolescentes e demais faixas etárias nas comunidades de terreiros, quilombolas (urbanas e rurais), indígenas e nas periferias de grandes Centros urbanos.

Publico Quantitativo

O publico será divididos entre: Gestores e Profissionais da Saúde, moradores de Comunidades Quilombolas e Comunidades Indígenas, moradores das periferias urbanas e estudantes em formação na área de Saúde, Conselheiros de Saúde, num total de 100 (Cem) participantes.

Área de Atuação

O Projeto terá como área de atuação as cidades de Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Pelotas, Santo Angelo e Erechim, sendo estas sedes das MACRORREGIONAIS de Saúde, com os Conselhos Municipais de Saúde, as Comissões Integrada de Ensino e Serviço – CIES, este processo contemplará moradores de outros municípios do Estado do Rio Grande do Sul, com prioridade a participantes dos municípios Sedes das Coordenadorias de Saúde.

Metodologia Aplicada

A metodologia aplicada contribuirá para qualificação e formação, assim propiciando espaços democráticos, através da participação dos sujeitos e setores envolvidos com o projeto no aspecto da Educação e Formação, dialogando com as praticas da Educação Popular em Saúde e a Formação dos Profissionais em Saúde, com a participação e problematização, dentro de relações pedagógicas horizontais e dialógicas de acordo à proposição do quadrilátero da Política de Educação Permanente, envolvendo Gestão – Ensino – Serviço – Controle Social, uma maior interação, ressaltando a compreensão da própria definição da saúde como direito de todos e dever do Estado, tendo a integralidade e universalidade como diretriz fundamental do SUS, interagindo com Eqüidade para o desenvolvimento de Promoção em Saúde, da Participação Política, da Diversidade Cultural e das Práticas Populares em Saúde, expressando o que já temos construído com a Participação Social e refletindo a atuação dos Povos da Floresta, o Povos do Campo, as Comunidades Quilombolas, a Rede de Religiões Afros em Saúde, os Povos Ciganos, a População Indígena, a População de Rua e a População LGBT, assim nos propomos a organizar atividades:

AÇÂO 1 - Seminário Estadual de Planejamento - Porto Alegre, 14 e 15 de Setembro de 2012
Promoção, Equidade a Participação Social em Saúde - Faculdade de Educação da UFRGS - Sala 101

OFICINA DE FORMAÇÂO DOS PROMOTORES POPULARES EM SAÚDE

14 de Setembro – Sexta Feira
Abertura:
09h00 –  Ministério da Saúde
              Secretaria Estadual da Saúde
               Escola de Saúde Publica
              Conselho Estadual da Saúde
10h00 – Participação Social: Equidade e Promoção em Saúde
José Marmo – Rede Nacional de Religioes Afro em Saúde
Reginaldo Chagas – Secretaria de Gestão Esyratégica e Participativa – Ministerio da Saúde
Mirian Alves – Politica da Saúde da População Negra – DAS/SES RS
12h00 – Almoço
13h30 – Perpectivas do Controle Social e Participação Social
Paulo Humberto da Silva - Presidente do Conselho Estadual de Saúde
15h30 – Intervalo café e Ideias
16h00 - Saúde Coletiva e a Educação Permanente em Sáude Sistema Único de Saúde
Lucia Schandler – Coordenação de Educação e Saúde Coletiva/ESP
18h00 - Encerramento
15 de Setembro - Sábado
09h00 - A Experiencia e Propostas de Planejamento da Pesquisa e Mapeamentos para Elaboração de Projetos e Desenvolvimento
“ Cartografia dos Movimentos Sociais do RS”
Jorge Senna - Nucleo de Estudo de Saúde da População Indigena e Negra
10h15 – Café com Ideias
10h30 – Organização e desenvolvimento da OFICINA DE FORMAÇÂO DOS PROMOTORES POPULARES EM SAÚDE.
Jorge Senna - Nucleo de Estudo de Saúde da População Indigena e Negra
Mirian Alves – Politica da Saúde da População Negra – DAS/SES RS
11h30 - Organização das OFICINA DE FORMAÇÂO DOS PROMOTORES POPULARES EM SAÚDE. Santa Cruz – Pelotas - Porto Alegre - Santo Angelo - Erechim
12h30 – Almoço
14h00 – Propostas e Encaminamentos
16h00 – Encerramento

Ação 2 - Oficinas Formativas descentralizadas – Carga Horaria: 80 Horas
 
    Realização das oficinas descentralizadas com 20 participantes, com carga horaria de 60 horas de Aula Teórica e 20 horas de Dispersão, nas cidades de:
     
    Porto Alegre - 24 a 28 de Setembro de 2012 (Metropolitana e Serra)
    Pelotas - 01 a 05 de Outubro de 2012 (Centro - Sul);
    Santa Cruz do Sul - 15 a 20 de Outubro de 2012 ( Vales);
    Erechim22 a 26 de Outubro de 2012 ;
    Santo Ângelo05 a 09 de Novembro de 2012
    Conteudo das Oficinas :
Controle Social - Carga Horaria de 10 hs
Saúde Coletiva e Sistema Único de Saúde - Carga Horaria de 10 hs
Propostas das Demandas e Temáticas - Carga Horaria de 10 hs
Planejamento da Pesquisa e Mapeamentos na Comunidade - Carga Horaria de 20 hs
Planejamento da Pesquisa e Mapeamentos na Comunidade Dispersão – Carga Horaria 20 Horas
Elaboração de Projetos e Desenvolvimento - Carga Horaria de 10 hs

Ação 3 - Conferencia de Promotores Populares em Saúde, 12 a 14 de Novembro de 2012, P. Alegre.

