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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O Projeto Fique Sabendo Jovem Vem Aí

AIDS: como mobilizar os jovens - Jornal Futura - Canal Futura

Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta (PNSIPCF) foi criada, no âmbito do âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), pela Portaria 2.866, de 2 de dezembro de 2011.

Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta (PNSIPCF) foi criada, no âmbito do âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), pela Portaria 2.866, de 2 de dezembro de 2011. 

OBJETIVO

O objetivo da política pública é promover a saúde das populações do campo e da floresta
  • por meio de ações e iniciativas que reconheçam as especificidades de gênero, geração, raça/cor, etnia e orientação sexual
  • visando o acesso aos serviços de saúde, a redução de riscos e agravos à saúde decorrente dos processos de trabalho e das tecnologias agrícolas
  •  visando a melhoria dos indicadores de saúde e da qualidade de vida.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS  

  • GARANTIR ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE – Ajudar a reduzir vulnerabilidades por meio de ações integrais voltadas para a saúde da/o idosa/o, da mulher, da pessoa com deficiência, da criança e adolescente, do homem e da/o trabalhador/a, considerando a saúde sexual e reprodutiva, bem como a violência sexual e doméstica.
  • REDUZIR DOENÇAS DO TRABALHO NO CAMPO – Reduzir os acidentes e agravos relacionados aos processos de trabalho no campo e na floresta, particularmente o adoecimento decorrente do uso de agrotóxicos e mercúrio, o advindo do risco ergonômico do trabalho no campo e na floresta e da exposição contínua aos raios ultravioleta.
  • MELHORAR QUALIDADE DE VIDA – Articulações intersetoriais para promover a saúde, envolvendo ações de saneamento e meio ambiente, especialmente para a redução de riscos sobre a saúde humana.
  • VALORIZAR SABERES E PRÁTICAS – Reconhecer e valorizar os saberes e as práticas tradicionais de saúde das populações do campo e da floresta, respeitando suas especificidades.
  • SISTEMA DE VIGILÂNCIA – Promover o fortalecimento e a ampliação do sistema público de vigilância em saúde, do monitoramento e da avaliação tecnológica sobre os agravos à saúde decorrentes do uso de agrotóxicos e transgênicos
  • PARTICIPAÇÃO SOCIAL – Promover planejamentos participativos capazes de identificar as demandas de  saúde das populações do campo e da floresta e definir metas, estratégias e ações específicas para sua atenção. Apoiar a expansão da participação das representações dessas populações nos Conselhos de Saúde estaduais, distrital e municipais e em outros espaços de gestão participativa.
  • EDUCAÇÃO – Promover mecanismos de informação e comunicação, de acordo com a diversidade e as especificidades socioculturais. Incluir no processo de educação permanente das/os trabalhadoras/es de saúde as temáticas e os conteúdos relacionados às necessidades, demandas e especificidades das populações do campo e da floresta, considerando a interculturalidade na atenção aos povos e comunidades tradicionais. Apoiar processos de educação e informação das populações do campo e da floresta sobre o direito à saúde.
  • GERAR CONHECIMENTO – Incentivar a pesquisa e a produção de conhecimento sobre os riscos, a qualidade de vida e a saúde das populações do campo e da floresta, respeitando as especificidades de geração, raça/ cor, gênero, etnia e orientação sexual


PRINCÍPIOS E DIRETRIZES 

DIREITO UNIVERSAL
INCLUSÃO SOCIAL
TRANSVERSAL E INTERSETORIAL
FORMAÇÃO PERMANENTE
VALORIZAR PRÁTICAS E CONHECIMENTOS
V – valorização de práticas e conhecimentos tradicionais, com a promoção do reconhecimento da dimensão subjetiva, coletiva e social dessas práticas e a produção e reprodução de saberes das populações tradicionais
PROMOVER AMBIENTES SAUDÁVEIS
APOIAR PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIA
PARTICIPAÇÃO SOCIAL
INFORMAÇÃO
FORMAÇÃO PERMANENTE
CONHECIMENTO

