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sábado, 25 de janeiro de 2014

DIA DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA REFLETIU SOBRE O TEMA NO DIA 21 DE JANEIRO É COMEMORADO O DIA NACIONAL DE COMBATE A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA. A DATA FOI OFICIALIZADA PELA LEI Nº 11.635, SANCIONADA PELO EX-PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EM 27 DE DEZEMBRO DE 2007. Apoie a Campanha Contra a Intolerância Religiosa do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária ... Envie sua foto com uma mensagem. Diga #nãoàintolerânciareligiosa!!

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Envie sua foto com uma mensagem. Diga #nãoàintolerânciareligiosa!!


IGREJA UNIVERSAL É CONDENADA POR INTOLERÂNCIA RELIGIOSA...

Makota Valdina – Makota Valdina Pinto, do Terreiro Tanuri Junsara, em Salvador/BA, defende o direito à crença religiosa assegurado pelo Artigo 5º, inciso 6º da Constituição Federal. “Não podemos falar de intolerância sem relacioná-la ao racismo praticado contra as religiões afro-brasileiras”.

A legislação brasileira proíbe qualquer tipo de intolerância religiosa. A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, alterada pela Lei nº 9.459, de 15 de maio de 1997, considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões...
 
 
DIA DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA REFLETIU SOBRE O TEMA
NO DIA 21 DE JANEIRO É COMEMORADO O DIA NACIONAL DE COMBATE A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA. A DATA FOI OFICIALIZADA PELA LEI Nº 11.635, SANCIONADA PELO EX-PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EM 27 DE DEZEMBRO DE 2007.
A DATA MARCA, AINDA, A MORTE DE GILDÁSIA DOS SANTOS E SANTOS, A MÃE GILDA, YALORIXÁ DO TERREIRO AXÉ ABASSÁ DE OGUM, PARCEIRO DO KUNDUN BALÊ. A ATUAL . A ATUAL YALORIXÁ JACIARA DE OXUM, FILHA DE MÃE GILDA, É A SACERDOTISA DO KUNDUN. MÃE GILDA MORREU, EM 21 DE JANEIRO DE 2000, NUMA SITUAÇÃO DE COMBATE CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, PRATICADA POR EVANGÉLICOS EM SEU TEMPLO, LOCALIZADO NO ABAETÉ, EM ITAPUÃ, NA BAHIA.

POR DECISÃO UNÂNIME, A 4ª TURMA DO STJ (SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA) CONDENOU A IURD (IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS) A PAGAR POR DANOS MORAIS A INDENIZAÇÃO DE R$ 145,25 MIL AOS FILHOS E MARIDO DA MÃE-DE-SANTO GILDÁSIA DOS SANTOS, A MÃE GILDA, DO TERREIRO AXÉ ABASSÁ DE OGUM, DE NOVA BRASÍLIA.
O JORNAL USOU UMA FOTO QUE TINHA SIDO PUBLICADA PELA VEJA, EM UMA NOTÍCIA SOBRE A PARTICIPAÇÃO DA MÃE-DE-SANTO EM UM MANIFESTAÇÃO A FAVOR DO IMPEACHMENT DO PRESIDENTE COLLOR.

ABALADA, A GILDA MORREU DE ENFARTO NO ANO SEGUINTE, E SEUS FAMILIARES RECORREM À JUSTIÇA CONTRA A IGREJA DO BISPO EDIR MACEDO.

ANTES, EM 1992, O PRÓPRIO BISPO FICOU PRESO 11 DIAS SOB A ACUSAÇÃO DE CHARLATANISMO, CURANDEIRISMO E ESTELIONATO. NAQUELA ÉPOCA, EDIR JÁ ERA TIDO COMO UM ESPERTALHÃO QUE EXPLORAVA A IGNORÂNCIA DOS POBRES – A MESMA ACUSAÇÃO QUE DEPOIS A FOLHA UNIVERSAL FARIA AOS 'MACUMBEIROS'. 

HOJE, EDIR MACEDO É DONO DE UM CONGLOMERADO DE EMPRESAS DE COMUNICAÇÃO, É PODEROSO, TEM INFLUÊNCIA NA POLÍTICA, E OS ‘MACUMBEIROS CHARLATÕES’ CONTINUAM COM SEMPRE: POBRES E NA LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA.
O SITE ÚLTIMA INSTÂNCIA INFORMA QUE, QUANDO A UNIVERSAL FOI CONDENADA EM PRIMEIRA INSTÂNCIA, PELA JUSTIÇA BAIANA, O VALOR DA INDENIZAÇÃO ERA DE R$ 1,4 MILHÃO. 

A IGREJA ENTÃO RECORREU DA DECISÃO COM A ALEGAÇÃO DE QUE NÃO HÁ LIGAÇÃO JURÍDICA ENTRE A IGREJA UNIVERSAL E A FOLHA UNIVERSAL, JORNAL IMPRESSO PELA EDITORA GRÁFICA UNIVERSAL.

ALÉM DISSO, CONTESTOU O FATO DE OS HERDEIROS DA GILDÁSIA TEREM AJUIZADO A AÇÃO DE DANOS MORAIS. NO ENTENDIMENTO DA UNIVERSAL, SÓ A MÃE-DE-SANTO PODERIA FAZÊ-LO. TRATA-SE DE UMA ESPERTEZA DOS ADVOGADOS DA IGREJA, PORQUE A MÃE-DE-SANTO ESTAVA MORTA.

PARA O JUIZ CARLOS FERNANDO MATHIAS, DO STJ E RELATOR DO CASO, INDEPENDENTE DE ESTAREM OU NÃO REGISTRADAS EM NOME DA MESMA PESSOA JURÍDICA, A FOLHA UNIVERSAL E A GRÁFICA PERTENCEM AO MESMO GRUPO EMPRESARIAL. 

MATHIAS RECONHECEU QUE R$ 1,4 MILHÃO ERA UM VALOR ALTO E O REDUZIU PARA R$ 20,75 MIL PARA CADA HERDEIRO, O QUE DÁ O TOTAL DE R$ 145,25 MIL.

21 DE JANEIRO COMEMORA-SE O DIA NACIONAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, DATA APROVADA POR UM PROJETO DE LEI. FOI NESSE DIA EM QUE MORREU MÃE GILDA.