PÚBLICO-ESTRATÉGICO: Serão 100 participantes, envolvendo Gestores, Profissionais da Saúde, moradores de Comunidades Quilombolas e Comunidades Indígenas, moradores das periferias urbanas e estudantes em formação na área de Saúde, Conselheiros de Saúde

Os (as) candidatos (as) a bolsa auxilio deverão ser: Lideranças ou ativistas dos movimentos sociais:

Os demais poderão ser estudantes que desenvolvam pesquisas na área das relações e Participação Social ou representaçoes de Getores e Conselhos Municipais de Saúde

NOTAS:

  1. Não poderão candidatar-se às bolsas integrais oferecidas para OFICINA DE FORMAÇÂO DOS PROMOTORES POPULARES EM SAÚDE,representantes de Gestores ou trabalhadores representando orgão Municipais. Podendo, contudo, participar com recursos próprios, com necessidade de inscrição prévia;
  1. OFICINA DE FORMAÇÂO DOS PROMOTORES POPULARES EM SAÚDE é aberta a todos (as) interessados (as). Os (as) participantes que obtiverem um mínimo de 90 % de frequência terão direito a um certificado;
  2. OFICINA DE FORMAÇÂO DOS PROMOTORES POPULARES EM SAÚDE é inteiramente gratuito e aberto a todos (as) os interessados (as). Com necessidade de inscrição prévia.

INSCRIÇÂO

A inscrição será online, através do Site da Escola de Saúde Publica para preenchimento do formulário para seleção de participantes.

Os selecionados deverão participar integralmente das atividades decestralizada propostas durante os dias indicados no cronograma.

SOBRE A BANCA DE SELEÇÃO:

Uma comissão (formada por Proponentes do Projeto e ativistas do Movimento Social) fará a seleção com base na documentação apresentada e suas decisões serão definitivas.
 
DOCUMENTAÇÃO A SER ENVIADA ONLINE:

1- Uma carta de recomendação (com assinatura digitalizada) de alguma liderança dos
Movimentos Sociais, ou Conselhos Municipais;

2- Aprovação de uma resolução da CIR, com nome indicado pela CIES- da região indicada.

2- Formulário para seleção de participantes totalmente preenchido.
(Ver no site: http://www.esp.rs.gov.br/)

NOTA: Toda a documentação deve ser obrigatoriamente digitalizada e enviada para o e-mail:
secacademica@saude.rs.gov.br com copia para:promotorespopularesemsaude@yahoo.com.br, indicando no campo assunto:SELEÇÃO Oficina de Promotores Populares em Saúde 2012.

Não será admitido o envio impresso.

CONFIRMAÇÃO DA SELEÇÃO

Após a publicação dos selecionados, os mesmos deverão preencher e enviar o formulário “Carta Compromisso” no prazo estipulado neste Edital, como condição de confirmação da inscrição, conferindo-lhes a efetivação da sua seleção.

CRONOGRAMA

Período de inscrições. 03 de Setembro a 10 de Setembro de 2012
Análise das inscrições. 11 e 12 de Setembro de 2012
Publicação preliminar dos selecionados. 13 de Setembro de 2012
Entrega da Carta Compromisso: Diante a Inscrição no Seminario e Aula Inaugural onde serão anunciados os selecionados, com confirmação da inscrição.

Publicação final dos selecionados: 14 de setembro de 2012

Período da Oficina: 14 de Setembro a 14 de Novembro de 2012.

Coordenação: Núcleo de Estudo de Saúde da População Indigena e Negra - ESP/SES
Politica Estadual da Saúde da População Negra - DAS/SES

MAIORES INFORMAÇÕES:

Miriam Cristiane Alves Alves
Politica da Saúde da População Negra – DAS/SES RS


Fone: 55 (51) 3228 58 94


Jorge Senna
Coordenação de Educação e Saúde Coletiva
Núcleo de Estudo de Saúde da População Indigena e Negra


Fone: 55 (51) 3901-14-82

Jornal Futura Reportagem Saúde Mulher Negra

Saúde da população negra

OUTRO OLHAR -- Saúde da População Negra

Carta aos deputados do recurso para votação do PNE...

Carta aos deputados do recurso para votação do PNE


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A CNTE oficializou, em carta, pedido para que os deputados retirem a assinatura do recurso do PL 8.035/10 (Plano Nacional de Educação) que leva o projeto para votação no plenário da Câmara. A CNTE alerta que a manobra adia a implementação do Plano e põe em risco a aprovação do investimento de 10% do PIB na educação. 

1,4 BILHÃO PARA EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL...


Governo confirma R$ 1,4 bilhão para educação em tempo integralPDFImprimirE-mail
Após a divulgação das médias nacionais dos estudantes brasileiros no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb, sistema de avaliação nacional gerenciado pelo Ministério da Educação), a diretora de Currículos e Educação Integral do ministério, Jaqueline Moll, refirmou que o governo federal deverá aplicar mais de R$ 1,4 bilhão até o final deste ano para a ampliação do ensino em tempo integral nas escolas públicas.
O valor já havia sido anunciado no primeiro semestre deste ano e foi confirmado em palestra que concedeu na Câmara a convite da Frente Parlamentar da Educação.
As médias gerais do Ideb, que são baseadas nas taxas de aprovação e no desempenho geral em provas de Português e Matemática, mostraram que os alunos do ensino médio da rede pública não evoluíram em dois anos – o índice de 3,4 atingido em 2009 foi mantido em 2011. Já nos anos iniciais do ensino fundamental, os resultados foram melhores. Os alunos dessa etapa alcançaram nota 5, 0,1 a mais que a média prevista para 2013.
Os recursos confirmados pela diretora do MEC devem bancar iniciativas diversas de acompanhamento pedagógico, educação ambiental, reforço escolar, esporte e lazer, cultura e artes, ensino da história de comunidades tradicionais entre outras atividades que compõem a ampliação da carga horária na escola.
Hoje, 32 mil escolas já oferecem aulas e atividades em tempo integral aos alunos. Segundo Moll, a meta do governo é garantir esse tipo de ensino para todos os estudantes da educação básica em até 20 anos. Para o coordenador da Frente Parlamentar da Educação, deputado Alex Canziani (PTB-PR), a ampliação do ensino integral deve ter impacto direto na nota das escolas no Ideb: "Sem dúvida, o aumento do tempo na escola representa um ganho importante para a melhoria da qualidade do ensino no País, que vai se refletir nos índices educacionais".
Plano Nacional de Educação
Para esta década, a meta do governo coincide com a última versão do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) aprovado por uma comissão especial da Câmara. O texto prevê a oferta de ensino integral em 50% das escolas da educação básica – que abrange o ensino fundamental e o ensino médio. Serão, segundo texto, no mínimo25% de todos os alunos com aulas e atividades de seis a sete horas por dia, nos dois turnos. Deputados da comissão haviam sugerido a ampliação da meta para 50% dos alunos com jornada integral.
O plano, no entanto, ainda pode sofrer alterações na Câmara, já que um grupo de 80 deputados apresentou recurso para análise do texto em Plenário. Se o recurso for aprovado, os deputados poderão mudar qualquer uma das metas previstas no PNE, inclusive aquela de educação em tempo integral. A previsão é de que o plano seja votado no próximo dia 19 de setembro.
Benefícios
Apesar das divergências quanto às metas da oferta de ensino nos dois turnos, há consenso quanto aos benefícios desse tipo de ensino. De acordo com Jaqueline Moll, os índices de aprovação aumentam significativamente entre o grupo que participa de atividades escolares pela manhã e pela tarde. As taxas de evasão escolar, segundo a diretora, também são menores. "Ainda temos alguns desafios pela frente, como a integração do currículo, melhoria da infraestrutura escolar, formação pedagógica diferenciada dos professores, articulação das escolas com a comunidade, mas os ganhos são visíveis nesse grupo e podem melhorar", disse.
Alex Canziani também se disse esperançoso quanto aos resultados da ampliação do ensino em tempo integral e afirmou que o tema vem ganhando força na agenda política. "As próprias campanhas eleitorais deste ano mostram isso, já que diversos candidatos a prefeitos têm se comprometido com o tema", comemorou.
(Agência Câmara de Notícias 22/08/12)

