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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

#TRADIÇÃO ALIMENTA #NÃO VIOLENTA...






Compartilhem ao máximo...

Dia 28/03/19 será retomado o julgamento do abate religioso no STF. Copiem e colem em seus watts e perfis o logo da campanha. Vamos todos juntos mais uma vez lutar pelo nosso direito sagrado...
 #sóexistevitóriasehouverunião.

#comissãodepovosdeterreirodoRN...

#REDEMANDACARUBRASIL...

#segurançaalimentarenutricionalparapovostradicionais...

#SANPCTs...









NÓS SOMOS CONTRA A EXTINÇÃO DO CONSEA...










Presidentas/es

O prazo para apresentação das emendas à Medida Provisória 870, que extinguiu o Consea, encerrou ontem. O resultado é muito positivo: das 540 emendas apresentadas cerca de 10% são em defesa da manutenção do CONSEA. No total tivemos 36 deputados e deputadas que nos apoiaram e muitos apresentaram mais de uma emenda em defesa ao Consea. Entre os senadores 6 apresentaram emendas, sendo eles:  Jaques Wagner (PT/BA), Paulo Rocha (PT/PA), Humberto Costa (PT/PE), Flávio Arns (REDE/PR), Rogério Carvalho (PT/SE) e Kátia Abreu (PDT/TO). Portanto temos no mínimo 42 parlamentares que registraram apoio público ao Consea.

Agora temos que lutar pelo acolhimento destas emendas pela comissão mista. Uma ação estratégica é continuar a manter contato com os(as) parlamentares de seu Estado.  Portanto, hoje é importante que  escrevam emails, twitter,  ..... para os deputados(as) e senadores(as) que apresentaram emendas (marcados em verde na planilha anexa) agradecendo e solicitando apoio no processo de trabalho da comissão que vai apreciar a MP870.  A comissão mista deve ser formada a partir de hoje(12/02).

Sugerimos abaixo um texto:

Prezado(a) Deputado(a) _________________________,
Prezado(a) Senador(a) _________________________,

Verificamos que o senhor(senhora) apresentou emenda à MP870 em defesa ao Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). Agradecemos muito seu compromisso com a nossa luta!
 
Gostaríamos de continuar a contando com seu apoio quanto a:
1- participar da comissão mista que vai apreciar a MP870
2- defender que o relator acate as emendas apresentadas
3- defender a aprovação do requerimento para a realização de uma Audiência Pública para discutir o Consea e a Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil
4- nos ajudar a ampliar a base da apoio parlamentar para que nossa emenda seja aprovada tanto na Comissão como no plenário

Atenciosamente,

#redemandacarubrasil...

#comissãoDETERREIROSRN ...

#vamosquevamos...

Na mensagem 009/2019, o Governo detalhou que pretende transformar a atual Sejuc em duas pastas: a de Administração Penitenciária (Seap) e a das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH). Quanto a pasta do Esporte, o Executivo quer fundi-la com a atual Secretaria de Educação e Cultura (SEEC). Já a Seara, a intenção é passar a chamá-la de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf).

Intenção da governadora é transformar a atual Sejuc em duas pastas, bem como fundir o Esporte à Educação e Cultura e mudar nomenclatura da atual Seara..





GOVERNADORA DO RN. Fátima envia à AL projeto que extingue pastas de Justiça, Cidadania e Esporte...


Entre os seis projetos de lei encaminhados pela governadora Fátima Bezerra (PT) à Assembleia Legislativa nesta segunda-feira, 11, está o que pede a autorização do Poder Legislativo para que o Executivo acabe com as secretarias de Justiça e Cidadania (Sejuc) e Esporte (SEEL), bem como mude o nome da atual Secretaria de Assuntos Fundiários e de Apoio à Reforma Agrária (Seara).
Na mensagem 009/2019, o Governo detalhou que pretende transformar a atual Sejuc em duas pastas: a de Administração Penitenciária (Seap) e a das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH). Quanto a pasta do Esporte, o Executivo quer fundi-la com a atual Secretaria de Educação e Cultura (SEEC). Já a Seara, a intenção é passar a chamá-la de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf).