AS CONDENAÇÕES JUDICIAIS À IGREJA UNIVERSAL TÊM SIDO CADA VEZ MAIS FREQÜENTES. EM UMA DAS MAIS RECENTES, A JUSTIÇA DE MINAS DETERMINOU QUE ELA DEVOLVESSE A UM FIEL COM DÉFICIT MENTAL CERCA DE R$ 50 MIL QUE FORAM ENTREGUES A PASTORES COMO PAGAMENTO DE DÍZIMO.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

RELIGIOSOS DE TERREIRO DO RN DE LUTO, Estamos com dos jovens que estão hospitalizados com queimaduras em estado cuidados inclusive já passaram por cirurgia motivo ATAQUE COM coquetel motolov e bomba dentre de casa de terreiro ataque ...



RELIGIOSOS DE TERREIRO DO RN DE LUTO, Estamos com dos jovens que estão hospitalizados com queimaduras em estado cuidados inclusive já passaram por cirurgia motivo ATAQUE COM  coquetel motolov e bomba dentre de casa de terreiro ataque ... urgente me liguem o que vocês podem fazer..... EM BREVE COM AS DEVIDAS ORIENTAÇÕES ENVIAREMOS MATERIA NA INTEGRA O NOME DO BARRACÃO E DOS RELIGIOSOS SERA OMITIDO MOTIVO SEGURANÇA...
AUTORIDADES ESTAO SENDO ACIONADAS... RELIGIOSOS MUITA ATENÇÃO NESTA HORA ATAQUE INTOLERANCIA RELIGIOSA E RACISMO INSTITUCIONAL E XENOFOBIA E HOMOFOBIA  ...




MEU CAROS IRMÃOS E IRMÃS, RELIGIOSOS E RELIGIOSAS E COMUNIDADE QUE NOS ACOMPANHA. OS DADOS OS RELIGIOSOS SÃO AQUI DO RN E POR SEREM DE MENOR IDADE NÃO PODEMOS DIVULGAR SEUS NOMES BEM COMO OS VÂNDALOS A POLICIA LOCAL ESTÃO AVERIGUANDO E NÃO PODEMOS CONFORME ORIENTAÇÃO DIVULGAR E ACUSAR POIS SOMOS INSTITUIÇÃO SERIA E NÃO PODEMOS FAZER DENUNCIAS SEM AS DEVIDAS COMPROVAÇÕES O QUE ESTA COMPROVADO E DOIS RELIGIOSOS ESTÃO NA UTI QUEIMADOS EM HOSPITAL GERAL DO RN NA CAPITAL NATAL E FORAM ATACADOS EM PLENO LITURGIA DENTRO DE SEU BARRACÃO COM BOMBA E COQUETEL MOLOTV MAIS INFORMAÇÕES O SENHOR PODE SOLICITAR DIRETAMENTE AS NOSSA DENUNCIAS ACONTECEM A MAIS DE 25 ANO CONFORME NASCIMENTO DE NOSSA INSTITUIÇÃO E NUNCA FARIAMOS DENUNCIAS SEM FUNDO DE VERDADE A DENUNCIA JA FORA ENVIADA A SEPPIR E PALMARES AO CONSELHO DE DIREITOS HUMANOS DO RN AO CENTRO DE DIREITOS HUMANOS DO RN E DA UNIVERSIDADE LOCAL EMFIM EM QUE PODEMOS AJUDAR A VSA.  CREIO QUE O SENHOR JA OUVIU FALAR EM SIGILO DE JUSTIÇA CONFORME ORIENTAÇÃO DA POLICIA LOCAL DEVIDO ENVOLVIDOS COM TENTATIVA DE ASSASSINATO E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E XENOFOBIA E HOMOFOBIA EMFIM ESPERAMOS TER ESCLARECIDO A VSA. QUANTO AOS NOMES NÃO PODEREMOS DIVULGAR EM BREVE INICIAIS SERÃO DIVULGAS DOS VÂNDALOS E DOS RELIGIOSOS VÍTIMAS...

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Foi sancionada pelo governador do estado e publicada no diário oficial de 15 de janeiro de 2014, a Lei n.º 21.147, que institui a política estadual para o desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais de Minas Gerais.

Lei cria política estadual de desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais
Lei cria política estadual de desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais
Foi sancionada pelo governador do estado e publicada no diário oficial de 15 de janeiro de 2014, a Lei n.º 21.147, que institui a política estadual para o desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais de Minas Gerais. O projeto de lei, que tramitava desde 2008 na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), voltou à pauta em 2013, a partir de mobilização realizada em torno do tema pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Sociais (Cimos).

A Cimos, a Coordenadoria Regional das Promotorias de Meio Ambiente das Bacias dos Rios Verde Grande e Pardo de Minas – ambos órgãos do MPMG – e o programa Vereda viva, da Unimontes, realizaram, em 2012 e 2013, nos municípios de Januária, Buritizeiro e Arinos, reuniões temáticas para levantar as demandas das comunidades veredeiras do Norte de Minas. Na sequência, foi realizada Audiência Pública em Belo Horizonte, com a  participação de veredeiros,  acadêmicos e gestores públicos.

De acordo com o coordenador da Cimos, promotor de Justiça Paulo César Vicente de Lima, nos debates, constatou-se que as diversas demandas careciam de uma solução mais sistemática, de uma política pública específica, e que as linhas gerais de tal política já se encontravam traçadas em projeto de lei em tramitação na ALMG.

Como resultado da Audiência Pública foi redigida a Carta das veredas, solicitando prioridade na tramitação do projeto de lei. A carta foi entregue ao presidente da ALMG, deputado Diniz Pinheiro, e ao presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Durval Ângelo, por uma comissão da qual faziam parte a secretária-geral do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Consea/MG), Beatriz Morais de Sá, representantes de comunidades veredeiras e da Cimos. Na comissão de Direitos Humanos da ALMG, o projeto de lei recebeu contribuições do antropólogo Aderval Costa Filho, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisador do projeto Cidade e alteridade.

Para o coordenador da Cimos, “a Lei n.º 21.147 representa um grande avanço no reconhecimento dos direitos desses grupos, que possuem formas próprias de organização social, utilizando recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica.  O reconhecimento desses povos – que incluem veredeiros, geraizeiros, quilombolas, ciganos, povos de terreiro, vazanteiros, apanhadores de sempre-vivas,  entre outros – representa o reconhecimento e a valorização da diversidade sociocultural do nosso estado”.

Paulo César destaca ainda o potencial de transformação social da atuação extraprocessual do Ministério Público. “A ampliação dos canais de participação social, por meio de audiências públicas e outras formas de aproximação com a sociedade, é fundamental para a democratização da atuação ministerial. O desafio agora é buscar a eficácia social desta legislação, para garantir os direitos desses grupos historicamente invisibilizados”.


