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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Segue em anexo a pauta da reunião ordinária do CONSEA/RN que acontecerá no dia 21 de agosto das 9h às 12h no auditório do gabinete da SETHAS para deliberar sobre a seguinte pauta:


Prezad@s Conselheiros,

Segue em anexo a pauta da reunião ordinária do CONSEA/RN que acontecerá no dia 21 de agosto das 9h às 12h no auditório do gabinete da SETHAS para deliberar sobre a seguinte pauta:

  1. Verificação de quórum e Abertura
  2.  Justificativa das Ausências
  3. Plenária Nacional do CONSEA
ü  Contribuições ao Plano Brasil Sem Miséria na Politica de SAN
ü  Levantamento da situação do SISAN nos Estados
ü  Carta Compromisso com Segurança Alimentar e Nutricional para os candidatos a prefeitos

  1. MDS/Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – Edital de justificativa no 10 de 19 de julho de 2012:
ü  Fortalecimento do CONSEA/RN; implementação do SISAN e Elaboração do Plano Estadual de SAN/RN.
ü  Apresentação do Plano de Trabalho

  1. Parecer sobre Projeto Segunda Água – 2ª etapa (Emater/RN)
  2. Planejamento do CONSEA/RN
Definir: Data, Local, Infraestrutura, Equipe responsável...
  1.  Informes

Jean Pierre
Presidente do CONSEA/RN

DIVERSIDADE E RESISTENCIA NA DIVERSIDADE ETINICA E NA DIVERSIDADE DA VIDA


Diversidade e etinicidade afrobrasileira identidade e reconhecimento a partir das leis 10639 e 11645 - PROJETO JA FALEI 10639 VEZES QUE RACISMO E INTOLERANCIA SAO CRIMES AS CORES DE NOSSA CULTURA- REDE MANDACARU RN – REDE DE ECONOMIA SOLIDARIA – RECOSOL...
Apresentando  resultado de mobilização e esforços de muitas  instituições, como a UNESCO,  Ministérios , IES, intelectuais, movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nosso projeto 10639 VEZES AS CORES DE NOSSA CULTURA.
 Na política educacional, a implementação da Lei 10.639/2003, significa estabelecer novas diretrizes e práticas pedagógicas que reconheçam a importância dos africanos e afrobrasileiros no processo de formação nacional. Para além do impacto positivo junto à população e da republicanização da escola brasileira, essa lei deve ser encarada como parte fundamental do conjunto das políticas que visam à educação de qualidade com equidade como um direito de todos e todas.  A necessidade de ampliação do diálogo para implementação da Educação para as Relações Etnicorraciais foi dada também pela edição da Lei 11645/2008, que tornou  a modificar o mesmo dispositivo da LDB alterado pela Lei 10639/2003, estendendo  aos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados.
O objetivo central:
Colaborar como educador popular e ator social para que todo o sistema de ensino e as instituições educacionais cumpram as determinações legais outro sim como os educadores e pesquisadores e alunos com vistas a enfrentar todas as formas de preconceito, racismo  e discriminação  para garantir o direito de aprender e a equidade educacional a fim      de promover uma  sociedade mais justa e solidária.
A formação deve habilitar à compreensão da dinâmica sociocultural da sociedade brasileira, visando a construção de representações sociais positivas que encarem as diferentes origens culturais de nossa população como um valor e, ao mesmo tempo, a criação de um ambiente escolar que permita que nossa diversidade se manifeste de forma criativa e transformadora na superação dos preconceitos e discriminações étnico-raciais (Parecer CNE/CP n. 03/2004).
Fundamentando a nossa proposta temos também a resolução CNE/CP 01/2004 e Parecer CNE/CP 003/2004 que definem e compartilham e atribuem responsabilidades entre os diferentes atores da educação brasileira.  Esta parte do Plano é composta pelas atribuições, elencadas por ente federativo, sistemas educacionais e instituições envolvidas, necessárias à implementação de  uma educação adequada às relações étnico-raciais. Divulgar amplamente as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação  das Relações Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e  Africana e de seu significado para a garantia do direito à educação de qualidade e  para o combate ao preconceito, racismo e discriminação na sociedade, assim como manter permanente diálogo com instituições de ensino, gestores educacionais,  movimento negro e sociedade civil organizada para a implementação das Leis  10639 E 11645...
As exigências legais conferidas aos sistemas de ensino pelas Leis 10639 e 11645 e Resolução CNE/CP 01/2004 e Parecer CNE/CP 003/2004 compartilham e atribuem responsabilidades entre os diferentes atores da educação brasileira. Divulgar amplamente as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afrobrasileira e Africana e de seu significado para a garantia do direito à educação de qualidade e para o combate ao preconceito, racismo e discriminação na sociedade, assim como a Lei 11645/2008; Divulgar experiências exemplares e as ações estratégicas que já vêm sendo desenvolvidas pelas Secretarias de Educação e Instituições de Ensino.
O exercício democrático pressupõe que a sociedade participe, de diferentes formas, dos processos que visam atender às demandas sociais. Assim, a política pública é      entendida
como uma construção coletiva onde a sociedade tem importante papel propositor e de monitoramento, considerando a capilaridade social e seu alcance.
Essa participação social organiza-se por si mesma ou por indução dos agentes públicos, privados e instituições com diferentes naturezas, campos de atuação e interesses e ao memso tempo os diversos atores permeados pela educação sejam docentes e dicentes e comunidades. No caso da educação para as relações etnicorraciais essa participação e controle social não são somente desejáveis, mas fundamentais.
 São eixos fundantes também a nossa vida e seguindo a legislação existente  e dignada a todos os brasileiros que é manter permanente diálogo com instituições de ensino, gestores educacionais, movimento negro e sociedade civil organizada para a implementação das Leis 10639 e 11645; De acordo com o Parecer CNE/CP 03/2004, as instituições de educação superior devem elaborar uma pedagogia anti-racista e antidiscriminatória e construir estratégias educacionais orientadas pelo princípio de igualdade básica da pessoa humana como sujeito de direitos, bem como se posicionar formalmente contra toda e qualquer forma de discriminação.