ATRIBUIÇÕES 

  • Governo Federal
  • I – garantir a implementação
  • II – Incluir no Plano Nacional de Saúde metas e prioridades para ações de saúde para as populações do campo e da floresta
  • III – apoiar a implementação da PNSIPCF nos Estados, Distrito Federal e Municípios
  • IV – incentivar o desenvolvimento das ações de educação permanente para os trabalhadores de saúde
  • V – incentivar e apoiar ações de educação em saúde para os usuários e movimentos sociais
  • VI – prestar apoio e cooperação técnica no desenvolvimento de ações da PNSIPCF
  • VII – fortalecer a intersetorialidade, mediante articulação com órgãos e entidades governamentais e não-governamentais, para o estabelecimento de metas e prioridades referentes às ações transversais prioritárias para a saúde das populações do campo e da floresta
  • IX – estabelecer instrumentos e indicadores para acompanhamento, monitoramento e avaliação
  • X – fortalecer parcerias com organismos nacionais, internacionais, governamentais e não governamentais e sociedade civil organizada para o fortalecimento das ações de saúde para as populações do campo e da floresta.
  • Estados
  • I – promover a implementação
  • II – promover a inclusão da PNSIPCF no Plano Estadual de Saúde
  • III – incentivar a criação de espaços (comitês, áreas técnicas, grupo de trabalho, entre outros) de promoção da equidade para implementação da PNSIPCF de forma participativa
  • IV – produzir dados estratificados e manter atualizados os sistemas nacionais de informação em saúde
  • V – estabelecer instrumentos e indicadores para o acompanhamento, monitoramento e avaliação
  • VI – desenvolver e apoiar ações de educação permanente para as/os trabalhadoras/es de saúde
  • VII – desenvolver e apoiar ações de educação em saúde para os usuários e movimentos sociais
  • VIII – prestar apoio e cooperação técnica aos Municípios
  • IX – viabilizar parcerias no setor público e privado para fortalecer as ações de saúde.
  • Municípios
  • I – promover a implementação
  • II – promover a inclusão da PNSIPCF no Plano Municipal de Saúde
  • III – promover a criação de espaços (comitês, áreas técnicas, grupo de trabalho, entre outros) de promoção da equidade para implementação da PNSIPCF de forma participativa
  • IV – produzir dados estratificados e manter atualizados os sistemas nacionais de informação em saúde
  • V – estabelecer instrumentos e indicadores para o acompanhamento e avaliação
  • VI – viabilizar parcerias no setor público e privado com o objetivo de fortalecer as ações de saúde
  • VII – desenvolver ações de educação permanente para os trabalhadores de saúde
  • VIII – promover ações de educação em saúde para os usuários e movimentos sociais,

No Ministério da Saúde

Compete à À Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde (SGEP/MS) articular, no âmbito do Ministério da Saúde e junto aos demais órgãos e entidades governamentais, a elaboração de instrumentos com orientações específicas que se fizerem necessários à implementação da PNSIPCF. Conheça a página da Secretaria.


Definição dos termos usados na política:

Agricultura camponesa
Agricultura Familiar
Assalariados e assalariadas rurais
Camponeses e camponesas:
Descentralização
Direitos reprodutivos
Direitos sexuais
Diversidade
Princípio que respeita as diferenças legitimadas por fundamentos éticos gerados na convivência democrática dos sujeitos e grupos sociais. A biodiversidade está associada à sociodiversidade e à diversidade cultural
Equidade
Promoção do direito à igualdade como princípio da justiça redistributiva e implica reconhecer necessidades especiais e dar-lhes tratamentos diferenciados no sentido da inclusão e do acesso individual e coletivo
Extrativismo
Extrativistas
Florestania
Integralidade
Intersetorialidade/transversalidade
Parceria
Articulação de redes de solidariedade entre atores governamentais e não governamentais para integração e desenvolvimento de políticas públicas promotoras de equidade

Definição dos termos usados na política:

Populações do campo e da floresta
Povos e comunidades tradicionais
Grupos culturalmente diferenciados que se reconhecem como tradicionais, possuem formas próprias de organização social, ocupam e utilizam territórios e recursos naturais como condição para sua produção e reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos e inovações práticas gerados e transmitidos pela tradição
Regiões de saúde
Regionalização
Reserva extrativista
Sustentabilidade
Sustentabilidade econômica
Sustentabilidade social
Sustentabilidade política
Sustentabilidade cultural
Sustentabilidade ambiental
Território
Trabalho escravo
Universalidade
Violência no campo e na floresta




http://www.saudecampofloresta.unb.br/politica/

Promovendo equidade na atenção a saúde (Parte 2)

Promoção da equidade na atenção a saúde (Parte 1)

Canal Saude - Politica Nacional Integral de Saúde Popular Negra

Saúde da População Negra

OUTRO OLHAR -- Saúde da População Negra

Combate ao racismo e Estatuto da Igualdade Racial são temas do Bom Dia, ...