Ministério Público de Minas Gerais
Superintendência de Comunicação Integrada
Diretoria de Imprensa 

REDE MANDACARU BRASIL E ENTIDADES PARCEIRAS ESTARAM PRESENTES NA II EXPOGEP COM SUAS AÇÕES...A II EXPOGEP (Mostra Nacional de Experiências em Gestão Estratégica e Participativa no SUS) conta com uma programação diversificada. A Saúde da População Negra será tema do Seminário Bi-Nacional Brasil- Estados Unidos (JAPER - Joint Action for Promotion of Equity in Race Cooperação Brasil – Estados Unidos da América)...

A II EXPOGEP (Mostra Nacional de Experiências em Gestão Estratégica e Participativa no SUS)  conta com uma programação diversificada. A Saúde da População Negra será tema do Seminário Bi-Nacional Brasil- Estados Unidos (JAPER - Joint Action for Promotion of Equity in Race Cooperação Brasil – Estados Unidos da América).

O JAPER desenvolverá uma parceria entre Brasil e Estados Unidos para a promoção de equidade em saúde para a população negra. Essa parceria será pautada no reconhecimento do racismo como determinante social em saúde.
REDE MANDACARU BRASIL E ENTIDADES PARCEIRAS ESTARAM PRESENTES NA II EXPOGEP  COM SUAS AÇÕES...

NOSSAS AÇÕES E PROJETOS: FALTA RECURSOS  MAIS CORAGEM E O QUE SOBRA EM NOSSA ORGANIZAÇÃO...

1.PREVENÇÃO CASAS E SABERES BANCOS DE PREVENÇÃO CASAS DE AXE -
2.AÇÃO MALETA DA SAUDE CANAL FUTURA
3.PROJETO DEDO DE PROSA NA PREVENÇÃO

O seminário Bi-Nacional acontece nos dias 4 e 5 de fevereiro 
Nos dias 4 e 5 de fevereiro, acontece o Seminário Bi-Nacional Brasil- Estados Unidos (JAPER - Joint Action for Promotion of Equity in Race Cooperação Brasil – Estados Unidos da América). O evento integra a programação da II Mostra Nacional de Experiências em Gestão Estratégica e Participativa no SUS (EXPOGEP), que acontece de 2 a 6 de fevereiro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. 
O JAPER desenvolverá uma parceria entre Brasil e Estados Unidos para a promoção de equidade em saúde para a população negra. Essa parceria será pautada no reconhecimento do racismo como determinante social em saúde, como preconiza a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e a expertise norte-americana em tecnologias de monitoramento, avaliação e desagregação do quesito raça/cor na promoção de saúde. 
‘Avanços e desafios no reconhecimento do racismo como determinante social e enfrentamento da violência contra a juventude negra’ será o tema de abertura do seminário, às 9h do dia 4 de fevereiro. Além de gestores brasileiros e norte-americanos, a sociedade civil integrará o debate, que também se estende durante todo o dia 5, e é uma iniciativa do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Secretaria de Políticas para Promoção de Igualdade Racial (SEPPIR). 
POLÍTICA – A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra foi publicada em 13 de maio de 2009. Ela é um instrumento que tem por objetivo combater a discriminação étnico-racial nos serviços e atendimentos oferecidos no Sistema Único de Saúde, além de promover a equidade em saúde da população negra. 
O II Plano Operativo da política, aprovado na reunião ordinária da Comissão Intergestora Tripartite (CIT) de 29 de agosto de 2013, trouxe 56 ações de responsabilidade direta do Ministério da Saúde. Essas responsabilidades estão sendo monitoradas pelo Sistema de Controle, Acompanhamento e Avaliação dos Resultados (E-CAR). 
II EXPOGEP – A II Mostra Nacional de Experiências em Gestão Estratégica e Participativa no SUS vai abordar cinco  eixos temáticos, em perspectiva nacional e internacional: Transparência e Controle na Gestão Pública; Governança e Regionalização em Saúde; Escuta e Participação Social; Direito à Saúde e Diversidade; e e-saúde e Informação. 
A Mostra marcará também os 60 anos do MS e os 10 anos de Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP), momento ímpar para avaliem a Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa, construindo diretrizes para sua efetivação.

É com grande entusiasmo que o Ministério da Saúde (MS) realizará, de 2 a 6 de fevereiro de 2014, em Brasília, a segunda edição da Mostra Nacional de Experiências em Gestão Estratégica e Participativa no SUS - II EXPOGEP.

Este será um grande momento de visibilidade e reconhecimento das experiências implementadas no âmbito da gestão estratégica e participativa ao longo destes 25 anos do Sistema Único de Saúde - SUS. 

A II EXPOGEP marcará também os 60 anos do MS e os 10 anos de Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP), momento ímpar para que, juntos, governos, trabalhadores, pesquisadores, conselheiros e usuários avaliem a Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa, construindo diretrizes para sua efetivação. 

O trabalho visa, sobretudo, ao aprimoramento da gestão em saúde e a participação social, construindo soluções para fazer do SUS um sistema cada vez mais eficiente, que ofereça atendimento integral e em tempo oportuno a todos os brasileiros.

Nesta década, muitas foram as ações implementadas por gestores, trabalhadores em saúde, movimentos sociais e instituições de ensino e pesquisa que contribuem e efetivam diariamente o direito à saúde no Brasil.

É nesta perspectiva que o Ministério da Saúde convida você trabalhador(a), gestor(a), pesquisador(a), representante da sociedade civil e estudante da área da saúde, a sistematizar e inscrever sua experiência para fazer parte desta grande mostra, que se estruturará com os seguintes eixos temáticos:

1 - Transparência e Controle na Gestão Pública
2 - Governança e Regionalização em Saúde 
3 - Escuta e Participação Social
4 - Direito à Saúde e Diversidade
5 - E-saúde e Informação 
A Mostra Nacional de Experiências em Gestão Estratégica e Participativa no SUS (II EXPOGEP) em sua segunda edição, oportunizará um grande momento de visibilidade das experiências implementadas, de formulação de conhecimento, de educação permanente para a gestão estratégica e participativa.

A II EXPOGEP busca expressar diferenças demográficas, socioeconômicas e culturais das regiões brasileiras, reafirmando os papéis dos entes federativos (estados, municípios e governo federal) na ampliação da qualidade e do acesso aos serviços e ações do Sistema Único de Saúde, destaca-se por fim o intercâmbio internacional a ser realizado a partir da participação de países e instituições parceiras. 