Saúde dos professores em alerta

 
Saúde dos professores em alerta


saude_professorMuitos deles encaram três turnos de jornada de trabalho. E precisam se deslocar entre diferentes pontos para executar suas funções. O acúmulo de serviço e a falta de estrutura adequada para desempenhá-lo são queixas frequentes. Esses são alguns dos ingredientes da rotina dos professores da rede pública, o que faz com que a saúde desses profissionais esteja em alerta.
A carreira no magistério, já considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) uma das mais estressantes, tem afastado cada vez mais docentes da sala de aula. Na rede estadual de São Paulo, em que atuam 220 mil professores, são observados 92 afastamentos por motivo de saúde por mês, ou seja, cerca de 33 mil docentes longe das salas anualmente. Destes, 19 mil são em função de depressão. Procurado, o governo do Estado não se pronunciou.
Pesquisa da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) de 2010 mostra que também estão entre os principais motivos para o afastamento problemas na voz, LER (Lesão por Esforço Repetitivo) e obesidade. "Isso é consequência de jornada estafante, falta de infraestrutura e salas de aula superlotadas", observa a presidente da entidade, Maria Isabel Noronha.
O levantamento destaca ainda que entre as principais queixas dos professores estão superlotação das salas de aula (66,2%), jornada excessiva (60,1%) e violência nas escolas (57,5%). No âmbito municipal, a situação também é preocupante. Entre Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Ribeirão Pires, o índice de profissionais afastados em 2011 foi de 31% do total de 10.540 educadores. São Bernardo lidera o ranking com 2.637 dos 4.400 professores da rede municipal impedidos lecionar no ano passado por doenças no aparelho respiratório, nos olhos e problemas psiquiátricos.
Na visão da professora de Psicologia da Educação da Faculdade de Educação da USP Sílvia Colello, é preciso separar as dificuldades que acometem os educadores em dois tipos: desgastes físicos e emocionais. "A desvalorização do docente pela baixa remuneração e pouco reconhecimento gera doenças sociais, como a depressão", diz.
O tema é pauta de discussão nos sindicatos municipais, estaduais e federais da categoria. Para a secretária geral da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação), Marta Vanelli, a implantação da Lei do Piso (nº 11.738) é parte da solução do problema que afeta professores em todo o País. A recomendação da ONU (Organização das Nações Unidas), segundo a educadora de Santa Catarina, é que 50% da jornada de trabalho seja dedicada a atividades extraclasse. "Estamos tentando passar de 20% para um terço, mas está bem difícil", comenta.
Segundo Marta, a OMS (Organização Mundial da Saúde) orienta que o professor só trabalhe em um período, recomendação pouco seguida. Desempenhar outras funções na escola é alternativa Nem sempre o afastamento da sala de aula significa ficar em casa. Os educadores são remanejados para outras funções dentro da unidade escolar - a chamada readaptação. A depressão afastou do trabalho há cinco anos a educadora Valéria do Nascimento, 45 anos. Desde então, a funcionária de escola municipal em Diadema exerce outras atividades dentro da unidade, na secretaria e biblioteca. A vontade de voltar a lecionar existe, mas a intolerância ao barulho a impede. Professora há 23 anos, ela diz que ensinar é desgastante porque obriga o profissional a transmitir conhecimento e auxiliar na resolução de problemas sociais dos alunos.
Outra dificuldade citada é a tarefa de lidar com temas como bullying. Em São Bernardo, nódulo nas cordas vocais resultou, há quatro anos, no afastamento de professora de 57 anos, que preferiu não se identificar. Após período longe do giz e da lousa, ela já pode voltar ao trabalho nas redes estadual e municipal. "A principal dificuldade é a falta de limite dos estudantes, além de ter de competir com o som da rua."
AMEAÇA
A docente Miza Possidônio, 44, chegou a repensar a carreira exercida há 14 anos em escolas estaduais e municipais de Santo André após sofrer ameaça de morte de estudante do 9º ano do Ensino Fundamental. Por receio de que a família fosse prejudicada, a educadora decidiu registrar boletim de ocorrência. "Espero que melhore a vida dos professores e que passem a ser mais respeitados", diz.
Apesar da intimidação, ela continua lecionando. A Secretaria da Educação do Estado informou que a direção da unidade convocou a professora e a aluna para reunião e que os responsáveis pela estudante também serão chamados. Além do Conselho Tutelar ser acionado, o caso é acompanhado pelo professor-mediador da escola.
Prefeituras intensificam acompanhamento profissional Na rede municipal, as prefeituras garantem intensificar o acompanhamento dos educadores. De acordo com as administrações públicas, também são feitas ações com intuito de melhorar as condições de trabalho, como implantação de material didático adequado e capacitação profissional.
Em Santo André, desde 2009 os docentes são monitorados por juntas médicas. Além disso, a administração destaca intervenções no ambiente escolar nos aspectos estéticos e de limpeza, investimento em melhoria salarial e cursos. Outro ponto é a gestão participativa que dá ao professor oportunidade de manifestar-se. São Bernardo avalia todos os servidores por meio do Serviço de Saúde Ocupacional.
Nos próximos meses, serão agendados exames periódicos dos professores para acompanhamento e prevenção de problemas. Na tarefa de melhorar as condições de trabalho, é feito fortalecimento dos professores e gestores quanto às demandas encontradas no cotidiano das escolas. As unidades escolares de São Caetano disponibilizam equipe técnico-pedagógica, inspetores de alunos e auxiliares de primeira infância, além de recursos pedagógicos e tecnológicos para auxiliar os educadores.
Para professores afastados, a Prefeitura oferece atendimento de serviço médico e psicológico. Diadema opta por investir em suporte pedagógico, formação continuada, infraestrutura adequada e mobiliário, além de se comprometer com a melhoria da carreira e do salário com a implantação recente do Plano de Carreira do Magistério. Ribeirão Pires informou que oferece acompanhamento e avaliação periódica dos funcionários pelo médico do trabalho. A Secretaria da Educação do Estado não respondeu aos questionamentos.
Fonte: Diário do Grande ABC