Titulares
Ainda antes de assumir o governo em 1º de janeiro, Fátima já havia definido os titulares das pastas que pretende criar em sua gestão. Para a Educação, Cultura e Esporte foi nomeado Getúlio Marques. Já a Secretaria das Mulheres ficará a cargo de Arméli Brennand. Na Sadref, Alexandre Lima é o responsável. A pasta de Administração Penitenciária é a única que ainda não tem um titular definido.








terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

contestar o edital do Programa Carnaval Ouro Negro, promovido pela Secretaria de Cultura (Secult).

oto: Reprodução / Facebook
A Associação do Coletivo de Entidades Carnavalescas de Matriz Africana (Acema) entrou com uma Representação no Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) para contestar o edital do Programa Carnaval Ouro Negro, promovido pela Secretaria de Cultura (Secult). 

Realizada nesta segunda-feira (4), a denúncia da Acema sustenta que “o enigmático Edital repleto de afrontas aos princípios constitucionais e a legislação pertinente como o MROSC (Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil), traz no seu bojo um desastre iminente, visto que ocasionou o esvaziamento no Circuito Batatinha e o cerceamento do acesso ao fomento público em virtude da excessiva burocratização, fruto da falta de diálogo com a sociedade civil, gerando o completo afastamento deste edital das premissas do Programa Carnaval Ouro Negro”.

A instituição diz ainda que desde 2014 tem se mobilizado pela manutenção e fortalecimento do Carnaval Ouro Negro, para garantir a preservação da cultura carnavalesca de matriz africana. “Mesmo assim não sensibilizou o Governo do Estado e o Programa vem sendo desvirtuado, maculado, vilipendiado no seu objetivo maior”, diz a Acema, acrescentando que com o passar dos anos “foram incorporados mais critérios, subjetivos e burocráticos, voltados para a exclusão, que agora interpretamos como forma de exterminar a cultura”.

A associação afirma ainda que a criação do Centro de Culturas Populares e Identitárias e a sua responsabilização pela condução do Programa trouxeram também dificuldades, já que o número de entidades beneficiárias foi reduzido. “O ‘tiro de misericórdia’ na sobrevivência do Programa foi à publicação da Chamada Pública nº: 001/2018 da SECULT, que ‘milagrosamente’ apagou e retirou o protagonismo da CCPI, que sumiu da história e assim a própria Secretária de Cultura, assumiu a responsabilidade pela edição do desastroso Edital, que ameaça a Cultura dos Pretos e Pretas do Carnaval ‘encurralando’ e ‘oprimindo’ e até constrangendo, homens e mulheres guerreiras que lutam pelo Carnaval Cultural”, afirma a Acema. 

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domingo, 3 de fevereiro de 2019

Minha família me colocou no fundo do poço por eu ter HIV', diz idoso sobre ser soropositivo...










Minha família me colocou no fundo do poço por eu ter HIV', diz idoso sobre ser soropositivo...




Portador do vírus HIV recebe coquetel de remédios de enfermeira do Centro de Treinamento em DST/AIDS, em São Paulo. 


Cícero, de 73 anos, foi rejeitado pelos parentes por estar infectado, ser gay e não ter tido filhos e mulher; especialista alerta que há médicos que ignoram vida sexual do idoso na prevenção de doenças.





Homem de 73 anos vive sob o risco de ser despejado pelo irmão, devido ao preconceito contra sua homossexualidade e o HIV. Ele pediu para não ter o rosto revelado. Imagem ilustrativa.


Homem de 73 anos vive sob o risco de ser despejado pelo irmão, devido ao preconceito contra sua homossexualidade e o HIV. Ele pediu para não ter o rosto revelado. 

Imagem ilustrativa. Foto: Pixabay









Cícero Moraes tinha 54 anos quando o fantasma do HIV lhe tirou o sono, em 2000. Ele era guia de viagens e, numa de suas passagens pelos pontos turísticos do Brasil, um sexo casual sem proteção lhe deixou marcas para o resto da vida.


Paciente segura na mão o coquetel de comprimidos contra o HIV na Casa Filadélfia, em Burgo Paulista, São Paulo. 