O que queremos é promover o reconhecimento destas ações em todo o território brasileiro, fortalecendo os papéis dos estados, municípios e união na ampliação da qualidade e do acesso aos serviços e ações do SUS. 

Inscreva sua experiência e vamos, juntos, avançar na construção de um SUS ainda mais eficaz para todos as brasileiras e brasileiros.

Todos os gestores estaduais e municipais, trabalhadores da saúde, pesquisadores, estudantes, conselheiros e usuários do SUS podem participar da Mostra como expositores de experiências e ouvintes. Juntos, vamos trocar conhecimentos, avaliar a Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa, e construir diretrizes para avançar na sua efetivação.

1. Governança e Regionalização em Saúde
A Constituição Federal destaca três princípios que devem ser observados na organização do Sistema Único de Saúde: a descentralização, com direção única em cada esfera de governo; o atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais, e a participação da comunidade. Neste contexto, os mecanismos de coordenação e cooperação intergovernamental tornam-se indispensáveis para a efetiva implementação das políticas públicas.
Os novos marcos legais do Sistema reforçam a organização do Sistema de Saúde e consideram a região de saúde como espaço prioritário para assegurar o acesso à saúde com qualidade e resolutividade. Essa perspectiva lança constantes desafios à gestão em saúde, sobretudo de planejamento, financiamento, organização da rede de atenção à saúde e pactuação de ações que garantam, de forma tripartite, a efetivação do SUS, a partir de mecanismos de contratualização que promovam a co-responsabilização e a cooperação entre Municípios, Estados e Governo Federal.
2. Escuta e Participação Social
As Ouvidorias do SUS são serviços essenciais para a disseminação de informações em saúde aos cidadãos (conscientização), espaço de participação social, manutenção e aprofundamento da articulação interfederativa, monitoramento e avaliação pelo usuário, promoção do controle social, qualificação e inovação da gestão, e protagonismo do Estado, pautados nos princípios éticos e constitucionais da Administração Pública e do SUS.
Na perspectiva de garantir a gestão participativa, os serviços de Ouvidoria devem atuar com estratégias que incorporem a avaliação das ações e serviços pelo usuário, como ferramenta de melhoria, bem como para apuração das suas necessidades e interesses. Entre os dispositivos de Ouvidoria Ativa, destacam-se a Carta SUS, as Pesquisas de Satisfação do Usuário e a Ouvidoria Itinerantes, ações prioritárias desenvolvidas pela Ouvidoria Geral do SUS e disseminadas como instrumentos a serem incorporados pelo Sistema Nacional de Ouvidoria (SNO).
3. Mobilização Social: Direito à Saúde e Diversidade
Ao longo de seus 25 anos, o SUS acumula avanços e desafios como o reconhecimento de populações em situação de vulnerabilidade e iniquidade, a ampliação da participação de segmentos sociais diversos nos espaços instituídos de controle social e o fortalecimento da participação social, a partir de espaços como as Ouvidorias e os Comitês de Promoção das Políticas de Equidade.
A crescente articulação entre os serviços de saúde e os diversos movimentos sociais e populares, a inserção do nome social de travestis e transexuais no Cartão Nacional de Saúde, e a aprovação da Política Nacional de Educação Popular em Saúde e a publicação do decreto que a regulamenta, são marcos importantes deste processo que, na II EXPOGEP, ganham ainda mais visibilidade.
4. e-Saúde e Informação
A e-Saúde tem como objetivo aumentar a qualidade e ampliar o acesso à atenção à saúde por meio do uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC). O Brasil possui uma larga experiência na produção, implantação e uso de Sistemas de Informação em Saúde [MS, 2009]. Nos últimos anos, com o acelerado avanço das TICs, tem sido desenvolvido esforços de abrangência nacional para viabilizar uma arquitetura nacional de e-Saúde. Apesar de um relativo sucesso, reconhecido inclusive internacionalmente, em coletar, organizar e divulgar as informações de saúde no Brasil, existe uma grande necessidade de avançar, tanto no caminho da integração entre os sistemas de informação, quanto no uso da informática para melhorar a produtividade e qualidade dos processos de trabalho em saúde, da gestão e do controle social no SUS.
5. Transparência e Controle na Gestão Pública
O controle social, entendido como a participação do cidadão na fiscalização, no monitoramento e no controle das ações da Administração Pública, tem a finalidade de verificar se o dinheiro público está sendo usado de maneira adequada. Ele complementa os controles realizados pelos órgãos que fiscalizam os recursos públicos – os órgãos de controle interno e externo.
Neste sentido, é essencial ao debate o incentivo para que cada cidadão, individualmente ou reunido em conselhos ou associações civis, seja estimulado a exercer o seu papel de sujeito no planejamento, gestão e controle das políticas públicas de saúde. Além disso, o extrapolamento do papel fiscalizador, com a consequente expansão do papel educador do serviço de Auditoria do SUS, é foco de atenção prioritária para avançar na gestão do SUS.




domingo, 19 de janeiro de 2014

Mawu-Lisa: a dualidade do masculin e principal feminino na cosmologia do Oeste Africano.


Mawu: A Fon / Ewe Ver


Carving de Mawu-Lisa: a dualidade do masculin e principal feminino na cosmologia do Oeste Africano.

Mawu é o deus supremo e criador de acordo com as pessoas Ewe / Fon de Abomey / Dahomey (República do Benim).Mawu representa a lua que traz a noite e temperatura mais baixa do mundo Africano. Ela é descrita como uma velha mãe que mora no Ocidente. Frieza é uma expressão da sabedoria e idade para o povo Fon. Mawu tem um parceiro chamado Liza que está associada com o sol. Liza é considerada pelos povos africanos como feroz e dura. Mawu e Liza são descritos como uma unidade inseparável, na base do universo. Eles são também considerados como gémeos. Sua unidade representes da ordem do universo. Liza é dito habitar no Oriente, e Mawu no Ocidente. Quando há um eclipse do sol ou a lua, o povo Fon pensar que Mawu e Liza estão fazendo amor. Mawu e Liza são os pais de sete pares de gêmeos. Esses gêmeos são deuses com diferentes domínios. Mawu e Liza nasceu de Nana Buluku, que criou o mundo.