Estados onde professores ganham mais conseguiram notas melhores no Ideb 2011


Estados onde professores ganham mais conseguiram notas melhores no Ideb 2011

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Na equação que pretende ter como resultado uma educação de qualidade não há espaço para fórmulas mágicas. Ainda que o alto desempenho educacional esteja relacionado a uma série de variáveis, a remuneração adequada de professores precisa fazer parte da conta. É o que dizem especialistas e pode ser visto no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Estados com professores mais bem remunerados tiveram performance melhor na avaliação do Ministério da Educação.
Entre os estados do Brasil, o Rio está apenas em 12 lugar na lista dos que remuneram melhor os professores do ensino fundamental. Com rendimento bruto médio de R$ 1.478, os docentes do Rio ganham menos da metade do que os seus colegas do Distrito Federal. A comparação foi feita com dados colhidos pelo IBGE, no Censo 2010, que incluem as redes pública e privada. As informações foram fornecidas em entrevistas pelos próprios professores.
De alguma forma, a lógica da remuneração reflete-se no desempenho do ensino. Do 1 ao 5 ano do ensino fundamental, o Rio ocupa a 8 posição no ranking do Ideb, considerando as redes pública e privada. Em seis dos estados à frente do Rio, a remuneração dos docentes é melhor do que a existente aqui.
Nos anos finais - do 6 ao 9 ano, a tendência se repete. O Rio está na 7 posição no ranking das notas do Ideb. Nesse caso, cinco dos estados à frente do Rio pagam melhor seus docentes.
- Existe uma relação positiva entre o salário do professor e o desempenho dos alunos. Escolas, municípios ou estados que pagam mais acabam atraindo os melhores professores. Além disso, quanto maior o salário, a tendência é de que o professor fique mais motivado - diz Rodrigo Leandro de Moura, professor de economia da Fundação Getúlio Vargas.
'Há uma noção negativa da carreira'
Professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Ocimar Munhoz Alavarse acredita que baixos salários não devem servir de desculpa para resultados ruins na educação. Ainda sim, o professor afirma que é preciso melhorar a qualidade da remuneração dos docentes brasileiros.
- A média do salário dos professores no Brasil não é alta. E a variabilidade é muito grande. No país, há uma noção negativa da carreira. O jovem pensa e constata que, fazendo cursos com dificuldade semelhante ao de Pedagogia, por exemplo, pode ganhar mais. Isso pesa - diz.
Ocimar também destaca que há outros componentes relacionados ao desempenho dos alunos, como a estrutura das escolas, o apoio dado aos profissionais, além das condições socioeconômicas dos próprios estudantes.
O secretário de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, destaca a importância da remuneração.
- Os baixos salários afastam os bons profissionais da educação e fazem com que os jovens não procurem a carreira. Se continuarmos assim, teremos um apagão de professores. Vão faltar professores em certas disciplinas. Qual jovem vai querer passar quatro anos estudando para ter uma profissão com baixos salários? - questiona Araújo.
Como é a situação no Rio
Cidades do Rio - As dez cidades de maior Produto Interno Bruto do estado não tiveram notas expressivas no Ideb, comparando as redes municipais do estado do Rio.
Maiores - Rio (R$ 1.954) e Petrópolis (R$ 1.622) são as que apresentam a melhor média de salário para professores do ensino fundamental, segundo o IBGE.
Menores - Já São Gonçalo (R$ 1.014) e Nova Iguaçu (R$ 1.014) são os municípios que têm a pior média salarial entre os municípios mais ricos.
Brasil - Ainda segundo o IBGE, o salário médio do professor de ensino fundamental no país é de R$ 1.375.
Piso - O governo federal fixa um piso salarial para os professores, que, neste ano, foi reajustado para R$ 1.451.
Fonte: Extra Online

Congressos e Fóruns de Prevenção em DST, Aids e Hepatites Virais em São Paulo.


Rever, repensar e renovar foram as três palavras mais ditas pelos participantes da mesa de encerramento dos Congressos e Fóruns de Prevenção em DST, Aids e Hepatites Virais em São Paulo. A sessão que contou com bem menos público que a abertura teve como destaque dois vídeos enviados por Dirceu Greco. O primeiro mostrou o momento em que ele disse, em Washington, o que lhe fazia ´dormir bem´; e o segundo foi uma gravação direto de Belo Horizonte, onde se recupera de uma angina, reforçando a importância do encontro.


O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais disse no filme que acompanhou as discussões do Congresso mesmo distante e agradeceu a todos aqueles que contribuíram para a organização deste evento, que reuniu quase quatro mil pessoas. “Com certeza, os debates realizados nesta semana irão pautar as decisões que teremos no enfretamento da epidemia”, disse.