BIBLIOGRAFIA:

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.
Brasília: Senado Federal, 1988. Disponível em:
.
_____. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro 1996. Estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 20
dez. 1996. Disponível em: .
(Conhecida como Lei de Diretrizes e Bases da Educaçã – LDB).
_____. Lei nº 10639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de
dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para
incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e
Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências. Diário Oficial [da] República
Federativa do Brasil. Brasília, DF, 9 jan. 2003. Disponível em:
.
_____. Ministério da Educação. Diretrizes curriculares nacionais para a educação
das relações Etnicorraciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e
africana. Brasília: MEC, [s.d.]. Disponível em: .
_____. Ministério da Educação. Grupo de Trabalho Interministerial. Contribuições
para a Implementação da Lei 10639/2003: Proposta de Plano Nacional de
Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação das Relações
Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana –
Lei 10639/2003. Brasília, 2008. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/contribuicoes.pdf.
_____. Orientações e Ações para a Educação das Relações Etnicorraciais.
Brasília:MEC/Secad, 2006.
_____. _____. O Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e
programas. Brasília: MEC, 2007. Disponível em: .
_____. _____. Resolução n. 1, de 17 de junho de 2004. Brasília: MEC, 2004.
Disponível em: .
_____. _____. Secretaria de Educação Continuada Alfabetização e Diversidade.
Balanço da ação do MEC para a implementação da Lei 10639/03, Brasília, 2008.
Brasília: MEC/ Secad, 2008.
_____. _____. _____. Relatório de gestão da Secretaria de Educação Continuada
Alfabetização e Diversidade. Brasília: MEC/Secad, 2004.
_____. Ministério da Saúde. Programa Brasil Quilombola. Brasília: MS, 2004.
Disponível em:
.
CARDOSO, M. L. de M. (Ed.). Programa Diversidade na Universidade: avaliação
final. Brasília: MEC/Secad/Diretoria de Educação para a Diversidade/Coordenação-
Geral de Diversidade, 18 mar. 2008.
CENTRO DE ESTUDOS DASRELAÇÕES DE TRABALHO E DESIGUALDADES.