    Os caminhos de Mawu são apenas
Em tempos antigos, Mawu enviou um mensageiro à Terra por dia para viajar de sol a sol. 1 Ele fez isso o tempo todo, a cada ano. Um dia, enquanto em seus recados, ele chegou Adjala, e em Adjala já era noite. Ele não mais poderia ir e por isso ele entrou em uma casa. Havia um homem que também estava na estrada. Quando a noite caiu, ele, também, foi para casa. Deram-lhes um lugar na mesma casa, os dois estranhos juntos. Mensageiro de Mawu perguntou ao outro: "Onde você está indo? Ele disse:" Eu estou indo para onde o sol se põe. Boa. Mensageiro de Mawu disse: "É a vida que dá uma companheira. Eu mesmo estou indo para o mesmo lugar. Nlorning A seguir, à primeira cockcrow, em uma casa ao lado deles, onde dormia uma criança doente, os pais choravam.
Mensageiro de Mawu foi para perguntar-lhes: "Por que você não dormiu a noite toda? Eles disseram:" Nós temos uma criança aqui que está muito doente. Muito bem. Agora, o mensageiro de Mawu tinha um saco em que levava um pouco de pó. Ele deu um pouco desse pó a um homem para dar à criança doente.
E voltou rapidamente para o homem que estava dormindo em sua casa, e disse: "Acorde! Acorde! Estamos indo embora. Eles levaram apenas alguns passos de distância da casa, quando de repente as pessoas da casa começou a gritar: "Onde está o estranho? Onde está o estranho? A criança estava morta.
Então, eles foram embora. Eles foram até. . . eles vieram para Savalou. Lá em Savalou eles passaram a noite. Eles se abrigaram em uma casa ao lado da estrada. No primeiro canto do galo, o mensageiro de Mawu levou algum sílex e fez uma fogueira. E este fogo ele colocou para a palha da casa onde ele tinha dormido. Ele disse que, agora, o outro homem: "Acorde, acorde! Devemos ir.
Depois que eles saíram, a casa pegou fogo. As pessoas perguntaram: "Onde estão os estrangeiros? Onde estão os estranhos? Mas eles se foram. Eles fugiram e continuou sua jornada. Como mensageiro de Mawu fez isso, seu companheiro, que era um ser humano, ficou surpreso. Ele não sabia que o outro era um vodun. Então chegaram Badahwedji onde o sol se põe. Ou seja, eles estavam quase lá.
Agora, havia um rio que separava Badahwedji de onde os dois viajantes estavam. Para atravessar o rio, deve-se colocar uma balsa e passar sobre ele. Havia um velho de Badahwedji que tinha o hábito de chegar à margem do rio para as folhas.Ele reuniu-os e voltou. Agora ele estava atravessando o rio pela segunda vez. Então mensageiro Mawu s seguido o velho. O velho saiu na frente. 1-Ie foi devagar, com cautela. Mensageiro de Mawu veio atrás dele e empurrou-o, para que ele caiu na watcr.
Quando ele fez isso, o homem que veio com o mensageiro de Mawu fugiu. Mensageiro Mawu s vi correr e ele o chamou de volta. "Venha, venha aqui, disse ele. Ele disse:" Isso não é onde você está indo. Você está indo para este lugar. Aqui ele é.O outro disse: "O que eu vi na estrada aqui é demais. Estou fugindo dele.
Mensageiro de Mawu disse: "Agora, eu não sou um homem. Eu sei que você está surpreso com tudo o que fiz. Mas eu não sou um ser humano. Na casa onde eu matei a criança, se a criança não tivesse morrido, o seu mãe e seu pai teria morrido quando ele deu seu primeiro passo. É Mawu que me enviou para destruir essa criança. Ele disse: "Naquela casa esta mãe e meu pai deram muitos filhos, e esta criança não poderia ser permitido para estragar suas vidas.
Ele disse: "A família que eu queimei a casa tem parentes ricos entre eles. Mas eles enterraram todo o seu dinheiro e os seus filhos são pobres. Então eu queimei a casa, para que quando eles quebram as paredes para fazê-los de novo e começar a cavar a fundação, eles vão encontrar o dinheiro. ~ ~
Ele disse: "Eu tinha o homem cair no rio, porque o rei de Badahwedji está morto. Para substituir este rei, um jovem deve ser nomeado. Se aquele velho estivesse vivo, um jovem não pode ser nomeado. Essa é por que Mawu enviou-me a jogá-lo na água. As pessoas ainda pensam que o velho será o seu rei. Mas se esse homem tornou-se rei, não haveria mais cabras, não há mais gado, não há mais crianças em que o reino. Sagbata faria vir em seu reino e matá-los, porque Mawu tinha ordenado que não se podia ser rei. Com um jovem rei, eles terão cabras, porcos e crianças também.
Então ele disse: "Eu, eu olho para os corações dos homens, 2 e Mawu me envia a olhar para as coisas. Você não deve ser surpreendido. Ano após ano, se eu não mudar para um homem, eu mudar para dor de cabeça e matar homens. mudo em serpentes e queimar casas. E quando, no curso da vida, você vê essas coisas, você vai saber que é Mawu que os envia.
1. Este é idiomática para "de leste a oeste. 
2. Lit. ", em estômagos dos homens.
 

Dahhomean Narrativa: Uma Análise Cross-Cultural; Melville Herskovits J & Frances S. Herskovits. 1958, da Universidade Northwestern de Imprensa Fonte: Tradições Togolaises: Annales de L'Université du Benin. Número Especial 1979, Serie Lettres 

OS FARAÓS NEGROS: NO SUDÃO, O MISTÉRIO DA CIVILIZA...

REDE MANDACARU BRASIL - RECOSOL - RMRN - Ilê Ilê Axé àrà-àiyé omim fun fun ofa bara lona orum aiye: OS FARAÓS NEGROS: NO SUDÃO, O MISTÉRIO DA CIVILIZA...: OS FARAÓS NEGROS: NO SUDÃO, O MISTÉRIO DA CIVILIZAÇÃO KUSH Uma civilização africana que rivalizou com os antigos egípcios e, por um ...

OS FARAÓS NEGROS: NO SUDÃO, O MISTÉRIO DA CIVILIZAÇÃO KUSH...

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

"A Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888, não passa de uma farsa".