Segundo Dirceu, o Departamento está unido ao movimento social e à academia no planejamento das estratégias de prevenção do HIV e na assistência prestada às pessoas infectadas.

Ele disse também que o Brasil tem os elementos necessários para por fim à epidemia. “Vontade política, conhecimento científico, meios de tratamento e prevenção da doença e p articipação da sociedade civil”, citou.

Entre as ações que o Departamento já começou a desenvolver para melhorar a resposta à epidemia, Dirceu citou o aumento na produção de preservativos pela fábrica nacional em Xapuri, no Acre; a ampliação de pessoas em tratamento, o que inclui o início mais cedo da terapia (CD4 inferior a 500 células/mm3, mesmo que sejam pacientes assintomáticos) e para infectados em relações sorodiscordantes; e a criação do remédio “3 em 1”, que reunirá em um único comprimido os antirretrovirais Efavirenz, Tenofovir e Lamivudina.

Renovação

Representando as pessoas vivendo com HIV e aids na mesa, Renata Souza disse que o encontro marca a renovação do ativismo.

Arair de Freitas Azambuja, do Movimento Brasileiro de Luta contra as Hepatites Virais, protestou contra alguns debates ocorridos no Congresso que consideraram a hepatite C como uma doença sexualme nte transmissível. “Este tipo de transmissão não é importante, conforme informa a Sociedade Brasileira de Hepatologia. Dizer que a hepatite C é uma DST pode trazer repercussões negativas para o entendimento da população”, disse ao ler uma moção sobre este problema.

José Antonio Izazola, do Grupo de Cooperação Técnica Horizontal da América Latina e do Caribe (GCTH), falou sobre a importância de criar uma nova união dos países da região.

A coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, Márcia de Lima, disse esperar que os conhecimentos adquiridos no evento contribuam para a prevenção no Brasil e em toda a região.

Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids, acredita que os Congressos reforçaram o novo momento da epidemia no Brasil. “Acredito que temos que passar a discutir prevenção no Brasil de uma maneira diferente. Cabe a nós, gestores, ouvir e reformular novos plano s e estratégias”, disse.

A mensagem do diretor-adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa, coincide com a de Maria Clara. “Ao sairmos daqui e regressarmos para nossas casas e serviços de saúde, precisamos de fato pensar em novas alternativas contra estas doenças. Há muitas questões que precisam ser revistas e reinventadas”, comentou.

Eduardo anunciou que os próximos Congressos de Prevenção em DST, Aids e Hepatites Virais irão acontecer em 2015, pois em 2014 haverá eleições presidenciais e a Copa do Mundo de Futebol no Brasil. As cidades que concorrem para sediar o evento são Fortaleza e Porto Alegre. 

Manifestos, premiações e homenagens

A cerimônia de encerramento dos Congressos e Fóruns de Prevenção contou também com as moções lidas pelos ativistas Jair Brandão, da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP+) de Pernambuco, e Renato da Matta, do Fórum de ONGs/Aids do estado do Rio de Janeiro.

Jair leu o documento elaborado pelos congressistas que pede o fim da exigência do teste de HIV para candidatos às Forças Armadas, assim como para qualquer outro processo de seleção de emprego, seja ela de uma instituição pública ou privada. (Saiba mais aqui). E Renato a solicitação da Rede Latino-americana e Caribenha de Ações Voluntárias no combate ao HIV/Aids (REDLACVO+) aos organizadores dos próximos Congressos p ara que sejam integrados na comissão temática que integram as redes latino-americanas e caribenhas.

Em frente ao palco, militantes expuseram ainda uma faixa contra o fechamento dos leitos de internação do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids (CRT) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. O governo paulista, no entanto, nega a intenção de acabar com os leitos da unidade.

Além das manifestações, a cerimônia premiou os grupos Jovens com Atitude, de Fortaleza, com o 1° lugar no festival de filmes 1 minutinho; Grupo Pragma, de Natal, com o 2° lugar; e Grupo Prazer, de São Paulo, na 3ª posição.

Sheila de Oliveira Miguel, do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde; Ivone de Paula, do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo; e Marcos Blum, do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, representaram suas instituições na homenagem prestada aos esforços da equipe de or ganização do encontro.

Um filme de retrospectiva da produção e realização dos Congressos e a apresentação com fantasias de carnaval e instrumentos de percussão da Companhia Paulista de Arte finalizaram a cerimônia.