OS MACONDES - MOÇAMBIQUE


OS MACONDES

 
Mulheres Macondes

Quando os portugueses "aportaram" pela primeira vez  no Planalto dos Macondes, decorria o ano de 1917, encontraram um povo com grande unidade cultural, se bem que fosse um povo que não possuía um chefe que pudesse ocupar uma posição centralizadora ou que  pudesse ser detentor do poder político e mantivesse os numerosos grupos locais ou povoações –makaya - sob a sua autoridade.
Cada povoação era uma pequena unidade social e política independente. Obedeciam a um chefe local que viam como o chefe de uma família extensa, mas a autoridade do chefe era nula.
 
Os Macondes são um povo que vive  fechado  e segregado. Ninguém se aventurava a demandar o seu território. Apenas em caso de guerra todos se unem, combatendo o inimigo comum. As suas numerosas povoações são independentes e fecham-se a qualquer convívio com os vizinhos, mostrando hostilidade para com as outras populações, obrigando a um estado de alarme constante e fazendo da guerra uma ocupação e uma preocupação. As aldeias Macondes são fortificadas na periferia com cercas de árvores e arbustos espinhosos, com uma espessura entre os 20 e os 24 metros.
O povo Maconde forma uma comunidade política constituída por pequenos núcleos populacionais, independentes entre si, cada um dos quais dirigido por um chefe. O chefe da população – mwene – não tem autoridade política absoluta, a autoridade advém-lhe do facto de ser o chefe de uma família extensa. Quando há uma disputa dentro da povoação, todos recorrem a ele, para que dê uma solução. Apesar destas atribuições judiciais não se pode dizer que ele actue como juiz. Nas suas decisões é sempre ajudado pelo Conselho de Anciãos, formado pelos representantes das famílias conjugais.
 
Arca de arte Maconde
É um Povo étnico do Sudeste de África, oriundo do povo dos Bantos que viveu no sul do lago de Niassa. Atualmente, os Macondes estão estabelecidos no planalto de Mueda, província de Cabo Delgado, a norte de Moçambique (perto de 400 000 Macondes) e, também, no sul da Tanzânia (cerca de 900 000 Macondes).
Segundo uma lenda do povo maconde, um homem, que vivia sozinho no mato, esculpiu, a partir de um cepo de uma árvore, uma mulher de quem teve três filhos. Os dois primeiros morreram à nascença e o terceiro, que nascera num planalto, sobreviveu. Por este motivo, os primitivos Macondes escolheram os planaltos para viverem. Esta etnia manteve-se  isolada até ao início do século XX, que foi quando os Portugueses conseguiram transpor as florestas densas e as zonas íngremes que protegiam aquele povo. Em consequência deste contacto tardio com outras culturas, os seus costumes conservaram uma forte tradição e coesão. As atividades principais dos Macondes são a agricultura e a escultura. É por esta arte que são mundialmente conhecidos, sobretudo pelas suas máscaras e esculturas em madeira, reveladoras da estética e da cultura deste povo.

Os Makondes são um povo da África oriental, que habita 3 planaltos do norte de Moçambique e sul da Tanzânia. Têm como actividades principais, a agricultura e a escultura. Sendo apreciados mundialmente pelas suas belas máscaras e esculturas em madeira, que reflectem a sua estética e cultura ricas.
A maioria dos cerca de 1.260.000 Makondes mantêm uma religião tradicional embora parte da população seja hoje cristã.
Os Makondes são um povo Bantu provavelmente originário de uma zona a sul do lago Niassa – Na fronteira entre Moçambique, Malawi e Tanzania. A hipótese desta origem foi apurada a partir da análise de fontes escritas e orais, e é ainda reforçada por semelhanças culturais com o povo Chewa, que ainda hoje habita uma vasta zona a sul e sudoeste do lago Niassa, no Malawi e na Zâmbia.
Os Makondes teriam assim pertencido, em tempos remotos, a uma grande federação Marave, que teria iniciado a sua migração para nordeste, ao longo do vale do rio Lugenda, em tempos bastante longínquos.
 