Políticas de promoção da igualdade racial são tema do NBR Entrevista

A importância da política de cotas e o Estatuto da Igualdade Racial - Pa...

A importância da política de cotas e o Estatuto da Igualdade Racial - Pa...

Apresentação Cartilha de Controle Social

MECANISMOS DE EXERCÍCIO DO CONTROLE SOCIAL

Cidadão Participativo - Animação

O papel dos conselhos participativos parte 6

O papel dos conselhos participativos parte 5

O Papel dos conselhos participativos parte 4

O papel dos conselhos participativos parte 3

O papel dos conselhos participativos parte 2

O papel dos conselhos participativos parte 1

Ministra entrega lista de prioridades na área de igualdade racial a Henrique Alves

Ministra entrega lista de prioridades na área de igualdade racial a Henrique Alves

O presidente da Câmara recebeu nesta quarta-feira (5) a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdades Racial, Luiza Bairros, e diversos parlamentares ligados às minorias e ao movimento negro. Durante a audiência, a ministra entregou ao presidente da Câmara uma lista de propostas consideradas prioritárias pela secretaria.
Foto: JBatista
Ministra entrega lista de prioridades na área de igualdade racial a Henrique Alves
Reserva de vagas para negros em concursos está entre as propostas
O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), recebeu nesta quarta-feira (5), a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdades Racial, Luiza Bairros, e diversos parlamentares ligados às minorias e ao movimento negro.
 Durante a audiência, a ministra entregou ao presidente da Câmara uma lista de propostas consideradas prioritárias pela secretaria, que são os seguintes:
- Projetos de Lei 6738/13, do Executivo, que reserva aos negros 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União.
- Projeto de Lei Complementar 302/13, que regulamenta a Proposta de Emenda à Constituição que ampliou os direitos dos trabalhadores domésticos e foi promulgada pelo Congresso Nacional em abril do ano passado.
- PL 4471/12, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que cria regras para a apuração de mortes e lesões corporais decorrentes das ações de agentes do Estado, como policiais. Pela proposta, esses casos deverão ter rito de investigação semelhante ao previsto para os crimes praticados por cidadãos comuns.

ENDEREÇOS E CONTATOS IMPORTANTES PARA DIVERSIDADES E ETNIAS E POVOS....


Sistema Nacional de Direitos Humanos
Sistema Nacional de Direitos Humanos
Sistema Único de Saúde SUS
Conselho Nacional de Direitos Humanos CNDH
Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana CDDPH
Esplanada dos Ministérios Bloco T
Anexo II - 2º andar - Sala 202
CEP 70.064-900 Brasília DF
(061) 3429.3918 e 3226.2772(Fax)
cddph@sedh.gov.br
Ministérios e Secretarias Especiais
Secretaria Especial dos Direitos Humanos SEDH
Esplanada dos Ministérios - Bloco T - Sala 420
Edifício Sede do Ministério da Justiça
CEP 70.064-900 Brasília DF
(061) 3429.3142, 3429.3454 e 3223.2260(Fax)
direitoshumanos@sedh.gov.br
www.presidencia.gov.br/sedh/
Ministério da Justiça
Esplanada dos Ministérios
Bloco T, Edifício Sede
CEP 70.064-900 Brasília DF
(061) 3429.3000
www.mj.gov.br
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres SPM
Esplanada dos Ministérios
Bloco L, Ed. Sede, 2º andar, Sala 200
CEP 70.047-900 Brasília DF
(061) 2104-9377 e 2104-9362(Fax)
web@spmulheres.gov.br
www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sepm/
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial SEPPIR
Esplanada dos Ministérios
Bloco A 9º andar
CEP 70.054-900 Brasília DF
www.presidencia.gov.br/seppir

terça-feira, 5 de agosto de 2014

CABRA MARCADO PARA MORRER_Completo

VERGONHA NACIONAL QUE SIRVA DE EXEMPLO.... A 10ª Câmara Cível do TJRS estabelece o pagamento de R$ 8 mil pelo município de Condor, por danos morais. Bioquímica que efetuou coleta de sangue teria usado expressões como negrada, fofoqueira, negra velha e neguinha durante o atendimento às autoras da ação