Entre os dias 28 e 31 de agosto, mais de quatro mil participantes de todos os Estados do Brasil, e ainda oriundos de vários países da América Latina e do Caribe estiveram em São Paulo (SP) participando do maior evento de prevenção da aids, outras doenças sexualmente transmissíveis (DST) e hepatites virais da região. O IX Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, o II Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais, o VI Fórum Latino-americano e do Caribe em HIV/Aids e DST e o V Fórum Comunitário foram divididos em quase 150 atividades, que apresentaram 1.100 trabalhos, distribuídos nas modalidades oral (400) e pôster (700).
Os debates destacaram a reforma dos sistemas de saúde no Brasil e na América Latina e Caribe, com uma reflexão crítica da atualidade e as implicações para a prevenção e o cuidado em saúde. O papel da atuação comunitária e da rede de serviços de saúde também foi discutido, assim como o desafio permanente de se construir a prevenção e de assegurar a todos o acesso e a qualidade necessários para a garantia de uma vida mais saudável. Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, o evento possibilita novas ações apoiadas em experiências bem-sucedidas. "Este ciclo de atividades nos ajudará a avaliar experiências que deram certo nos municípios", avalia o secretário.
O diretor-adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa, considerou os temas debatidos muito importantes por colocar em pauta a discussão sobre o que o Brasil já produziu ao longo do tempo e o que precisa ser implementado nos próximos anos. “O maior debate foi a ampliação do diálogo sobre a prevenção às DST, aids e hepatites virais, e como podemos melhorar a resposta em rede (de saúde e comunitárias) para oferecer o melhor atendimento à população”, disse Barbosa.
Segundo Eduardo Barbosa, o saldo dos congressos e fóruns foi bastante positivo. “O debate é sempre bem-vindo e é ele que possibilita construir políticas muito mais próximas aquilo que é a necessidade e o receio da população. Tivemos representantes de vários países, de sociedade civil, de governo, da Academia, e esse espaço foi oportuno para a construção de uma série de indicadores para que possamos trabalhar nos próximos anos”, destacou Barbosa.
Um dos temas mais debatidos foi a possibilidade do Brasil zerar as novas infecções por HIV até 2015, para atingir um dos objetivos do milênio, proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Estamos buscando zerar ovas infecções, as mortes, a discriminação e o preconceito. Esse é o nosso compromisso com outros países. Estamos avançando com as novas tecnologias de prevenção, assim como na introdução de novas medicações para as pessoas que já vivem com HIV/Aids. A erradicação da aids e uma vacina, ainda não temos. Porém, temos tecnologias suficientes para poder fazer chegar à população o diagnóstico, o conhecimento da sorologia e junto com isso uma atenção, oferecendo à ela um cardápio de medicamentos, oferencendo a ampliação da melhoria de qualidade de vida e, consequentemente, uma menor replicabilidade d o vírus. Então essas medidas integradas a outras, como o uso do preservativo, terapias pré-exposição, pós-exposição, podem contribuir muito para que consigamos atingir, em tempo muito próximo o objetivo da erradicação da transmissão do HIV”, explicou o diretor.
Também foi muito debatida com evidência a ampliação da indicação do uso de antirretroviral para paciente com HIV, anunciada na última segunda-feira (27) pelo Ministério da Saúde. "A mudança foi tomada depois de estudos demonstrarem a queda do risco de transmissão da doença, quando o paciente inicia precocemente o uso de antirretrovirais", explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. De acordo com ele, a mudança deverá ampliar em 35 mil o número de pessoas no País em tratamento com uso do coquetel antiaids.
Dentre os destaques do evento está a análise dos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diretor do Escritório Executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV e Aids (Unaids), Luiz Antônio Loures, reforçou que o programa brasileiro de DST, aids e hepatites virais "segue sendo um exemplo de resposta às doenças, em nível não só regional (América Latina), mas também mundial".
Loures destaca que o programa do Ministério da Saúde permite entrar em uma nova fase de pesquisa para encontrar uma resposta à aids. “Nessa nova fase nós temos que abrir também um novo debate: quais são as prioridades, as direções que vão nos possibilitar partir do ponto que estamos e chegar eventualmente ao fim da doença. E nada melhor do que começar um debate intenso nesse sentido dentro do Brasil, País que possibiltiou que chegássemos onde estamos hoje”, ressaltou.
Durante o evento, também foram realizadas mais de 50 atividades culturais, como rodas de conversa, teatro, dança, cinema, artes visuais, quadrinismo, stand ups, desfiles, debates, grafites e intervenções urbanas.
PEP Sexual – Foi apresentado, durante o Congresso, o balanço da profilaxia pós-exposição sexual (PEP). Trata-se de uma espécie de “coquetel do dia seguinte”, que deve ser iniciado em até 72 horas após a exposição ao vírus. De janeiro de 2011 a julho de 2012, 2.978 pessoas tomaram esses medicamentos antirretrovirais para prevenir a transmissão do HIV. A estratégia, introduzida no SUS em 2011, é indicada para casos excepcionais em que ocorre falha ou rompimento da camisinha, por exemplo. Também são público-alvo da iniciativa pessoas em situação de maior vulnerabilidade ao HIV, como homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e usuários de drogas – cuja estimativa de infecção é dez vezes maior do que na população em geral, além daqueles que não têm HIV e mantêm relação com soroposi tivos.
Diagnóstico - O diagnóstico precoce seguido do acesso a medicamentos antirretrovirais e do acompanhamento clínico adequado são os grandes responsáveis pelo aumento da qualidade de vida dos portadores do HIV. Atento a isso, e ao fato de que das 630 mil pessoas estimadas ter o vírus no Brasil, cerca de 250 mil não sabem disso, o Ministério da Saúde tem investido na ampliação do acesso à testagem. De 2005, quando foi implementado o teste rápido no país, a 2011, houve aumento de 340% no número de testes ofertados (de 528 mil para 2,3 milhões).
Atualmente, no país, 345 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) disponibilizam o teste rápido anti-HIV, além de oferecer aconselhamento sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e qualidade de vida. Além dos testes para HIV, os CTAs realizam testes convencionais para diagnóstico de sífilis e hepatites B e C e, desde o fim do ano passado, também oferecem os testes rápidos como parte da estratégia de promoção à saúde e prevenção das DST dirigida para segmentos mais vulneráveis. Em 2011, foram distribuídos 30 mil testes rápidos para hepatites B e C, e em 2012, de janeiro até julho, já foram repassados aos estados 435.200 unidades do insumo para as hepatites. Para a detecção da sífilis, o Brasil fecha 2011 com a distribuição de 31,5 testes rápidos. Apenas de janeiro a julho deste ano, foram 149.850.