Mantiveram-se muito isolados até tarde, pois só no século XX é que os portugueses, que na altura colonizavam Moçambique, conseguiram controlar as zonas por eles habitadas. Isto deveu-se à sua localização, protegida por zonas ingremes de difícil acesso e por florestas densas. O facto de os Makondes terem ganho uma imagem de violentos e irrascíveis, também ajudou ao seu isolamento.
Desta forma, conseguiram manter uma forte coesão cultural, que apesar de ter diminuido nos anos que se seguiram à chegada dos portugueses, ainda assim conseguiu resistir em vários aspectos. Também a religião tradicional se manteve dominante, tendo as conversões ao cristianismo começado apenas por volta de 1930.
Este povo tem grandes preocupações estéticas, que se podem observar não só nas máscaras e esculturas, mas em todo o tipo de objectos. Também na arquitectura das aldeias e caminhos de acesso, se nota um cuidado estético.
Todos os tipos de objectos são feitos com grande sensibilidade estética e demonstram um amor pela beleza, caixas de remédio e rapé, cachimbos, rolhas de garrafa, bilhas, potes e panelas de cerâmica, tambores, insígnias de poder, instrumentos rituais, etc.
       
Os Makondes, assim como muitos outros povos, dão muita importância aos ritos de passagem, sendo os mais importantes os ritos de iniciação masculina e feminina. E ligada aos ritos de iniciação masculina, está a mais importante dança dos Makondes, o Mapico, onde são usadas máscaras com o mesmo nome.
Esta dança é muito importante na vida dos Makondes de Moçambique, havendo uma aura de mistério e segredo rodeando a preparação das máscaras e a dança propriamente dita, sendo por exemplo importante que não se saiba a identidade do dançarino.
Para a dança, um jovem mascara-se de homem ou animal, vestindo panos e usando uma máscara Mapico na cabeça. Existem vários passos que o dançarino executa, sempre em sintonia com a música dos tambores, apresentando uma espécie de encenação teatral, que encanta e diverte todos os que assistem.
Depois de um extase de actividade por parte do dançarino, segue-se uma encenação de perseguição e fuga, entre o dançarino e um grupo de aldeões.
O Mapico é o centro das festas tradicionais, em que são realizadas as cerimónias de iniciação.
   
Depois da chegada dos portugueses às áreas Makondes, muito rapidamente as autoridades coloniais e os missionarios, se aperceberam do grande talento e técnica dos artistas, e usaram esse talento para satisfazer os seus interesses. Dando origem a esculturas de cristos e virgens por um lado, e bustos do ditador Salazar, do poeta camões, Alexandre Herculano, e de outras individualidades da história portuguesa, por outro. Também surgiram esculturas tipificadas, tais como: o fumador de cachimbo, o caçador, o lavrador, a mulher transportando água, a mulher pilando alimentos, etc.
O interesse por esta produção de esculturas foi tão grande que levou a uma maior organização da produção, com diversificação e criação de novos temas.
Este fenómeno mudou por completo o mundo do escultor Makonde, que passou de camponês que também esculpe, a um artista quase a tempo inteiro.
Apesar destas mudanças importantes e do impacto da cultura exterior na sociedade Makonde, a tradição continua a ter muita força e a enquadrar a vida dos artistas, que continuam a cumprir os seus deveres na sociedade tradicional.
Aconteceram grandes alterações económicas e sociais nas últimas décadas na sociedade Makonde, que no entanto tem conseguido adaptar-se relativamente bem às mudanças e manter um saudável equilibrio]