Próximo da velhice e diante dos tabus que existem por trás da sexualidade de idosos, ele começou a sentir medo do vírus destruir seu corpo e sua saúde mental. As suspeitas começaram quando mal-estares se tornaram frequentes e o fez procurar um médico. "Minha boca começou a ficar cheia de afta, me faltava apetite, defecada líquido e vivia com ânsia de vômito", afirma. 
Foi a partir daí que o diagnóstico da doença veio junto ao sentimento de solidão. Ele avisou a família sobre o problema e, em vez de encontrar amparo, deu de cara com o julgamento e a rejeição dos parentes. "Fui excluído por eles. Só me disseram que se eu tivesse tomado cuidado, eu não estaria assim", recorda. 


Segundo:

O  boletim epidemiológico de 2018, do Ministério da Saúde, 14.848 pessoas com mais de 55 anos (7% do total de infectados) foram diagnosticados, no Brasil, com HIV nos últimos 11 anos. Além disso, a edição 2017 do relatório calcula que a população de idosos soropositivos dobrou desde 2007. 





Portador do vírus HIV recebe coquetel de remédios de enfermeira do Centro de Treinamento em DST/AIDS, em São Paulo. 


Portador do vírus HIV recebe coquetel de remédios de enfermeira do Centro de Treinamento em DST/AIDS, em São Paulo. 

 Foto: Robson Fernandes / Estadão.





Paciente segura na mão o coquetel de comprimidos contra o HIV na Casa Filadélfia, em Burgo Paulista, São Paulo. 






Segundo o boletim epidemiológico de 2018, do Ministério da Saúde, 14.848 pessoas com mais de 55 anos (7% do total de infectados) foram diagnosticados, no Brasil, com HIV nos últimos 11 anos. Além disso, a edição 2017 do relatório calcula que a população de idosos soropositivos dobrou desde 2007. 



Portador do vírus HIV recebe coquetel de remédios de enfermeira do Centro de Treinamento em DST/AIDS, em São Paulo. 

Portador do vírus HIV recebe coquetel de remédios de enfermeira do Centro de Treinamento em DST/AIDS, em São Paulo.  Foto: Robson Fernandes / Estadão
Para a infectologista da Faculdade de Medicina da USP, Vivian Avelino, esse aumento não é necessariamente ruim. Ela explica que muitos contraíram o vírus na fase adulta e tiveram a expectativa de vida aumentada devido ao uso de coquetéis - dose de diversos remédios que, juntos, bloqueiam a multiplicação do microrganismo e evita que ele ganhe resistência.
"Muitas pessoas mais velhas conseguem sucesso nesse tratamento, deixando o HIV indetectável e restabelecendo a imunidade de forma muito eficaz, sem avançar para a Aids",  aponta.

Quando o preconceito fala mais alto

De acordo com Cícero, a falta de conhecimento sobre o HIV e o fato de ser homossexual contribuíram para a discriminação, mas o que mais intensificou o desprezo dos parentes foi o fato dele não ter constituído família ou adquirido bens materiais ao longo da vida. 
"Minha família me condenou e me colocou no fundo do poço por eu ter HIV. Mesmo trabalhando, sempre me viram como um sujeito relaxado, sem preocupação com o dia de amanhã. Não consegui ter um carro, uma casa, um filho e uma mulher. Então não me tornei alguém importante [na visão deles]", desabafa. "Sou uma pessoa desclassificada no conceito dos familiares, e isso pesou sobre o fato de eu ser soropositivo", completa.





Paciente segura na mão o coquetel de comprimidos contra o HIV na Casa Filadélfia, em Burgo Paulista, São Paulo. 



Paciente segura na mão o coquetel de comprimidos contra o HIV na Casa Filadélfia, em Burgo Paulista, São Paulo.  Foto: Fernando Pereira / AE
Estar fora do padrão tradicional de família imposto pelos parentes nunca isentou Cícero de tocar sua vida: saiu do ramo do turismo, virou taxista, e hoje, já aposentado aos 73 anos, dá aulas de inglês e é fotógrafo nas horas vagas. Além disso, ele perdeu o medo de morrer pelo HIV quando, ainda no começo da doença, começou a tomar coquetel. 