Boletim epidemiológico - Pela primeira vez, os países que compõem o Mercosul lançaram relatório conjunto sobre aids e sífilis congênita. Apesar de terem realidades diferentes, o Boletim Epidemiológico mostra que o número de tratamentos antirretrovirais para pacientes da Argentina, do Brasil e do Uruguai dobrou em dez anos – de 109 mil pessoas, em 2000, para 231 mil em 2009. Os três países, também, têm em comum a predominância de aids em homens e a concentração de casos na faixa etária de 35 a 39 anos de idade. Um dado positivo é a redução significativa da taxa de transmissão vertical (da mãe para o bebê).
Em relação às taxas de incidência (número de casos a cada 100 mil habitantes), há particularidades. Em 2000, a incidência na Argentina era de 6,8. Em 2009, passou para 3,9. No Paraguai, passou de 6,1 para 4,3, no mesmo período. No Uruguai, a taxa foi de 6,1 para 8,6, em dez anos. No Brasil, a taxa de incidência passou de 17,9 casos, em 2000, para 18,8, no ano de 2009. A publicação completa está disponível em www.aids.gov.br/publicacao/2012/boletim-epidemiologico-mercosul-2012
Cooperação internacional - Em 2011, 83% dos medicamentos antirretrovirais para gestantes soropositivas em Guiné Bissau, na África, foram doados pelo Brasil. A cooperação brasileira também foi responsável por suprir 100% dos tratamentos com estavudina, lamivudina, nevirapina e zidovudina, no Paraguai. A estratégia, que muito contribuiu para reduzir a transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV naquele país africano, faz parte da Rede Laços Sul-Sul, iniciativa de cooperação internacional criada pelo Brasil, em 2004. O projeto envolve oito países: Bolívia, Nicarágua e Paraguai, na América Latina; Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, na África; e Timor Leste, na Ásia. A Rede lançada pelo Brasil tem por objetivos assegurar o acesso universal à prevenção, ao tratamento do HIV/aids e à assi stência.
De 2003, quando começou a doação de medicamentos para os países que hoje compõem a Rede Sul-Sul, até o fim de 2011, foram distribuídos 28.272 tratamentos antirretrovirais para os sete países. O Brasil também doa medicamentos contra aids para Burkina Faso, na África, e para alguns países do Caribe. Até o fim do ano passado, o projeto Laços Sul-Sul contemplou 57 atividades nas áreas de vigilância epidemiológica, sistemas de informação, prevenção, monitoramento e avaliação, logística, laboratório, direitos humanos e assistência e tratamento.
Tratamento 2.0 - Um esquema terapêutico contra a aids, que é mais simples, menos tóxico, com menos efeitos colaterais e, consequentemente, com mais adesão, além de mais barato. Esse é o Tratamento 2.0, ação programática recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) aos países, para o fortalecimento do controle da infecção pelo HIV. A estratégia segue a tendência mundial de simplificar tratamentos e fortalecer a adesão dos pacientes. Estratégia já seguida e apoiada pelo Brasil que, inclusive, está trabalhando na elaboração da dose fixa combinada (três medicamentos em um único comprimido) do coquetel de aids, para facilitar a terapia antirretroviral.
Vários fatores foram decisivos na escolha dos três medicamentos. Primeiro, por serem todos produzidos no Brasil e poderem ser coformulados em uma dose só. Segundo, porque há tendência de utilizar esquemas de tratamento baseados no efavirenz como terapia inicial e, finalmente, pelo fato de que o tenofovir tem sido cada vez mais utilizado na primeira linha, por apresentar menos efeitos colaterais que o AZT. O Tratamento 2.0 também tem como estratégia aumentar o acesso das pessoas vivendo com HIV ao tratamento, além de incluir aquelas que desconhecem sua condição sorológica.
QUALIAIDS - Mais de 80% dos pacientes de HIV e aids que procuram os serviços públicos especializados são atendidos no mesmo dia. Quando há necessidade de tratamento antirretroviral, 73% recebem medicamentos no momento da primeira prescrição médica. Os dados são da pesquisa “Avaliação da qualidade dos serviços ambulatoriais do SUS que assistem adultos vivendo com HIV/aids no Brasil” (Qualiaids), apresentada durante o congresso.
O relatório mostra que as atividades realizadas no primeiro atendimento incluem avaliação clínica, solicitação de exames e agendamento de consulta médica. Em 93% das unidades, o paciente sai da consulta inicial com o retorno agendado – o qual acontece em até 30 dias, na quase totalidade das vezes (92%). Além disso, os serviços estão amplamente disponíveis para os que deles necessitam – 94% das unidades estão com as portas abertas cinco ou mais dias da semana. E o atendimento é realizado por equipes multidisciplinares: mais de 80% dos ambulatórios especializados têm pelo menos um enfermeiro, um psicólogo e um farmacêutico. Em relação à especialidade dos médicos, 72% contam com infectologistas. Além disso, há assistentes sociais (76%) e dentistas (51%).
Aids no trabalho - Levantamento sobre a resposta empresarial brasileira ao HIV e aids é o primeiro amplo estudo no país a apresentar um panorama das ações de prevenção à aids desenvolvidas por pequenas e médias empresas de todo o país. Realizada em parceria com o Conselho Empresarial Nacional para a Prevenção ao HIV/Aids (CEN AIDS) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, o estudo teve suas conclusões preliminares divulgadas durante o Congresso de Prevenção. A divulgação completa dos resultados está prevista para a semana do Dia Mundial de Prevenção ao HIV/Aids no Ambiente de Trabalho, 8 de outubro.
Foram entrevistadas 2.486 empresas de todas as regiões do país, o que representa cerca de 400 mil trabalhadores. Embora 68% das empresas pesquisadas considerem que o tema DST e aids deve ser discutido no local de trabalho, apenas 14,5% realizam ações e programas sobre essas doenças em seus ambientes de trabalho.
Sustentabilidade - Organizações da Sociedade Civil (OSC) que atuam nas áreas de prevenção e promoção à saúde, no campo das DST, aids, hepatites virais e outras doenças terão mais facilidade de acesso aos recursos públicos federais. Para o ano de 2013, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sancionada pela presidenta Dilma Rousseff no dia 17 de agosto, isenta as organizações que trabalham na área, da exigência do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social na Área de Saúde (CEBAS). Também serão beneficiadas instituições que trabalham com tuberculose, hanseníase, malária e dengue.
O texto da lei de diretrizes orçamentárias estabelece que despesas no atendimento à população com medicamentos para tratamento dos portadores de HIV e aids e outras doenças sexualmente transmissíveis não serão objeto de limitação de empenho, já que são obrigações constitucionais ou legais da União. Isso também é válido para o Incentivo Financeiro a Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para Ações de Prevenção e Qualificação da Atenção em HIV/AIDS e outras DST (Lei no 2313/2002). (Com informações de Mônica Plaza, do Blog da Saúde)