"A Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888, não passa de uma farsa". Em artigo inédito, o diretor-executivo da Educafro, Frei David Santos Ofm, exemplifica a promulgação de sete atos oficiais, envolvendo o destino da população negra, que vão desde a implantação da escravidão à reabertura do país às imigrações européias. Há 503 anos, o Brasil foi invadido por colonizadores europeus, com o objetivo de enriquecimento de setores da Europa. Para isso, seria necessário muito trabalho pesado. A solução encontrada foi a oficialização da escravidão no país como política econômica. Assim, as relações raciais e sociais foram contaminadas e, até hoje, estamos colhendo seus malefícios. Com o passar dos anos, uma série de atos oficiais foi sendo promulgada. Por trás da capa de inclusão e solidariedade para com a população negra escravizada estava o objetivo de beneficiar os senhores das riquezas, das terras e do direito de vida e morte sobre os afro-brasileiros. Mais do que isso, a grande intenção da sociedade branca era excluir, marginalizar, afastar o negro do direito à terra, à educação, aos cuidados na infância e na velhice. A Lei Áurea não é elencada entre os sete atos, porque podemos considerá-la nula. Na prática, quando foi assinada, só 5% do povo negro viviam sob regime de escravidão. Os demais tinham conseguido a libertação por meio dos próprios esforços. Podemos dizer, no máximo, que serviu como estratégia para dar à população negra respaldo de libertação jurídica. Não teve como preocupação fixar as comunidades negras na terra e garantir as terras nas quais já viviam, reconhecida pelas próprias leis dos dominantes. Após a promulgação da Lei Áurea surgiu um movimento exigindo que o governo indenizasse os senhores que haviam perdido seus escravos. Rui Barbosa reagiu dizendo: "Se alguém deve ser indenizado, indenizem os escravos!". Tinha plena consciência das injustiças cometidas pela sociedade contra o povo negro. Hoje, na Uerj, muitos brancos abriram processos na justiça exigindo indenização (outra vaga) por "ter perdido" sua vaga para um negro. Quase nada mudou: trata-se o negro, ainda hoje, como "um sem direitos". Jogo dos sete atos oficiais 1º Ato O primeiro ato oficial foi a implantação da escravidão no Brasil. Através desta Bula (Dum Diversas) endereçada ao rei de Portugal, Afonso V, o papa Nicolau diz: "... nós lhe concedemos, por estes presentes documentos, com nossa Autoridade Apostólica, plena e livre permissão de invadir, buscar, capturar e subjugar os sarracenos e pagãos e quaisquer outros incrédulos e inimigos de Cristo, onde quer que estejam, como também seus reinos, ducados, condados, principados e outras propriedades... e reduzir suas pessoas à perpétua escravidão, e apropriar e converter em seu uso e proveito e de seus sucessores, os reis de Portugal, em perpétuo, os supramencionados reinos, ducados, condados, principados e outras propriedades, possessões e bens semelhantes...". Em 8 de janeiro de 1554, estes poderes foram estendidos aos reis da Espanha. Apoiados nesse documento, os reis de Portugal e de Espanha promoveram uma devastação no continente africano, matando e escravizando milhões de habitantes. A África era o único continente do mundo que dominava a tecnologia do ferro. Com a invasão e o massacre promovido pelos povos europeus e, em seguida, a sua exploração colonizadora, o continente africano ficou com as mãos e os pés amarrados, permanecendo, assim, até hoje. O poder colonial usou a Igreja para impor seus interesses escravistas. Cada ser humano, até hoje, tem uma postura política, e o poder faz uso desta postura conforme seus interesses. Outras posições da Igreja contra a escravidão e a favor da população negra não foram seguidas. Exemplo: o papa Urbano VIII, no ano de 1639, no breve "Comissum Vobis", afirmava que ficava automaticamente expulso da Igreja o católico que escravizasse alguém. Fechavam-se os ouvidos para ordens papais que não interessassem ao poder colonial. O papa Leão XIII, em sua Encíclica "In Plurímis" dirigida aos bispos brasileiros em 5 de maio de 1888, transmite-nos a frieza, crueldade e o tamanho do massacre promovido pelos exploradores: "Do testemunho destes últimos resulta, mesmo que o número dos africanos assim vendidos cada ano, à maneira dos rebanhos de animais, não se eleva a menos de 400.000 (quatrocentos mil) dos quais cerca da metade, após serem cobertos de pancadas ao longo de um áspero caminho, sucumbem, miseravelmente, de tal sorte que os viajores que percorrem aquelas regiões podem, quão triste é dizê-lo, reconhecer o caminho que os destroços de ossadas marcaram". O relato de massacre ("cerca de metade, após serem cobertos de pancadas ao longo de um áspero caminho, sucumbem miseravelmente") que nos é transmitido neste documento papal deve falar fundo em nossa consciência histórica de defensores da justiça do Reino de Deus. Todo cristão que tem senso de justiça deve reler estes 500 anos de colonização a partir das vítimas desta catástrofe colonizadora. 2º Ato "... pela legislação do império os negros não podiam freqüentar escolas, pois eram considerados doentes de moléstias contagiosas." Os poderosos do Brasil sabiam que o acesso ao saber sempre foi uma alavanca de ascensão social, econômica e política de um povo. Com este decreto, lei complementar à Constituição de 1824, os racistas do Brasil encurralaram a população negra nos porões da sociedade. Juridicamente, o decreto agiu até 1889, com a Proclamação da República. Na prática, sua intenção funciona até hoje. Por exemplo: por que as escolas das periferias não têm, por parte do governo, o mesmo tratamento qualitativo das escolas das cidades? Como é que uma pessoa afro-descendente favelada terá motivação para estudar numa escola de péssima qualidade? 3º Ato Quase todo o litoral brasileiro estava povoado por quilombos. Esses espaços eram formados por negros que, de diferentes formas, conquistavam a liberdade. Abrigavam, também, brancos pobres e indígenas que quisessem se somar ao projeto. Lá viviam numa organização social alternativa, tendo tudo em comum. As sobras de produção dos quilombos eram vendidas aos brancos das vilas. O sistema ? percebendo o crescimento do poder econômico do negro e que os brancos do interior estavam perdendo sua valiosa mão-de-obra de produção ? decretam a Lei da Terra (1850/nº 601): "... a partir desta nova lei, as terras só poderiam ser obtidas através de compra. Assim, com a dificuldade de obtenção de terras que seriam vendidas por preço muito alto, o trabalhador livre teria que permanecer nas fazendas, substituindo os escravos". Assim, o Exército brasileiro passa a ter como tarefa destruir os quilombos, as plantações e levar os negros de volta às fazendas dos brancos. O Exército exerceu esta tarefa até 25 de outubro de 1887, quando um setor solidário ao povo negro cria uma crise interna. O Império não mais admitirá que o Exército seja usado para perseguir os negros que derramaram seu sangue, defendendo o Brasil na guerra do Paraguai. A Lei de Terras não foi usada contra os imigrantes europeus. Segundo a coleção "Biblioteca do Exército", considerável parcela de imigrantes recebeu de graça grandes pedaços de terras, sementes e dinheiro. Isso prova que a lei de terras tinha um objetivo definido: tirar do negro a possibilidade de crescimento econômico por meio do trabalho em terras próprias e embranquecer o país com a maciça entrada de europeus. Na verdade, a ideologia do embranquecimento nunca parou de ter fortes adeptos no Brasil durante todos os tempos. Getúlio Vargas foi um partidário desta ideologia. O conteúdo do decreto nº 7.967, artigo 2º, de 18 de setembro de 1945, mostra isso: "atender-se-á, admissão dos imigrantes, a necessidade de preservar e desenvolver, na composição étnica da população, as características mais convenientes da sua ascendência européia, assim como a defesa do trabalhador nacional". 4º Ato A guerra do Paraguai (1864-1870) foi um dos instrumentos usados pelo poder para reduzir a população negra do Brasil. Foi difundido que todos os negros que fossem lutar na guerra, ao retornarem, receberiam a liberdade e os já livres receberiam terra. Além do mais, quando chegava a convocação para o filho do fazendeiro, ele o escondia e, em seu lugar, enviava de 5 a 10 negros. Durante a guerra, o Exército brasileiro colocou o nosso povo negro na frente de combate e foi grande o número dos mortos. Para se ter uma idéia, a população negra do Brasil era de 2 milhões 500 mil pessoas (45% do total da população brasileira). Depois da guerra, diminuiu para 1 milhão 500 mil pessoas (15% do total da população brasileira). Os poucos negros que sobraram, eram os que sabiam manejar as armas do Exército. Duque Caxias escreve para o imperador demonstrando temor sobre o fato: "... à sombra dessa guerra, nada pode livrar-nos de que aquela imensa escravatura do Brasil dê o grito de sua divina e humanamente legítima liberdade, e tenha lugar uma guerra interna como no Haiti, de negros contra brancos, que sempre tem ameaçado o Brasil e desaparece dele a escassíssima e diminuta parte branca que há!". 5º Ato A Lei do Ventre Livre (1871) até hoje é ensinada nas escolas como uma benfeitoria: "Toda criança que nascesse a partir daquela data nasceria livre". Na prática, esta lei separava as crianças de seus pais, desestruturando a família negra. O governo abriu uma casa para acolher estas crianças. De cada 100 que lá entravam, 80 morriam antes de completar 1 ano de idade. Foi inventada com o objetivo de tirar a obrigação dos senhores de fazendas de criar nossas crianças negras, pois, já com 12 anos de idade, poderiam sair para os quilombos à procura da liberdade negada nas senzalas. Com a determinação, surgiram os primeiros menores abandonados do Brasil. Em quase todas as igrejas do país, os padres tocaram os sinos aplaudindo a assinatura desta lei. 6º Ato A Lei do Sexagenário (1885) também é ensinada nas escolas como sendo um prêmio do "coração bom" do senhor para com o escravo que muito trabalhou. "Todo escravo que atingisse os 60 anos de idade ficaria automaticamente livre". Na verdade, essa foi a forma mais eficiente encontrada pelos opressores para jogar na rua os velhos doentes e impossibilitados de continuarem gerando riquezas, surgindo, assim, os primeiros mendigos nas ruas do Brasil. 7º Ato Com a subida ao poder do Partido Republicano, a industrialização do país passou a ser ponto-chave. A indústria precisava, fundamentalmente, de dois produtos: matéria-prima e mão-de-obra. Encontrar matéria-prima no Brasil não era problema. Quanto à mão-de-obra, o povo negro estava aí, disponível. A mão-de-obra passou a ser problema quando o governo descobriu que, se o negro ocupasse as vagas nas indústrias, iria surgir uma classe média negra poderosa, colocando em risco o processo de embranquecimento do país. A solução foi decretar, no dia 28 de junho de 1890, a reabertura do país às imigrações européias e definir que negros e asiáticos só poderiam entrar no país com autorização do Congresso. Esta nova remessa de europeus vai ocupar os trabalhos nas nascentes indústrias paulistas. Assim, os europeus pobres são usados, mais uma vez, para marginalizar o povo negro. A Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes), assumindo a reflexão destes 7 atos oficiais, está aprofundando com alunos, professores e coordenadores esta realidade e desafiando a população brasileira a encontrar caminhos para o enfrentamento do problema, buscando pistas de soluções eficazes. Essa é apenas uma pequena amostragem dos 503 anos de opressão e massacres ao qual o povo afro-descendente foi submetido em terras brasileiras. E convidamos você, leitor, juntamente com o grupo ou entidade na qual participa, a ajudar na recuperação da consciência histórica e de direitos do povo afro-descendente. * Diretor-executivo da Educafro - Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