O Mapico é o acontecimento mais importante na vida social da cultura Maconde, povo banto originária da província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
Manifesta-se por um conjunto muito variado de danças, que podem durar apenas algumas O vestir do mascaradohoras ou um dia completo, em que um ou mais dançarinos mascarados, representando espíritos de homens, animais ou de outros seres não diferenciados, através de coreografias espectaculares e violentas, que em tempos idos procuravam dominar pelo medo as mulheres e os jovens não iniciados, por forma a manter a disciplina e o respeito necessários à harmonia e segurança do grupo, e hoje têm mais o objectivo de manter vivas as suas tradições culturais e a união do povo.
Os Macondes chamam Mapico às danças, à musica, ao mascarado e ao conjunto das máscaras. Cada máscara Lipico (singular de Mapico) é única e representa uma personagem específica dos muitos quadros ou cenas que podem compor o Mapico.
O Mapico é pois mais do que uma simples dança, uma representação que entrelaça a música, a dança, o canto, a representação e até a ginástica. Poderá comparar-se à ópera, ao ballet ou ao teatro de revista, mas com um elevado grau de liberdade e improvisação e em que toda a actuação interage com a assistência, que tem um papel fundamental.
Há quadros lúdicos ou burlescos, cuja função é atrair, entusiasmar e divertir a assistência, quadros pedagógicos, para transmitir a tradição oral, quadros repressivos para incutir disciplina e respeito. Algumas destas cenas são apenas realizadas durante a noite, tal como as danças que apresentam espíritos de feiticeiros ou de animais ferozes e que têm um carácter mágico-religioso.
Para os Macondes o Mapico sempre existiu, ou seja, é mais antigo do que a sua própria tradição oral. As ocasiões mais apropriadas para o Mapico são os dias festivos das cerimónias de iniciação, tanto masculina como feminina, mas hoje em dia qualquer festividade serve para justificar a dança, sempre diferente, sempre violenta e, por vezes, motivo de compita entre dançarinos de grupos rivais.
O Mapico compõe-se, no mínimo dos seguintes elementos:
1.      A orquestra, formada por um conjunto de tambores de madeira e pele de antílope ou de caprino e por vezes por uma trompa de corno de antílope. Há 5 tipos de tambores diferentes, e todos devem estar presentes para a realização do Mapico, já que cada um tem a sua função. O Neya é o maior podendo ter mais de metro e meio de altura e é o que comanda a cadência dos tambores mais pequenos. O Ntoji é mais curto e mais largo do que o Neya e fornece os tons graves da música. O Singanga (Vinganga no plural) é um tambor pequeno, normalmente terminado por uma ponta aguçada que é espetada no chão entre os pés do tocador. É batido com duas baquetas de vara produzindo um som agudo metálico. Normalmente existem vários Vinganga no mesmo grupo de tambores. O Ligoma é curto e largo, produzindo um som grave. O Likuti é um tambor pequeno, em forma de cálice que faz o chamamento inicial do mascarado. O Likuti e o Ligoma são tocados pelo mesmo músico que tenta sincronizar as suas batidas com os movimentos dos pés do mascarado. A trompa, ou lipala-panda, é usada para chamar o povo e criar sons dissonantes durante a dança.
Os tambores são cuidadosamente afinados à fogueira, para retesar a membrana de pele, no início do Mapico e sempre que os seus tocadores sentem ser necessário.
2.      A assistência, que se vai juntando no terreiro da aldeia logo que os tambores se começam a fazer ouvir, e que se agrupa formando um largo corredor, onde o mascarado irá dançar, com os músicos num extremo e aberto no outro extremo para o dançarino entrar.
3.      O dançarino, figura central em redor da qual se desenrola toda a acção, com o corpo todo coberto por um fato de pano, obedecendo a preceitos próprios, um colete de corda com chocalhos, os move, e a máscara que lhe envolve a cabeça como um elmo. A Mascara Lipico tem uma única abertura, a boca da figura representada, por onde o mascarado vê e respira, tendo assim um campo visual muito limitado e uma fraca capacidade de oxigenação, tornando a sua actuação ainda mais difícil. As máscaras são feitas de uma madeira leve, ntene, normalmente pintadas com corantes naturais e muitas vezes com a implantação de cabelo humano. O mascarado não deve ter qualquer parte do corpo à vista para não poder ser reconhecido pela assistência. Com efeito, tanto as mulheres como os jovens não iniciados, acreditam que é um espírito e não um homem que está debaixo da máscara. 
4.      O coro, formado por um grupo de mulheres e outro de homens, colocados frente a frente, que nos intervalos das actuações do dançarino, dançam e cantam cantigas provocatórias, quer provocando-se mutuamente, quer provocando os mascarados ou os povos das aldeias vizinhas, quando presentes.
O Mapico é realmente o elemento aglutinador da cultura Maconde.

domingo, 19 de agosto de 2012

Trabalho de Prevenção nas ruas de NATAL.RN feito pela Atransparencia-Rn (Associação de Travestis e Transexuais Potiguares na Ação pela Coerência no Rio Grande do Norte)

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SOCIALIZNADO

         Trabalho de Prevenção nas ruas de NATAL.RN feito pela Atransparencia-Rn (Associação de Travestis e Transexuais Potiguares na Ação pela Coerência no Rio Grande do Norte) é elogiado pelos cidadãos e cidadãs da Av. Bernardo Vieira e da Av. 9. sabe-se que ali se concentra um alto índice de garotas de programa, Travestis e usuários de drogas
, a ATRANSPARENCIA-RN mesmo está fazendo suas ações e não parou, nessa foto podemos ver Jojo Star, Suelem Mediros e Jaíra Japão fazendo o diferencial... Isso aí meninas continue na luta!!!