Município de Condor-RS é responsabilizado por injúria racial

Data: 04/08/2014
Desembargador votou por manter a condenação, mas com redução do valor a ser pago às autoras, reduzindo de R$ 12 mil para R$ 8 mil. O processo já transitou em julgado, não havendo mais possibilidade de recursos.
Município de Condor-RS é responsabilizado por injúria racial
Imagem capturada do site do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

A 10ª Câmara Cível do TJRS estabelece o pagamento de R$ 8 mil pelo município de Condor, por danos morais. Bioquímica que efetuou coleta de sangue teria usado expressões como negrada, fofoqueira, negra velha e neguinha durante o atendimento às autoras da ação.

O Caso
Duas moradoras do município ajuizaram ação indenizatória contra Condor. As autoras alegaram ter sido alvo de injúrias por parte de servidora municipal durante uma coleta de sangue. Em decisão de 1º Grau, o Juiz Fabiano Zolet Bau, da Comarca de Panambi, julgou procedente a condenação por danos morais, fixando em R$ 12 mil o montante para pagamento.

O réu interpôs recurso ao Tribunal de Justiça. De acordo com o apelante, a bioquímica apenas teria informado às requerentes que estavam fora do horário, repassando as orientações de sua chefia. Caso mantida a condenação, solicitou redução do valor, afirmando não ter sido respeitada a proporcionalidade.

Recurso

O Desembargador Jorge Alberto Schreiner Pestana entendeu que a prova trazida ao processo é suficiente a demonstrar a presença dos fatos constitutivos ao direito da parte autora. Citou o depoimento de testemunha que informou ouvir a bioquímica tratando a parte autora por negrada e fofoqueira. Outra informante citou a expressão negra velha, acrescentando que as demandantes em nenhum momento ofenderam a funcionária do ente público. Ainda, outro depoimento mencionou que a servidora teria dito à autora a frase: Teve de se humilhar de novo, neguinha?

Uma única testemunha corroborou a versão do réu, porém trata-se de declaração vaga, sendo depoimento isolado frente às demais provadas trazidas ao processo.

O Desembargador avaliou que os danos morais ao caso em comento se têm por presunção, traduzidos na própria ofensa verbal proferida à parte autora, atingindo a sua integridade psíquica e honra. Votou por manter a condenação, mas com redução do valor a ser pago às autoras, reduzindo para R$ 8 mil. Assinalou que o arbitramento deve obedecer aos critérios de prudência, moderação, condições da ré em suportar o encargo e não aceitação do dano como fonte de riqueza.

Os Desembargadores Paulo Roberto Lessa Franz (Revisor) e Marcelo Cezar Müller acompanharam o relator.

O processo já transitou em julgado, não havendo mais possibilidade de recursos.

Proc. 70057681868

EXPEDIENTE
Texto: Henrique Dellazeri
Assessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arend
imprensa@tj.rs.gov.br
Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A MINHA GAZA ESTA NO NOSSA SENHORA DA APRESENTAÇÃO BAIRRO QUE MORO A 25 ANOS AGORA MESMO ESTA TENDO TIROS......

POR IVENIO HERMES
A insegurança em que vive o povo brasileiro e especificamente o potiguar, tem um custo financeiro indireto elevado, e por sair do bolso do cidadão, parece não ser levado em consideração pela Administração Pública.
Além de seus impostos, comerciantes, empreendedores e moradores precisam arcar com segurança privada, circuitos internos de câmeras de TV, sensores de movimento, alarmes, muros com cercas elétricas e outros tipos de ofendículos que garantam a proteção, antes considerada extra, pois havia aquela fornecida pelo Estado e hoje considerada essencial, porque supre a ausência da segurança promovida pela ineficácia e incompetência do Estado.
O crime assume todas as formas possíveis, e o alerta dado ao Governo do RN sobre avanço da força letal da violência foi desconsiderado e as forças policiais, minimizadas em efetivo, em equipamento e em condições de trabalho, se tornam vítimas tanto quanto àqueles a quem deveriam proteger. Nos primeiros 5 dias de abril de 2014 já aconteceram pelo menos 20 crimes violentos letais intencionais, dentre eles, outro policial militar.