RN é o 2º estado que mais devolve verba para segurança... MA GESTAO E BUROCRACIA INSTALADA NO RN...

RN é o 2º estado que mais devolve verba para segurança Publicação: 13 de Janeiro de 2014 às 10:14 Comentários 2 Enviar por emailImprimirAumentar FonteDiminuir Fonte A Segurança Pública é um dos principais problemas apontados pelos potiguares nos últimos anos. Contudo, o Rio Grande do Norte foi um dos estados brasileiros que mais devolveu verbas federais que deveriam ser destinadas a melhorias na área de segurança. Nos últimos três anos, municípios, Estado e ONG's devolveram R$ 12,08 milhões. De acordo com números da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) divulgados pelo jornal O Globo, em três anos o Ministério da Justiça recebeu de volta R$ 135,35 milhões da verba que havia sido repassada aos estados. As devoluções ocorrem devido ao mau uso da verba, quando há irregularidades no projeto ou a ação não foi executada, ou quando o projeto aproveita a verba de maneira mais ordenada e há economia na execução. A última alternativa, segundo a Senasp, é a mais incomum. saiba mais Aumenta a quantidade de presos No ranking dos que mais devolvem recursos, São Paulo lidera com R$ 23,3 milhões repassados de volta ao Governo Federal em três anos. O "vice-líder" é o Rio Grande do Norte, com R$ 12,08 milhões, seguido por Rio Grande do Sul (R$ 7,9 milhões), Pernambuco (R$ 7,71 milhões), Rio de Janeiro (R$ 7,71 milhões), Paraná (R$ 7,68 milhões) e Amazonas (R$ 7,52 milhões).