ATRANSPARÊNCIA-RN
Associação de Travestis e Transexuais Potiguares na Ação pela Coerência no Rio Grande do Norte.
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sábado, 18 de agosto de 2012

ORGULHO POR VOCÊ PAI E FILHO VOCE MERECE - VALE SALIENTAR COM SEUS MERITOS NAO PRECISOU ENGANAR, ROUBAR E USURPAR NINGUEM AXE A OXALA E VOCE BAGIGAN DE OXALA





SÁBADO, 18 DE AGOSTO DE 2012

A casa de oya com imenso orgulho mais uma vez, e sempre  com muita luta e merecimento o ogam de oxalá (Wedson melo ), diretor executivo da rede de jovens de terreiros de matrizes africanas , secretario de juventude, e secretario municipal da juventude esporte e lazer e vice-presidente do conselho municipal de juventude de São Gonçalo do Amarante com muito axé.
PARABÉNS  WEDSON VOCÊ  MERECE!!!

enquanto uns querem festas, COPA DO MUNDO - NOS SO QUEREMOS AGUA E SOBREVIVENCIA, SOMENTE???

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MEC SOLCITA VETO A POLITICAS DE INCLUSAO : COTAS .....


  
O Ministério da Educação (MEC) deve sugerir à presidente Dilma Rousseff que vete o prazo de quatro anos para que as universidades e institutos técnicos federais garantam pelo menos 50% das vagas para alunos que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Dentro dessa reserva haverá cotas sociais e raciais.

O prazo é considerado curto para que as instituições de ensino se adaptem às regras. Projeto aprovado pelo Senado determina que, no primeiro ano de vigência da lei,

Cartografia da exploração - EDUCAÇÃO COMO FORMA DE REPARO SOCIAL E EQUIDADE PARA NAÇÃO BRASILEIRO A NOVA REVOLUÇÃO CONTRA A DITADURA DO SISTEMA SERA PELOS LIVROS E PELOS BANCOS DAS ESCOLAS - "LIBERDADE LIBERDADE ABRE AS ASAS SOBRE NOS" - "SAMBA ENREDO"...





Cartografia da exploração

Geógrafos mapeiam diversos aspectos do trabalho escravo no Brasil de hoje e revelam as dinâmicas sociais por trás dessa prática.