'Querem tirar o meu direito de sentir prazer'

Mesmo levando uma vida normal, passaram-se 19 anos desde a descoberta do HIV e a indiferença dos parentes continua a mesma. Segundo o idoso, o preconceito em torno de sua homossexualidade, da idade avançada e da doença ainda moldam a visão negativa da família sobre ele, o que lhe trouxe dificuldades.
Cícero mora há três anos de favor com o irmão em Itaim Paulista, no extremo leste de São Paulo, e está prestes a ser despejado. "Tenho até março para me mudar. Meu irmão disse que outras pessoas da família deveriam se preocupar comigo", diz. "Ele não quer mais me acolher por razões que eu desconheço, mas uma delas é o HIV e o fato de eu ser gay", completa.






O tabu em torno do tema faz Cícero sentir que o afeto e a sexualidade se tornam invisíveis quando a pessoa envelhece. Atualmente, ele revela não ter uma vida sexual ativa devido à depressão e aos antidepressivos que precisa tomar, mas recrimina o preconceito contra o desejo e a libido dos idosos. "Pessoas assim querem tirar o meu direito de sentir prazer", critica.
Aos sexualmente ativos e portadores de HIV, Cícero aconselha que sempre usem da sinceridade ao se relacionar com alguém. "Eu dizia para a pessoa a minha situação e eu fui bem entendido e aceito por alguns. Outros preferiram não fazer nada comigo", aponta.

Tabu do sexo na velhice pode prejudicar a saúde do idoso

Cícero é paciente do Centro de Referência de Treinamento (CRT) de DSTs e Aids, em São Paulo, e faz parte do Instituto Vida Nova, que promove a integração social de soropositivos de todas faixas etárias, sobretudo os que estão em vulnerabilidade social. Na ONG, o idoso passa por atendimento psicológico e participa das atividades de convivência.
De acordo com a médica Vivian Avelino, esse amparo é importante na medida em que existem profissionais de saúde que não suspeitam da infecção de HIV em idosos. Isso porque ignoram a possibilidade dele ter uma vida sexualmente ativa.





Instituto Vida Nova promove encontros para conscientizar população sobre Aids e HIV.


Instituto Vida Nova promove encontros para conscientizar população sobre Aids e HIV. Foto: Facebook / Instituto Vida Nova Integração Social Educação e Cidadania
"É comum que essa faixa etária tenha diagnóstico atrasado do vírus. Assim, existem os que só descobrem que estão em quadro avançados devido ao HIV quando a imunidade fica muito baixa", alerta.
Num estudo recente da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), pesquisadores conversaram com 11 idosos, 11 enfermeiros e 12 médicos, e identificaram que há profissionais que enxergam as pessoas mais velhas como assexuadas.



Homem de 73 anos vive sob o risco de ser despejado pelo irmão, devido ao preconceito contra sua homossexualidade e o HIV. Ele pediu para não ter o rosto revelado. Imagem ilustrativa.

Num dos depoimentos recolhidos, um dos médicos - cujo nome não foi mencionado - diz que não vê necessidade em perguntar sobre sexo. "A gente [comunidade médica] imagina que a sexualidade do idoso é zero. Então não perguntamos nada sobre isso", afirma.
Além disso, um enfermeiro confessa o seu despreparo. "Não me sinto à vontade para falar com o idoso sobre sexo. Eu me sinto melhor falando disso com uma adolescente, com uma mulher, do que com um homem idoso", revela.

O medo do HIV se vai, mas os problemas emocionais permanecem

Vivian Avelino analisa que esses erros das equipes hospitalares e a demora na identificação do vírus aumentam o risco do sistema imunológicoenfraquecer, facilitando o surgimento de doenças como pneumoniatuberculose problemas neurológicos. Tudo isso pode ser evitado pelo exame de sangue, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 
Mesmo diante dessa situação, Cícero Moraes se safou de maiores problemas, e o único resquício do HIV em seu corpo foi a perda do paladar e do olfato
Apesar disso, as sequelas sociais e emocionais do vírus permanecem em sua vida: rejeitado pela família e convivendo diariamente sob o risco de despejo, devido ao preconceito do irmão, ele ainda não sabe ao certo o que será do seu futuro. Por enquanto, ele pretende ir para um asilo ou para um abrigo de pessoas com HIV, cujo nome prefere não dizer.
CAIO NASCIMENTO* - O ESTADO DE S.PAULO







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