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

#OuvindoNaLognPlay MANDACARU RN - RESISTENCIA NORDESTINA 23 ANOS NAÇÃO NORDESTINA... via @lognplay

#OuvindoNaLognPlay MANDACARU RN - RESISTENCIA NORDESTINA 23 ANOS NAÇÃO NORDESTINA... via @lognplay

Ensino da cultura afro-brasileira nas escolas depende de “boa vontade”

Ensino da cultura afro-brasileira nas escolas depende de “boa vontade”

Ao longo de 2013 os movimentos sociais estiveram nas ruas para denunciar o genocídio da população negra. Descaso com a Lei 10.639 em todo o país e resistência às cotas, em SP, agitaram pauta dos movimentos.
(7’17” / 1.7 Mb) - Na luta permanente contra o racismo, ao longo de 2013 os movimentos sociais estiveram nas ruas para denunciar o genocídio da população negra. Ao mesmo tempo a constatação de que a Lei 10.639 ainda não foi implementada é um dos sintomas da falta de comprometimento dos governantes com essa parcela da população, formada por mais de 100 milhões de pessoas, segundo o IBGE.
Resultado da pressão popular, desde 2003 essa lei tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e particulares. A legislação alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que cinco anos depois foi modificada pela Lei 11.645/08, incluindo a temática indígena.
Em 2013, a Lei 10.639 completou uma década, e o que se percebe é que o tema não é tratado como obrigação. São poucas iniciativas de aplicação da norma, tocadas por educadores geralmente negros já engajados com o debate. A situação é confirmada no depoimento da professora da rede pública Adriana Moreira.
“O que eu tenho que fazer é levar a pauta para sala de aula, pensar nos valores civilizatórios afro-brasileiros e como esses valores podem organizar o meu trabalho dentro da sala de aula, metodologia, enfim. Mas normalmente é um ou dois professores. Não tem uma disposição do coletivo de professores ou mesmo da gestão da escola em implementar a lei e tornar esse um conteúdo estruturador do currículo e do projeto político-pedagógico, da escola.”
A educadora avalia que a dificuldade de aplicação da lei também está relacionada à própria formação dos professores, pois cursos superiores de licenciatura e pedagogia ainda resistem em incorporar disciplinas sobre o tema em seus currículos. Adriana questiona a falta de ferramentas que possam ajudar a fiscalizar a implementação efetiva da lei, como o próprio Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
“A lei não dispõe recursos específicos para trabalhar com a temática e não prevê avaliação do processo. Porque o Ideb precisava ter um componente. A implementação da lei 10.639 poderia vir a ser um dos critérios de avaliação das unidades escolares, e que infelizmente a gente ainda não viu isso.”
O Ideb é calculado com base em taxas de aprovação e desempenho dos estudantes na Prova Brasil.
Teimosia paulista
Também na área da educação, as políticas de ações afirmativas estão entre as principais pautas do movimento negro. No último mês de agosto, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei de Cotas Sociais, que destina 50% das vagas em universidades e escolas técnicas federais para estudantes oriundos de escolas públicas. Dentro dessa cota haverá a distribuição entre negros, pardos e indígenas, conforme a composição da população em cada estado.
Na contramão da democratização do acesso ao ensino superior, muitas universidades estaduais ainda oferecem grande resistência para a adoção de cotas, sobretudo em São Paulo. Para o professor de História e integrante da UNEafro Brasil Douglas Belchior, essa postura é consequência de um projeto político.
“É um projeto do governo do estado e do governador [Geraldo] Alckmin do PSDB que são contra as cotas e a presença de pobres e negros nas universidades. Eles continuam fazendo da universidade essa ilha de exclusão.”
No decorrer dos anos, as universidades paulistas adotaram políticas próprias de inclusão. A USP e a Unicamp concedem aos estudantes de escolas públicas – contemplando pretos, pardos e indígenas – um bônus que é acrescido na nota final. A Unesp implantou cotas, mas a medida foi considerada tímida pelos movimentos por ser gradual. A universidade atingirá a meta de reservar metade das vagas somente em 2018.
Em junho de 2013 a Frente Pró-Cotas Raciais de São Paulo apresentou na Assembleia Legislativa um modelo de Projeto de Lei que prevê reserva de 55% das vagas nas instituições de ensino superior mantidas pelo estado (USP, Unesp, Unicamp e Fatec). Ao mesmo tempo, há uma campanha que pretende coletar 200 mil assinaturas em apoio ao projeto.
Contrariando o histórico do governo de São Paulo na adoção de políticas afirmativas, Alckmin anunciou no começo de dezembro um projeto de lei prevendo cota racial no serviço público estadual. A proposta reserva 35% das vagas na administração direta e indireta para negros, pardos e indígenas. Belchior avalia que a iniciativa é resultado da conjuntura política atual e da pressão popular que o movimento tem feito nos últimos anos.
“Agora ele tem um governo do PT muito próximo a ele, que é a experiência do Haddad na prefeitura. E o PT tem como característica avançar um pouco mais que o PSDB em algumas políticas de reparação especialmente nessas questões relacionadas a questão racial. E isso força ele ainda mais em um ano pré-eleitoral a ter uma resposta mais rápida. Então, não é por acaso que logo em seguida que a Dilma anuncia que o Alckmin vem seguida para fazer esse anuncio.”
No início de novembro, a presidenta Dilma Rousseff encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei que reserva 20% das vagas do serviço público para negros. A proposta foi anunciada durante a abertura da 3ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (III Conapir).
Face violenta do racismo
Enquanto as pautas relacionadas às ações afirmativas caminham a passos lentos, a violência contra jovens negros continua em alta e com respostas tímidas do Estado. As vítimas de homicídios no Brasil apresentam um perfil em comum. Segundo dados do Ministério da Saúde, 53% são jovens. Desses, mais de 75% são negros.
O programa Juventude Viva, lançado pelo governo federal em setembro de 2012, para fazer o enfrentamento da violência contra a juventude negra no país ainda não deu respostas aos movimentos. Débora Maria, coordenadora do movimento Mães de Maio, que organiza familiares de jovens mortos por policiais, tem receio de que o projeto seja usado apenas como uma política “oportunista”.
“A política que o nosso governo oferece para a juventude é encarceramento em massa e extermínio por parte das instituições dos policiais. Então, o que a gente vê é um número crescente por parte do extermínio e sem uma punição severa aos algozes dos nossos filhos”
Estimativas indicam que apenas 3% dos casos em que há morte em confronto com a polícia são investigados no país. Como forma de combater esses absurdos, os movimentos exigem o fim dos “autos de resistência” e a desmilitarização das polícias.
De São Paulo, da Radioagência NP, Daniele Silveira.
23/12/13
Foto: Reprodução

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