NOVA METRÓPOLE DA MORTE

1TRIMESTRE EVOLVE 2014A
Com um índice de 10 homicídios por cem mil habitantes sendo a aceitável para compor uma boa taxa de desenvolvimento humano, a Região Metropolitana de Natal se firma como uma nova metrópole da morte e se aproxima perigosamente da média nacional de 25,4 assassinatos por cem mil habitantes. São José de Mipibu e Macaíba se revezam na quarta posição entre as mais violentas da região, sendo que com uma população menor, São José de Mipibu já está com o índice de 37,78 cvli/100mil-hab enquanto Macaíba está com 22,5.
Com a inclusão no mapa da região, do novo aeroporto para a chegada dos turistas do futebol, uma atenção deverá ser direcionada para as principais vias que conduzirão esses turistas para o centro hoteleiro, privilegiando o turismo durante o evento. Contudo, não se deve deixar de perceber que São Gonçalo do Amarante encontra-se com 18,9 cvli/100mil-hab, Parnamirim com 14,38 e Natal com 17,45. Assim a região metropolitana, tendo em vista sua população, já acumula um índice de 17,81 cvli/100mil-hab.
Com essa tendência indicando ascensão, relembramos que Natal registra 59% das ocorrência letais, e com a previsão do emprego da força maciça do Governo Federal implementando uma segurança visual temporária em virtude da COPA de 2014, os indícios de que essa tendência continuará nos municípios limítrofes são grandes, porque ao escapar do círculo de contenção e proteção estabelecido pelas Forças Armadas e pela Força Nacional, que nem coadjuvantes na Segurança Pública deveriam ser (pois o correto seria reforçar e valorizar as polícias estaduais), os criminosos não encontrarão policiamento para detê-los.
Sem dar importância a mancha criminal que ora se delineia, será difícil tirar a Grande Natal do ranking dos homicídios, e quando Natal e São Gonçalo do Amarante receberem o reforço de policiais, o crime violento letal e intencional migrará para outros municípios, num jogo de gato e rato que não deixará de manter Natal como uma outra metrópole da morte.

BAIRROS DO MEDO

Nos anos de 2013 e 2014, o primeiro trimestre mostrou mais uma vez a falta de previsão da Secretaria Estadual de Segurança Pública, ainda administrada por Aldair da Rocha.
1TRIMESTRE METROPOL 2013-BAIRROS
Sempre buscando se desculpar pela Governadora, Aldair da Rocha não conseguiu alavancar nenhum projeto efetivo nem mesmo para a capital, daí se pode imaginar o desastre no interior. A insegurança acirrou um sentimento de medo, impediu o ir e vir e tornou os bairros de Natal mais perigosos.
Foram 48 homicídios praticados na Zona Norte e um índice de 18,59 cvli/100mil-hab, sendo Nossa Senhora da Apresentação o bairro mais violento, com 38% dos crimes e 22,27 cvli/100mil-hab. Sendo a áreas mais carente da cidade, a falta de investimentos e o progressivo sucateamento de viaturas reduziu o policiamento ostensivo, mantendo essa zona da capital como o índice semelhante, pois saiu de 48 mortes matadas em 2013 para 49, elevando para 18,84 crimes violentos letais intencionais por 100mil-hab em 2014.
As Zonas Leste e Oeste apresentaram uma ligeira diminuição, na Leste caiu de 23 para 18 mortes e na Oeste de 65 para 49. Entretanto, a surpresa deste primeiro trimestre de 2014 é a Zona Sul, que saiu de 9 em 2013 para 19 em 2014, numa elevação percentual de mais de 100%, ou seja, são 11,31 cvli/100mil-hab.
A vitimização na zona sul não escolhe local para ocorrer e objetivamente se conclui que mesmo tendo recursos das entidades de bairros e outros representantes da sociedade organizada na segurança pública, gastando com reforma e construção de bases integradas comunitárias, colocando mais combustível nas viaturas que sofreram com contingenciamento, e tentando outras soluções, inclusive promovendo uma audiência pública para tratar do assunto, nada disso foi capaz de deter a onda de crimes.
1TRIMESTRE METROPOL 2014-BAIRROS
Sem viaturas para realizar o policiamento nas ruas, mesmo usando combustível da comunidade, sem munição adequada e suficiente, carentes de toda sorte de equipamento, inclusive coletes balísticos, e sem efetivo consoante ao mínimo necessário, a Polícia Militar enxugou gelo e não conseguiu reduzir o crime na zona sul, mais uma vez comprovando que nem só de boa vontade e coragem se soluciona problemas de segurança.
O esforço do Comandante do 5º BPM e de seus comandados praticamente tirou leite de pedra, contudo, o Major Francisco Heriberto Rodrigues Barreto não conseguiu obter sucesso, pois à falta de material e equipamento se soma o maior problema do Estado do RN: a falta de efetivo policial. Com poucos homens, o batalhão responsável pelas zonas administrativas de Lagoa Nova, Nova Descoberta, Candelária, Capim Macio, Pitimbu, Neópolis e Ponta Negra, com seus conjuntos habitacionais, áreas de comunidade e sub zonas, transformando a zona sul no típico exemplo de que o esforço comunitário e policial, sem condições de trabalho e sem material humano é ineficaz diante do avanço da criminalidade.
Em apenas 3 meses a zona sul se tornou um novo nicho de medo e insegurança.