Cartografia da exploração
Trabalhador resgatado em fazenda no Pará. Cerca de 40 mil pessoas já foram libertadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Com base em seus relatos, foi possível traçar o perfil do escravo do século 21. (foto: Leonardo Sakamoto)
Quem acredita que não há mais escravidão no Brasil ficará surpreso. Não só ela existe amplamente, como tem nome, endereço e profissão. De acordo com o Atlas do Trabalho Escravo no Brasil , o típico escravo brasileiro do século 21 é um migrante do Norte ou Nordeste, de sexo masculino, analfabeto funcional, que foi levado para municípios isolados da Amazônia, onde é utilizado em atividades vinculadas ao desmatamento.
Idealizado pela organização Amigos da Terra - Amazônia Brasileira  e lançado este ano, o documento traz dados sobre os casos registrados de trabalho forçado no país e duas novas ferramentas para auxiliar autoridades na formulação de políticas públicas: os índices de probabilidade de trabalho escravo e de vulnerabilidade ao aliciamento.
O índice de probabilidade de trabalho escravo leva em consideração as especificidades dos municípios nos quais o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) já comprovou a exploração. Foi observado, por exemplo, que a maior parte do problema ocorre em regiões isoladas, distantes dos centros urbanos. A partir daí, as demais cidades do país com características semelhantes são classificadas como tendo probabilidade alta de trabalho escravo. Os principais focos identificados são Mato Grosso, Pará e Maranhão.
Os principais focos de escravidão são Mato Grosso, Pará e Maranhão
Já o índice de vulnerabilidade ao aliciamento tem como base a origem das pessoas escravizadas que já foram libertadas pelo MTE, cerca de 40 mil. São feitos levantamentos sobre as condições econômicas e sociais dos estados de onde vieram esses trabalhadores. Com base nessa análise é possível identificar a relação desse recrutamento com a miséria, já que a maioria é analfabeta funcional vinda do Maranhão e Piauí, os estados mais pobres do Brasil.
A forma de aliciamento mais comum é a promessa de grandes salários para homens de regiões muito pobres. Eles são conduzidos até locais remotos e contraem dívidas relativas ao transporte. Quando chegam, passam a receber quantias ínfimas por mês e sua única opção para se alimentar são os armazéns de seus empregadores.
“Os valores da comida são muito superiores aos de mercado”, relata o geógrafo Eduardo Girardi, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e um dos autores do trabalho. “Os preços absurdos têm a função de fazer o trabalhador se sentir moralmente preso àquele lugar até pagar a dívida, o que é impossível.”
Bloco de notas
Caderno onde eram anotadas as dívidas dos trabalhadores. De acordo comgeógrafo, 'patrões' pagam pouco e cobram preços exorbitantes por comida. Endividados, 'empregados' sentem-se moralmente presos ao local até saldar o que devem. (foto: Leonardo Sakamoto)
Segundo Girardi, as pessoas também são constantemente humilhadas física e psicologicamente. Tudo isso ocorre sob a vigilância dos jagunços, homens armados que atiram em quem tenta fugir. A esse respeito, o atlas apresenta dados sobre a violência das cidades com maiores probabilidades de ocorrência de escravidão.
De acordo com a pesquisa, as atividades que mais utilizam mão de obra forçada estão ligadas à criação de novas fazendas, como desmatamento para abertura de pastagens, cuidado com esses terrenos e produção de carvão vegetal.

Táticas para erradicação

Para Girardi, o combate à escravidão passa por dois pontos fundamentais. “Por um lado, é preciso acabar com a miséria, seja através de programas de auxílio, seja com a criação de empregos nos municípios com mais aliciamento”, defende. “A outra questão é estabelecer penas mais duras para os responsáveis”, completa.
A aprovação, em maio, na Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição 438 – mais conhecida como PEC do Trabalho Escravo – pode contribuir nesse sentido. A PEC determina o confisco sem compensação financeira das propriedades nas quais ocorra trabalho forçado.
Parte das terras seria destinada ao assentamento das pessoas que foram exploradas no local e o restante da área, utilizado para a reforma agrária ou programas de habitação popular. A proposta agora aguarda a análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado para então ser votada nessa instância.
Essas pessoas só entendem a linguagem econômica; quandocomeçarem a perder as propriedades, a escravidão será praticamente extinta
Atualmente, a legislação prevê de dois a oito anos de prisão para os culpados, mas, segundo Girardi, dificilmente alguém vai preso de fato. Os condenados costumam pagar multas para se livrar da cadeia, conta o geógrafo.
Se aprovada pelo Senado, a proposta deverá agilizar os procedimentos legais de repressão ao trabalho forçado. “Essas pessoas só entendem a linguagem econômica; quando começarem a perder as propriedades, acredito que a escravidão será praticamente extinta”, conclui Girardi.
As principais fontes utilizadas na realização do atlas foram dados do MTE e da Comissão Pastoral da Terra, ONG que faz levantamentos e campanhas sobre o tema desde 1975.
Os autores – além de Girardi, Hervé Théry, Neli Aparecida de Mello e Julio Hato, da Universidade de São Paulo – também usaram informações do Atlas da Questão Agrária, elaborado por Girardi em seu doutorado (2008).

Yuri HutfleszCiência Hoje On-line

Combate ao Trabalho Escravo

Erradicar o trabalho escravo e degradante, por meio de ações fiscais coordenadas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho, nos focos previamente mapeados. A fiscalização do trabalho visa regularizar os vínculos empregatícios dos trabalhadores encontrados e demais consectários e libertá-los da condição de escravidão.