Fóruns e Congressos de Prevenção reúnem mais de 4 mil pessoas em São Paulo

28 de agosto de 2012 - São Paulo vai sediar a partir desta terça-feira (28), o IX Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, o II Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais, o VI Fórum Latino-americano e do Caribe em HIV/Aids e DST e o V Fórum Comunitário. Promovidos pelo Ministério da Saúde, os eventos serão realizados de 28 a 31 de agosto de 2012, no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo (SP), com o tema "Sistemas de Saúde e Redes Comunitárias".
Estão previstos cerca de 4 mil participantes de todas as regiões brasileiras, da América Latina e do Caribe - é o maior evento de prevenção da aids, outras doenças sexualmente transmissíveis e hepatites virais da região. Nesta edição, foram submetidos 2081 trabalhos. Desse total, foram aprovados 1100, distribuídos nas modalidades oral (400) e pôster (700).
Serão discutidos nos eventos as possibilidade de fortalecimento regional, dialogando perspectivas e prioridades de ação que fazem pensar a prevenção das DST e aids e das hepatites virais em todo o continente latino-americano.
A novidade deste ano é a criação de dois espaços que prometem movimentar os participantes. Na tenda de educação popular em saúde Paulo Freire acolhe atividades como rodas de conversa, oficinas e vivências de cuidados populares. Na arena da Juventude, serão realizadas vivências relativas ao direito à saúde de jovens e adolescentes.
Eixos temáticos - O evento é dividido em dois grandes eixos temáticos. Na parte referente aos sistemas de saúde, discute-se as respostas regionais às DST e aids - reforma dos sistemas de saúde no Brasil e na América Latina e Caribe, trazendo à tona, em particular, uma reflexão crítica da atualidade e as implicações para a prevenção e o cuidado em saúde.
Um segundo eixo discute a organização das redes comunitárias, como se estruturam nos diversos contextos e como se dá a prevenção.
Ao final, as atividades se concentram nas discussões de como esses eixos temáticos se articulam e os desafios e fazer a prevenção e promover a politização do debate do campo de prática da prevenção e dos direitos humanos.
Atividades Culturais - As atrações culturais ocorrem paralelas às discussões nas plenárias dos congressos. Serão realizadas mais de 50 atividades culturais, como rodas de conversa, teatro, dança, cinema, artes visuais, quadrinismo, stand ups, desfiles, debates, grafites, intervenções urbanas.
Após abertura do evento, dia 28 de agosto, às 19h, o compositor paulista Tom Zé faz show no Auditório Celso Furtado, no Anhembi.
As atividades contribuem para compartilhar, refletir, desconstruir, trocar e vivenciar formas diferentes e inusitadas de atuações em direitos humanos, prevenção, combate aos estigmas e preconceitos, e promoção da qualidade de vida e saúde.
Histórico - A primeira edição do Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids foi realizado em 1996, na cidade de Salvador (BA). O evento é bianual e a partir de 2010 incorporou a realização do I Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais.
O I Fórum Latino-americano e do Caribe sobre HIV/Aids e DST foi realizado em 2000, no Rio de Janeiro - organizado pelo Grupo de Cooperação Técnica Horizontal (GCTH). O pleno êxito da experiência levou à realização, em 2003, na cidade de Havana, Cuba, do II Fórum Latino-americano e do Caribe sobre HIV/Aids e DST, em cujo âmbito organizou-se também o I Fórum Comunitário Latino-americano e do Caribe sobre HIV/Aids e DST, em razão da necessidade identificada de construir uma resposta multissetorial ao HIV na região, integrando, assim, o componente da sociedade civil organizada e a representação consolidada das populações-alvo dentro desse espaço de debate e difusão de conhecimento.
Programação: A programação está disponível no link http://sistemas.aids.gov.br/congressoprevencao/2012/index.php?q=node/14.
Transmissão ao vivo: Durante os dias do Congresso, haverá três canais de transmissão ao vivo do Congresso, disponíveis no site do evento ( www.aids.gov.br/congressoprev2012).

terça-feira, 28 de agosto de 2012

228º REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE NATAL – RN (CMS – NATAL – RN)

Olá! A seguir, a convocatória da 228º Reunião Ordinária do CMS/Natal/RN. Faz-se necessária ressaltar a importância de cada Conselheiro e de cada Conselheira responder o recebimento deste e-mail, e caso não possa comparecer a acima citada reunião, contatar seu/sua Suplente e avisar com antecedência ao CMS/Natal, para reforçarmos a convocatória ao (a) Suplente.
 
228º REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE NATAL – RN (CMS – NATAL – RN)

CONVOCATÓRIA

Cumprimentando a Todos e a Todas, conforme pauta abaixo, vimos  convocá-los/as para a 228º Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Saúde de Natal-RN (CMS-Natal-RN), a ser realizada no dia 30 de agosto de 2012, próxima quinta-feira, às 14h30min, no Auditório da Secretaria de Gestão de Pessoas, Logística e Modernização Organizacional (SEGELM), situada à Rua Santo Antônio, 665 (Próx. a igreja do Galo), Cidade Alta,Natal/RN.
Na certeza de contarmos com a colaboração e a participação de Todos/as, renovamos os nossos agradecimentos. 
Solicitamos ainda, por gentileza, que os (as) Conselheiros (as) Titulares que não puderem comparecer a referida reunião, informem, com antecedência, aos seus Suplentes, e avisem à SETEX-CMS-Natal-RN, no horário das 08h00min às 12h00min, pessoalmente, e/ou pelo e-mail cms.natal@yahoo.com.br, para reforçarmos a presente convocação.

PAUTA DA 228º  REUNIÃO ORDINÁRIA DO CMS / NATAL / RN
VERIFICAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE QUORUM REGIMENTAL
LEITURA DA ATA DE REUNIÃO ANTERIOR

LEITURA DE EXPEDIENTE
INFORMES
I - ORDEM DO DIA:
- Debate sobre a luta em defesa do SUS 100% Público, Estatal, Universal e de Qualidade: encaminhamentos da luta contra a EBSERH e contra o consequente desmonte dos Hospitais Públicos Universitários. Em defesa da Vida! Não à Privatização do SUS. Exposição do Tema com Vânia Aguiar Machado.

- Debate sobre a Gestão Pública dos AMEs/Fortalecimento das Policlínicas Públicas, UPAs com Gestão Pública.

- Organização da pauta da próxima reunião.

- Encerramento.
 
Presidente do CMS / NATAL / RN
 



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