PÚBLICO ALVO: JOVENS

1TRIMESTRE POP JOV 2014C
Como se não bastasse todos os problemas sociais e de segurança pública, cada vez mais jovens ingressam nos caminhos desviantes, e sem condições de retornarem a um padrão de comportamento aceitável, perdem suas vidas em guerras de gangues, confrontos com a polícia e em desavenças diversas.
A morte de jovens nos bairros de Natal compreendem 28,18% do total de cvli, ou seja, de um total de 149 assassinatos, 42 são de jovens.
A distribuição por zonas ficou portanto:
  • Na Zona Norte 22 jovens assassinados de um total de 59 cvli, ou seja, 37,28% dos assassinatos foram cometidos contra jovens, sendo 9 deles cometidos em Nossa Senhora da Apresentação;
  • Dos 19 assassinatos cometidos na Zona Sul, 3 eram menores, ou seja, 15,78%, sendo 2 em Lagoa Nova e 1 em Ponta Negra;
  • A Zona Leste apresentou 27,77% de assassinatos de jovens, foram 5 de um total de 18 homicídios. Mãe Luiza e Cidade Alta com 2 mortes em cada e uma morte em Areia Preta;
  • Na Zona Leste 22,44% dos cvli foram cometidos contra jovens. De um total de 49, 11 foram jovens e os crimes ocorreram com maior frequência em Felipe Camarão.
  • Além dessas mortes, 4 não tiveram local determinado, sendo um jovem vítima dessas mortes.
Se essa média persistir, em 2014 teremos a maior incidência de cvli contra a população jovem.
Nesse totem de criminalidade, percebemos a forte influência das drogas como um dos principais fatores, sendo o combate ao narcotráfico uma das modalidades de combate ao crime bastante carente de atividade preventiva, tanto no combate quanto na busca pela reabilitação.

A SEGUIR…

A morte de jovens anteriormente vitimizados direta ou indiretamente pelas drogas e lares desestruturados prolifera em todo Rio Grande do Norte, sendo eles muitas vezes chancelados, como muitos adultos, pela ligação com o crime para justificar a falta de esforço investigativo para descobrir quem foram seus algozes.
Enquanto meditam sobre a situação de insegurança e o morticínio de jovens na capital, convido-os a lerem algo semelhante sobre a situação de Mossoró enquanto polo atrativo de pessoas e portanto, de criminalidade, na última parte dessa análise empírico-estatística da violência homicida no Rio Grande do Norte.
_______________
SOBRE O AUTOR:
Ivenio Hermes é Escritor Especialista em Políticas e Gestão em Segurança Pública e Ganhador de prêmio literário Tancredo Neves. Colaborador e Associado Pleno do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Consultor de Segurança Pública da OAB/RN Mossoró. Pesquisador nas áreas de Criminologia, Direitos Humanos, Direito e Ensino Policial.
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DIREITOS AUTORAIS E REGRAS PARA REFERÊNCIAS:
É autorizada a reprodução do texto e das informações em todo ou em parte desde que respeitado o devido crédito ao(s) autor(es).
HERMES, Ivenio. Violência Homicida no RN: Uma análise empírico-estatística (Parte 2). Metrópole da Morte, Bairros do Medo e o Público Alvo. Disponível em: < http://j.mp/OlDpfe >. Publicado em: 05 abr. 2014.


http://www.iveniohermes.com/violencia-homicida-no-rn-uma-analise-empirico-estatistica-parte-2/

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