Falta de café da manhã atrapalha rendimento escolar - FARTURA NAS ESCOLAS DE NATAL - RN "FARTA TUDO"...


ESTUDO »Falta de café da manhã atrapalha rendimento escolar - NATAL - RN VEM SOFRENDO COM FARTURA NAS ESCOLAS FARTA  TUDO INCLUSIVE MERENDA QUE FORA PROGRAMA DE GOVERNO NAS ELEIÇÕES INCLUISIVE A MERENDA EM CASA??????ESSE ANO OS CMEIS E OUTRAS UNIDADES NA GRANDE MAIORIA SOFREM COM FALTA DE AULAS ENTRE OUTROS PROBLEMAS A FALTA DE VAGA, FUNCIONARIOS QUE NA MAIORIA SAO TERCEIRIZADOS A FALTA DE AULA E CRIANÇAS EM CASA E SEM ESCOLA E GRANDE...


:
Tomar café da manhã parece não fazer parte da rotina de alguns estudantes, que até passam mal durante as aulas por falta de alimentação. É o que revela uma recente pesquisa, feita com professores do ensino fundamental em colégios particulares. De acordo com o estudo, 64% dos professores percebem que os alunos não se alimentam de manhã e 80% já presenciaram algum tipo de mal estar físico. Entre os tipos de males sentidos, estão tontura, dor de cabeça, náuseas, fraqueza, desmaio ou sensação de desmaio.

Dentro da sala de aula, 69% dos professores apontaram a desatenção como principal impacto deste hábito. Especialistas alertam que a falta de café da manhã compromete o aprendizado.

— Educação para alimentação tem que começar em casa. Estamos deixando para mais tarde esse papel. O café da manhã antes era a "refeição rei". Hoje, a criança tem que sair do sono para o estado de vigília em poucos minutos porque a van já está chegando e o café da manhã é feito rápido, com cardápio monótono — afirma o pediatra e nutrólogo da Unifesp Mauro Fisberg.

— O café é uma refeição importante para ingerir cálcio, ferro e vitaminas. Na Inglaterra, 20% das crianças que não tomam café da manhã têm rendimento escolar menor — aponta a nutricionista da USP Sílvia Cozzolino. As deficiências de cálcio, vitaminas e ferro são as principais causas de doenças como raquitismo e anemia.

Entre os alimentos mais consumidos de manhã estão o café (80%), pão francês (70%) e leite integral (68%).

— Iniciar o dia sem fonte de energia, frutas e derivados lácteo é deficiente. Tem crianças que ficam 16 horas de jejum. Com certeza, isso causará algum prejuízo ao organismo — diz Mauro Fisberg.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Ideafix Estudos Institucionais, em junho de 2012, encomendada pela Nestlé, com professores do 1º ao 9º ano, na capital paulista. Para 55% dos professores, a falta de refeição matinal é mais frequente entre os alunos com idades entre 11 e 14 anos. Segundo Mauro Fisberg, essa faixa etária tende a ser mais independente do controle dos pais em relação à alimentação. No ano passado, um outro estudo feito pelo instituto havia revelado que 90% dos pais não estavam satisfeitos com o café da manhã dos seus filhos e 91% gostariam que eles comessem mais frutas no desjejum.

Laís Aliberti , nutricionista da Unilever, lembra que o lanche levado na escola deve ter alimentos atrativos para o paladar. - A lancheira deve ter alimentos atrativos para o paladar e que ao mesmo tempo favoreçam seu estado nutricional. Desta forma, é muito importante acostumar às crianças a comerem frutas na hora do lanche - recomenda Laís. Para completar o valor nutricional, vale um sanduíche natural recheado com hortaliças (cenoura ralada, por exemplo), queijo, e frango ralado, por exemplo, é uma boa opção.

Os lanches podem ter uma composição parecida, independente se o aluno estuda de manhã ou no período da tarde.

— Os pais devem evitar colocar alimentos que tenham grande quantidade de energia e poucos nutrientes. Uma boa dica é estar sempre atento aos rótulos dos alimentos e evitar aqueles que apresentam gordura trans, gordura saturada em excesso e açúcar em excesso. Os doces não são proibidos, mas também não devem estar presente com frequência — ensina Laís.

Da Agência O Globo

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